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:: ‘Brasil’

Alexandre Garcia: “Um alerta de perigo para a democracia brasileira” “Quando liberdades garantidas pela Constituição são feridas, a democracia é atingida”

 (crédito: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
(crédito: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)

O mês de abril entrou com um alerta de perigo para a democracia brasileira. Seis presidenciáveis assinaram um manifesto, que saiu nos jornais do dia 1º. Mandetta, Ciro, Doria, Leite, Amoedo e Huck. Não constam as assinaturas de Lula, Moro e Bolsonaro. O manifesto afirma que “a democracia brasileira é ameaçada”, uma constatação tardia: há tempo que estão presos, por crime de opinião, um jornalista e um deputado federal — no que o Brasil se assemelha à Venezuela. A ameaça torna-se mais consistente com o silêncio da mídia a respeito do jornalista e com a anuência do próprio Legislativo a que pertence o deputado.

O manifesto adverte sobre “submissão arbitrária do indivíduo ao Estado…respeito aos direitos individuais… excesso, abuso, intimidação”. Mas, ironicamente, os dois governadores que o subscrevem baixaram medidas que atingem direitos fundamentais do artigo 5º, cláusula pétrea da Constituição, como liberdade de locomoção, de trabalho, de reunião, de culto. A prisão do deputado infringiu a inviolabilidade do mandato prevista no art. 53 da Constituição e o asilo inviolável da casa, também do art. 5º. A censura e a prisão do jornalista feriram a liberdade de manifestação, da mesma cláusula pétrea, e as liberdades de expressão e informação, garantidas pelo art. 220.

Quando liberdades garantidas pela Constituição são feridas, a democracia é atingida. O manifesto constata que “não há liberdade sem justiça”. Aí vem a lembrança de que se anularam condenações por corrupção, resultado de julgamentos em três instâncias da Justiça. E ainda houve um julgamento por suspeição do juiz que presidiu na primeira instância os processos anulados — com base em provas obtidas por meios ilícitos —, o que é inadmissível, como está no pétreo art. 5º.

O manifesto registra que democracia é direito ao voto. Por três vezes, os legisladores criaram um comprovante que garantisse o voto digitado na urna eletrônica — por três vezes as leis foram derrubadas pela Justiça: projetos de Roberto Requião (MDB), Flávio Dino (PCdoB) e Brizola Neto (PDT) e Bolsonaro (PP). O PSDB, após derrota de Aécio, constatou que a urna eletrônica não comporta auditagem. Ora, a insegurança no direito do voto também é perigo para a democracia. O manifesto não “dá o nome aos bois” nem registra os atos que motivaram o alerta, mas alguns indícios mais evidentes estão na nossa cara. Perigo é a passividade, que rima, mas não se mistura com liberdade.

Pai de Yudi Tamashiro morre vítima de Covid-19: ‘Infelizmente meu pai se foi’

yudi

O pai de Yudi Tamashiro, 28, morreu nesta quarta-feira (31) por Covid-19. Nelson Tamashiro, de 56 anos, chegou a sofrer um infarto, no dia 15 de março, em decorrência de complicações do coronavírus e foi intubado na ocasião. Durante o tratamento ele ficou internado no Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, interior de São Paulo.

Pelo Twitter, o ex-apresentador fez um comunicado breve e emocionado sobre o falecimento do pai: “Infelizmente, meu pai se foi”, publicou Yudi.
Ainda nesta quarta-feira (31), Tania Maria, a mãe do ex-apresentador do Bom Dia & Cia, no SBT, fez um apelo sobre a doença. “Eu fiz questão de vir falar que eu venci a covid. Tenho que fazer um testemunho forte da minha vida, porque as pessoas estão vivendo esse momento de pandemia, de sofrimento e de dor. Só que elas não conseguem mensurar o que é a doença para cada ser humano. Cada um sente de uma forma”, disse.
“O meu filho já teve, passou mal e foi parar no hospital. A minha filha de vinte e quatro anos teve de maneira assintomática. Não sentiu nada. Mas, infelizmente, o meu marido, o meu Nelson, está na UTI até agora entubado. Vivendo só nas máquinas. Nele, deu de outra forma, deu uma parada cardíaca e uma parada nos rins”, explicou.
“Eu sou testemunha do que é a covid no corpo de uma pessoa. Eu passei doze dias no hospital vendo a morte de perto. É muito triste ter uma coisa andando dentro do seu organismo sem saber explicar o que é (…) Não tem fôlego para falar qual é a dor que sente. O maior de tudo é o pavor do desconhecido (…) Eu imploro a vocês: respeitem essa doença”, pediu.
Muito emocionada, Tania agradeceu o apoio que recebeu e pediu que os fãs continuem orando por Nelson, que morreu na noite do mesmo dia que o apelo foi feito.
“Agradeço muito pelas orações que vocês fizeram por mim e pela minha família. Mas, a minha trajetória ainda não acabou, preciso muito que vocês orem pelo meu marido, para que ele venha ficar comigo e com a minha família novamente.”
Em maio de 2020, a avó de Yudi morreu em decorrência de complicações da Covid-19. Um tio do apresentador também chegou a ficar internado por conta da doença e se recuperou.

Pesquisa CNM: falta de oxigênio pode atingir 625 Municípios e do “kit intubação” chega a 1.141

O risco de falta de oxigênio e dos medicamentos do “kit intubação” atinge pelo menos 625 e 1.141 Municípios do país, respectivamente. Os dados constam da segunda edição da pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) para compreender os desafios enfrentados pelos Entes locais no enfrentamento da pandemia da Covid-19. As perguntas foram aplicadas junto aos prefeitos entre os dias 29 e 31 de março.

Ao todo, participaram desta edição da pesquisa 2.553 Municípios, 45,9% do total. A CNM obteve respostas de Municípios de todas as Unidades da Federação. Dessa forma, os resultados apresentados podem se constituir em um bom cenário da situação vivenciada em todas as regiões do país. Para esta edição, foram escolhidos temas que estavam em evidência nesta semana: i. falta de oxigênio nas unidades de saúde; ii. insumos farmacológicos que compõem o “kit intubação”; iii. medidas de restrição que estão sendo adotadas nos Municípios e; iv recebimento de vacinas.

Sobre a distribuição de vacinas, quase a totalidade dos Municípios (98%) recebeu nesta semana vacinas contra a Covid-19, demonstrando que o imunizante está chegando aos Municípios. As remessas ocorreram duas vezes para 68,4% dos Municípios e 24,4% receberam uma vez nesta semana.

Fechamento de atividades não essenciais chega a 37,1%

Os resultados desta semana indicam que 37,1% dos Municípios pesquisados estão realizando lockdown, considerado na pesquisa como o fechamento total das atividades não essenciais, para conter a propagação da Covid-19. Já 61,9% afirmaram que não tomaram essa atitude nesta semana. No entanto, quando perguntados sobre a restrição da circulação de pessoas à noite, o percentual de Municípios que adotou essa medida sobe para 82,2%, e somente 17,5% declararam não adotar.

A pesquisa também mostra que 88% dos Municípios estão adotando restrições das atividades aos finais de semana, e somente 11,8% não. A medida de antecipação de feriados nesta semana foi adotada por 15,3% dos Municípios pesquisados. Quanto às aulas presenciais, 89,4% dos Municípios estão com elas paralisadas, e somente em 9,9% ainda estão ocorrendo nesta semana.

Comparativo

A partir desta edição, a CNM também avaliou as respostas das questões que se repetiram no mesmo grupo de Municípios respondentes a fim de obter uma análise comparativa da evolução destas questões ao longo das semanas. Pôde-se observar que o percentual de Municípios com medidas de restrição se manteve nos mesmos patamares nos dois períodos pesquisados.

Além disso, o percentual de Municípios com risco para falta de oxigênio e dos medicamentos do “kit intubação” teve queda pouco expressiva, apontando que o problema continua sendo uma grande preocupação dos Entes locais.

Observatório CNM Covid-19

A pesquisa é uma das ações do Observatório da Covid-19 nos Municípios do Brasil, lançado pela CNM na semana passada com o objetivo de trazer orientações e conhecer o panorama local no enfrentamento da pandemia. A página traz informes diários com as informações mais importantes aos Municípios, além de materiais técnicos para apoiar os gestores neste momento.

Veja a pesquisa completa AQUI

Brasil registra quase 4 mil mortes por Covid no dia e fecha pior mês da pandemia com 66,8 mil óbitos


O Brasil voltou a ter seu pior dia da pandemia, com o recorde de 3.950 mortes por Covid registradas nas últimas 24 horas, totalizando nesta quarta-feira (31) 321.886 óbitos. Com isso, o mês de março se encerra com o montante de 66.868 óbitos. Isso é mais do que o dobro das mortes anotadas em julho de 2020, o segundo pior mês da pandemia –quando registramos 32.912 vítimas da doença. Veja abaixo:

Pior mês da pandemia no Brasil, março teve mais do que o dobro de mortes de julho de 2020, o segundo pior mês — Foto: Editoria de Arte/G1

Pior mês da pandemia no Brasil, março teve mais do que o dobro de mortes de julho de 2020, o segundo pior mês — Foto: Editoria de Arte/G1

A média móvel de mortes no país nos últimos 7 dias chegou a 2.971, pior marca no índice pelo 6º dia consecutivo. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +42%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença. A média indica que o Brasil anotou pela 1ª vez mais de 20 mil óbitos em uma semana.

É o que mostra novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h de quarta.

Já são 70 dias seguidos com a média móvel de mortes acima da marca de mil; o país completa agora 15 dias com essa média acima dos 2 mil mortos por dia; e já é o quinto dia com a média acima da marca de 2,5 mil, aproximando-se agora da média de 3 mil vidas perdidas por dia.

Veja a sequência da última semana na média móvel:

Evolução da média móvel de mortes na última semana. Com 6º recorde seguido, número se aproxima de 3 mil mortes por dia — Foto: Editoria de Arte/G1

Evolução da média móvel de mortes na última semana. Com 6º recorde seguido, número se aproxima de 3 mil mortes por dia — Foto: Editoria de Arte/G1

  • Quinta (25): 2.276
  • Sexta (26): 2.400 (recorde)
  • Sábado (27): 2.548 (recorde)
  • Domingo (28): 2.598 (recorde)
  • Segunda (29): 2.655 (recorde)
  • Terça (30): 2.728 (recorde)
  • Quarta (31): 2.971 (recorde)

 

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 12.753.258 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 89.200 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 75.154. Isso representa uma variação de +5% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos.

Dezesseis estados e o Distrito Federal estão com alta nas mortes: ES, MG, RJ, SP, DF, GO, MS, MT, AP, TO, AL, CE, MA, PB, PE, PI e RN.

O consórcio também levantou que onze estados estão em seu pior momento da pandemia até aqui, colocando como parâmetro a evolução da média móvel de mortes de cada um deles: DF, ES, GO, MA, MT, MS, MG, PB, PI, SC e SP.

Brasil, 31 de março

  • Total de mortes: 321.886
  • Registro de mortes em 24 horas: 3.950
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.971 (variação em 14 dias: +42%)
  • Total de casos confirmados: 12.753.258
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 89.200
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 75.154 por dia (variação em 14 dias: +5%)

Estados

  • Subindo (16 estados e o Distrito Federal): ES, MG, RJ, SP, DF, GO, MS, MT, AP, TO, AL, CE, MA, PB, PE, PI e RN
  • Em estabilidade (8 estados): PR, RS, SC, PA, RO, RR, BA e SE
  • Em queda (2 estados): AC e AM

 

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Vacinação

Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quarta-feira (31) aponta que 17.620.872 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 8,32% da população brasileira.

A segunda dose já foi aplicada em 5.091.611 pessoas (2,40% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

No total, 22.712.483 doses foram aplicadas em todo o país.

Ministério da Defesa anuncia saída dos comandantes das três Forças Armadas

Comandantes da Aeronáutica, Antônio Carlos Moretti Bermudez; do Exército, Edson Pujol; e da Marinha, Ilques Barbosa — Foto: Acervo TV GLOBO

Comandantes da Aeronáutica, Antônio Carlos Moretti Bermudez; do Exército, Edson Pujol; e da Marinha, Ilques Barbosa — Foto: Acervo TV GLOBO

O Ministério da Defesa anunciou nesta terça-feira (30) a saída dos comandantes das três Forças Armadas: Edson Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Moretti Bermudez (Aeronáutica).

Na nota, o ministério não informou o motivo da saída dos três nem anunciou os substitutos (leia a íntegra ao final desta reportagem).

O anúncio acontece um dia após Fernando Azevedo e Silva ter deixado o cargo de ministro da Defesa. Para o lugar dele, foi anunciado o general da reserva Walter Souza Braga Netto, que até então comandava a Casa Civil.

Mais cedo, nesta terça, Pujol, Barbosa e Bermudez se reuniram com Braga Netto, em Brasília. O colunista do G1 e da GloboNews Gerson Camarotti já havia informado que os três haviam decidido colocar os cargos à disposição.

Esta é a primeira vez desde 1985 que os comandantes das três Forças Armadas deixam o cargo ao mesmo tempo sem ser em período de troca de governo.

Chefes das três Forças Armadas discutem a mudança no Ministério da Defesa

Influência nos quartéis

Segundo o Blog do Camarotti, a saída de Fernando Azevedo e Silva, nesta segunda (29), foi recebida com preocupação por integrantes da ativa e da reserva das Forças Armadas e como algo além de uma troca para acomodação de espaços no primeiro escalão do governo.

Ao colunista, um general da reserva enxergou o movimento como um sinal de que o presidente Jair Bolsonaro deseja ter maior influência política nos quartéis.

Em novembro do ano passado, o comandante do Exército, Edson Pujol, afirmou que os militares não querem “fazer parte da política, muito menos deixar a política entrar nos quartéis”.

Na ocasião, o vice-presidente Hamilton Morão, também general quatro estrelas da reserva, reforçou a posição de Pujol.

MAIS esperança na luta contra o covid Anvisa concede certificados às farmacêuticas da Janssem e Sputnik V

[Anvisa concede certificados às farmacêuticas da Janssem e Sputnik V]

Duas empresas que produzem vacinas contra covid-19, a Janssen-Cilag Farmacêutica e a Inovat Indústria Farmacêutica/União Química, responsável pela produção da Sputnik V obtiveram certificação de boas práticas de fabricação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta terça-feira (30). A certificação é o documento necessário para obtenção do registro de medicamentos biológicos. Ela garante que as empresas cumprem com as boas práticas necessárias para assegurar a qualidade, eficácia e segurança dos medicamentos.

No caso da Janssem, a gerência geral de inspeção e fiscalização sanitária da agência concluiu a análise das informações enviadas para as três novas empresas incluídas em sua cadeia global de fabricação. Essas empresas participam das etapas do insumo farmacêutico ativo biológico, bem como da formulação e envase da vacina desenvolvida pela Janssen-Cilag. “ A Anvisa finalizou as análises de todas as fábricas citadas no pedido de autorização para uso emergencial protocolado em 24/03/2021. Todas as empresas envolvidas estão devidamente certificadas”, ressaltou a agência em nota.

O processo de certificação da empresa Inovat Indústria Farmacêutica, do grupo União Química, localizada em Guarulhos, ocorreu para a verificação da condições técnico operacionais da empresa, no período de 8 a 12 de março de 2021, devido às modificações na área fabril efetuadas para adequar o processo de fabricação da Vacina Sputnik V. A Inovat é a fábrica indicada pela União Química para realizar as operações de formulação, esterilização e envase da vacina (processo asséptico), com o insumo farmacêutico ativo que deve ser fabricado nas instalações da Bthek, em Brasília (DF).

Segundo a Anvisa, no caso da Bthek, a União Química permanece em processo para a transferência tecnológica e instalação dos equipamentos necessários para a fabricação do insumo da vacina e ainda não requisitou a inspeção para início das atividades. “A inspeção será realizada assim que a fábrica informar que concluiu a transferência de tecnologia e qualificação das instalações”, ressaltou a agência.

Certificado negado

Nesta terça-feira (30) a Anvisa informou que negou a certificação da fábrica da empresa – Bharat Biotech International, responsável pela fabricação do Insumo Farmacêutico Ativo Biológico, da Vacina Covaxin e pela formulação e envase da vacina. A inspeção nas instalações da fábrica da empresa localizada na Índia, foi feita entre os dias 1 e 5 de março de 2021.

“A empresa poderá finalizar todos os estudos, validações e processos a propostos em seu plano de ação para posteriormente requisitar à Anvisa uma nova certificação. Neste momento, deverão ser apresentados os estudos e alterações propostas concluídos e efetivados na rotina fabril, o que permitiria a avaliação da Anvisa e, mediante resultados satisfatórios, a concessão da certificação da empresa”, explicou a agência.

Brasil registra novo recorde na média móvel com 2.548 mortes diárias por Covid País contabilizou 12.489.232 casos e 310.694 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Média móvel de casos também registrou recorde de 77.128 novos diagnósticos por dia.

O Brasil registrou 3.368 mortes por Covid nas últimas 24 horas e totalizou neste sábado (27) 310.694 óbitos. Com isso, a média móvel de mortes no país nos últimos 7 dias chegou a 2.548, um novo recorde desde o início da pandemia. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +39%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.

É o que mostra novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h de sábado.

Já são 66 dias seguidos com a média móvel de mortes acima da marca de mil; pelo vigésimo dia a marca aparece acima de 1,5 mil; e o país completa agora 11 dias com essa média acima dos 2 mil mortos por dia.

Veja a sequência da última semana na média móvel:

  • Domingo (21): 2.255 (recorde)
  • Segunda (22): 2.298 (recorde)
  • Terça (23): 2.349 (recorde)
  • Quarta (24): 2.279
  • Quinta (25): 2.276
  • Sexta (26): 2.400 (recorde)
  • Sábado (27): 2.548 (recorde)

 

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 12.489.232 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 81.909 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 77.128 novos diagnósticos por dia, um novo recorde desde o início da pandemia. Isso representa uma variação de +16% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de aumento nos diagnósticos.

Vinte estados e o Distrito Federal estão com alta nas mortes: CE, MS, SP, PB, RS, BA, GO, MG, RN, TO, AP, ES, PE, RJ, SC, PI, PR, AL, SE, MT.

Brasil, 27 de março

  • Total de mortes: 310.694
  • Registro de mortes em 24 horas: 3.368
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.548 (variação em 14 dias: +39%)
  • Total de casos confirmados: 12.489.232
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 81.909
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 77.128 por dia (variação em 14 dias: +16%)

Estados

  • Subindo (20 estados e o Distrito Federal): CE, MS, SP, PB, RS, BA, GO, MG, RN, TO, AP, ES, PE, RJ, SC, PI, PR, AL, SE, MT
  • Em estabilidade (4 estados): MA, RO, PA, AC
  • Em queda (2 estados): AM e RR

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Vacinação

Balanço da vacinação contra Covid-19 deste sábado (26) aponta que 15.248.847 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 7,20% da população brasileira.

A segunda dose já foi aplicada em 4.678.451pessoas (2,21% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

No total, 19.933.528 doses foram aplicadas em todo o país.

APÓS ‘LOCKDOWN TOTAL’, ARARAQUARA NÃO REGISTRA MORTES PELA COVID NO DIA EM QUE O ESTADO BATE RECORDE

DO ESTADÃO – A cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, não registrou nenhum óbito pelo coronavírus nas últimas 24 horas. A marca é expressiva por ocorrer justamente no dia que o Estado teve recorde de óbitos por covid-19. O município está em “lockdown total”, com forte restrição de circulação e funcionamento do comércio, desde 21 de fevereiro, quando identificou a transmissão local da variante P.1, descoberta inicialmente em Manaus. O prefeito Edinho Silva (PT) comentou nesta sexta-feira, 26, a situação do município, ao ser convidado para a coletiva de imprensa do Governo do Estado.

“Depois de ter um índice de contaminação de 53% das amostras remetidas aos laboratórios, ontem nós tivemos 7% de positivação”, afirmou Silva, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. À época em que foi decretado o “lockdown total”, o município se encontrava com todos os leitos de UTI ocupados e chegou a registrar 253 casos em um só dia, em 25 de fevereiro.

O movimento de “lockdown total” no município foi seguido pelas cidades da região. “Nós tomamos todas as medidas que devíamos tomar. O isolamento social é uma medida dura e só é tomada quando não há outro instrumento. Araraquara fez aquilo que a ciência diz que se deve fazer”, defendeu Silva.

Ainda de acordo com ele, 50% dos pacientes internados hoje em Araraquara são de outros municípios. “Nós, graças à ampliação de leitos, com apoio do governo de São Paulo, já estamos ajudando as cidades da região.” 

Os dados de Araraquara destoam do restante do Estado, que nesta sexta voltou a bater seu próprio recorde de mortes pela covid, com 1.193 vítimas fatais da doença. Ao todo, já foram registrados 70.696 óbitos pelo coronavírus em São Paulo.

URGENTE-Com 3.650 mortes em 24h, Brasil tem novo recorde de óbitos por Covid-19,

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou, no início da noite desta sexta-feira (26), o novo recorde nacional de mortes por Covid-19 no período equivalente a um dia. Segundo a organização, foram 3.650 óbitos em decorrência da doença nas últimas 24 horas.
O país também registrou 84.245 novas contaminações pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas. Com isso, são 12.404.414 casos confirmados da Covid-19 e 307.112 mortes em decorrência da doença desde a chegada da pandemia no Brasil.
Os números reais podem ser ainda maiores, visto que, por problemas técnicos, não foram contabilizados os dados do Ceará nesta

URGENTE mais um recorde de mortes no BRASIL 3.650 -24h, por Covid-19,

 Divulgacao

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou, no início da noite desta sexta-feira (26), o novo recorde nacional de mortes por Covid-19 no período equivalente a um dia. Segundo a organização, foram 3.650 óbitos em decorrência da doença nas últimas 24 horas.
O país também registrou 84.245 novas contaminações pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas. Com isso, são 12.404.414 casos confirmados da Covid-19 e 307.112 mortes em decorrência da doença desde a chegada da pandemia no Brasil.
Os números reais podem ser ainda maiores, visto que, por problemas técnicos, não foram contabilizados os dados do Ceará nesta