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:: ‘Brasil’

Vídeo: deputado ‘apalpa’ seio de deputada durante sessão na Alesp

Nas imagens, é possível ver o deputado Fernando Cury (Cidadania) ‘passando a mão’ no seio da deputada estadual Isa Penna (PSOLNo vídeo, é possível ver Cury conversando com outro deputado. Depois, ele segue em direção à deputada Isa Penna, que estava apoiada na mesa diretora da Casa.

Em seguida, ele volta a se dirigir ao outro deputado e depois vai em direção da deputada novamente. Então, Cury apalpa o seio de Isa e ela afasta o homem.

Em nota divulgada à imprensa, Isa Penna informou que ela e outras parlamentares já foram assediadas em outras ocasiões. Ela também falou sobre a violência política de gênero.

Na tarde desta quinta-feira, Isa também discursou no plenário e afirmou que vai registrar um boletim de ocorrência contra Fernando Cury. Ela também disse que vai abrir uma representação contra ele no Conselho de Ética da Casa.

A Alesp afirmou que o Conselho de Ética fará a avaliação do caso.

Nas redes sociais, internautas cobram uma atitude da Alesp e repudiam o assédio sexual.

Veja a nota da deputada na íntegra:

“A deputada Isa Penna é conhecida por atuar em prol do combate à violência contra as mulheres e afirma que a violência política de gênero que sofreu publicamente na ALESP infelizmente não é um caso excepcional, dado que ela e as deputadas Mônica Seixas e Erica Malunguinho, do mesmo partido, já foram assediadas em ocasiões anteriores.” 

Brasil volta a superar mais de 1 mil mortes por Covid-19; 16 estados e o DF estão com tendência de alta Nesta quinta-feira (17), país contabilizou 1.054 óbitos por Covid-19. Desde o início da pandemia, 184.876 pessoas já morreram e 7.111.527 diagnósticos da doença foram registrados.

O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quinta-feira (17).

O país registrou 1.054 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 184.876 óbitos desde o começo da pandemia. O país não registrava 1 mil óbitos em um dia desde 15 de setembro, quando foram registradas 1.090 mortes. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 725 — maior valor desde 21 de setembro, quando a média móvel foi de 748 mortes por dia em uma semana. A variação foi de +27% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 7.111.527 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 68.832 desses confirmados no último dia — o segundo maior registro desde o começo da divulgação do consórcio. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 46.855 novos diagnósticos por diaEssa é a maior média móvel de casos desde o começo da pandemia. Isso representa uma variação de +10% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos.

O estado de São Paulo voltou a registrar casos e mortes por Covid-19 após afirmar ter tido problemas com o sistema do Ministério da Saúde nesta quarta-feira (16). Com isso, os registros de mortes e de novos infectados e de óbitos nas últimas 24h estão acumulados. Foram 399 óbitos registrados em um dia e 20.303 casos confirmados.

16 estados e o DF têm alta na média móvel de mortes: PR, RS, SC, ES, MG, RJ, DF, MS, MT, AC, AP, PA, AL, BA, PB, RN e SE.

Brasil, 17 de dezembro

 

  • Total de mortes: 184.876
  • Registro de mortes em 24 horas: 1.054
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 725 (variação em 14 dias: +27%)
  • Total de casos confirmados: 7.111.527
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 68.832
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 46.855 por dia (variação em 14 dias: +10%)

 

(Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou um boletim parcial às 13h, com 183.959 mortes e 7.053.486 casos confirmados.)

Estados

 

  • Subindo (16 estados + o DF): PR, RS, SC, ES, MG, RJ, DF, MS, MT, AC, AP, PA, AL, BA, PB, RN e SE:
  • Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (8 estados): SP, GO, AM, RO, TO, CE, PE e RR
  • Em queda (2 estados): MA e PI

 

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Bolsonaro diz que não tomará vacina e chama de ‘idiota’ quem o vê como mau exemplo por não se imunizar: ‘Eu já tive o vírus’ STF autorizou aplicação de medidas restritivas para quem se recusar a tomar vacina. Especialistas apontam que vacina deve ser dada mesmo quem já foi infectado pelo Covid-19.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que não tomará vacina e chamou de “idiota” quem o vê como mau exemplo por não se imunizar. A declaração foi feita nesta quarta-feira (17), em Porto Seguro, cidade do sul da Bahia, quando assinou duas medidas provisórias para renegociação de dívidas.

“Alguns falam que eu tô dando um péssimo exemplo. Ou é imbecil (palmas) ou o idiota que tá dizendo que eu dou péssimo exemplo, eu já tive o vírus. Eu já tenho anticorpos. Pra que tomar vacina de novo?”, disse o presidente.

 

Durante o discurso, Bolsonaro voltou a dizer que a vacina não pode ser obrigatória e que a pessoa tem direito de decidir se quer ou não receber tratamentos médicos.

“Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina. (…) Se o cara não quiser ser tratado que não seja. Não quero fazer quimioterapia e vou morrer, problema é meu”, afirmou.

“Nós estamos mexendo com vidas. Cadê nossa liberdade? Aqui é democracia. Não é Venezuela, não é Cuba.”

Especialistas dizem que os estudos indicam que os milhões de brasileiros que já tiveram Covid-19 também deverão ser imunizados. “A imunidade da vacina pode trazer benefícios em relação à nossa imunidade natural”, explica a neurocientista Mellanie Fontes-Dutra, coordenadora da Rede Análise Covid-19.

Para Denise Garrett, epidemiologista e vice-presidente do Instituto Sabin, a vacina pode oferecer uma imunidade maior. “Nós não conhecemos muito a imunidade que a Covid-19 dá e nem a da vacina. Geralmente, para algumas doenças, a vacina dá uma imunidade mais duradoura e forte. Porque é algo mais padronizado”.

Não fica claro no vídeo se Bolsonaro, ao falar, já sabia do resultado do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a obrigatoriedade da vacinação.

Na tarde desta quinta, o plenário do STF concluiu julgamento em que, por dez votos a um, autorizou a aplicação de medidas restritivas para quem se recusar a se vacinar contra a Covid-19.

Pfizer

Bolsonaro também disse que na negociação com o governo para a compra de vacinas, a Pfizer, dos EUA, impôs como condição que não se responsabilizaria por eventuais efeitos colaterais após aplicação do imunizante.

“E na Pfizer [contrato da Pfizer] tem lá: nós [Pfizer] não nos responsabilizados. Se eu virar um chi, se eu virar um jacaré, se você virar super homem, se nascer barba em alguma mulher, ou algum homem começar a falar fino… e o que é pior: mexer no sistema imunológico das pessoas”, falou.

Após divulgar que foi formalizado o compromisso com a Pfizer/BioNTech, o secretário-executivo do ministério, Élcio Franco, lembrou que já há um acordo semelhante para uso da CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan.

Assinatura de medidas protetivas

 

Bolsonaro visita Porto Seguro para assinar medidas provisórias de renegociação de dívidas  — Foto: Reprodução / MDR

Bolsonaro visita Porto Seguro para assinar medidas provisórias de renegociação de dívidas — Foto: Reprodução / MDR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou em Porto Seguro, por volta das 17h30 para assinar duas medidas provisórias para renegociação de dívidas. Conforme o Governo Federal, a iniciativa permitirá retomada de investimentos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste

O evento, que aconteceu no aeroporto da cidade, também contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Segundo o governo, as medidas provisórias vão possibilitar que empreendedores possam renegociar dívidas com os Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) e com os Fundos de Investimentos da Amazônia (Finam) e do Nordeste (Finor).fonte g1

BRASIL] MINISTRO DA SAÚDE É UM ‘DESASTRE’, AFIRMA RODRIGO MAIA

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ontem (16)  que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é um “desastre” para o país e para o próprio governo.

“O ministro da Saúde é um desastre. Primeiro para o país e, também, para o governo. A sociedade e área médica começaram a entender. No meio da pandemia, com o Ministério da Saúde do jeito que está, quem paga a conta primeiro é a sociedade”, disse o presidente da Câmara em um café com jornalistas.

Maia ainda criticou declaração do ministro que contestou hoje a “ansiedade” da população para que a vacinação contra a Covid-19 tenha início. (Leia mais)

“Pazuello, quando teve Covid, foi internado no melhor hospital de Brasília e depois ficou um dia sob supervisão no hospital militar. O presidente (Jair Bolsonaro), quanto teve, ficou todo dia nos hospitais sendo monitorado. Eu, quando tive, recebi um atendimento particular ótimo. Talvez por isso ele (Pazuello) ache que nós, brasileiros, estamos “ansiosos” demais. Mas milhões de brasileiros não têm as condições que nós tivemos. Os hospitais privados estão lotados, e os públicos carecem da estrutura necessária”, disse.

Fonte: Metro1

Paulinho, vocalista da Banda Roupa Nova, morre no Rio de Janeiro

Cantor estava internado no Copa D’Or se tratando do coronavírus. Foto: Divulgação

Morreu na noite desta segunda-feira (14) o cantor Paulo César Santos, o Paulinho, vocalista do grupo musical Roupa Nova. O artista estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Copa D’or, na Zona Sul do Rio, se tratando da doença e não resistiu. A informação da morte foi confirmada pela assessoria de imprensa da banda à GloboNews.

De acordo com o G1, Paulinho estava internado desde o mês passado devido à Covid-19. Em setembro, ele já havia passado por um transplante de medula óssea para tratar de um linfoma. Na ocasião, foram utilizadas as próprias células do paciente.

À época, o cantor respondeu bem ao tratamento, mas precisou ser novamente internado para tratar da Covid. No início da noite desta segunda, por meio das redes sociais, o grupo informou que o quadro de saúde dele era delicado.

Brasil chega a mais de 181 mil mortes causadas pelo coronavírus

Levantamento junto às secretarias de saúde indica que 181.460 pessoas não resistiram às complicações da doença; número de óbitos está em alta em 18 estados. Foto: Divulgação

Passa de 181 mil o número de mortes causadas pelo coronavírus entre março, início da pandemia no Brasil, e esta segunda-feira (14). Levantamento do consórcio de veículos da imprensa, a partir de informações das secretarias de Saúde dos estados, contabiliza 181.460 pessoas que não resistiram às complicações da doença.

O número é um pouco maior do que o registrado na noite de domingo (13), quando o balanço indicou 181.419 mortes. Quanto ao número de casos, os dados do final de semana indicavam também 6.901.990 diagnósticos. Segundo a atualização mais recente, já são 6.903.833 casos registrados da Covid-19 em todo o país.

Dentro do levantamento 18 estados e o Distrito Federal apresentaram alta na média de óbitos: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins, Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Por outro lado, Amazonas, Ceará e Maranhão estão em queda. Rio de Janeiro, Pará, Piauí e Sergipe estão em estabilidade. Goiás não apresentou novos dados.

BRASIL | Edson Fachin suspende isenção de impostos sobre armas

A decisão que definia alíquota zero para a importação de revólveres e pistolas foi suspensa, nesta nesta segunda-feira (14/12), pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

Na semana passada, a isenção tinha sido definida pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Economia, porém só passaria a valer no próximo dia 1º de janeiro.

Com a suspeição feita pelo ministro do STF, agora fica mantido o imposto de importação atual, que é de 20% sobre o valor da arma.

No Diário Oficial

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comemorou a resolução da Camex que zerou a alíquota do imposto de importação de armas. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) do último dia 9 e entraria em vigor a partir de 1º de janeiro do ano que vem.

Entretanto, a medida também suscitou diversas críticas. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que tal medida apontava a “falta de prioridade e de sensibilidade do governo” de Jair Bolsonaro (sem partido), que em vez de se preocupar com a busca por imunizantes contra a Covid-19, zerava os impostos para importações de armas de fogo.

O PSB foi além da crítica e recorreu ao Supremo para que a medida fosse suspensa. Foi a esse processo que Edson Fachin respondeu na tarde desta segunda.

IGAPORÃ: CASAL DE IDOSOS VENCE A COVID-19

Os idosos D. Nice e “Seu” Antomário Borges receberam alta hospitalar nesse final de semana, após ficarem internados na semi UTI do Hospital Português, em Salvador, para tratamento da Covid-19.

O idoso possui 103 anos e sua esposa, 96. A informação foi divulgada por um vídeo compartilhado nas redes sociais, onde sua neta, Ana Terra Borges, advogada, comemora a cura dos avós.

Segundo familiares que residem em Igaporã, Dona Nice estava internada no Hospital Municipal José Olinto Cotrim, enquanto o esposo permanecia em isolamento domiciliar. No último dia 9, deram entrada no hospital da capital baiana.

Funcionários da Anvisa afirmam em carta que agência ‘não serve aos interesses de governos’ Servidores afirmam que estão ‘acima de qualquer pressão’.

Nós, servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), reafirmamos, por meio desta carta aberta, o caráter técnico e independente dos trabalhos e das atividades desenvolvidos pelos servidores da Agência na promoção e na proteção da saúde da população. Por se tratar de uma autarquia sob regime especial, conforme define a própria lei de criação da Anvisa, a Agência não serve aos interesses de governos, de pessoas, de organizações ou de partidos políticos.

Pressões externas são inerentes ao trabalho desenvolvido por nós, servidores da Anvisa, mas o trabalho técnico está acima de qualquer pressão. A Anvisa é um órgão do Estado brasileiro e está a serviço do povo brasileiro. Ao longo dos seus 20 anos de existência, a Agência consolidou-se como uma referência no setor de saúde justamente pelo trabalho desenvolvido por seus servidores, que resultou na reconhecida excelência da sua atuação regulatória e na credibilidade de suas ações e decisões, baseadas exclusivamente em critérios técnicos e científicos.

Deve-se destacar que a Anvisa foi classificada como Agência Reguladora Nacional de Referência Regional pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Em 2019, também foi eleita para ocupar a última vaga disponível no Comitê Gestor do Conselho Internacional de Harmonização de Requisitos Técnicos para Registro de Medicamentos de Uso Humano (ICH). O Comitê Gestor do ICH é composto pelos membros permanentes (Estados Unidos, União Europeia, Japão, Canadá e Suíça) e há quatro vagas para membros eleitos, das quais três foram ocupadas em 2018 (Coreia do Sul, China e Singapura) e, agora, pelo Brasil, cujo mandato vai até 2021.

Além disso, em 30 de novembro deste ano, a Anvisa foi formalmente comunicada da conclusão, com sucesso, do processo de adesão da Agência ao Esquema de Cooperação em Inspeção Farmacêutica (PIC/S, do inglês Pharmaceutical Inspection Co-operation Scheme). Assim, a Anvisa se tornou o 54º membro da iniciativa internacional em inspeção farmacêutica, passando a contar com o reconhecimento internacional da excelência das inspeções em Boas Práticas de Fabricação (BPF) de medicamentos e insumos farmacêuticos de uso humano. O cumprimento das Boas Práticas de Fabricação Farmacêuticas por parte das empresas fabricantes é requisito prévio fundamental para a aprovação e a comercialização desses insumos de saúde no Brasil.

É importante ressaltar, ainda, que o corpo técnico da Anvisa é constituído por servidores de carreira. Ademais, o Comitê criado para se dedicar exclusivamente à análise dos pacotes de dados contidos nos pedidos de registro e de autorização para uso emergencial das vacinas contra a Covid-19, doença caracterizada como pandemia pela OMS desde março de 2020 e que já vitimou dramaticamente mais de 178 mil brasileiros, tem seguido e respeitado preceitos técnicos previstos no arcabouço regulatório sanitário vigente no país.

Nesse sentido, tal comitê tem trabalhado incansavelmente, por meio de avaliação técnica criteriosa, que inclui uma análise rigorosa dos dados laboratoriais, de produção, de estabilidade e clínicos, de forma isenta e sem se submeter a qualquer tipo de pressão política e no menor tempo possível, com o objetivo de assegurar que as vacinas contra a Covid-19 que venham a ser registradas pela Agência sejam seguras, eficazes e produzidas com qualidade. Somos sensíveis e solidários a este momento crítico que todos nós estamos atravessando e temos trabalhado de forma ativa no enfrentamento da pandemia desde o início e em diversas frentes, como no controle sanitário de portos, aeroportos e fronteiras, no registro de kits de diagnóstico da doença, na agilização do registro de respiradores, na elaboração de protocolos de segurança em serviços de saúde, na flexibilização de normas para disponibilização de álcool gel e saneantes, entre outros.

Por isso tudo, neste momento de pandemia, ratificamos nosso compromisso com a saúde, com o povo brasileiro e com uma atuação ética, obrigação de todos os servidores públicos, frente a qualquer tipo de pressão ou intervenção política no desenvolvimento de nossas atividades. Estamos cientes da importância e das expectativas em torno das atividades que desenvolvemos na análise da qualidade, da segurança e da eficácia das vacinas para a Covid-19. Sentimos orgulho de contribuir para enfrentar esta situação inédita de pandemia e estamos cientes de que o nosso trabalho irá reverberar em cada família brasileira, inclusive nas nossas próprias. Afinal, também somos cidadãos e somos igualmente afetados pelas decisões da Anvisa.

Por fim, prestamos nossa solidariedade a todos os familiares e pessoas que perderam entes queridos em razão da Covid-19 e prestamos também nossa homenagem aos trabalhadores da saúde que se encontram na linha de frente de atuação no enfrentamento da pandemia. Podem ter certeza de que nós, servidores da Anvisa, não faltaremos ao povo brasileiro e daremos nossas melhores energias e todo o nosso conhecimento técnico para aprovar, com segurança e com a urgência que a situação exige, as vacinas que o país aguarda com tanta ansiedade. Mantemos o nosso compromisso de atuar em prol dos interesses da saúde pública, honrando a missão da Agência de “proteger e promover a saúde da população, mediante a intervenção nos riscos decorrentes da produção e do uso de produtos e serviços sujeitos à vigilância sanitária, em ação coordenada e integrada no âmbito do Sistema Único de Saúde”.

Lei sancionada por Bolsonaro em fevereiro pode obrigar Anvisa a liberar vacina em 72 horas

Eduardo Pazuello diz que governo vai comprar todas as vacinas
Eduardo Pazuello diz que governo vai comprar todas as vacinas
Erasmo Salomão/Ministério da Saúde

A guerra da vacina teve mais um capítulo nesta terça-feira. Em reunião dos governadores com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o chefe do executivo paulista questionou a ausência da CoronaVac no programa nacional de vacinação. Doria insinuou que o ministério agia de forma política ao priorizar outros imunizantes. Pazuello rebateu dizendo que o governo compraria todas as vacinas aprovadas e disse que a CoronaVac não era de São Paulo, mas, sim, do Instituto Butantan.

Na reunião, Pazuello disse aos governadores que o tempo de aprovação pela Anvisa seria de 60 dias, o que poderia frustrar os planos de Doria de iniciar a vacinação no dia 25 de janeiro. A Lei 13.979/2020, sancionada por Bolsonaro em fevereiro, permite que produtos farmacêuticos sejam liberados excepcionalmente em 72 horas desde que tenham aprovação em agências internacionais de Estados Unidos, União Europeia, Japão ou China.

O médico e advogado sanitarista, pesquisador do Centro de Pesquisa em Direito Sanitário da Universidade de São Paulo – Cepedisa/USP e do Institut Droit et Santé da Universidade de Paris, Daniel A. Prado, explica que caso a Anvisa não faça essa liberação automática, os estados podem pedir ao Supremo Tribunal Federal a aprovação. Prado alerta, porém, que essa lei está vinculada ao estado de calamidade pública que expira em dezembro e que não é possível uma liberação que não seja feita pela Anvisa.

Prado avalia que ações, como a do governador do Maranhão, Flavio Dino, que tentam a compra de vacinas sem a aprovação da agência não devem prosperar. Ele diz que apesar da obrigatoriedade de uma aprovação rápida, esta só pode ser dada pela Anvisa. O pesquisador afirma que uma vez liberada pela Anvisa, os estados não precisam necessariamente respeitar cronogramas do ministério da Saúde e podem ter calendários específicos para a vacinação, como quer Doria em São Paulo. Resta saber se os chineses vão terminar realmente a fase 3 e aprovar a CoronaVac até o fim do ano.