Ex-secretário de Saúde de Santana, Ricardo Rosa (Foto: Reprodução / Instagram SMS)

O Ministério Público de Alagoas (MP-AL), através da Procuradoria de Justiça, emitiu um parecer, nesta quarta-feira (1), em que se posiciona a favor do pedido de prisão preventiva, feito pela Promotoria de Cacimbinhas, contra Ricardo Medeiros Rosa, ex-secretário de Saúde de Santana do Ipanema.

Ricardo foi indiciado pela Polícia Civil e denunciado pelo MP-AL, após atropelar e matar Jenilda Bento da Silva, que fazia caminhada às margens da BR 316, em Dois Riachos, no dia 26 de julho deste ano. A prisão em flagrante de Ricardo, feito pela Polícia Rodoviária Federal, constatou que ele dirigia sob o efeito de álcool.

Ação no 2º Grau

O parecer do MPAL foi emitido pelo procurador de Justiça Maurício Pitta, numa ação que tramita no TJ-AL. O processo foi iniciado pela promotora de Justiça Jheise Gama, da Comarca de Cacimbinhas, que recorreu da decisão que concedeu liberdade a Ricardo, dois dias depois do crime.

O relator do processo no TJ é o desembargador José Carlos Malta Marques, que solicitou nos dias 24 de agosto e 30 de setembro o parecer. Esta semana, o site Alagoas na Net entrou em contato com a Assessoria de Imprensa do MP, a fim de saber uma posição sobre o caso. Um dia depois, a Ascom emitiu um vídeo com a posição do procurador.

 

Vítima de atropelamento, Jenilda Bento estava caminhando às margens da BR 316 (Foto: Reprodução / Instagram)

“No caso em tela, estão presentes os requisitos necessários para a decretação da prisão cautelar. Vale salientar que o acusado, após atropelar e matar a vítima, fugiu do local sem prestar socorro para garantir que não seria identificado. Além disso, o réu, segundo as provas colhidas, estava sob influência de uma enorme quantidade de álcool e ainda possuía bebidas alcoólicas no veículo, demonstrando completo desprezo pela vida alheia, trafegando com seu veículo em via pública, colocando todas as pessoas que transitavam em risco”, argumentou o membro do Ministério Público.

O procurador ainda declarou: “Infelizmente, ainda que medidas como a realização da Operação Lei Seca e de campanhas de conscientização de trânsito venham sendo tomadas, é comum de tempos em tempos vermos nos noticiários novas vítimas desse tipo de irresponsabilidade, razão pela qual também se faz necessária uma firme ação do Estado e da Justiça para repelir esse tipo de prática criminosa, evitando assim novas vítimas fatais”, acrescentou o titular da 3ª Procuradoria de Justiça Criminal.

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