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:: ‘Brasil’

Paulo Gustavo tem quadro irreversível, mas mantém sinais vitais, diz boletim médico

Paulo Gustavo  — Foto: Globo/João Cottaator e humorista Paulo Gustavo tem quadro irreversível, mas mantém os sinais vitais, segundo informou nesta terça-feira (4) a assessoria de imprensa do artista, com base no boletim médico.

“Após a constatação da embolia gasosa disseminada ocorrida no último domingo, em decorrência de fístula brônquio-venosa, o estado de saúde do paciente vem deteriorando de forma importante. Apesar da irreversibilidade do quadro, o paciente ainda se encontra com sinais vitais presentes.”

Internado desde 13 de março no Hospital Copa Star, em Copacabana, com quadro de Covid-19, Paulo Gustavo permanece no Serviço de Terapia Intensiva.

A piora no quadro de saúde do ator aconteceu na noite de domingo (2). Paulo Gustavo vinha apresentando melhoras significativas, chegou a ter redução de sedativos e bloqueadores e interagir com médicos e também com o marido, Thales Bretas. À noite, no entanto, sofreu uma embolia pulmonar.

Hospital onde está internado Paulo Gustavo em Copacabana teve movimentação intensa nesta terça — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Hospital onde está internado Paulo Gustavo em Copacabana teve movimentação intensa nesta terça — Foto: Marcos Serra Lima/G1

O que é embolia?

Fístula broncovenosa é um tipo de abertura que ocorre entre os pulmões e as veias e, que no caso do ator, acarretou a entrada de ar na corrente sanguínea, a chamada embolia gasosa.

Já a embolia é um tipo de obstrução pelo acúmulo de material (sangue, ar, liquido amniótico) trazido pela corrente sanguínea (êmbolo). No caso da embolia pulmonar, ela se dá pela obstrução de uma artéria do pulmão.

“A família do ator continua agradecendo todo o carinho e pedindo orações dirigidas ao Paulo Gustavo, assim como às demais pessoas acometidas por essa doença terrível”, acrescenta a nota.

Movimentação no hospital

A notícia da piora levou parentes e amigos de Paulo Gustavo ao hospital nesta terça-feira.

No início da tarde, a mãe Dea Lúcia, e o pai, Júlio Marcos, foram vistos no hall de entrada do hospital. Eles permaneceram até as 19h50, horário em que foi divulgado novo boletim médico que falava sobre irreversibilidade do estado de saúde de Paulo.

Por volta das 19h30, o empresário e amigo do ator, Anderson Baumgartner, também chegou ao Copa Star, mas não falou com a imprensa.

Movimentação em frente ao Hospital Copa Star, onde está internado Paulo Gustavo, nesta terça-feira (4) — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Movimentação em frente ao Hospital Copa Star, onde está internado Paulo Gustavo, nesta terça-feira (4) — Foto: Marcos Serra Lima/G1

A comoção também atraiu fãs e curiosos para a porta do hospital. Eles queriam saber sobre a evolução do quadro de saúde, falavam de orações e torcida para que o ator se recupere.

Também houve que passasse de carro gritando “força, Paulo Gustavo “.

Nas redes sociais, amigos como as atrizes Claudia Raia e Tatá Werneck escreveram sobre a angústia de ver o humorista com o quadro agravado, mas demonstraram esperança pela recuperação.

“Meu amor, @paulogustavo31 desejo profundamente que você se recupere, tenho certeza que em breve você estará nos fazendo sorrir. Confesso que não vejo a hora receber essa notícia tão aguardada, te dar um abraço bem apertado e dizer o quanto eu te amo! Sigo orando e acreditando na sua recuperação, Deus está acima de qualquer coisa. O Brasil precisa da sua arte, da sua luz e alegria! Sigo em oração, te amo”, escreveu Claudia Raia.

Quase 2 meses internado

Em 52 dias de internação – até esta terça –, Paulo Gustavo enfrentou diversas complicações provocadas pela Covid-19.

Em 19 de março, ele apresentou melhora no quadro geral, o que poderia indicar uma recuperação. Três dias depois, no entanto, a situação regrediu e o ator, roteirista e comediante precisou ser intubado.

Na ocasião, a nota médica informou que ele “necessitou entrar em ventilação mecânica invasiva, para ser tratado de forma mais segura”.

Em 2 de abril, o quadro de Paulo Gustavo piorou e ele passou a utilizar uma terapia que se assemelha ao uso de um pulmão artificial (Ecmo).

Naquele dia, texto divulgado pela assessoria do artista informou que o ator chegou a apresentar sinais de melhora, “mas devido ao agravamento do quadro clínico, teve que evoluir à terapia por ECMO – Oxigenação por Membrana Extracorpórea”.

Paulo Gustavo e marido, Thales Bretas — Foto: Reprodução/Redes sociais

Paulo Gustavo e marido, Thales Bretas — Foto: Reprodução/Redes sociais

Anvisa ‘refuta acusação’ feita pelos desenvolvedores da Sputnik de que agência divulgou informações falsas sobre adenovírus replicante

Por Bruna de Alencar, G1


Entenda o que é adenovírus replicante na Sputnik V

Entenda o que é adenovírus replicante na Sputnik

O diretor da Anvisa, Antônio Barra Torres, realizou nesta quinta-feira (29) um pronunciamento para refutar a acusação feita pelos desenvolvedores da vacina Sputnik V de que a agência fez “afirmações falsas” sobre a presença de adenovírus replicantes na vacina. Os desenvolvedores do imunizante dizem que irão processar a agência.

Torres explicou que a Anvisa apontou o problema com base em documento enviados pelos próprios desenvolvedores. Durante a apresentação, a Anvisa mostrou um trecho de vídeo de uma reunião com representantes do laboratório que mostra que o tema foi tratado em encontro de forma aberta com os pesquisadores russos.

Além disso, a Anvisa disse estar disponível para receber os dados que os desenvolvedores ainda não enviaram sobre a vacina. O principal deles é o relatório técnico que detalha os dados que levaram a Rússia a aprovar a utilização emergencial da vacina.

A vacina foi desenvolvida pelo Instituto Gamaleya e se tornou a primeira a ser autorizada para uso emergencial no mundo, em agosto de 2020, antes mesmo do fim dos testes clínicos.

Importação negada

Na segunda-feira (26), a Anvisa negou o pedido de autorização feito por 14 estados brasileiros para importação emergencial de quase 30 milhões de doses da Sputnik. A decisão contra a importação foi tomada em uma reunião extraordinária que ocorreu para atender uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em uma ação protocolada pelo governo do Maranhão.

A Sputnik V é uma das vacinas negociadas pelo Ministério da Saúde e já está incluída no cronograma, que tinha previsão de entrega inicial para o mês de abril.

O governo federal comprou 10 milhões de doses. Dessas, 400 mil eram esperadas até o final de abril, 2 milhões no fim de maio e 7,6 milhões em junho. Até o momento, nenhum dose foi importada ao país.

Ameaça de processo e apelos no Twitter

Nesta quinta-feira, em nota, o Fundo Russo disse que as afirmações da Anvisa sobre ter “encontrado” adenovírus replicante na Sputnik V são falsas e que vai processar a agência.

“A Human Vaccine, uma subsidiária de 100% do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RDIF, na sigla em inglês), acredita que as declarações intencionalmente falsas da Anvisa fazem parte de uma campanha de desinformação contra a vacina Sputnik V e irá instaurar um processo judicial por difamação no Brasil contra a Anvisa por espalharem intencionalmente informações falsas e imprecisas”, informou o Fundo Russo.

A ameaça de processo e outras acusações foram feitas pelos desenvolvedores no perfil da vacina no Twitter.

Sputnik V diz que vai processar a Anvisa — Foto: Reprodução/Twitter

Sputnik V diz que vai processar a Anvisa — Foto: Reprodução/Twitter

Horas antes da divulgação da decisão da Anvisa, o perfil da vacina no Twitter divulgou um apelo para a Anvisa. No dia seguinte à decisão da Anvisa, o perfil da Sputnik no Twitter publicou um documento que, segundo eles, confirma a eficácia da vacina.

No decorrer do dia, o perfil acusou a Anvisa de não ter aprovado a vacina por “razões políticas” e de propagar fake news.

No dia 27 de abril, Sputnik acusou a Anvisa de inventar fake news contra a vacina. — Foto: Twitter/Reprodução

No dia 27 de abril, Sputnik acusou a Anvisa de inventar fake news contra a vacina. — Foto: Twitter/Reprodução

Justificativas para negar a importação

Na segunda-feira (26), após 5 horas de debates, todos os diretores da Anvisa votaram contra o pedido de importação da Sputnik V. Análise aponta falta de dados e risco de doenças por falha em fabricação.

Como justificativa da negativa de importação, a Anvisa apontou que NÃO recebeu relatório técnico capaz de comprovar que a vacina atende a padrões de qualidade e NÃO conseguiu localizar o relatório com autoridades de países onde a vacina é aplicada.

A Gerência de Medicamentos também apontou diversas falhas de segurança associadas ao desenvolvimento do imunizante. Na mais grave, explicou que o adenovírus usado para carregar o material genético do coronavírus não deveria se replicar, mas ele é capaz de se reproduzir e pode causar doenças.

A Gerência de Inspeção e Fiscalização relatou que técnicos da Anvisa não puderam visitar todos os locais de fabricação da vacina durante inspeção na Rússia. Os técnicos conseguiram visitar apenas três locais dos sete previstos. Além disso, a Anvisa afirmou que não conseguiu identificar os fabricantes da matéria prima da vacina.

Diante da negativa da Anvisa à importação, o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC), composto pelo Distrito Federal e seis estados que desejavam importar a vacina, afirmou que “vai aguardar um posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF)” para reavaliar a compra das doses.

Brasil quadruplica ritmo de mortes e atinge 400 mil vidas perdidas para a Covid


Intervalos de dias entre 100 mil mortes por Covid-19 no Brasil, segundo o consórcio de veículos de imprensa —

O Brasil atingiu nesta quinta-feira (29) uma nova marca da tragédia sanitária dos últimos 13 meses: ultrapassou as 400 mil vidas perdidas para a Covid-19. O assustador número, que reflete o fracasso brasileiro no combate à pandemia, traz um dado ainda mais triste e revelador: o ritmo das mortes pela doença no país quadruplicou. Ele nunca havia sido tão intenso.

Entre março e abril, foram 100 mil mortes registradas em apenas 36 dias. Ou seja, UMA EM CADA QUATRO PESSOAS que morreram pela doença no Brasil perdeu a vida nos últimos TRINTA E SEIS DIAS.

 

No início da tarde desta quinta, o total de mortos chegou 400.021, e o de casos confirmados, 14.541.806, segundo dados levantados pelo consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia no Brasil. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

A marca dos primeiros 100 mil óbitos no Brasil foi atingida quase 5 meses – 149 dias – após a primeira pessoa morrer pela doença no país. Dos 100 mil para os 200 mil, passaram-se outros 5 meses – 152 dias. Mas para chegar aos 300 mil, foram necessários somente 76 dias, número que agora caiu quase pela metade.

As 400 mil vidas perdidas estão sendo registradas justamente no mês que mais matou pessoas: foram mais de 76 mil em 29 dias de abril. Março, o mês anterior mais letal da pandemia, teve 66.868 mortes em 31 dias

Brasil chega a 400 mil mortos pela Covid-19

Alta taxa de mortes e jovens internados

Diferentemente do mês passado, quando a média de mortes estava com tendência de alta, neste final de abril, a média de mortes está em queda, após vários estados terem adotado medidas mais duras de restrição em meio à segunda onda da Covid.

No entanto, o número diário de mortes permanece num patamar muito alto: são mais de 2 mil vítimas diárias da Covid há mais de 40 dias – maior média do mundo entre 9 de março e 25 de abril.

Dados do Ministério da Saúde apurados pelo G1 e pela TV Globo mostram que, ao longo da pandemia, aumentaram, principalmente, as mortes entre jovens, mas os mais velhos continuam sendo vítimas em maior número.

Infográfico mostra a evolução das mortes por Covid por faixa etária no Brasil  — Foto: Editoria de Arte/G1

Infográfico mostra a evolução das mortes por Covid por faixa etária no Brasil — Foto: Editoria de Arte/G1

Alerta nos sistemas de saúde, aglomerações e CPI

Os sistemas de saúde nos estados, que em grande parte viviam o auge do colapso ao longo de março, passam por uma leve folga no momento. As taxas de ocupação de leitos tiveram redução nas últimas semanas. No entanto, com a lentidão do ritmo de vacinação no país (leia detalhes mais abaixo) e a volta de medidas de flexibilização, o alerta continua.

Diariamente no país são registradas aglomerações no transporte público das grandes cidades. Continuam ocorrendo festas clandestinas e encontros em estabelecimentos proibidos, como bingos, sem qualquer medida sanitária de prevenção à Covid.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que já chamou a Covid-19 de “gripezinha”, participou de aglomerações, questionou as orientações dadas pela Organização Mundial de Saúde e trocou o comando do Ministério da Saúde três vezes desde o início da pandemia, segue indo contra as medidas indicadas por especialistas e aparecendo em público sem máscara, em contato com outras pessoas.

No Congresso, senadores instalaram nesta semana a CPI da Covid, proposta para apontar os responsáveis pela devastadora crise de saúde que a pandemia causou no Brasil. Entre outros pontos, os parlamentares vão investigar por que a vacina está demorando tanto a chegar para os brasileiros e o que permitiu que o estado do Amazonas ficasse sem oxigênio para tratar os doentes.

Governo Bolsonaro recusou 11 ofertas de vacinas contra Covid-19, aponta coluna

Governo Bolsonaro recusou 11 ofertas de vacinas contra Covid-19, aponta coluna

Foto: Sérgio Lima/ Poder360

O governo federal recusou pelo menos 11 ofertas de vacinas contra a Covid-19. Esse é o número de omissões comprovadas por documentos que já são de conhecimento dos senadores da CPI da Covid, que será instalada nesta terça-feira (27) para investigar a atuação do governo Jair Bolsonaro no combate à pandemia.

Segundo o Blog do Octávio Guedes, no G1, esse número ainda deve crescer ao longo das investigações, já que o relatório final deve considerar também a quantidade de vezes que o governo rejeitou a compra de imunizantes.

 

A campanha de vacinação segue a passos lentos no Brasil porque o país dispõe apenas de duas vacinas, a Coronavac, antes esnobada pelo presidente, e a vacina da Universidade de Oxford com o laboratório britânico AstraZeneca.

 

De acordo com a publicação, das 11 recusas, seis foram justamente à Coronavac. O primeiro ofício ignorado foi do dia 30 de julho do ano passado e o segundo, de 18 de agosto, ambos assinados pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. Um terceiro documento foi entregue pelo próprio ao então ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello.

 

Sem resposta, o Butantan realizou ainda três videoconferências com integrantes do Ministério da Saúde, mas nem assim a oferta avançou.

 

Outras três ofertas formais foram feitas pelo laboratório Pfizer. A primeira ocorreu em agosto de 2020, quando a farmacêutica americana ofereceu ao Brasil 70 milhões de doses para serem entregues em dezembro do ano passado. As outras duas ofertas também não tiveram retorno.

 

O ex-secretário de Comunicação do governo, Fabio Wajngarten, disse que ele próprio passou a abrir as portas do Palácio do Planalto para uma negociação direta com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Porém, também não adiantou.

 

Além disso, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), soma à conta as duas vezes em que o governo federal se recusou a participar do consórcio Covax Facility. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse que o Brasil só aderiu ao programa no terceiro convite.

 

Segundo o blog, anteriormente, o acordo era visto como uma atitude globalista pelo Ministério das Relações Exteriores. Sendo assim, seria nocivo ao Brasil. O número de doses, ofertado em 212 milhões, ainda foi reduzido a pedido do governo brasileiro.

Brasil chega a 375 mil mortos por Covid; país registrou 1.607 mortes em 24 horas

O país registrou 1.607 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas e totalizou nesta segunda-feira (19) 375.049 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 2.860. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +3%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes da doença.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta segunda. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Já são 89 dias seguidos no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil; o país completa agora 34 dias com essa média acima dos 2 mil mortos por dia. Nos últimos 24 dias, a média esteve acima da marca de 2,5 mil.

Veja a sequência da última semana na média móvel:

Média móvel de mortes nos últimos 7 dias — Foto: Arte G1

Média móvel de mortes nos últimos 7 dias — Foto: Arte G1

  • Terça (13): 3.051
  • Quarta (14): 3.012
  • Quinta (15): 2.952
  • Sexta (16): 2.870
  • Sábado (17): 2.917
  • Domingo (18): 2.878
  • Segunda (19): 2.860

 

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 13.977.713 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 35.885 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 65.186 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +3% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos.

Sete estados estão com alta nas mortes: AC, AP, ES, MG, PA, RJ e RR.

Brasil, 19 de abril

  • Total de mortes: 375.049
  • Registro de mortes em 24 horas: 1.607
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.860 por dia (variação em 14 dias: +3%)
  • Total de casos confirmados: 13.977.713
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 35.885
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 65.186 por dia (variação em 14 dias: +3%)

Estados

  • Subindo (7 estados): AC, AP, ES, MG, PA, RJ e RR
  • Em estabilidade (14 estados): AL, AM, BA, GO, MA, MS, PE, PI, PR, RN, RO, SE, SP e TO
  • Em queda (5 estados e o Distrito Federal): CE, DF, MT, PB, RS e SC

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Vacinação

Balanço da vacinação contra Covid-19 desta segunda aponta que 26.654.459 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 12,59% da população brasileira.

A segunda dose já foi aplicada em 10.131.323 pessoas (4,78% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

No total, 36.785.782 doses foram aplicadas em todo o país.

Pesquisa semanal CNM: 975 Municípios afirmam risco de ficar sem o kit intubação

Mesmo com a melhora do cenário de desabastecimento para o enfrentamento da Covid-19, 975 Municípios afirmam que têm o risco iminente de ficar sem medicamentos do chamado “kit intubação” para atendimento de pacientes em estado grave. A pesquisa semanal da Confederação Nacional de Municípios (CNM) – de 12 a 15 de abril – mostrou ainda a preocupação de 391 gestores com a possibilidade de faltar oxigênio. Na pesquisa anterior, esses números eram 1.207 e 589, respectivamente.

A pesquisa desta semana contou com a participação de quase 3 mil Municípios e traz informações complementares, como o preenchimento da base de dados do Ministério da Saúde pelos gestores locais e a gestão para aplicação da segunda dose da vacina. Dos Municípios que responderam sobre o registro de doses aplicadas, 2.317 se esforçam para preencher o sistema no mesmo dia e 2.674 fazem isso na modalidade on-line .
Sobre a gestão da aplicação de vacinas pelos gestores municipais, 1.449 Municípios optam por guardar a segunda dose da vacina para garantir a imunização do público prioritário, enquanto 1.426 optam por aplicar todas as doses enviadas pelo Ministério da Saúde. De modo geral, apenas 85 das 5.568 prefeituras afirmaram fazer estoque dos imunizantes sem que seja para segunda dose.Sobre a gestão da aplicação de vacinas pelos gestores municipais, 1.449 Municípios optam por guardar a segunda dose da vacina para garantir a imunização do público prioritário, enquanto 1.426 optam por aplicar todas as doses enviadas pelo Ministério da Saúde. De modo geral, apenas 85 das 5.568 prefeituras afirmaram fazer estoque dos imunizantes sem que seja para segunda dose.

Mais de 2,8 mil gestores municipais confirmaram a informação de capacidade para aumentar as imunizações, se a quantidade de vacinas disponíveis nos Municípios fosse maior.

Falta de doses nos frasco
Enquanto 1.339 receberam doses com a capacidade de dez aplicações, 1.435 afirmam ter recebido doses com menos aplicações e 107 afirmam ter tido problemas com a extração do líquido do frasco.

Brasil tem mais de 362 mil mortos por Covid; média móvel de óbitos fica acima de 3 mil pelo 5º dia País contabilizou 13.677.564 casos e 362.180 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Foram 3.462 mortes contabilizadas no último dia.

O país registrou 3.462 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas e totalizou nesta quarta-feira (14) 362.180 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 3.012. É o quinto dia seguido em que a média móvel fica acima da marca de 3 mil. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -3%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes da doença.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quarta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Já são 84 dias seguidos no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil; o país completa agora 29 dias com essa média acima dos 2 mil mortos por dia; e já são 19 dias com a média acima da marca de 2,5 mil. A média está acima da marca de 3 mil há 5 dias, algo inédito.

Veja a sequência da última semana na média móvel:

Quinta (8): 2.818
Sexta (9): 2.938
Sábado (10): 3.025
Domingo (11): 3.109
Segunda (12): 3.125 (recorde)
Terça (13): 3.051
Quarta (14): 3.012
Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 13.677.564 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 75.998 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 68.648 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -7% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade também nos diagnósticos.

Seis estados estão com alta nas mortes: AP, ES, MA, PI, PR, RJ.

O estado do Ceará não teve atualização nos dados desde a terça-feira. Segundo a Secretaria de Saúde do estado, o sistema que gerencia os dados do boletim estadual apresentou “problemas críticos” que impossibilitaram a divulgação.

Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados
Mortes e casos por cidade
Veja como está a vacinação no seu estado
Brasil, 14 de abril
Total de mortes: 362.180
Registro de mortes em 24 horas: 3.462
Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 3.012 por dia (variação em 14 dias: -3%)
Total de casos confirmados: 13.677.564
Registro de casos confirmados em 24 horas: 75.998
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 68.648 por dia (variação em 14 dias: -7%)
Estados
Subindo (6 estados): AP, ES, MA, PI, PR, RJ
Em estabilidade (14 estados): AC, AL, AM, BA, GO, MG, MS, MT, PA, PE, RR, SE, SP e TO
Em queda (5 estados e o Distrito Federal): DF, PB, RN, RO, RS e SC
Não atualizou (1 estado): CE
Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Vacinação
Balanço da vacinação contra Covid-19 deste quarta-feira (14) aponta que 24.956.272 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 11,79% da população brasileira.

A segunda dose já foi aplicada em 8.121.842 pessoas (3,84% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

No total, 33.078.114 doses foram aplicadas em todo o país.

Variação de mortes por estado
Sul

PR: +34%
RS: -39%
SC: -23%
Sudeste

ES: +17%
MG: +8%
RJ: +17%
SP: -3%
Centro-Oeste

DF: -19%
GO: -4%
MS: +4%
MT: -11%
Norte

AC: +8%
AM: +3%
AP: +43%
PA: +14%
RO: -23%
RR: +12%
TO: -12%
Nordeste

AL: +6%
BA: -11%
CE: o estado não divulgou novos dados até as 20h. Considerando os dados até 20h de terça (13), estava em -4% (tendência de estabilidade)
MA: +19%
PB: -31%
PE: +13%
PI: +21%
RN: -18%
SE: +15%

‘Agrediu a democracia’, dispara Datena, ao vivo, em crítica a Bolsonaro

Crédito: (Reprodução/ Band)

O apresentador José Luis Datena voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a exibição, ao vivo, do programa ‘Brasil Urgente’ nesta segunda-feira (12).

Após noticiar a ligação entre Bolsonaro e o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Datena afirmou que o presidente “agrediu a democracia”.

“Hoje de manhã, o Bolsonaro saiu lá da porta do Palácio e disse ‘olha, como é que pode gravar o Presidente da República? Não tem cabimento gravar, só com autorização judicial em alguns casos…’ O Kajuru diz que ele sabia que estava sendo gravado. Eu questionei e achei estranho isso”, iniciou Datena.

“O que a gente conseguiu com exclusividade, que o Kajuru não tinha divulgado, é um ataque do presidente Jair Bolsonaro a alguns senadores e, especificamente, ao Randolfe Rodrigues, que é o senador pelo Amapá. Ele (Bolsonaro) o xinga inclusive”, continuou.

“O mais grave é quando, no momento da conversa, o Bolsonaro fala ‘Olha, você tem que entrar com o pedido de impeachment contra ministros do Supremo’. Pô, mas isso é um caso claro de uma agressão à democracia. Não pode um Presidente da República falar para o senador pra entrar com ação contra os ministros do Supremo porque isso é um poder interferindo no outro. Isso é uma calamidade”, concluiu o apresentador

Problemas na saúde mental são a 4ª onda da pandemia

Depressão não é apenas tristeza: Conheça os sintomas! - Psicologia Viva

Mais de 4,1 milhões de brasileiros foram infectados pela covid-19. Sem contar as subnotificações. Todos, de alguma forma, sentiram os impactos da pandemia e tentam se acostumar com o novo normal. Os efeitos de uma realidade de restrições, em meio às drásticas mudanças, começam a se tornar evidentes e intensificam a discussão de uma quarta onda da doença: a emergência de saúde mental como consequências da crise sanitária. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que quase 1 bilhão de pessoas vivem com transtorno mental, 3 milhões morrem todos os anos devido ao uso nocivo do álcool e uma pessoa morre a cada 40 segundos por suicídio. Com os reflexos da pandemia, os números devem piorar.

Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva relata que especialistas já perceberam um novo movimento de doenças mentais se formando. “Essa doença (covid-19) não vai ficar só na primeira onda, segunda onda e terceira onda. Nós vamos ter uma onda das doenças mentais, por vários motivos”, afirma o médico.

A separação da pandemia em ondas foi inicialmente proposta pelo pneumologista do Hospital Universitário Emory, em Atlanta (EUA), Victor Tseng. Na definição do médico, a quarta onda se dá com o adoecimento mental da sociedade, quando uma série de doenças provocadas pelas mudanças bruscas e pelo medo da covid-19 geram consequências na saúde mental. Esse estágio é antecedido por outras três ondas.

A primeira trata-se da pandemia em si, com os adoecimentos e mortes pelo vírus. Já a segunda se refere-se ao colapso do sistema de saúde, com a superlotação dos hospitais e a incapacidade de atendimento a todos os doentes do novo coronavírus. A terceira está relacionada ao agravamento de outras doenças crônicas pelo não tratamento durante a pandemia, fazendo com que pacientes que deixaram de lado os cuidados e consultas rotineiras em razão do isolamento social piorem o quadro clínico ou até mesmo morram.

As ondas, no entanto, podem ocorrer concomitantemente, como explica o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva. O médico destaca que a quarta onda teve início quando ocorreram as primeiras mortes por covid-19. “É o momento em que começam as restrições de liberdade”, pontua. “As ondas dão uma subida e, depois, começam a cair, porém, a quarta onda começa ali, ainda na primeira onda, quando começam as mortes, perdas e restrições; e continua subindo. Isso ocorre porque as doenças mentais, quando desencadeadas, permanecem por meses e, em alguns casos, por anos. Ela não vai cair, ela faz um platô e se mantém.”

Para conviver com o novo vírus, a humanidade precisou abdicar das convivências sociais e as marcas tornam-se cada vez mais evidentes. Somente entre março e abril, um levantamento feito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 23 estados mostra que os casos de depressão aumentaram 90% já no início da pandemia no Brasil. A doença é a principal causa de suicídio, seguida pelo transtorno bipolar e abuso de substâncias. Em suma, 96,8% das mortes por suicídio estão relacionadas a transtornos mentais.

Consultas

Casos de crises ou surtos de ansiedade e estresse são demandas cada vez mais frequentes nos consultórios. De acordo com uma pesquisa realizada em maio pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), 47,9% dos psiquiatras entrevistados perceberam haver um aumento nos atendimentos realizados após o início da crise. Vale destacar, ainda, que 89,2% dos médicos entrevistados relataram agravamento de quadros psiquiátricos nos pacientes. O levantamento revelou, também, que 67,8% dos entrevistados receberam novos pacientes após o início da pandemia. Outros 69,3% atenderam a pacientes que já haviam recebido alta médica. A pesquisa ouviu psiquiatras de 23 estados e do Distrito Federal.

“Gente que nunca teve um quadro psiquiátrico na vida começa a ter queixas por causa da situação vivenciada, esse quadro psiquiátrico vem por causa da pandemia. Depois, temos um segundo grupo, de pessoas que já tinham recebido alta e voltam a precisar de tratamento. Temos, ainda, quadros que estão sendo tratados e sofrem uma piora por conta dessa situação”, comenta Antônio Geraldo.

Em pauta nas consultas, necessidade de confinamento, risco de instabilidade financeira, possibilidade de contágio e morte. “A maior parte das pessoas sentiu angústia, medo, desesperança. As relações interpessoais ficaram abaladas para uns, para outros, o isolamento por conta da doença foi o fator mais perturbador”, detalha a psicóloga Adriane Garcia, do Centro Clínico do Órion Complex.

Em meio à redução das consultas presenciais, especialmente no início da pandemia, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) ampliou os atendimentos virtuais, como alternativa para dar continuidade ou iniciar os tratamentos. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, entre os pontos negativos para o adoecimento mental estão a falta de espaço, infraestrutura para trabalho, instabilidade econômica, atividade física, luz solar, rotina, restrição de interações sociais e restrição de liberdade. “A sociabilidade é fator protetor para as doenças mentais”, completa.

Falta de acesso

Ainda em meio ao aumento de procura por atendimentos na área, o tema deixa de ser priorizado. Com o início do Setembro Amarelo, dedicado à prevenção do suicídio, a triste realidade que interrompe mais de 800 mil vidas no mundo por ano é colocada em evidência na campanha, provocando o debate sobre a desigualdade de acesso e falta de atenção à saúde mental. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), órgão vinculado à OMS, tem alertado sobre a gravidade de uma crise generalizada de saúde mental e a importância de se ofertar ajuda.

Segundo a organização, em países de baixa e média renda, mais de 75% das pessoas com transtornos mentais, neurológicos e por uso de substâncias não recebem nenhum tratamento. Além disso, ainda são comuns o estigma, a discriminação, a legislação punitiva e as violações dos direitos humanos.
No âmbito da pandemia, quadros de depressão e ansiedade teriam atingido níveis inéditos, de acordo com dados levantados pela Opas nas últimas semanas. Entre os mais afetados psicologicamente na pandemia estão Brasil, México e Estados Unidos, onde metade da população adulta indica um aumento de estresse perceptível.

“A menos que assumamos compromissos sérios para aumentar o investimento em saúde mental agora, as consequências para a saúde, sociais e econômicas serão de longo alcance”, ressaltou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao defender o foco na área em meio à pandemia.

Rede de assistência

Com abordagens psicoterápicas, o Centro de Valorização da Vida (CVV), entidade sem fins lucrativos de prevenção do suicídio e apoio emocional, fortaleceu a rede de assistência. “Buscar oferecer ajuda tem sido ainda mais importante. Notamos que há muitas pessoas nesse movimento de acolher sem criticar, conversar e compreender os sentimentos daqueles que passam por momentos de tristeza, ansiedade, medo ou sensação de solidão”, explica a porta-voz e voluntária do CVV Adriana Rizzo.

Contando com mais de 4,2 mil voluntários de todo o país, o CVV realiza mais de 3 milhões de atendimentos anuais pelo telefone 188 (sem custo de ligação), ou pelo www.cvv.org.br , via chat, e-mail ou carta. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS) também são uma opção gratuita de buscar ajuda. Os locais oferecem atendimento com psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais e terapeutas.

Profissionais

Buscando promover a saúde mental, o Ministério da Saúde promete para setembro uma série de ações de educação em Saúde em Defesa da Vida, abordando temas como prevenção ao suicídio, automutilação e ética da vida. Um serviço de apoio psicológico aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) também funciona, desde abril, como forma de reconhecer a necessidade de apoio aos profissionais, tanto pelo trabalho intenso, quanto pelo risco de infecção. “É dessa forma que o Ministério da Saúde quer (…) prevenir danos à saúde mental de todos os brasileiros”, disse a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro. (BL e RR)

Lira fala em ‘amplo debate’ ao citar urgência do PL que substitui Lei de Segurança Nacional

Lira fala em 'amplo debate' ao citar urgência do PL que substitui Lei de Segurança Nacional

Foto: Agência Câmara

A Câmara dos Deputados prevê apreciar nesta terça-feira (13), o requerimento de urgência para votação do PL 6764/02, que substitui a  Lei de Segurança Nacional pela tipificação de crimes contra o Estado Democrático de Direito, como atentados, sequestros de autoridades, tentativas de golpe de Estado, atentado à soberania e outros. A proposta é de autoria do Poder Executivo e tramita na Câmara desde 2002. 

 

À época, o texto foi apresentado pelo então ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, Miguel Reale Júnior, fruto do trabalho de comissão de juristas, com o intuito de “abandonar em definitivo, a referência a segurança nacional, empregando-se a terminologia consagrada pelo próprio texto constitucional”.

 

No Twitter, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP), confirma que há previsão de votação do requerimento de urgência na ordem do dia no plenário. “A pauta da Câmara é uma decisão tomada pelo colégio de líderes, em sua maioria. Quero deixar claro que, se a urgência deste projeto for aprovada, a matéria será amplamente debatida com as instituições e com a sociedade civil”, escreveu Lira nesta tarde. 

 

O projeto foi apensado ao Projeto de Lei 2462/91, do ex-deputado Helio Bicudo, que tramita com 14 apensados. No dia 24 de março deste ano, apenas o PL 6764/02 ganhou pedido de urgência do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), líder do bloco PSL, PL, PP, PSD, MDB, PSDB, Republicanos, DEM, Pros, PTB, Pode, PSC, Avante e Patriota, e da deputada Margarete Coelho (PP-PI), vice-líder do bloco.

 

CONFIRA OS CRIMES PREVISTOS PELO PROJETO: 

Crimes contra a soberania nacional

  • Atentado à soberania: tentar submeter o território nacional, ou parte dele, ao domínio ou à soberania de outro país, empreendendo ação para ofender a integridade ou a independência nacional.
  • Traição: entrar em entendimento ou negociação com governo ou grupo estrangeiro com o fim de provocar guerra ou atos de hostilidade contra o País, desmembrar parte do seu território, ou invadi-lo.
  • Violação do território: violar o território nacional com o fim de explorar riquezas naturais ou nele exercer atos de soberania de outro país.
  • Atentado à integridade nacional: tentar desmembrar parte do território nacional, por meio de movimento armado, para constituir país independente.
  • Espionagem: obter documento ou informação essencial para o interesse do Estado brasileiro ou classificados como secretos ou ultra-secretos, com o fim de revelá-los a governo ou grupo estrangeiro.

 

Crimes contra as instituições democráticas

  • Insurreição: tentar, com emprego de grave ameaça ou violência, impedir ou dificultar o exercício do poder legitimamente constituído, ou alterar a ordem constitucional estabelecida.
  • Golpe de Estado: funcionário público civil ou militar tentar depor o governo constituído ou impedir o funcionamento das instituições constitucionais.
  • Conspiração: duas ou mais pessoas se associarem para a prática de insurreição ou golpe de Estado.
  • Atentado à autoridade: atentar contra a integridade física do presidente ou o vice-presidente da República ou os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal, do Procurador-Geral da República; ou contra as autoridades correspondentes dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
  • Sequestro e cárcere privado contra as autoridades acima.
  • Incitamento público à guerra civil ou aos crimes previstos no capítulo.

 

Crimes contra o funcionamento das instituições democráticas e dos serviços essenciais

  • Terrorismo – por motivo de facciosismo político ou religioso, com o fim de infundir terror, praticar o seguintes atos:
  • Devastar, saquear, explodir bombas, seqüestrar, incendiar, depredar ou praticar atentado pessoal ou sabotagem, causando perigo efetivo ou dano a pessoas ou bens;
  • Apoderar-se ou exercer o controle, total ou parcialmente, definitiva ou temporariamente, de meios de comunicação ao público ou de transporte, portos, aeroportos, estações ferroviárias ou rodoviárias, instalações públicas ou estabelecimentos destinados ao abastecimento de água, luz, combustíveis ou alimentos;
  • Suprimir ou modificar dados, interferir em sistemas de informação ou programas de informática com fim de infundir terror.
  • Ação de grupos armados contra a ordem constitucional e o estado democrático.
  • Coação contra autoridade legítima mediante violência ou grave ameaça, por motivo de facciosismo político.

 

Crimes contra autoridade estrangeira ou internacional

  • Atentar contra a integridade física de chefe de estado ou de governo estrangeiro, embaixador, cônsul ou representante de estado estrangeiro no País, ou dirigente de organização internacional, que se encontrem no território nacional.
  • Sequestro e cárcere privado dessas autoridades.

Miguel Reale Júnior deixa claro que optou por “não incluir no projeto outros crimes com repercussão sobre as relações internacionais, considerados crimes contra a humanidade – como genocídio e tortura –, por já terem sido disciplinados em outros documentos legislativos em vigor”.

 

Crimes contra a cidadania

  • Atentado a direito de manifestação: impedir ou tentar impedir, mediante violência ou grave ameaça, sem justa causa, o livre e pacífico exercício do direito de manifestação de partidos ou grupos políticos, étnicos, raciais, culturais ou religiosos.
  • Associação discriminatória: constituir associação, ou dela participar, com o fim de pregar a discriminação ou o preconceito de raça, etnia, cor, sexo o u orientação sexual, condição física ou social, religião ou origem.
  • Discriminação racial ou atentatória aos direitos fundamentais.



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