PGR chegou a pedir prisão de Witzel, mas STJ só autorizou o afastamento do governador:: ‘justiça’
STJ afasta Witzel do cargo por suspeitas de irregularidades na saúde; vice é alvo de buscas
STJ afasta governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC); PF prende Pastor Everaldo
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta sexta-feira (28), o afastamento imediato, inicialmente por seis meses, do governador Wilson Witzel (PSC) do cargo por irregularidades na saúde. O vice-governador, Cláudio Castro – que assume o cargo é alvo de mandado de busca.
O afastamento é uma das decisões da Operação Tris in Idem, que até a última atualização desta reportagem tinha prendido cinco pessoas — uma delas é o Pastor Everaldo.
A decisão ainda proíbe o acesso de Witzel às dependências do governo do estado e a sua comunicação com funcionários e utilização dos serviços.
O governador e outras oito pessoas, incluindo a primeira-dama Helena Witzel, também foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção.
As diligências foram autorizadas pelo ministro Benedito Gonçalves. A PGR pediu a prisão de Witzel, mas o STJ negou.
“O grupo criminoso agiu e continua agindo, desviando e lavando recursos em plena pandemia da Covid-19, sacrificando a saúde e mesmo a vida de milhares de pessoas, em total desprezo com o senso mínimo de humanidade e dignidade“, destacou o ministro do STJ na decisão.
A defesa de Witzel disse que “recebe com grande surpresa a decisão de afastamento do cargo, tomada de forma monocrática e com tamanha gravidade”.
“Os advogados aguardam o acesso ao conteúdo da decisão para tomar as medidas cabíveis”, diz a nota.
PGR chegou a pedir prisão de Witzel, mas STJ só autorizou o afastamento do governadorPastor Everaldo preso
Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC, foi preso na operação. O pastor foi candidato à Presidência da República em 2014 e também ao Senado em 2018.
Em nota, a defesa dele declarou que “o pastor sempre esteve à disposição de todas as autoridades e reitera sua confiança na Justiça”.

Pastor Everaldo é levado para a sede da Polícia Federal
No total, são 17 mandados de prisão, sendo seis preventivas e 11 temporárias, e 72 de busca e apreensão.
Mandados de prisão confirmados:
- Pastor Everaldo, presidente do PSC (preso);
- Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico;
- Sebastião Gothardo Netto, médico e ex-prefeito de Volta Redonda (preso);
- Filipe de Almeida Pereira, filho do pastor Everaldo (preso);
- Alessandro Duarte, empresário (preso);
- Cassiano Luiz, empresário (preso).
Mandados de busca e apreensão confirmados:
- contra a primeira-dama, Helena Witzel, no Palácio Laranjeiras;
- contra Cláudio Castro, vice-governador;
- contra André Ceciliano (PT), presidente da Assembleia Legislativa (Alerj);
- contra o desembargador do Trabalho Marcos Pinto da Cruz.
Os mandados estão sendo cumpridos também em outros endereços nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Sergipe, Piauí e no Distrito Federal.
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Pastor Everaldo Dias Pereira Presidente do Partido PSC foi preso na manha desta sexta-feira (28/08), em operacao Placebo da Policia Federal, no Rio de Janeiro. O STJ afastou do cargo o Governador Wilson Witzel, por irregularidades na Secretaria de Saude no estado. 28/08/2020 – Foto: — Foto: Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo
Witzel se tornou governador do Rio como esperança no combate à corrupção; veja histórico
Nove denunciados
A Procuradoria-Geral da República denunciou Witzel e mais oito pessoas por corrupção.
A acusação leva em conta pagamentos efetuados por empresas ligadas ao empresário Mário Peixoto ao escritório de advocacia de Helena Witzel, mulher do governador.
Também são objeto da denúncia pagamentos feitos por empresa da família de Gothardo Lopes Netto, médico e ex-prefeito de Volta Redonda, ao escritório da primeira-dama.
Conforme consta da acusação encaminhada ao STJ, a contratação do escritório de advocacia consistiu em artifício para permitir a transferência indireta de valores de Mário Peixoto e Gothardo Lopes Netto para Wilson Witzel.
Denunciados:
- Wilson Witzel
- Helena Witzel
- Lucas Tristão
- Mário Peixoto
- Alessandro Duarte
- Cassiano Luiz
- Juan Elias Neves de Paula
- João Marcos Borges Mattos
- Gothardo Lopes Netto.
Operação Tris in Idem
A operação, batizada de Tris in Idem, é um desdobramento da Operação Favorito e da Operação Placebo – ambas em maio, e da delação premiada de Edmar Santos, ex-secretário de Saúde.
O nome é uma referência ao terceiro governador que, segundo os investigadores, faz uso de um esquema semelhante de corrupção – em menção oculta aos ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta três níveis do esquema:
- A caixinha da propina;
- Os restos a pagar;
- Sobras de duodécimos.
Caixinha da propina
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que foi criada uma “caixinha de propina”, abastecida pelo direcionamento de licitações de organizações sociais (OSs).
“Agentes políticos e servidores públicos da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro eram ilicitamente pagos de maneira mensal pela organização criminosa”, diz a PGR.
Uma das operações suspeitas objeto da operação é a contratação da OS Iabas para gerir os hospitais de campanha idealizados para o tratamento de pacientes da covid-19.
Restos a pagar
A PGR suspeita também que o Poder Judiciário possa ter sido utilizado para beneficiar agentes com vantagens indevidas.
Segundo os procuradores, um esquema arquitetado por um desembargador do Trabalho beneficiaria as OSs do grupo criminoso por meio do pagamento de dívidas trabalhistas judicializadas.
“Essas OSs, que tinham valores a receber do estado, a título de ‘restos a pagar’, tiveram a quitação das suas dívidas trabalhistas por meio de depósito judicial feito diretamente pelo governo do Rio”, afirmou a PGR.
“Para participar do esquema criminoso, as OSs teriam que contratar uma advogada ligada ao desembargador que, após receber seus honorários, retornaria os valores para os participantes do ilícito”, continuaram os procuradores.
A PGR explicou que “em geral é bastante dificultoso” receber esses restos a pagar, mas, mediante “um pagamento mensal estabelecido no plano”, entravam no Plano Especial de Execução na Justiça do Trabalho e obtinham a certidão negativa de débitos trabalhistas.
Sobras de duodécimos
A PGR apurou que “alguns deputados estaduais podem ter se beneficiado de dinheiro público desviado”.
Segundo a denúncia, a Alerj direcionava as sobras de seus duodécimos.
Por lei, o duodécimo é um repasse devido e obrigatório do Executivo ao Legislativo e ao Judiciário — poderes que não têm renda própria.
Ainda segundo a lei, o que sobra dessa “mesada” deve voltar aos cofres do Executivo. Mas, no esquema da Tris in Idem, o dinheiro não usado acabava embolsado pelos parlamentares, em uma sequência de repasses.
“Dessa conta única, os valores dos duodécimos ‘doados’ eram depositados na conta específica do Fundo Estadual de Saúde, de onde era repassado para os Fundos Municipais de Saúde de municípios indicados pelos deputados, que, por sua vez, recebiam de volta parte dos valores”, explicaram os procuradores.
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PF cumpriu mandados em cobertura onde mora o Pastor Everaldo — Foto: Reprodução/TV Globo
A Operação Placebo, 26 de maio
Em maio, Witzel e a mulher foram alvo de mandados de busca e apreensão da PF, expedidos pelo STJ.
A PF buscava provas de supostas irregularidades nos contratos para a pandemia. A Organização social Iabas foi contratada de forma emergencial pelo governo do RJ por R$ 835 milhões para construir e administrar sete hospitais de campanha.
A investigação, que também versou sobre os contratos da saúde, encontrou um “vínculo bastante estreito e suspeito” entre a primeira-dama e as “empresas de interesse de Mário Peixoto”.
A PGR afirma que o escritório de advocacia de Helena Witzel firmou um contrato de prestação de serviços com a DPAD Serviços Diagnósticos, que é ligada a Peixoto.
Documentos relacionados a pagamentos para a esposa do governador teriam sido encontrados no endereço eletrônico de dois homens apontados como operadores financeiros do empresário preso.
As empresas de Peixoto têm contrato com o governo desde a gestão de Sérgio Cabral (MDB) e os mantêm na de Witzel. Segundo o Ministério Público Federal, a manutenção dos acordos se deu por meio do pagamento de propina.
Operação Favorito, 14 de maio
O desdobramento da Lava Jato prendeu, entre outras pessoas, o ex-deputado estadual Paulo Melo e o empresário Mário Peixoto.
Peixoto e Melo, que já foram sócios, acabaram presos porque surgiram indícios de que o grupo do empresário estava interessado em negócios em hospitais de campanha.
O alvo seriam as unidades montadas pelo estado — com dinheiro público — no Maracanã, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Campos e Casimiro de Abreu.
Somente as duas primeiras foram abertas parcialmente, após sucessivos atrasos.
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Viaturas da PF na porta do Palácio Laranjeiras — Foto: Reprodução/TV Globo
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Witzel — Foto: Divulgação/Governo RJ
O que dizem os citados
Em nota, o governador Wilson Witzel afirma que recebeu com surpresa a decisão de afastamento do cargo, que considera que foi “tomada de forma monocrática e com tamanha gravidade”. Os advogados dele aguardam o acesso ao conteúdo da decisão para tomar as medidas cabíveis.
A assessoria do Pastor Everaldo informou que ele sempre esteve à disposição das autoridades e reitera sua confiança na Justiça.
O PSC informou que o ex-senador e ex-deputado Marcondes Gadelha, vice-presidente nacional da legenda, assume provisoriamente a presidência, com a prisão de Pastor Everaldo. O calendário eleitoral do partido segue sem alteração.
Íntegra da nota de Wilson Witzel
A defesa do governador Wilson Witzel recebe com grande surpresa a decisão de afastamento do cargo, tomada de forma monocrática e com tamanha gravidade. Os advogados aguardam o acesso ao conteúdo da decisão para tomar as medidas cabíveis.
Íntegra da nota de Pastor Everaldo
O Pastor Everaldo sempre esteve à disposição de todas as autoridades e reitera sua confiança na Justiça.
Íntegra da nota do PSC
O ex-senador e ex-deputado Marcondes Gadelha, vice-presidente nacional do PSC, assume provisoriamente a presidência da legenda.
O calendário eleitoral do partido nos municípios segue sem alteração.
O PSC reitera que confia na Justiça e no amplo direito de defesa de todos os cidadãos.
O Pastor Everaldo sempre esteve à disposição de todas as autoridades, assim como o governador Wilson Witzel.
CNJ afasta e processa sete magistrados do TJ-BA investigados em esquema de venda de decisões judiciais para grilagem de terras

Caso sejam condenados, os magistrados podem responder a seis penas. Conforme o CNJ, elas são, em ordem crescente de gravidade: advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade, aposentadoria compulsória (estas duas últimas acompanhadas de vencimentos proporcionais ao tempo de serviço) e demissão.
Ao longo da Operação Faroeste, foram presos:
- Maria do Socorro Barreto Santiago (desembargadora);
- Sérgio Humberto Sampaio (juiz de primeira instância);
- Adailton Maturino dos Santos (advogado que se apresenta como cônsul da Guiné-Bissau no Brasil);
- Antônio Roque do Nascimento Neves (advogado);
- Geciane Souza Maturino dos Santos (advogada e esposa de Adailton Maturino dos Santos);
- Márcio Duarte Miranda (advogado e genro da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago)
Além disso, foram afastados dos serviços no TJ-BA Maria do Socorro Barreto Santiago (desembargadora), Sérgio Humberto Sampaio (juiz de primeira instância), Gesivaldo Britto (desembargador presidente do TJ-BA), José Olegário Monção (desembargador do TJ-BA) Maria da Graça Osório (desembargadora e 2ª vice-presidente do TJ-BA) e Marivalda Moutinho (juíza de primeira instância).
Operação Faroeste
- A primeira fase da Operação Faroeste ocorreu em 19 de novembro, com a prisão de quatro advogados, o cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão e o afastamento dos seis magistrados.
- No dia 20 de novembro, a Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) instaurou procedimento contra os magistrados do TJ-BA.
- Três dias depois, a Polícia Federal prendeu o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, da 5ª vara de Substituições da Comarca de Salvador, em um desdobramento da Operação Faroeste.
- Em 29 de novembro, a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), foi presa. Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), Maria do Socorro estaria destruindo provas e descumprindo a ordem de não manter contato com funcionários. Indícios sobre isso foram reunidos pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF).
- Em dezembro ocorreu outras fase batizada de Estrelas de Nêutrons, quando quatro mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o objetivo de obter provas complementares da possível lavagem de ativos. Os alvos foram um joalheiro e e um advogado.
- Em março de 2020, ocorreu outra fase da operação. A desembargadora Sandra Inês foi presa na época.
- Em abril deste ano, a desembargadora Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo foi exonerada do cargo de Supervisora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).
- No início de maio, a Corte Especial do STJ decidiu tornar réus quatro desembargadores (Gesilvaldo Britto, Maria do Socorro Barreto Santiago, José Olegário Monção e Maria da Graça Osório) e três juízes (Marivalda Moutinho, Marcio Reinaldo Miranda Braga e Sérgio Humberto Sampaio) do TJ-BA alvos da Operação Faroeste.
- No dia 21 de maio, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago.
- No dia 17 de junho, o STJ rejeitou os recursos impetrados pela desembargadora Sandra Inês, o juiz Sérgio Humberto, e dos advogados Márcio Duarte, Geciane Souza Maturino dos Santos e Adailton Maturino dos Santos.
- Em 1° de julho, foi negado, nesta quarta-feira (1º), pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, o pedido de revogação da prisão preventiva de Antônio Roque do Nascimento Neves.
- Em 2 de julho, o MPF pediu manutenção da prisão preventiva dos investigados.
Maiquinique: Ex-prefeita Minininha é denunciada ao MPE
O Tribunal de Contas dos Municípios, na sessão desta quarta-feira (26/08), realizada por meio eletrônico, julgou procedente o termo de ocorrência formulado contra a ex-prefeita de Maiquinique, Maria Aparecida Lacerda Campos, em razão de irregularidades na remuneração dos agentes políticos, no exercício de 2016. O relator do processo, conselheiro Francisco Netto, determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual para que seja apurada a prática de ato de improbidade administrativa.
Os conselheiros do TCM determinaram uma multa no valor de R$5 mil. Além disso, o ressarcimento, com recursos pessoais, no valor de R$642.396,21, devido à ausência de informações quanto aos valores pagos a título de subsídios à própria prefeita, ao vice-prefeito e aos secretários municipais, além da ausência de comprovação de adimplemento de numerosas despesas.
Segundo a relatoria, a ex-prefeita teve “uma conduta não condizente para um gestor de coisa pública”, uma vez que a mesma não apresentou os esperados esclarecimentos e a documentação comprobatória correspondente para rebater as irregularidades apontadas.
Foram apontadas ausência de comprovação de pagamento em relação a diversos processos de pagamento. Houve esclarecimento de apensas um dos processos apontados na denúncia, no valor de R$8.527,51. O conselheiro Francisco Netto ressaltou que a gestora não agiu com a devida cautela, como previsto na regra de competência.
Cabe recurso da decisão.
Desembargadora atende a liminar e ex-prefeito de Ribeira do Pombal pode concorrer à prefeitura
A desembargadora Regina Helena Ramos Reis, da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), acatou pedido de liminar do ex-prefeito de Ribeira do Pombal, José Lourenço Morais da Silva Júnior, para suspender os efeitos do decreto da Câmara Municipal que o tornou inelegível.
O agravamento imposto pela defesa do pré-candidato à prefeitura nas eleições deste ano foi feito após ter o pedido negado inicialmente pelo Juiz Paulo Ramalho de Andrade Pessoa Campos Neto, da Primeira Vara dos Feitos Relativos às Relações de Consumo, Cíveis, Comercial e Registro Público.
No pedido, José Lourenço questionou sua inelegibilidade imposta pelos vereadores, já que a decisão se baseou em suas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas dos municípios (TCM-BA) em 2012, sendo que outros anos já foram julgados. A defesa enxergou motivação política no decreto, já que o ex-prefeito é pré-candidato novamente. BNews
Gilmar Mendes sobre Bolsonaro ameaçar bater em repórter: “Inadmissível”
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse neste domingo (23/8) ser “inadmissível censurar jornalistas pelo mero descontentamento com o conteúdo veiculado”.
A declaração do magistrado ocorre após ameaça feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um repórter do jornal O Globo.
“A liberdade de imprensa é uma das bases da democracia. É inadmissível censurar jornalistas pelo mero descontentamento com o conteúdo veiculado. G. Orwell: ‘Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade’. #liberdadedeimprensa”, escreveu Gilmar em uma rede social.
Apesar de atribuir uma frase ao escritor e jornalista George Orwell, o trecho faz parte de uma declaração de William Randolph Hearst III, magnata que mudou os jornais no final do século XIX e os transformou em um entretenimento de massas.
Mais cedo, neste domingo, enquanto visitava a Catedral de Brasília, Bolsonaro foi questionado pelo jornalista sobre os depósitos feitos pelo ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabrício Queiroz, na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro (entenda mais abaixo).
“Minha vontade é encher tua boca na porrada, tá?”, respondeu o presidente.
Após a reação de Bolsonaro, outros repórteres que estavam no local perguntaram ao chefe do Executivo se aquilo se tratava de uma ameaça. O presidente não respondeu aos questionamentos e deixou o local logo em seguida.
Entidades e políticos também repudiaram a atitude do presidente. O jornal O Globo afirmou que o chefe do Executivo “desconsidera o dever de qualquer servidor público, não importa o cargo, de prestar contas à população”.
“O GLOBO repudia a agressão do presidente Jair Bolsonaro a um repórter do jornal que apenas exercia sua função, de forma totalmente profissional, neste domingo. […] Durante os governos de todos os presidentes, o GLOBO não se furtou a fazer as perguntas necessárias para cumprir o papel maior da imprensa, que é informar os cidadãos. E continuará a fazer as perguntas que precisarem ser feitas, neste e em todos os governos”, disse o jornal.
Bahia: Festa de ‘paredão’ renderá em veículo e som apreendidos, alerta Rui
Fonte: Varela Notícias / Imagem Google
Após diversos registros de festas paredões em vários pontos da capital baiana e do interior do estado, o governador Rui Costa (PT) começa a fechar o cerco para estes eventos. Na manhã desta quarta-feira (19) o petista anunciou medidas mais rígidas a quem for pego promovendo este tipo de festa.
“Nós vamos atuar com mais rigor a partir deste final de semana. Determinamos, e é bom que as pessoas já saibam, a apreensão do veículo e do som, não só dentro da lei do marco do som do Detran, mas também no marco do risco da saúde pública, do desrespeito à lei, enquadrado como crime previsto em lei federal e em lei estadual”, afirmou Rui.
O governador citou que, com a gradual reabertura de atividades, algumas pessoas acreditam que ocorre um “liberou geral”, o que ainda não aconteceu.
O governador ressaltou ainda que a promoção de festas paredões “é uma atitude de atentado à vida humana, pois é proibido aglomeração de pessoas”. Além da apreensão dos equipamentos, os responsáveis terão de pagar multas e responder criminalmente.
“Feito o enquadramento dos proprietários junto à delegacia como crime, além das multas de trânsito, multas de som. Será aberto procedimento criminal a essas pessoas”, disse Rui.
Câmara de Vereadores confirma sessão de julgamento do prefeito Sérgio da Gameleira para terça-feira (25)
Prefeito Sérgio da Gameleira ao lado do presidente da Câmara Vereador Tinho e a vereadora Laninha (Foto: Reprodução)
O prefeito de Jequié, Sérgio da Gameleira, voltou a sofrer nova derrota na justiça em mais uma tentativa de barrar o processo de cassação do seu mandato pela Câmara Municipal. Depois da justiça ter negado liminar recentemente, na quarta-feira (19), o Tribunal de Justiça da Bahia, por decisão da desembargadora Heloísa Pinto de Freitas Vieira Graddi, indeferiu o mandado de segurança impetrado pelo prefeito contra o presidente da Câmara, Emanuel Campos – Tinho. De acordo o site Jequié e Região (jornalista Souza Andrade), o prefeito Sérgio da Gameleira queria anular a sessão do dia 16 de junho alegando que o presidente da Câmara, vereador Tinho, havia errado ao acatar a denúncia que imputou ao prefeito municipal a prática de suposta infração político-administrativa, cuja consequência foi seu afastamento provisório do cargo de prefeito da cidade.
O prefeito também reclamou do sorteio conduzido pelo presidente Tinho para a composição da Comissão Processante, alegando que os seus membros (Admilson Careca, Laninha e Gutinha) haviam sido escolhidos igualmente de forma arbitrária. Pelo que foi decidido, não houve arbitrariedade. De posse da denúncia, o presidente da Câmara, na primeira sessão, determinou sua leitura e a colocou em votação, sendo acatada pelo voto da maioria dos presentes e na mesma sessão foi constituída a Comissão Processante, com três vereadores sorteados entre os desimpedidos, os quais elegeram, desde logo, o presidente e o relator. A Sessão de Julgamento está marcada para terça-feira, dia 25.
PF cumpre 32 mandados de busca e apreensão contra fraudes de cerca de R$ 2,3 mi do SUS em contratações de prefeitura do interior de SE A assessoria de comunicação do município de Carmópolis foi procurada, mas ainda não deu retorno sobre o caso.
A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira (20), 32 mandados de busca e apreensão nos municípios sergipanos de Carmópolis, Aracaju e Nossa Senhora do Socorro, além dos estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia. A ação faz parte da Operação Estroinas, que investiga fraudes de cerca de R$ 2,3 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS) em nove procedimentos de dispensa de licitação realizados pela prefeitura de Carmópolis, através da Lei nº 13.979/2020, conhecida como a Lei do Coronavírus.
Também nesta manhã, o Ministério Público do Estado informou que a Justiça determinou o afastamento do prefeito da cidade, Beto Caju (Solidariedade), por desvios e fraudes em contratações com recursos públicos municipais durante a pandemia. A assessoria de comunicação do município de Carmópolis foi procurada pelo G1, mas ainda não havia se pronunciado sobre o caso até a última atualização desta reportagem.
A investigação foi iniciada pela CGU, que desde o começo da pandemia, está monitorando a aplicação de recursos federais relacionados aos insumos e bens adquiridos para o combate a Covid-19 nos estados brasileiros.
Segundo a PF, entre as contratações há empresas fantasmas, com sócios laranjas; cotações dos preços dos bens, insumos e serviços fraudulentos; superfaturamento; alguns dos bens adquiridos para o enfrentamento da pandemia não foram utilizados; não houve critério para a definição da quantidade e da qualidade dos produtos que precisariam ser adquiridos; e parte dos produtos contratados não foi efetivamente fornecida.
As contratações envolvem a aquisição de equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas, toucas e aventais descartáveis; material de higiene; medicamentos; e serviços de instalação e locação de salas climatizadas na área externa do hospital municipal e de higienização de veículos e vias públicas. A desativação das salas está sendo investigada, já que isso feito às vésperas da operação.
Durante o cumprimento dos mandados, policias encontraram cerca de R$ 110 mil com um dos alvos em Aracaju.
NOVA IBIÁ: MPF FAZ PROPOSTA DE ACORDO PARA PREFEITO FAZER CONFISSÃO
O Procurador da República João Paulo Beserra apresentou uma proposta de acordo de não continuidade da persecução penal contra o prefeito de Nova Ibiá, José Murilo Nunes de Souza (PSL).
O prefeito já foi condenado pelo Juiz federal JORGE PEIXOTO, da 1ª Vara Federal de Jequié. A condenação foi em virtude de uma denúncia do MPF. (Veja aqui)
Segundo a denúncia, no mês de dezembro de 2012, último da gestão, os valores disponíveis na conta bancária vinculada ao FUNDEB foram quase integralmente sacados, não deixando provisão para o pagamento dos salários do mês seguinte.
Se o prefeito aceitar a proposta do MPF, ele terá que “ formalização do acordo está condicionada à confissão formal e circunstanciada da prática da infração penal pelo(a/s) acusado(a/s), de modo que o(a/s) denunciado(a/s) renuncia(m), desde logo, expressa e voluntariamente, ao direito constitucional ao silêncio”.
Denúncia: Prefeitura de Santa Luzia tem indícios contundentes de fraudes em licitações

FOTO: REPRODUZIDA
Na sentença, a juíza Maízia Seal Carvalho Pamponet, cita que Nilson, “no ano de 2004, praticou diversos atos de improbidade administrativa, face a malversação de verbas públicas repassadas para a consecução de programas e convênios federais”. O montante desviado na ocasião foi mais de R$ 104 mil.












