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:: ‘Brasil’

Coren-BA repudia baixos salários ofertados para enfermeiros em Edital da Prefeitura de Salinas da Margarida

O Conselho Regional de Enfermagem da Bahia repudia o processo seletivo simplificado para contratação de profissionais da área da Saúde, da Prefeitura Municipal de Salinas da Margarida, por ofertar salários com valores bem abaixo do que está sendo proposto no Projeto de Lei 2564, que institui o piso salarial nacional da Enfermagem.

No Edital da prefeitura, o valor ofertado para enfermeiro plantonista é de apenas R$ 1.500,00, com carga horária de 44 horas semanais. Já o salário oferecido para enfermeiros da atenção básica e obstetra está fixado em R$ 2.500,00, para cumprimento de carga horária de 40 horas semanais.

“Estes são valores que não atendem em hipótese nenhuma aos profissionais da categoria, que estão na luta pela aprovação de um piso salarial nacional que está sendo negociado em torno de R$ 4.750,00 para enfermeiro, além da jornada de trabalho semanal de 30 horas. Editais como este comprovam a necessidade de se obter celeridade na aprovação do Projeto de Lei 2564 pelo Congresso Nacional. Vamos tomar todas as providências cabíveis para que este Edital tenha os valores revistos”, destacou o presidente interino do Coren-BA, Holmes Filho.

O trabalho da Enfermagem é essencial à organização e funcionamento dos serviços de saúde. Durante a pandemia do coronavírus, ficou ainda mais evidente a importância desses trabalhadores, que estão na linha de frente de combate a covid-19, arriscando as próprias vidas para salvar os pacientes acometidos pela doença.

Nota de repúdio da CNM acerca de declarações do presidente da República

Liderado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o movimento municipalista repudia veementemente fala do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a adoção do chamado passaporte da vacina por Municípios. O preço que o país vem pagando pelas falas e ações do chefe do Poder Executivo federal é imensurável, e atinge toda a população brasileira, das mais diversas formas possíveis.

Na contramão do governo federal, os Municípios vêm realizando diversas ações de conscientização da população sobre a importância da vacinação e de medidas não-farmacológicas para vencer a pandemia e, consequentemente, possibilitar o mais rapidamente possível a retomada do desenvolvimento social e econômico do país. Pesquisas da CNM mostram que o uso de máscara em ambientes públicos é obrigatório em 96% dos Municípios. Na mesma trajetória responsável e cidadã, prefeitos e prefeitas têm adotado o passaporte da vacinação como medida sanitária de cuidado coletivo com o objetivo de garantir o maior número de cobertura vacinal de seus munícipes, assim como das pessoas que acessam as cidades, e a consequente redução na circulação do vírus.

Nós não temos vacinação forçada no Brasil. O cidadão tem a liberdade de não vacinar. Isso não significa que não se traga a ele consequências dessa decisão, pois se trata de uma questão de saúde pública coletiva. E foi isso que a Lei Federal 13.970/2020 e o Supremo Tribunal Federal (STF) definiram quando estabeleceram algumas premissas importantes para essa medida: que ela seja acompanhada de ampla divulgação, preservada a dignidade e os direitos fundamentais das pessoas, que sejam adotados critérios de razoabilidade e proporcionalidade e que essas vacinas sejam distribuídas de forma universal e gratuita. E isso vem sendo realizado com responsabilidade e primazia pelos Entes locais.

É dever do Estado garantir a saúde a partir da formulação e da execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos. Importante destacar, ainda, boletim da Fiocruz publicado nesta sexta-feira, 1 de outubro, que aponta o passaporte da vacina como uma importante estratégia para estimular e ampliar a vacinação no Brasil e afirma que “a proteção de uns depende da proteção de outros e de que não haverá saúde para alguns se não houver saúde para todos”.

Diante de 600 mil mortos e milhares de famílias impactadas, não há espaço para polemizar novamente uma medida de saúde pública adotada não apenas no Brasil como em muitos outros países. Cerca de 10% dos Municípios brasileiros já adotaram essa medida, e a Confederação Nacional de Municípios apoia e incentiva a adoção do passaporte da vacina pelos demais Entes locais. É preciso de uma vez por todas vencer a pandemia e a falta de responsabilidade daquele que deveria liderar a nação nesse caminho.

Paulo Ziulkoski

Presidente da CNM

Expulso de A Fazenda, Nego do Borel chora e diz que não é estuprador: ‘Vou acabar tirando minha vida’

Expulso do reality A Fazenda, o cantor Nego do Borel afirmou, na tarde deste domingo (26), que foi injustiçado. Em seu desabafo, ele chegou a dizer que vai acabar tirando a própria vida. “Vocês vão tirar minha vida, tá ligado? Eu tô depressivo por dentro. Tô triste, tô magoado, tô por dentro muito quebrado porque sei que é uma coisa que eu não fiz. Eu não sou estuprador”, disse. “Eu não fiz nada. Amei, adorei dormir com ela.. E mesmo assim, eu perdi. E, o que eu falo não tem importância”, acrescentou aos prantos.

O desabafo
Em um vídeo de pouco mais de 13 minutos, ele relemebra das acusações feitas ex-namorada, a modelo Duda Reis. Nas imagens, ele não cita o nome dela, ocorridas antes do reality. “Eu vejo o racismo escandarado na nossa sociedade. Quando fui acusado de todas essas coisas, passou em tudo que é lugar, em tudo que é jornal, em tudo que é Instagram, e quando eu fui provando tudo ao contrário […] eu vou sendo atacado”, disse.

Depois, ele comentou sobre o ocorrido no reality da rural da Record. “Conheci a Day. Uma pessoa maravilhosa, gentil, simpática. A gente acabou tendo afinidade um pelo outro. […] Eu não tive maldade na hora, não vi maldade”, acrescentou.

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“Tô fora. Tô aqui, tô com a minha família, mas eu estou triste pra caralho. Minha palavra não tem importância, não tem relevância, as pessoas não escutam. […] A polícia vem dando laudos pra gente de um monte de coisa que não aconteceu de fato. Eu dormi do lado de uma pessoa, sim. Eu estava, sim, querendo ficar com ela. Ela estava, sim, querendo ficar comigo. Depois que a gente dormiu junto, na piscina, eu não sei se tem o áudio, ela fala que quer dormir comigo de novo”, continuou.

E, acrescentou: “Eu não tô entendendo, eu vou acabar tirando minha vida. Eu estou sendo taxado como bandido, criminoso. Eu estou querendo saber o que eu fiz para merecer tanto ódio. Amigos que me abandonaram. Mulheres que não chegam perto de mim. […] Não sou santo. Eu tenho meus problemas, eu estou me cuidando. Muitas coisas que foram ditas não são verdades. […] Eu saí do reality. Mais uma coisa que perdi em minha vida”.

Assista o depoimento completo:

 

 

Entenda o caso
No quarto da sede de A Fazenda 13, durante a madrugada deste sábado (25), Dayane Mello, visivelmente bêbada, foi se deitar e Nego do Borel estava na cama. O cantor Mc Gui questionou se a modelo queria mesmo ficar ali e, em seguida, Tati Quebra Barraco e Solange Gomes falaram para o peão não tentar nada, pois a modelo estava sob efeito de álcool.

Os peões ainda orientaram Nego do Borel a deixar a cama. Mc Gui falou que ele deveria sair, pois, com a moça bêbada, ele seria acusado. O cantor, no entanto, permaneceu no local. Erasmo Viana disse que não via problema, afinal, os dois estavam “solteiros” e acusou os colegas de “colocarem fogo na situação”.

Polícia na Record
A equipe jurídica de Dayane Mello foi até a sede de A Fazenda, em Itapecerica da Serra (SP), acompanhada de um grupo de policiais para entrar no local e buscar provas de que a modelo de fato sofreu uma violação física enquanto estava bêbada.

Até o momento, a Record disse que está investigando o caso e anunciará o desfecho de sua decisão na noite deste sábado, ao vivo, no reality show.

Luto: Morre o ator Luis Gustavo aos 87 anos

O ator Luis Gustavo Blanco morreu neste domingo (19), aos 87 anos, em Itatiba (SP). Ele sofreu complicações por conta de um câncer no intestino. De acordo com informações da família, Luis Gustavo estava em tratamento contra a doença desde 2018 e morreu em casa.

O ator nasceu em Gotemburgo, na Suécia, no dia 2 de fevereiro de 1934. Foi o Beto Rockfeller (1968), na novela da TV Tupi, que inovou a linguagem do gênero. A estreia dele na Globo foi em 1976.
Dentre os personagens mais marcantes do artista estão o costureiro Ariclenes Almeida/Victor Valentin em “Ti Ti Ti” e Vanderlei Mathias, o Vavá, no programa “Sai de Baixo”, ambos da TV Globo.

Fez diversas novelas, como “Anjo Mau” e “Duas Vidas”, em 1976, “Te Contei?”, em 1978, “Elas por Elas”, em 1982, “Ti-Ti-Ti”, em 1985, “O Salvador da Pátria”, em 1989, “Mico Preto”, em 1990, “O Mapa da Mina”, em 1993, “O Beijo do Vampiro”, em 2002, “Começar de Novo”, em 2004, “O Profeta”, em 2006, “Três Irmãs”, em 2008″, “Cama de Gato”, em 2009, “A vida da gente”, em 2011, “Joia Rara”, em 2013, e “Êta Mundo Bom!”, em 2016.

Com informações do G1

Nota da CNM sobre a vacinação de adolescentes

Em função das manifestações públicas do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na sede do Ministério, e em transmissão ao vivo com o presidente da República, Jair Bolsonaro, a respeito da vacinação pelos Municípios de adolescentes de 12 a 17 anos, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) vem a público manifestar seu posicionamento e trazer esclarecimentos essenciais à população. Desde o início da campanha de vacinação, o movimento municipalista, liderado pela CNM, tem se posicionado pelo respeito ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) e entende que os gestores municipais vêm sistematicamente cumprindo os norteadores ministeriais quanto à vacinação, apesar das inúmeras mudanças nas orientações por parte da Pasta no decorrer do processo e nos problemas de comunicação com os demais Entes.

As diferenças regionais e o quantitativo de grupos prioritários em cada Unidade da Federação resultaram, desde o início, em diferentes níveis de cobertura vacinal contra Covid-19 nos 26 Estados, assim como no Distrito Federal. Há de se pontuar ainda que a organização e a execução do Plano, das pactuações tripartites e bipartites foram e ainda se dão em cenários voláteis de disponibilidade de vacinas, de doses (única, D1 ou D2) e de prazos de aplicação para cada grupo. Esses fatores repercutem cotidianamente nos Municípios.

Quanto à vacinação do grupo de crianças/adolescentes de 12 a 17 anos, concomitantemente aos fatores acima elencados, há ainda o fluxo de comunicação da vacinação promovido pelo Ministério da Saúde. No dia 2 de setembro, a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 (Secovid) divulgou a Nota Técnica 36/2021-SECOVID/GAB/SECOVID/MS, que recomenda “a ampliação da oferta da vacinação contra a Covid-19 para a população de 12 a 17 anos sem comorbidades, com início a partir de 15 de setembro de 2021 e exclusivamente com o imunizante Comirnaty do fabricante Pfizer/Wyeth”, seguindo a ordem: 12 a 17 anos com deficiências permanentes; 12 a 17 anos com presença de comorbidades; 12 a 17 anos gestantes e puérperas; de 12 a 17 anos privados de liberdade; e 12 a 17 anos sem comorbidades.

Já em 15 de setembro, dia em que teria início a campanha de vacinação dos grupos abaixo de 18 anos, o MS publica a Nota Informativa 1/2021-SECOVID/GAB/SECOVID/MS, na qual restringe a vacinação contra a Covid-19 com a Vacina Cominarty (Pfizer/Biontech) aos adolescentes que apresentem deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade, apesar da autorização pela Anvisa. Em coletiva sobre o tema na data de 16 de setembro, o MS afirma, dentre as justificativas para a não recomendação desse grupo etário sem comorbidades, a presença de efeitos adversos, a falta de evidências científicas robustas e o recuo da recomendação do National Health Service, do Reino Unido.

Para executar a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos, com e sem comorbidades, os Municípios tiveram por base indicativos legais emitidas pelas autoridades federais, ou seja, a NT 36/2021, no qual se indicava o uso da vacina da Pfizer para adolescentes, assim como tiveram por base a Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de julho de 2021, documento que liberou o imunizante da Pfizer para crianças com 12 anos de idade ou mais. Nesses termos, não há o que se questionar aos Municípios. Portanto, por terem cumprido e executado as prioridades de vacinação indicadas e tendo posse de imunizantes disponíveis, os Municípios iniciaram a vacinação para a população abaixo de 18 anos sem comorbidade. Nesse sentido, os gestores dessas cidades, ao invés de optarem por interromper ou guardar vacinas, iniciaram a aplicação, na ordem estabelecida pela própria normativa ministerial.

A Confederação expressa sua perplexidade em relação à fala do Ministério da Saúde na coletiva de imprensa do dia 15 de setembro, na qual passou a culpabilizar os Municípios de criarem tumultos e interrompeu a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades alegando problemas de segurança da vacina da Pfizer, fator que não tinha sido cogitado em notas ou falas anteriores. A entidade entende que esse posicionamento apenas serve para confundir a população brasileira. Assim, a emissão de avaliações negativas do Ministério da Saúde, justamente por Municípios avançarem na campanha de vacinação, é absolutamente contraproducente.

Torna-se, portanto, urgente a disponibilização de documentos norteadores aos Municípios para a vacinação da população de 12 a 17 anos o quanto antes, sob pena de gerar desorganização e ainda, algo muito mais grave, que é a insegurança da população perante um ou outro esquema vacinal.

Paulo Ziulkoski
Presidente da CNM

Afinal, Por Que Tudo Está Tão Caro No Brasil?

Pessoas olham cartazes com preços de produtos do lado de fora de um mercado conhecido como La Merced, na Cidade do México. 25 de junho de 2020. REUTERS/Henry Romero

O brasileiro está cansado de observar os efeitos da inflação na sua rotina. Todos os dias, os preços aumentam mais e a percepção de que “tudo está caro” cresce entre os consumidores do país. Mas quais são os principais motivos que contribuíram com esse fenômeno nos últimos dias?

Inflação puxada pela gasolina

Em agosto, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) chegou a 0,87%. Esse é o maior nível para o mês desde 2020.

Já a inflação acumulada em 12 meses atingiu 9,68%, patamar mais alto desde fevereiro de 2016, quando chegou a 10,36%. A alta expressiva foi puxada pelos combustíveis, liderados pela gasolina, que subiu 1,24% em relação a julho, para 2,96%.

O preço da gasolina disparou nove vezes somente em 2021, acumulando avanço de 31,09% até agosto. O litro chega a ultrapassar os R$ 7 em algumas localidades. Já o diesel subiu 28,02% no mesmo período, segundo dados do IPCA.

Vale lembrar que a inflação mede o aumento dos preços de uma cesta de bens e serviços essenciais para os brasileiros. Dentre essas categorias estão: alimentação, habitação, vestuário, transporte, saúde, despesas pessoais, educação e comunicação.

Crise hídrica e suas consequências

A falta de chuvas é outro motivo que está causando dor de cabeça no país. Com a seca e o descuido de grandes empresas e da população, os reservatórios chegam a níveis baixíssimos e surge a necessidade de racionar água.

Mais do que reduzir a quantidade de água disponível para a população, a crise hídrica impacta a produção dos alimentos, reduzindo a oferta de produtos e aumentando os preços. Outro fator é que as usinas hidrelétricas são responsáveis pela produção de 62% da energia do Brasil. Sem água, o fornecimento é comprometido e a conta de luz aumenta.

Nessa cadeia, quem sente no bolso é o consumidor. Diretamente ligadas, a crise hídrica e a inflação pesam nas contas e deixam milhões de brasileiros sem acesso aos itens básicos para eu dia a dia.

10 de Setembro Dia da Imprensa: Nada a Comemorar !

10 de Setembro Dia da Imprensa Nada a Comemorar

10 de Setembro

No Dia da Imprensa Nada a Comemorar !

Quando se confundem Militância Política com Jornalismo.

Nada a Comemorar no Dia da Imprensa Diante dos Atentados à Liberdade de Expressão por parte de Plataformas e do Judiciário…

Anonymous declara guerra a Bolsonaro e convoca atos para Sete de Setembro

Grupo de hackers invadiu site de empresa investigada em esquema de compra irregular de vacina   O grupo de hackers Anonymous, que se intitula ativista da liberdade digital, declarou guerra contra o presidente Jair Bolsonaro. Por meio de um vídeo gravado em inglês, eles convocaram a população para as ruas nesta terça-feira, feriado de Sete de Setembro, em que se comemora a Independência do Brasil, para lutar contra o governo. No mesmo dia, Bolsonaro convocou seus apoiadores para as manifestações.

O vídeo foi divulgado na sexta-feira (3), em uma invasão ao site da FIB Bank. A empresa é investigada pela CPI da Covid no Senado por oferecer uma garantia financeira de R$ 80,7 milhões no contrato entre a Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde, no caso da venda da vacina indiana Covaxin.

O FIB Bank não é uma instituição financeira e não possui autorização do Banco Central para atuar no ramo. Apesar disso, apenas nesta segunda-feira (6) o vídeo dos hackers viralizou nas redes sociais, com a declaração de guerra a Jair Bolsonaro.

Os hackers acusaram o presidente de ameaçar um golpe colocando em suspeita o processo eleitoral, assim como fez o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Assista;

Anvisa analisa nesta sexta-feira pedidos de importação das vacinas Covaxin e Sputnik V Os dois imunizantes já tiveram solicitações rejeitadas pela agência. Atualmente, quatro vacinas têm autorização para aplicação no Brasil.


ANS se reúne nesta sexta para analisar importação de duas vacinas

ANS se reúne nesta sexta para analisar importação de duas vacinas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne na tarde desta sexta-feira (4) para analisar os pedidos de importação de duas vacinas contra a Covid-19: a russa Sputnik V e a indiana Covaxin. O encontro está previsto para começar às 14h.

Os dois imunizantes já tiveram pedidos de importação negados pela agência. Atualmente, as únicas vacinas que têm autorização para aplicação no país são CoronaVac, AstraZeneca/Oxford, Pfizer/BioNTech e Janssen.

Covaxin

Em março, um pedido protocolado pelo Ministério da Saúde para a importação de 20 milhões de doses da Coxavin foi rejeitado em decisão unânime. À epoca, a Anvisa considerou que faltavam documentos e dados para a liberação da vacina.

A agência também negou a certificação de boas práticas à Bharat Biotech, empresa de biotecnologia indiana que desenvolveu a Covaxin.

Segundo a Anvisa, o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos, que negocia a vacina no país, “seguiram em tratativas com a agência a fim de adequar os aspectos que motivaram o indeferimento”.

A empresa indiana protocolou um novo pedido de certificação de boas práticas, referente à linha de produção. Esse pedido está sendo analisado, segundo a Anvisa. No mês passado, o órgão autorizou testes da fase 3 no Brasil.

Que vacina é essa? Covaxin

Sputnik

Em abril, a Anvisa negou o pedido de autorização feito por 14 estados para importação de quase 30 milhões de doses da Sputnik V.

A decisão contra a importação foi tomada em uma reunião extraordinária que ocorreu para atender uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma ação protocolada pelo governo do Maranhão.

A agência apontou que não recebeu relatório técnico capaz de comprovar que a vacina atende a padrões de qualidade e não conseguiu localizar o relatório com autoridades de países onde a vacina é aplicada.

Além disso, a Gerência de Medicamentos do órgão apontou diversas falhas de segurança associadas ao desenvolvimento do imunizante. Na mais grave, explicou que o adenovírus usado para carregar o material genético do coronavírus não deveria se replicar, mas ele é capaz de se reproduzir e pode causar doenças.

O Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês) disse em nota, um dia após a negativa da agência brasileira, que os comentários da Anvisa sobre a vacina Sputnik V estavam “incorretos” e que a decisão de adiar a aprovação do imunizante poderia ter “motivação política”.

Em Serrana, vacinação em massa faz mortes por Covid caírem 95%

Estudo do Butantan mostra que pandemia pode ser controlada com a imunização de 75% da população

A verdadeira imunidade de rebanho passa pela vacinação em massa e não pela contaminação da população por Covid-19, como defende Jair Bolsonaro. É o que demonstra um estudo conduzido pelo Instituto Butantan na cidade de Serrana, no interior paulista. O estudo mostra que é possível controlar a pandemia se pelo menos 75% da população for vacinada com duas doses. Em dois meses de imunização com a CoronaVac, que durou até 11 de abril, as mortes por Covid-19 caíram 95%.

Mas há mais: as internações caíram 86% e os casos sintomáticos foram reduzidos em 80%. Os resultados preliminares foram divulgados pela TV Globo, no domingo (30). O número de novos casos passou de 699 infecções no mês de março para 251 em abril. No mesmo intervalo, as mortes caíram de 20 para seis óbitos. Ao todo, 27.160 habitantes foram imunizados com duas doses da CoronaVac, o que representa 95,7% do público alvo. Serrana tem cerca de 45 mil habitantes.

“Excelentes notícias para quem acredita na ciência e na vacina”, comemorou a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), pelo Twitter. “O Brasil anseia por vacinação em massa. Vacina no braço, comida no prato e como as ruas já bem disseram no sábado: fora, Bolsonaro”, escreveu a deputada. 

Em 2010, país foi exemplo mundial de vacinação

Enquanto isso, o Brasil patina na vacinação, com sucessivos cortes na oferta de vacinas anunciados pelo governo nos últimos meses. Atualmente, o país tem apenas pouco mais de 10% da população vacinada com duas doses de vacina contra a Covid-19. Um quadro bem diferente de quando o presidente Lula vacinou, em 2010, 88 milhões de brasileiros contra a H1N1 em três meses, transformando o Brasil em modelo mundial de vacinação.

“O efeito da vacinação começa a ser muito mais evidente a partir da segunda semana após a segunda dose. Quando a gente vacina metade dos adultos, diminui as hospitalizações”, explicou o diretor médico de pesquisa clínica do Butantan, Ricardo Palácios, mostrando porque é importante ampliar as imunizações.

Segundo o pesquisador, a vacinação de pelo menos 75% da população não é suficiente para encerrar a pandemia no país, mas deixá-la sob controle. “Nós não vamos erradicar o vírus, vamos controlar para que esteja em níveis que são manejáveis, para que não tenhamos tanta dor e sofrimento”, observou Palácios.

Da Redação, com informações de UOL e BBC