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:: ‘justiça’

Operação da Polícia Federal que investiga desvio de recursos atinge cidade baiana

Uma operação da Polícia Federal (PF) intitulada de ‘Operação Copia e Cola’, que investiga uma organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos destinados à saúde, atingiu o município de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia.

A ação, também busca cumprir mandados de busca e apreensão nas cidades de Sorocaba, Araçoiaba da Serra, Votorantim, Itu, São Bernardo do Campo, São Paulo, Santo André, São Caetano do Sul, Santos, Socorro, Santa Cruz do Rio Pardo e Osasco, todas no estado de São Paulo.

Segundo a PF, a investigação foi iniciada em 2022, após suspeitas de fraudes na contratação de uma Organização Social (OS) para administrar, operacionalizar e executar ações e serviços de saúde no município de Sorocaba/SP. “Também foram identificados atos de lavagem de dinheiro, por meio de depósitos em espécie, pagamento de boletos e negociações imobiliárias”, disse a PF.Além das ordens judiciais, também foi determinado o sequestro de bens e valores em um total de até 20 milhões de reais e a proibição da Organização Social (OS) investigada de contratar com o poder público.

Ministério Público detalha como PMs e comparsas teriam arquitetado morte de homem no Sudoeste da Bahia

O homicídio no qual os cincos alvos da Operação Supllicium, dentre eles, três policiais militares, teriam envolvimento ocorreu em 13 de novembro de 2022, no centro de Vitória da Conquista. Deflagrada na manhã desta quinta-feira (10), a ação foi realizada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) e pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Em nota divulgada à imprensa, o MP-BA detalhou como os suspeitos teriam arquitetado o crime. “Segundo as apurações, a vítima foi detida no dia 12 de novembro de 2022, sob a acusação de tentativa de furto em um supermercado localizado na cidade de Poções, de propriedade dos suspeitos. Após ser encaminhada ao Plantão Central de Vitória da Conquista e realizar os procedimentos legais, foi liberada. No entanto, após sua saída, foi vista caminhando a pé até ser abordada pelo motorista de um veículo não identificado. Posteriormente, a vítima foi encontrada morta na Avenida Bartolomeu de Gusmão, em Vitória da Conquista”, relatou o MP-BA.

Durante a operação, mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Planalto e Vitória da Conquista, onde, segundo o Ministério Público, residem os alvos. Foram apreendidos armas de fogo, munições, aparelhos de telefonia celular, dispositivos eletrônicos e documentos, que passarão por perícia e, posteriormente, serão encaminhados  aos órgãos competentes.

ILHÉUS: JUSTIÇA BLOQUEIA R$500 MIL DAS CONTAS DA PREFEITURA PARA OBRAS NA BIBLIOTECA MUNICIPAL

Em uma decisão significativa para a preservação do patrimônio histórico e cultural de Ilhéus, a juíza Monique Ribeiro de Carvalho Gomes, da 1ª Vara da Fazenda Pública da cidade, determinou o bloqueio de R$500 mil das contas públicas municipais. Este valor será destinado à realização de obras de melhorias urgentes no prédio da Biblioteca Municipal Adonias Filho, uma das estruturas mais emblemáticas da região.

A medida judicial responde a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público da Bahia em 2011, durante a gestão do então prefeito Newton Lima. A ação visava assegurar a manutenção e a restauração da biblioteca, que sofre há anos com a falta de investimentos adequados em sua infraestrutura.

Apesar de múltiplas ordens judiciais anteriores que já apontavam a necessidade de ações concretas por parte da Prefeitura para preservar o prédio, a falta de cumprimento dessas determinações levou à decisão atual de bloqueio de fundos. O imóvel é reconhecido não apenas por seu valor arquitetônico, mas também como um centro vital para a cultura e a história local, oferecendo um vasto acervo e servindo como ponto de encontro para a comunidade.

 

Com o bloqueio dos fundos, espera-se que as obras de restauração e melhoria se iniciem o mais breve possível, assegurando que a biblioteca continue a servir a comunidade de Ilhéus com a devida dignidade e segurança. A decisão é também um lembrete do papel crucial que o poder judiciário pode desempenhar na proteção do patrimônio cultural, especialmente quando outras esferas do governo falham em suas responsabilidades.

Operação contra esquema de fraudes bancárias prende duas pessoas em Feira de Santana; saiba mais

Duas pessoas suspeitas de participação num esquema de fraudes bancárias foram presas na manhã desta terça-feira (8), em Feira de Santana. Além das capturas, dois mandados de busca e apreensão também foram cumpridos durante a Operação Prisma.

Deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), a ação investiga envolvidos em golpes cometidos contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições bancárias na Bahia. As investigações revelaram que, por meio de documentos falsos, os suspeitos abriram sete contas em agências localizadas nas cidades de  Feira de Santana, Riachão do Jacuípe, Santo Antônio de Jesus, Castro Alves, Valença, Amargosa e Cruz das Almas.

“A movimentação bancária de uma das investigadas revelam que ela agia com seu filho, pai e irmão. Ela seria estelionatária com vasto histórico de processos nas varas criminais de Feira de Santana desde o ano de 2017. A operação apurou ainda que os investigados faziam diversos empréstimos através das contas bancárias fraudadas, causando um prejuízo que ultrapassa a cifra de 170 mil reais para as instituições bancárias envolvidas”, disse o MPBA por meio de nota divulgada à imprensa.

Alvo da Overclean é apontado pela PF como lobista de emendas em ministérios; saiba detalhes

Gustavo Sobral é apontado pela Polícia Federal (PF) como lobista responsável por intermediar a liberação de emendas nos ministérios da Integração e Desenvolvimento Regional e no da Agricultura. Gustavo Sobral é um dos alvos da 3ª fase da operação Overclean.

De acordo com informações da coluna Flávio Serapião, do Metrópoles, Gustavo Sobral atuava nos ministérios com o objetivo de favorecer as empresas de Alex Parente, entre elas, a Allpha Pavimentações. As empresas de Alex Parente e do irmão, Fabio Parente, possuem contratos milionários bancados através de emendas parlamentares.

A operação Overclean mira integrantes da cúpula do União Brasil após suspeitas de uma organização criminosa suspeita de atuar em “fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro”. A coluna aponta ainda que a maioria dos contratos são com órgãos como o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), vinculado ao Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional. A pasta é chefiada por Waldez Góes.

A empresa Allpha Pavimentações já recebeu R$ 67 milhões do DNOCS. O total em contratos assinados de 2021 a 2024 é de R$ 130 milhões. Dados do portal de transparência mostram que a verba utilizada nos pagamento tem origem no “orçamento secreto”.

A 3ª fase da operação Overclean cumpre 16 mandados de busca e apreensão contra investigados e uma ordem de afastamento do secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral.

Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Salvador (BA), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Aracaju (SE).

PF combate desvios de recursos públicos e fraudes em processos licitatórios no interior da BA Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, nas cidades de Salvador/BA e Gongogi/BA.

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Ilhéus/BA. A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (27/3), a Operação Jogo Sujo, com o objetivo de combater desvios de recursos públicos e fraudes em processos licitatórios para contratação de serviços de transporte escolar e de engenharia civil do município de Gongogi/BA.

As diligências até então realizadas apontam que os processos teriam sido fraudados para beneficiar duas empresas da cidade de Gongogi, que juntas receberam mais de R$ 7 milhões, entre 2021 e 2024.

Os mandados de busca e apreensão cumpridos nesta data objetivam a coleta de documentos como processos licitatórios, pagamentos e outros, e ainda mídias, como celulares, computadores e outros, para aprofundamento da investigação em relação à participação dos envolvidos e à (in)execução dos serviços pagos pela Prefeitura.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador/BA e Gongogi/BA.

Esta é a segunda investigação conduzida pela Delegacia de Polícia Federal em Ilhéus envolvendo contratos da Prefeitura de Gongogi/BA.

Urgente: Justiça Eleitoral cassa mandatos do prefeito e da vice-prefeita de Caetanos

O juiz Raimundo Saraiva Barreto Sobrinho, da 58º zona eleitoral de Ituaçu, cassou nesta segunda-feira, 24, os mandatos de Edas Justino dos Santos e Fabiana Brito Matos, prefeito e vice-prefeita eleitos de Caetanos, na região sudoeste. A decisão atendeu um pedido apresentado pelo partido Avante.

Segundo o partido, durante o pleito eleitoral de 2024, Edas e Fabiana (PCdoB) realizaram despesas não contabilizadas em sua prestação de contas, configurando “caixa dois” eleitoral. Eles declararam na prestação de contas, R$ 209.014,77, valor que ultrapassa o limite legal de R$ 159.850,76 estabelecido para o município de Caetanos.

De acordo com a representação, a omissão dessas despesas demonstra má-fé dos candidatos e inviabiliza a fiscalização pela Justiça Eleitoral. Argumentou também que a conduta quebrou a isonomia entre os candidatos, pois Edas e Fabiana realizaram campanha mais volumosa que seus adversários, caracterizando também abuso do poder econômico.

Os atuais prefeito e vice-prefeita de Caetanos sustentaram que suas contas de campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral após análise técnica do Cartório Eleitoral e parecer favorável do Ministério Público, sem qualquer impugnação. E que extrapolação do limite de gastos foi esclarecida e regularizada quando excluídas as despesas com serviços jurídicos e contábeis.

Ao analisar o caso, a justiça condenou Edas e Fabiana com a cassação dos diplomas “em razão da comprovada prática de “caixa dois” eleitoral, mediante omissão dolosa de despesas em sua prestação de contas de campanha”, escreveu.

Dessa forma, os votos recebidos por eles foram anulados, bem como as eleições de 2024 em Caetanos. Prefeito e vice-prefeita também se tornaram inelegíveis pelo prazo de oito anos.

Edas e Fabiana (PcdoB) foram eleitos no pleito eleitoral de 2024, quando receberam 4.868 votos. O segundo colocado foi Marcos de Tonho de Silvino (Avante), que recebeu 3.977 votos.

A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. Prefeito e vice-prefeita continuam no cargo até o trânsito final da sentença condenatória.

BOMBA-PF investiga presidente da UPB por suposta compra de votos para esposa

O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Quinho (PSD), e a esposa dele e vereadora em Vitória da Conquista, Léia Meira (PSD), são investigados pela Polícia Federal pelos possíveis crimes de compra de votos e lavagem de dinheiro, na eleição de 2024.

Segundo documentos obtidos pelo Aratu On, a PF apura recursos na ordem de R$ 1 milhão, que teriam sido utilizados no suposto esquema. Parte destes valores teria empregado na compra de votos e desvio de recursos de financiamento eleitoral, com utilização de candidaturas laranja.

O inquérito policial, iniciado em outubro do ano passado, aponta que eleitores recebiam entre R$ 100 e R$ 150 para votar em Léia. O suposto crime acontecia, inclusive, no comitê de campanha da candidata, posteriormente eleita vereadora com 4.272 votos, resultado que a colocou como a segunda mais votada na cidade.

A investigação indica, ainda, que motoristas por aplicativo recebiam R$ 400 para plotar veículos com imagens da campanha de Léia.

Em outra frente, a PF investiga possível transferência irregular de mais de dois mil eleitores de Belo Campo, cidade da qual Quinho era prefeito à época, para Conquista – na ocasião, Léia também era primeira-dama do município.

O inquérito também apura o uso de ao menos seis supostas candidaturas laranjas para receber recursos do fundo partidário do PSD, por meio de cotas para mulheres. Cinco delas teriam recebido verbas públicas. São elas:

Gerlane dias: R$ 85 mil (101 votos recebidos)

Professora Sandra: R$ 85 mil (90 votos)

Wilma Dias: R$ 80 mil (25 votos recebidos)

Polly do Ibirapuera: 80 mil (51 votos recebidos)

Dora Lanches: R$ 50 mil (121 votos recebidos)

Márcia Novais: sem recursos do fundo partidário (76 votos recebidos)

Estes valores se somariam aos R$ 80 mil recebidos oficialmente por Léia por meio do dispositivo. No total, o montante investigado chega a R$ 460 mil. Os repasses feitos às candidaturas são entre oito a dez vezes menores do que os realizados às candidatas da mesma legenda. A investigação indica haver indícios que sustentam que as campanhas receberam maior volume de verbas para que direcionassem os valores para aplicação na campanha de Léia.

Compra de votos

Os investigadores tiveram acesso a conversas em grupos de WhatsApp, nas quais suspeitos indicavam a plotagem dos veículos em troca de valores para votar em Léia. As quantias, inclusive, são fracionadas, para garantir que os eleitores participassem de carreatas em apoio à esposa de Quinho (veja abaixo).

Suposto áudio no WhatsApp detalha como seria pagamento para motoristas por app | Foto: PF
Suposto áudio no WhatsApp detalha como seria pagamento para motoristas por app | Foto: PF

 

Testemunhas relataram que um homem, identificado como Dai, genro de Paulino, era responsável pela captação ilegal de votos no distrito conquistense de Inhobim, tendo recebido um veículo para realizar a tarefa com a promessa de que, ao final da eleição, caso a candidata fosse vencedora, o carro seria doado a ele como pagamento pelos trabalhos realizados.

Procurada pela reportagem, a equipe de defesa do ex-prefeito ainda não se pronunciou sobre o assunto. O espaço segue aberto para qualquer esclarecimento.

Uma das reuniões nas quais, supostamente, havia compra de votos | Foto: PF
Uma das reuniões nas quais, supostamente, havia compra de votos | Foto: PF

 

Compra de votos: Quinho recorre ao TRE

Quinho e Léia pediram foro especial para que o caso fosse julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), não pela 39ª Zona Eleitoral de Vitória da Conquista, onde o inquérito está no momento. No entanto, o juiz Rodrigo de Souza Britto negou a solicitação, em decisão proferida no dia 11 de março.

O ex-prefeito de Belo Campo está no final da gestão na UPB. Ele passará o bastão para Wilson Cardoso (PSB), atual prefeito de Andaraí.

Caso de nepotismo na cidade de Itambé entra na mira do Ministério Público

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) expediu uma recomendação ao prefeito de Itambé, José Cândido Rocha Araújo, conhecido como Candinho (PSD). No documento, o promotor de Justiça da cidade, Marcelo Pinto de Araújo, solicita ao gestor a adoção de providências para acabar com a prática de nepotismo na administração pública do município.

O promotor de Justiça alega que a prefeitura contratou uma pessoa de nome Gleber Souza Nunes para o cargo de professor da rede municipal de ensino. O docente, no entanto, teria vínculo familiar com a secretária municipal de Educação, Mailza Souza Nunes Soares.

Na recomendação, Marcelo Araújo frisou que a Lei de Improbidade Administrativa considera ato ilegal a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta.

Ausência de resposta

O promotor de Justiça afirmou ainda que diversos pedidos de esclarecimento foram expedidos pelo MP-BA ao prefeito da cidade. No entanto, não houve resposta adequada ou a comprovação de exoneração dos envolvidos na prática irregular.

Diante do caso, o representante do MP-BA decidiu recomendar ao chefe do Executivo de Itambé que exonere um dos dois: o professor ou a secretária de Educação.

PF reprime comércio ilegal de azeite de oliva em Campinas/SP Azeite de origem argentina teve sua importação proibida pela Anvisa

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Campinas/SP. A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta sexta-feira (21/3), um mandado de busca e apreensão na cidade de Jundiaí/SP para investigar a importação e o comércio ilegal de azeite de oliva estrangeiro proibido pela Anvisa.

As investigações tiveram início em 2024, após denúncia anônima informando sobre a venda do produto de origem argentina. O mandado foi cumprido em um estabelecimento comercial no âmbito da Operação Prohibitum Oleum (azeite de oliva proibido, em latim).

No local foram encontrados seis galões do azeite. O investigado, que não foi localizado no momento da ação, já havia sido autuado em 2023 por transportar 64 galões do mesmo produto na região de Marília/SP.

Ele poderá responder pelo crime de contrabando.