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:: ‘mundo’

‘Tem luz no fim do túnel’, diz brasileira que está entre os primeiros vacinados para a Covid-19 no Reino Unido A brasileira Maria Lúcia Possa é pesquisadora no Hospital Universitário Royal Free, de Londres, um dos centros de aplicação da vacina da Pfizer no Reino Unido.

A pesquisadora brasileira Maria Lúcia Possa foi uma das primeiras pessoas a receber uma das duas doses da vacina desenvolvida pela Pfizer e pela BioNtech, no Reino Unido, nesta terça-feira (8).

“Hoje é o primeiro dia, mas acho que a coisa mais importante é que tem luz no fim do túnel”, disse Possa.

“Eu estou cansada, está todo mundo cansado — da doença, de ficar em casa, de todas essas restrições”, disse a pesquisadora em entrevista à GloboNews. “Mas agora, finalmente, temos essa luzinha e eu sou a prova”.

Trabalhadora do serviço público de saúde, brasileira Maria Lúcia Possa é uma das primeiras a receber a vacina da Pfizer e BioNtech no Reino Unido nesta terça-feira (8) — Foto: Reprodução/GloboNews

Possa contou que estava de folga quando um colega de trabalho falou para ela checar seu e-mail. Isso porque alguns dos funcionários do Hospital Universitário Royal Free seriam também vacinados nesta primeira fase da campanha.

O plano de vacinação do Reino Unido dividiu as pessoas em grupos. O primeiro, que começou a ser vacinado nesta terça-feira, inclui profissionais da saúde, pacientes idosos pessoas dos grupos de risco.

“Como eu trabalho no sistema de saúde e sou do grupo de risco, por causa de um transplante de rins, eu fui uma das primeiras a ser chamada”, explicou Possa.

Ela disse que depois que tomar a segunda dose da vacina, que já está marcada para ser aplicada em 5 de janeiro de 2021, pretende voltar ao Brasil para o aniversário de sua mãe, que vai completar 100 anos.

‘Confia na ciência’

A pesquisadora ressaltou a importância da ciência para a produção de um imunizante em tempo recorde. Segundo ela, a única coisa que pode acontecer é uma leve dor no braço e sintomas fracos de gripe, o que é considerado normal.

“Se te oferecerem [a vacina], toma”, disse a Possa. “Eu quero a minha liberdade de volta, com a paz e segurança de que não vou infectar ninguém”, disse.

Segundo ela, a injeção “dói menos que a vacina da gripe”. A única diferença, explicou, é que a seringa é mais longa e demora mais para depositar toda a dose da imunização, em comparação com a vacina da gripe.                   Brasileira é vacinada contra Covid-19 no Reino Unido: ‘

Primeira vacinação em massa

Os países do Reino Unido são os primeiros que começaram a vacinação em massa de sua população. Na primeira leva, cerca de 400 mil pessoas receberão duas doses cada — a vacina é administrada em duas injeções, com 21 dias de intervalo entre elas.

Após a primeira dose já há alguma imunização, mas o efeito total é verificado sete dias após a segunda dose.

VÍDEO: Entenda como atua a vacina da Pfizer/BioNTech

A vacina adotada pelo Reino Unido é a desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer e pelo laboratório alemão BioNTech. Elas foram distribuídas em cerca de 70 hospitais do país.

Essa vacina precisa ser mantida a uma temperatura muito baixa (-70°C), e, por isso, a campanha será feita em hospitais.

Diego Maradona morre aos 60 anos Maior jogador da história do futebol argentino sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua casa em Tigre, segundo o jornal argentino ‘Clarín’. Ele havia passado por uma cirurgia no cérebro no início do mês.

Maior jogador da história da argentino e lenda do futebol mundial, Diego Armando Maradona morreu nesta quarta-feira (25) aos 60 anos.

O craque argentino sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua casa na cidade de Tigre, segundo o jornal argentino “Clarín”.

O “pibe de ouro” sofreu uma delicada cirurgia no cérebro no começo do mês e recebeu alta oito dias depois. Ele drenou uma pequena hemorragia no cérebro.

O médico Leopoldo Luque afirmou na ocasião que a cirurgia era considerada simples, mas havia preocupação pela condição de saúde do ex-jogador.

Campeão mundial na Copa de 1986, quando ficou eternizado pelos gols que marcou contra a seleção da Inglaterra, Maradona era reverenciado e tratado como deus na Argentina.

Seu gol de mão contra a Inglaterra ficou mundialmente conhecido pela “mão de Deus”.

O golaço de Maradona contra a Inglaterra em 1986 foi eleito pela Fifa em 2002 como o mais bonito da histórias dos Mundiais — Foto: Reuters

O golaço de Maradona contra a Inglaterra em 1986 foi eleito pela Fifa em 2002 como o mais bonito da histórias dos Mundiais — Foto: Reuters

Diego Armando Maradona, ícone do futebol argentino, antes do início da partida entre Argentina e Nigéria na primeira fase da Copa do Mundo de 2018, na Rússia — Foto: Lee Smith/Reuters

Diego Armando Maradona nasceu em 30 de outubro de 1960 em Lanús, na província de Buenos Aires, e era técnico Gimnasia y Esgrima.

Apontado como um dos maiores jogadores da história do futebol mundial, ao lado de Pelé, o craque argentino começou a sua carreira no Argentinos Juniors, clube onde foi revelado e atuou entre 1976 e 1981.

Logo depois, jogou um ano no Boca Juniors e se transferiu para o Barcelona, onde atuou entre 1982 e 1984.

De lá, foi para o Napoli, na Itália, onde ganhou uma Copa da Uefa, dois Campeonatos Italianos, uma Copa e uma Supercopa da Itália.

Mundo – Trump pede que chefe de órgão responsável por transição com Biden faça os ‘protocolos iniciais

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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, disse pela primeira vez em sua conta no Twitter que recomenda que seja “feito o que precisa ser feito” em relação “aos protocolos iniciais” da transição para o governo de Joe Biden.
Nesta segunda-feira (23), de acordo com a publicação de Trump, a agência federal americana responsável pela transição informou em uma carta à equipe de Joe Biden, presidente eleito, que poderia iniciar formalmente a transição de governos.
“Eu levo esta função a sério e, por causa das questões recentes envolvendo desafios legais e certificações de resultados eleitorais, estou enviando esta carta hoje para disponibilizar esses recursos e serviços a vocês”, escreveu Emily Murphy, chefe da Administração de Serviços Gerais (GSA, sigla em inglês).
O tuíte de Trump sobre a transição foi publicado no mesmo dia em que o presidente sofreu mais uma derrota em sua tentativa de reverter o resultado das urnas.
Nesta quinta-feira, Michigan certificou que Biden foi o vencedor naquele estado. O Comitê Nacional Republicano e o Partido Republicano de Michigan tinham pedido que a certificação fosse adiada para permitir uma auditoria das cédulas do condado de Wayne, que inclui a cidade de maioria negra Detroit.
A campanha de Trump chegou, inclusive, a tentar parar a contagem de votos em Michigan, mas desistiu da ação na semana passada.

Recontagem de votos confirma vitória de Biden na Geórgia Com o resultado, o presidente eleito deverá garantir os 16 votos em jogo do estado no Colégio Eleitoral. Será a primeira vez que um democrata vence na Geórgia desde 1992. Trump ainda pode pedir nova recontagem.

Funcionária do serviço de contagem de votos levanta placa que indica apuração completa em um dos pacotes de cédulas em Atlanta, na Geórgia (EUA), no sábado (14) — Foto: Brynn Anderson/AP Photo

Funcionária do serviço de contagem de votos levanta placa que indica apuração completa em um dos pacotes de cédulas em Atlanta, na Geórgia (EUA), no sábado (14) — Foto: Brynn Anderson/AP Photo

recontagem manual dos votos na Geórgia confirmou nesta quinta-feira (19) a vitória de Joe Biden no estado, disseram autoridades eleitorais. Com isso, o presidente eleito passa a ser o primeiro democrata a vencer nesse eleitorado desde 1992, ano em que Bill Clinton se elegeu.

Segundo números oficiais, Biden venceu Donald Trump no estado por 12.284 votos de vantagem: uma pequena redução de 496 votos em relação ao apurado inicialmente. O resultado será certificado oficialmente nesta sexta-feira (20).

Com a vitória de Biden na Geórgia, o placar no Colégio Eleitoral ficará com 306 votos para Joe Biden contra 232 de Donald Trump, segundo projeção da Associated Press.

O procedimento ocorreu porque a apuração dos votos na Geórgia terminou com uma vantagem de Biden equivalente a apenas 0,28 ponto percentual. Uma margem como essa dá direito ao derrotado, neste caso Trump, a pedir recontagem.

Funcionários da autoridade eleitoral do condado de Cobb, na Geórgia, fazem auditoria dos votos na segunda-feira (16) para a recontagem das eleições presidenciais dos EUA — Foto: Mike Stewart/AP Photo

Funcionários da autoridade eleitoral do condado de Cobb, na Geórgia, fazem auditoria dos votos na segunda-feira (16) para a recontagem das eleições presidenciais dos EUA — Foto: Mike Stewart/AP Photo

De acordo com o auditor Gabriel Sterling, a vantagem de Biden sobre Trump diminuiu levemente porque as autoridades incluíram um pacote com novas cédulas que não haviam sido contadas na primeira apuração.

A minúscula diferença em relação aos números divulgados anteriormente reforçam um padrão nas recontagens eleitorais americanas: na grande maioria das vezes, os resultados não mudam.

Como a diferença se manteve abaixo de 0,5 ponto percentual, Trump ainda terá a chance de pedir recontagem. Neste caso, porém, o procedimento ocorreria eletronicamente.

Caminho difícil para Trump

Presidente Donald Trump em imagem de 13 de novembro — Foto: Carlos Barria/Reuters

Presidente Donald Trump em imagem de 13 de novembro — Foto: Carlos Barria/Reuters

O resultado representa mais um revés para o presidente derrotado, que vem tentando reverter a vitória democrata nos tribunais — até agora, sem sucesso algum. Trump tem inclusive criticado autoridades da Geórgia, como o governador Brian Kemp e o secretário de Estado Brad Raffensperger, ambos republicanos.

Raffensperger chegou a denunciar republicanos próximos a Trump, como senador Lindsey Graham, por sofrer pressão para que interferisse na recontagem de votos para favorecer o presidente derrotado. O parlamentar negou qualquer intenção de intervir no processo.

O Partido Republicano continua de olho na Geórgia porque o estado terá em janeiro segundo turno na eleição para senador. São duas cadeiras em jogo. Se os aliados de Trump perderem ambas as votações, o Partido Democrata dominará o Senado por uma margem mínima: seriam 50 assentos para cada partido, e, nesse caso, a vice-presidente eleita Kamala Harris teria o direito ao voto de minerva.

Os republicanos ainda tentam se movimentar em dois estados que deram vitória ao democrata: Michigan, onde os trumpistas pressionam fiscais e parlamentares para mudar o resultado; e Wisconsin, estado no qual Trump desembolsou US$ 3 milhões para pedir recontagem dos votos em condados altamente favoráveis a Biden.

Brasil – Avião com primeiro lote da vacina Coronavac desembarca no Brasil

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O avião com o primeiro lote de doses prontas da vacina Coronavac, vindas da China, chegou nesta quinta-feira (19) Brasil, no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O imunizante está atualmente em estágio avançado de testes de Fase 3 no país pelo Instituto Butantan. Ao todo, 120 mil doses do imunizante desembarcaram no país. Ainda neste mês, o Butantan espera receber 600 litros de matéria-prima da Sinovac para iniciar a produção local da vacina.
Na avaliação do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, o instituto será capaz de produzir 46 milhões de doses de vacinas até janeiro. Nesta semana, pesquisadores apontaram que dados preliminares dos testes clínicos com o imunizante mostraram que a vacina induziu uma rápida resposta imune, mas o nível de anticorpos produzidos foi menor do que o visto em pessoas que se recuperaram da doença.
Embora os testes em estágios inicial e intermediário não tenham sido desenvolvidos para determinar a eficácia da Coronavac, os pesquisadores disseram que ela pode fornecer proteção suficiente, com base na experiência com outras vacinas e em dados de estudos pré-clínicos em macacos.
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É falso que marcas d’água nas cédulas de votação evidenciaram fraude eleitoral nos EUA

Não é verdade que todas as cédulas de votação nos EUA tenham uma marca d’água e que, por causa disso, uma fraude eleitoral tenha sido identificada, como dizem posts que circulam no Facebook em português (veja aqui) pelo menos desde quinta-feira (5). A elaboração e a distribuição de cédulas é de responsabilidade dos estados. Cada um deles tem seu modelo, e nem todos usam marca d’água.

Até o fim da tarde desta sexta-feira (6), publicações com esta alegação falsa acumulavam pelo menos 7.300 compartilhamentos no Facebook. Elas foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (entenda como funciona).


FALSO

Uma marca de água secreta foi inserida em todos os cartões de eleitor mas os democratas não sabiam disso e ilegalmente introduziram cartões de eleitor falsos.

É falso que todas as cédulas de votação nos EUA tenham marcas d’água, e que, por isso, uma suposta fraude cometida por eleitores do Partido Democrata tenha sido identificada, como sustentam posts que circulam no Facebook em português. A peça de desinformação reproduz uma alegação falsa feita em conteúdos disseminados primeiramente por americanos adeptos da teoria da conspiração QAnon, apurou o site de checagem Politifact.

O sistema eleitoral americano é bastante descentralizado, como lembra o site da NCSL (National Conference of State Legislatures), uma fundação que representa os legislativos estaduais. Assim, cada estado tem liberdade quase total para definir as regras de suas eleições, o que inclui até mesmo o tipo de cédula usada pelos eleitores.

A maioria dos estados, inclusive, usa tanto o voto eletrônico como o de papel, segundo levantamento do site Lifewire. E nem todos usam marcas d’água em suas cédulas — a Califórnia é um dos estados que usa, como mostra o site do governo local.

Fora a questão da marca d’água, não há nenhum indício até o momento de que eleitores democratas tenham usado cédulas falsas na eleição presidencial.

Apesar da falta de provas sobre qualquer tipo de fraude eleitoral nos EUA até esta sexta-feira (6), conteúdos falsos alegando que houve irregularidades estão sendo disseminados no Brasil nos últimos dias, nas redes sociais e no WhatsApp. Na narrativa desinformativa, tais fraudes teriam como objetivo impedir a reeleição de Donald Trump.

O próprio Trump, por sinal, endossou diversas alegações falsas neste sentido no pronunciamento que fez na noite de quinta-feira (5), como mostrou reportagem do BuzzFeed, no momento em que a apuração dos votos começou a mostrar que as chances de vitória de Biden eram mais concretas. A fala do presidente americano foi mais uma página de uma narrativa que já incluía mais de 200 declarações falsas ou distorcidas sobre o processo eleitoral americano, segundo levantamento do jornal Washington Post.

Enquanto o resultado definitivo da eleição americana não sai, Trump tem tentado paralisar a contagem de cédulas e pedido a recontagem dos votos na medida em que os resultados da apuração o colocam atrás de Biden. Na manhã desta sexta, Biden ultrapassou Trump na contagem dos votos da Pensilvânia e ficou mais perto de vencer a eleição presidencial americana.

Referências:

1. Politifact
2. NCSL
3. Lifewire
4. Governo da Califórnia
5. Aos Fatos (12 e 3)
6. BuzzFeed
7. UOL

Primeira mulher vice presidente do Estados Unidos- Kamala Harris

“Após a eleição da chapa democrata para a presidência dos EUA, Kamala Harris será a primeira mulher – e a primeira pessoa negra ou de origem asiática – a ter o título de vice-presidente do país norte-americano.

Harris fez sua primeira manifestação pelo Twitter depois do anúncio da projeção da vitória de Joe Biden nas eleições, dizendo que essa eleição “é sobre muito mais do que Joe Biden e eu. É sobre a alma da América e nossa boa vontade em lutar por ela”. Ela também publicou um vídeo em que aparece telefonando para Biden e comemorando a vitória: “Conseguimos, Joe! Você será o próximo presidente dos Estados Unidos!”.

Harris, considerada pela campanha de Trump como pertencente à “esquerda radical” do Partido Democrata, apoia algumas das principais propostas progressistas partido, como o Medicare para todos e a política climática chamada de Green New Deal.

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A América de Biden-Harris: Saiba o que pensa a chapa democrata sobre aborto, meio ambiente, relações internacionais, entre outros
Com a eleição, o nome de Harris se torna automaticamente o mais cotado para a nomeação do Partido Democrata para as eleições presidenciais de 2024 – já que Biden, aos 77 anos, não deve buscar um segundo mandato.

Desde que Biden, 77, anunciou em agosto que teria uma mulher como companheira de chapa, a senadora passou a ser vista como uma escolha natural para o Partido Democrata, principalmente por causa da importância que as questões raciais ganharam nas eleições deste ano após o assassinato do afro-americano George Floyd por um policial branco e os protestos que ocorreram na sequência.

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Quem é Joe Biden, o democrata que desbancou Trump na eleição presidencial
Desta maneira, Kamala Harris se tornou a primeira mulher negra a compor uma chapa presidencial e a terceira mulher a concorrer como vice nos Estados Unidos. Ela adicionou à cédula presidencial a diversidade que faltava na pessoa de Joe Biden, homem branco, idoso e moderado – para os atuais padrões do partido – com décadas de experiência na política americana.

Filha de pai jamaicano e mãe indiana, Kamala foi a aposta do partido para atrair o voto de negros, latinos, mulheres e jovens. Em 2016, a ausência desse eleitorado, que tradicionalmente é cativo dos democratas, foi crucial na derrota de Hillary Clinton para Donald Trump.

A escolha também aponta para o caminho mais progressista que o partido democrata pretende seguir ao sair vencedor das eleições de 2020, com Harris já sendo apontada pelos mais ansiosos como uma potencial sucessora de Biden, devido à idade avançada dele.

Quem é Kamala Harris
Hoje com 56 anos, Kamala é senadora dos Estados Unidos pela Califórnia. Sua carreira política começou nos anos 2000, quando foi eleita a primeira promotora distrital negra de São Francisco. Mas foi quando assumiu a promotoria do estado, em 2010, que seu trabalho ganhou destaque e a tornou alvo de críticas tanto da esquerda quanto da direita.

A campanha democrata exaltava que, durante aquele período, Kamala “lutou pelas famílias e ganhou um acordo de US$ 20 bilhões para proprietários de casas na Califórnia contra grandes bancos que estavam executando injustamente as hipotecas”, resultado da crise econômica de 2008.

Contudo sua atuação em outros casos tiveram repercussão negativa. Pela esquerda, foi acusada de defender interesses policiais. A primeira campanha dela para a promotoria de São Francisco foi apoiada pelo sindicato da polícia local e, quando foi promotora da Califórnia, evitou intervir em casos envolvendo assassinatos pela polícia e foi criticada por não brigar por reformas policiais – uma pauta que agora vem sendo levantada por diversos promotores progressistas.

Em um debate democrata no início do ano, a deputada Tulsi Gabbard afirmou que Harris “bloqueou evidências que teriam libertado um homem inocente do corredor da morte até que ela fosse forçada a fazê-lo”.

Porém, a boa relação com os policiais não foi duradoura. Acabou quando ela se recusou a pedir pena de morte para o membro de uma gangue que assassinou um policial, ainda em seu primeiro mandato como procuradora em São Francisco. Ela defendia que a sentença era desproporcionalmente aplicada a negros.

Pela direita, Kamala foi acusada de abusar de seus poderes de investigação e promotoria para perseguir grupos políticos de tendência conservadora, como a Fundação Americanos pela Prosperidade, que critica as propostas democratas para as mudanças climáticas, e a Organização Nacional para o Casamento, que é contra o casamento homossexual e a adoção de crianças por casais gays. Segundo o National Review, ela fez parte de uma aliança de procuradores-gerais democratas que tentaram tornar crime o “negacionismo climático” .

Em 2016 foi eleita para o Senado americano, onde defendeu, entre outras coisas, o aumento do salário mínimo, os direitos de imigrantes e refugiados e o aborto. Também foi bastante crítica ao governo de Donald Trump e co-patrocinou uma legislação que tiraria a maconha da lista de substâncias controladas e eliminar o registro de crimes relacionados à droga.

Os posicionamentos atuais
A posição da vice de Joe Biden está longe de ser centrista, embora Harris pareça mais aberta ao diálogo do que figuras como o senador Bernie Sanders e a deputada Alexandria Ocasio-Cortez. Desde que entrou na corrida presidencial democrata, Kamala Harris passou a demonstrar uma tendência mais progressista, inclusive em questões relacionadas à polícia e à justiça.

Na onda dos protestos antirracismo e antipolicial, a senadora disse que “é um pensamento do status quo acreditar que colocar mais policiais nas ruas cria mais segurança. Isto é errado. É simplesmente errado”. Kamala está entre os democratas que assinaram um projeto de lei que prevê a proibição de técnicas de estrangulamentos pela polícia, bem como discriminação racial em abordagens policiais, entre outros pontos. “Como promotora de carreira e ex-procuradora-geral da Califórnia, sei que a verdadeira segurança pública exige a confiança da comunidade e a responsabilização da polícia”, declarou ao apoiar o projeto conhecido como Justice in Policing Act.

Na saúde, suas declarações sobre o controverso Medicare For All deixaram muita gente confusa. Quando era candidata à presidência, disse apoiar o projeto proposto pelo senador Bernie Sanders, de substituir completamente a cobertura privada por um sistema governamental gratuito – o que inevitavelmente levaria a um aumento de impostos. Ela chegou a afirmar em entrevista que o seguro privado de saúde nos EUA deveria ser totalmente eliminado. Porém, mudou de tática no meio do caminho e lançou a sua própria versão do programa de saúde de tendência socialista, que manteria as seguradoras privadas operando no país e cuja a implantação seria feita em longo prazo.

A sua defesa do aborto também a coloca no campo progressista do Partido Democrata. Como senadora, recebeu a avaliação máxima de uma entidade pró-escolha que dá notas aos legisladores com base nos posicionamentos a respeito do assunto. Ela votou contra um projeto de lei que limitaria o aborto às primeiras 20 semanas de gestação e apoia um projeto que torna ilegais limitações praticadas por alguns estados em relação a serviços de aborto.

“A saúde reprodutiva está sob ataque total na América hoje. Existem estados que aprovaram leis que virtualmente impedem que as mulheres tenham acesso à saúde reprodutiva. Não é exagero dizer que as mulheres vão morrer, mulheres pobres, mulheres de cor, porque essas legislaturas republicanas que estão fora de contato com a América estão dizendo às mulheres o que fazer com nossos corpos. As pessoas precisam manter as mãos longe do corpo das mulheres e deixar que elas tomem as decisões sobre suas próprias vidas”, disse Kamala. A senadora também apoia o financiamento público para serviços de aborto e opõe-se à notificação dos pais em caso de abortos em menores de idade.

Seguindo a toada esquerdista, Kamala Harris é a favor do Green New Deal, um projeto apresentado pela deputada Alexandria Ocasio-Cortez para renovar toda a estrutura do país para priorizar a eficiência energética, modernizando a rede elétrica, eliminando as emissões de gases do efeito estufa em apenas 10 anos e convertendo todo o país a fontes de energia renovável. Tanto essa proposta quanto o Medicare For All não foram endossados por Joe Biden.”
Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/kamala-harris-quem-e/
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Joe Biden vence na Pensilvânia e é eleito presidente dos Estados Unidos Democrata passou dos 270 votos no colégio eleitoral, segundo projeções de diversos veículos de imprensa, como Associated Press, ‘New York Times’, NBC e CNN. Trump não concede derrota e diz que vai recorrer à Justiça.

Candidato presidencial democrata Joe Biden fala aos apoiadores em Wilmington, Delaware, na quarta-feira (4)   — Foto: Paul Sancya/AP

Candidato presidencial democrata Joe Biden fala aos apoiadores em Wilmington, Delaware, na quarta-feira (4) — Foto: Paul Sancya/AP

O democrata Joe Biden passou a marca dos 270 delegados no Colégio Eleitoral neste sábado (7), segundo projeções de diversos veículos de imprensa. O número é suficiente para derrotar o republicano Donald Trump e se sagrar o 46º presidente dos Estados UnidosKamala Harris torna-se a primeira mulher vice-presidente do país.

Joe Biden agradeceu aos eleitores pelas redes sociais e afirmou que será um presidente para todos os americanos.

“América, estou honrado por ter me escolhido para liderar nosso grande país. O trabalho que temos pela frente será árduo, mas prometo o seguinte: serei um presidente para todos os americanos – quer você tenha votado em mim ou não. Vou manter a fé que vocês colocaram em mim”, postou Biden no Twitter

Embora não oficial, a projeção dos veículos de comunicação é suficiente para que a sociedade americana reconheça a eleição de um presidente (entenda como funciona), já que a contagem chega a demorar semanas e o sistema de colégio eleitoral permite saber antecipadamente quem será o vencedor.

Arizona

Na manhã deste sábado, faltavam pelo menos 6 votos no colégio eleitoral para que Biden chegasse a 270 e sua vitória se confirmasse, segundo as projeções da Associated Press. Com a vitória projetada na Pensilvânia, Biden chegou a 290 delegados.

Outros veículos, como “The New York Times”, por exemplo, ainda não haviam declarado Biden vencedor no Arizona, que tem 11 delegados. Porém, com os 20 delegados da Pensilvânia, a disputa no Arizona passou a ser indiferente, já que não muda mais o resultado.

Quem é Joe Biden, presidente eleito dos Estados Unidos
Quem é Joe Biden, presidente eleito dos Estados Unidos

Medidas judiciais

O presidente Donald Trump alega que a eleição está sendo roubada e promete ações na Justiça. Logo após a declaração de Biden como vencedor na imprensa americana, sua campanha soltou nota dizendo que a eleição não acabou.

“Todos nós sabemos por que Joe Biden está se apressando em fingir que é o vencedor e por que seus aliados da mídia estão se esforçando tanto para ajudá-lo: eles não querem que a verdade seja exposta. O simples fato é que esta eleição está longe de terminar”, afirmou Trump.

Pouco depois, advogados de Trump disseram a jornalistas que houve fraude eleitoral e que medidas legais, como recursos pedindo a recontagem dos votos, serão apresentados à Justiça a partir de segunda-feira (9).

Também pediu interferência em um caso pendente na Suprema Corte dos EUA sobre a Pensilvânia, um estado importante da disputa que ainda está contando centenas de milhares de cédulas enviadas pelo correio. O republicano tenta impedir que o estado conte votos que cheguem depois da eleição.

Trump está tentando evitar se tornar o primeiro presidente em exercício dos EUA a perder uma candidatura à reeleição desde George H.W. Bush, em 1992.

Biden

Foto de arquivo de setembro de 2008 mostra o então senador Joe Biden ao lado de Barack Obama, na época candidato presidencial democrata, durante um comício de campanha em Detroit, Michigan   — Foto: Jason Reed/Reuters/Arquivo

Foto de arquivo de setembro de 2008 mostra o então senador Joe Biden ao lado de Barack Obama, na época candidato presidencial democrata, durante um comício de campanha em Detroit, Michigan — Foto: Jason Reed/Reuters/Arquivo

A vitória de Biden marca o retorno de um democrata à Casa Branca após a saída de Barack Obama, que governou o país entre 2009 e 2017. Biden foi seu vice-presidente.

Casado com Jill Biden, Joe Biden nasceu em 1942 na Pensilvânia, em uma família católica. O democrata se notabilizou na política em 1972, quando, aos 29 anos, se elegeu para o Senado pelo estado de Delaware e se tornou uma das pessoas mais jovens a assumir o cargo na história dos Estados Unidos.

Joe Biden é empossado como vice-presidente dos Estados Unidos ao lado de sua esposa Jill Biden durante as cerimônias de posse no Capitólio dos Estados Unidos em Washington, em 20 de janeiro de 2009 — Foto: Timothy A. Clary/AFP

Joe Biden é empossado como vice-presidente dos Estados Unidos ao lado de sua esposa Jill Biden durante as cerimônias de posse no Capitólio dos Estados Unidos em Washington, em 20 de janeiro de 2009 — Foto: Timothy A. Clary/AFP

A apuração dos votos deste ano começou dramática para o democrata, que perdeu a Flórida (contrariando a média das pesquisas) e sofreu revezes na Geórgia e na Carolina do Norte — estados onde Biden pretendia virar a vantagem obtida por Trump quatro anos atrás.

Mas outras vitórias em estados-chave, com votos contados apenas no fim, determinaram a vitória de Biden segundo as projeções. Uma das razões foi a previsível demora na contagem dos votos que chegaram por correio.

Mais de 100 milhões de eleitores americanos votaram antes do dia oficial das eleições. Isso representa quase 73% do total de pessoas que foram às urnas em 2016. Desses, mais de 64,5 milhões das cédulas foram enviadas pelo correio.

O voto antecipado foi motivado, entre outras razões, por receio de aglomerações na pandemia. E a maioria desses eleitores votou em Biden, já apontavam projeções feitas antes mesmo do dia da eleição.

A pandemia, inclusive, fez Biden evitar comícios com grandes aglomerações ao longo da campanha. O democrata preferiu fazer reuniões com poucas pessoas — ou, já na reta final, atos políticos com carros.

Mulher fofoqueira fica presa no portão ao tentar espiar o que o vizinho fazia; Confira as fotos!

Francis é uma senhora de 65 anos que ganhou o apelido de “fofoqueira” em sua comunidade. De acordo com as pessoas que moram perto dela, Francis todos os dias está esperando para espionar os vizinhos. E não só isso, mas também sente a liberdade e capacidade moral de criticar suas decisões ou modo de vida.

Andrea é uma das vizinhas de Francis e vítima de seus comentários maliciosos, “essa mulher sempre tem uma opinião para tudo. Ela inventou sobre minha vida, dizendo que eu traio meu marido, quando isso não é verdade ”, disse ela.

Miriam concorda com essa opinião: “Francis não faz nada em casa. Ela passa perto da janela vendo qual vizinho sai e qual não sai. Ela só gosta de gerar conflitos entre famílias e vizinhos”. Na verdade, tem havido vários casos em que essas pessoas alegaram mal-entendidos e acontece que foi Francis quem inventou um comentário!
Muitas pessoas dizem que ela deve procurar um psicólogo, que a ajude a superar esse interesse na vida de outras pessoas e se concentrar em seu presente. Enquanto outros apenas tentam ignorá-lo para ver se eles são salvos de serem observados.
Mariana disse: “Não precisamos de câmeras de vigilância aqui, temos Francis que está ciente de todos os movimentos”. Mas nos últimos dias esta mulher sofreu uma situação vergonhosa que certamente a deixou sem querer continuar investigando a vida dos outros.
Francis queria ver dentro da casa de um vizinho, quando sua cabeça ficou presa em uma cerca. A pior parte é que permaneceu assim até cinco horas depois, quando finalmente os bombeiros chegaram.

As fotos dela nesta posição estranha estão indo ao redor do mundo.

Uma vez que ela foi resgatada, ela disse que se sentiu humilhada e nunca imaginou que seria pega tentando descobrir a vida de seus vizinhos.
Ela disse que não tinha uma boa visão dentro da casa do vizinho, então enfiou a cabeça na cerca, mas o espaço acabou sendo mais estreito do que ela imaginava.

Em debate caótico, Biden manda Trump calar a boca e critica Brasil

  Por: Reprodução / C-Span2  Por: Folhapress  0comentários

Oprimeiro debate entre Donald Trump e Joe Biden, na noite desta terça-feira (29), marcou um duelo agressivo, cheio de interrupções, xingamentos e gritaria entre os dois candidatos, que tentavam desconstruir o adversário e se consolidar como o nome mais capacitado para governar os EUA.

O presidente manteve sua estratégia diversionista, defendendo seu governo com informações falsas e tentando desconcentrar Biden, que atacou a condução do republicano diante da pandemia e também sua política ambiental, quando fez críticas, inclusive, ao Brasil.

Ao abordar as queimadas que devastam parte da Costa Oeste dos EUA, Biden mencionou também as recentes queimadas na Amazônia e afirmou que uma de suas propostas é trabalhar com países ao redor do mundo para atacar o aquecimento global.

“A floresta tropical no Brasil está sendo destruída”, criticou o democrata, que prometeu se juntar com outros países e oferecer US$ 20 bilhões (R$ 112 bi) para ajudar na preservação da região. “Parem de destruir a floresta e, se não fizer isso, você terá consequências econômicas significativas”, completou, indicando possíveis retaliações ao governo brasileiro.

Logo nos primeiros minutos do embate, transmitido ao vivo pela TV americana, Biden perdeu a paciência ao ser interrompido diversas vezes pelo rival e pediu que Trump calasse a boca. “Você vai calar a boca, cara?”, disse o democrata, que afirmou que “todo mundo sabe que Trump é um mentiroso” e classificou o presidente como o pior líder da história do país. “É difícil falar qualquer coisa com esse palhaço”, completou Biden quando tentava responder sobre os negócios de um de seus filhos na Ucrânia.

O presidente também interrompeu o moderador, o jornalista Chris Wallace, que tinha dificuldade para terminar suas perguntas. Wallace precisou levantar a voz em diversos momentos para tentar controlar os ânimos no palco.

Biden, por sua vez, tentou centrar a pauta sobre a condução errática e ineficaz do presidente diante da pandemia que já matou mais de 205 mil pessoas no país, mas não conseguiu passar muito tempo sem cair nas provocações do republicano. Por diversas vezes, o democrata ria nervosamente e gaguejava.

“Você não pode resolver a economia até que resolva a crise da Covid-19. Ele [Trump] deve começar a trabalhar e cuidar das necessidades do povo americano, para que possamos reabrir com segurança”, afirmou Biden, lembrando que Trump soube da gravidade da crise desde fevereiro. “Ele disse que não queria criar pânico. Ele entrou em pânico.”

O ex-vice de Barack Obama lembrou que Trump chegou a sugerir que as pessoas deveriam injetar desinfetantes para se proteger do coronavírus.

“Eu estava sendo sarcástico”, respondeu o presidente, insistindo que fez um bom trabalho, aprovado, em suas palavras, pelos governadores do país.

Trump pressionava para uma retomada de atividades que foi considerada precoce e resultou em diversos repiques de casos de Covid-19 pelo país. Diversos governadores, inclusive republicanos, precisaram rever suas retomadas para controlar a situação em seus estados.

“Ele [Biden] vai fechar o país inteiro e destruir todo o nosso país”, disse Trump, sempre tentando relacionar Biden ao que chama de esquerda radical do Partido Democrata. O republicano diz que o ex-vice de Obama vai levar o socialismo aos EUA, numa tentativa de assustar eleitores moderados moradores dos subúrbios, que costumam variar o voto nas eleições.

Questionado pelo presidente se concordava com seu discurso da lei e da ordem, Biden respondeu: “Concordo com lei e ordem com justiça, em que as pessoas são tratadas com justiça. Os crimes violentos caíram 17% sob nossa supervisão.”

Como mostrou a Folha, a retórica do medo não tem tido efeito em subúrbios de estados-chave, como a Carolina do Norte.

Em outras ocasiões, o democrata tentou desmentir ideias que Trump tenta colar nele, como a de que o democrata é a favor de tirar financiamento da polícia. “Me oponho totalmente”, disse Biden. “Policiais precisam de assistência.”

Trump recusou-se a denunciar categoricamente os supremacistas brancos ao ser questionado pelo moderador e disse que a violência extremista “não é um problema da direita”.

A estratégia de Biden era cristalizar a mensagem de que a campanha é um referendo sobre a má condução de Trump da pandemia, mas ele também investiu nas informações de sonegação de impostos por parte do presidente, divulgada pelo jornal The New York Times.

“Mostre-nos suas declarações de impostos”, pediu Biden. “Você os verá assim que terminarem”, respondeu Trump, sem responder a pergunta sobre quanto pagou ao fisco.

Segundo as reportagens, Trump ficou dez anos sem pagar impostos e pagou apenas US$ 750 (R$ 4.171) em 2016, quando venceu Hillary Clinton na corrida à Casa Branca. O presidente nega as acusações, mas Biden aproveita o episódio para tentar afastar de Trump o eleitorado da classe trabalhadora, sob o argumento de que o presidente burla leis para manter privilégios e paga menos impostos do que muitos americanos da classe média.

Horas antes do debate, nesta terça, Biden divulgou suas declarações de imposto de renda dos últimos 22 anos, já em uma espécie de vacina que confirmava seus planos de abordar o tema diante do presidente, que se recusa mostrar seus dados fiscais.

O ex-vice-presidente e sua esposa, Jill Biden, pagaram US$ 299.346 (R$ 1,6 milhão, na cotação atual) em impostos federais no ano passado, de acordo com formulários da Receita Federal. A renda anual do casal foi de US$ 985 mil (R$ 5,5 milhões).

O debate desta terça ocorreu sobre seis assuntos estabelecidos previamente: histórico dos candidatos, Suprema Corte, Covid-19, raça e violência nas cidades, economia e integridade das eleições.

Sobre o último tema, Trump voltou a repetir, sem apresentar provar, que a eleição será uma fraude com o voto por correio —empregado com sucesso em outras eleições do país.

“Se for uma eleição justa, estou 100%. Mas se eu vir milhares de cédulas sendo manipuladas, não posso concordar com que … Isso significa que você tem uma eleição fraudulenta.”

Apesar do leque temático, um embate com menos propostas e mais ataques era esperado pelas duas campanhas, principalmente com o perfil de Trump, habitualmente agressivo quando quer abalar adversários e mobilizar sua base conservadora.

Nesta terça, o presidente seguiu o roteiro ao explorar temas como o envolvimento de um dos filhos do democrata, Hunter Biden, em uma empresa de gás na Ucrânia, e questionar a idade e a capacidade mental do rival para governar —Trump tem 74 anos, enquanto Biden completa 78 em novembro.

Em outra frente, o presidente também propagandeou sua indicação da juíza conservadora Amy Coney Barrett à Suprema Corte, em um dos mais importantes movimentos da corrida à Casa Branca.

Com o gesto, Trump acenou à sua base, bastante sensível à composição do tribunal, e desviou parte da atenção pública de sua condução da pandemia, além de tentar impactar em uma possível judicialização das eleições, caso a decisão final sobre o pleito fique com a instância máxima da Justiça americana.

Assessores da Casa Branca viam no debate mais uma oportunidade para Trump tentar redesenhar a disputa em que aparece sete pontos percentuais atrás de Biden na média das pesquisas nacionais —50,2% a 43,2%.

Apesar de ter melhorado seu desempenho em alguns estados-chave, como Flórida e Pensilvânia, o republicano tem cada vez menos tempo para virar o jogo —a eleição será em 3 de novembro.

Auxiliares aconselharam Biden a não perder tempo rebatendo todos os ataques e informações falsas vociferadas pelo presidente durante o debate, no diversionismo que costuma favorecer o republicano. Temiam, porém, que o democrata ficasse na defensiva e o aconselharam a responder quando se tratasse de temas importantes.

Nos bastidores, porém, os assessores de Biden não escondiam a apreensão, já que o ex-vice de Obama é conhecido por cometer gafes em público e já perdeu a paciência com eleitores que o contradisseram de alguma forma —em março, por exemplo, Biden xingou e ameaçou dar um tapa em um operário que o questionou sobre o controle de armas.

O Partido Democrata chegou a pedir que houvesse um checador dentro do estúdio para constestar ao vivo as informações ditas pelos dois candidatos, o que foi rechaçado pelo comitê organizador do evento. No embate desta terça, o republicano queria que Biden ficasse irritado ou perdesse a linha de raciocínio, o que poderia corroborar sua tese de que o rival está senil e não tem condições de assumir a Casa Branca.

A cinco semanas da eleição, Trump e Biden tentaram dominar a atenção do eleitor cada vez menos interessado neste tipo de evento.

Segundo levantamento feito pelo Wall Street Journal/NBC News, mais de 70% dos americanos dizem que não consideram o debate muito importante para decidir o voto.

Por causa da pandemia, não houve o tradicional aperto de mão entre os candidatos no início do debate, realizado em Cleveland, em Ohio —um dos estados do chamado Cinturão da Ferrugem, decisivo da disputa.

A plateia, geralmente de quase mil pessoas, caiu para cerca de 80, todos de máscara e respeitando o distanciamento social, após passarem por testes para detectar Covid-19.​