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Expulso de A Fazenda, Nego do Borel chora e diz que não é estuprador: ‘Vou acabar tirando minha vida’

Expulso do reality A Fazenda, o cantor Nego do Borel afirmou, na tarde deste domingo (26), que foi injustiçado. Em seu desabafo, ele chegou a dizer que vai acabar tirando a própria vida. “Vocês vão tirar minha vida, tá ligado? Eu tô depressivo por dentro. Tô triste, tô magoado, tô por dentro muito quebrado porque sei que é uma coisa que eu não fiz. Eu não sou estuprador”, disse. “Eu não fiz nada. Amei, adorei dormir com ela.. E mesmo assim, eu perdi. E, o que eu falo não tem importância”, acrescentou aos prantos.

O desabafo
Em um vídeo de pouco mais de 13 minutos, ele relemebra das acusações feitas ex-namorada, a modelo Duda Reis. Nas imagens, ele não cita o nome dela, ocorridas antes do reality. “Eu vejo o racismo escandarado na nossa sociedade. Quando fui acusado de todas essas coisas, passou em tudo que é lugar, em tudo que é jornal, em tudo que é Instagram, e quando eu fui provando tudo ao contrário […] eu vou sendo atacado”, disse.

Depois, ele comentou sobre o ocorrido no reality da rural da Record. “Conheci a Day. Uma pessoa maravilhosa, gentil, simpática. A gente acabou tendo afinidade um pelo outro. […] Eu não tive maldade na hora, não vi maldade”, acrescentou.

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“Tô fora. Tô aqui, tô com a minha família, mas eu estou triste pra caralho. Minha palavra não tem importância, não tem relevância, as pessoas não escutam. […] A polícia vem dando laudos pra gente de um monte de coisa que não aconteceu de fato. Eu dormi do lado de uma pessoa, sim. Eu estava, sim, querendo ficar com ela. Ela estava, sim, querendo ficar comigo. Depois que a gente dormiu junto, na piscina, eu não sei se tem o áudio, ela fala que quer dormir comigo de novo”, continuou.

E, acrescentou: “Eu não tô entendendo, eu vou acabar tirando minha vida. Eu estou sendo taxado como bandido, criminoso. Eu estou querendo saber o que eu fiz para merecer tanto ódio. Amigos que me abandonaram. Mulheres que não chegam perto de mim. […] Não sou santo. Eu tenho meus problemas, eu estou me cuidando. Muitas coisas que foram ditas não são verdades. […] Eu saí do reality. Mais uma coisa que perdi em minha vida”.

Assista o depoimento completo:

 

 

Entenda o caso
No quarto da sede de A Fazenda 13, durante a madrugada deste sábado (25), Dayane Mello, visivelmente bêbada, foi se deitar e Nego do Borel estava na cama. O cantor Mc Gui questionou se a modelo queria mesmo ficar ali e, em seguida, Tati Quebra Barraco e Solange Gomes falaram para o peão não tentar nada, pois a modelo estava sob efeito de álcool.

Os peões ainda orientaram Nego do Borel a deixar a cama. Mc Gui falou que ele deveria sair, pois, com a moça bêbada, ele seria acusado. O cantor, no entanto, permaneceu no local. Erasmo Viana disse que não via problema, afinal, os dois estavam “solteiros” e acusou os colegas de “colocarem fogo na situação”.

Polícia na Record
A equipe jurídica de Dayane Mello foi até a sede de A Fazenda, em Itapecerica da Serra (SP), acompanhada de um grupo de policiais para entrar no local e buscar provas de que a modelo de fato sofreu uma violação física enquanto estava bêbada.

Até o momento, a Record disse que está investigando o caso e anunciará o desfecho de sua decisão na noite deste sábado, ao vivo, no reality show.

Luto: Morre o ator Luis Gustavo aos 87 anos

O ator Luis Gustavo Blanco morreu neste domingo (19), aos 87 anos, em Itatiba (SP). Ele sofreu complicações por conta de um câncer no intestino. De acordo com informações da família, Luis Gustavo estava em tratamento contra a doença desde 2018 e morreu em casa.

O ator nasceu em Gotemburgo, na Suécia, no dia 2 de fevereiro de 1934. Foi o Beto Rockfeller (1968), na novela da TV Tupi, que inovou a linguagem do gênero. A estreia dele na Globo foi em 1976.
Dentre os personagens mais marcantes do artista estão o costureiro Ariclenes Almeida/Victor Valentin em “Ti Ti Ti” e Vanderlei Mathias, o Vavá, no programa “Sai de Baixo”, ambos da TV Globo.

Fez diversas novelas, como “Anjo Mau” e “Duas Vidas”, em 1976, “Te Contei?”, em 1978, “Elas por Elas”, em 1982, “Ti-Ti-Ti”, em 1985, “O Salvador da Pátria”, em 1989, “Mico Preto”, em 1990, “O Mapa da Mina”, em 1993, “O Beijo do Vampiro”, em 2002, “Começar de Novo”, em 2004, “O Profeta”, em 2006, “Três Irmãs”, em 2008″, “Cama de Gato”, em 2009, “A vida da gente”, em 2011, “Joia Rara”, em 2013, e “Êta Mundo Bom!”, em 2016.

Com informações do G1

Nota da CNM sobre a vacinação de adolescentes

Em função das manifestações públicas do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na sede do Ministério, e em transmissão ao vivo com o presidente da República, Jair Bolsonaro, a respeito da vacinação pelos Municípios de adolescentes de 12 a 17 anos, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) vem a público manifestar seu posicionamento e trazer esclarecimentos essenciais à população. Desde o início da campanha de vacinação, o movimento municipalista, liderado pela CNM, tem se posicionado pelo respeito ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) e entende que os gestores municipais vêm sistematicamente cumprindo os norteadores ministeriais quanto à vacinação, apesar das inúmeras mudanças nas orientações por parte da Pasta no decorrer do processo e nos problemas de comunicação com os demais Entes.

As diferenças regionais e o quantitativo de grupos prioritários em cada Unidade da Federação resultaram, desde o início, em diferentes níveis de cobertura vacinal contra Covid-19 nos 26 Estados, assim como no Distrito Federal. Há de se pontuar ainda que a organização e a execução do Plano, das pactuações tripartites e bipartites foram e ainda se dão em cenários voláteis de disponibilidade de vacinas, de doses (única, D1 ou D2) e de prazos de aplicação para cada grupo. Esses fatores repercutem cotidianamente nos Municípios.

Quanto à vacinação do grupo de crianças/adolescentes de 12 a 17 anos, concomitantemente aos fatores acima elencados, há ainda o fluxo de comunicação da vacinação promovido pelo Ministério da Saúde. No dia 2 de setembro, a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 (Secovid) divulgou a Nota Técnica 36/2021-SECOVID/GAB/SECOVID/MS, que recomenda “a ampliação da oferta da vacinação contra a Covid-19 para a população de 12 a 17 anos sem comorbidades, com início a partir de 15 de setembro de 2021 e exclusivamente com o imunizante Comirnaty do fabricante Pfizer/Wyeth”, seguindo a ordem: 12 a 17 anos com deficiências permanentes; 12 a 17 anos com presença de comorbidades; 12 a 17 anos gestantes e puérperas; de 12 a 17 anos privados de liberdade; e 12 a 17 anos sem comorbidades.

Já em 15 de setembro, dia em que teria início a campanha de vacinação dos grupos abaixo de 18 anos, o MS publica a Nota Informativa 1/2021-SECOVID/GAB/SECOVID/MS, na qual restringe a vacinação contra a Covid-19 com a Vacina Cominarty (Pfizer/Biontech) aos adolescentes que apresentem deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade, apesar da autorização pela Anvisa. Em coletiva sobre o tema na data de 16 de setembro, o MS afirma, dentre as justificativas para a não recomendação desse grupo etário sem comorbidades, a presença de efeitos adversos, a falta de evidências científicas robustas e o recuo da recomendação do National Health Service, do Reino Unido.

Para executar a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos, com e sem comorbidades, os Municípios tiveram por base indicativos legais emitidas pelas autoridades federais, ou seja, a NT 36/2021, no qual se indicava o uso da vacina da Pfizer para adolescentes, assim como tiveram por base a Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de julho de 2021, documento que liberou o imunizante da Pfizer para crianças com 12 anos de idade ou mais. Nesses termos, não há o que se questionar aos Municípios. Portanto, por terem cumprido e executado as prioridades de vacinação indicadas e tendo posse de imunizantes disponíveis, os Municípios iniciaram a vacinação para a população abaixo de 18 anos sem comorbidade. Nesse sentido, os gestores dessas cidades, ao invés de optarem por interromper ou guardar vacinas, iniciaram a aplicação, na ordem estabelecida pela própria normativa ministerial.

A Confederação expressa sua perplexidade em relação à fala do Ministério da Saúde na coletiva de imprensa do dia 15 de setembro, na qual passou a culpabilizar os Municípios de criarem tumultos e interrompeu a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades alegando problemas de segurança da vacina da Pfizer, fator que não tinha sido cogitado em notas ou falas anteriores. A entidade entende que esse posicionamento apenas serve para confundir a população brasileira. Assim, a emissão de avaliações negativas do Ministério da Saúde, justamente por Municípios avançarem na campanha de vacinação, é absolutamente contraproducente.

Torna-se, portanto, urgente a disponibilização de documentos norteadores aos Municípios para a vacinação da população de 12 a 17 anos o quanto antes, sob pena de gerar desorganização e ainda, algo muito mais grave, que é a insegurança da população perante um ou outro esquema vacinal.

Paulo Ziulkoski
Presidente da CNM

Afinal, Por Que Tudo Está Tão Caro No Brasil?

Pessoas olham cartazes com preços de produtos do lado de fora de um mercado conhecido como La Merced, na Cidade do México. 25 de junho de 2020. REUTERS/Henry Romero

O brasileiro está cansado de observar os efeitos da inflação na sua rotina. Todos os dias, os preços aumentam mais e a percepção de que “tudo está caro” cresce entre os consumidores do país. Mas quais são os principais motivos que contribuíram com esse fenômeno nos últimos dias?

Inflação puxada pela gasolina

Em agosto, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) chegou a 0,87%. Esse é o maior nível para o mês desde 2020.

Já a inflação acumulada em 12 meses atingiu 9,68%, patamar mais alto desde fevereiro de 2016, quando chegou a 10,36%. A alta expressiva foi puxada pelos combustíveis, liderados pela gasolina, que subiu 1,24% em relação a julho, para 2,96%.

O preço da gasolina disparou nove vezes somente em 2021, acumulando avanço de 31,09% até agosto. O litro chega a ultrapassar os R$ 7 em algumas localidades. Já o diesel subiu 28,02% no mesmo período, segundo dados do IPCA.

Vale lembrar que a inflação mede o aumento dos preços de uma cesta de bens e serviços essenciais para os brasileiros. Dentre essas categorias estão: alimentação, habitação, vestuário, transporte, saúde, despesas pessoais, educação e comunicação.

Crise hídrica e suas consequências

A falta de chuvas é outro motivo que está causando dor de cabeça no país. Com a seca e o descuido de grandes empresas e da população, os reservatórios chegam a níveis baixíssimos e surge a necessidade de racionar água.

Mais do que reduzir a quantidade de água disponível para a população, a crise hídrica impacta a produção dos alimentos, reduzindo a oferta de produtos e aumentando os preços. Outro fator é que as usinas hidrelétricas são responsáveis pela produção de 62% da energia do Brasil. Sem água, o fornecimento é comprometido e a conta de luz aumenta.

Nessa cadeia, quem sente no bolso é o consumidor. Diretamente ligadas, a crise hídrica e a inflação pesam nas contas e deixam milhões de brasileiros sem acesso aos itens básicos para eu dia a dia.

10 de Setembro Dia da Imprensa: Nada a Comemorar !

10 de Setembro Dia da Imprensa Nada a Comemorar

10 de Setembro

No Dia da Imprensa Nada a Comemorar !

Quando se confundem Militância Política com Jornalismo.

Nada a Comemorar no Dia da Imprensa Diante dos Atentados à Liberdade de Expressão por parte de Plataformas e do Judiciário…

Anonymous declara guerra a Bolsonaro e convoca atos para Sete de Setembro

Grupo de hackers invadiu site de empresa investigada em esquema de compra irregular de vacina   O grupo de hackers Anonymous, que se intitula ativista da liberdade digital, declarou guerra contra o presidente Jair Bolsonaro. Por meio de um vídeo gravado em inglês, eles convocaram a população para as ruas nesta terça-feira, feriado de Sete de Setembro, em que se comemora a Independência do Brasil, para lutar contra o governo. No mesmo dia, Bolsonaro convocou seus apoiadores para as manifestações.

O vídeo foi divulgado na sexta-feira (3), em uma invasão ao site da FIB Bank. A empresa é investigada pela CPI da Covid no Senado por oferecer uma garantia financeira de R$ 80,7 milhões no contrato entre a Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde, no caso da venda da vacina indiana Covaxin.

O FIB Bank não é uma instituição financeira e não possui autorização do Banco Central para atuar no ramo. Apesar disso, apenas nesta segunda-feira (6) o vídeo dos hackers viralizou nas redes sociais, com a declaração de guerra a Jair Bolsonaro.

Os hackers acusaram o presidente de ameaçar um golpe colocando em suspeita o processo eleitoral, assim como fez o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Assista;

Anvisa analisa nesta sexta-feira pedidos de importação das vacinas Covaxin e Sputnik V Os dois imunizantes já tiveram solicitações rejeitadas pela agência. Atualmente, quatro vacinas têm autorização para aplicação no Brasil.


ANS se reúne nesta sexta para analisar importação de duas vacinas

ANS se reúne nesta sexta para analisar importação de duas vacinas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne na tarde desta sexta-feira (4) para analisar os pedidos de importação de duas vacinas contra a Covid-19: a russa Sputnik V e a indiana Covaxin. O encontro está previsto para começar às 14h.

Os dois imunizantes já tiveram pedidos de importação negados pela agência. Atualmente, as únicas vacinas que têm autorização para aplicação no país são CoronaVac, AstraZeneca/OxfordPfizer/BioNTech e Janssen.

Covaxin

Em março, um pedido protocolado pelo Ministério da Saúde para a importação de 20 milhões de doses da Coxavin foi rejeitado em decisão unânime. À epoca, a Anvisa considerou que faltavam documentos e dados para a liberação da vacina.

A agência também negou a certificação de boas práticas à Bharat Biotech, empresa de biotecnologia indiana que desenvolveu a Covaxin.

Segundo a Anvisa, o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos, que negocia a vacina no país, “seguiram em tratativas com a agência a fim de adequar os aspectos que motivaram o indeferimento”.

A empresa indiana protocolou um novo pedido de certificação de boas práticas, referente à linha de produção. Esse pedido está sendo analisado, segundo a Anvisa. No mês passado, o órgão autorizou testes da fase 3 no Brasil.

Que vacina é essa? Covaxin

Sputnik

Em abril, a Anvisa negou o pedido de autorização feito por 14 estados para importação de quase 30 milhões de doses da Sputnik V.

A decisão contra a importação foi tomada em uma reunião extraordinária que ocorreu para atender uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma ação protocolada pelo governo do Maranhão.

A agência apontou que não recebeu relatório técnico capaz de comprovar que a vacina atende a padrões de qualidade e não conseguiu localizar o relatório com autoridades de países onde a vacina é aplicada.

Além disso, a Gerência de Medicamentos do órgão apontou diversas falhas de segurança associadas ao desenvolvimento do imunizante. Na mais grave, explicou que o adenovírus usado para carregar o material genético do coronavírus não deveria se replicar, mas ele é capaz de se reproduzir e pode causar doenças.

O Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês) disse em nota, um dia após a negativa da agência brasileira, que os comentários da Anvisa sobre a vacina Sputnik V estavam “incorretos” e que a decisão de adiar a aprovação do imunizante poderia ter “motivação política”.

Em Serrana, vacinação em massa faz mortes por Covid caírem 95%

Estudo do Butantan mostra que pandemia pode ser controlada com a imunização de 75% da população

A verdadeira imunidade de rebanho passa pela vacinação em massa e não pela contaminação da população por Covid-19, como defende Jair Bolsonaro. É o que demonstra um estudo conduzido pelo Instituto Butantan na cidade de Serrana, no interior paulista. O estudo mostra que é possível controlar a pandemia se pelo menos 75% da população for vacinada com duas doses. Em dois meses de imunização com a CoronaVac, que durou até 11 de abril, as mortes por Covid-19 caíram 95%.

Mas há mais: as internações caíram 86% e os casos sintomáticos foram reduzidos em 80%. Os resultados preliminares foram divulgados pela TV Globo, no domingo (30). O número de novos casos passou de 699 infecções no mês de março para 251 em abril. No mesmo intervalo, as mortes caíram de 20 para seis óbitos. Ao todo, 27.160 habitantes foram imunizados com duas doses da CoronaVac, o que representa 95,7% do público alvo. Serrana tem cerca de 45 mil habitantes.

“Excelentes notícias para quem acredita na ciência e na vacina”, comemorou a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), pelo Twitter. “O Brasil anseia por vacinação em massa. Vacina no braço, comida no prato e como as ruas já bem disseram no sábado: fora, Bolsonaro”, escreveu a deputada. 

Em 2010, país foi exemplo mundial de vacinação

Enquanto isso, o Brasil patina na vacinação, com sucessivos cortes na oferta de vacinas anunciados pelo governo nos últimos meses. Atualmente, o país tem apenas pouco mais de 10% da população vacinada com duas doses de vacina contra a Covid-19. Um quadro bem diferente de quando o presidente Lula vacinou, em 2010, 88 milhões de brasileiros contra a H1N1 em três meses, transformando o Brasil em modelo mundial de vacinação.

“O efeito da vacinação começa a ser muito mais evidente a partir da segunda semana após a segunda dose. Quando a gente vacina metade dos adultos, diminui as hospitalizações”, explicou o diretor médico de pesquisa clínica do Butantan, Ricardo Palácios, mostrando porque é importante ampliar as imunizações.

Segundo o pesquisador, a vacinação de pelo menos 75% da população não é suficiente para encerrar a pandemia no país, mas deixá-la sob controle. “Nós não vamos erradicar o vírus, vamos controlar para que esteja em níveis que são manejáveis, para que não tenhamos tanta dor e sofrimento”, observou Palácios.

Da Redação, com informações de UOL e BBC

Incêndio em ala de Covid-19 deixa quatro pacientes mortos em UPA de Aracaju

Incêndio em ala de Covid-19 deixa quatro pacientes mortos em UPA de Aracaju

Foto: Michele Costa/TV Sergipe

Um incêndio na ala de Covid-19 nesta sexta-feira (29) em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da rede municipal de Aracaju deixou quatro pacientes mortos. Outros 35 precisaram ser transferidos às pressas.
A prefeitura de Aracaju não informou o número de feridos. Havia 60 doentes na unidade. Uma mulher de 77 anos morreu durante o processo de remoção para um hospital de urgência da rede pública estadual.
A identidade das pessoas mortas não foi divulgada. As chamas na unidade Doutor Nestor Piva, na zona norte da capital sergipana, tiveram início por volta das 6h30.
No local, dez doentes aguardavam na fila para acessar uma vaga de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em outros hospitais.
Concebidas para prestar atendimento a pacientes em casos de urgência e emergência, UPAs têm sido transformadas em hospitais improvisados diante da escassez de vagas na crise sanitária provocada pela Covid-19. Em São Paulo, algumas UPAs chegaram a triplicar seus leitos, ocupando até consultórios.
Aracaju sofre com pacientes em filas para conseguir um leito de UTI há mais de três meses. Das 115 vagas disponíveis na capital sergipana, 97% estão ocupadas. Há 22 doentes graves aguardando.
Em abril, o Ministério Público de Sergipe, por meio de uma ação civil pública, acionou a Justiça Federal para que a União, o estado e o município implantem novos leitos de UTI até que a fila esteja zerada.
Não adiantou. Na última semana, 22 leitos foram fechados. Além da ampliação de vagas, os promotores pediram a transferência urgente dos pacientes que esperavam vaga.
Até o momento, a hipótese mais provável é de que o incêndio tenha sido ocasionado por um curto-circuito no sistema de refrigeração. Houve dificuldades na remoção de pacientes porque todos estavam acamados.
Muitos doentes e acompanhantes ficaram ainda mais debilitados após inalar fumaça. O incêndio foi controlado ainda na manhã desta sexta.
Em nota, a gestão municipal informou que está em tratativas para buscar nova unidade de atendimento em substituição aos leitos do Nestor Piva.
“O reabastecimento de oxigênio nos leitos municipais está garantido pela empresa que fornece o produto e a Secretaria Municipal da Saúde está ampliando as escalas de trabalho para assegurar a assistência necessária à população aracajuana nos equipamentos da rede municipal de Saúde”, comunicou.
A prefeitura destacou que estruturou um espaço para atendimento psicológico e de informações para familiares dos pacientes e trabalhadores do hospital.
A área onde ocorreu o incêndio está isolada, e o espaço não atingido será equipado para atendimento ao público.

Brasil ultrapassa 456 mil mortes por Covid-19

Brasil ultrapassa 456 mil mortes por Covid-19

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

O número de mortos por covid-19 no Brasil desde o início da pandemia chegou a 456.674 nesta quinta-feira (27). Entre a última quarta-feira (26) e esta quinta-feira (27), foram registrados 2.245 óbitos, segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Além disso, foram registrados 1.099.196 casos ativos da doença.

 

Ainda há 3.759 mortes em investigação. O termo é usado pelas autoridades de saúde para casos em que o paciente morre mas a causa continua sendo estudada mesmo após a declaração do óbito.

 

Já o total de pessoas infectadas desde o início da pandemia chegou a 16.342.162. Nas últimas 24 horas, foram confirmados 67.467 casos de covid-19. Ontem, constavam 16.274.695 casos da doença no painel de informações do Ministério da Saúde.

 

O número de recuperados chegou a 14.786.292, o que corresponde a 90,5% do total de pessoas infectadas com o vírus, de acordo com o balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado na noite da última quinta-feira (26). A atualização é feita com base em informações disponibilizadas pelas secretarias estaduais de Saúde.

 

Os números são em geral mais baixos aos domingos e segundas-feiras em razão da menor quantidade de funcionários das equipes de saúde para fazer a alimentação dos dados. Já às terças-feiras os resultados tendem a ser maiores pelo envio dos dados acumulados.

 

Entre os estados com maior número de mortes por covid-19, o primeiro é São Paulo, com 109.850. Em seguida, vem o Rio de Janeiro, com 50.125; Minas Gerais, com 39.784; Rio Grande do Sul, com 27.868; e Paraná, com 25.966.

 

Logo após, estão Roraima, com 1.612 óbitos; Acre, com 1.652; Amapá, com 1.683; Tocantins, com 2.825; e Alagoas, com 4.679.

 

Até o momento, foram distribuídas 96,5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 a estados e municípios. Deste total, foram aplicadas 60,8 milhões, sendo 41,3 milhões da primeira e 19,5 milhões da segunda dose.