Fontes policiais disseram à  que o corpo encontrado tem as mesmas características de Santana. A confirmação só será feita a partir de reconhecimento familiar ou exame de DNA. Os policiais e cães farejadores chegaram ao endereço a partir de uma denúncia anônima.

No sábado (10), mais de 80 agentes foram empenhados para as buscas com apoio de cães, equipes de inteligência e do Comando de Choque. Inicialmente concentrada em uma área de mata no entorno da Represa de Guarapiranga, na Zona Sul, a operação foi ampliada e passou a incluir buscas dentro da água.

O PM foi visto pela última vez próximo à favela Horizonte Azul.

A Justiça decretou a prisão temporária de três suspeitos. Testemunhas relataram que o PM passou a madrugada em um bar dentro da comunidade e teria se desentendido com um deles. Durante a discussão, Fabrício teria anunciado que era policial. Segundo a investigação, o homem saiu do local e avisou líderes do tráfico de drogas de que havia um PM na favela. O policial deixou o bar logo em seguida.

Ainda conforme os depoimentos, os criminosos abordaram um segundo suspeito, que estava com o policial no estabelecimento, e ordenaram que ele levasse o cabo de volta à favela. Ele afirmou na delegacia que cumpriu a ordem do crime organizado. Os suspeitos disseram ainda que o PM foi informado de que seria morto por ser policial e estar em uma área dominada pelo tráfico de drogas.

De acordo com a investigação, antes de desaparecer, o policial telefonou para o irmão e relatou que havia se desentendido com um traficante da comunidade, que teria ameaçado revelar aos moradores que ele era policial, colocando a família em risco.

Diante da ameaça, Fabrício teria dito que iria até uma adega do bairro para tentar resolver a situação. Depios disso, ele não foi mais visto.

Na tarde de quinta-feira (8), o carro do policial foi encontrado completamente carbonizado em uma área de mata na Rua Richard Arnold Beck, no Jardim Mombaça, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Não havia ninguém dentro do veículo, e a polícia suspeita que o incêndio tenha sido provocado para eliminar provas.

A Justiça decretou a prisão temporária de três suspeitos por envolvimento no desaparecimento do cabo. Um deles é o homem que discutiu com Fabrício na adega; outro aparece em imagens de câmeras de monitoramento seguindo o carro do policial; e o terceiro é um conhecido do PM. Em um dos veículos apreendidos, a polícia encontrou galões com cheiro de combustível.

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