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:: 16/nov/2019 . 19:41

Ex-dono de buffet que aplicou golpes de R$ 200 mil a noivos em BH é preso Homem teria praticado 20 golpes em casais e fornecedores de casamentos na capital mineira

aeronave avião
Foto: Ramon Bitencourt

Acusado de aplicar mais de 20 golpes em noivos e fornecedores de casamentos em Belo Horizonte, com prejuízos que, segundo a Polícia Civil, chegaram a mais de R$ 200 mil, ex-empresário, de 38 anos, proprietário do buffet Alexandre Nascimento Eventos, que declarou falência em junho deste ano, foi preso no Mato Grosso e chegou nesta terça-feira (12) a capital mineira.

O ex-empresário foi preso no dia 3 de outubro na cidade de Primavera do Leste, onde trabalhava como funcionário de uma empresa de locação de festas. De acordo com a Polícia Civil, em junho deste ano, o homem deixou de cumprir contratos de decoração, buffet e cerimonial para casamentos e deixou dívidas com diversos fornecedores. A polícia afirma que das 20 vítimas, 10 são noivos. O acusado, por sua vez, afirma que deixou apenas cinco noivos sem as festas.

“Ele era proprietário de um buffet renomado na região do Calafate, entao ele tinha um número de contratos elevado, as pessoas costumavam reconhecer o trabalho dele, confiar no seu trabalho. Ele deixou de cumprir vários contratos, tanto integralmente como parcialmente, até que no mês de junho ele evadiu da capital e deixou várias noivas sem a execução do contrato por elas feito, inclusive uma noiva que iria casar três dia depois da fuga dele”, afirmou a delegada Cinara Rocha.

O ex-empresário foi preso pelo crime de estelionato por ter agido de má fé. “Nós verificamos que os contratos realizados por ele foram realizados após ele ter conhecimento da situação financeira da empresa, o que demonstra que, se a época ele fizesse o encerramento das atividades, ele provavelmente conseguiria honrar com os compromissos. Ele continuou realizando novos contratos, mesmo após não conseguir fazer cumprimentos integrais e, às vésperas do sumiço dele, fez contato com as vítimas, fazendo compromissos como se a atividade estivesse em pleno exercício, e recebendo pelos serviços, explicou a delegada.

Ainda segundo Cinara Rocha, o ex-empresário tentava distrair a polícia. “Constatamos que o Alexandre recebia os valores das vítimas através de contas corrente de terceiros e, após o recebimento, esses valores eram pulverizados em outras contas, de familiares, amigos, mas na clara intenção de dificultar que a Policia Civil conseguisse localizar o destino final dessa quantia. Então esses fatos e outras nomenclaturas de contrato foram suficientes para comprovarmos não um simples inadimplemento contratual, mas um crime de estelionato”, afirmou a delegada.

Em sua defesa, o homem disse à imprensa que o fim de um relacionamento colocou fim na empresa. “O buffet entrou em falência após o término do meu relacionamento e eu vim a falir, não conseguindo cumprir com os últimos cinco contratos que ficaram pendentes no mercado. Eu tinha uma ideia de que a gente conseguiria sair desse buraco que o país enfrentou nessa época, só que infelizmente eu não consegui e deixei esses cinco contratos falidos pra trás. Realizei muitos sonhos mas deixei cinco sonhos pendentes pra trás. A empresa entrou em falência e eu fiquei com medo da minha integridade física”, afirmou.

O acusao ainda pediu perdão às vítimas e prometeu pagar o que deve. “Meu desejo agora é correr atrás da justiça, que ela seja feita e eu consiga cumprir com meus pagamentos para esses cinco noivos que eu deixei em vão. A única coisa que eu posso pedir a eles é perdão, desculpas, errei, não vou me eximir do meu erro. Sim, errei, fali, quebrei e a empresa foi por água abaixo e, a única coisa que eu posso fazer é pedir perdão. A gente vai correr atrás pra ver a liberdade, pra eu conseguir trabalhar e ressarcir os noivos, porque eu não quero virar uma estatística”, disse.

CASO HIAGO | Intermediário do crime deve se entregar e fazer novas revelações

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SUDOESTE DIGITAL (Conteúdo) – Micael Souza Queiroz (acima), o bandido mais procurado de Vitória da Conquista, após ter a sua participação efetiva na morte do motorista de aplicativo, Hiago Evangelista Freitas, 24 anos, deve se render nas próximas horas à polícia e apresentar sua defesa, mas como novas revelações sobre o caso.
A informação partiu de uma fonte ligada ao caso, mas que não entrou em detalhes ou sequer se identificou até então, seja como agente público ou parte da defesa.

“Cael”, como é mais conhecido, foi apontado pela dupla Rodrigo Porto Oliveira Silva, 22, o Playboy, e Alexandre Cruz Brito, 21, o Parcker ou Xande, (acima), autores confessos da morte de Hiago (abaixo), como intermediário de um presidiário que queria vingança pelo suposto fato e a vítima estar se relacionando com sua companheira.

Segundo apurado pela polícia, Hiago era quem levava a mulher para visitar o companheiro no Conjunto Penal de Conquista e, numa dessas viagens, teria acontecido a traição. Atualmente em local incerto, “Cael” já esteve preso por envolvimento em duas mortes, porém teve o pedido de prisão preventiva negado pela Justiça e voltou à ruas.

 A prisão mais recente ocorreu em 4 de setembro deste ano, quando ele foi detido pela Cipe Sudoeste após matar a tiros de revólver 38 o adolescente Pedro Henrique Silva Santos, 13 anos, no Bairro Santa Cruz, nesta cidade.

Em seu interrogatório sobre sua participação na morte de Pedro, Micael, negou o crime, na presença de seus advogados, mesmo diante das evidências que pesavam contra si. A participação de Micael, no entanto, foi apontada por seu próprio comparsa, Anderson de Jesus Silva, preso em flagrante no mesmo dia do crime.

Micael é apontado ainda como participante do homicídio de Aguinaldo Chaves Santos Oliveira, ocorrido em agosto, em frente a um posto de combustível. Em ambos os crimes ele teria sido visto dirigindo um veículo Peugeot,  de cor preta.

A polícia fará exame de balística no revólver encontrado com Micael, pois a suspeita é de que a arma teria sido usada em vários homicídios em Vitória da Conquista.

O delegado Hudson Santana, responsável pelo caso, encaminhou o inquérito sobre a morte de Pedro Henrique para o Ministério Público e representou na Justiça pela prisão preventiva de Micael Souza Queiroz. A defesa conseguiu reverter e Micael foi solto. | Sudoeste Digital

Polícia nega que Hiago tivesse dívida com o tráfico

O estudante de Odontologia e motorista por aplicativo Hiago Evangelista Freitas, 24 anos, foi assassinado, segundo a polícia, porque “assediou” a namorada de um traficante de drogas que está preso no Conjunto Penal de Vitória da Conquista, no sudoeste do estado.

Inicialmente, durante a audiência de custódia, os suspeitos do assassinato, que estão presos desde o último sábado (9), disseram que o crime teve como motivação uma suposta dívida de R$ 2,5 mil que o estudante teria com o tráfico. Rodrigo Porto Oliveira Silva, 22, o Playboy, e Alexandre Cruz Brito, 21, o Parcker ou Xande, confessaram o crime.

Responsável pelo caso, o delegado Marcus Vinícius de Morais, titular da DHPP, informou que investigações posteriores comprovaram que “a versão apresentada inicialmente é mentirosa”.

“Verificamos que Hiago foi morto porque deu em cima da namorada de um traficante de drogas que está preso no Conjunto Penal de Vitória da Conquista. Ele tentou se relacionar com ela durante as corridas para o presídio, quando a moça ia visitar o namorado”, disse o delegado.

Marcus Vinícius de Morais não soube informar se a vítima levou a namorada do traficante uma ou mais vezes ao presídio, “fato é que ela contou para o namorado que estava sendo assediada e o traficante mandou matar Hiago”.

O delegado preferiu não informar o nome do traficante, apesar de dizer que o mesmo já foi identificado. Mas disse que o responsável por intermediar a negociação para a realização do crime é outro traficante identificado como Micael Souza Queiroz, 22.

Segundo a polícia, Micael e Rodrigo fazem parte da facção criminosa TD3, que age na zona leste de Conquista e tem ligação com a facção Bonde do Maluco (BDM), comandada pelo traficante José Francisco Lumes, o Zé de Lessa, foragido no Paraguai.

Micael já foi indiciado por homicídio e tráfico de drogas, contudo ainda não teve prisão preventiva decretada pela Justiça, apesar disso já ter sido solicitado pela Polícia Civil. Ele ainda não deu depoimento sobre a morte de Hiago e não é considerado foragido.

Hiago morreu após receber uma quantidade não divulgada de facadas e ter seu corpo queimado quando ainda estava vivo. O carro dele, um Onix preto, foi encontrado estacionado no Bairro Alto Maron, zona leste de Conquista.

 “O veículo seria depois vendido e o dinheiro dividido entre eles [mandante e autores do crime]”, afirmou o delegado, que deve concluir o caso na próxima segunda-feira.

Antes, deve ouvir o traficante que, supostamente, mandou matar Hiago. A namorada dele, não identificada pela polícia, também não foi ouvida ainda.

A polícia não revelou como chegou a essa informação de que foi o traficante que mandou matar o estudante de Odontologia por causa do suposto assédio – se os autores do crime mudaram os depoimentos ou se havia alguma mensagem no celular dos envolvidos. “São elementos da nossa investigação”, afirmou Marcus Vinícius. | Com informações do Correio 24 Horas.

Suspeito de fraudes, deputado Zé Cocá triplicou patrimônio em 10 anos

Resultado de imagem para ZE COCAO deputado estadual Zenildo Brandão Santana (PP), o Zé Cocá, foi alvo da operação Three Hills, da Polícia Federal, nesta terça-feira (16). Ele é suspeito de participar de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos na época em que era prefeito da cidade de Lafaiete Coutinho, no sudoeste da Bahia.

As supostas fraudes, de acordo com as investigações, ocorreram entre os anos de 2010 a 2016. O período coincide com a maior parte do tempo em que o deputado Zé Cocá triplicou seus bens e ficou milionário, conforme apontam suas declarações feitas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre os anos de 2008 a 2018, os bens dele ultrapassaram R$ 1,5 milhão.

Zé Cocá foi prefeito de Lafaiete Coutinho duas vezes, em 2008 e 2012. No ano passado, foi eleito deputado estadual após conseguir eleger para a prefeitura o aliado José Freitas de Santana Júnior, o João Vei (PP). Ele recebeu 59.380 votos e conseguiu uma vaga pelo quórum partidário.

Na operação, 30 policiais federais cumpriram sete mandados de busca e apreensão em Salvador e Lafaiete Coutinho. Dentre os endereços alvo estão o gabinete do deputado na Assembleia Legislativa da Bahia, a Prefeitura de Lafaiete Coutinho e o posto de combustíveis Três Morros, que seria controlado pelo deputado, segundo a PF.

Posto de combustíveis seria controlado por Zé Cocá (Foto: Reprodução)

Ainda segundo a Polícia Federal, Zé Cocá é o dono do posto de combustíveis citado, que também é o único que existe em Lafaiete Coutinho, cidade de 3.757 habitantes e que possui 15% da população (587 pessoas) dependente do programa federal Bolsa Família. No entanto, afirma a PF, o estabelecimento “estaria em nome de laranjas”.

Entre 2010 e 2016, o posto realizou seguidos contratos, com aditivos aos mesmos, que somam um valor superior a R$ 4 milhões. A partir de 2017, já com João Vei, a prática continuou.

Em um último levantamento, de 2010 a 2019, a soma de contratos e aditivos já ultrapassa R$ 8 milhões. Ou seja, em menos de três anos o valor praticamente dobrou. Hoje, o posto está em nome de Marcos Paulo Pereira Neves e Eliene dos Santos, não localizados pelo CORREIO.

Parte desses pagamentos dos contratos eram da própria Prefeitura e dos ministérios da Educação e da Saúde.

Ao CORREIO, o secretário de Administração de Lafaiete Coutinho, Lucas Almeida, disse que “todos os contratos na prefeitura são feitos dentro da lei”. Ele informou ainda que o prefeito João Vei está em viagem, o que impossibilitou o contato com a reportagem.

Já Zé Cocá informou, por meio de nota, que “em mais de 10 anos na vida pública sempre teve uma conduta ilibada, nunca participou de qualquer esquema fraudulento e também não praticou ato ilícito de desvio de recurso público”. Informou ainda que “confia na Justiça e está à disposição para quaisquer esclarecimentos”.

Investigação
A PF, que investiga o caso desde 2016, após receber denúncias anônimas, diz que ficou comprovado que o posto Três Morros era administrado por um servidor da Prefeitura de Lafaiete Coutinho, que chegou a ser responsável pela conferência do recebimento dos combustíveis em relação a dois procedimentos licitatórios.

O mesmo servidor, segundo a PF, apareceu como presidente da Comissão Permanente de Licitação em um concurso para pregoeiro, designado pelo então prefeito Zé Cocá, em outro certame. Na época, os contratos apontavam Gledson da Silva Porto como representante da empresa. Ele não foi localizado pela reportagem.

Até 2013, os editais dos certames referentes à contratação de empresas para fornecer combustíveis, conforme apurou a PF, eram publicados apenas no Diário Oficial do Município de Lafaiete Coutinho e, consequentemente, somente comparecia aos Pregões Presenciais o posto Três Morros.

Já nos editais de licitação – como ocorre ainda hoje – havia também a informação de que só poderiam participar do certame empresa com sede na área urbana de Lafaiete Coutinho. Fora da cidade, o posto mais próximo fica a 16 km, às margens da BR-116, o que inviabilizaria a participação na licitação.

Superfaturamento
Ainda de acordo com a polícia, há fortes indícios de “superfaturamento com relação ao preço do combustível comercializado pelo posto para o município de Lafaiete Coutinho”. Contudo, não foi informado o percentual desse suposto superfaturamento e nem o valor que teria sido desviado.

Em Lafaiete Coutinho, o frentista do posto Três Morros, Marcos Antônio da Silva Rocha, disse que ficou surpreso com a operação da PF. “Os policiais ficaram pouco tempo aqui, levaram só uma CPU. Eles me explicaram a operação, fizeram o trabalho deles e foram embora”, resumiu.

Segundo o frentista, Zé Cocá aparece pouco no estabelecimento, onde atualmente a gasolina custa R$ 4,89 o livro. Já o diesel sai por R$ 3,85 e R$ 4,05 (S10).

O atual gerente do posto é Gabriel Lima Ribeiro, que aparece como representante do Três Irmãos desde 2018, quando ele disse que o local foi vendido aos atuais donos. Ele negou interferência de Zé Cocá na unidade.

“Esse problema da prefeitura só ter um posto para abastecer ocorre em várias outras cidades. Acho muito difícil um posto lá da BR-116 aparecer nessas licitações. Até para a prefeitura abastecer veículos mais pesados, como tratores, ficaria mais difícil se fosse pra fazer isso lá. Teria de trazer o combustível pra cá de qualquer jeito”, comentou Gabriel Ribeiro.

O CORREIO questionou a Lucas Almeida qual é a atual frota de veículos da prefeitura de Lafaiete. No entanto, o secretário de Administração disse que “só quem tem essa informação é a Diretoria de Transportes”.

A reportagem solicitou o contato do responsável pelo setor, mas o secretário informou que “a Diretoria de Transportes não tem telefone”.

Patrimônio triplicado
Zé Cocá, 43 anos, é natural de Itiruçu, no sudoeste baiano, e, segundo fontes locais, pretende se candidatar à prefeitura da cidade vizinha, Jequié, onde nasceu João Vei.

O patrimônio do deputado, declarado à Justiça Eleitoral no ano passado, era de R$ 1.510.000 em bens – número três vezes maior que o declarado por ele nas eleições de 2008, para prefeito de Lafaiete. À época, Zé Cocá, que se dizia agricultor, afirmou ter R$ 445 mil em bens.

Em 2008, na lista de bens constavam apenas 34 cabeças de gado, avaliadas em R$ 200 mil, mesmo valor da fazenda Lagoa, que recebeu de herança em Lafaiete Coutinho. Havia ainda um terreno avaliado em R$ 25 mil e um carro de passeio Fiat Uno de R$ 20 mil.

Em 2012, ele foi reeleito com o slogan “esta história não pode parar” e declarou patrimônio de R$ 589 mil. O mesmo terreno de antes passou a valer R$ 45 mil e a fazenda Lagoa valorizou para R$ 220 mil. Zé Cocá comprou um Fiat Palio Adventure por R$ 40 mil, outra fazenda no valor de R$ 100 mil, em Lafaiete, e 205 cabeças de gado, que somavam R$ 184 mil.

O patrimônio milionário de 2018 apresenta itens novos. Um apartamento de R$ 380 mil em local não informado; uma casa em Lafaiete no valor de R$ 100 mil; a fazenda Mumbuca (também em local não informado), que tem 199 hectares e foi avaliada em R$ 250 mil e um terreno em Lafaiete Coutinho, de R$ 100 mil (não se sabe se é o mesmo declarado anteriormente).

Ainda completam a declaração um outro veículo Fiat Palio de R$ 30 mil, a fazenda que recebeu de herança – agora já em R$ 300 mil – e quantidade incerta de bovinos, no valor de R$ 350 mil. O CORREIO pediu que Zé Cocá informasse justificativas para a evolução do seu patrimônio, mas ele não respondeu na nota enviada à reportagem.