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:: ‘justiça’

ITAPETINGA: RADIALISTAS ROBERTO ALVES E VAGNER RIBEIRO SÃO PUNIDOS PELA JUSTIÇA POR OFENSAS A VEREADORES

RADIALISTAS CONDENADOS AO LADO DO COLEGA GEREMIAS E DE UM ENTREVISTADO

Em audiência realizada na manhã desta quinta-feira (7), no Juizado Criminal de Itapetinga, os radialistas Roberto Alves, o ‘Cabeludo’ e Vagner Ribeiro, todos ligados ao deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), foram condenados a se retratarem diante dos vereadores Naara Duarte, João de Deus, Anderson da Nova, Tarugão e Jair Saloes, por reiteradas ofensas contra esses edis, em um programa político levado ao ar pela Radio Jornal Itapetinga, diariamente.

Na decisão, a justiça determinou que os réus vão ter que veicular, durante uma semana, NOTA DE RETRATAÇÃO nos bairros, através de carro de som, e na Rádio Jornal, duas vezes ao dia, até dezembro de 2019,  e de janeiro 2020 a outubro do mesmo ano, uma vez por mês. Um ano se retratando.

A Justiça determinou, ainda, que se os réus voltarem a usar palavras denegrindo a honra e imagem dos vereadores ofendidos, terão que pagar multa no valor de 10 Salários Mínimos.

A rádio fica obrigada a fornecer, todas as vezes que solicitado, as gravações dos programas jornalísticos da emissora, sob pena de multa, sendo ainda condenados no pagamento das custas processuais.

Na data em que se comemora o ‘Dia do Radialista’, profissionais do rádio de Itapetinga são condenados e punidos pelo péssimo exemplo que vêm dando, no exercício equivocado e raivoso das suas funções.

O Radialista e blogueiro Roberto Alves, o “Cabeludo”, já havia sido condenado a 8 meses de prisão, pelo mesmo crime, mas recorreu da sentença.

Por Davi Ferrz

Comunhão Parcial de Bens e Divórcio

No Brasil, é possível que os casais, antes do casamento, deixem claro qual o regime de bens desejam que regule a união. A expressão desse desejo acontece por meio da celebração do pacto antenupcial

Dentre os regimes que podem ser escolhidos no pacto antenupcial estão:

No entanto, como a celebração do pacto antenupcial não é obrigatório, o Código Civil estabelece um regime legal de bens. Assim, quando o casal não celebra o pacto, automaticamente, a comunhão parcial de bens irá regular a união. Logo, esse também é o regime mais comum em nosso país.

Esse regime de bens consiste na comunhão de todos os bens adquiridos após o casamento civil. Ou seja, todos os bens que são adquiridos após a celebração do casamento civil pertence aos dois cônjuges.

Desse modo, no momento do divórcio, os bens que são adquiridos durante o casamento serão divididos meio a meio. Ou seja, um cônjuge tem direito a 50% do patrimônio e o outro, aos outros 50%. 

Além disso, essa divisão será assim independente do divórcio ser litigioso, consensual judicial ou extrajudicial. No entanto, a divisão dos bens em si pode acontecer de diversas maneiras, por exemplo, uma parte pode ficar com a casa enquanto a outra recebe de volta metade do valor do imóvel, como forma de indenização.

Também pode acontecer de dois bens possuírem o mesmo valor e, assim, os cônjuges entrarem em acordo sobre uma parte ficar com o bem x e a outra com o bem y. Portanto, não existe uma regra, tudo depende do caso concreto.

Caetité: Prefeito, ex-prefeito e mais seis são denunciados por desvio de R$ 4,3 milhões

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta segunda-feira (28), o prefeito de Caetité, Aldo Ricardo Cardoso Gondim (PSB), o ex-prefeito José Barreira de Alencar Filho (Zé Barreira) e outras seis pessoas por fraude em contrato firmado com a Cooperativa de Transporte Alternativo do Sul e Sudoeste da Bahia (Transcops).

De acordo com o órgão federal, os acusados desviaram cerca de R$ 4,3 milhões durante o exercício de 2009.

A denúncia consta que o negócio tinha o objetivo de contratar ônibus, micro-ônibus e vans para o serviço de transporte escolar em 113 linhas, que deveriam fazer 11.377 quilômetros por dia.

No entanto, segundo o MPF, a licitação foi conduzida em desconformidade com a lei, tendo sido aberta à inscrição de empresas antes de terem sido finalizadas a pesquisa de preços, a definição do objeto e a verificação de disponibilidade orçamentária, dentre outras etapas que justificam e fundamentam o procedimento.

Na investigação, o MPF apontou que ficou comprovado, ainda, que a Transcops não possuía, à época dos fatos, capacidade para executar serviço de transporte escolar nem motoristas adequados para a realização da atividade. De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran), a instituição somente passou a ter os veículos em julho de 2009, quando já tinha sido contratada por Zé Barreira.

As investigações apontam, também, que a Transcops contava com apenas 18 cooperados e nenhum deles possuía habilitação para conduzir veículos de grande porte, como previsto no contrato firmado com a Prefeitura, sendo que ao menos dois deles nem sequer habilitação possuíam.

Já no que se refere a denúncia sobre o atual prefeito de Caetité (BA), Aldo Ricardo Cardoso Gondim, o inquérito policial que serviu de base à denúncia apontou o recebimento de propina, por meio de transferência bancária feita pela Transcops em conta bancária pessoal e da esposa dele.

O Ministério Público Federal afirmou à Justiça que a Transcops não passa de uma cooperativa de fachada e foi utilizada, de forma fraudulenta, ao longo dos últimos anos, pelos dirigentes acusados, para cometer crimes em diversos municípios baianos e mineiros. Na Bahia, a mesma instituição foi alvo de outras atuações do MPF nas cidades de Boquira, Ribeirão do Largo e Encruzilhada.

Na Justiça, o órgão federal pediu a condenação pelo crime de apropriação de bens ou rendas públicas, ou por desvio em proveito próprio ou alheio, de: José Barreira de Alencar Filho, Antônio Gomes Silva, Aldo Ricardo Cardoso Gondim, Naira Junqueira Gomes, Rita de Cássia Alves Azevedo, Ana Karoline Adolfo da Silva, Silônio Vieira dos Santos e Paulo de Almeida Luz.

Já em relação a Aldo, atual prefeito, consta também o pedido de condenação pelo crime de corrupção passiva. Além disso, o MPF requer que a Justiça determine indenização de no mínimo R$ 500 mil, pelo prejuízo causado à União em razão das fraudes e pelo desvio de recursos públicos. Por: Yasmin  Garrido /Bnews

MINISTRO PREVÊ 7X4 CONTRA PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira (17) a jornalistas, que prevê um placar de 7 a 4 para derrubar a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Segundo Marco Aurélio, o voto que será lido na próxima quarta-feira (23) tem entre sete e oito páginas, demandando trinta minutos para ser lido no plenário.

De acordo com O Jornalista Fausto Macêdo, do Estadão, dentro do STF, ministros de diferentes alas ouvidos pelo Broadcast dão como certo que o tribunal vai derrubar a prisão após a condenação em segunda instância. A dúvida que permanece é saber se prevaleceria o entendimento de que a execução de pena deve ocorrer após o esgotamento de todos os recursos (o “trânsito em julgado”, em juridiquês) ou depois de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que funciona como uma espécie de terceira instância.

A tese do STJ já foi defendida pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que poderá desempatar o placar e definir o resultado do julgamento. O ministro Gilmar Mendes, que votou nesse sentido ao analisar um habeas corpus de Lula em abril do ano passado, já avisou que vai mudar de lado e migrar para a corrente “garantista”, pelo trânsito em julgado.

Como solicitar a pensão alimentícia de um pai que sumiu?

Você terminou seu relacionamento, decidiu pelo divórcio ou pela dissolução de união estável, ou ainda, nunca conviveu com o pai dos filhos, por isso, deseja entrar com uma ação de alimentos, para que os direitos dos seus filhos sejam assegurados. No entanto, existe um problema: o pai das crianças desapareceu.

Ele cortou todo tipo de contato com você e com os filhos, mudou de endereço e agora você não faz a menor ideia de onde ele possa estar. O que fazer neste momento?

Bem, quando isso acontece, é necessário localizar a outra parte. Portanto, pode-se entrar na justiça informando possíveis endereços, o endereço de trabalho e, até mesmo, acionar os avós das crianças para que estes indiquem o genitor possa estar.

Diante da total ausência de notícias ou paradeiro do alimentante e da real necessidade do recebimento de alimentos por parte das crianças, é possível acionar outro membros da família para que estes paguem a obrigação.

A lei estabelece que a pensão alimentícia também é baseada na solidariedade familiar e dá uma lista prioritária de familiares que podem ser acionados para que paguem a pensão alimentícia. 

Logo, na ausência do genitor, os primeiros que são chamados a cumprirem a obrigação são os ascendentes, ou seja, os avós. Na impossibilidade destes de cumprirem a obrigação, poderão ser chamados os tios, tias, irmãos e qualquer colateral até quarto grau.

Secretaria de Segurança Pública investiga veracidade de atentado contra deputado Prisco

O secretário de Segurança Pública do Estado, Maurício Barbosa, afirmou que a Polícia Civil investiga o suposto atentado denunciado pelo deputado estadual Soldado Prisco (PSC), líder do movimento paredista.

“Estamos com toda a Polícia Civil empenhada nisso, com nossos melhores delegados, peritos e equipes, fazendo toda a investigação dessa situação, e esperamos que as vítimas, o mais breve possível, contribuam com a polícia, porque até agora não conseguimos ouvir essas pessoas que se dizem vítimas”, disse.

Em vídeo publicado nesta madrugada, policias ligados a Aspra denunciaram que o deputado foi vítima de um atentado. O carro usado pelo deputado foi atingido por disparos de arma de grosso calibre, dois policias que o acompanha teriam sido feridos pelos estilhaços dos projéteis.

Reprodução

A afirmação foi dada nesta quarta-feira (16), em entrevista coletiva. Barbosa disse ainda que há indícios de que policiais ligados à Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares (Aspra) tenham se envolvido nos ataques que ocorreram após o primeiro anúncio de greve, na última semana.

Alvo de operação, sedes da Aspra são interditadas em Salvador e interior

(Alberto Maraux/SSP)As sedes da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares (Aspra), que ficam na capital e no interior do estado, foram interditadas na manhã desta quarta-feira (16). Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a interdição é fruto de uma decisão judicial. A associação lidera o movimento de policiais que decretaram greve no último dia 8.

A operação de hoje pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), com apoio da SSP. Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão. Além da interdição e da busca e apreensão de documentos, computadores e dinheiro, também foi determinado o bloqueio das contas da entidade. Vinte promotores de Justiça participam da ação.

Segundo informações da SSP, 14 policiais que estavam na sede da Aspra foram conduzidos para a Corregedoria, onde vão prestar esclarecimentos. Na sede da associação, foram apreendidas armas, munições, R$ 5 mil em espécie e munições dentro de um Corolla. As armas vão ser analisadas e, não havendo irregularidade, serão liberadas.

(Foto: Alberto Maraux/SSP)

Ainda de acordo com a SSP, a decisão da Justiça atende a pedido formulado pelo MP, que sustentou que “a entidade tem realizado assembleias incitando movimento paredista da classe dos policiais, afrontando o artigo 142 da Constituição Federal, e causando grave risco à segurança pública e à coletividade”.

A operação acontece em Salvador, Alagoinhas, Barreiras, Feira de Santana, Guanambi, Ilhéus, Irecê, Itaberaba, Itabuna, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Paulo Afonso, Porto Seguro, Santa Maria da Vitória, Santo Antônio de Jesus, Senhor do Bonfim, Serrinha, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.

Atentado
Na noite dessa terça-feira (15), circularam fotos e vídeos nas redes sociais relatando um atentado ao deputado estadual Soldado Prisco, que faz parte da Aspra. Ele estaria com outros policiais quando o carro foi alvejado, no bairro de Nazaré, no centro da cidade.

Nas imagens que circulam, é possível ver um carro com várias marcas de tiros. Em outro vídeo, Prisco aparece chorando. Ao CORREIO, a assessoria da Aspra informou que ninguém foi atingido pelos disparos. O deputado está internado no Hospital Santa Izabel e os policiais que estavam com ele foram levados ao Hospital da Bahia.  A assessoria do Hospital da Bahia informou que os policiais foram atendidos, passam bem e já tiveram alta.

Em nota, a SSP informou que apura a veracidade do fato. Confira o posicionamento completo:

“A Secretaria da Segurança Pública investiga a veracidade da ocorrência que aconteceu, na madrugada desta quarta-feira (16), envolvendo um veículo e integrantes da Aspra. O veículo passa por perícia e as pessoas presentes no caso serão ouvidas”.

Justiça condena esposa de vereador que recebeu recursos do Bolsa Família

 

A Justiça Federal condenou a 1 ano e 4 meses de reclusão, Lindinalva Frota Aragão, esposa do vereador por Malhada, Jorge Aragão, pelo crime de estelionato ao receber indevidamente recursos do Programa Bolsa Família, do Governo Federal.
A pena de reclusão foi convertida para a prestação de serviços comunitários em órgãos públicos, além da devolução dos recursos no valor de R$ 3.246,29 e o pagamento de uma multa fixada em um trigésimo do salário mínimo por 39 dias.
A justiça acatou a denúncia apresentada pelo Ministério Público, onde informava que a mulher estava na lista de pessoas que vivem sob situação de extrema pobreza, mesmo com o seu esposo atuando como vereador.
De acordo com o MPF, a mulher repassou o cartão para que uma irmã recebesse o benefício. As investigações não conseguiram mostrar possível envolvimento do vereador no crime. Informação do radialista Vilson Nunes

Biometria: eleitores podem agendar atendimento via whatsapp

clip_image003Novo serviço foi lançado pelo presidente do TRE-BA, desembargador Jatahy Júnior, em cerimônia realizada nesta segunda (7/10), em Luís Eduardo Magalhães

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Jatahy Júnior, lançou, na manhã desta segunda-feira (7/10), o serviço de agendamento via whatsapp para o recadastramento biométrico. A novidade foi divulgada durante a inauguração de posto do TRE no Ponto SAC, em Luís Eduardo Magalhães.

Acesse o whastapp para agendamento

O agendamento por meio do aplicativo de mensagens ocorrerá pelo número 71-3373-7223. Ao adicionar na lista de contatos do celular, o eleitor deverá ter a opção de iniciar conversa via whatsapp. Na sequência, será necessário informar os seguintes dados: número do título de eleitor; e-mail; município para atendimento, ou seja, município onde quer votar; dia da semana de sua preferência (segunda, terça, quarta, quinta ou sexta) e o turno de sua preferência (manhã ou tarde). Não será possível a escolha do horário de atendimento, apenas do dia e turno.

Na conclusão do agendamento o eleitor receberá uma mensagem de confirmação sobre o horário agendado, considerando o primeiro disponível para o dia e turno apontados. É importante que o solicitante leia com atenção todas as informações do comprovante de agendamento. Na avaliação do presidente Jatahy, esta é mais uma ferramenta que possibilitará a comodidade do cidadão. “É mais uma inovação que a Justiça Eleitoral coloca à disposição do eleitor”.

Além do whatsapp, os serviços da Justiça Eleitoral podem ser agendados pelo site (agendamento.tre-ba.jus.br) e pelo telefone (0800 071 6505). O eleitor também pode optar pelo atendimento presencial nos postos de atendimento.

Acesse biometria.tre-ba.jus.br para mais informações.

Maioria do STF vota a favor de tese que pode anular decisões da Lava Jato Ministros decidiram que delator e delatado são réus diferentes e que acusado se defende por último; ainda falta definir delimitações para aplicação

São Paulo — O Supremo Tribunal Federal retomou nesta quinta-feira (26) o julgamento de uma ação que pode anular 32 condenações da Operação Lava Jato, beneficiando até 143 condenados.

O caso em questão é um habeas corpus pedido pela defesa do ex-gerente da Petrobras Márcio Almeida Ferreira, que pede a suspensão de sua condenação por entender que o réu não teve garantido o direito constitucional de apresentar suas alegações finais após os delatores, também réus.

O placar até o momento está 3 votos contrários e 6 a favor da tese que pode anular casos da operação, com base no entendimento de que o delator e o delatado são réus diferentes e, portanto, o acusado tem o direito de se defender após a acusação.

Votaram contra: Edson Fachin, Luís Barroso e Luiz Fux. Votaram a favor: Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello.

No debate sobre a validade da tese no caso concreto julgado nesta quinta, no entanto, o placar é de 5 a 4 a favor da anulação da condenação do ex-gerente da Petrobras. Concederam o habeas corpus Moraes, Weber, Lewandowski, Gilmar e Celso. Votaram contra o pedido Fachin, Barroso, Fux e Cármen.

Os magistrados ainda precisam discutir se a decisão vale para todos os casos ou se haverá alguma modulação para determinar quais serão as definições da aplicação da tese.

Por conta do horário, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, suspendeu a sessão, ainda sem proferir seu voto. A discussão do processo será retomada na próxima quarta-feira (02).

Ele, no entanto, já afirmou que será a favor da tese, mas estabelecendo delimitações “bastante claras” sobre sua aplicação. O ministro Marco Aurélio também deve votar na próxima sessão.

Para o advogado penal Antonio Tovo, a tendência é que os magistrados optem pela modulação da tese, para evitar um efeito cascata de anulação dos processos dessa natureza da Lava Jato.

“Esse tema de procedimento em casos com colaboradores ainda é novo na jurisprudência, ou seja, o STF não consolidou um posicionamento sobre a ordem dos memoriais quando há réus-delatores e réus-delatados. Assim, se deve desenhar algum tipo de atenuação dos efeitos, para não anular todas as condenações e as reparações de dano financeiro”, diz.

O especialista afirma, ainda, que o acusado deve se manifestar por último no processo, depois de conhecer a prova de acusação. “Se há um acusado-colaborador, ele deve apresentar suas alegações antes do não-colaborador, para que se respeite a ampla defesa”.

Discussão

A análise do processo começou ontem, quando o ministro relator da operação na Corte, Edson Fachin, se manifestou contrário ao HC. Em seu voto, o magistrado observou que a lei sobre as colaborações premiadas não disciplina nem distingue o prazo para o envio das manifestações finais de agentes colaboradores e réus delatados.

“Não há lei infraconstitucional que assegure esse direito e ao menos até a data de hoje não há manifestação plenária deste STF sobre a matéria”, frisou o relator da Lava Jato. “A legislação não disciplinou imposição de ordem de colheita das argumentações de cada defesa, tampouco potencializou, para esse escopo, eventual adoção, ou não, de postura colaborativa. Poderia tê-lo feito e até hoje não o fez. Não deve o Judiciário legislar, em hipótese alguma”, concluiu.

O ministro também alertou os colegas que o entendimento a ser firmado no caso concreto do ex-gerente da Petrobras pode provocar “possível interferência” em uma série de outras investigações, que também contaram com o apoio de delatores, e apuram crimes como tráfico de drogas e armas, tráfico de pessoas e pornografia infantil.

No retorno da sessão de hoje, o ministro Alexandre de Moraes foi favorável ao pedido de HC. Segundo ele, por respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa, o delatado tem direito de falar por último para responder a todas as acusações que lhe forem imputadas, inclusive pelo delator.