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:: ‘justiça’

Justiça indefere pedido do MP e ‘Pedrão’ de Eunápolis está confirmado

Justiça indefere pedido do MP e 'Pedrão' de Eunápolis está confirmado

Foto: Reprodução / Antônio Varjão

O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Eunápolis, Roberto Freitas, indeferiu nesta segunda-feira (27) o pedido de liminar do Ministério Público estadual pelo cancelamento das festas juninas em Eunápolis.

 

Com a decisão, a prefeitura municipal confirmou a realização do “Pedrão”, entre os dias 29 de junho e 03 de julho (veja aqui).

 

Na sua decisão, o juiz alegou que a suspensão da festa “causará um grande problema econômico e social”. De acordo com a gestão municipal, a estimativa é que este evento vai injetar cerca de RS 50 milhões na economia do município com o aquecimento do comércio local e a circulação de turistas.

 

De acordo com a gestão, a expectativa é de haja uma arrecadação municipal de cerca de RS 5 milhões com os festejos juninos, além da geração de 5 ml empregos temporários.

 

O comércio, os barraqueiros e o setor hoteleiro local já estão preparados para os festejos e investiram para terem a geração de renda no evento. Os hotéis já estão com reservas feitas. Além disso, a maioria dos grandes artistas já tiveram 70% do cachê dos shows pagos.

Investigação sobre Milton Ribeiro seguirá após acusação de interferência na PF

Investigação sobre Milton Ribeiro seguirá após acusação de interferência na PF

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Um dia após ser preso em operação da Polícia Federal sobre um balcão de negócios montado no MEC (Ministério da Educação), o ex-ministro Milton Ribeiro foi solto por decisão da Justiça.
Além disso, um delegado da PF se queixou de interferência nas investigações, conforme revelou a Folha. O caso agora continuará em apuração em meio à suspeita -levantada dentro da própria corporação– de tratamento diferenciado dado ao ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL).
O juiz federal Ney Bello, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), decidiu nesta quinta-feira (23) pela revogação da prisão preventiva do ex-ministro e dos demais detidos na operação Acesso Pago, entre eles os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, ambos ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ribeiro é investigado pelas suspeitas de crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência, num caso que enfraquece ainda mais o discurso anticorrupção de Bolsonaro.
Ainda nesta quinta, Bruno Calandrini, delegado da PF responsável pelo pedido de prisão, afirmou em mensagem enviada a colegas que houve “interferência na condução da investigação” e citou tratamento diferenciado ao ex-ministro, que não foi transferido para a sede da corporação em Brasília –como havia decidido na quarta o juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal em Brasília.
Borelli é o juiz federal que determinou a prisão de Ribeiro. De acordo com a Justiça Federal do Distrito Federal, após sua decisão, ele recebeu centenas de ameaças de grupos de apoio ao governo Bolsonaro.
Já Ney Bello, que revogou as prisões, está em campanha para ser indicado por Bolsonaro para uma das duas vagas de ministros abertas no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
“Verifico que a busca e apreensão já foi realizada, as quebras de sigilos já foram deferidas e não há razão o bastante para a manutenção da prisão, sem a demonstração concreta de onde haveria risco para as investigações”, disse o magistrado.
Segundo ele, apesar de não ser necessária a prisão, os possíveis crimes devem ser investigados.
Em nota, o advogado do ex-ministro, Daniel Bialski, disse que na decisão “felizmente, a ilegalidade foi reconhecida e a prisão revogada. A defesa aguarda o trâmite e a conclusão do inquérito, quando espera que será reconhecida a inocência do ex-ministro”.
Na investigação em andamento, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancários do ex-titular do MEC, de sua esposa, Myrian Pinheiro Ribeiro, e da filha e do genro do pastor Arilton Moura.
Empresas ligadas aos dois pastores e ao ex-assessor do MEC Luciano Musse –outro alvo da apuração– também tiveram os sigilos afastados.
Um dos motivos para a quebra foi a venda de um automóvel por Ribeiro para o pastor Arilton, cuja transação foi encontrada pela CGU (Controladoria-Geral da União).
Segundo o relatório do órgão de controle, a venda se deu após o surgimento de denúncias de irregularidades no MEC e vai no sentido contrário das tentativas do ex-ministro de se descolar dos pastores.
Os pastores Gilmar e Arilton são apontados como lobistas que atuavam no MEC.
Com base em documentos, depoimentos e um relatório da CGU, foram mapeados indícios de crimes na liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Ao todo, foram cumpridos na quarta 13 mandados de busca e apreensão em Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal.
Ao pedir à Justiça Federal a prisão do ex-ministro de Bolsonaro, a PF afirmou que ele conferia prestígio à atuação dos pastores suspeitos de operar um balcão de negócios.
“[Os episódios investigados] não deixam dúvidas da façanha criminosa de Milton, Gilmar, Arilton, Helder [Bartolomeu, ex-assessor da Prefeitura de Goiânia e genro de Arilton] e Luciano em utilizarem o prestígio da administração pública federal para suposta prática dos crimes de corrupção passiva privilegiada, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência”, afirmou a Polícia Federal.
Segundo a PF, o ex-ministro da Educação dava aos pastores Gilmar e Arilton “honrarias e destaque na atuação pública da pasta” sobretudo “em eventos onde os pastores faziam parte do dispositivo cerimonial”.
Segundo o MPF (Ministério Público Federal), o ex-assessor Musse recebeu R$ 20 mil a pedido de Arilton para intermediar um encontro de Milton Ribeiro com prefeitos.
O pagamento de R$ 20 mil fazia parte de acerto, “a título de colaboração”, na negociação de um evento com Ribeiro na cidade de Nova Odessa (SP), realizado em agosto de 2021 com organização dos pastores. Helder Bartolomeu, por sua vez, recebeu outros R$ 30 mil.
As informações estão em manifestação da Procuradoria que compõe o pedido de prisões. Os pagamentos foram relatados pelo empresário José Edvaldo Brito, que apresentou registro das transferências nas contas pessoais de Musse e Helder.
A defesa dos dois pastores não se manifestou.
O advogado de Musse, Zoser Hardman, afirmou em nota que a prisão de seu cliente era “descabida” e “desnecessária” e que a decisão do desembargador Ney Bello, que revogou a medida, é “irretocável”. A Folha não conseguiu localizar a defesa de Helder Bartolomeu.
Na mensagem a colegas na PF, Calandrini afirmou que a investigação foi “prejudicada” em razão de tratamento diferenciado dado pela polícia ao ex-ministro do governo Bolsonaro.
A PF alegou risco de segurança e restrições orçamentárias para manter o ex-ministro em São Paulo em vez de transportá-lo para Brasília.
Segundo Calandrini, a ação da direção da PF para supostamente evitar o translado demonstra a interferência e acarreta em falta de autonomia para que ele conduza a apuração com independência e segurança institucional.
“O deslocamento de Milton para a carceragem da PF em SP é demonstração de interferência na condução da investigação, por isso, afirmo não ter autonomia investigativa e administrativa para conduzir o inquérito policial deste caso com independência e segurança institucional”, disse na mensagem.
Na cúpula da PF, a reação foi de surpresa em relação à postura do delegado. A decisão da direção foi de abrir um inquérito para o caso dizendo que vai apurar as denúncias. Na prática, a apuração servirá para ver se Calandrini tem como provar o que está dizendo.
Os pastores Gilmar e Arilton são peças centrais no escândalo do balcão de negócios do ministério. Como mostrou a Folha, eles negociavam com prefeitos a liberação de recursos federais mesmo sem ter cargo no governo.
Os recursos são do FNDE, órgão ligado ao MEC e controlado por políticos do centrão, bloco político que dá sustentação a Bolsonaro desde que ele se viu ameaçado por uma série de pedidos de impeachment.
O fundo concentra os recursos federais destinados a transferências para municípios. Prefeitos relataram pedidos de propina, até em ouro.
Em áudio revelado pela Folha, Milton Ribeiro disse que priorizava pedidos dos amigos de um dos pastores a pedido de Bolsonaro.
Na gravação, o então ministro afirmou ainda que isso atendia a uma solicitação do presidente e mencionava pedidos de apoio que seriam supostamente direcionados para construção de igrejas. A atuação dos pastores junto ao MEC foi revelada anteriormente pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Ribeiro deixou o cargo no fim de março, uma semana após a revelação do áudio pela Folha.

Polícia Federal prende ex-ministro Milton Ribeiro e pastores

Polícia Federal prende ex-ministro Milton Ribeiro e pastores

Foto: Reprodução / Poder 360

A PF prendeu, na manhã desta quarta-feira (22), o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e pastores suspeitos de operar uma balcão de negócios no Ministério da Educação e na liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

 

São cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços do ex-ministro e dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos. Os líderes religiosos são apontados como lobistas que atuavam no MEC. A ação foi nomeada como “Acesso Pago”.

 

O lobby dos líderes religiosos, de acordo com denúncias, teria garantido a transferência de recursos a municípios por meio do Programa de Ações Articuladas (PAR), principal ferramenta de execução do fundo.

 

As acusações em torno de recursos para a educação tiveram início em março deste ano. Na época, Milton pediu exoneração do cargo 

 

Audiências públicas foram realizadas pela Comissão de Educação do Senado, que articulou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o tema 

 

Convidado pela Casa, Milton não compareceu ao plenário. Além dele, os evangélicos Gilmar Santos e Arilton Moura, bem como o presidente do FNDE, Marcelo Lopes da Ponte, e o ministro interino Victor Godoy, também foram convocados.

Alexandre envia denúncia ao MPE sobre gastos de Bolsonaro com motociatas

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(Foto: Reprodução)

O ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), abriu prazo para o Ministério Público Eleitoral (MPE) dizer se vê elementos para investigar os gastos do presidente Jair Bolsonaro (PL) com a participação em motociatas de apoio ao governo.

O pedido de investigação foi feito pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), que apontou “gastos exorbitantes” no cartão corporativo do presidente durante esses eventos.

Moraes despachou em um processo, aberto a partir de representação do PDT, que analisa se Bolsonaro vem usando as motociatas para fazer propaganda antecipada.

Foto: Reprodução

Leia mais: Vídeo: Sassá pede que Bolsonaro e Menezes sejam multados por motociata sem capacete

O levantamento do deputado Elias Vaz, feito a partir de informações do Portal da Transparência da Presidência da República, apontou, por exemplo, mais de R$160 mil em passagens e diárias para Bolsonaro participar da motociata em São Paulo, no dia 15 de abril.

“Há indícios graves de que o Bolsonaro esteja utilizando o cartão corporativo para custear campanha fora da época autorizada por lei. É um desrespeito utilizar dinheiro público com essa finalidade”, afirma o deputado.[fonte portal m1]

MP Eleitoral representa contra União Brasil, PL, Avante e PT por propagandas partidárias irregulares na Bahia

Logo MPF/BASiglas podem perder de oito a 40 minutos de tempo em televisão e rádio

O Ministério Público (MP) Eleitoral, por meio da Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE/BA) ajuizou, entre 7 e 15 de junho, quatro representações em face dos diretórios regionais dos partidos União Brasil, Liberal (PL), Avante e dos Trabalhadores (PT), por propaganda partidária irregular em favor da exposição de seus respectivos pré-candidatos nas eleições gerais de 2022.

De acordo com o procurador Regional Eleitoral da Bahia, Fernando Túlio da Silva, os partidos utilizaram seus horários de propaganda partidária gratuita em televisão e rádio para a promoção pessoal de seus pré-candidatos ao governo ou ao legislativo federal. A prática é vedada pela Lei nº 9.096/96 que determina que, ao contrário da propaganda política, o tempo de exibição no rádio e na TV reservado para propaganda partidária deve ser utilizado pelos partidos para: difundir os programas partidários; transmitir mensagens aos filiados sobre a execução do programa partidário, eventos e atividades do partido; divulgar a posição do partido em relação a temas políticos e ações da sociedade civil; incentivar a filiação partidária e esclarecer o papel dos partidos na democracia brasileira; e promover e difundir a participação política das mulheres, dos jovens e dos negros.

Aos partidos políticos que descumprem esses termos, a lei prevê a pena de cassação do horário de exibição gratuita previsto para o semestre seguinte, podendo o partido perder de duas a cinco vezes a soma do tempo (calculado em minutos) de propaganda que foi utilizado de forma irregular. O MP Eleitoral pode ajuizar representações por propagandas partidárias irregulares até o último dia do semestre em que foi utilizada a inserção impugnada, salvo se a veiculação ocorrer nos últimos 30 (trinta) dias desse período, hipótese em que o prazo se findará no 15º (décimo quinto) dia do semestre seguinte.

União Brasil – na representação ajuizada em 7 de junho, a PRE/BA aponta inserções em emissoras de TV e rádio do estado, nos dias 1, 3 e 6 de junho, para a promoção pessoal, notadamente, de Antônio Carlos de Magalhães Neto (ACM Neto), pré-candidato a governador pelo partido. O órgão requer a cassação de oito minutos em televisão e rádio no tempo de propaganda partidária gratuita previsto para o partido para o segundo semestre.

Número para consulta processual: 0600494-94.2022.6.05.0000.

PL – de acordo com a representação de 9 de junho, o partido desvirtuou o espaço de propaganda partidária em emissoras de TV e rádio da Bahia nos dias 2, 4, 6, 9, 11, 13, 18, 20, 23, 25 e 27 de maio, para a promoção pessoal, notadamente, de João Inácio Ribeiro Roma Neto (João Roma) e de Raíssa Oliveira Azevedo de Melo Soares (dra. Raíssa Soares), pré-candidatos a governador e senadora pelo partido. O órgão requer a cassação de 40 minutos em televisão e rádio no tempo de propaganda partidária gratuita previsto para o partido para o segundo semestre.

Número para consulta processual: 0600498-34.2022.6.05.0000.

Avante – a PRE/BA relata, na representação ajuizada em 10 de junho, que o partido desvirtuou o espaço de propaganda partidária em emissoras de TV e rádio no estado, nos dias 7, 9, 11, 14 e 16 de março, para a promoção pessoal, notadamente, de André Luis Gaspar Janones (André Janones), pré-candidato a presidente da república pelo partido. O órgão requer a cassação de dez minutos em televisão e rádio no tempo de propaganda partidária gratuita previsto para o partido para o segundo semestre.

Número para consulta processual: 0600499-19.2022.6.05.0000.

PT – na representação, ajuizada em 15 de junho, a PRE/BA aponta inserções em emissoras de TV e rádio do estado nos dias 13, 16, 18, 20, 23, 25, 27 e 30 de maio, para a promoção pessoal, notadamente, do governador Rui Costa dos Santos (Rui Costa) e de Jerônimo Rodrigues Souza (Jerônimo Rodrigues), pré-candidato a governador pelo partido. O órgão requer a cassação de 28 minutos em televisão e rádio no tempo de propaganda partidária gratuita previsto para o partido para o segundo semestre.

Número para consulta processual: 0600505-26.2022.6.05.0000.

Sobre o MP Eleitoral – O Ministério Público Eleitoral não tem estrutura própria: é composto por membros do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público Estadual. O procurador-geral da República exerce a função de procurador-geral Eleitoral perante o Tribunal Superior Eleitoral. Nos estados, um membro do MPF chefia o MP Eleitoral e atua como procurador regional Eleitoral. Já os promotores eleitorais são promotores de Justiça (membros do Ministério Público Estadual) que exercem as funções por delegação do MPF.

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal na Bahia

EX- PREFEITO DE ITACARÉ DR. JARBAS RECEBE MAIS DE 20 MIL DE SALÁRIO EM CARGO COMISSIONADO NA PREFEITURA

O ex-prefeito da cidade Itacaré no Sul da Bahia, (o médico) Jarbas Barbosa Barros; recebe um salário de : R$ 20.320,00 ( vinte mil trezentos e vinte reais) como servidor temporário da prefeitura.Jarbas esteve como prefeito na cidade de Itacaré durante os períodos de : 2001 à 2008 de
2013 a 2016. No segundo mandato ele não conseguiu fazer sucessor. O seu grupo político, perdeu a eleição para o atual prefeito Antônio de Anísio no ano de 2008. Em 2016, Jarbas se aliou ao atual prefeito “Antônio de Anísio” para derrotar o candidato a prefeito Nego de Saronga.

Na época Antônio de Anísio era opositor político de Jarbas. “Diz a lenda, que os dois era igual água e óleo”. Eles não se misturavam ! Porém, desde as últimas eleições; eles estão caminhando lado a lado na política. Após uma consulta, no Sistema Integrado de Gestão e Auditoria do Tribunal de Contas dos Municípios; verificou-se que Dr. Jarbas aparece na folha de pagamentos da prefeitura recebendo o salário como médico.

TSE CASSA MANDATOS DE 4 VEREADORES E ANULA TODOS O VOTOS DO PSB

Em sessão plenária realizada nesta sexta-feira (17), o Tribunal Superior Eleitoral – TSE decidiu anular por unanimidade todos os votos dados a legenda PSB no município de Caatiba, no Médio Sudoeste da Bahia, referentes às eleições municipais de 2020, o que na prática representa a perda dos mandatos de 4 vereadores do partido, eleitos naquele pleito.

De acordo com a decisão do TSE, o PSB local fraudou a ‘cota de gêneros’, inscrevendo na chapa proporcional as candidatas Maria das Graças Silva dos Santos Batista e Vanessa de Oliveira Santos para complementar a cota, mas que sequer participaram do pleito como verdadeiras candidatas, não distribuíram propaganda eleitoral, nem pediram votos.

Com a decisão do TSE, todos os votos dados aos candidatos do PSB foram considerados nulos, o que levará a uma nova recontagem dos votos e aplicação da proporcionalidade com os votos considerados válidos dos demais partidos, exceto os do PSB.

Na prática, perdem os mandatos os vereadores Renatinho, Tio Felipe, Bergue Dias e Dilson do Taxi, dentre outras consequências, como a perda dos direitos políticos de todos os envolvidos e até de membros da chapa majoritária, caso sejam responsabilizados pelo fraude.

A decisão atinge em cheio o grupo oposicionista do Dr. Parlo Henrique, que lidera a legenda na cidade.

Por Davi Ferraz

MP quer suspender São João em Jequié

Pelo mesmo motivo, o MP também tenta suspender a festa junina em Itabuna, que também enfrenta uma epidemia de dengue, com registro de mortes.

Intolerância em Poções | mãe de adolescente vítima de transfobia relata violências vividas até dentro de casa

Fotos: Edição | BLOG DO ANDERSON

A mãe do adolescente trans que teve a casa apedrejada após reivindicar o direito na escola disse que não vai parar de apoiar o filho. Nesta terça-feira (7), a Secretaria Municipal de Educação de Poções, no Centro Sul Baiano, informou que o colégio que ele estuda adotou o nome social, como pedido. “Eu acredito que depois de toda essa história, a minha estrada dentro da família LGBT está se iniciando, porque meu filho vai ter meu apoio para o resto da vida e todas as outras crianças vão ter meu apoio”, disse a mulher, que prefere não revelar a identidade. Nas janelas da casa da família ficaram as marcas da transfobia. Desde abril deste ano, a mãe do adolescente tem enfrentado diversos problemas depois que procurou a escola para que o nome social do filho fosse adotado.  O adolescente de 12 anos, transgenero, já usava o nome social entre amigos e em casa e queria que esse direito fosse garantido também na escola. “Quando eu procurei a gestora da escola, eu fui até muito bem acolhida e recebida por ela, porém creio eu que por falta de conhecimento, por nunca ter tido essa situação na escola, ela pediu que eu procurasse a secretaria”, afirmou a mulher.

“Quando eu procurei a secretaria eles falaram que seria necessária uma resolução para que abrangesse todo o município”. Depois de encontrar dificuldades na escola a mãe do adolescente buscou apoio na Câmara Municipal de Poções. Uma vereadora então apresentou um Projeto de Lei. A proposta prevê a adoção do nome social de pessoas trans nas escolas e outros ambientes de Poções. Com a repercussão do caso, os ataques de transfobia começaram. Foram vários ataques à casa da família em diferentes noites: tapas na parede, gritos, murros no portão da casa, desligamento da energia e o mais grave de todos: o vidro da janela da sala foi quebrado durante a madrugada. “A gente estava dormindo, aí veio aquele barulhão, bateram na janela, na porta e gritaram lá fora”, relatou a mãe do adolescente. Apesar de existir legislação federal e ainda normas estaduais que garantem às pessoas menores de 18 anos o direito de ter o nome social adotado nas escolas, esse direito era desconhecido pela direção da escola e por grande parte da comunidade.

O assunto passou a ser discutido na Câmara Municipal de Poções e se tornar Projeto de Lei. “A gente sabe que a utilização do nome social na escola é uma estratégia contra a evasão escolar, visto que a gente tem essa realidade no município, que o eu acontecia antes fora da escola, acontece dentro da escola, e por isso a gente escuta a falar mais sobre isso”, afirmou a vereadora Larissa Laranjeira Lima Alves (PCdoB). “Esse direito precisa ser garantido para manter a permanência do aluno na escola. A gente trouxe a temática para a Câmara Municipal e o Município precisa instituir a sua própria política”, concluiu. Segundo a Secretaria de Educação, houve um desconhecimento da legislação por parte da escola por se tratar do primeiro caso de solicitação de adoção do nome social na rede municipal de ensino. Ainda segundo a Secretaria, a alteração já foi realizada e outras medidas estão sendo adotadas para que a situação não se repita. Além dos ataques a residência, o caso ganhou repercussão nas redes sociais.

Um pastor evangélico convocou um grupo de religiosos para inibir que o projeto de lei fosse votado na Câmara Municipal de Poções, e se referiu a proposta como uma “aberração”. Por meio de nota, o pastor nega as acusações de transfobia e disse não ser possível comprovar que os áudios divulgados por ele nas redes sociais tenham relação com a violência sofrida pela família em casa. Para a advogada Amanda Souto, o pastor deve ser responsabilizado judicialmente. Segundo o Coletivo “Nós da diversidade”, que apoiou a família nas conversas com a Secretaria Municipal de Educação, o caso do adolescente traz a tona questões que precisam ser cada vez mais discutidas para que os ataques transfóbicos parem de acontecer. Além do suporte do Coletivo Municipal, a mãe e o adolescente tem recebido apoio de diversas partes do Brasil. Uma arrecadação de dinheiro online foi criada por um empresário de Brasília para ajudar a família. Com esse apoio e amor de tantas pessoas, mãe e filho seguem lutando no combate a transfobia. “As mães que tiverem compreendendo todo esse processo têm meu apoio e eu não tenho intenção de parar de lutar pelo meu filho”, disse a mãe do adolescente. Informações do g1 e TV Sudoeste.

POÇÕES-BA-nome social de jovem trans que teve casa apedrejada após reivindicar direito em escola


Após caso de transfobia em Poções, na BA, nome social de adolescente é adotado em escola

Após caso de transfobia em Poções, na BA, nome social de adolescente é adotado em escola

A Secretaria Municipal de Educação da cidade de Poções, no sudoeste da Bahia, adotou o nome social do adolescente trans que teve a casa apedrejada após reivindicar o direito na escola. O caso é acompanhado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).

O caso chegou à secretaria porque a mãe do garoto procurou a pasta, para pedir que o nome social do filho, que tem 12 anos, fosse adotado na escola. Antes, ela já tinha buscado a secretaria da unidade escolar, que a encaminhou para o órgão municipal.

Além de adotar o nome social do garoto, a Secretaria de Educação informou que iniciou um trabalho de conscientização em todo o município, para que situação não volte a acontecer em outras escolas. No caso do adolescente, o nome ainda é considerado “social” porque ele não foi retificado em certidão.

Pastor suspeito de incitar ataques

 

Secretaria de Educação adota nome social de jovem trans que teve casa apedrejada após reivindicar direito em escola — Foto: Ministério Público da Bahia (MP-BA)

Secretaria de Educação adota nome social de jovem trans que teve casa apedrejada após reivindicar direito em escola — Foto: Ministério Público da Bahia (MP-BA)

A mãe do adolescente contou que a família tem sido vítimas de ataques. Ela relatou que, desde que começou a pedir a adoção do nome social do filho, as pessoas têm passado pela casa da família, à noite, batendo no portão, gritando e desligando a energia elétrica. No caso mais recente, quebraram o vidro da janela da sala.

A suspeita é de que um pastor evangélico esteja incentivando transfobia e o ódio contra o adolescente, gravando áudios e encaminhando para pessoas da cidade. A Polícia Militar, que chegou a ser acionada em um dos ataques à família, informou que orientou a mãe do garoto a registrar o caso em delegacia.

O órgão vai apurar eventuais condutas ilícitas e criminais que tenham sido cometidas pelo pastor, contra o adolescente.

Em nota, o pastor informou: “[O áudio] sequer menciona algum endereço ou nome civil, mas estão tentando influenciar e comover a opinião pública de eu ser responsável pelo ódio e ataques dirigidos a adolescente trans, convenientemente ocorrido sem qualquer evidência, tentando relacionar o vazamento do áudio com o suposto apedrejamento, não oferecendo nenhuma prova que foi causado por pessoas da igreja”.

Os responsáveis pelos ataques à família do adolescente ainda não foram identificados. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também acompanha o caso.