
:: ‘Brasil’
No Paraná, mais de 57 mil pessoas já foram vacinadas contra a Covid-19
O balanço foi divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde a partir de um levantamento interno realizado com as 22 Regionais de Saúde e os respectivos municípios
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| Foto – Divulgação/Sesa |
As secretarias municipais de Saúde vacinaram 57.200 pessoas contra a Covid-19 até as 17h30 desta sexta-feira (22), o que representa 43% das 132.771 doses distribuídas pelo Governo do Estado. Os imunizantes CoronaVac, produzidos pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Sinovac, foram aplicados em profissionais de saúde, pessoas em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), pessoas com deficiência severa e indígenas.
Manaus registra mais de 200 enterros nas últimas 24h; marca é superada pela 3ª vez em janeiro
Manaus registrou 201 enterros nesta sexta-feira (22), informou a prefeitura. Essa foi a terceira vez neste mês de janeiro que foram realizados mais de 200 sepultamentos em um único dia na capital.
No dia 15, foram 213 enterros, o maior registro diário desde o começo da pandemia. No dia 16, foram 202 sepultamentos.
Antes disso, o recorde era de 140 enterros, atingido em abril do ano passado, quando a cidade enfrentava a primeira onda da Covid-19. Para se ter uma noção, antes da pandemia a média em Manaus era de 30 enterros por dia.
O Amazonas passou a transferir doentes para outras cidades por conta da falta de oxigênio em unidades do estado. O colapso aconteceu após recorde de novas internações por Covid-19. Até esta sexta, mais de 6,8 mil pessoas morreram com a doença.
De acordo com a prefeitura de Manaus, dos 201 enterros desta sexta-feira, 157 foram nos espaços públicos e 44 em cemitérios privados. Entre as causas das mortes, 89 foram declaradas como Covid-19, e cinco casos suspeitos.
Foto: Bruno Kelly/Reuters
Avião com 2 milhões de doses da vacina de Oxford importadas da Índia chega a SP
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Vacinas chegam ao Brasil — Foto: Reprodução
O avião que transportava os dois milhões de doses da vacinas de Oxford produzidas no Instituto Serum, na Índia, chegou a São Paulo na tarde desta sexta-feira (22), após o governo indiano autorizar as exportações comerciais do imunizante. O pouso ocorreu por volta das 17h20.
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, acompanha a chegada da carga no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A carga era para ter chegado cinco dias atrás, no dia 17, mas a Índia não havia liberado o envio para o Brasil (leia mais abaixo).
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Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, acompanha a chegada das vacinas de Oxford em São Paulo nesta sexta-feira (22). — Foto: Reprodução/TV Globo
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Avião com 2 milhões de doses da vacina de Oxford chega a São Paulo nesta sexta-feira (22). — Foto: Reprodução/TV Globo
Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os imunizantes estarão prontos para uso no sábado (23) à tarde, após checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem e etiquetagem.
O lote foi transportado em voo comercial da companhia Emirates ao aeroporto de Guarulhos. Após os trâmites alfandegários, seguirá em aeronave da Azul para o aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro.
A Índia havia apenas enviado remessas de vacinas gratuitas a países vizinhos. Agora, liberou as comerciais, e Brasil e Marrocos são os primeiros beneficiados.
Dificuldades na importação
O governo indiano havia suspendido a exportação de doses até iniciar seu próprio programa doméstico de imunização, no fim de semana passado.
No início desta semana, enviou carregamentos gratuitos para países vizinhos, incluindo Butão, Maldivas, Bangladesh e Nepal.
O Brasil vinha enfrentando dificuldades para liberar a carga de 2 milhões de doses que comprou do Instituto Serum. Na quarta (20), o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo, disse que não havia prazo para receber o carregamento, mas negou que problemas políticos e diplomáticos com a Índia tenham atrasado a entrega.
“Em relação ao prazo para entrega das vacinas que estamos importando da Índia, eu não posso mencionar agora um prazo, mas queria reiterar que está bem encaminhado e que estou conduzindo pessoalmente as conversações com as autoridades da Índia”, afirmou o chanceler brasileiro.
Na semana passada, após expectativa de que as vacinas fossem enviadas para o Brasil já no último fim de semana, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Anurag Srivastava, afirmou que era muito cedo para dar respostas sobre exportações das vacinas produzidas no país, já que a campanha nacional de imunização ainda estava só começando.
Pouco depois, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, sem detalhar, que a viagem poderia ocorrer “daqui a dois, três dias”.
Nesta segunda (18), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a diferença de fuso horário complicava as negociações.
Anvisa autoriza uso emergencial de segundo lote de vacinas do Butantan contra a Covid-19
Foto: Divulgação / Governo de SP
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou, na tarde desta sexta-feira (22), o uso emergencial do segundo lote da “Coronavac”, vacina do laboratório chinês Sinovac contra a Covid-19. O pedido foi feito pelo Instituto Butantan, que envasou no Brasil as novas 4,8 milhões de doses do imunizante.
O novo lote de vacinas foi aprovado por unanimidade. A reunião terminou por volta das 16h40, com o quinto voto favorável ao uso emergencial do imunizante, proferido pelo diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres.
O pedido foi realizado pelo Butantan na última segunda-feira (18), um dia após a Anvisa autorizar o uso emergencial do primeiro lote de imunizantes “Coronavac”, com 6 milhões de doses.
Brasil ultrapassa 210 mil mortes por Covid, com média móvel de 959 óbitos por dia País contabilizou total de 210.328 óbitos e 8.512.238 casos de Covid-19, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa.
O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta segunda-feira (18).
O país registrou 460 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 210.328 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 959. A variação foi de +33% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença.
Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 8.512.238 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 29.133 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 54.058 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +53% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de crescimento também nos diagnósticos.
Onze estados estão com alta nas mortes: MG, RJ, SP, GO, AM, RO, RR, TO, AL, PE e SE.
O estado do Ceará não divulgou boletim até às 20h desta segunda.
Brasil, 18 de janeiro
- Total de mortes: 210.328
- Registro de mortes em 24 horas: 460
- Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 959 (variação em 14 dias: +33%)
- Total de casos confirmados: 8.512.238
- Registro de casos confirmados em 24 horas: 29.133
- Média de novos casos nos últimos 7 dias: 54.058 por dia (variação em 14 dias: +53%)
(Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou um boletim parcial às 13h, com 209.906 mortes e 8.490.133 casos confirmados.)
Estados
- Subindo (11 estados): MG, RJ, SP, GO, AM, RO, RR, TO, AL, PE e SE
- Em estabilidade (10 estados + DF): RS, SC, ES, DF, MT, AP, PA, BA, MA, PI e RN
- Em queda (4 estados): PR, MS, AC e PB
- Não atualizou (1 estado): CE
Bolsonaro: quem decide se povo vai viver democracia ou ditadura são as Forças Armadas
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (18) que “quem decide se um povo vai viver numa democracia ou numa ditadura são as suas Forças Armadas”. Bolsonaro falava a apoiadores hoje pela manhã, reforçando discursos ideológicos em meio ao início da vacinação contra covid-19 no Brasil.
Ele disse que no Brasil “temos liberdade ainda”, mas tudo “pode mudar”, mais se os integrantes das Forças Armadas não tiverem valor reconhecido. Ele ligou também as Forças Armadas ao combate ao “socialismo”.
“Por que sucatearam as Forças Armadas ao longo de 20 anos? Porque nós, militares, somos o último obstáculo para o socialismo. Quem decide se um povo vai viver na democracia ou na ditadura são as suas Forças Armadas. Não tem ditadura onde as Forças Armadas não apoiam”, disse.
O presidente também citou o candidato derrotado do PT à presidência, Fernando Haddad. “No Brasil, temos liberdade ainda. Se nós não reconhecermos o valor destes homens e mulheres que estão lá, tudo pode mudar. Imagine o Haddad no meu lugar. Como estariam as Forças Armadas com o Haddad em meu lugar?”.
Falando em socialismo, Bolsonaro citou a Venezuela e ironizou o envio de oxigênio do país para Manaus cidade que sofreu colapso do sistema de saúde em meio à pandemia, afirmando que não foi uma doação de Nicolás Maduro. “Agora se fala que a Venezuela está fornecendo oxigênio para Manaus. É White Martins, é uma empresa multinacional que está lá também. Agora, se o Maduro quiser fornecer oxigênio para nós, vamos receber, sem problema nenhum. Agora, ele poderia dar auxílio emergencial para o seu povo também. O salário mínimo lá não compra meio quilo de arroz”.
O vídeo foi publicado, com cortes, por um canal bolsonarista. Carlos Bolsonaro, filho do presidente, também divulgou alguns trechos da conversa em suas contas.
COVID-19 | Caminhões com oxigênio da Venezuela passam pela fronteira do Brasil com destino ao AM
Caminhões carregados com oxigênio da Venezuela cruzaram a fronteira do Brasil na tarde desta segunda-feira (18) com destino a Manaus, no Amazonas. O comboio entrou em Pacaraima, no Norte de Roraima, por volta de 14h.
Na fronteira, já do lado brasileiro, os veículos passaram por trâmites na Receita Federal. Depois, haveria fiscalização na Polícia Federal, no setor migratório, e somente depois seguem viagem. As cargas têm 132 mil m³ de oxigênio, distribuídos em cinco caminhões, doados pelo governo da Venezuela.
O envio da carga a Manaus ocorre após a cidade enfrentar um colapso na Saúde diante do aumento recorde de infectados pelos coronavírus.
Os caminhões saíram da cidade de Puerto Ordaz, informou o cônsul-adjunto da Venezuela em Roraima, José Martí Uriana, que acompanhou da fronteira a entrada dos caminhões no país.
Após ser liberada em Pacaraima, a carga deve passar por Boa Vista, capital de Roraima, de onde segue para Manaus – distante 781 km. Ao ingressar no país, os caminhões foram aplaudidos por médicos brasileiros e venezuelanos.
Na quinta passada, a capital amazonense vivenciou o ápice da pandemia, com a falta de oxigênio para pacientes e leitos em hospitais.
Atualmente, o consumo diário no Amazonas é de 76 mil m³. A capacidade de entrega das empresas fornecedoras do produto tem sido de 28.200 m³/dia e o déficit é de 48.300m³/dia. | *Em atualização.
Estados podem iniciar vacinação ainda nesta segunda (18), diz ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que a vacinação contra a Covid-19 nos estados pode começar nesta segunda-feira, às 17h. Isto seria uma antecipação do dia previsto inicialmente para iniciar a campanha, a próxima quarta (20).
A informação foi dada pelo ministro durante entrega simbólica das primeiras doses da vacina Coronavac distribuídas pela União.
“Fica combinado que a gente distribui tudo hoje e começa ao final do dia, em princípio, às 17h. A gente marca não antes das 17h, mas, se alguém tiver delongas, faz parte da missão”, disse o ministro nesta manhã. “Quem puder começar às 18h, mas o importante é que comece hoje, ao final do dia. Esse é nosso combinado”, enfatizou Pazuello.
“A liberação do uso emergencial pela [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] Anvisa marca um momento histórico para o país. As vacinas do Butantan e da Fiocruz são e serão um alívio para o país”, continuou.
Anvisa autoriza por unanimidade uso emergencial das vacinas Coronovac e de Oxford contra a Covid-19
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou neste domingo (17), por unanimidade, o uso emergencial das vacinas Coronavac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19. A reunião que discutiu o tema durou cerca de 5 horas.
Os diretores acompanharam o voto de Meiruze Freitas, relatora dos pedidos. No caso da Coronavac, a diretora condicionou a aprovação à assinatura de termo de compromisso e publicação em “Diário Oficial”.
Segundo a Anvisa, somente o termo de compromisso assinado pelo Instituto Butantan precisa ser publicado no “Diário Oficial da União”, o que pode acontecer ainda neste domingo (17) em edição extra. De acordo com a agência, o termo já está pronto e será enviado ao instituto para ser assinado e publicado assim que assinado.
O termo de compromisso prevendo o envio, até o dia 28 de fevereiro, dos resultados sobre a imunogenicidade da CoronaVac foi uma das exigências da relatora do processo para o uso emergencial. A imunogenicidade é a capacidade que uma vacina tem de estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos.
Ao proclamar o resultado, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou:
“A imunidade com a vacinação leva algum tempo para se estabelecer. Portanto, mesmo vacinado, use máscara, mantenha o distanciamento social e higienize suas mãos. Essas vacinas estão certificadas pela Anvisa, foram analisadas por nós brasileiros por um tempo, o melhor e menor tempo possível. Confie na Anvisa, confie nas vacinas que a Anvisa certificar e quando ela estiver ao seu alcance vá e se vacine.”
Durante a reunião, a relatora Meiruze Freitas declarou:
“Quanto à vacina Coronavac, desenvolvida pelo instituto Butantan, voto pela aprovação temporária do seu uso emergencial condicionada a termo de compromisso e subsequente publicação de seu extrato no DOU. Quanto à vacina solicitada pela Fiocruz, voto pela aprovação temporária de seu uso emergencial referente a 2 milhões de doses”, votou a relatora.
“Guiada pela ciência e pelos dados, a equipe concluiu que os benefícios conhecidos e potenciais dessas vacinas superam seus riscos. Os servidores vêm trabalhando com dedicação integral e senso de urgência”, acrescentou Meiruze Freitas.

Segundo Leonardo Filho, estatístico da Anvisa, a eficácia da Coronavac é de 50,4%, em percentual arredondado. Segundo o gerente de Medicamentos, Gustavo Mendes, a eficácia da vacina de Oxford é de 70,42%.
Durante apresentação dos dados, Gustavo Mendes informou ainda que a área técnica da Anvisa recomendou a aprovação do uso emergencial das duas vacinas, “condicionada ao monitoramento das incertezas e reavaliação periódica”. Mendes também ressaltou que há aumento no número de casos e ausência de alternativas terapêuticas.
O pedido sobre a Coronavac foi apresentado em 8 de janeiro pelo Instituto Butantan e é referente a 6 milhões de doses importadas, produzidas pela farmacêutica chinesa Sinovac. O Butantan também desenvolve a vacina no Brasil.
O pedido sobre a vacina de Oxford foi apresentado em 8 de janeiro pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e é referente a 2 milhões de doses importadas do laboratório Serum, da Índia, que produz a a vacina desenvolvida pela universidade do Reino Unido e pelo laboratório AstraZeneca. A Fiocruz também desenvolve a vacina no Brasil.
O voto da relatora
Durante o voto, a relatora destacou que o Brasil responde por 10% das mortes registradas no mundo por Covid-19 e lembrou que não há alternativa terapêutica para combater a doença (veia o vídeo abaixo).
“Até o momento não contamos com alternativa terapêutica aprovada para prevenir ou tratar a doença causada pelo novo coronavírus. Assim, compete a cada um de nós, instituições públicas e privadas, sociedade civil e organizada, cidadão, cada um na sua esfera de atuação tomarmos todas as medidas ao nosso alcance para no menor tempo possível diminuir o impacto sobre a vida do nosso país”
Meiruze Freitas afirmou ainda que os benefícios das duas vacinas superam eventuais riscos.
“Ressalvadas algumas incertezas ainda existentes pelo estágio de desenvolvimento das vacinas em apreço, os benéficos conhecidos e potenciais das duas candidatas superam os riscos potenciais trazido em cada uma delas. Entretanto, ambas atendem aos critérios de qualidade e segurança para uso emergencial. Faço uma ressalva quanto a Coronavac, que requer dados complementares quanto à imunogenicidade”, declarou.
Em seu voto, a relatora condicionou o uso emergencial da CoronaVac a um termo de compromisso do Instituto Butantan de enviar até o dia 28 de fevereiro os resultados sobre a imunogenicidade, que é a capacidade que uma vacina tem de estimular o sistema imunológico e produzir anticorpos.
A questão da imunogenicidadefoi uma das ressalvas levantadas pela área técnica, que afirmou que não foi possível avaliar a quantidade de anticorpos produzidos após a vacina e a duração da imunização.

Comportamento social
No início da reunião deste domingo, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, fez um breve discurso no qual afirmou que, mesmo com o desenvolvimento de vacinas, a vitória sobre o coronavírus passa pela mudança do “comportamento social”.
“O momento é de conscientização, união e trabalho. O inimigo é um só. A nossa chance, a nossa melhor chance nesta guerra passa, obrigatoriamente, pela mudança de comportamento social, sem a qual, mesmo com vacinas, a vitória não será alcançada”, declarou.
Desde o início da pandemia, a Organização Mundial de Saúde (OMS), autoridades sanitárias e especialistas recomendam como formas de evitar a disseminação ainda maior do coronavírus o uso de máscara; a higienização das mãos; o distanciamento social; e evitar aglomerações, por exemplo.
No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro critica o uso de máscara e participa de aglomerações, contrariando as orientações médicas.

O gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da Anvisa, Gustavo Lima Santos, afirmou durante a apresentação que, apesar das incertezas e dados ainda não apresentados pelo Instituto Butantan, a gerência de medicamentos recomenda a aprovação o uso emergencial da CoronaVac.
“Tendo em vista o cenário de pandemia, tendo em vista o aumento de número de casos e tendo em vista a ausência de alternativas terapêuticas. A situação que estamos vivendo é uma situação de muita preocupação e muita tensão por conta dos insumos necessários, a gerência-geral recomenda a aprovação do uso emergencial”, afirmou. Santos destacou que a recomendação é para a aprovação seja condicionada ao monitoramento e acompanhamento das incertezas e reavaliação periódica.
Durante a reunião, Santos destacou uma série de dados que ainda não foram apresentados para a Anvisa e outros que ainda precisam de mais análises.
Entre os dados que não foram apresentados, destacou, está a análise quantitativa da imunogenicidade, que é a capacidade que uma vacina tem de estimular o sistema imunológico e produzir anticorpos.
Segundo o gerente de medicamentos, os dados só mostram se houve a produção de anticorpos ou se não houve, mas não detalha a quantidade de anticorpos. “O único apresentado foi de qualitativa, se sim ou se não, e isso não foi considerado adequado para a nossa avaliação de imunogenicidade”, disse.
Santos também destacou que os dados apresentados não foram suficientes para permitir uma conclusão sobre o efeito em formas moderadas e graves da doença, já que o número de casos foi muito baixo.
Gerência de Medicamentos recomenda uso emergencial da vacina de Oxford
Análise da vacina de Oxford
A Gerência-Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa também recomendou a aprovação do uso emergencial da vacina de Oxford.
Gustavo Lima Santos fez as mesmas ponderações que apresentou ao recomendar a aprovação da Coronavac, destacando o cenário atual da pandemia da Covid-19, o aumento do número de casos e a ausência de alternativas terapêuticas.
Santos também destacou que é preciso monitorar as incertezas citadas durante a apresentação, entre elas o fato de que o uso emergencial foi pedido para a vacina produzida pelo Instituto Serum, que tem uma origem diferente da vacina do laboratório da AstraZeneca.
“O banco de semente de vírus mestre do Instituto Serum é diferente da AstraZeneca, o que significa que os produtos gerados por esses dois fabricantes têm origem direta diferente, e isso pode constituir produtos diferentes”, afirmou.
Ele destacou, no entanto, que a empresa alega que as vacinas são comparáveis, mas a Anvisa ainda tem incerteza quanto a isso.
Outras dúvidas apresentadas durante a a apresentação referem-se à eficácia da vacina na população com mais de 65 anos e nas formas graves da doença. “Os dados são insuficientes, o que a gente pode afirmar é que existe uma tendência favorável contra as formas graves”, disse.
Análise dos pedidos
Conforme a Anvisa, os diretores analisam os pareceres elaborados por três áreas técnicas, que somam 50 pessoas.
Os pareceres são divididos entre as equipes que atuam em:
- Registro de medicamentos;
- Certificação de boas práticas de fabricação;
- Farmacovigilância de medicamentos (monitoramento do produto no mercado).
De acordo com a Anvisa, após a votação da diretoria colegiada, a decisão passa a valer a partir da publicação do resultado e da notificação da entidade que apresentou o pedido. Durante a análise, os diretores vão avaliar os seguintes itens:
- Qualidade;
- Boas práticas de fabricação;
- Estratégias de monitoramento e controle;
- Resultados provisórios de ensaios clínicos.
Ainda de acordo com a agência, quem entrou com o pedido precisa comprovar que a fabricação e a estabilidade do produto garantem a qualidade da vacina.
Se aprovado, o imunizante com uso emergencial liberado não pode ser comercializado, somente distribuído no sistema público de saúde. A liberação pode ser revogada pela Anvisa a qualquer momento.
Disputas políticas
As vacinas também envolvem uma disputa política entre o governador de São Paulo, João Doria, e o presidente Jair Bolsonaro. Em outubro, o presidente chegou a dizer que o governo federal não compraria a Coronavac.
No começo de janeiro, porém, o Ministério da Saúde informou assinou um contrato com o Instituto Butantan para adquirir todas as 100 milhões de doses que o órgão produzir.
Um avião brasileiro estava previsto para decolar na sexta-feira (15) para a Índia, mas o voo foi adiado por “problemas logísticos internacionais”. O adiamento ocorreu depois que o governo indiano dizer que não poderia dar uma data para a exportação de vacinas produzidas no país.
Depois do adiamento do voo, que buscaria as duas milhões de doses, o Ministério da Saúde pediu que o Instituto Butantan entregasse todas as 6 milhões de doses da Coronavac disponíveis.
Brasil registra 1.059 mortes por Covid-19 em um dia e passa de 209 mil País contabilizou total de 209.350 óbitos e 8.456.705 casos de Covid-19.
O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h deste sábado (16).
O país registrou 1.059 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 209.350 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 956. A variação foi de +37% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença.
Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 8.456.705 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 62.452 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 54.434 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +52% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de crescimento também nos diagnósticos.
Treze estados estão com alta nas mortes: MG, RJ, SP, GO, MT, AM, RR, TO, AL, PE, PI, RN e SE.
Brasil, 16 de janeiro
- Total de mortes: 209.350
- Registro de mortes em 24 horas: 1.059
- Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 956 (variação em 14 dias: +37%)
- Total de casos confirmados: 8.456.705
- Registro de casos confirmados em 24 horas: 62.452
- Média de novos casos nos últimos 7 dias: 54.434 por dia (variação em 14 dias: +52%)
(Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou um boletim parcial às 13h, com 208.542 mortes e 8.413.413 casos confirmados.)
Estados
- Subindo (13 estados): MG, RJ, SP, GO, MT, AM, RR, TO, AL, PE, PI, RN e SE.
- Em estabilidade (12 estados + DF): PR, RS, SC, ES, DF, MS, AP, PA, RO, BA, CE, MA e PB.
- Em queda (1 estado): AC
Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).
Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.








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