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:: ‘Política’

Bolsonaro repete mentira sobre urnas, diz que aceitará resultado das eleições ‘desde que sejam limpas’ e defende aliança com Centrão


Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre compromisso com o resultado das urnas

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre compromisso com o resultado das urnas

O presidente Jair Bolsonaro, candidato pelo PL à reeleição, repetiu nesta segunda-feira (22), em entrevista ao Jornal Nacional, suspeitas mentirosas sobre as urnas eletrônicas. Ele também disse que aceitará o resultado das eleições, “desde que sejam limpas”, e defendeu a aliança com o Centrão.

O presidente também afirmou:

  • que quando disse que quem tomasse vacina poderia virar “jacaré”, usou uma “figura de linguagem” da literatura
  • que a relação com o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “pelo que tudo indica”, está “pacificada”
  • que quando seus apoiadores pedem para fechar o Congresso é “liberdade de expressão”

Bolsonaro foi o primeiro candidato a participar da série de entrevistas do JN. Os próximos serão Ciro Gomes (PDT), na terça-feira (23); Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na quinta-feira (25); Simone Tebet (MDB), na sexta-feira (26).

Foram convidados os cinco candidatos mais bem colocados na pesquisa divulgada pelo Datafolha em 28 de julho. André Janones (Avante), que estava entre os cinco, retirou a candidatura.

Um sorteio realizado em 1º de agosto com representantes dos partidos definiu as datas e a ordem das entrevistas.

Compromisso com as eleições

 

Questionado se assumiria em rede nacional um compromisso de respeito ao resultado das urnas, Bolsonaro disse: “Seja qual for [o resultado das urnas], eleições limpas devem e tem que ser respeitadas. Limpas e transparentes tem que ser respeitadas”.

Na entrevista, o presidente repetiu suspeitas mentirosas sobre as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral. Os ataques de Bolsonaro já foram desmentidos por autoridades oficiais e especialistas.

“Em 2014, tivemos eleições. No segundo turno o PSDB duvidou da lisura das eleições e contratou uma auditoria. A conclusão da auditoria do PSDB: as urnas são inauditáveis”, disse o candidato. Mas, ao contrário do que ele afirma, as urnas são auditáveis e seguras.

Bolsonaro também repetiu que um hacker atacou o sistema do TSE em 2018. A ação do hacker, de acordo com as autoridades, não afetou de nenhuma maneira a contagem dos votos ou a segurança das urnas.

“Vocês, com toda certeza, não leram o inquérito de 2018 da Polícia Federal que inclusive está inconcluso. E aquela pergunta que eu sempre faço: se você pode colocar uma tranca a mais na sua casa para evitar que ela seja assaltada, você vai fazer ou não? Então esse é o objetivo disso que eu tenho falado sobre o Tribunal Superior Eleitoral”, argumentou o candidato.

Relação com o presidente do TSE

Bolsonaro também disse que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, tem uma reunião com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, para tratar da segurança das urnas eletrônicas. As Forças Armadas, junto com o TSE e outros órgãos, compõem a comissão que fiscalizam as urnas.

“Teremos eleições. O ministro Moraes acabou de assumir. Amanhã ele tem encontro com o ministro da Defesa para tratar de transparência. Tenho certeza que vão conversar e chegar a um bom termo. Precisei provocar. Pode ficar tranquilo. Terão eleições limpas e transparentes no corrente ano”, afirmou Bolsonaro.

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre ataques ao sistema eleitoral brasileiro e sobre golpe
Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre ataques ao sistema eleitoral brasileiro e sobre golpe

Questionado sobre os repetidos ataques contra o sistema eleitoral e ministros do Supremo Tribunal Eleitoral, Bolsonaro disse num primeiro que nunca havia xingado um ministro. Depois, confrontado com o fato de ter chamado Alexandre de Moraes de “canalha”, afirmou que usou essa palavra porque “a temperatura subiu” em dado momento do ano passado. Segundo Bolsonaro, “pelo que tudo indica”, a relação com Moraes está “pacificada”.

“As medidas que vinham sendo tomadas por esse ministro eram contestáveis. Lá atrás, inclusive, a procuradora Raquel Dodge deu um parecer para que esse inquérito deixasse de existir, e continua existindo. A temperatura subiu. Hoje em dia, pelo que tudo indica, está pacificado. Espero que seja uma página virada. Até você deve ter visto, por ocasião da posse do senhor Alexandre de Moraes, um certo contato amistoso nosso lá. E pelo que tudo indica, está pacificado. E quem vai decidir essa questão de transparência ou não serão, em parte, as Forças Armadas que foram convidadas para participar da Comissão de Transparência Eleitoral.”

Pandemia

 

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre a pandemia

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre a pandemia

Questionado sobre declarações que deu contra as vacinas para prevenir Covid-19 e o fato de ter dito que quem tomasse o imunizante poderia virar “jacaré”, Bolsonaro disse que usou uma “figura de linguagem”.

“Não, não houve suspensão da minha parte. A questão da Pfizer, no contrato estava escrito ‘não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral’. Outra coisa, a Pfizer não apresentou quais seriam os possíveis efeitos colaterais. Daí eu usei uma figura de linguagem ‘jacaré'”, disse o presidente.

Questionado sobre a demora do governo federal para adquirir imunizantes contra Covid-19, Bolsonaro afirmou que não tinha vacina no mercado, mas que o governo comprou mais de 500 milhões de doses e que “só não se vacinou quem não quis”.

O presidente então foi relembrado que a Pfizer ficou 93 dias esperando resposta do Ministério da Saúde sobre uma oferta de doses de vacina desenvolvida pela empresa para combater a infecção pelo novo coronavírus e que ele mandou, como o próprio Bolsonaro anunciou em vídeo ao lado do então ministro da Saúde Eduardo Pazuello, suspender a compra da CoronaVac, outro imunizante contra a doença.

“Não, não houve suspensão da minha parte. A questão da Pfizer, no contrato estava escrito ‘não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral’. Outra coisa, a Pfizer não apresentou quais seriam os possíveis efeitos colaterais. Daí eu usei uma figura de linguagem ‘jacaré'”, afirmou o presidente.

Centrão

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre manifestação de apoiadores

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre aliança com o Centrão

O presidente também comentou a sua relação com o grupo da Câmara conhecido como Centrão.

“O Centrão são mais ou menos 300 parlamentares. Se eu deixar de lado, vou governar com o quê? Não vou governar com o parlamento. Então, você está me estimulando a ser um ditador. São 513 deputados, 300 são de partidos de centro, pejorativamente chamado de centrão. O lado de lá, os 200 que sobram, o pessoal do PT, PCdoB, PSOL, Rede, não dá para você conversar com eles. Até eles não teriam números suficientes para aprovar um PL comum. Então, os partidos de centro fazem parte, grande parte, da base do governo para que possamos avançar em reformas”, afirmou o presidente.

Bolsonaro também foi questionado sobre a dubiedade em seu discurso sobre a atuação do chamado Centrão. Em 2018, Bolsonaro se apresentou na eleição passada como um candidato antissistema e chegou a dizer que nunca faria parte do Centrão. Entretanto, em declarações recentes, o presidente mudou o posicionamento e afirmar com frequência que sempre integrou o Centrão.

“No meu tempo não era Centrão, não existia Centrão. No meu tempo, esses partidos que eu já integrei não eram tidos como do Centrão. Agora, o importante. Nós temos um governo sem corrupção. Eu indiquei ministros por critério técnico. Eu não aceitei pressões de lugar nenhum para calar ministros”, respondeu Bolsonaro.

Durante seus 27 anos exercendo o cargo de deputado federal, o presidente Jair Bolsonaro foi filiado aos partidos PTB (2003-2005), PFL (2005), PP (2005-2016), que integram o bloco fisiológico, e disputa as eleições pelo PL, também integrante do Centrão.

‘Liberdade de expressão’

 

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre manifestação de apoiadores

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre manifestação de apoiadores

Durante a entrevista, Bolsonaro foi lembrado de que alguns de seus apoiadores, em manifestações de rua, pedem ações inconstitucionais, como o fechamento do Congresso e a volta da ditadura.

Para Bolsonaro, essas reivindicações ilegais são “liberdade de expressão”.

“Se você vir as manifestações nossas, sem qualquer ruído, [sem] uma lata de lixo sequer virada nas ruas, eu considero isso como liberdade de expressão”, afirmou Bolsonaro.

Vídeos: Salvador registra ‘panelaço’ durante sabatina feita por jornal a Jair Bolsonaro

Antônio Cruz/Agência BrasilAntônio Cruz/Agência Brasil

Além do som das panelas, a movimentação teve também gritos de “ fora Bolsonaro ” e de buzinas daqueles que estavam trafegando no momento

A participação do candidato a reeleição Jair Bolsonaro na sabatina promovida pelo Jornal Nacional, na Rede Globo, na noite desta segunda-feira (22), rendeu diversas manifestações em Salvador. O famoso “panelaço” foi registrado em diversos pontos da capital baiana, seguindo um movimento nacional, que teve o apoio de diversos influenciadores.

Além do som das panelas, a movimentação que começou por volta das 20h30, juntamente com o programa Global, teve também gritos de “fora Bolsonaro” e de buzinas daqueles que estavam trafegando no momento.

Pacheco visita Moraes no TSE e defende respeito ao resultado das eleições

Pacheco visita Moraes no TSE e defende respeito ao resultado das eleições

Foto: Reprodução / Senadoleg

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD) fez nesta segunda-feira (22) a primeira visita ao ministro Alexandre de Moraes após a troca de comando no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Depois do encontro, Pacheco defendeu o processo eleitoral e cobrou que partidos e candidatos respeitem o resultado das votações.
“Tenho plena confiança na lisura do processo e que o resultado das urnas, seja qual for, será respeitado por todos, inclusive pelos partidos e candidatos”, disse o senador.
As declarações do presidente do Senado ocorrem no momento em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) ataca o sistema eleitoral e faz insinuações golpistas.
“Papel dos candidatos de ter esse comportamento e essa postura que busque essa pacificação é muito importante, porque é a melhor forma de exercermos a democracia”, declarou Pacheco.
Moraes assumiu o comando do TSE no último dia 16.
O presidente do Senado também minimizou o risco de as manifestações de 7 de Setembro se tornarem atos contrários ao sistema eleitoral e com ataques às instituições.
“Esperamos que haja manifestações ordeiras, legítimas. Eventuais excessos que possam acontecer, de grupos sem dúvida minoritários, isso é papel das forças de segurança. Para inibir qualquer tipo de atitude que não seja democrática, republicana”, disse Pacheco.
“As perspectivas que temos, verdadeiras, é que a maturidade política brasileira, a força das instituições, da democracia, prevalecerão sobre qualquer tipo de arroubo de retrocesso democrático”, afirmou ainda o senador.
Moraes também vai se reunir nesta terça-feira (23) com o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e com o diretor-geral da Polícia Federal.
No encontro, o ministro da Defesa deve voltar a pedir para o TSE aceitar as sugestões dos militares de mudanças na forma de fiscalização do pleito.
As Forças Armadas estão na lista de entidades de fiscalização das eleições. Por isso, militares participam de uma série de etapas do pleito, como a análise do código-fonte das urnas.
O TSE simulou na última semana as mudanças sugeridas pelos militares no “teste de integridade” das urnas, que é feito no dia das eleições.
Apesar da simulação, técnicos da corte e auxiliares de Moraes adotam cautela. Reservadamente, eles dizem que mudar as regras semanas antes das votações pode tumultuar o processo eleitoral, além de ser trabalhoso e ter baixo poder de aperfeiçoar a segurança e a transparência do voto.
Já o governo Bolsonaro vê uma eventual concessão às Forças Armadas como a moeda de Moraes para aliviar a crise entre o TSE e o Planalto. Bolsonaro, em troca, reduziria o tom golpista de suas declarações.

Bolsonaro fala sobre ataque às urnas eletrônicas no Jornal Nacional

Bolsonaro fala sobre ataque às urnas eletrônicas no Jornal Nacional

Foto: Reprodução

O atual presidente e candidato a reeleição, Jair Bolsonaro (PL), abriu, nesta segunda-feira (22), a tradicional rodada de sabatinas ao vivo no Jornal Nacional, da TV Globo, com os presidenciáveis que disputam as eleições em outubro. Os primeiros questionamentos feitos por William Bonner e Renata Vasconcellos, apresentadores do telejornal, giraram em torno da lisura das urnas eletrônicas, liberdade de expressão e forças armadas.

 

STF

“Primeiro, você não está falando verdade, quando diz xingar ministros. Eu quero transparência nas eleições. Vocês, com certeza, não leram o inquérito da Policia Federal de 2018, que inclusive está inconcluso. Se você pode colocar uma tranca a mais na sua casa para evitar que ela seja assaltada você não vai fazer ou não? Então esse é o objetivo disso que eu tenho falado sobre o Tribunal Superior Eleitoral. E outra coisa, em 2014, tivemos eleições, o PSDB duvidou da lisura das eleições e contratou uma auditoria, que disse que as urnas são inauditáveis. Em 2018, teve denúncia de fraude e a senhora Rosa Weber determinou que fosse aberto inquérito pela Polícia Federal  para apurar a fraude.  Quem vem sendo perseguido o tempo todo pelo ministro do Supremo sou eu, com um inquérito completamente ilegal”.

 

FORÇAS ARMADAS

“Teremos eleições. O ministro Alexandre de Moraes acabou de assumir. Amanhã eu tenho um encontro com o ministro da Defesa para tratar sobre a transparência eleitoral. E tenho certeza que o ministro Alexandre de Moraes vai conversar e vai chegar num bom termo em relação às eleições. Pode ter certeza que teremos eleições limpas e transparentes”.

 

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

“Considero as manifestações nossas sem nenhum ruído. Quando alguns falam em fechar o Congresso, eu considero como liberdade de expressão deles. E para mim, isso faz parte da democracia. Não pode é eu mandar”.

 

ECONOMIA

“As promessas foram frustradas pela pandemia, uma seca enorme, conflito na Ucrânia. Se pegar os dados de hoje, você vê o Brasil com uma deflação. Você vê que a taxa de desemprego tem caído, os números da economia são fantásticos. Queremos continuar na política que estamos fazendo desde 2019. A vacina são as reformas, da previdência, da liberdade econômica, das normas, a grande reforma da economia foi feita em 2019. Nós pegamos 2020 e 2021 tivemos saldo positivo de empregos. Diferente de 2014 e 2015. Isso é sinal de competência da equipe econômica. Programas como Pronanpe e Bem, além do auxílio emergencial que fez com que os municípios não colapsassem. Fui à Rússia conversar com Putin, garantir o fertilizante para nossa safra”. 

 

MEIO AMBIENTE

“Na Amazônia você tem quase 30 milhões de habitantes. Tem que preservar 80% e usufruir de 20%. Tentei nos primeiros anos de mandato fazer a regularização fundiária. O presidente da Câmara não colaborou. A mesma coisa está pegando fogo na Europa, na Califórnia. No Brasil não é diferente, boa parte é criminoso, sei disso, ainda tem o incêndio do ribeirinho”.

“A destruição, o que vinha acontecendo é que o material pode ser retirado do local, mas existe um abuso de uma parte. Tem locais de uma parte que é permitido. Abuso por parte do Ibama”. 

“É uma mentira. Ninguém quer destruir florestas. O acordo Mercosul União Europeia estava travado. A União Europeia quer acelerar o acordo. A Alemanha usa combustíveis fósseis. Países que dizem que deveríamos buscar energias limpas. O Brasil é exemplo para o mundo. O Brasil preserva dois terços de sua área verde”.

‘Serei o governador da inclusão’, diz Jerônimo durante comício em Ribeira do Pombal

'Serei o governador da inclusão', diz Jerônimo durante comício em Ribeira do Pombal

Foto: Divulgação

O candidato a governador Jerônimo Rodrigues (PT) garantiu, em comício realizado na noite desta sexta-feira (19) em Ribeira do Pombal, que um futuro governo seu será marcado pela inclusão e pelo combate à fome, ao desemprego e à inflação. De acordo com a organização, o ato teve a presença de mais de 20 mil pessoas.

 

Jerônimo ressaltou que irá atuar em parceria com o atual candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para a Bahia avançar cada vez mais.

 

“A Bahia não vai voltar atrás, a Bahia vai continuar firme. Aqui não tem projeto pessoal, aqui é o projeto de um time que gosta de cuidar de gente. Eu vou fazer muito mais do que Wagner e Rui fizeram”, disse Jerônimo. “Eu serei o governador da inclusão, vamos combater o desemprego e a fome”, acrescentou.

 

Em seu discurso, o governador Rui Costa (PT) pediu à população que escolha representantes focados em cuidar de gente, da Bahia e do Brasil.

 

“O meu sonho é que o governo da Bahia continue tendo alguém que tem a alma do povo”, afirmou o governador. “Jerônimo vai poder fazer muito mais do que eu fiz, Jerônimo vai cuidar de vocês bem melhor do que eu cuidei, Jerônimo vai ter o presidente Lula ao lado dele”, continuou Rui.

 

“Tem gente que tem a minha alma, tem gente que gosta de cuidar de gente como eu gosto”, complementou o governador.

 

Jerônimo ainda realizou carreata em seis cidades da Bahia: Itapicuru, Olindina, Nova Soure, Cipó, Ribeira do Amparo e Ribeira do Pombal. Na parte da noite, a agenda foi finalizada com o comício.

 

“Nós estamos muito confiantes. Toda essa receptividade do povo por onde passamos. Respeitando muito a nossa oposição, eu digo que nós vamos ganhar no primeiro turno, com toda essa receptividade da população em todas as cidades. O Brasil tem jeito e a Bahia tem lado. Eu não tenho dúvidas, é Lula lá e Jerônimo cá”, finalizou Jerônimo.

Bolsonaro faz campanha em rodovia e diz que respeitará resultado se não for reeleito

Bolsonaro faz campanha em rodovia e diz que respeitará resultado se não for reeleito

Foto: Alan Santos / PR

No primeiro fim de semana de campanha, o presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve em Resende (RJ), onde foi recebido na manhã desta sábado (20) por uma motociata. Por mais de uma hora, ele ficou parado às margens da via Dutra para acenar e cumprimentar os apoiadores.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente diz que a motociata foi espontânea e afirma que respeitará o resultado da eleição caso seja derrotado.
“Passaram mil motos em apoio a gente. A gente fica muito feliz com essa manifestação espontânea por parte da população. E a gente está nessa empreitada buscando a reeleição, se esse for o entendimento. Caso contrário, a gente respeita. Mas a nossa democracia, nossa liberdade acima de tudo”, declarou.
“Eu agradeço a Deus pela minha vida e pela missão. […] Estou muito feliz com isso, apesar da dificuldade de estar na Presidência, mas é uma missão. E missão dada é missão cumprida”, concluiu.
Bolsonaro esteve em Resende para participar da cerimônia de entrega da Espada de Duque de Caxias aos cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), evento de formatura dos aspirantes a oficiais do Exército. O presidente foi aluno da Aman e concluiu o curso em 1977.
Antes da cerimônia, por volta das 9h30, o presidente saiu do Hotel de Trânsito da Aman e foi até a rodovia por onde passava a motociata em apoio a ele. Bolsonaro chegou à cidade na noite desta sexta (19).
Alinhados a Bolsonaro, militares cobram mudanças em procedimentos de fiscalização das eleições. As Forças Armadas estão na lista de entidades de fiscalização das eleições.
Bolsonaro tem feito ataque sistemáticos às urnas eletrônicas. Apesar dos frequentes questionamentos ao sistema eleitoral, o entorno do presidente tem tentado reduzir o tom golpista das declarações dele e melhorar a relação com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob comando do ministro Alexandre de Moraes.
Nesta semana, enquanto Moraes era ovacionado durante fala em defesa do sistema eleitoral, em sua posse como presidente do TSE, Bolsonaro não aplaudiu o ministro.
Na agenda de compromissos em Resende, Bolsonaro foi acompanhado pela primeira-dama Michelle Bolsonaro, pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além dos ministros Victor Godoy (Educação) e Anderson Torres (Justiça).
O ex-piloto de F-1 Nelson Piquet também participou da agenda.
Durante a cerimônia, Bolsonaro dividiu palanque com Walter Braga Netto, candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro; o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul; e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello (PL), candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Os três são generais do Exército.
Bolsonaro saiu da Aman em 1977 e deixou o Exército em 1988 como capitão reformado, após ser absolvido pelo Superior Tribunal Militar num caso em que foi acusado de planejar um atentado terrorista.
O presidente comparece a todas as edições do espadim da Aman desde que assumiu o Palácio do Planalto. Durante a solenidade, o espadim de Duque de Caxias foi entregue pelas mãos do presidente a Lucas Cremonese Jaeger, 20, escolhido por ser o destaque da turma de cadetes. Os outros formandos receberam o espadim das mãos de seus familiares.
A cerimônia teve a participação de 395 cadetes da Aman, 15 deles de nacionalidade estrangeira e 33 mulheres. Fundada em 1810, a instituição passou a aceitar mulheres apenas em 2018.
“Ao internalizar o nosso código de honra representado no culto à verdade, à lealdade, à probidade e à responsabilidade, vocês materializam o que a sociedade brasileira espera de seu Exército. Prossigam nessa senda de dignidade”, disse o general João Felipe Dias Alves, comandante da Aman.

Gabriel Monteiro tem o mandato de vereador cassado em sessão plenária da Câmara do Rio Gabriel Monteiro foi investigado no Conselho de Ética da Câmara por acusações de assédio sexual, forjar vídeos na internet e de estupro de vulnerável. Cassação obteve 48 votos dos 50 possíveis.

O vereador Gabriel Monteiro (PL) durante a sessão desta quinta-feira (18) — Foto: Renan Olaz/CMRJ

O vereador Gabriel Monteiro (PL) durante a sessão desta quinta-feira (18) — Foto: Renan Olaz/CMRJ

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro cassou, nesta quinta-feira (18) à noite, o mandato do vereador Gabriel Monteiro (PL) por quebra de decoro parlamentar. O ex-policial militar e youtuber é acusado por suspeita de assédio sexual, forjar vídeos na internet e de estupro de vulnerável.

Dos 50 votos possíveis na Câmara, 48 foram pela casssação de Gabriel, e dois pela não. Esses votos couberam ao próprio Gabriel e ao vereador Chagas Bola.

O resultado quase unânime já se desenhava no momento em que as bancadas dos partidos orientavam o voto de seus representantes e todos foram a favor da cassação.

Painel de votação na Câmara: 48 a 2 — Foto: Reprodução

Painel de votação na Câmara: 48 a 2 — Foto: Reprodução

A sessão que determinou a cassação do mandato do vereador Gabriel Monteiro (PL), por quebra de decoro, teve início às 16h desta quinta-feira (18) no plenário da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e terminou às 22h23 com a votação e consequente cassação do mandato.

Gabriel Monteiro foi investigado no Conselho de Ética da Câmara por acusações de assédio sexual, forjar vídeos na internet e de estupro de vulnerável, por filmar relações com menor de idade, o que é crime previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Gabriel Monteiro já é réu na Justiça por isso.

Datafolha: Lula tem 47%; Bolsonaro, 32%; Ciro, 7%; Tebet, 2% Levantamento foi feito entre 16 e 18 de agosto com 5.744 pessoas em 281 municípios. Margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Ciro Gomes, Jair Bolsonaro, Lula e Simone Tebet — Foto: Reprodução/Reprodução/Estadão Conteúdo/FuturaPress/Estadão

Ciro Gomes, Jair Bolsonaro, Lula e Simone Tebet — Foto: Reprodução/Reprodução/Estadão Conteúdo/FuturaPress/Estadão

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (18), encomendada pela Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, mostra o ex-presidente Lula (PT) com 47% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, seguido pelo atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), com 32%.

O petista manteve o percentual e o presidente avançou 3 pontos em relação à última pesquisa, feita na última semana de julho, que ainda tinha os nomes de André Janones (Avante) e Luciano Bivar (União Brasil).

Intenção de voto estimulada

O novo levamento mostra Ciro Gomes (PDT) com 7%; seguido por Simone Tebet (MDB), com 2%; e Vera (PSTU), 1%. Pablo Marçal (PROS), Sofia Manzano (PCB), Felipe d’Ávila (NOVO), Soraya Thronicke (União Brasil), Eymael (Democracia Cristã), Léo Péricles (UP) e Roberto Jefferson (PTB) não pontuaram.

O questionário foi registrado no TSE no dia 12, antes da retirada da candidatura de Pablo Marçal e do registro da candidatura de Eymael como Constituinte Eymael. A pesquisa ouviu 5.744 pessoas em 281 municípios, entre 16 e 18 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com o Datafolha, mesmo com um quadro diferente de candidatos, a pesquisa atual pode ser comparada com as anteriores porque o percentual atingido pelos candidatos que entraram ou saíram da disputa fica entre 0 e 2%, dentro da margem de erro dos levantamentos, “e dessa forma não compromete a evolução dos resultados registrados desde maio deste ano”.

  • Eleitores com renda de até 2 salários mínimos (55%)
  • Quem recebe ou mora com alguém que recebe Auxílio Brasil (56%)
  • Moradores da região Nordeste (57%)
  • Autodeclarados pretos (60%)
  • Homossexuais ou bissexuais (69%)

Já Bolsonaro tem melhor desempenho entre os mais ricos, os brancos, os evangélicos e os que vivem na região Norte. A intenção de voto no presidente é maior entre:

  • Quem tem renda superior a 10 salários mínimos (43%)
  • Moradores da região Norte (43%)
  • Autodeclarados brancos (38%)
  • Evangélicos (49%)

Votos válidos

Contando apenas os votos válidos, sem nulos, brancos e indecisos, Lula tem 51%, o que deixa a possibilidade de vitória no primeiro turno dentro da margem de erro. Bolsonaro tem 35% dos votos válidos e Ciro, 8%.

  • Lula (PT): 51%
  • Jair Bolsonaro (PL): 35%
  • Ciro Gomes (PDT): 8%
  • Simone Tebet (MDB): 2%
  • Vera (PSTU): 1%
  • Pablo Marçal (PROS): 1%
  • Roberto Jefferson (PTB): 0%
  • Felipe d’Avila (NOVO): 0%
  • Sofia Manzano (PCB): 0%
  • Léo Péricles (UP): 0%
  • Soraya Thronicke (União Brasil): 0%
  • Eymael (DEMOCRACIA CRISTÃ): 0%

Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados nomes de candidatos, Lula aparece com 40% das intenções de voto; e Bolsonaro, com 28%. Ciro foi citado por 2%; e Simone Tebet, por 1%.

  • Lula (PT): 40%
  • Jair Bolsonaro (PL): 28%
  • Ciro Gomes (PDT): 2%
  • Simone Tebet (MDB): 1%
  • Outras respostas: 2%
  • Em branco/nulo/nenhum: 6%
  • Não sabe: 22%

 

Segundo turno

 

Em um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o ex-presidente tem 54% das intenções de voto e o atual presidente, 37%.

Caso Gabriel Monteiro: vereador pode ser cassado por quebra de decoro parlamentar Cassação depende da votação de 2/3 dos vereadores, ou seja, 34 votos.

 O vereador Gabriel Monteiro (PL-RJ) deixa a 42ª Delegacia de Polícia, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro, após prestar depoimento nesta quinta-feira, 7 de abril de 2022.Resumo

  • Ex-funcionários do parlamentar denunciaram assédio moral e sexual, agressões físicas e vídeos forjados.

  • Denúncias foram feitas em uma reportagem do Fantástico em março

  • Em abril, a TV Globo teve acesso a 3 novas denúncias de estupro contra Gabriel.

  • Vereador responde a processo por quebra de decoro parlamentar.

  • Votação começa às 16h e cada vereador poderá discursar por até 15 minutos.

Últimas atualizações

O vereador Chico Alencar (Psol), relator do processo que investigou Gabriel Monteiro no Conselho de Ética da Câmara, foi o primeiro parlamentar a se manifestar. Alencar leu parte do relatório aprovado pelo conselho. O documento pede a cassação do mandato.

As galerias da Câmara estavam cheias durante a leitura do relatório. Em vários momentos, apoiadores de Monteiro vaiaram o relator do processo. O presidente da Casa precisou intervir e pedir silêncio.

“É um dever de todos os vereadores e vereadoras dessa Casa de leis dar uma resolução para esse caso. (…) Mais do que o discurso, o que vale é o voto. Esse é um momento histórico e gritos histéricos não vão interrompê-lo. A não aprovação do projeto que determina a perda do mandado do vereador Gabriel Monteiro seria uma contribuição para a perpetuação da cultura do estupro e do patriarcado presente em nosso estado”, disse Chico Alencar.

O vereador Gabriel Monteiro (PL) durante a sessão desta quinta-feira (18)

O vereador Gabriel Monteiro (PL) durante a sessão desta quinta-feira (18) (Foto: Renan Olaz/CMRJ)

Rito da votação:

– Discussão em turno único: O relator Chico Alencar fará a leitura do relatório e outras peças.

– Depois os vereadores poderão discutir a matéria por 15 minutos cada um.

– A defesa terá duas horas para fazer a sustentação contra as alegações.

– Votação em turno único

Apoiadores de Gabriel Monteiro durante sessão de cassação

Apoiadores de Gabriel Monteiro durante sessão de cassação (Foto: Renan Olaz/CMRJ)

O vereador Gabriel Monteiro (PL-RJ) deixa a 42ª Delegacia de Polícia, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro, após prestar depoimento nesta quinta-feira, 7 de abril de 2022. (Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO)

Dos 51 vereadores, são necessários 34 votos para aprovar a cassação do mandato de Gabriel Monteiro, mas apenas 50 poderão votar, já que Carlos Bolsonaro, do Republicanos, está licenciado para acompanhar a campanha do pai, o presidente Jair Bolsonaro, e não deve suspender a licença para votar, o que seria possíve

Comício de Lula em Belo Horizonte terá segurança com snipers e drone após PF identificar ameaças

Por Jeniffer Gularte — Brasília

 

Comício de Lula em Belo Horizonte terá segurança com snipers e drone após PF identificar ameaças

Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à Presidência da República, fez seu primeiro dia de campanha oficial na porta da fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo Edilson Dantas / O Globo

O primeiro comício de campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num espaço público nesta quinta-feira em Belo Horizonte será a estreia de um amplo esquema de segurança da Polícia Federal (PF). Durante o evento, haverá um grupo de integrantes do Comando de Operações Táticas (COT), unidade de elite da PF usada em situações de alto risco, snipers posicionados em pontos estratégicos, agentes à paisana e monitoramento do local por drone. Além disso, haverá uma força extra de membros da Polícia Militar, Guarda Municipal e do Departamento de Trânsito. Toda essa estrutura foi planejada após serem identificadas nas últimas semanas ameaças contra o candidato a presidente do PT.

No dia 5 de agosto, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo (SP), recebeu uma ligação anônima de uma pessoa que disse que haveria uma suposta explosão no local quando Lula estivesse presente durante o lançamento do livro “Quatro décadas com Lula: O poder de andar junto”, de Clara Ant, assessora especial do ex-presidente. Horas antes de Lula chegar ao evento, a PF mobilizou uma equipe de agentes e peritos para fazer uma varredura em cada um dos pavimentos do prédio e no perímetro próximo. Todo tipo de objeto suspeito foi descartado às pressas pelos policiais. A situação foi controlada, mas a equipe ficou em alerta.

Ainda no início deste mês, durante viagens de Lula ao Nordeste, a PF identificou um grupo de WhatsApp no qual um dos integrantes faz uma ameaça contra o ex-presidente. No diálogo, uma pessoa descreve um plano de como executar um ataque e explica como sair sem ser identificado após o atentado. Após levantar informações sobre o caso, agentes descobriram que o suspeito estava em outro estado, distante do evento do qual o candidato do PT participaria.

Desde quando a PF assumiu a segurança do candidato petista, os policiais escrutinam a identidade de cada suspeito em eventos públicos. Durante os atos, por exemplo, agentes infiltrados observam o comportamento do público e direcionam atenção a qualquer pessoa que apresenta movimentações atípicas. A varredura inclui também os funcionários que trabalham na montagem das estruturas de palco e na logística dos eventos políticas.

O primeiro evento oficial da campanha de Lula, um ato em uma fábrica de motores em São Paulo previsto para a manhã de terça-feira, 16, foi cancelado na segunda-feira por não haver tempo hábil para as verificações de segurança, instalação de palco e estrutura externa para acesso do candidato e por não ter saídas de emergências suficientes.

O esquema de segurança leva em conta o grau de exposição a que Lula está submetido, de acordo com a avaliação da PF. Em uma escala de 1 a 5, o ex-presidente está classificado com o mais alto nível de risco. Em função disso, a demanda por reforço no número de agentes da Polícia Federal encarregados de zelar pela integridade do candidato do PT durante as duas últimas viagens a Brasília gerou divergências na corporação.

O primeiro atrito ocorreu no final de julho. A equipe de Lula pediu à Superintendência da PF do Distrito Federal o apoio de 30 homens, mas só recebeu a metade disso. Ontem, houve um novo episódio, como revelou a colunista do GLOBO Bela Megale. Os responsáveis pela segurança do petista solicitaram à superintendência um aumento do número de veículos para fazer a escolta de Lula à capital, onde ele acompanhou a posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No primeiro momento, o quantitativo foi negado. Diante da insistência, a PF do DF acabou atendendo ao pleito.