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:: ‘Brasil’

‘Agrediu a democracia’, dispara Datena, ao vivo, em crítica a Bolsonaro

Crédito: (Reprodução/ Band)

O apresentador José Luis Datena voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a exibição, ao vivo, do programa ‘Brasil Urgente’ nesta segunda-feira (12).

Após noticiar a ligação entre Bolsonaro e o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Datena afirmou que o presidente “agrediu a democracia”.

“Hoje de manhã, o Bolsonaro saiu lá da porta do Palácio e disse ‘olha, como é que pode gravar o Presidente da República? Não tem cabimento gravar, só com autorização judicial em alguns casos…’ O Kajuru diz que ele sabia que estava sendo gravado. Eu questionei e achei estranho isso”, iniciou Datena.

“O que a gente conseguiu com exclusividade, que o Kajuru não tinha divulgado, é um ataque do presidente Jair Bolsonaro a alguns senadores e, especificamente, ao Randolfe Rodrigues, que é o senador pelo Amapá. Ele (Bolsonaro) o xinga inclusive”, continuou.

“O mais grave é quando, no momento da conversa, o Bolsonaro fala ‘Olha, você tem que entrar com o pedido de impeachment contra ministros do Supremo’. Pô, mas isso é um caso claro de uma agressão à democracia. Não pode um Presidente da República falar para o senador pra entrar com ação contra os ministros do Supremo porque isso é um poder interferindo no outro. Isso é uma calamidade”, concluiu o apresentador

Problemas na saúde mental são a 4ª onda da pandemia

Depressão não é apenas tristeza: Conheça os sintomas! - Psicologia Viva

Mais de 4,1 milhões de brasileiros foram infectados pela covid-19. Sem contar as subnotificações. Todos, de alguma forma, sentiram os impactos da pandemia e tentam se acostumar com o novo normal. Os efeitos de uma realidade de restrições, em meio às drásticas mudanças, começam a se tornar evidentes e intensificam a discussão de uma quarta onda da doença: a emergência de saúde mental como consequências da crise sanitária. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que quase 1 bilhão de pessoas vivem com transtorno mental, 3 milhões morrem todos os anos devido ao uso nocivo do álcool e uma pessoa morre a cada 40 segundos por suicídio. Com os reflexos da pandemia, os números devem piorar.

Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva relata que especialistas já perceberam um novo movimento de doenças mentais se formando. “Essa doença (covid-19) não vai ficar só na primeira onda, segunda onda e terceira onda. Nós vamos ter uma onda das doenças mentais, por vários motivos”, afirma o médico.

A separação da pandemia em ondas foi inicialmente proposta pelo pneumologista do Hospital Universitário Emory, em Atlanta (EUA), Victor Tseng. Na definição do médico, a quarta onda se dá com o adoecimento mental da sociedade, quando uma série de doenças provocadas pelas mudanças bruscas e pelo medo da covid-19 geram consequências na saúde mental. Esse estágio é antecedido por outras três ondas.

A primeira trata-se da pandemia em si, com os adoecimentos e mortes pelo vírus. Já a segunda se refere-se ao colapso do sistema de saúde, com a superlotação dos hospitais e a incapacidade de atendimento a todos os doentes do novo coronavírus. A terceira está relacionada ao agravamento de outras doenças crônicas pelo não tratamento durante a pandemia, fazendo com que pacientes que deixaram de lado os cuidados e consultas rotineiras em razão do isolamento social piorem o quadro clínico ou até mesmo morram.

As ondas, no entanto, podem ocorrer concomitantemente, como explica o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva. O médico destaca que a quarta onda teve início quando ocorreram as primeiras mortes por covid-19. “É o momento em que começam as restrições de liberdade”, pontua. “As ondas dão uma subida e, depois, começam a cair, porém, a quarta onda começa ali, ainda na primeira onda, quando começam as mortes, perdas e restrições; e continua subindo. Isso ocorre porque as doenças mentais, quando desencadeadas, permanecem por meses e, em alguns casos, por anos. Ela não vai cair, ela faz um platô e se mantém.”

Para conviver com o novo vírus, a humanidade precisou abdicar das convivências sociais e as marcas tornam-se cada vez mais evidentes. Somente entre março e abril, um levantamento feito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 23 estados mostra que os casos de depressão aumentaram 90% já no início da pandemia no Brasil. A doença é a principal causa de suicídio, seguida pelo transtorno bipolar e abuso de substâncias. Em suma, 96,8% das mortes por suicídio estão relacionadas a transtornos mentais.

Consultas

Casos de crises ou surtos de ansiedade e estresse são demandas cada vez mais frequentes nos consultórios. De acordo com uma pesquisa realizada em maio pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), 47,9% dos psiquiatras entrevistados perceberam haver um aumento nos atendimentos realizados após o início da crise. Vale destacar, ainda, que 89,2% dos médicos entrevistados relataram agravamento de quadros psiquiátricos nos pacientes. O levantamento revelou, também, que 67,8% dos entrevistados receberam novos pacientes após o início da pandemia. Outros 69,3% atenderam a pacientes que já haviam recebido alta médica. A pesquisa ouviu psiquiatras de 23 estados e do Distrito Federal.

“Gente que nunca teve um quadro psiquiátrico na vida começa a ter queixas por causa da situação vivenciada, esse quadro psiquiátrico vem por causa da pandemia. Depois, temos um segundo grupo, de pessoas que já tinham recebido alta e voltam a precisar de tratamento. Temos, ainda, quadros que estão sendo tratados e sofrem uma piora por conta dessa situação”, comenta Antônio Geraldo.

Em pauta nas consultas, necessidade de confinamento, risco de instabilidade financeira, possibilidade de contágio e morte. “A maior parte das pessoas sentiu angústia, medo, desesperança. As relações interpessoais ficaram abaladas para uns, para outros, o isolamento por conta da doença foi o fator mais perturbador”, detalha a psicóloga Adriane Garcia, do Centro Clínico do Órion Complex.

Em meio à redução das consultas presenciais, especialmente no início da pandemia, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) ampliou os atendimentos virtuais, como alternativa para dar continuidade ou iniciar os tratamentos. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, entre os pontos negativos para o adoecimento mental estão a falta de espaço, infraestrutura para trabalho, instabilidade econômica, atividade física, luz solar, rotina, restrição de interações sociais e restrição de liberdade. “A sociabilidade é fator protetor para as doenças mentais”, completa.

Falta de acesso

Ainda em meio ao aumento de procura por atendimentos na área, o tema deixa de ser priorizado. Com o início do Setembro Amarelo, dedicado à prevenção do suicídio, a triste realidade que interrompe mais de 800 mil vidas no mundo por ano é colocada em evidência na campanha, provocando o debate sobre a desigualdade de acesso e falta de atenção à saúde mental. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), órgão vinculado à OMS, tem alertado sobre a gravidade de uma crise generalizada de saúde mental e a importância de se ofertar ajuda.

Segundo a organização, em países de baixa e média renda, mais de 75% das pessoas com transtornos mentais, neurológicos e por uso de substâncias não recebem nenhum tratamento. Além disso, ainda são comuns o estigma, a discriminação, a legislação punitiva e as violações dos direitos humanos.
No âmbito da pandemia, quadros de depressão e ansiedade teriam atingido níveis inéditos, de acordo com dados levantados pela Opas nas últimas semanas. Entre os mais afetados psicologicamente na pandemia estão Brasil, México e Estados Unidos, onde metade da população adulta indica um aumento de estresse perceptível.

“A menos que assumamos compromissos sérios para aumentar o investimento em saúde mental agora, as consequências para a saúde, sociais e econômicas serão de longo alcance”, ressaltou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao defender o foco na área em meio à pandemia.

Rede de assistência

Com abordagens psicoterápicas, o Centro de Valorização da Vida (CVV), entidade sem fins lucrativos de prevenção do suicídio e apoio emocional, fortaleceu a rede de assistência. “Buscar oferecer ajuda tem sido ainda mais importante. Notamos que há muitas pessoas nesse movimento de acolher sem criticar, conversar e compreender os sentimentos daqueles que passam por momentos de tristeza, ansiedade, medo ou sensação de solidão”, explica a porta-voz e voluntária do CVV Adriana Rizzo.

Contando com mais de 4,2 mil voluntários de todo o país, o CVV realiza mais de 3 milhões de atendimentos anuais pelo telefone 188 (sem custo de ligação), ou pelo www.cvv.org.br , via chat, e-mail ou carta. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS) também são uma opção gratuita de buscar ajuda. Os locais oferecem atendimento com psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais e terapeutas.

Profissionais

Buscando promover a saúde mental, o Ministério da Saúde promete para setembro uma série de ações de educação em Saúde em Defesa da Vida, abordando temas como prevenção ao suicídio, automutilação e ética da vida. Um serviço de apoio psicológico aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) também funciona, desde abril, como forma de reconhecer a necessidade de apoio aos profissionais, tanto pelo trabalho intenso, quanto pelo risco de infecção. “É dessa forma que o Ministério da Saúde quer (…) prevenir danos à saúde mental de todos os brasileiros”, disse a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro. (BL e RR)

Lira fala em ‘amplo debate’ ao citar urgência do PL que substitui Lei de Segurança Nacional

Lira fala em 'amplo debate' ao citar urgência do PL que substitui Lei de Segurança Nacional

Foto: Agência Câmara

A Câmara dos Deputados prevê apreciar nesta terça-feira (13), o requerimento de urgência para votação do PL 6764/02, que substitui a  Lei de Segurança Nacional pela tipificação de crimes contra o Estado Democrático de Direito, como atentados, sequestros de autoridades, tentativas de golpe de Estado, atentado à soberania e outros. A proposta é de autoria do Poder Executivo e tramita na Câmara desde 2002. 

 

À época, o texto foi apresentado pelo então ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, Miguel Reale Júnior, fruto do trabalho de comissão de juristas, com o intuito de “abandonar em definitivo, a referência a segurança nacional, empregando-se a terminologia consagrada pelo próprio texto constitucional”.

 

No Twitter, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP), confirma que há previsão de votação do requerimento de urgência na ordem do dia no plenário. “A pauta da Câmara é uma decisão tomada pelo colégio de líderes, em sua maioria. Quero deixar claro que, se a urgência deste projeto for aprovada, a matéria será amplamente debatida com as instituições e com a sociedade civil”, escreveu Lira nesta tarde. 

 

O projeto foi apensado ao Projeto de Lei 2462/91, do ex-deputado Helio Bicudo, que tramita com 14 apensados. No dia 24 de março deste ano, apenas o PL 6764/02 ganhou pedido de urgência do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), líder do bloco PSL, PL, PP, PSD, MDB, PSDB, Republicanos, DEM, Pros, PTB, Pode, PSC, Avante e Patriota, e da deputada Margarete Coelho (PP-PI), vice-líder do bloco.

 

CONFIRA OS CRIMES PREVISTOS PELO PROJETO: 

Crimes contra a soberania nacional

  • Atentado à soberania: tentar submeter o território nacional, ou parte dele, ao domínio ou à soberania de outro país, empreendendo ação para ofender a integridade ou a independência nacional.
  • Traição: entrar em entendimento ou negociação com governo ou grupo estrangeiro com o fim de provocar guerra ou atos de hostilidade contra o País, desmembrar parte do seu território, ou invadi-lo.
  • Violação do território: violar o território nacional com o fim de explorar riquezas naturais ou nele exercer atos de soberania de outro país.
  • Atentado à integridade nacional: tentar desmembrar parte do território nacional, por meio de movimento armado, para constituir país independente.
  • Espionagem: obter documento ou informação essencial para o interesse do Estado brasileiro ou classificados como secretos ou ultra-secretos, com o fim de revelá-los a governo ou grupo estrangeiro.

 

Crimes contra as instituições democráticas

  • Insurreição: tentar, com emprego de grave ameaça ou violência, impedir ou dificultar o exercício do poder legitimamente constituído, ou alterar a ordem constitucional estabelecida.
  • Golpe de Estado: funcionário público civil ou militar tentar depor o governo constituído ou impedir o funcionamento das instituições constitucionais.
  • Conspiração: duas ou mais pessoas se associarem para a prática de insurreição ou golpe de Estado.
  • Atentado à autoridade: atentar contra a integridade física do presidente ou o vice-presidente da República ou os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal, do Procurador-Geral da República; ou contra as autoridades correspondentes dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
  • Sequestro e cárcere privado contra as autoridades acima.
  • Incitamento público à guerra civil ou aos crimes previstos no capítulo.

 

Crimes contra o funcionamento das instituições democráticas e dos serviços essenciais

  • Terrorismo – por motivo de facciosismo político ou religioso, com o fim de infundir terror, praticar o seguintes atos:
  • Devastar, saquear, explodir bombas, seqüestrar, incendiar, depredar ou praticar atentado pessoal ou sabotagem, causando perigo efetivo ou dano a pessoas ou bens;
  • Apoderar-se ou exercer o controle, total ou parcialmente, definitiva ou temporariamente, de meios de comunicação ao público ou de transporte, portos, aeroportos, estações ferroviárias ou rodoviárias, instalações públicas ou estabelecimentos destinados ao abastecimento de água, luz, combustíveis ou alimentos;
  • Suprimir ou modificar dados, interferir em sistemas de informação ou programas de informática com fim de infundir terror.
  • Ação de grupos armados contra a ordem constitucional e o estado democrático.
  • Coação contra autoridade legítima mediante violência ou grave ameaça, por motivo de facciosismo político.

 

Crimes contra autoridade estrangeira ou internacional

  • Atentar contra a integridade física de chefe de estado ou de governo estrangeiro, embaixador, cônsul ou representante de estado estrangeiro no País, ou dirigente de organização internacional, que se encontrem no território nacional.
  • Sequestro e cárcere privado dessas autoridades.

Miguel Reale Júnior deixa claro que optou por “não incluir no projeto outros crimes com repercussão sobre as relações internacionais, considerados crimes contra a humanidade – como genocídio e tortura –, por já terem sido disciplinados em outros documentos legislativos em vigor”.

 

Crimes contra a cidadania

  • Atentado a direito de manifestação: impedir ou tentar impedir, mediante violência ou grave ameaça, sem justa causa, o livre e pacífico exercício do direito de manifestação de partidos ou grupos políticos, étnicos, raciais, culturais ou religiosos.
  • Associação discriminatória: constituir associação, ou dela participar, com o fim de pregar a discriminação ou o preconceito de raça, etnia, cor, sexo o u orientação sexual, condição física ou social, religião ou origem.
  • Discriminação racial ou atentatória aos direitos fundamentais.

Twitter marca postagem de Eduardo Bolsonaro por informação enganosa sobre a Covid-19

Twitter marca postagem de Eduardo Bolsonaro por informação enganosa sobre a Covid-19

Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

O Twitter marcou nesta segunda-feira (12) uma postagem do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como enganosa.

“Lockdown é o oposto de distanciamento social. No lockdown as pessoas são condenadas a ficarem confinadas em casa, aumentando a proliferação do vírus”, diz o post do parlamentar.

O texto do filho do presidente Jair Bolsonaro, diz a plataforma ao marcar a postagem, viola as regras da rede social ao veicular “informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à Covid-19.”

A rede social, entretanto, manteve a publicação no ar com a justificativa de que ela pode ter interesse público.

Brasil volta a bater recorde com pior média de mortes por Covid; foram 3.125 óbitos por dia na última semana


Brasil tem recorde na média móvel de mortes por Covid: 3.125 por dia

Brasil tem recorde na média móvel de mortes por Covid: 3.125 por dia

O país registrou 1.738 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas e totalizou nesta segunda-feira (12) 355.031 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias bateu um novo recorde e chegou a 3.125É a pior média móvel de mortes pela doença já registrada, superando o número de 1º de abril (3.119). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +15%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta segunda. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Já são 82 dias seguidos no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil; o país completa agora 27 dias com essa média acima dos 2 mil mortos por dia; e já são 17 dias com a média acima da marca de 2,5 mil. Pelo terceiro dia seguido a média de óbitos pela doença aparece acima da casa de 3 mil –algo que ainda não havia sido registrado.

Veja a sequência da última semana na média móvel:

Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil na última semana, com o recorde registrado nesta segunda (12) — Foto: Editoria de Arte/G1

Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil na última semana, com o recorde registrado nesta segunda (12) — Foto: Editoria de Arte/G1

  • Terça (6): 2.775
  • Quarta (7): 2.744
  • Quinta (8): 2.818
  • Sexta (9): 2.938
  • Sábado (10): 3.025
  • Domingo (11): 3.109
  • Segunda (12): 3.125 (recorde)

 

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 13.521.409 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 38.866 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 71.174 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -6% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade também nos diagnósticos.

Onze estados e o Distrito Federal estão com alta nas mortes: AP, DF, ES, GO, MA, MG, MS, PE, PI, PR, RJ e SP.

Com 4.190 mortes por Covid em 24 horas, Brasil tem segundo pior dia na pandemia

O Brasil registrou 4.190 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta quinta-feira (8) 345.287 vítimas desde o início da pandemiaEssa é a segunda pior marca em um dia até aqui. Com isso, a média móvel de mortes no país nos últimos 7 dias ficou em 2.818. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +17%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quinta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

A nova marca de óbitos impressiona mais que o recorde de terça-feira (6), quando foram registradas 4.211 mortes. Isso porque é habitual que, justamente às terças, os números fiquem acima da média, em decorrência do represamento de dados do fim de semana – o que ficou ainda mais evidente em razão do feriado da Páscoa.

Já são 78 dias seguidos no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil; o país completa agora 23 dias com essa média acima dos 2 mil mortos por dia; e é o décimo terceiro dia com a média acima da marca de 2,5 mil.

Veja a sequência da última semana na média móvel:

Evolução da média móvel de mortes no país na última semana. Número voltou a ficar acima de 2,8 mil após 5 dias abaixo — Foto: Editoria de Arte/G1

Evolução da média móvel de mortes no país na última semana. Número voltou a ficar acima de 2,8 mil após 5 dias abaixo — Foto: Editoria de Arte/G1

  • Sexta (2): 3.006
  • Sábado (3): 2.800
  • Domingo (4): 2.747
  • Segunda (5): 2.698
  • Terça (6): 2.775
  • Quarta (7): 2.744
  • Quinta (8): 2.818

 

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 13.286.324 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 89.293 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 63.372. Isso representa uma variação de -16% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de queda nos diagnósticos.

Onze estados e o Distrito Federal estão com alta nas mortes: PR, ES, MG, RJ, SP, DF, MS, AP, CE, MA, PE e PI.

Brasil, 8 de abril

 

  • Total de mortes: 345.287
  • Registro de mortes em 24 horas: 4.190
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.818 (variação em 14 dias: +17%)
  • Total de casos confirmados: 13.286.324
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 89.293
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 63.372 por dia (variação em 14 dias: -16%)

 

Estados

 

  • Subindo (11 estados e o Distrito Federal): PR, ES, MG, RJ, SP, DF, MS, AP, CE, MA, PE e PI
  • Em estabilidade (11 estados): GO, MT, AC, AM, PA, RR, TO, AL, PB, RN e SE
  • Em queda (4 estados): RS, SC, RO e BA

 

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Vacinação

 

Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quinta-feira (8) aponta que 22.170.108 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 10,47% da população brasileira.

A segunda dose já foi aplicada em 6.357.779 pessoas (3% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

No total, 28.527.887 doses foram aplicadas em todo o país.

Variação de mortes por estado

 

Sul

  • PR: +21%
  • RS: -20%
  • SC: -21%

 

Sudeste

  • ES: +38%
  • MG: +53%
  • RJ: +66%
  • SP: +28%

 

Centro-Oeste

  • DF: +30%
  • GO: +10%
  • MS: +42%
  • MT: +14%

 

Norte

  • AC: 0%
  • AM: -2%
  • AP: +22%
  • PA: -2%
  • RO: -20%
  • RR: -10%
  • TO: -9%

 

Nordeste

  • AL: +4%
  • BA: -16%
  • CE: +55%
  • MA: +31%
  • PB: +3%
  • PE: +24%
  • PI: +28%
  • RN: -4%
  • SE: +8%

É #FAKE que Anvisa liberou Ivermectina e ainda ampliou sua dosagem para tratamento de Covid-19

Circula pelas redes sociais o vídeo de uma médica que diz que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou e dobrou a dose recomendada de Ivermectina para tratamento da Covid-19. É #FAKE.

A Anvisa não liberou a Ivermectina para uso em casos de Covid-19, como diz a médica. O que a agência decidiu, em setembro do ano passado, foi dispensar a retenção de receita para compra do remédio nas farmácias.

“Verificou-se que os medicamentos Ivermectina e Nitazoxanida, no momento, não se encontram sob ameaça de desabastecimento de mercado. A alteração foi adotada visando garantir o acesso da população ao tratamento de verminoses e parasitoses bastante conhecidas e bem significativas”, disse a agência, na ocasião.

A decisão de reter as receitas tinha sido tomada em julho porque a procura pelo medicamento para “prevenir” a Covid causou uma grande procura por ele e levou à falta do remédio nas farmácias, preocupando pacientes que precisavam dele para tratar doenças causadas por vermes e parasitas para as quais ele é receitado. Já a Covid-19 é causada por um vírus.

A Ivermectina faz parte do chamado “kit covid”, que consiste em uma série de medicamentos sem eficácia contra a doença, mas que, mesmo assim, têm sido defendidos e receitados por alguns médicos. Esse kit, também chamado de tratamento precoce, é criticado por médicos e entidades médicas brasileiras e internacionais pois não há, até o momento, remédio capaz de prevenir a infecção pela doença, ao contrário do que dizem os defensores do kit.

Procurada pelo G1, a Anvisa esclarece que o uso da Ivermectina é indicado apenas para as finalidades que constam de sua bula. E a Covid-19 não é uma das doenças para as quais o remédio tem eficácia comprovada.

“A Anvisa avalia e aprova a indicação que consta na bula dos medicamentos. O único medicamento com indicação em bula aprovada pela Anvisa para tratamento de Covid é o Remdesivir. Isso significa que este é o único medicamento para o qual o fabricante apresentou estudos conclusivos que demonstraram a eficácia contra Covid19.”

Ainda assim, o antiviral pode ser usado somente em pacientes internados com pneumonia e em suporte de oxigênio, sem ventilação mecânica, e não é vendido em farmácias.

“Outros medicamentos têm sido utilizados em protocolos de teste contra a doença. Este é o uso conhecido como off label e não é regulado pela Anvisa.”

De acordo com a bula, a “Ivermectina é indicada para o tratamento de várias condições causadas por vermes ou parasitas”. E indica o medicamento para tratar:

  • Estrongiloidíase intestinal: causada por um parasita denominado Strongyloides stercoralis.
  • Oncocercose: causada por um parasita denominado Onchocerca volvulus.
  • Filariose (elefantíase): causada pelo parasita Wuchereria bancrofti.
  • Ascaridíase (lombriga): causada pelo parasita Ascaris lumbricoides.
  • Escabiose (sarna): causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei.
  • Pediculose (piolho): causada pelo ácaro Pediculus humanus capitis

A própria fabricante da Ivermectina, a farmacêutica Merck, fez um comunicado informando que não há dados disponíveis que sustentem a eficácia do medicamento contra a Covid-19. Fonte: G1

Com mais de 8 mil mortos em 48h, Brasil passa de 340 mil óbitos por Covid-19 País registrou 3.829 mortes e 92.625 novos casos da doença nas últimas 24h

Cemitério em Manaus (AM) durante a pandemia da Covid-19O Brasil registrou, nesta quarta-feira (7), 92.625 novos casos de Covid-19, chegando ao total de 13.193.205 contaminados pela doença. Nas últimas 24 horas, 3.829 pessoas morrem vítimas da doença, e o país já acumula 340.776 mortes causadas pela pandemia do novo coronavírus, segundo informações divulgadas pelo Conass (Conselho Nacional de Secretários da Saúde).

Nesta terça-feira (6), o Brasil registrou o maior número de óbitos, ultrapassando pela primeira vez as 4 mil mortes, foram 4.195 vítimas registradas em apenas 24 horas. Esta é primeira vez que o país registra mais de 8 mil mortos no período de 48 horas.

São Paulo segue como o estado brasileiro com maior número de casos e de vítimas da doenças, já são mais de 79 mil mortes e mais de 2 milhões de contaminados.

Depois de São Paulo, os estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina lideram, respectivamente, no número de casos e mortes gerados pela Covid-19 no Brasil.

Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (7) a ampliação do Programa Estadual de Vacinação (PEI) ao grupo de idosos de 67 anos, que serão vacinados a parir do dia 14 de abril. Os paulistas entre 65 e 66 anos também serão imunizados nesta nova etapa da campanha de vacinação, que começa no dia 21 de abril para este grupo.

Já na Paraíba, uma universidade particular de Campina Grande, recebeu autorização da Justiça para importar doses de vacina contra a Covid-19 e imunizar alunos e funcionários. A instituição é a primeira universidade privada do país a conseguir esse tipo de consentimento.

As projeções feitas por especialistas ouvidos pela CNN, de que abril deve ser um mês ainda mais letal que março, quando morreram 66,8 mil pessoas vitimadas pela Covid-19, número recorde desde o início da pandemia, começam a se concretizar.

A média diária de óbitos nos seis primeiros dias de abril já supera em 19,23% a de março. Isso representa mais de 400 mortes a mais por dia.

Alexandre Garcia: “Um alerta de perigo para a democracia brasileira” “Quando liberdades garantidas pela Constituição são feridas, a democracia é atingida”

 (crédito: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
(crédito: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)

O mês de abril entrou com um alerta de perigo para a democracia brasileira. Seis presidenciáveis assinaram um manifesto, que saiu nos jornais do dia 1º. Mandetta, Ciro, Doria, Leite, Amoedo e Huck. Não constam as assinaturas de Lula, Moro e Bolsonaro. O manifesto afirma que “a democracia brasileira é ameaçada”, uma constatação tardia: há tempo que estão presos, por crime de opinião, um jornalista e um deputado federal — no que o Brasil se assemelha à Venezuela. A ameaça torna-se mais consistente com o silêncio da mídia a respeito do jornalista e com a anuência do próprio Legislativo a que pertence o deputado.

O manifesto adverte sobre “submissão arbitrária do indivíduo ao Estado…respeito aos direitos individuais… excesso, abuso, intimidação”. Mas, ironicamente, os dois governadores que o subscrevem baixaram medidas que atingem direitos fundamentais do artigo 5º, cláusula pétrea da Constituição, como liberdade de locomoção, de trabalho, de reunião, de culto. A prisão do deputado infringiu a inviolabilidade do mandato prevista no art. 53 da Constituição e o asilo inviolável da casa, também do art. 5º. A censura e a prisão do jornalista feriram a liberdade de manifestação, da mesma cláusula pétrea, e as liberdades de expressão e informação, garantidas pelo art. 220.

Quando liberdades garantidas pela Constituição são feridas, a democracia é atingida. O manifesto constata que “não há liberdade sem justiça”. Aí vem a lembrança de que se anularam condenações por corrupção, resultado de julgamentos em três instâncias da Justiça. E ainda houve um julgamento por suspeição do juiz que presidiu na primeira instância os processos anulados — com base em provas obtidas por meios ilícitos —, o que é inadmissível, como está no pétreo art. 5º.

O manifesto registra que democracia é direito ao voto. Por três vezes, os legisladores criaram um comprovante que garantisse o voto digitado na urna eletrônica — por três vezes as leis foram derrubadas pela Justiça: projetos de Roberto Requião (MDB), Flávio Dino (PCdoB) e Brizola Neto (PDT) e Bolsonaro (PP). O PSDB, após derrota de Aécio, constatou que a urna eletrônica não comporta auditagem. Ora, a insegurança no direito do voto também é perigo para a democracia. O manifesto não “dá o nome aos bois” nem registra os atos que motivaram o alerta, mas alguns indícios mais evidentes estão na nossa cara. Perigo é a passividade, que rima, mas não se mistura com liberdade.

Pai de Yudi Tamashiro morre vítima de Covid-19: ‘Infelizmente meu pai se foi’

yudi

O pai de Yudi Tamashiro, 28, morreu nesta quarta-feira (31) por Covid-19. Nelson Tamashiro, de 56 anos, chegou a sofrer um infarto, no dia 15 de março, em decorrência de complicações do coronavírus e foi intubado na ocasião. Durante o tratamento ele ficou internado no Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, interior de São Paulo.

Pelo Twitter, o ex-apresentador fez um comunicado breve e emocionado sobre o falecimento do pai: “Infelizmente, meu pai se foi”, publicou Yudi.
Ainda nesta quarta-feira (31), Tania Maria, a mãe do ex-apresentador do Bom Dia & Cia, no SBT, fez um apelo sobre a doença. “Eu fiz questão de vir falar que eu venci a covid. Tenho que fazer um testemunho forte da minha vida, porque as pessoas estão vivendo esse momento de pandemia, de sofrimento e de dor. Só que elas não conseguem mensurar o que é a doença para cada ser humano. Cada um sente de uma forma”, disse.
“O meu filho já teve, passou mal e foi parar no hospital. A minha filha de vinte e quatro anos teve de maneira assintomática. Não sentiu nada. Mas, infelizmente, o meu marido, o meu Nelson, está na UTI até agora entubado. Vivendo só nas máquinas. Nele, deu de outra forma, deu uma parada cardíaca e uma parada nos rins”, explicou.
“Eu sou testemunha do que é a covid no corpo de uma pessoa. Eu passei doze dias no hospital vendo a morte de perto. É muito triste ter uma coisa andando dentro do seu organismo sem saber explicar o que é (…) Não tem fôlego para falar qual é a dor que sente. O maior de tudo é o pavor do desconhecido (…) Eu imploro a vocês: respeitem essa doença”, pediu.
Muito emocionada, Tania agradeceu o apoio que recebeu e pediu que os fãs continuem orando por Nelson, que morreu na noite do mesmo dia que o apelo foi feito.
“Agradeço muito pelas orações que vocês fizeram por mim e pela minha família. Mas, a minha trajetória ainda não acabou, preciso muito que vocês orem pelo meu marido, para que ele venha ficar comigo e com a minha família novamente.”
Em maio de 2020, a avó de Yudi morreu em decorrência de complicações da Covid-19. Um tio do apresentador também chegou a ficar internado por conta da doença e se recuperou.