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:: ‘Política’

Pesquisa BTG/FSB mostra Lula com 43%; Bolsonaro tem 36%, Ciro, 9%, e Tebet, 4%

Eleições 2022: veja o que não pode ser feito no dia da votação - Jornal Contábil - Contabilidade, MEI , crédito, INSS, Receita FederalPesquisa do Instituto FSB para presidente da República, encomendada pelo banco BTG Pactual e divulgada nesta segunda-feira, 29, aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 43% das intenções de voto, seguido pelo atual chefe do Executivo e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), com 36%.

Com relação à pesquisa anterior, de 22 de agosto, Lula recuou 2 pontos porcentuais (pp) sobre os 45%, no limite da margem de erro. No mesmo intervalo de uma semana, Bolsonaro se manteve no patamar anterior.

Dono do maior patrimônio, d’Avila se apresenta como ‘cidadão como você’

Novo confirma Felipe d'Avila como candidato à PresidênciaLuiz Felipe D’Avila informou à Justiça Eleitoral que possui R$ 24,6 milhões em patrimônio(foto: Tv Band/Reprodução)

O empresário e candidato ao Planalto Felipe D’Avilla iniciou o debate na Tv Band, neste domingo (28/8), dizendo que é um “cidadão como qualquer outro”. Ele é dono do maior patrimônio entre os candidatos.

Questionado sobre a economia do país, o candidato afirmou que o Brasil está estagnado.
“A economia brasileira está estagnada há mais de 20 anos, e o Brasil não cresce. É preciso cortar dinheiro da máquina pública, tem muito dinheiro saindo”, disse D’Avilla.
Depois de responder, o empresário quis se apresentar. “Sou Felipe, um cidadão como você, que vive de trabalho. Que não vive de política, nem de governo. Estamos cansados, desse estado caro e ineficiente, que atrapalha a vida de todo mundo que trabalha”, disse. “Serviço Público está em péssima qualidade e para isso precisamos parar de votar no menos pior”, afirmou.
O candidato do Novo também fez elogios ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para ele, o chefe do Executivo mineiro “entende de gestão pública”.
Luiz Felipe d’Avila informou à Justiça Eleitoral que possui R$ 24,6 milhões em patrimônio.
Em sua declaração, d’Avila informa que é proprietário de duas casas, que somam R$ 3,1 milhões, além de participações em empresas que chegam a R$ 20 milhões e R$ 238 mil em aplicações de renda fixa.

Caravana de Jerônimo no Baixo Sul se encerra em Itacaré com público de 10 mil pessoas

Caravana de Jerônimo no Baixo Sul se encerra em Itacaré com público de 10 mil pessoas

Foto: Divulgação

Depois de visitar cinco cidades do Baixo Sul da Bahia, a Caravana do 13, liderada pelo candidato a governador do Estado pelo PT, Jerônimo Rodrigues, encerrou o giro pela região, no sábado (27), em Itacaré, cidade do Litoral Sul baiano. Jerônimo, o candidato ao Senado, Otto Alencar (PSD), e o governador Rui Costa (PT) foram acompanhados por cerca de 10 mil pessoas, que percorreram as principais ruas do centro da cidade e participaram de um comício, entre elas, prefeitos e prefeitas da região, vice-prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças políticas.

 

“Eu me junto a pessoas humanas, que não costumam esquecer do povo. Jerônimo representa a continuidade dessa proposta, iniciada por [Jaques] Wagner e tocada por Rui [Costa]”, discursou o prefeito de Itacaré, Antônio de Anísio (PT). Além de Anísio, acompanharam Jerônimo, os gestores de Taperoá, Kitty Guimarães (PP); de Gandu, Léo de Neco (PP); de Camamu, Enoc Silva (PP); de Igrapiúna, Manoel Ribeiro (PP); de Teolândia, Rosa Santana (PP); de Piraí do Norte, Ulysses Veiga (PP); de Presidente Tancredo Neves, Toin do Bó (PP); de Jussari, Antônio Valete (PSD); e de Ilhéus, Mário Alexandre (PSD).

 

Presente em Itacaré, o governador Rui Costa (PT), que obteve 83,33% dos votos dos eleitores itacareenses nas eleições de 2018, afirmou que Jerônimo não é “nenhum candidato nutella”. “Cada um tem uma personalidade e um jeito, mas na alma, Jerônimo é igual a mim. Tem a cabeça de quem nasceu no interior, eu na favela, ele é filho de um vaqueiro, sempre estudou em escola pública, se tornou professor, foi meu secretário da Agricultura e me ajudou a elaborar o melhor programa do país, premiado pelo apoio dado aos pequenos agricultores baianos. Por saber que o cabra é bom e me deu muito orgulho, coloquei ele na Educação e hoje, a Bahia é o estado que mais investe em educação no Brasil, ganhando até para São Paulo”, discursou Rui.

 

“Vamos manter esse ritmo e dou a minha palavra, firmo um compromisso em praça pública, de que tudo que Rui Costa não conseguir realizar até o dia 31 de dezembro, a partir do dia 3 de outubro, com fé em Deus e a vontade do povo da Bahia, iremos começar a transição do novo governo e iremos sentar com os prefeitos e prefeitas, com os consórcios [intermunicipais], e tudo aquilo que não deu tempo, os compromissos firmados, todos eles serão cumpridos por mim, discursou Jerônimo.

 

Neste domingo (28), o candidato participa de gravações para o seu programa eleitoral. Na segunda (29), Jerônimo retorna a Vitória da Conquista, onde se reúne com empresários de toda a região.

Segundo bloco: Debate é marcado por ataques a jornalista e discussões sobre Auxílio Brasil

Segundo bloco: Debate é marcado por ataques a jornalista e discussões sobre Auxílio Brasil

Foto: Reprodução / Uol

No segundo bloco do primeiro debate dos presidenciáveis, os candidatos foram escolhidos para responderem a perguntas de jornalistas da comissão organizadora. Após os questionamentos, houve réplica, tréplica e comentários entre os postulantes ao Palácio do Planalto. O debate deste domingo (28) foi organizado por um pool de emissoras, formado por: Band e TV Cultura, o portal UOL e Folha de S.Paulo.

 

O atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), foi questionado em relação à ampliação da política de benefícios do governo e sobre a responsabilidade fiscal do mantimento e expansão destes programas. O candidato escolhido para comentar foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Bolsonaro afirmou que sobre a renegociação dos precatórios, o que deu folga para o governo realizar a ampliação dos programas de benefícios. O presidente também falou sobre a fixação do Auxílio Brasil em R$ 600. Além disso, o candidato atacou o Partido dos Trabalhadores (PT), dizendo que a sigla votou contra a expansão dos programas e citou que o orçamento também veio de “dinheiro não roubado”.

 

Nos comentários, Lula comentou que a proposta de fixação do Auxílio Brasil em R$ 600 não foi incluída na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que foi enviada ao Congresso Nacional neste ano, e disse que o projeto se trata de uma “mentira”. Em resposta, Bolsonaro afirmou que a questão do LDO pode ser resolvida após as eleições e continuou atacando o PT, afirmando que o partido foi contra a ampliação do Auxílio Brasil.

 

Em seguida, o candidato do PDT, Ciro Gomes, foi perguntado em relação a distribuição de vacinas no Brasil e recuperação do Plano Nacional de Imunização, que já chegou a ser exemplo internacional. O escolhido para comentar a resposta do pedetista foi o atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).

 

Ciro Gomes falou sobre a informalidade no Brasil e comentou que mais de 50 milhões de pessoas não possuem acesso para assistir o próprio debate. O pedetista também relembrou os tempos em que foi governador do Ceará e afirmou que cumpriu 100% do orçamento destinado à vacinação no Estado.

 

Nos comentários, Bolsonaro atacou a jornalista Vera Magalhães, da TV Cultura, afirmando que ela era uma “vergonha” para a profissão e afirmou que ela estava mentindo em relação à vacinação no Brasil. Além disso, o candidato também direcionou palavras duras à Simone Tebet (MDB). Em resposta, Ciro falou sobre a polaridade no Brasil e disse que irá “reconciliar” o país, cutucou Bolsonaro sobre as compras de vacinas durante a pandemia.

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi questionado em relação à “união da esquerda” e sobre sua relação hostil com Ciro Gomes. O petista iniciou sua resposta comentando sobre a importância da vacinação no Brasil. Sobre sua relação com o pedetista, Lula afirmou que está aberto a diálogos com o ex-governador do Ceará e que espera seu apoio em um eventual segundo turno.

 

Em comentários, Ciro atacou o petista e o comparou com Jair Bolsonaro (PL), afirmando que o crescimento econômico do governo Lula foi “medíocre” e o chamou de “encantador de serpentes” além de o associar com políticos envolvidos com casos de corrupção. Em resposta, o ex-presidente reforçou que, mesmo assim, ainda estaria aberto a diálogos com o candidato do PDT e “revidou” relembrando as eleições de 2018, quando Ciro Gomes foi à Paris durante o segundo turno.

 

A senadora e candidata Simone Tebet (MDB) foi perguntada em relação ao slogan da campanha, ressaltando a participação feminina na política brasileira e sobre o pensamento de sua rival, Soraya Thronicke (União), sobre o “vitimismo das mulheres”. A escolhida para os comentários foi a própria senadora do União Brasil.

 

Tebet ressaltou sua relação com a senadora Soraya e afirmou que “ser feminista” é defender a equidade de gênero, mas discordou das afirmações de sua parceira de parlamento em relação. Nos comentários, Soraya buscou entender a pergunta da jornalista e destacou que, por ser advogada, é a favor da “paridade” e citou que seu vice Marcos Cintra, é homem.

 

A candidata e senadora pelo União Brasil, Soraya Thronicke, foi questionada sobre o asseguramento da liberdade religiosa no Brasil, algo que é assegurado pela Constituição Federal. O escolhido para os comentários foi Luiz Felipe D’Ávila, do Partido Novo.

 

Iniciando sua fala, Soraya se solidarizou com Vera Magalhães, que foi atacada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) após pergunta sobre a campanha de vacinação. Depois disso, a candidata destacou a importância de separar a política da religião e afirmou que o “nome de Deus vem sendo usado em vão”.

 

Nos comentários, Felipe D’Ávila concordou com a fala de Soraya e disse que o Brasil é uma democracia, não uma “teocracia” e pediu para que a religião fosse desvinculada da política. Em resposta, Soraya começou falando sobre as “mentiras” que foram ditas no debate e afirmou que quem colocou o Auxílio Brasil a R$ 600 foram os parlamentares, não o Governo Federal.

 

Por fim, o candidato Luiz Felipe D’Ávila (Novo) foi questionado sobre a ampliação do agronegócio do Brasil e a dificuldade com os investimentos em infraestrutura. A escolhida para os comentários foi a senadora Simone Tebet. 

 

O cientista político ressaltou a necessidade de investimento privado para o crescimento do setor e afirmou que as empresas estatais são ineficientes na questão do asseguramento do saneamento básico. Nos comentários, Tebet concordou com a expansão da privatização para que o Brasil possa competir mais com o mercado estrangeiro.

Em debate, Bolsonaro se irrita com pergunta e ataca jornalista: “Você é uma vergonha”

Em debate, Bolsonaro se irrita com pergunta e ataca jornalista: “Você é uma vergonha”

Foto: Reprodução / Uol

No primeiro debate entre os candidatos à presidência nas eleições deste ano, o segundo bloco do encontro foi marcado por ataques do atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), à jornalista da TV Cultura, Vera Magalhães. O chefe do executivo do Brasil se irritou com uma pergunta sobre a campanha de vacinação no país e o descrédito sobre os imunizantes.

 

“Vera, você dorme pensando em mim, você tem uma paixão por mim. Você não pode tomar partido em um debate como esse e fazer acusações mentirosas a meu respeito. Você é uma vergonha para o Jornalismo brasileiro”, afirmou Bolsonaro.

 

A discussão gerou a solidarização das candidatas Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União). A senadora do União Brasil chegou a afirmar que Bolsonaro é “tchuca tchuca” com outros homens, mas que, normalmente, costuma ir para cima de mulheres.

 

“Quando homens são ‘tchuca tchuca’ com outros homens, mas vem pra cima da gente como tigrão, eu fico extremamente incomodada. Lá no meu estado tem mulher que vira onça, e eu sou uma delas. Eu não aceito esse tipo de comportamento e de xingamento”, disse Soraya.

Debate presidencial deve contrapor Lula e Bolsonaro pela primeira vez

Debate presidencial deve contrapor Lula e Bolsonaro pela primeira vez

Foto: Reprodução / Yahoo

Líderes das pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) deverão estar lado a lado na noite deste domingo (28), no primeiro debate presidencial do ano.
O evento é organizado em pool por Folha, UOL e TVs Bandeirantes e Cultura, com início previsto para as 21h.
A última participação do petista em um debate foi em 27 de outubro de 2006, quando disputava a reeleição contra o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), então no PSDB e que agora será seu vice na chapa presidencial.
Já Bolsonaro participou apenas de dois eventos em 2018 –ambos em agosto.
Em setembro daquele ano, Bolsonaro levou uma facada em atentado em Juiz de Fora (MG) durante um ato de campanha e não participou de debates no segundo turno.
Além de Lula e Bolsonaro, foram convidados Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Luiz Felipe d’Avila (Novo) e Soraya Thronicke (União Brasil), de partidos com representantes na Câmara de Deputados.
O debate deste domingo será dividido em três blocos. Em reunião com assessores de todos os candidatos ficou acertado que não haverá plateia no estúdio. Além disso, caso um candidato desista de comparecer, a cadeira destinada a ele ficará vazia.
Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada neste mês, Lula lidera com 47% das intenções de voto, ante 32% de Bolsonaro e 7% de Ciro.
A participação de Lula e Bolsonaro no evento deste domingo é esperada, embora não seja considerada totalmente certa entre seus aliados.
Bolsonaro disse nesta sexta (26) em entrevista ao programa Pânico que planeja ir ao debate, após integrantes da campanha terem colocado dúvidas nos dias anteriores sobre a sua participação.
“Devo estar [no debate] no domingo. Num momento achei que não deveria ir, mas agora acho que devo ir. Mas vou ser fuzilado. Sou um alvo compensador. Mas acho que as perguntas eu já preparei como fazer. As respostas vão ser simples, não devo nada”, afirmou.
Com a ida de Bolsonaro, Lula também deve participar. Dentro da campanha petista, porém, não havia consenso, apesar da tendência maior a favor da sua participação.
O ex-presidente vinha afirmando que aceitaria participar de até três encontros no 1º turno, desde que fossem organizados de forma conjunta por diferentes veículos. Além do debate de domingo, o comando da campanha de Lula planejava participação dele nas TVs Globo e Aparecida.
No entorno de Bolsonaro, apesar da indicação do próprio presidente, permanecia uma divisão sobre a melhor estratégia a adotar –e alguns aliados diziam que o martelo sobre ir ou não ainda seria batido.
Uma ala da campanha teme que Bolsonaro se transforme em vidraça, sendo atacado por todos os demais, além do receio de confronto mais ríspido que reforce a imagem de agressivo do presidente.
Terceiro colocado nas pesquisas, Ciro Gomes (PDT) quer usar a participação no debate como vantagem em relação a Lula e Bolsonaro.
A leitura do núcleo pedetista é que eventual ausência seria mais prejudicial ao petista do que à imagem do atual presidente.
Parte dos aliados de Bolsonaro vê no debate uma oportunidade para que o chefe do Executivo reforce a marca do Auxílio Brasil e reafirme a promessa de tornar o benefício de R$ 600 permanente no ano que vem, além de destacar a recuperação do emprego.
O auxílio foi o carro-chefe das primeiras inserções da campanha.
A oportunidade de confrontar diretamente Lula ainda é vista como uma maneira para que o mandatário compare sua administração com os governos do PT, em especial nos casos de corrupção.
Assessores do chefe do Executivo tinham a expectativa de que ele atacasse mais o petista na entrevista concedida ao Jornal Nacional. Na sua mão, por exemplo, ele havia anotado nomes de países governados pela esquerda que passam por crises econômicas.
A campanha bolsonarista também deve explorar a declaração de Lula, tirada de contexto, em que fala de agronegócio “direitista e fascista” –ao se referir a uma parte do segmento. O petista vem tentando se aproximar do agro, hoje mais alinhado ao chefe do Executivo.
Há também uma avaliação de que a ida de Bolsonaro ao debate pode garantir conteúdo com recortes para divulgar nas redes sociais.
Já para aliados do petista, o ex-presidente tem neste domingo uma oportunidade de diálogo com a classe média, além de uma demonstração de que não teme debates.
Apesar dessa avaliação, seus colaboradores admitem que Lula será alvo dos adversários, especialmente se Bolsonaro faltar.
No debate, o petista deverá adotar estratégia típica de quem lidera as pesquisas.
Segundo aliados, Lula não chamará Bolsonaro para o confronto direto, caso o presidente participe. Suas perguntas deverão ser direcionadas a candidatos que estejam fora da polarização que marca a disputa. As perguntas do petista deverão ser antecedidas por memória de seu governo. Já as respostas deverão ser concluídas com a promessa de tempos melhores.
A estratégia da campanha de Ciro Gomes é priorizar o programa de governo e evitar embates diretos com Lula e Bolsonaro, apesar de não descartar comentários sobre temas espinhosos caso seja provocado.
A principal meta, porém, será divulgar o programa de transferência de renda para complementar em até R$ 1.000 o orçamento das famílias que estão abaixo da linha de pobreza.
Essa proposta mira diretamente o eleitor que recebe benefícios sociais e, historicamente, vota no PT, principal foco de oposição da campanha.
Outro projeto a ser priorizado na participação de Ciro no debate é o que promete limpar o nome de devedores inscritos no Serasa.
A ideia é atribuir ao candidato a figura de um homem racional e técnico, que debate sobre os problemas reais do país em vez de se embrenhar em ataques políticos a adversários, imagem que Ciro conseguiu passar durante sabatina no Jornal Nacional na terça (23), segundo leitura de integrantes do partido.
O foco em argumentos propositivos é também uma forma do candidato de tentar se diferenciar da polarização política vigente nessas eleições, alvo constante de críticas de Ciro durante as agendas de campanha.
Acreditando que a eventual presença de Lula e Bolsonaro vá reforçar a polarização, Simone Tebet deve, segundo assessores, tentar se colocar como uma alternativa de centro que se diferencie dos líderes nas pesquisas.
Seus aliados dizem que ela deve tentar se mostrar como uma gestora capacitada e serena.
Um dos principais objetivos da parlamentar é usar a visibilidade do debate para se apresentar aos eleitores, uma vez que ela ainda é desconhecida pela maioria dos brasileiros.

Jornal Nacional acaba com o personagem ‘Bolsonaro mito’

Jornal Nacional acaba com o personagem ‘Bolsonaro mito’ | Matheus Leitão

Nem atacar Lula, o presidente atacou…

PublicidadePensando por esse lado – e somando a ele o fato de que a discussão é se haverá ou não segundo turno -,Sair-se mal numa entrevista frente a frente com Willian Bonner e Renata Vasconcellos – dois excelentes entrevistadores – acontece, como ocorreu, mas agora ele precisa jogar parado, esperando

Bolsonaro foi mal nos temas urnas eletrônicas, Covid-19 – nesses dois últimos lembrando as razões pelas quais é tãoAliás, nesses primeiros 20 minutos, Bolsonaro só foi bem mesmo ao lembrar que foi ele que “pariu” oDe resto, a imagem do presidente era ruim – abatido, claramente – enquanto Bonner e Vasconcellos faziam boas perguntas, com a seriedade correta e até com um tom de sarcasmo que um candidato que banaliza a presidência da República… merece.

Bolsonaro repete mentira sobre urnas, diz que aceitará resultado das eleições ‘desde que sejam limpas’ e defende aliança com Centrão


Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre compromisso com o resultado das urnas

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre compromisso com o resultado das urnas

O presidente Jair Bolsonaro, candidato pelo PL à reeleição, repetiu nesta segunda-feira (22), em entrevista ao Jornal Nacional, suspeitas mentirosas sobre as urnas eletrônicas. Ele também disse que aceitará o resultado das eleições, “desde que sejam limpas”, e defendeu a aliança com o Centrão.

O presidente também afirmou:

  • que quando disse que quem tomasse vacina poderia virar “jacaré”, usou uma “figura de linguagem” da literatura
  • que a relação com o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “pelo que tudo indica”, está “pacificada”
  • que quando seus apoiadores pedem para fechar o Congresso é “liberdade de expressão”

Bolsonaro foi o primeiro candidato a participar da série de entrevistas do JN. Os próximos serão Ciro Gomes (PDT), na terça-feira (23); Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na quinta-feira (25); Simone Tebet (MDB), na sexta-feira (26).

Foram convidados os cinco candidatos mais bem colocados na pesquisa divulgada pelo Datafolha em 28 de julho. André Janones (Avante), que estava entre os cinco, retirou a candidatura.

Um sorteio realizado em 1º de agosto com representantes dos partidos definiu as datas e a ordem das entrevistas.

Compromisso com as eleições

 

Questionado se assumiria em rede nacional um compromisso de respeito ao resultado das urnas, Bolsonaro disse: “Seja qual for [o resultado das urnas], eleições limpas devem e tem que ser respeitadas. Limpas e transparentes tem que ser respeitadas”.

Na entrevista, o presidente repetiu suspeitas mentirosas sobre as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral. Os ataques de Bolsonaro já foram desmentidos por autoridades oficiais e especialistas.

“Em 2014, tivemos eleições. No segundo turno o PSDB duvidou da lisura das eleições e contratou uma auditoria. A conclusão da auditoria do PSDB: as urnas são inauditáveis”, disse o candidato. Mas, ao contrário do que ele afirma, as urnas são auditáveis e seguras.

Bolsonaro também repetiu que um hacker atacou o sistema do TSE em 2018. A ação do hacker, de acordo com as autoridades, não afetou de nenhuma maneira a contagem dos votos ou a segurança das urnas.

“Vocês, com toda certeza, não leram o inquérito de 2018 da Polícia Federal que inclusive está inconcluso. E aquela pergunta que eu sempre faço: se você pode colocar uma tranca a mais na sua casa para evitar que ela seja assaltada, você vai fazer ou não? Então esse é o objetivo disso que eu tenho falado sobre o Tribunal Superior Eleitoral”, argumentou o candidato.

Relação com o presidente do TSE

Bolsonaro também disse que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, tem uma reunião com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, para tratar da segurança das urnas eletrônicas. As Forças Armadas, junto com o TSE e outros órgãos, compõem a comissão que fiscalizam as urnas.

“Teremos eleições. O ministro Moraes acabou de assumir. Amanhã ele tem encontro com o ministro da Defesa para tratar de transparência. Tenho certeza que vão conversar e chegar a um bom termo. Precisei provocar. Pode ficar tranquilo. Terão eleições limpas e transparentes no corrente ano”, afirmou Bolsonaro.

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre ataques ao sistema eleitoral brasileiro e sobre golpe
Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre ataques ao sistema eleitoral brasileiro e sobre golpe

Questionado sobre os repetidos ataques contra o sistema eleitoral e ministros do Supremo Tribunal Eleitoral, Bolsonaro disse num primeiro que nunca havia xingado um ministro. Depois, confrontado com o fato de ter chamado Alexandre de Moraes de “canalha”, afirmou que usou essa palavra porque “a temperatura subiu” em dado momento do ano passado. Segundo Bolsonaro, “pelo que tudo indica”, a relação com Moraes está “pacificada”.

“As medidas que vinham sendo tomadas por esse ministro eram contestáveis. Lá atrás, inclusive, a procuradora Raquel Dodge deu um parecer para que esse inquérito deixasse de existir, e continua existindo. A temperatura subiu. Hoje em dia, pelo que tudo indica, está pacificado. Espero que seja uma página virada. Até você deve ter visto, por ocasião da posse do senhor Alexandre de Moraes, um certo contato amistoso nosso lá. E pelo que tudo indica, está pacificado. E quem vai decidir essa questão de transparência ou não serão, em parte, as Forças Armadas que foram convidadas para participar da Comissão de Transparência Eleitoral.”

Pandemia

 

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre a pandemia

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre a pandemia

Questionado sobre declarações que deu contra as vacinas para prevenir Covid-19 e o fato de ter dito que quem tomasse o imunizante poderia virar “jacaré”, Bolsonaro disse que usou uma “figura de linguagem”.

“Não, não houve suspensão da minha parte. A questão da Pfizer, no contrato estava escrito ‘não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral’. Outra coisa, a Pfizer não apresentou quais seriam os possíveis efeitos colaterais. Daí eu usei uma figura de linguagem ‘jacaré'”, disse o presidente.

Questionado sobre a demora do governo federal para adquirir imunizantes contra Covid-19, Bolsonaro afirmou que não tinha vacina no mercado, mas que o governo comprou mais de 500 milhões de doses e que “só não se vacinou quem não quis”.

O presidente então foi relembrado que a Pfizer ficou 93 dias esperando resposta do Ministério da Saúde sobre uma oferta de doses de vacina desenvolvida pela empresa para combater a infecção pelo novo coronavírus e que ele mandou, como o próprio Bolsonaro anunciou em vídeo ao lado do então ministro da Saúde Eduardo Pazuello, suspender a compra da CoronaVac, outro imunizante contra a doença.

“Não, não houve suspensão da minha parte. A questão da Pfizer, no contrato estava escrito ‘não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral’. Outra coisa, a Pfizer não apresentou quais seriam os possíveis efeitos colaterais. Daí eu usei uma figura de linguagem ‘jacaré'”, afirmou o presidente.

Centrão

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre manifestação de apoiadores

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre aliança com o Centrão

O presidente também comentou a sua relação com o grupo da Câmara conhecido como Centrão.

“O Centrão são mais ou menos 300 parlamentares. Se eu deixar de lado, vou governar com o quê? Não vou governar com o parlamento. Então, você está me estimulando a ser um ditador. São 513 deputados, 300 são de partidos de centro, pejorativamente chamado de centrão. O lado de lá, os 200 que sobram, o pessoal do PT, PCdoB, PSOL, Rede, não dá para você conversar com eles. Até eles não teriam números suficientes para aprovar um PL comum. Então, os partidos de centro fazem parte, grande parte, da base do governo para que possamos avançar em reformas”, afirmou o presidente.

Bolsonaro também foi questionado sobre a dubiedade em seu discurso sobre a atuação do chamado Centrão. Em 2018, Bolsonaro se apresentou na eleição passada como um candidato antissistema e chegou a dizer que nunca faria parte do Centrão. Entretanto, em declarações recentes, o presidente mudou o posicionamento e afirmar com frequência que sempre integrou o Centrão.

“No meu tempo não era Centrão, não existia Centrão. No meu tempo, esses partidos que eu já integrei não eram tidos como do Centrão. Agora, o importante. Nós temos um governo sem corrupção. Eu indiquei ministros por critério técnico. Eu não aceitei pressões de lugar nenhum para calar ministros”, respondeu Bolsonaro.

Durante seus 27 anos exercendo o cargo de deputado federal, o presidente Jair Bolsonaro foi filiado aos partidos PTB (2003-2005), PFL (2005), PP (2005-2016), que integram o bloco fisiológico, e disputa as eleições pelo PL, também integrante do Centrão.

‘Liberdade de expressão’

 

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre manifestação de apoiadores

Jair Bolsonaro responde a pergunta sobre manifestação de apoiadores

Durante a entrevista, Bolsonaro foi lembrado de que alguns de seus apoiadores, em manifestações de rua, pedem ações inconstitucionais, como o fechamento do Congresso e a volta da ditadura.

Para Bolsonaro, essas reivindicações ilegais são “liberdade de expressão”.

“Se você vir as manifestações nossas, sem qualquer ruído, [sem] uma lata de lixo sequer virada nas ruas, eu considero isso como liberdade de expressão”, afirmou Bolsonaro.

Vídeos: Salvador registra ‘panelaço’ durante sabatina feita por jornal a Jair Bolsonaro

Antônio Cruz/Agência BrasilAntônio Cruz/Agência Brasil

Além do som das panelas, a movimentação teve também gritos de “ fora Bolsonaro ” e de buzinas daqueles que estavam trafegando no momento

A participação do candidato a reeleição Jair Bolsonaro na sabatina promovida pelo Jornal Nacional, na Rede Globo, na noite desta segunda-feira (22), rendeu diversas manifestações em Salvador. O famoso “panelaço” foi registrado em diversos pontos da capital baiana, seguindo um movimento nacional, que teve o apoio de diversos influenciadores.

Além do som das panelas, a movimentação que começou por volta das 20h30, juntamente com o programa Global, teve também gritos de “fora Bolsonaro” e de buzinas daqueles que estavam trafegando no momento.

Pacheco visita Moraes no TSE e defende respeito ao resultado das eleições

Pacheco visita Moraes no TSE e defende respeito ao resultado das eleições

Foto: Reprodução / Senadoleg

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD) fez nesta segunda-feira (22) a primeira visita ao ministro Alexandre de Moraes após a troca de comando no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Depois do encontro, Pacheco defendeu o processo eleitoral e cobrou que partidos e candidatos respeitem o resultado das votações.
“Tenho plena confiança na lisura do processo e que o resultado das urnas, seja qual for, será respeitado por todos, inclusive pelos partidos e candidatos”, disse o senador.
As declarações do presidente do Senado ocorrem no momento em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) ataca o sistema eleitoral e faz insinuações golpistas.
“Papel dos candidatos de ter esse comportamento e essa postura que busque essa pacificação é muito importante, porque é a melhor forma de exercermos a democracia”, declarou Pacheco.
Moraes assumiu o comando do TSE no último dia 16.
O presidente do Senado também minimizou o risco de as manifestações de 7 de Setembro se tornarem atos contrários ao sistema eleitoral e com ataques às instituições.
“Esperamos que haja manifestações ordeiras, legítimas. Eventuais excessos que possam acontecer, de grupos sem dúvida minoritários, isso é papel das forças de segurança. Para inibir qualquer tipo de atitude que não seja democrática, republicana”, disse Pacheco.
“As perspectivas que temos, verdadeiras, é que a maturidade política brasileira, a força das instituições, da democracia, prevalecerão sobre qualquer tipo de arroubo de retrocesso democrático”, afirmou ainda o senador.
Moraes também vai se reunir nesta terça-feira (23) com o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e com o diretor-geral da Polícia Federal.
No encontro, o ministro da Defesa deve voltar a pedir para o TSE aceitar as sugestões dos militares de mudanças na forma de fiscalização do pleito.
As Forças Armadas estão na lista de entidades de fiscalização das eleições. Por isso, militares participam de uma série de etapas do pleito, como a análise do código-fonte das urnas.
O TSE simulou na última semana as mudanças sugeridas pelos militares no “teste de integridade” das urnas, que é feito no dia das eleições.
Apesar da simulação, técnicos da corte e auxiliares de Moraes adotam cautela. Reservadamente, eles dizem que mudar as regras semanas antes das votações pode tumultuar o processo eleitoral, além de ser trabalhoso e ter baixo poder de aperfeiçoar a segurança e a transparência do voto.
Já o governo Bolsonaro vê uma eventual concessão às Forças Armadas como a moeda de Moraes para aliviar a crise entre o TSE e o Planalto. Bolsonaro, em troca, reduziria o tom golpista de suas declarações.