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:: ‘Política’

Vídeos: Salvador registra ‘panelaço’ durante sabatina feita por jornal a Jair Bolsonaro

Antônio Cruz/Agência BrasilAntônio Cruz/Agência Brasil

Além do som das panelas, a movimentação teve também gritos de “ fora Bolsonaro ” e de buzinas daqueles que estavam trafegando no momento

A participação do candidato a reeleição Jair Bolsonaro na sabatina promovida pelo Jornal Nacional, na Rede Globo, na noite desta segunda-feira (22), rendeu diversas manifestações em Salvador. O famoso “panelaço” foi registrado em diversos pontos da capital baiana, seguindo um movimento nacional, que teve o apoio de diversos influenciadores.

Além do som das panelas, a movimentação que começou por volta das 20h30, juntamente com o programa Global, teve também gritos de “fora Bolsonaro” e de buzinas daqueles que estavam trafegando no momento.

Pacheco visita Moraes no TSE e defende respeito ao resultado das eleições

Pacheco visita Moraes no TSE e defende respeito ao resultado das eleições

Foto: Reprodução / Senadoleg

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD) fez nesta segunda-feira (22) a primeira visita ao ministro Alexandre de Moraes após a troca de comando no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Depois do encontro, Pacheco defendeu o processo eleitoral e cobrou que partidos e candidatos respeitem o resultado das votações.
“Tenho plena confiança na lisura do processo e que o resultado das urnas, seja qual for, será respeitado por todos, inclusive pelos partidos e candidatos”, disse o senador.
As declarações do presidente do Senado ocorrem no momento em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) ataca o sistema eleitoral e faz insinuações golpistas.
“Papel dos candidatos de ter esse comportamento e essa postura que busque essa pacificação é muito importante, porque é a melhor forma de exercermos a democracia”, declarou Pacheco.
Moraes assumiu o comando do TSE no último dia 16.
O presidente do Senado também minimizou o risco de as manifestações de 7 de Setembro se tornarem atos contrários ao sistema eleitoral e com ataques às instituições.
“Esperamos que haja manifestações ordeiras, legítimas. Eventuais excessos que possam acontecer, de grupos sem dúvida minoritários, isso é papel das forças de segurança. Para inibir qualquer tipo de atitude que não seja democrática, republicana”, disse Pacheco.
“As perspectivas que temos, verdadeiras, é que a maturidade política brasileira, a força das instituições, da democracia, prevalecerão sobre qualquer tipo de arroubo de retrocesso democrático”, afirmou ainda o senador.
Moraes também vai se reunir nesta terça-feira (23) com o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e com o diretor-geral da Polícia Federal.
No encontro, o ministro da Defesa deve voltar a pedir para o TSE aceitar as sugestões dos militares de mudanças na forma de fiscalização do pleito.
As Forças Armadas estão na lista de entidades de fiscalização das eleições. Por isso, militares participam de uma série de etapas do pleito, como a análise do código-fonte das urnas.
O TSE simulou na última semana as mudanças sugeridas pelos militares no “teste de integridade” das urnas, que é feito no dia das eleições.
Apesar da simulação, técnicos da corte e auxiliares de Moraes adotam cautela. Reservadamente, eles dizem que mudar as regras semanas antes das votações pode tumultuar o processo eleitoral, além de ser trabalhoso e ter baixo poder de aperfeiçoar a segurança e a transparência do voto.
Já o governo Bolsonaro vê uma eventual concessão às Forças Armadas como a moeda de Moraes para aliviar a crise entre o TSE e o Planalto. Bolsonaro, em troca, reduziria o tom golpista de suas declarações.

Bolsonaro fala sobre ataque às urnas eletrônicas no Jornal Nacional

Bolsonaro fala sobre ataque às urnas eletrônicas no Jornal Nacional

Foto: Reprodução

O atual presidente e candidato a reeleição, Jair Bolsonaro (PL), abriu, nesta segunda-feira (22), a tradicional rodada de sabatinas ao vivo no Jornal Nacional, da TV Globo, com os presidenciáveis que disputam as eleições em outubro. Os primeiros questionamentos feitos por William Bonner e Renata Vasconcellos, apresentadores do telejornal, giraram em torno da lisura das urnas eletrônicas, liberdade de expressão e forças armadas.

 

STF

“Primeiro, você não está falando verdade, quando diz xingar ministros. Eu quero transparência nas eleições. Vocês, com certeza, não leram o inquérito da Policia Federal de 2018, que inclusive está inconcluso. Se você pode colocar uma tranca a mais na sua casa para evitar que ela seja assaltada você não vai fazer ou não? Então esse é o objetivo disso que eu tenho falado sobre o Tribunal Superior Eleitoral. E outra coisa, em 2014, tivemos eleições, o PSDB duvidou da lisura das eleições e contratou uma auditoria, que disse que as urnas são inauditáveis. Em 2018, teve denúncia de fraude e a senhora Rosa Weber determinou que fosse aberto inquérito pela Polícia Federal  para apurar a fraude.  Quem vem sendo perseguido o tempo todo pelo ministro do Supremo sou eu, com um inquérito completamente ilegal”.

 

FORÇAS ARMADAS

“Teremos eleições. O ministro Alexandre de Moraes acabou de assumir. Amanhã eu tenho um encontro com o ministro da Defesa para tratar sobre a transparência eleitoral. E tenho certeza que o ministro Alexandre de Moraes vai conversar e vai chegar num bom termo em relação às eleições. Pode ter certeza que teremos eleições limpas e transparentes”.

 

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

“Considero as manifestações nossas sem nenhum ruído. Quando alguns falam em fechar o Congresso, eu considero como liberdade de expressão deles. E para mim, isso faz parte da democracia. Não pode é eu mandar”.

 

ECONOMIA

“As promessas foram frustradas pela pandemia, uma seca enorme, conflito na Ucrânia. Se pegar os dados de hoje, você vê o Brasil com uma deflação. Você vê que a taxa de desemprego tem caído, os números da economia são fantásticos. Queremos continuar na política que estamos fazendo desde 2019. A vacina são as reformas, da previdência, da liberdade econômica, das normas, a grande reforma da economia foi feita em 2019. Nós pegamos 2020 e 2021 tivemos saldo positivo de empregos. Diferente de 2014 e 2015. Isso é sinal de competência da equipe econômica. Programas como Pronanpe e Bem, além do auxílio emergencial que fez com que os municípios não colapsassem. Fui à Rússia conversar com Putin, garantir o fertilizante para nossa safra”. 

 

MEIO AMBIENTE

“Na Amazônia você tem quase 30 milhões de habitantes. Tem que preservar 80% e usufruir de 20%. Tentei nos primeiros anos de mandato fazer a regularização fundiária. O presidente da Câmara não colaborou. A mesma coisa está pegando fogo na Europa, na Califórnia. No Brasil não é diferente, boa parte é criminoso, sei disso, ainda tem o incêndio do ribeirinho”.

“A destruição, o que vinha acontecendo é que o material pode ser retirado do local, mas existe um abuso de uma parte. Tem locais de uma parte que é permitido. Abuso por parte do Ibama”. 

“É uma mentira. Ninguém quer destruir florestas. O acordo Mercosul União Europeia estava travado. A União Europeia quer acelerar o acordo. A Alemanha usa combustíveis fósseis. Países que dizem que deveríamos buscar energias limpas. O Brasil é exemplo para o mundo. O Brasil preserva dois terços de sua área verde”.

‘Serei o governador da inclusão’, diz Jerônimo durante comício em Ribeira do Pombal

'Serei o governador da inclusão', diz Jerônimo durante comício em Ribeira do Pombal

Foto: Divulgação

O candidato a governador Jerônimo Rodrigues (PT) garantiu, em comício realizado na noite desta sexta-feira (19) em Ribeira do Pombal, que um futuro governo seu será marcado pela inclusão e pelo combate à fome, ao desemprego e à inflação. De acordo com a organização, o ato teve a presença de mais de 20 mil pessoas.

 

Jerônimo ressaltou que irá atuar em parceria com o atual candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para a Bahia avançar cada vez mais.

 

“A Bahia não vai voltar atrás, a Bahia vai continuar firme. Aqui não tem projeto pessoal, aqui é o projeto de um time que gosta de cuidar de gente. Eu vou fazer muito mais do que Wagner e Rui fizeram”, disse Jerônimo. “Eu serei o governador da inclusão, vamos combater o desemprego e a fome”, acrescentou.

 

Em seu discurso, o governador Rui Costa (PT) pediu à população que escolha representantes focados em cuidar de gente, da Bahia e do Brasil.

 

“O meu sonho é que o governo da Bahia continue tendo alguém que tem a alma do povo”, afirmou o governador. “Jerônimo vai poder fazer muito mais do que eu fiz, Jerônimo vai cuidar de vocês bem melhor do que eu cuidei, Jerônimo vai ter o presidente Lula ao lado dele”, continuou Rui.

 

“Tem gente que tem a minha alma, tem gente que gosta de cuidar de gente como eu gosto”, complementou o governador.

 

Jerônimo ainda realizou carreata em seis cidades da Bahia: Itapicuru, Olindina, Nova Soure, Cipó, Ribeira do Amparo e Ribeira do Pombal. Na parte da noite, a agenda foi finalizada com o comício.

 

“Nós estamos muito confiantes. Toda essa receptividade do povo por onde passamos. Respeitando muito a nossa oposição, eu digo que nós vamos ganhar no primeiro turno, com toda essa receptividade da população em todas as cidades. O Brasil tem jeito e a Bahia tem lado. Eu não tenho dúvidas, é Lula lá e Jerônimo cá”, finalizou Jerônimo.

Bolsonaro faz campanha em rodovia e diz que respeitará resultado se não for reeleito

Bolsonaro faz campanha em rodovia e diz que respeitará resultado se não for reeleito

Foto: Alan Santos / PR

No primeiro fim de semana de campanha, o presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve em Resende (RJ), onde foi recebido na manhã desta sábado (20) por uma motociata. Por mais de uma hora, ele ficou parado às margens da via Dutra para acenar e cumprimentar os apoiadores.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente diz que a motociata foi espontânea e afirma que respeitará o resultado da eleição caso seja derrotado.
“Passaram mil motos em apoio a gente. A gente fica muito feliz com essa manifestação espontânea por parte da população. E a gente está nessa empreitada buscando a reeleição, se esse for o entendimento. Caso contrário, a gente respeita. Mas a nossa democracia, nossa liberdade acima de tudo”, declarou.
“Eu agradeço a Deus pela minha vida e pela missão. […] Estou muito feliz com isso, apesar da dificuldade de estar na Presidência, mas é uma missão. E missão dada é missão cumprida”, concluiu.
Bolsonaro esteve em Resende para participar da cerimônia de entrega da Espada de Duque de Caxias aos cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), evento de formatura dos aspirantes a oficiais do Exército. O presidente foi aluno da Aman e concluiu o curso em 1977.
Antes da cerimônia, por volta das 9h30, o presidente saiu do Hotel de Trânsito da Aman e foi até a rodovia por onde passava a motociata em apoio a ele. Bolsonaro chegou à cidade na noite desta sexta (19).
Alinhados a Bolsonaro, militares cobram mudanças em procedimentos de fiscalização das eleições. As Forças Armadas estão na lista de entidades de fiscalização das eleições.
Bolsonaro tem feito ataque sistemáticos às urnas eletrônicas. Apesar dos frequentes questionamentos ao sistema eleitoral, o entorno do presidente tem tentado reduzir o tom golpista das declarações dele e melhorar a relação com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob comando do ministro Alexandre de Moraes.
Nesta semana, enquanto Moraes era ovacionado durante fala em defesa do sistema eleitoral, em sua posse como presidente do TSE, Bolsonaro não aplaudiu o ministro.
Na agenda de compromissos em Resende, Bolsonaro foi acompanhado pela primeira-dama Michelle Bolsonaro, pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além dos ministros Victor Godoy (Educação) e Anderson Torres (Justiça).
O ex-piloto de F-1 Nelson Piquet também participou da agenda.
Durante a cerimônia, Bolsonaro dividiu palanque com Walter Braga Netto, candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro; o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul; e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello (PL), candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Os três são generais do Exército.
Bolsonaro saiu da Aman em 1977 e deixou o Exército em 1988 como capitão reformado, após ser absolvido pelo Superior Tribunal Militar num caso em que foi acusado de planejar um atentado terrorista.
O presidente comparece a todas as edições do espadim da Aman desde que assumiu o Palácio do Planalto. Durante a solenidade, o espadim de Duque de Caxias foi entregue pelas mãos do presidente a Lucas Cremonese Jaeger, 20, escolhido por ser o destaque da turma de cadetes. Os outros formandos receberam o espadim das mãos de seus familiares.
A cerimônia teve a participação de 395 cadetes da Aman, 15 deles de nacionalidade estrangeira e 33 mulheres. Fundada em 1810, a instituição passou a aceitar mulheres apenas em 2018.
“Ao internalizar o nosso código de honra representado no culto à verdade, à lealdade, à probidade e à responsabilidade, vocês materializam o que a sociedade brasileira espera de seu Exército. Prossigam nessa senda de dignidade”, disse o general João Felipe Dias Alves, comandante da Aman.

Gabriel Monteiro tem o mandato de vereador cassado em sessão plenária da Câmara do Rio Gabriel Monteiro foi investigado no Conselho de Ética da Câmara por acusações de assédio sexual, forjar vídeos na internet e de estupro de vulnerável. Cassação obteve 48 votos dos 50 possíveis.

O vereador Gabriel Monteiro (PL) durante a sessão desta quinta-feira (18) — Foto: Renan Olaz/CMRJ

O vereador Gabriel Monteiro (PL) durante a sessão desta quinta-feira (18) — Foto: Renan Olaz/CMRJ

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro cassou, nesta quinta-feira (18) à noite, o mandato do vereador Gabriel Monteiro (PL) por quebra de decoro parlamentar. O ex-policial militar e youtuber é acusado por suspeita de assédio sexual, forjar vídeos na internet e de estupro de vulnerável.

Dos 50 votos possíveis na Câmara, 48 foram pela casssação de Gabriel, e dois pela não. Esses votos couberam ao próprio Gabriel e ao vereador Chagas Bola.

O resultado quase unânime já se desenhava no momento em que as bancadas dos partidos orientavam o voto de seus representantes e todos foram a favor da cassação.

Painel de votação na Câmara: 48 a 2 — Foto: Reprodução

Painel de votação na Câmara: 48 a 2 — Foto: Reprodução

A sessão que determinou a cassação do mandato do vereador Gabriel Monteiro (PL), por quebra de decoro, teve início às 16h desta quinta-feira (18) no plenário da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e terminou às 22h23 com a votação e consequente cassação do mandato.

Gabriel Monteiro foi investigado no Conselho de Ética da Câmara por acusações de assédio sexual, forjar vídeos na internet e de estupro de vulnerável, por filmar relações com menor de idade, o que é crime previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Gabriel Monteiro já é réu na Justiça por isso.

Datafolha: Lula tem 47%; Bolsonaro, 32%; Ciro, 7%; Tebet, 2% Levantamento foi feito entre 16 e 18 de agosto com 5.744 pessoas em 281 municípios. Margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Ciro Gomes, Jair Bolsonaro, Lula e Simone Tebet — Foto: Reprodução/Reprodução/Estadão Conteúdo/FuturaPress/Estadão

Ciro Gomes, Jair Bolsonaro, Lula e Simone Tebet — Foto: Reprodução/Reprodução/Estadão Conteúdo/FuturaPress/Estadão

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (18), encomendada pela Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, mostra o ex-presidente Lula (PT) com 47% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, seguido pelo atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), com 32%.

O petista manteve o percentual e o presidente avançou 3 pontos em relação à última pesquisa, feita na última semana de julho, que ainda tinha os nomes de André Janones (Avante) e Luciano Bivar (União Brasil).

Intenção de voto estimulada

O novo levamento mostra Ciro Gomes (PDT) com 7%; seguido por Simone Tebet (MDB), com 2%; e Vera (PSTU), 1%. Pablo Marçal (PROS), Sofia Manzano (PCB), Felipe d’Ávila (NOVO), Soraya Thronicke (União Brasil), Eymael (Democracia Cristã), Léo Péricles (UP) e Roberto Jefferson (PTB) não pontuaram.

O questionário foi registrado no TSE no dia 12, antes da retirada da candidatura de Pablo Marçal e do registro da candidatura de Eymael como Constituinte Eymael. A pesquisa ouviu 5.744 pessoas em 281 municípios, entre 16 e 18 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com o Datafolha, mesmo com um quadro diferente de candidatos, a pesquisa atual pode ser comparada com as anteriores porque o percentual atingido pelos candidatos que entraram ou saíram da disputa fica entre 0 e 2%, dentro da margem de erro dos levantamentos, “e dessa forma não compromete a evolução dos resultados registrados desde maio deste ano”.

  • Eleitores com renda de até 2 salários mínimos (55%)
  • Quem recebe ou mora com alguém que recebe Auxílio Brasil (56%)
  • Moradores da região Nordeste (57%)
  • Autodeclarados pretos (60%)
  • Homossexuais ou bissexuais (69%)

Já Bolsonaro tem melhor desempenho entre os mais ricos, os brancos, os evangélicos e os que vivem na região Norte. A intenção de voto no presidente é maior entre:

  • Quem tem renda superior a 10 salários mínimos (43%)
  • Moradores da região Norte (43%)
  • Autodeclarados brancos (38%)
  • Evangélicos (49%)

Votos válidos

Contando apenas os votos válidos, sem nulos, brancos e indecisos, Lula tem 51%, o que deixa a possibilidade de vitória no primeiro turno dentro da margem de erro. Bolsonaro tem 35% dos votos válidos e Ciro, 8%.

  • Lula (PT): 51%
  • Jair Bolsonaro (PL): 35%
  • Ciro Gomes (PDT): 8%
  • Simone Tebet (MDB): 2%
  • Vera (PSTU): 1%
  • Pablo Marçal (PROS): 1%
  • Roberto Jefferson (PTB): 0%
  • Felipe d’Avila (NOVO): 0%
  • Sofia Manzano (PCB): 0%
  • Léo Péricles (UP): 0%
  • Soraya Thronicke (União Brasil): 0%
  • Eymael (DEMOCRACIA CRISTÃ): 0%

Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados nomes de candidatos, Lula aparece com 40% das intenções de voto; e Bolsonaro, com 28%. Ciro foi citado por 2%; e Simone Tebet, por 1%.

  • Lula (PT): 40%
  • Jair Bolsonaro (PL): 28%
  • Ciro Gomes (PDT): 2%
  • Simone Tebet (MDB): 1%
  • Outras respostas: 2%
  • Em branco/nulo/nenhum: 6%
  • Não sabe: 22%

 

Segundo turno

 

Em um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o ex-presidente tem 54% das intenções de voto e o atual presidente, 37%.

Caso Gabriel Monteiro: vereador pode ser cassado por quebra de decoro parlamentar Cassação depende da votação de 2/3 dos vereadores, ou seja, 34 votos.

 O vereador Gabriel Monteiro (PL-RJ) deixa a 42ª Delegacia de Polícia, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro, após prestar depoimento nesta quinta-feira, 7 de abril de 2022.Resumo

  • Ex-funcionários do parlamentar denunciaram assédio moral e sexual, agressões físicas e vídeos forjados.

  • Denúncias foram feitas em uma reportagem do Fantástico em março

  • Em abril, a TV Globo teve acesso a 3 novas denúncias de estupro contra Gabriel.

  • Vereador responde a processo por quebra de decoro parlamentar.

  • Votação começa às 16h e cada vereador poderá discursar por até 15 minutos.

Últimas atualizações

O vereador Chico Alencar (Psol), relator do processo que investigou Gabriel Monteiro no Conselho de Ética da Câmara, foi o primeiro parlamentar a se manifestar. Alencar leu parte do relatório aprovado pelo conselho. O documento pede a cassação do mandato.

As galerias da Câmara estavam cheias durante a leitura do relatório. Em vários momentos, apoiadores de Monteiro vaiaram o relator do processo. O presidente da Casa precisou intervir e pedir silêncio.

“É um dever de todos os vereadores e vereadoras dessa Casa de leis dar uma resolução para esse caso. (…) Mais do que o discurso, o que vale é o voto. Esse é um momento histórico e gritos histéricos não vão interrompê-lo. A não aprovação do projeto que determina a perda do mandado do vereador Gabriel Monteiro seria uma contribuição para a perpetuação da cultura do estupro e do patriarcado presente em nosso estado”, disse Chico Alencar.

O vereador Gabriel Monteiro (PL) durante a sessão desta quinta-feira (18)

O vereador Gabriel Monteiro (PL) durante a sessão desta quinta-feira (18) (Foto: Renan Olaz/CMRJ)

Rito da votação:

– Discussão em turno único: O relator Chico Alencar fará a leitura do relatório e outras peças.

– Depois os vereadores poderão discutir a matéria por 15 minutos cada um.

– A defesa terá duas horas para fazer a sustentação contra as alegações.

– Votação em turno único

Apoiadores de Gabriel Monteiro durante sessão de cassação

Apoiadores de Gabriel Monteiro durante sessão de cassação (Foto: Renan Olaz/CMRJ)

O vereador Gabriel Monteiro (PL-RJ) deixa a 42ª Delegacia de Polícia, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro, após prestar depoimento nesta quinta-feira, 7 de abril de 2022. (Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO)

Dos 51 vereadores, são necessários 34 votos para aprovar a cassação do mandato de Gabriel Monteiro, mas apenas 50 poderão votar, já que Carlos Bolsonaro, do Republicanos, está licenciado para acompanhar a campanha do pai, o presidente Jair Bolsonaro, e não deve suspender a licença para votar, o que seria possíve

Comício de Lula em Belo Horizonte terá segurança com snipers e drone após PF identificar ameaças

Por Jeniffer Gularte — Brasília

 

Comício de Lula em Belo Horizonte terá segurança com snipers e drone após PF identificar ameaças

Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à Presidência da República, fez seu primeiro dia de campanha oficial na porta da fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo Edilson Dantas / O Globo

O primeiro comício de campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num espaço público nesta quinta-feira em Belo Horizonte será a estreia de um amplo esquema de segurança da Polícia Federal (PF). Durante o evento, haverá um grupo de integrantes do Comando de Operações Táticas (COT), unidade de elite da PF usada em situações de alto risco, snipers posicionados em pontos estratégicos, agentes à paisana e monitoramento do local por drone. Além disso, haverá uma força extra de membros da Polícia Militar, Guarda Municipal e do Departamento de Trânsito. Toda essa estrutura foi planejada após serem identificadas nas últimas semanas ameaças contra o candidato a presidente do PT.

No dia 5 de agosto, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo (SP), recebeu uma ligação anônima de uma pessoa que disse que haveria uma suposta explosão no local quando Lula estivesse presente durante o lançamento do livro “Quatro décadas com Lula: O poder de andar junto”, de Clara Ant, assessora especial do ex-presidente. Horas antes de Lula chegar ao evento, a PF mobilizou uma equipe de agentes e peritos para fazer uma varredura em cada um dos pavimentos do prédio e no perímetro próximo. Todo tipo de objeto suspeito foi descartado às pressas pelos policiais. A situação foi controlada, mas a equipe ficou em alerta.

Ainda no início deste mês, durante viagens de Lula ao Nordeste, a PF identificou um grupo de WhatsApp no qual um dos integrantes faz uma ameaça contra o ex-presidente. No diálogo, uma pessoa descreve um plano de como executar um ataque e explica como sair sem ser identificado após o atentado. Após levantar informações sobre o caso, agentes descobriram que o suspeito estava em outro estado, distante do evento do qual o candidato do PT participaria.

Desde quando a PF assumiu a segurança do candidato petista, os policiais escrutinam a identidade de cada suspeito em eventos públicos. Durante os atos, por exemplo, agentes infiltrados observam o comportamento do público e direcionam atenção a qualquer pessoa que apresenta movimentações atípicas. A varredura inclui também os funcionários que trabalham na montagem das estruturas de palco e na logística dos eventos políticas.

O primeiro evento oficial da campanha de Lula, um ato em uma fábrica de motores em São Paulo previsto para a manhã de terça-feira, 16, foi cancelado na segunda-feira por não haver tempo hábil para as verificações de segurança, instalação de palco e estrutura externa para acesso do candidato e por não ter saídas de emergências suficientes.

O esquema de segurança leva em conta o grau de exposição a que Lula está submetido, de acordo com a avaliação da PF. Em uma escala de 1 a 5, o ex-presidente está classificado com o mais alto nível de risco. Em função disso, a demanda por reforço no número de agentes da Polícia Federal encarregados de zelar pela integridade do candidato do PT durante as duas últimas viagens a Brasília gerou divergências na corporação.

O primeiro atrito ocorreu no final de julho. A equipe de Lula pediu à Superintendência da PF do Distrito Federal o apoio de 30 homens, mas só recebeu a metade disso. Ontem, houve um novo episódio, como revelou a colunista do GLOBO Bela Megale. Os responsáveis pela segurança do petista solicitaram à superintendência um aumento do número de veículos para fazer a escolta de Lula à capital, onde ele acompanhou a posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No primeiro momento, o quantitativo foi negado. Diante da insistência, a PF do DF acabou atendendo ao pleito.

Propaganda eleitoral começa nesta terça; veja as regras para candidatos e eleitores

Eleições 2022: Progressistas devem ficar atentos ao Calendário EleitoralComeça nesta terça-feira (16) o período de propaganda eleitoral. A partir de agora, e até outubro, candidatos estão autorizados a pedir votos, a realizar comícios e a fazer propaganda na internet, por exemplo.

Para o primeiro turno, serão 46 dias de campanha – as ações se encerram em 1º de outubro, véspera da votação. O intervalo é o menor desde 1994.

Se houver segundo turno, a votação será em 30 de outubro. A propaganda eleitoral para essa etapa será permitida entre os dias 3 e 29 de outubro.

Neste ano, estão em disputa as cadeiras de presidente e vice-presidente da República, governador e vice, além dos mandatos de senador, deputado federal e deputado estadual ou distrita

Propaganda partidária x propaganda eleitoral

Regras mais rígidas

A veiculação da propaganda está sujeita a regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A norma prevê condutas vedadas a candidatos, partidos e eleitores. O não cumprimento pode levar a multas ou até a cassação do mandato de candidatos eleitos.

Em 2019 e 2021, TSE ampliou os dispositivos que puniam a veiculação de conteúdos falsos. Em 2018, a norma previa somente que seria “passível de limitação” e punição propaganda eleitoral na internet com fatos “sabidamente inverídicos”.

Agora, as regras incluem a distribuição de conteúdo “gravemente descontextualizado” com o objetivo de beneficiar um candidato, influenciar as eleições, ou ainda atingir a integridade dos processos de votação, apuração e totalização de votos.

Os conteúdos que se enquadrarem nesses casos poderão ser retirados, e a Justiça Eleitoral poderá determinar a abertura de apuração de responsabilidade penal, abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação do responsável pelo material.

A divulgação de conteúdos falsos poderá ainda ser punida com detenção de dois meses a um ano ou pagamento de multa. Além disso, o TSE estabeleceu que poderá ser punida a contratação de terceiros para enviar mensagens ou comentários na internet para ofender a honra ou a imagem de candidato, partido, federação ou coligação.

Confira abaixo um resumo de condutas permitidas e vedadas a candidatos e eleitores a partir desta terça:

Candidatos: o que podem?

  • Realizar comícios entre 8h e 0h – o comício de encerramento da campanha, até 29 de setembro, poderá excepcionalmente ir até 2h;
  • Impulsionar conteúdo na internet – a contratação deve partir de representantes do candidato, ou do próprio candidato, ou do partido/coligação/federação, e é preciso estar aparente o CNPJ ou CPF do contratante;
  • Utilizar ferramentas para garantir destaque em páginas de respostas dos grandes buscadores – a contratação deve partir de representantes do candidato, ou do próprio candidato, ou do partido/coligação/federação, e é preciso estar aparente o CNPJ ou CPF do contratante;
  • Enviar mensagens eletrônicas para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, pelo partido, federação ou pela coligação, desde que disponibilizem opção para descadastramento do destinatário;
  • Realizar carreatas, caminhadas e passeatas até as 22h do dia 30 de setembro;
  • Utilizar alto-falantes, amplificadores, carros de som e minitrios como apoio a comícios, carreatas, caminhadas e passeatas, respeitada a distância de 200m de repartições públicas, hospitais, escolas, bibliotecas, igrejas e teatros;
  • Distribuir folhetos, adesivos e materiais impressos que contenham dados do responsável pela confecção e do contratante;
  • Fixar adesivo microperfurado no para-brisa traseiro do carro ou em outras posições, desde que não ultrapasse 0,5 m²;
  • Com autorização espontânea e gratuita do proprietário, fixar adesivo ou papel que não ultrapassem 0,5m² em bens particulares, como residenciais;
  • Usar bandeiras móveis em vias públicas, entre 6h e 22h, respeitando o trânsito de pessoas e veículos;
  • Usar mesas para distribuir materiais de campanha,entre 6h e 22h, ao longo das vias públicas, respeitando o trânsito de pessoas e veículos;
  • Pagar por até dez anúncios em jornal ou revista, em tamanho limitado e em datas diversas, desde que informe, na própria publicidade, o valor pago pela inserção;
  • Arrecadar recursos para a campanha por meio de financiamento coletivo.

Candidatos: o que não podem?

 

  • Veicular conteúdos de cunho eleitoral a partir de perfis falsos;
  • Usar sites de pessoas jurídicas e órgãos públicos para fazer propaganda;
  • Atribuir autoria de propaganda na internet a terceiros;
  • Disparar mensagens em massa para pessoas que não se inscreveram;
  • Contratar tecnologias e serviços de impulsionamento não fornecidos pelas próprias redes sociais;
  • Compartilhar fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral;
  • Pagar por propaganda na internet, com exceção do impulsionamento;
  • Compartilhar conteúdos que provoquem animosidade entre as Forças Armadas ou contra elas, ou delas contra as classes e as instituições civis;
  • Compartilhar conteúdos a fim de caluniar, difamar ou injuriar qualquer pessoa, bem como atingir órgãos ou entidades que exerçam autoridade pública;
  • Compartilhar conteúdos a fim de degradar ou ridicularizar candidatas e candidatos;
  • Compartilhar conteúdos que depreciem a condição de mulher ou estimule discriminação em razão do sexo feminino, ou em relação à sua cor, raça ou etnia;
  • Fazer propaganda ou pedir votos por meio de telemarketing;
  • Fixar propaganda em ônibus, táxis e outdoors, incluindo painéis eletrônicos;
  • Usar símbolos, frases ou imagens, associadas ou semelhantes às empregadas por órgão de governo, empresa pública ou sociedade de economia mista;
  • Fazer comício com apresentação de artistas, conhecidos como “showmício”;
  • Autorizar ou realizar o derrame de propaganda no local de votação ou em vias próximas;
  • Confeccionar, utilizar e distribuir brindes ou bens que proporcionem vantagem ao eleitor;
  • Pagar por propaganda em rádio ou televisão;
  • Impedir propaganda eleitoral de adversários

Raio-X da Política – Eleições 2022: o tempo de TV e a divisão do fundo eleitoral entre os candidatos

Eleitores: o que podem?

  • Participar livremente da campanha eleitoral, desde que atendam às normas estabelecidas para propaganda de candidatos;
  • Manifestar pensamentos em redes sociais, desde que em perfis públicos, sem anonimato;
  • Publicar elogios ou críticas a candidatas e candidatos em página pessoal;
  • Prestar serviços gratuitos à campanha;
  • Doar bens e serviços a candidaturas ou até R$ 1.064,10 a candidaturas, com limite de 10% da renda no ano anterior;
  • Ceder uso de bens móveis ou imóveis de sua propriedade, com valor estimado de até R$ 40 mil;
  • Manifestar de forma individual e silenciosa, no dia da eleição, a preferência eleitoral, com o uso de bandeiras, broches, dísticos, adesivos e camisetas

Eleitores: o que não podem?

  • Trocar voto por dinheiro, material de construção, cestas básicas, atendimento médico, cirurgia, emprego ou qualquer outro favor ou bem;
  • Ofender a honra ou a imagem de candidatos, ou divulgar fatos sabidamente inverídicos em redes sociais;
  • Doar para campanhas com moedas virtuais;
  • Impulsionar conteúdos de candidatos e partidos em redes sociais;
  • Impedir propaganda eleitoral de candidatos;
  • Abordar, aliciar, utilizar de métodos de persuasão ou convencimento e divulgar candidaturas no dia da eleição;
  • Promover aglomerações, no dia da eleição, de pessoas com vestuário padronizado ou com instrumentos de campanha;
  • Cobrar vantagem financeira para fixar propaganda em seus bens particulares;
  • No caso de servidores públicos, trabalhar na campanha eleitoral durante o horário de expediente normal, salvo se a pessoa servidora ou empregada estiver licenciada.