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Quanto vale a palavra da mulher? Falsas acusações nos crimes sexuais
A palavra da mulher em casos de crimes sexuais sempre esteve no centro de debates jurídicos e sociais. O dilema de conceder justiça à vítima e, ao mesmo tempo, proteger o acusado contra falsas acusações certamente representa um desafio muito maior para o sistema penal, especialmente em casos em que as palavras da vítima são tratadas como uma das principais peças de evidência. A complexidade da obtenção de evidências materiais sobre crimes contra a dignidade sexual torna a declaração da vítima particularmente importante, mas, ao mesmo tempo, levanta suspeitas, tanto dentro quanto fora do tribunal.
O caso do jogador Daniel Alves, acusado e posteriormente condenado por estupro, reacendeu a discussão em torno da credibilidade da palavra da mulher. A repercussão do caso dividiu opiniões nas redes sociais e na mídia, com muitos acusando a vítima de mentir, enquanto outros a defendiam, ressaltando a coragem de denunciar um homem famoso e poderoso. Juliana Valente (2025), em seu artigo, destaca que a reação social ao ocorrido escancarou o quanto o sistema e a opinião pública ainda duvidam da mulher que denuncia violência sexual.
Esse caso emblemático traz à tona a delicada fronteira entre o direito à presunção de inocência e o dever de acreditar na palavra da vítima. Até que ponto se pode confiar no depoimento da mulher? Quais os critérios jurídicos para considerar sua fala suficiente para uma condenação? E como evitar que exceções — como as falsas acusações — sejam usadas para invalidar centenas de denúncias legítimas? Essas são as questões centrais que este trabalho busca discutir, à luz do debate atual e da literatura especializada.
1. A palavra da vítima no processo penal: Valor, riscos e padrões de julgamento
Nos crimes contra a dignidade sexual, é comum que o depoimento da vítima seja a principal, e por vezes única, prova disponível. Alves (2022) destaca que a jurisprudência já reconhece a palavra da vítima como prova suficiente para fundamentar uma condenação, desde que seja coerente, firme e compatível com o conjunto probatório. Isso se deve à reconhecida dificuldade de obtenção de provas materiais nesses casos, que geralmente ocorrem em ambientes privados e sem testemunhas.
No entanto, deve-se entender que o valor dado ao depoimento da vítima é determinado por estereótipos de gênero e argumentos morais. Mulheres que mostram certos comportamentos, como usar saias curtas, beber ou ter uma vida sexual ativa, ainda são condenadas. Almeida e Nojiri (2018) mapearam em seus estudos que fatores subjetivos, como boas práticas para mulheres, ainda influenciam as decisões dos juízes em casos de estupro e, portanto, distorcem a imparcialidade do julgamento.
Ao mesmo tempo, há temor no Judiciário sobre o uso indevido da palavra da vítima, especialmente em contextos de disputa judicial, como guarda de filhos ou divórcio conflituoso. Andreia Soares Calçada (2022) aponta que falsas acusações, embora minoritárias, existem e produzem danos profundos. Contudo, ressalta que o medo de identificar uma falsa denúncia não pode sobrepor-se ao dever de investigar com seriedade todas as acusações formuladas.
O equilíbrio entre proteger a dignidade da vítima e resguardar o devido processo legal é, portanto, complexo. A palavra da mulher, quando devidamente contextualizada, é um instrumento legítimo de justiça. Mas seu valor probatório não deve ser absoluto nem descartado de imediato, exigindo dos operadores do Direito sensibilidade e técnica para separar verdade de mentira sem cair em generalizações que prejudiquem o acesso das mulheres à justiça.
2. O caso Daniel Alves e a reação social às denúncias de crimes sexuais
O caso de Daniel Alves é uma boa representação de como pessoas populares e famosas são associadas e percebidas publicamente, muitas vezes de maneiras muito diferentes, quando o crime em questão é sexual. Muitos correram para defender o jogador antes mesmo que a investigação pudesse ser concluída. O padrão em tais casos publicamente visíveis na verdade revela que a credibilidade da vítima é imediatamente atacada, muitas vezes baseando seus argumentos em julgamentos morais ou suposições infundadas, como Juliana Valente (2025) define como um grande “cartão vermelho” dado às mulheres pelas forças sociais que deveriam estar lá para apoiá-las.
A ampla cobertura midiática e os debates nas redes sociais acabaram por transformar o caso em uma espécie de “julgamento paralelo”, em que influenciadores e formadores de opinião decidiram sobre a veracidade da denúncia com base em achismos e paixões por celebridades. Isso aumenta o risco de revitimização da mulher e desencoraja outras vítimas a denunciarem, com medo de serem desacreditadas ou expostas publicamente.
Outro ponto relevante observado foi o processo judicial firme e técnico conduzido na Espanha, onde Daniel Alves foi julgado. A condenação do jogador mostrou que, com investigação adequada, perícias e a devida apreciação do depoimento da vítima, é possível comprovar a veracidade do crime mesmo diante da ausência de testemunhas diretas. Isso reforça o entendimento de que o depoimento da vítima deve ser analisado com seriedade, e não descartado de plano.
Não se trata de abandonar o princípio da presunção de inocência, mas sim de reconhecer que mulheres vítimas de violência sexual continuam tendo que provar, muitas vezes com dor e humilhação, aquilo que lhes aconteceu. Casos como o de Daniel Alves deixam evidente que quando o sistema de Justiça atua com rigor, técnica e imparcialidade, é possível assegurar os direitos de todos os envolvidos — sem voltar às velhas práticas de silenciar e desacreditar a denúncia feminina.
Considerações finais
A palavra de uma mulher em crimes sexuais deve ser ouvida com responsabilidade, seriedade e sem preconceitos. Ela não pode ser imediatamente elevada à verdade singular dos fatos nem ser descartada por causa de estereótipos de gênero ou julgamento moral. O equilíbrio entre princípios penais e direitos das vítimas deve governar o sistema de justiça, especialmente em crimes em que a prova material é difícil de obter.
O caso de Daniel Alves mostra que é relevante realizar investigações técnicas e imparciais que sejam apoiadas por evidências e suporte legal. O julgamento e a condenação neste caso demonstram que é possível proteger a dignidade de uma vítima sem comprometer o devido processo legal. No entanto, também mostram que, em condições públicas e midiáticas, a imagem da mulher que denuncia ainda é muito questionada — aspecto cultural que dificulta o combate à violência de gênero.
Por fim, reconhecer o valor da palavra da mulher não significa ignorar o risco das denúncias falsas, mas sim entender que esses casos são exceções e não podem servir de justificativa para invalidar o sofrimento real de milhares de vítimas. O avanço rumo à justiça verdadeira exige escuta capacitada, livre de preconceitos, e um sistema comprometido em proteger quem mais precisa.
Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/depeso/428352/quanto-vale-a-palavra-da-mulher-falsas-acusacoes-nos-crimes-sexuais
Suzane Richthofen foi à delegacia para tentar liberar corpo de tio encontrado morto em casa em SP
Suzane von Richthofen, que ficou conhecida assim por mandar matar os pais em 2002, foi com seu advogado a uma delegacia em São Paulo para tentar liberar o corpo do tio materno.
Miguel Abdalla Netto foi encontrado morto por vizinhos, na tarde da última sexta-feira (9), em sua casa no Campo Belo, na Zona Sul da capital paulista. A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita. A principal hipótese é de morte natural, mas apenas o laudo pericial vai confirmar a causa.
Suzane não conseguiu liberar o corpo porque uma prima dele já havia feito isso. As informações são de policiais ouvidos nesta terça-feira (13) pelo
O médico tinha 76 anos, morava sozinho, não era casado e não deixou filhos. Miguel ficou conhecido por ter se tornado tutor de Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, após os assassinatos do casal Manfred Albert e Marísia von Richthofen. Andreas tinha 15 anos na época e está atualmente com 38.
Miguel administrou os bens de Andreas até ele completar 18 anos. Formado em farmácia e bioquímica pela USP, Andreas não compareceu à delegacia para reclamar o corpo do tio.
Suzane se apresentou como sobrinha de Miguel no 27º Distrito Policial (DP), no Campo Belo. Segundo policiais, ela compareceu com seu advogado, entre domingo (11) e segunda-feira (12).
Polícia encontra corpo em área de mata em SP, e suspeita é de que seja de PM desaparecido
Fontes policiais disseram à que o corpo encontrado tem as mesmas características de Santana. A confirmação só será feita a partir de reconhecimento familiar ou exame de DNA. Os policiais e cães farejadores chegaram ao endereço a partir de uma denúncia anônima.
No sábado (10), mais de 80 agentes foram empenhados para as buscas com apoio de cães, equipes de inteligência e do Comando de Choque. Inicialmente concentrada em uma área de mata no entorno da Represa de Guarapiranga, na Zona Sul, a operação foi ampliada e passou a incluir buscas dentro da água.
O PM foi visto pela última vez próximo à favela Horizonte Azul.
A Justiça decretou a prisão temporária de três suspeitos. Testemunhas relataram que o PM passou a madrugada em um bar dentro da comunidade e teria se desentendido com um deles. Durante a discussão, Fabrício teria anunciado que era policial. Segundo a investigação, o homem saiu do local e avisou líderes do tráfico de drogas de que havia um PM na favela. O policial deixou o bar logo em seguida.
Ainda conforme os depoimentos, os criminosos abordaram um segundo suspeito, que estava com o policial no estabelecimento, e ordenaram que ele levasse o cabo de volta à favela. Ele afirmou na delegacia que cumpriu a ordem do crime organizado. Os suspeitos disseram ainda que o PM foi informado de que seria morto por ser policial e estar em uma área dominada pelo tráfico de drogas.
De acordo com a investigação, antes de desaparecer, o policial telefonou para o irmão e relatou que havia se desentendido com um traficante da comunidade, que teria ameaçado revelar aos moradores que ele era policial, colocando a família em risco.
Diante da ameaça, Fabrício teria dito que iria até uma adega do bairro para tentar resolver a situação. Depios disso, ele não foi mais visto.
Na tarde de quinta-feira (8), o carro do policial foi encontrado completamente carbonizado em uma área de mata na Rua Richard Arnold Beck, no Jardim Mombaça, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Não havia ninguém dentro do veículo, e a polícia suspeita que o incêndio tenha sido provocado para eliminar provas.
A Justiça decretou a prisão temporária de três suspeitos por envolvimento no desaparecimento do cabo. Um deles é o homem que discutiu com Fabrício na adega; outro aparece em imagens de câmeras de monitoramento seguindo o carro do policial; e o terceiro é um conhecido do PM. Em um dos veículos apreendidos, a polícia encontrou galões com cheiro de combustível.
Mãe e filha morrem em grave acidente envolvendo três carros
Um grave acidente que aconteceu na BR-020 em Canindé, no interior do Ceará, no sábado (10), deixou quatro pessoas mortas entre elas mãe e filha. A colisão envolveu três carros.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, três vítimas foram identificadas como Vitória Soares dos Santos, 29 anos, enfermeira da UAPS Pe. Paulo, em Boa Viagem, no interior do Ceará, Maria Benoli Soares dos Santos, 64 anos, comerciante e mãe de Vitória, Sarah Farias Pimentel, 22 anos, estudante de licenciatura em Química no Campus de Boa Viagem do Instituto Federal do Ceará (IFCE). As informações são do G1.
Ainda não há informações oficiais sobre a identidade da quarta vítima. Nas redes sociais a prefeitura de Boa Viagem, de onde as três vítimas identificadas são naturais, emitiu uma nota de pesar e decretou luto oficial de três dias.A partida dessas vidas, de forma tão repentina, deixa um vazio imenso e comove toda a nossa cidade. Neste momento de profunda dor, nos unimos em solidariedade às famílias, amigos e colegas, desejando conforto, força e fé para atravessar este luto”, diz o a nota da prefeitura.
O Campus do IFCE, onde Sarah era estudante, também emitiu uma nota de pesar que foi publicada nas redes sociais da instituição. “Ao mesmo tempo presta solidariedade e condolência a familiares, amigos e colegas enlutados pela irreparável perda”, disse a nota assinada pelo diretor-geral do campus, João Paulo Arcelino do Rêgo, e pelo reitor José Wally Mendonça Menezes.
Segundo o Corpo de Bombeiros, as quatro vítimas mortas estavam todas no mesmo carro. Em um outro veículo um ocupante foi socorrido com ferimentos e encaminhado para atendimento médico. No terceiro veículo envolvido, não houve registro de pessoas feridas.
As equipes do Corpo de Bombeiros atuaram de forma integrada com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Perícia Forense e o Instituto Médico Legal (IML), realizando os procedimentos de resgate.
Gestos de facção podem ter causado execução dos quatro amigos mortos em SC; entenda
Caso ocorreu em Biguaçu, na Grande Florianópolis, e segue sob apuração da Polícia Civil

| Quem eram os jovens amigos encontrados mortos em SC |
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga as circunstâncias que envolvem a morte de quatro jovens encontrados sem vida em Biguaçu, na Grande Florianópolis. As vítimas, naturais de Minas Gerais e de São Paulo, estavam desaparecidas, e o caso gerou grande repercussão em todo o estado.
De acordo com informações divulgadas pelo repórter Felipe Kreusch, no programa Cidade Alerta Santa Catarina, da NDTV Record, uma das linhas de investigação avalia se registros feitos pelos jovens em redes sociais e conversas armazenadas em aparelhos celulares podem ter influenciado a ação criminosa.
Investigação analisa contexto e possíveis interpretações
Fontes ligadas à investigação explicaram que, no contexto de organizações criminosas, crimes dessa natureza geralmente não ocorrem de forma aleatória. Conforme apurado, em situações semelhantes, é comum que haja uma abordagem prévia, na qual aparelhos celulares são analisados em busca de conversas, imagens, emojis ou outros elementos que possam ser interpretados como vínculos com grupos rivais.
Os investigadores ressaltam que gestos ou publicações isoladas, por si só, não costumam ser suficientes para motivar crimes graves, sendo necessário um conjunto de fatores analisados no contexto do caso.

Segundo informações divulgadas pela emissora, algumas imagens publicadas pelos jovens nas redes sociais chamaram a atenção dos investigadores por conterem símbolos que, em determinados contextos, podem ser associados a organizações criminosas. Em uma das postagens analisadas, um dos jovens aparece com um emoji específico, cuja interpretação é avaliada pelas autoridades.
A linha investigativa considera a possibilidade de que tais símbolos tenham sido interpretados de forma equivocada ou associados a grupos rivais, o que pode ter contribuído para o crime. No entanto, a Polícia Civil reforça que não há confirmação oficial sobre a motivação e que não existem, até o momento, provas de envolvimento das vítimas com organizações criminosas.
O caso segue sob investigação, com a realização de diligências e análises técnicas para esclarecer os fatos, identificar os responsáveis e determinar as reais circunstâncias das mortes.
Ônibus de excursão que retornava da Bahia capotou e deixou cinco mortos
Cinco passageiros morreram após um ônibus de turismo capotar na manhã desta terça-feira (6) na BR-365, entre Varjão de Minas e Patos de Minas, na região do Alto Paranaíba, em Minas Gerais. O acidente ocorreu por volta das 10h, no km 377, a cerca de 30 quilômetros de Patos de Minas.
De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo menos dois passageiros ficaram presos sob o veículo durante o atendimento inicial. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) classificou a ocorrência como “gravíssima”.
Haddad e Lewandowski pedem para deixar o governo Lula; saiba quem assume
Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Justiça, Ricardo Lewandowski, pediram para deixar o governo Lula e já comunicaram a decisão ao presidente da República. A informação foi publicada pelo colunista Valdo Cruz, da Globonews. Segundo a publicação, o governo já se movimenta para definir os substitutos.
Lewandowski já conversou com Lula no fim do ano passado e sinalizou que desejaria deixar o ministério ainda em janeiro, de preferência até o fim desta semana. Já Haddad pretende seguir no ministério até fevereiro.
Integrantes do governo e da pasta da Justiça, no entanto, defendem a permanência do ministro até a aprovação da “PEC da Segurança Pública”. A proposta ainda precisa passar pelo plenário da Câmara e pelo Senado. Caso saia, a expectativa é que Lewandowski ceda o ministério para o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto, que é baiano.
Para o lugar de Haddad, outro secretário-executivo também deve assumir o ministério: Dario Durigan. Com o retorno a Brasília, Lula pretende, de acordo com o colunista, intensificar as tratativas para que Fernando Haddad dispute as eleições ao governo de São Paulo ou ao Senado.
Inmet emitiu alerta vermelho para acumulado de chuva em municípios da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho, de grande perigo para acumulado de chuva. O aviso engloba 179 municípios dos estados do Espírito Santo, de Minas Gerais e da Bahia.
O aviso começa a vigorar às 0h01 desta segunda-feira, 5 de janeiro e termina às 23h59 desta segunda-feira (5)
Ele prevê chuva superior a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia. grande risco de grandes alagamentos e transbordamentos de rios, grandes deslizamentos de encostas, em cidades com tais áreas de risco..Inmet recomenda: Desligue aparelhos elétricos, quadro geral de energia.
- Observe alteração nas encostas.
- Permaneça em local abrigado.
- Em caso de situação de inundação, ou similar, proteja seus pertences da água envoltos em sacos plásticos.
- Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
- Em caso de rajadas de vento: não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas; não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
- Se possível, desligue aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.
Municípios sob alerta
Bahia: Alcobaça, Caravelas, Eunápolis, Guaratinga, Ibirapuã, Itabela, Itamaraju, Itanhém, Jucuruçu, Lajedão, Medeiros Neto, Mucuri, Nova Viçosa, Porto Seguro, Prado, Teixeira de Freitas e Vereda
Espírito Santo: Afonso Cláudio, Água Doce do Norte, Águia Branca, Alegre, Alfredo Chaves, Alto Rio Novo, Anchieta, Apiacá, Aracruz, Atílio Vivacqua, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Bom Jesus do Norte, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Divino de São Lourenço, Domingos Martins, Dores do Rio Preto, Ecoporanga, Fundão, Governador Lindenberg, Guaçuí, Guarapari, Ibatiba, Ibiraçu, Ibitirama, Iconha, Irupi, Itaguaçu, Itapemirim, Itarana, Iúna, Jaguaré, Jerônimo Monteiro, João Neiva, Laranja da Terra, Linhares, Mantenópolis, Marataízes, Marechal Floriano, Marilândia, Mimoso do Sul, Montanha, Mucurici, Muniz Freire, Muqui, Nova Venécia, Pancas, Pedro Canário, Pinheiros, Piúma, Ponto Belo, Presidente Kennedy, Rio Bananal, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São José do Calçado, São Mateus, São Roque do Canaã, Serra, Sooretama, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Pavão, Vila Valério, Vila Velha e Vitória
Minas Gerais: Águas Formosas, Aimorés, Almenara, Alto Caparaó, Alto Jequitibá, Alvarenga, Ataléia, Bertópolis, Caiana, Campanário, Caparaó, Caraí, Caratinga, Carlos Chagas, Catuji, Central de Minas, Chalé, Conceição de Ipanema, Conselheiro Pena, Crisólita, Cuparaque, Divino das Laranjeiras, Durandé, Espera Feliz, Felisburgo, Frei Gaspar, Fronteira dos Vales, Galiléia, Goiabeira, Governador Valadares, Inhapim, Ipanema, Itabirinha, Itambacuri, Itanhomi, Itueta, Jacinto, Jampruca, Jequitinhonha, Joaíma, Lajinha, Luisburgo, Machacalis, Manhuaçu, Manhumirim, Mantena, Martins Soares, Mendes Pimentel, Monte Formoso, Mutum, Nanuque, Nova Belém, Nova Módica, Novo Oriente de Minas, Ouro Verde de Minas, Palmópolis, Pavão, Pescador, Pocrane, Ponto dos Volantes, Reduto, Resplendor, Rio do Prado, Rubim, Salto da Divisa, Santa Bárbara do Leste, Santa Helena de Minas, Santa Maria do Salto, Santana do Manhuaçu, Santa Rita do Itueto, Santo Antônio do Jacinto, São Félix de Minas, São Geraldo do Baixio, São João do Manhuaçu, São João do Manteninha, São José do Divino, São José do Mantimento, Serra dos Aimorés, Simonésia, Taparuba, Tarumirim, Teófilo Otoni, Tumiritinga e Umburatiba
ASSASSINO EM SÉRIE FOGE DE PRESÍDIO DE SEGURANÇA MÁXIMA
Dois presos considerados extremamente perigosos escaparam da Unidade de Tratamento Penal de Cariri do Tocantins na noite de quinta-feira (25), feriado de Natal. A unidade é classificada como presídio de segurança máxima, o que aumentou a preocupação das autoridades com a fuga. Os detentos cumpriam pena em regime fechado e são ligados a uma facção criminosa de atuação nacional.
Um dos fugitivos é Renan Barros da Silva, de 26 anos. Ele foi condenado a uma pena total de 72 anos de prisão por envolvimento em três homicídios e pelo crime de ocultação de cadáver. Devido ao histórico criminal e à repetição de assassinatos, Renan passou a ser tratado pelas forças de segurança como um assassino em série. As autoridades destacam que ele representa alto risco à sociedade, justamente pelo padrão violento de seus crimes.
O outro detento que conseguiu fugir é Gildádio Silva Assunção, de 47 anos. Ele possui quatro condenações criminais, incluindo homicídios, e soma uma pena total de 46 anos de prisão. Assim como Renan, Gildádio também era considerado preso de alta periculosidade e estava custodiado sob regras rigorosas de segurança. A fuga dos dois ocorreu simultaneamente, o que levanta suspeitas sobre falhas estruturais ou operacionais dentro da unidade prisional.
Segundo informações preliminares, ambos os detentos são apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do país. A ligação com o grupo reforça o alerta das forças de segurança, já que a facção possui ramificações em diversos estados e histórico de apoio logístico a membros foragidos do sistema prisional.
Após a confirmação da fuga, a Secretaria responsável pela administração penitenciária acionou imediatamente as forças policiais. Operações de busca foram iniciadas na região de Cariri do Tocantins e em municípios vizinhos. Barreiras policiais, abordagens em rodovias e ações de inteligência passaram a ser intensificadas na tentativa de localizar os fugitivos o mais rápido possível.
As autoridades também comunicaram outros estados sobre a fuga, considerando a possibilidade de que os detentos tentem deixar o Tocantins com auxílio de comparsas. Informações sobre características físicas, histórico criminal e possíveis rotas de fuga já foram repassadas às equipes envolvidas na caçada policial.
A fuga em pleno feriado de Natal reacendeu o debate sobre a segurança no sistema prisional brasileiro, especialmente em unidades classificadas como de segurança máxima. Especialistas em segurança pública avaliam que casos como esse indicam a necessidade de revisão constante de protocolos, além de investimentos em estrutura, tecnologia e pessoal qualificado.
Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre como os detentos conseguiram escapar da unidade. A administração do presídio informou que uma apuração interna foi aberta para identificar eventuais falhas e responsabilidades. Dependendo do resultado da investigação, servidores podem ser responsabilizados administrativa e criminalmente.
A população foi orientada a não tentar qualquer tipo de abordagem caso reconheça os foragidos e a acionar imediatamente a polícia por meio dos canais oficiais. As buscas seguem em andamento, e as autoridades afirmam que a recaptura dos detentos é tratada como prioridade máxima.
FALECEU mulher que teve pernas amputadas após ser atropelada pelo ex-namorado
A mulher atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro pela Marginal Tietê pelo ex-namorado, Tainara Souza Santos, 31, morreu na noite de quarta-feira (24) no Hospital das Clínicas, na zona Oeste de São Paulo.
Tainara foi vítima de uma tentativa de feminicídio em 29 de novembro. Desde o atropelamento, ela precisou ser submetida a quatro procedimentos cirúrgicos, incluindo a amputação das duas pernas abaixo da linha do joelho. Lúcia Aparecida Souza da Silva, mãe de Tainara, lamentou a partida da filha nas redes sociais. De acordo com a matriarca, “o sofrimento agora é pedir por Justiça”.
“É com muita dor que venho avisar que nossa Guerreirinha a Tay nos deixou. Ela acabou de partir desse mundo Cruel e está com Deus. É uma dor enorme, mas acabou. O sofrimento agora é pedir por justiça”, disse.
O autor do crime contra Tainara foi identificado como Douglas Alves da Silva, 26. Ele foi preso em 30 de novembro. Em 1º de dezembro, a Justiça manteve a prisão de Douglas em audiência de custódia. O homem está detido no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos, em SP.









