O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta segunda-feira (28), o prefeito de Caetité, Aldo Ricardo Cardoso Gondim (PSB), o ex-prefeito José Barreira de Alencar Filho (Zé Barreira) e outras seis pessoas por fraude em contrato firmado com a Cooperativa de Transporte Alternativo do Sul e Sudoeste da Bahia (Transcops).
De acordo com o órgão federal, os acusados desviaram cerca de R$ 4,3 milhões durante o exercício de 2009.
A denúncia consta que o negócio tinha o objetivo de contratar ônibus, micro-ônibus e vans para o serviço de transporte escolar em 113 linhas, que deveriam fazer 11.377 quilômetros por dia.
No entanto, segundo o MPF, a licitação foi conduzida em desconformidade com a lei, tendo sido aberta à inscrição de empresas antes de terem sido finalizadas a pesquisa de preços, a definição do objeto e a verificação de disponibilidade orçamentária, dentre outras etapas que justificam e fundamentam o procedimento.
Na investigação, o MPF apontou que ficou comprovado, ainda, que a Transcops não possuía, à época dos fatos, capacidade para executar serviço de transporte escolar nem motoristas adequados para a realização da atividade. De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran), a instituição somente passou a ter os veículos em julho de 2009, quando já tinha sido contratada por Zé Barreira.
As investigações apontam, também, que a Transcops contava com apenas 18 cooperados e nenhum deles possuía habilitação para conduzir veículos de grande porte, como previsto no contrato firmado com a Prefeitura, sendo que ao menos dois deles nem sequer habilitação possuíam.
Já no que se refere a denúncia sobre o atual prefeito de Caetité (BA), Aldo Ricardo Cardoso Gondim, o inquérito policial que serviu de base à denúncia apontou o recebimento de propina, por meio de transferência bancária feita pela Transcops em conta bancária pessoal e da esposa dele.
O Ministério Público Federal afirmou à Justiça que a Transcops não passa de uma cooperativa de fachada e foi utilizada, de forma fraudulenta, ao longo dos últimos anos, pelos dirigentes acusados, para cometer crimes em diversos municípios baianos e mineiros. Na Bahia, a mesma instituição foi alvo de outras atuações do MPF nas cidades de Boquira, Ribeirão do Largo e Encruzilhada.
Na Justiça, o órgão federal pediu a condenação pelo crime de apropriação de bens ou rendas públicas, ou por desvio em proveito próprio ou alheio, de: José Barreira de Alencar Filho, Antônio Gomes Silva, Aldo Ricardo Cardoso Gondim, Naira Junqueira Gomes, Rita de Cássia Alves Azevedo, Ana Karoline Adolfo da Silva, Silônio Vieira dos Santos e Paulo de Almeida Luz.
Já em relação a Aldo, atual prefeito, consta também o pedido de condenação pelo crime de corrupção passiva. Além disso, o MPF requer que a Justiça determine indenização de no mínimo R$ 500 mil, pelo prejuízo causado à União em razão das fraudes e pelo desvio de recursos públicos. Por: Yasmin Garrido /Bnews







O vício oculto é um defeito de fabricação não aparente, que pode ser descoberto a qualquer momento da vida útil do produto e, normalmente, é encontrado após findado o prazo de validade do produto. Quando isso acontece, você pode se desesperar, uma vez que, normalmente, as empresas informam que as providências acerca do defeito no produto só podem ser tomadas dentro da garantia.
O Tribunal de Contas dos Municípios analisou e aprovou com ressalvas, na sessão desta quinta-feira (28/11), as contas de prefeitos de mais doze municípios baianos, relativas ao exercício de 2018. Todos eles foram punidos com multas por irregularidades que foram constatadas durante a análise dos relatórios apresentados. Alguns também foram penalizados com multa equivalente a 30% dos seus subsídios anuais, pela não recondução do índice de despesa com pessoal ao limite previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

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