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:: ‘justiça’

Alexandre envia denúncia ao MPE sobre gastos de Bolsonaro com motociatas

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(Foto: Reprodução)

O ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), abriu prazo para o Ministério Público Eleitoral (MPE) dizer se vê elementos para investigar os gastos do presidente Jair Bolsonaro (PL) com a participação em motociatas de apoio ao governo.

O pedido de investigação foi feito pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), que apontou “gastos exorbitantes” no cartão corporativo do presidente durante esses eventos.

Moraes despachou em um processo, aberto a partir de representação do PDT, que analisa se Bolsonaro vem usando as motociatas para fazer propaganda antecipada.

Foto: Reprodução

Leia mais: Vídeo: Sassá pede que Bolsonaro e Menezes sejam multados por motociata sem capacete

O levantamento do deputado Elias Vaz, feito a partir de informações do Portal da Transparência da Presidência da República, apontou, por exemplo, mais de R$160 mil em passagens e diárias para Bolsonaro participar da motociata em São Paulo, no dia 15 de abril.

“Há indícios graves de que o Bolsonaro esteja utilizando o cartão corporativo para custear campanha fora da época autorizada por lei. É um desrespeito utilizar dinheiro público com essa finalidade”, afirma o deputado.[fonte portal m1]

MP Eleitoral representa contra União Brasil, PL, Avante e PT por propagandas partidárias irregulares na Bahia

Logo MPF/BASiglas podem perder de oito a 40 minutos de tempo em televisão e rádio

O Ministério Público (MP) Eleitoral, por meio da Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE/BA) ajuizou, entre 7 e 15 de junho, quatro representações em face dos diretórios regionais dos partidos União Brasil, Liberal (PL), Avante e dos Trabalhadores (PT), por propaganda partidária irregular em favor da exposição de seus respectivos pré-candidatos nas eleições gerais de 2022.

De acordo com o procurador Regional Eleitoral da Bahia, Fernando Túlio da Silva, os partidos utilizaram seus horários de propaganda partidária gratuita em televisão e rádio para a promoção pessoal de seus pré-candidatos ao governo ou ao legislativo federal. A prática é vedada pela Lei nº 9.096/96 que determina que, ao contrário da propaganda política, o tempo de exibição no rádio e na TV reservado para propaganda partidária deve ser utilizado pelos partidos para: difundir os programas partidários; transmitir mensagens aos filiados sobre a execução do programa partidário, eventos e atividades do partido; divulgar a posição do partido em relação a temas políticos e ações da sociedade civil; incentivar a filiação partidária e esclarecer o papel dos partidos na democracia brasileira; e promover e difundir a participação política das mulheres, dos jovens e dos negros.

Aos partidos políticos que descumprem esses termos, a lei prevê a pena de cassação do horário de exibição gratuita previsto para o semestre seguinte, podendo o partido perder de duas a cinco vezes a soma do tempo (calculado em minutos) de propaganda que foi utilizado de forma irregular. O MP Eleitoral pode ajuizar representações por propagandas partidárias irregulares até o último dia do semestre em que foi utilizada a inserção impugnada, salvo se a veiculação ocorrer nos últimos 30 (trinta) dias desse período, hipótese em que o prazo se findará no 15º (décimo quinto) dia do semestre seguinte.

União Brasil – na representação ajuizada em 7 de junho, a PRE/BA aponta inserções em emissoras de TV e rádio do estado, nos dias 1, 3 e 6 de junho, para a promoção pessoal, notadamente, de Antônio Carlos de Magalhães Neto (ACM Neto), pré-candidato a governador pelo partido. O órgão requer a cassação de oito minutos em televisão e rádio no tempo de propaganda partidária gratuita previsto para o partido para o segundo semestre.

Número para consulta processual: 0600494-94.2022.6.05.0000.

PL – de acordo com a representação de 9 de junho, o partido desvirtuou o espaço de propaganda partidária em emissoras de TV e rádio da Bahia nos dias 2, 4, 6, 9, 11, 13, 18, 20, 23, 25 e 27 de maio, para a promoção pessoal, notadamente, de João Inácio Ribeiro Roma Neto (João Roma) e de Raíssa Oliveira Azevedo de Melo Soares (dra. Raíssa Soares), pré-candidatos a governador e senadora pelo partido. O órgão requer a cassação de 40 minutos em televisão e rádio no tempo de propaganda partidária gratuita previsto para o partido para o segundo semestre.

Número para consulta processual: 0600498-34.2022.6.05.0000.

Avante – a PRE/BA relata, na representação ajuizada em 10 de junho, que o partido desvirtuou o espaço de propaganda partidária em emissoras de TV e rádio no estado, nos dias 7, 9, 11, 14 e 16 de março, para a promoção pessoal, notadamente, de André Luis Gaspar Janones (André Janones), pré-candidato a presidente da república pelo partido. O órgão requer a cassação de dez minutos em televisão e rádio no tempo de propaganda partidária gratuita previsto para o partido para o segundo semestre.

Número para consulta processual: 0600499-19.2022.6.05.0000.

PT – na representação, ajuizada em 15 de junho, a PRE/BA aponta inserções em emissoras de TV e rádio do estado nos dias 13, 16, 18, 20, 23, 25, 27 e 30 de maio, para a promoção pessoal, notadamente, do governador Rui Costa dos Santos (Rui Costa) e de Jerônimo Rodrigues Souza (Jerônimo Rodrigues), pré-candidato a governador pelo partido. O órgão requer a cassação de 28 minutos em televisão e rádio no tempo de propaganda partidária gratuita previsto para o partido para o segundo semestre.

Número para consulta processual: 0600505-26.2022.6.05.0000.

Sobre o MP Eleitoral – O Ministério Público Eleitoral não tem estrutura própria: é composto por membros do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público Estadual. O procurador-geral da República exerce a função de procurador-geral Eleitoral perante o Tribunal Superior Eleitoral. Nos estados, um membro do MPF chefia o MP Eleitoral e atua como procurador regional Eleitoral. Já os promotores eleitorais são promotores de Justiça (membros do Ministério Público Estadual) que exercem as funções por delegação do MPF.

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal na Bahia

EX- PREFEITO DE ITACARÉ DR. JARBAS RECEBE MAIS DE 20 MIL DE SALÁRIO EM CARGO COMISSIONADO NA PREFEITURA

O ex-prefeito da cidade Itacaré no Sul da Bahia, (o médico) Jarbas Barbosa Barros; recebe um salário de : R$ 20.320,00 ( vinte mil trezentos e vinte reais) como servidor temporário da prefeitura.Jarbas esteve como prefeito na cidade de Itacaré durante os períodos de : 2001 à 2008 de
2013 a 2016. No segundo mandato ele não conseguiu fazer sucessor. O seu grupo político, perdeu a eleição para o atual prefeito Antônio de Anísio no ano de 2008. Em 2016, Jarbas se aliou ao atual prefeito “Antônio de Anísio” para derrotar o candidato a prefeito Nego de Saronga.

Na época Antônio de Anísio era opositor político de Jarbas. “Diz a lenda, que os dois era igual água e óleo”. Eles não se misturavam ! Porém, desde as últimas eleições; eles estão caminhando lado a lado na política. Após uma consulta, no Sistema Integrado de Gestão e Auditoria do Tribunal de Contas dos Municípios; verificou-se que Dr. Jarbas aparece na folha de pagamentos da prefeitura recebendo o salário como médico.

TSE CASSA MANDATOS DE 4 VEREADORES E ANULA TODOS O VOTOS DO PSB

Em sessão plenária realizada nesta sexta-feira (17), o Tribunal Superior Eleitoral – TSE decidiu anular por unanimidade todos os votos dados a legenda PSB no município de Caatiba, no Médio Sudoeste da Bahia, referentes às eleições municipais de 2020, o que na prática representa a perda dos mandatos de 4 vereadores do partido, eleitos naquele pleito.

De acordo com a decisão do TSE, o PSB local fraudou a ‘cota de gêneros’, inscrevendo na chapa proporcional as candidatas Maria das Graças Silva dos Santos Batista e Vanessa de Oliveira Santos para complementar a cota, mas que sequer participaram do pleito como verdadeiras candidatas, não distribuíram propaganda eleitoral, nem pediram votos.

Com a decisão do TSE, todos os votos dados aos candidatos do PSB foram considerados nulos, o que levará a uma nova recontagem dos votos e aplicação da proporcionalidade com os votos considerados válidos dos demais partidos, exceto os do PSB.

Na prática, perdem os mandatos os vereadores Renatinho, Tio Felipe, Bergue Dias e Dilson do Taxi, dentre outras consequências, como a perda dos direitos políticos de todos os envolvidos e até de membros da chapa majoritária, caso sejam responsabilizados pelo fraude.

A decisão atinge em cheio o grupo oposicionista do Dr. Parlo Henrique, que lidera a legenda na cidade.

Por Davi Ferraz

MP quer suspender São João em Jequié

Pelo mesmo motivo, o MP também tenta suspender a festa junina em Itabuna, que também enfrenta uma epidemia de dengue, com registro de mortes.

Intolerância em Poções | mãe de adolescente vítima de transfobia relata violências vividas até dentro de casa

Fotos: Edição | BLOG DO ANDERSON

A mãe do adolescente trans que teve a casa apedrejada após reivindicar o direito na escola disse que não vai parar de apoiar o filho. Nesta terça-feira (7), a Secretaria Municipal de Educação de Poções, no Centro Sul Baiano, informou que o colégio que ele estuda adotou o nome social, como pedido. “Eu acredito que depois de toda essa história, a minha estrada dentro da família LGBT está se iniciando, porque meu filho vai ter meu apoio para o resto da vida e todas as outras crianças vão ter meu apoio”, disse a mulher, que prefere não revelar a identidade. Nas janelas da casa da família ficaram as marcas da transfobia. Desde abril deste ano, a mãe do adolescente tem enfrentado diversos problemas depois que procurou a escola para que o nome social do filho fosse adotado.  O adolescente de 12 anos, transgenero, já usava o nome social entre amigos e em casa e queria que esse direito fosse garantido também na escola. “Quando eu procurei a gestora da escola, eu fui até muito bem acolhida e recebida por ela, porém creio eu que por falta de conhecimento, por nunca ter tido essa situação na escola, ela pediu que eu procurasse a secretaria”, afirmou a mulher.

“Quando eu procurei a secretaria eles falaram que seria necessária uma resolução para que abrangesse todo o município”. Depois de encontrar dificuldades na escola a mãe do adolescente buscou apoio na Câmara Municipal de Poções. Uma vereadora então apresentou um Projeto de Lei. A proposta prevê a adoção do nome social de pessoas trans nas escolas e outros ambientes de Poções. Com a repercussão do caso, os ataques de transfobia começaram. Foram vários ataques à casa da família em diferentes noites: tapas na parede, gritos, murros no portão da casa, desligamento da energia e o mais grave de todos: o vidro da janela da sala foi quebrado durante a madrugada. “A gente estava dormindo, aí veio aquele barulhão, bateram na janela, na porta e gritaram lá fora”, relatou a mãe do adolescente. Apesar de existir legislação federal e ainda normas estaduais que garantem às pessoas menores de 18 anos o direito de ter o nome social adotado nas escolas, esse direito era desconhecido pela direção da escola e por grande parte da comunidade.

O assunto passou a ser discutido na Câmara Municipal de Poções e se tornar Projeto de Lei. “A gente sabe que a utilização do nome social na escola é uma estratégia contra a evasão escolar, visto que a gente tem essa realidade no município, que o eu acontecia antes fora da escola, acontece dentro da escola, e por isso a gente escuta a falar mais sobre isso”, afirmou a vereadora Larissa Laranjeira Lima Alves (PCdoB). “Esse direito precisa ser garantido para manter a permanência do aluno na escola. A gente trouxe a temática para a Câmara Municipal e o Município precisa instituir a sua própria política”, concluiu. Segundo a Secretaria de Educação, houve um desconhecimento da legislação por parte da escola por se tratar do primeiro caso de solicitação de adoção do nome social na rede municipal de ensino. Ainda segundo a Secretaria, a alteração já foi realizada e outras medidas estão sendo adotadas para que a situação não se repita. Além dos ataques a residência, o caso ganhou repercussão nas redes sociais.

Um pastor evangélico convocou um grupo de religiosos para inibir que o projeto de lei fosse votado na Câmara Municipal de Poções, e se referiu a proposta como uma “aberração”. Por meio de nota, o pastor nega as acusações de transfobia e disse não ser possível comprovar que os áudios divulgados por ele nas redes sociais tenham relação com a violência sofrida pela família em casa. Para a advogada Amanda Souto, o pastor deve ser responsabilizado judicialmente. Segundo o Coletivo “Nós da diversidade”, que apoiou a família nas conversas com a Secretaria Municipal de Educação, o caso do adolescente traz a tona questões que precisam ser cada vez mais discutidas para que os ataques transfóbicos parem de acontecer. Além do suporte do Coletivo Municipal, a mãe e o adolescente tem recebido apoio de diversas partes do Brasil. Uma arrecadação de dinheiro online foi criada por um empresário de Brasília para ajudar a família. Com esse apoio e amor de tantas pessoas, mãe e filho seguem lutando no combate a transfobia. “As mães que tiverem compreendendo todo esse processo têm meu apoio e eu não tenho intenção de parar de lutar pelo meu filho”, disse a mãe do adolescente. Informações do g1 e TV Sudoeste.

POÇÕES-BA-nome social de jovem trans que teve casa apedrejada após reivindicar direito em escola


Após caso de transfobia em Poções, na BA, nome social de adolescente é adotado em escola

Após caso de transfobia em Poções, na BA, nome social de adolescente é adotado em escola

A Secretaria Municipal de Educação da cidade de Poções, no sudoeste da Bahia, adotou o nome social do adolescente trans que teve a casa apedrejada após reivindicar o direito na escola. O caso é acompanhado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).

O caso chegou à secretaria porque a mãe do garoto procurou a pasta, para pedir que o nome social do filho, que tem 12 anos, fosse adotado na escola. Antes, ela já tinha buscado a secretaria da unidade escolar, que a encaminhou para o órgão municipal.

Além de adotar o nome social do garoto, a Secretaria de Educação informou que iniciou um trabalho de conscientização em todo o município, para que situação não volte a acontecer em outras escolas. No caso do adolescente, o nome ainda é considerado “social” porque ele não foi retificado em certidão.

Pastor suspeito de incitar ataques

 

Secretaria de Educação adota nome social de jovem trans que teve casa apedrejada após reivindicar direito em escola — Foto: Ministério Público da Bahia (MP-BA)

Secretaria de Educação adota nome social de jovem trans que teve casa apedrejada após reivindicar direito em escola — Foto: Ministério Público da Bahia (MP-BA)

A mãe do adolescente contou que a família tem sido vítimas de ataques. Ela relatou que, desde que começou a pedir a adoção do nome social do filho, as pessoas têm passado pela casa da família, à noite, batendo no portão, gritando e desligando a energia elétrica. No caso mais recente, quebraram o vidro da janela da sala.

A suspeita é de que um pastor evangélico esteja incentivando transfobia e o ódio contra o adolescente, gravando áudios e encaminhando para pessoas da cidade. A Polícia Militar, que chegou a ser acionada em um dos ataques à família, informou que orientou a mãe do garoto a registrar o caso em delegacia.

O órgão vai apurar eventuais condutas ilícitas e criminais que tenham sido cometidas pelo pastor, contra o adolescente.

Em nota, o pastor informou: “[O áudio] sequer menciona algum endereço ou nome civil, mas estão tentando influenciar e comover a opinião pública de eu ser responsável pelo ódio e ataques dirigidos a adolescente trans, convenientemente ocorrido sem qualquer evidência, tentando relacionar o vazamento do áudio com o suposto apedrejamento, não oferecendo nenhuma prova que foi causado por pessoas da igreja”.

Os responsáveis pelos ataques à família do adolescente ainda não foram identificados. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também acompanha o caso.

CANDIDATO LARANJA | TSE anula votos dados ao PP em município baiano; saiba situação em Conquista

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, de forma inédita, pela anulação dos votos dados ao PP em Jacobina, na Bahia, na eleição de 2020. Uma ação semelhante tramita por Vitória da Conquista desde o fim da apuração da mesma eleição, mas o clima de incertezas ainda impera no ar, sem qualquer definição judicial. SAIBA MAIS AQUI.

Já em Jacobina, a Corte acolheu a tese do advogado eleitoralista Neomar Filho, que apontou a fraude à cota de gênero na chapa de vereadores, e modificou a decisão proferida pelo TRE da Bahia que havia julgado improcedentes os pedidos da ação.

No voto, o relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, entendeu que candidatas tiveram votação zero, prestaram contas de fome idêntica, além de não terem praticado qualquer ato de campanha, o que configura candidatura “laranja”.

Para Neomar Filho “a instrução processual demonstrou, com provas robustas, que houve fraude na formação da chapa de vereadores e vereadoras nas eleições de 2020 em Jacobina”.

“De maneira reprovável, mulheres foram usadas tão somente para compor um número, em total desprestígio à democracia e em desrespeito à paridade de gênero. A decisão, que cassou o diploma do vereador eleito mediante a burla à legislação, tem efeitos acima de tudo pedagógicos, além de decretar a nulidade dos votos obtidos pelo partido das candidatas laranjas, bem como de decretar a inelegibilidade de todos os envolvidos nessa fraude”, afirma. A decisão muda a composição na Câmara Municipal da cidade.

Caso Lucilene: Justiça nega pedido de prisão de suspeito de assassinar empresária em Porto Ferreira

Vanderlei Meneses, de 42 anos, é suspeito de assassinar a empresária Lucilene Maria Ferrari, em Porto Ferreira — Foto: Reprodução/Facebook

Vanderlei Meneses, de 42 anos, é suspeito de assassinar a empresária Lucilene Maria Ferrari, em Porto Ferreira — Foto: Reprodução/Facebook

A Justiça de Porto Ferreira (SP) negou, nesta terça-feira (3), o pedido de prisão preventiva de Vanderlei Meneses, de 45 anos, suspeito do assassinato da ex-sócia e empresária Lucilene Maria Ferrari, de 48. A informação foi confirmada ao g1 pelo advogado de defesa de Meneses, Natanael Gonçalves Xavier.

O processo sobre a investigação da morte da empresária, que desapareceu em 2019 e teve o corpo identificado em abril de 2022, corre em segredo de Justiça. O g1 não teve acesso à decisão.

Para Xavier, a decisão foi acertada e ponderada dentro das condições do processo. (veja abaixo o posicionamento completo)

 

A família de Lucilene foi procurada e informou que a advogada vai tomar providências, mas ainda não detalhou quais. Procurado, o Tribunal de Justiça (TJ-SP) informou que não tem informações disponíveis por conta do segredo de Justiça.

O g1 também não conseguiu contato com a Polícia Civil e aguarda posicionamento da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

O corpo de Lucilene foi encontrado em outubro do ano passado enterrado em uma mata na cidade. Na última terça-feira (26), um exame de DNA comprovou que a ossada encontrada era da empresáriaO corpo foi enterrado na quinta-feira (28).

Meneses chegou a ser preso em fevereiro de 2020, mas foi solto 2 meses depois por falta de provas. Na quarta-feira (27), a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do homem.

Defesa de Vanderlei vê decisão acertada

O advogado de defesa de Meneses disse ao g1 que alguns requisitos do código de processo penal não foram cumpridos e, por isso, a prisão preventiva não foi decretada.

“O pedido foi precipitado. Talvez não fosse o momento de pedir uma prisão preventiva. Não há nos autos prova suficiente da autoria. Existe a materialidade, o corpo foi encontrado. Aparentemente foi um assassinato brutal, onde houve a destruição do cadáver, a ocultação do cadáver. Os delegados e o promotor de justiça pediram a prisão preventiva e o juiz não acatou, de acordo com todas as fundamentações e argumentações já constantes no processo”, disse.

Xavier disse ainda que, com a repercussão do caso, existe uma preocupação com a comoção social. “Que acaba por condenar alguém que muitas vezes não deve. Nós somos profissionais que atuam em processo e a gente não pode se deixar se levar por isso”, afirmou.

Desaparecimento na véspera de Natal

 

A empresária Lucilene Maria Ferrari desapareceu em dezembro do ano passado — Foto: Arquivo Pessoal

A empresária Lucilene Maria Ferrari desapareceu em dezembro do ano passado — Foto: Arquivo Pessoal

Lucilene desapareceu no dia 24 de dezembro de 2019 e o próprio sócio registrou o caso na delegacia dois dias depois, segundo a advogada da família, Sandra Peporini.

No dia do sumiço, ela estava apenas com a roupa do corpo e, segundo o sócio, R$ 1,5 mil. Os dois celulares dela ficaram em casa. A Polícia Civil abriu inquérito e interrogou o homem, mas ele entrou em contradição, segundo a advogada.

Vanderlei disse que Lucilene iria passar a véspera do Natal com a família em Descalvado. Contudo, em conversa com a mãe, no dia 24 de dezembro, Lucilene disse que iria passar a data com o Vanderlei.

Ainda segundo a advogada, a localização do celular de Vanderlei aponta que ele estava em uma área de mata no dia 25 de dezembro. Contudo ele afirma que estava no hotel. A polícia também coletou amostras de sangue no hotel, mas os resultados não foram divulgados.

Lucilene foi encontrada enterrada em Porto Ferreira — Foto: Reprodução/Facebook

Lucilene foi encontrada enterrada em Porto Ferreira — Foto: Reprodução/Facebook

Corpo encontrado e DNA

Segundo a Polícia Civil, o corpo de Lucilene foi encontrado em outubro de 2021, em uma área de mata de difícil acesso do município. Um cachorro de trabalhadores rurais encontrou o cadáver.

Ela estava enterrada e o local estava com cimento e cal. Familiares disseram que o corpo estava sem um braço e sem roupas.

Em abril de 2022, o Instituto de Criminalística concluiu o laudo de DNA confirmou que o corpo encontrado era de Lucilene.

A família disse que o local onde o corpo estava enterrado é o mesmo onde o sinal do celular de Meneses foi rastreado.

No dia 27 de abril, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Vanderlei Meneses. A polícia ainda não divulgou qual a linha de investigação está seguindo e quais são acusações e provas contra Meneses.

Nas redes sociais, o perfil do suspeito mostra que ele está vivendo em Goiatuba (GO).

Sequestro, violência sexual e assassinatos: indígenas Yanomami denunciam perseguição após invasão por garimpo ilegal

Na semana passada, Júnior Hekurari, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami, denunciou que uma menina de 12 anos foi estuprada e morta por garimpeiros em Roraima. A aldeia em que ela vivia foi encontrada incendiada e vazia. Líderes indígenas dizem que é tradição desses povos queimar e evacuar a região onde moram após a morte de um parente. A Comissão de Direitos Humanos do Senado vai realizar uma diligência para acompanhar a situação dos indígenas.