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Foto: Ramon Bitencourt

Acusado de aplicar mais de 20 golpes em noivos e fornecedores de casamentos em Belo Horizonte, com prejuízos que, segundo a Polícia Civil, chegaram a mais de R$ 200 mil, ex-empresário, de 38 anos, proprietário do buffet Alexandre Nascimento Eventos, que declarou falência em junho deste ano, foi preso no Mato Grosso e chegou nesta terça-feira (12) a capital mineira.

O ex-empresário foi preso no dia 3 de outubro na cidade de Primavera do Leste, onde trabalhava como funcionário de uma empresa de locação de festas. De acordo com a Polícia Civil, em junho deste ano, o homem deixou de cumprir contratos de decoração, buffet e cerimonial para casamentos e deixou dívidas com diversos fornecedores. A polícia afirma que das 20 vítimas, 10 são noivos. O acusado, por sua vez, afirma que deixou apenas cinco noivos sem as festas.

“Ele era proprietário de um buffet renomado na região do Calafate, entao ele tinha um número de contratos elevado, as pessoas costumavam reconhecer o trabalho dele, confiar no seu trabalho. Ele deixou de cumprir vários contratos, tanto integralmente como parcialmente, até que no mês de junho ele evadiu da capital e deixou várias noivas sem a execução do contrato por elas feito, inclusive uma noiva que iria casar três dia depois da fuga dele”, afirmou a delegada Cinara Rocha.

O ex-empresário foi preso pelo crime de estelionato por ter agido de má fé. “Nós verificamos que os contratos realizados por ele foram realizados após ele ter conhecimento da situação financeira da empresa, o que demonstra que, se a época ele fizesse o encerramento das atividades, ele provavelmente conseguiria honrar com os compromissos. Ele continuou realizando novos contratos, mesmo após não conseguir fazer cumprimentos integrais e, às vésperas do sumiço dele, fez contato com as vítimas, fazendo compromissos como se a atividade estivesse em pleno exercício, e recebendo pelos serviços, explicou a delegada.

Ainda segundo Cinara Rocha, o ex-empresário tentava distrair a polícia. “Constatamos que o Alexandre recebia os valores das vítimas através de contas corrente de terceiros e, após o recebimento, esses valores eram pulverizados em outras contas, de familiares, amigos, mas na clara intenção de dificultar que a Policia Civil conseguisse localizar o destino final dessa quantia. Então esses fatos e outras nomenclaturas de contrato foram suficientes para comprovarmos não um simples inadimplemento contratual, mas um crime de estelionato”, afirmou a delegada.

Em sua defesa, o homem disse à imprensa que o fim de um relacionamento colocou fim na empresa. “O buffet entrou em falência após o término do meu relacionamento e eu vim a falir, não conseguindo cumprir com os últimos cinco contratos que ficaram pendentes no mercado. Eu tinha uma ideia de que a gente conseguiria sair desse buraco que o país enfrentou nessa época, só que infelizmente eu não consegui e deixei esses cinco contratos falidos pra trás. Realizei muitos sonhos mas deixei cinco sonhos pendentes pra trás. A empresa entrou em falência e eu fiquei com medo da minha integridade física”, afirmou.

O acusao ainda pediu perdão às vítimas e prometeu pagar o que deve. “Meu desejo agora é correr atrás da justiça, que ela seja feita e eu consiga cumprir com meus pagamentos para esses cinco noivos que eu deixei em vão. A única coisa que eu posso pedir a eles é perdão, desculpas, errei, não vou me eximir do meu erro. Sim, errei, fali, quebrei e a empresa foi por água abaixo e, a única coisa que eu posso fazer é pedir perdão. A gente vai correr atrás pra ver a liberdade, pra eu conseguir trabalhar e ressarcir os noivos, porque eu não quero virar uma estatística”, disse.