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Talvez Bolsonaro sofra processo de impeachment se vacina demorar, diz Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avaliou ser possível que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sofra um processo de impeachment caso a vacinação contra a covid-19 demore a começar. Maia negou, porém, que vá encaminhar a abertura do processo, uma vez que sua gestão está próxima do fim.
“A questão da vacina está começando a transbordar [na Câmara] uma pressão que a sociedade poucas vezes fez nos últimos anos”, disse o deputado em entrevista ao site Metrópoles, a ser publicada na íntegra amanhã. “Talvez ele [Bolsonaro] sofra um processo de impeachment muito duro se não se organizar rapidamente. Porque o processo de impeachment, você sabe, é o resultado da pressão da sociedade.”
Estamos em recesso, [encaminhar o processo de impeachment] não vai ajudar agora. Vou apenas criar desorganização em um momento em que se está elegendo um novo presidente [da Câmara]. Acho que esse papel cabe ao novo presidente.
Maia, sobre abrir um processo de impeachment contra Bolsonaro
A eleição para a presidência da Câmara e do Senado acontece no próximo dia 1º de fevereiro. Disputam a vaga os deputados Arthur Lira (Progressistas-AL), apoiado por Bolsonaro, e Baleia Rossi (MDB-SP), candidato de Maia e endossado por 11 partidos, ao todo.
Mais cedo, após reunião com a parte catarinense da bancada do MDB, Baleia Rossi disse que um eventual novo pedido de impeachment de Bolsonaro será tratado “com muita clareza e objetividade” e dentro do que manda a Constituição.
A declaração veio logo após uma cobrança da cúpula do PT, que questionou declarações do deputado sobre o assunto. Ontem, a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), revelou que um dos itens do acordo para que Baleia Rossi tivesse o apoio do partido na eleição é “analisar denúncias de crimes do presidente da República”.
O emedebista diz que sua candidatura à presidência quer garantir uma Câmara que respeite as diferentes opiniões.
“A minha candidatura não é de oposição, mas sim uma candidatura que defende a independência da Câmara federal. A sociedade espera mais liberdades. Nós respeitamos as instituições e respeitamos a ciência”, disse Baleia Rossi.
Correligionários do partido ouvidos pelo Estadão disseram que o discurso “apaziguador”, longe de polêmicas, pode favorecer Baleia Rossi. O maior desafio será conseguir o consenso entre outros 10 partidos que o apoiam na disputa: DEM, PT, PSL, PSB, PDT, PCdoB, PSDB, PV, Cidadania e Rede. Se fosse garantida a fidelidade dos parlamentares aos partidos, ele teria 281 dos 256 votos necessários para a vitória.
Covid-19: Brasil chega a 8,13 milhões de casos e tem 203,5 mil mortes 11 de Janeiro de 2021
Até o momento, 203.580 pessoas já perderam a vida por causa da pandemia do novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram registradas 480 mortes em decorrência da doença. Ontem (10), o painel do Ministério da Saúde trazia 203.100 óbitos. Ainda há 2.633 falecimentos em investigação por equipes de saúde.
O número de casos desde o início da pandemia totalizou 8.131.612. Entre ontem e hoje, as autoridades de saúde registraram mais 25.822 diagnósticos positivos. Ontem, o número de pessoas infectadas desde que a pandemia começou subiu para 8.105.790.
Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite desta segunda-feira (11). O balanço é feito a partir de informações sobre casos e mortes coletadas e enviadas pelas secretarias estaduais de Saúde.
Há 720.549 pessoas com casos ativos em acompanhamento por profissionais de saúde e 7.207.483 pessoas recuperadas da doença.
Em geral, os registros de casos e mortes são menores aos domingos e nas segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação de dados pelas secretarias de Saúde aos fins de semana. Já às terças-feiras os totais tendem a ser maiores pelo acúmulo das informações de fim de semana que são enviadas ao Ministério da Saúde.
Estados
Na lista de estados com mais mortes, o topo é ocupado por São Paulo (48.379), seguido por Rio de Janeiro (26.771), Minas Gerais (12.736), Ceará (10.160) e Pernambuco (9.851).
As unidades federativas com menos óbitos são Roraima (793), Acre (826), Amapá (976), Tocantins (1.274) e Rondônia (1.926).
Maia chama Bolsonaro de “covarde” ao compartilhar matéria sobre culpa de Pazuello por atraso da vacina
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), chamou o presidente Jair Bolsonaro de “covarde”, ao compartilhar uma matéria da Veja que diz que ele culpa o ministro da Saúde Eduardo Pazuello pela perda de popularidade do seu governo e demora no início da vacinação.
De acordo com a matéria, Bolsonaro teria dito em reunião ministerial que aconteceu na sexta-feira (8) que a Covid-19 “baqueou Pazuello e que ele não dá mais conta de nada”.
No mesmo dia, Bolsonaro criticou Rodrigo Maia (DEM) pelo apoio do PT à candidatura de Baleia Rossi à presidência da Câmara, dizendo que o democrata já atribuiu ao partido o título de “maior desgraça do mundo”. Segundo o presidente da República, há mais semelhanças do que diferenças entre Maia e o PT.
“O Rodrigo Maia, quando votou pela cassação da Dilma, deu um voto criticando o PT, (dizendo) que perseguiu o pai dele quando era prefeito no Rio. Deu um voto firme, objetivo, apontando que o PT era a maior desgraça do mundo. Hoje, está junto com o PT nas eleições da presidência da Câmara. Pelo poder, água e óleo se misturam. Se bem que ali acho que não é água e óleo, não, são duas coisas muito parecidas — disse Bolsonaro em conversa com apoiadores às portas do Palácio do Planalto.
Maia retrucou e disse que o bloco que reúne partidos de diferentes espectros está unido para combater o autoritarismo, o fascismo e a incompetência” e que “são muito naturais as críticas e o incômodo de Bolsonaro à nossa união”.
Xuxa faz duras críticas a Bolsonaro e àqueles que inventam mentiras sobre vacinação
Xuxa, 57, está entre as celebridades que buscam conscientizar a população sobre a importância de se imunizar contra o coronavírus, quando a vacina for autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil. “O assunto é sério! Nunca imaginei que esse desgoverno pudesse desestimular o povo a se vacinar. Não sei onde essas pessoas estão com a cabeça! Estamos em uma pandemia”!
A apresentadora usou sua coluna na revista Vogue neste sábado (9), para fazer um longo desabafo sobre o assunto. No relato ela conta que a mãe dela, Alda Meneghel (1937-2018), não vacinou nenhum dos cinco filhos. “Vou contar uma coisa que poucas pessoas sabem: minha mãe nunca vacinou nenhum dos cinco filhos”.
Em seguida, Xuxa explicou o que levou Alda a tal atitude. “Ela nos teve muito nova, com 16 anos, e como nunca foi vacinada, perguntou ao médico no sul o que era e para que servia. Ele explicou que iria colocar o vírus no nosso corpo para criarmos anticorpos e assim ganharmos a luta contra a doença. Minha mãe pegou minha irmã no colo e disse: ‘nem pensar'”.
A Rainha dos Baixinhos contou ter se vacinado pela primeira vez ao fazer uma viagem à África, quando já era mãe de Sasha, 22. “Digo que me bateu muito medo, mesmo tendo dado todas as vacinas na Sasha. Hoje me vejo contando os dias para essa vacina sair. Já pensei em ir para São Paulo com o Ju [Junno Andrade] e tomar lá, já pensei tanta coisa, menos em não ser vacinada”, desabafou, criticando em seguida a atitude daqueles que inventam mentiras sobre a imunização.
“Ouvi tanta gente ignorante falando que ela daria doenças, teria um chip… Mas o pior é saber que tem pessoas que estão na dúvida se vacinam ou não porque ela é da China ou da Inglaterra…”. Xuxa definiu a atual situação trazida pelo coronavírus como um filme de terror e se mostrou perplexa com quem insiste em fazer reuniões em meio a pandemia. “Vejo alguns bares cheios e me pergunto onde esse povo vive? Como podem fazer isso? Milhares de pessoas já morreram no mundo e no nosso país não é diferente”, pontuou.
A apresentadora mostrou, então, sua revolta com as atitudes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no que concerne aos cuidados e planejamento no combate ao coronavírus. “Nosso presidente ri de tudo: do ozônio, tira sarro com o uso de máscaras, chama a pandemia de “gripezinha”, diz que todos um dia vão morrer, não é mesmo”, questionou.
Ela mencionou ainda o fato de Bolsonaro estar mais focado em armar a população e proteger os filhos de denúncias de corrupção em vez de se preocupar com questões que importam realmente, como o desmatamento da Amazônia, hospitais sem leito e as condições precárias em que vivem milhares de brasileiros.
“A família que não pode ser ‘tocada’, tudo para proteção de seus filhos. Se não há nada a temer porque não deixam revirarem tudo? Por que não cooperam com a PF [Polícia Federal do Brasil]? Pelo contrário, trocam todas as pessoas que são contra seus pensamentos”, pontuou a apresentadora, reprovando de maneira contundente as diretrizes do Governo Federal e também aqueles que o apoiam.
“O nosso desgoverno virou piada e chacota no mundo todo, é vergonhoso ver o mundo rir do nosso país. Tem muita gente ainda que diz que o ama e, pasmem, o chamam de ‘mito’, riem das nossas leis… Se falam mal do STF [Supremo Tribunal Federal]… Ou melhor, estão do lado do desgoverno, estão protegidos e nada acontece: não são presos, não pagam pelos seus erros ou crimes… Isso tudo está na cara das pessoas, mas elas não querem ver, não conseguem enxergar, parece que estamos vivendo realmente um filme de terror”, disse Xuxa, emendando que a guerra política que acontece no país enquanto tantas pessoas morrem, na opinião dela, é vergonhosa.
“Quem é contra pode levar uma bala, pode ser agredido verbalmente com carros de som ou nas mídias, quem é contra é perseguido. Você pode ser caçado e crucificado por ignorantes vestidos com uma bandeira do Brasil e eu como muitos brasileiros que pagam impostos (faço isso desde os meus 16 anos) quero vacina para todos”, bradou Xuxa, que terminou seu relato exigindo respeito por suas opiniões e posturas.
“É inadmissível ouvir que todos vão morrer um dia, tentando justificar o injustificável. Já perdi muitas pessoas perto de mim e não aceito que outras se vão por causa de uma política podre e vergonhosa. Há muito tempo eu fiz uma campanha que dizia: ‘Gotinha, gotinha e tchau tchau paralisia infantil” e hoje eu digo: ‘vacina, vacina e tchau, tchau aos mitos'”, finalizou Xuxa.
Fiocruz pede à Anvisa liberação para uso emergencial da vacina de Oxford Pedido é para o uso de 2 milhões de doses de vacinas que devem ser importadas do laboratório Serum, sediado na Índia. Agência já iniciou a triagem dos documentos presentes na solicitação
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) enviou nesta sexta-feira (8) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, de 2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca. O imunizante é a principal aposta do Brasil para começar a vacinar a população.
Com isso, já são dois pedidos protocolados nesta sexta-feira: mais cedo, o Instituto Butantan entrou com o pedido para uso emergencial da CoronaVac.
A Anvisa informou que já iniciou a triagem dos documentos presentes na solicitação e na proposta de uso emergencial que o laboratório pretende fazer. A meta da Anvisa é fazer a análise do uso emergencial em até 10 dias, descontando eventual tempo que o processo possa ficar pendente de informações, a serem apresentadas pelo laboratório.
O pedido da Fiocruz é para o uso de 2 milhões de doses de vacinas que devem ser importadas do laboratório Serum, sediado na Índia. O laboratório é um dos fabricantes da vacina da AstraZeneca.
A Fiocruz deseja distribuir, ainda em janeiro, estas doses prontas, vindas de fábrica indiana. O produto foi comprado por R$ 59,4 milhões no momento em que o governo federal é pressionado para antecipar o calendário de vacinação no Brasil. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, aponta o dia 20 deste mês como data mais otimista para começar a aplicar as doses no país.
O governo investiu cerca de R$ 2 bilhões para a compra de doses e transferência de tecnologia para a Fiocruz. No plano nacional de imunização, o governo prevê aplicar doses desta vacina em cerca de 50 milhões de brasileiros de grupos prioritários ainda no primeiro semestre.
A imunização com esta vacina exige a aplicação de duas doses. O governo considera que uma vantagem da vacina de Oxford/AstraZeneca é a facilidade de armazenamento, que exige temperaturas de 2 a 8 graus. Trata-se do intervalo já utilizado na rede de frios do SUS.
As primeiras 24 horas serão utilizadas para fazer uma triagem do processo e checar se os documentos necessários estão disponíveis. Se houver informação importante faltando, a Anvisa pode solicitar as informações adicionais ao laboratório. O prazo de 10 dias não considera o tempo do processo em status de exigência técnica.
Para fazer sua avaliação, a Anvisa vai utilizar as informações apresentadas junto com o pedido e também as informações já analisadas pela Anvisa por meio da chamada “Submissão Contínua”. A análise do pedido de uso emergencial é feita por uma equipe multidisciplinar, envolve especialista das áreas de registro, monitoramento e inspeção.
Brasil chega a 200 mil mortes por Covid-19 sem vacina e sob risco de repetir piores momentos da pandemia No 2º semestre do ano passado, o país chegou a registrar queda na média móvel das mortes pela doença. Cidades e estados flexibilizaram restrições à circulação, e hospitais de campanha foram desmontados. Mas no final do ano os números voltaram aos patamares de setembro e preocupam especialistas.
Em um momento crítico da pandemia e ainda sem vacinação, o Brasil passou a marca de 200 mil mortes por Covid-19 nesta quinta-feira (7), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde e divulgado em um boletim extra. O total de óbitos registrados é de 200.011, com 7.921.803 casos confirmados.
Cemitérios de Manaus em diferentes momentos de alta nas mortes por Covid-19 — Foto: Edmar Barros_AFP; Bruno Kelly/Reuters
A primeira morte pela doença no país aconteceu em fevereiro do ano passado. Nos meses seguintes, o número de óbitos subiu gradativamente, até que em junho foi atingido um estágio de platô com cerca de 1 mil mortes diárias.
Em 8 de agosto, 100 mil vidas haviam sido perdidas na pandemia. Mas em meados daquele mês, começou a ser observada uma tendência de queda nos números da tragédia. Cidades e estados flexibilizaram restrições à circulação, e muitos hospitais de campanha foram desmontados.
Em novembro, as mortes voltaram a aumentar – e, no início deste ano, o Amazonas voltou a reviver momentos difíceis da pandemia, com hospitais e cemitérios lotados. Nos últimos dias, Manaus atingiu recorde de novas internações, que superaram números registrados em abril e maio, quando houve colapsos no sistemas público de saúde e no funerário.
Nesta quarta-feira (6), Manaus registrou 110 enterros nos cemitérios, número que se aproxima do recorde registrado em 26 de abril do ano passado, quando houve 140 sepultamentos.
Em Belém, também há temor de novo caos na saúde: quase 100% dos leitos de UTI já estão ocupados.
Na Grande São Paulo e no Rio de Janeiro, prefeituras fazem contratações emergenciais de leitos de UTI em hospitais particulares.
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Casal de Sorocaba morreu por Covid-19 — Foto: Arquivo pessoal
A pandemia devastou famílias como a do médico Aristides Camargo, de 79 anos, e da ex-professora Maria Inês Santos Camargo, de 67. O casal de Sorocaba (SP) morreu com três dias de diferença depois de sentir, às vésperas do Natal, os primeiros sintomas de Covid-19.
“A pandemia foi a época em que eles viveram mais juntos, muito juntos, um para o outro. Ele sempre trabalhou muito, e ela chegou a comentar comigo que estava curtindo muito ficar com ele direto”, disse Ana Laura Camargo Marques, filha do casal.
À espera da vacinação
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Mapa mostra países que começaram a vacinação contra Covid-19 — Foto: Arte/GloboNews
Mais de 40 países já começaram a aplicar vacinas contra a Covid-19. O Reino Unido foi o primeiro a usar a vacina da Pfizer/BioNTech, seguido de Estados Unidos, Canadá, Arábia Saudita de Israel, além dos 27 países da União Europeia.
Os EUA também começaram a aplicar a vacina da Moderna. Outros países deram início a campanhas com a Sputnik V e as vacinas da Sinovac e da Sinopharm. Em todo o mundo, mais de 15 milhões de doses já foram aplicadas.
Entre os países com maior percentual da população vacinada, estão Israel, com 15%, e Emirados Árabes Unidos, com quase 8%.
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CoronaVac, vacina que está em desenvolvimento pelo Instituto Butantan — Foto: JN
No Brasil, o Instituto Butantan pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para uso emergencial da CoronaVac, a vacina produzida em parceria com o laboratório Sinovac. Mesmo sem ter recebido o aval, o governo de São Paulo prometeu começar a imunização a partir de 25 de janeiro. A taxa de eficácia da vacina foi divulgada nesta quinta: 78%, sendo 100% para casos moderados e graves.
O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta contrato para compra de 100 milhões de doses de vacina do Instituto Butantan. Toda a produção do instituto será incorporada ao Plano Nacional de Imunização, para distribuição em todo o país.
Apesar da pressão de prefeitos e governadores, o Ministério da Saúde ainda não apresentou cronograma para vacinação no Brasil.
“Cobramos uma data e não nos foi fornecida. Quando chegam os insumos? Quando começa a vacinação? O secretário disse que iria levar nossa demanda ao ministro Pazuello”, disse governador do Piauí, Wellington Dias, após reunião com o secretário de vigilância do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, nesta terça-feira (5).
Em janeiro, devem chegar ao Brasil 2 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford produzidas na Índia. Esse imunizante foi testado em voluntários brasileiros e deve ser produzido pela Fiocruz. A importação, por R$ 59,4 milhões, foi autorizada pela Anvisa, mas ainda não há liberação para uso pela população. Quando começar a imunização, os primeiros a tomar as doses devem ser os profissionais de saúde.

Coronavírus: perguntas mais comuns sobre as vacinas contra Covid-19
Na semana passada, fracassou uma licitação do Ministério da Saúde para compra de seringas e agulhas para vacinação. O pregão previa a aquisição de 331 milhões de seringas, mas as empresas que participaram garantiram entrega de apenas 7,9 milhões. Elas reclamaram que o edital encomendava seringas e agulhas como um só produto e que os preços estavam abaixo dos praticados.
Nesta quarta, o presidente Jair Bolsonaro acusou fabricantes de terem aumentado os preços, motivo pelo qual o governo federal suspendeu a compra do material. O epidemiologista Paulo Lotufo, em entrevista à GloboNews na manhã desta quarta, reforçou que, se a compra tivesse sido feita com antecedência, o governo pagaria mais barato.
Em meio ao aumento de casos e mortes, nesta semana o Instituto Adolfo Lutz, referência em São Paulo, confirmou dois casos de uma nova variante do coronavírus no Brasil. Ela surgiu no Reino Unido, onde já representa mais de 50% dos novos casos diagnosticados, de acordo com a OMS.
Por enquanto, não há comprovação de que o vírus esteja mais forte ou cause uma versão mais grave da Covid-19. Mas um estudo médico divulgado no final de dezembro aponta que a nova versão é entre 50% a 74% mais contagiosa.
Segundo a OMS, ainda não há informação suficiente para determinar se a nova variante afetará a eficácia das vacinas – a entidade afirma que as pesquisas estão em andamento.
Famílias afetadas: ‘A gente não se conforma’
George Luis de Camargo, de 39 anos, uma das vítimas da Covid-19, era casado e tinha dois filhos: um adolescente de 15 anos e uma bebê de quatro meses. Trabalhava como socorrista no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Sorocaba (SP).
“Estamos totalmente despedaçados”, disse Kátia Camargo, irmã de George. Ela também perdeu a mãe para mesma doença.
A mãe, Dosilia Rosa de Camargo, havia morrido no início de dezembro. “Logo depois que minha mãe faleceu, meus irmãos começaram a ter sintomas. O André foi entubado no Hospital Samaritano no dia 19 de dezembro. O George foi internado no Hospital Evangélico, mas não resistiu”, conta Kátia.
André recebeu alta no mesmo dia em que o irmão morreu.
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George Luis de Camargo com a mãe em Sorocaba (SP) — Foto: Facebook/Reprodução
Ex-policial, pai de quatro filhos e avô de quatro netos, José Barros perdeu tinha 70 anos quando morreu de Covid-19 na madrugada do dia 2 de janeiro, em Macapá. Presidente do Ypiranga Clube, seu time do coração e atual campeão amapaense de futebol, José vivia a expectativa de ver a equipe disputar a Copa do Brasil depois de dois anos.
“Dos meus 39 anos, vivi todos colados no meu pai. Para onde ele ia, tudo a gente ia fazer juntos. Éramos unha e carne. Falo sobre ele naturalmente, porque a ficha ainda não caiu. Acho que ele ainda está no hospital, internado e que ele vai aparecer em casa”, contou o filho dele, Junior Barros.
A última lembrança ao lado do pai, ficou eternizada numa foto marcante, mas dolorida para Júnior. Na imagem, registrada antes do enterro, o filho aparece ao lado do caixão e vestindo uma camisa do Ypiranga com o nome de Barros às costas.
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Junior Barros veste uma camisa do time do coração do pai, Ypiranga, na despedida. José Barros, presidente do Ypiranga Clube, morreu de Covid-19 em Macapá em janeiro deste ano — Foto: Arquivo pessoal
Com 200 mil óbitos e casos frequentes de aglomerações, quem perdeu parentes para a Covid-19 se choca com imagens de festas e desrespeito a regras, como uso de máscaras.
“É irresponsabilidade, atitude desumana. É egoísmo dessas pessoas que só estão pensando em si”, diz Francisco Ducivaldo Azevedo. Em 17 de junho, ele perdeu a mãe, Dulçanira Azevedo, de 69 anos. “Entendo que as pessoas precisam desopilar na pandemia, mas o momento requer paciência e prudência”, afirma ele.
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Liduína Lessa, viúva do compositor Evaldo Gouveia, lamenta que algumas pessoas continuam fazendo aglomeração: ‘Irresponsabilidade’ — Foto: Arquivo pessoal
A cantora e viúva do compositor Evaldo Gouveia, Liduína Lessa, também percebe os flagrantes de aglomeração como um desrespeito às vidas tomadas pela doença. Seu marido, referência da música popular brasileira, faleceu com a Covid-19 aos 91 anos, em 29 de maio, em Fortaleza.
“É muita irresponsabilidade. Acho muita falta de consciência do povo que se aglomera. É uma tristeza muito grande ver que meu esposo teve esse problema, porque muita gente pensa que é brincadeira, não se cuida.”
Evaldo Gouveia se despediu deixando a mulher e dois filhos, Marcio e Marcelo Gouveia. “O Brasil teve uma perda muito grande na cultura, até hoje a gente não se conforma não”, diz.[[fonte g1]
Cantor Genival Lacerda morre aos 89 anos no Recife Artista estava internado desde 30 de novembro em decorrência da Covid-19 no Hospital da Unimed. Com carisma e irreverência, cantor foi um dos ícones do forró.
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O cantor Genival Lacerda durante show no Sitio da Trindade, em Recife (PE). Foto de junho de 2007 — Foto: Alexandre Belém/JC Imagem/Estadão Conteúdo/Arquivo
O cantor e compositor Genival Lacerda morreu aos 89 anos, no Recife, em decorrência de complicações da Covid-19, nesta quinta-feira (7). A informação foi confirmada pelo filho do artista, João Lacerda.
O artista foi internado no dia 30 de novembro de 2020, no Hospital Unimed I, na Ilha do Leite, na área central da capital pernambucana. Com Covid-19, ele foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
No dia 4 de janeiro, Genival Lacerda teve uma piora no quadro de saúde, segundo o boletim divulgado pela família. Na quarta (6), a família havia iniciado uma campanha de doação de sangue para o cantor.
Em 26 de maio de 2020, Genival Lacerda havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVC) e deu entrada no Hospital d’Ávila, na Zona Oeste da capital pernambucana. Recuperado, ele teve alta três dias depois de ser internado.
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Genival Lacerda também abrilhantou o São João de Natal — Foto: Rogério Vital
Genival Lacerda foi um dos grandes nomes do forró e, com carisma e irreverência, se tornou um ídolo popular. Conhecido por todo o Brasil durante 64 anos de carreira, era um símbolo da cultura do Nordeste.
O cantor e compositor nasceu em Campina Grande, na Paraíba, em 5 de abril de 1931. Chegou a trabalhar na cidade como radialista, mas fez a primeira gravação como cantor quando já morava em Recife, para onde se mudou em 1953.
Genival gravou seu primeiro disco em 1956, um compacto duplo com “Coco de 56”, escrito por ele e João Vicente, e o xaxado “Dance o xaxado”, feito por ele com Manoel Avelino.
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Genival Lacerda em foto de junho de 2015 — Foto: André Moreira/Prefeitura de Aracaju
Ele gravou diversos álbuns e ficou conhecido pelo Nordeste como músico e radialista durante esta fase no Recife.
Em 1964, se mudou para o Rio de Janeiro. A consagração nacional veio com “Severina Xique Xique”, de 1975. O refrão “ele tá de olho é na butique dela” virou sua marca.
Em seguida, vieram sucessos como “Radinho de pilha”, “Mate o véio” e “De quem é esse jegue”, que consolidaram o estilo bem humorado do “seu Vavá”, como também era conhecido.
O músico viveu no Rio durante o auge da popularidade do forró no Sudeste, e conviveu com outros artistas fundamentais do estilo como Dominguinhos e Luiz Gonzaga.
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Genival Lacerda gravou seu primeiro disco em 1956 — Foto: Reprodução/TV Globo
Com Jackson do Pandeiro, teve uma relação ainda mais próxima, mesmo sendo bem mais novo. A irmã de Jackson, Severina, foi casada com um irmão de Genival.
Desde os anos 90, voltou a morar no Recife. Nos últimos anos, não tinha novos sucessos nas rádios, mas manteve o ritmo de shows e o reconhecimento popular.
No final de 2017 recebeu no Palácio do Planalto a medalha da Ordem do Mérito Cultural (OMC). Na cerimônia, Genival tirou seu chapéu estampado de bolinhas ao passar diante do então presidente Michel Temer.
Após dizer que país ‘quebrou’ Bolsonaro convoca reunião ministerial fora de agenda; Guedes interrompe férias

O ministro da Economia, Paulo Guedes, está no Palácio do Planalto para participar de reunião ministerial, informou na manhã desta quarta-feira (6) a assessoria de imprensa da pasta.
O compromisso não constava da agenda oficial do presidente Jair Bolsonaro.
A princípio, Guedes ficaria de férias até sexta-feira (8). Em dezembro, o ministro já havia cancelado parte do período de descanso programado para o fim do ano.
O encontro ocorre logo depois da declaração de ontem do presidente Jair Bolsonaro de que o “Brasil está quebrado” e que ele não poder fazer nada – o que irritou parte do mercado.
Durante as férias de Guedes, a Economia também precisou explicar o calote dado pelo Brasil ao banco dos Brics nesta semana.
Fonte: InfoMoney
Brasil chega a 196 mil mortos por Covid-19; média móvel está em 698 óbitos por dia País contabilizou 196.029 óbitos e 7.732.071 casos da doença desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos da imprensa.
O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h deste domingo (3).
O país registrou 287 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 196.029 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 698. A variação foi de -9% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de estabilidade nos óbitos pela doença.
Os números destes sábado e domingo, ainda mais baixos do que os dos últimos finais de semana, podem ser reflexo de esquemas de plantão de Ano Novo adotados localmente nos órgão responsáveis pelos registros.
Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 7.732.071 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 17.252 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 35.810 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -25% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de queda nos diagnósticos.
Oito estados apresentaram alta na média móvel de mortes: AC, TO, SE, RR, AL, RO, PA, AM.
Brasil, 3 de janeiro
- Total de mortes: 196.029
- Registro de mortes em 24 horas: 287
- Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 698 (variação em 14 dias: -9%)
- Total de casos confirmados: 7.732.071
- Registro de casos confirmados em 24 horas: 17.252
- Média de novos casos nos últimos 7 dias: 35.810 por dia (variação em 14 dias: -25%)
(Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou um boletim parcial às 13h, com 195.805 mortes e 7.719.314 casos confirmados.)
Estados
- Subindo (8 estados): AC, TO, SE, RR, AL, RO, PA e AM
- Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (12 estados e o DF): MG, PB, SP, PI, RJ, MA, RS, ES, AP, BA, RN, MS e DF
- Em queda (6 estados): GO, CE, PR, PE, MT e SC
Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).
Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.
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