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Bahia ocupa top 3 em número de obras federais inacabadas; veja ranking detalhado

Levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) foi divulgado nesta quinta-feira (24)

O estado da Bahia está entre os três primeiros do país em número de obras federais inacabadas, de acordo com um levantamento divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), nesta quarta-feira (24).

Os dados foram publicados no Painel de Obras Paralisadas da corte de contas, que consolida os dados de contratos relacionados a obras públicas custeadas com recursos federais.

Atualmente são mais de 22 mil obras registradas, das quais mais de oito mil estão paradas, cerca de 38%. A área com mais paralisações é a de educação.

Entre as principais razões para a descontinuidade dos trabalhos estão, segundo o Tribunal, deficiências técnicas, falhas no fluxo orçamentário/financeiro e abandono das obras pelas empresas contratadas.

Com R$ 10,2 bilhões de investimento, a Bahia vem logo atrás com 807 obras públicas paralisadas, sendo 433 também voltadas para a educação, como a reforma da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que se encontra inacabada (foto).

O primeiro lugar neste ranking pertence ao Maranhão, com 905 intervenções que, juntas, tem um valor de investimento de R$ 1,2 bilhão. Desse total, 641 são empreendimentos voltados à educação básica, como creches, quadras e construção de escolas.

O Pará, localizado na região norte do país ocupa o terceiro lugar com 53,4% do total de empreendimentos públicos paralisados ou inacabados, de acordo com o painel do TCU.

Mesmo após um investimento de R$ 6,82 bilhões, a unidade federativa acumula 671 obras paradas — 535 relacionadas à educação.

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Prefeitura de Jeremoabo é acusada de assinar contrato fraudulento para ônibus de transporte escolar

Imagem sobre Prefeitura de Jeremoabo é acusada de assinar contrato fraudulento para ônibus de transporte escolar
Foto: Divulgação / PMJ

Um grupo de vereadores do município de Jeremoabo entrou com denúncia no Ministério Público Federal (MPF) contra o prefeito Deri de Paloma (PP) por conta de um suposto contrato fraudulento para a prestação de serviços de transporte escolar na cidade. Segundo o documento enviado ao MPF, os parlamentares constataram a existência de “linhas fantasmas”, ou seja, ônibus que, em teoria, deveriam cumprir suas rotas, mas sequer existem.

 

A prefeitura de Jeremoabo, por meio da Secretaria de Educação, Esporte, Cultura, Lazer e Turismo (Semec), possui contrato firmado com a HM Aluguel de Máquinas e Equipamentos Eireli para “Ampliação do Programa de Transporte Escolar”. Em 2022, até o momento, foi realizado o pagamento de R$ 3,08 milhões para a companhia de ônibus, conforme registros de 27 notas liquidadas disponíveis no site da transparência local.

 

O aditivo contratual publicado no Diário Oficial do município em março deste ano foi separado em duas partes: uma no valor de R$ 1.613.247,88 e outra completando o montante com R$ 605.121,20. Também houve uma terceira parte, chamada de 6º aditivo, publicada posteriormente no valor de R$ 92.962,27.

 

Ao todo, o Bahia Notícias obteve acesso a seis extensões contratuais, totalizando um valor de, ao menos, R$ 5,9 milhões. Vale destacar que, em todos os acordos realizados a prefeitura, afirma que os valores fixados são “estimados”, podendo sofrer alterações.

 

Outro fator defendido pelo grupo de vereadores foi a mudança de nome da HM. A empresa na verdade se chamava de Melquisedec Messias Rodrigues e Cia Ltda Me, que chegou a ser alvo de uma investigação do MPF. A companhia, junto com a prefeitura de Jeremoabo, foram acusadas de elaborar um contrato fraudulento em 2019, durante o período de isolamento social por conta da covid-19.

 

O presidente da Câmara Municipal de Jeremoabo, Kaká de Sonso (PSD), afirmou que realizou uma auditoria para verificar a existência das “linhas fantasmas” e relatou que, além da ausência dos ônibus em alguns pontos, notou que também houve a substituição de vans, previstas em contrato, para carros pequenos na prática.

 

Em documento obtido pelo Bahia Notícias, foi constatado que pelo levantamento que, ao menos, oito linhas disponibilizadas pela prefeitura estão com alguma irregularidade.

 

“Nós fomos in loco com o tabelião para fazer uma ata notarial, detectamos antes que não existiam as linhas, uma rota na verdade quem faz é o ônibus da prefeitura, não a empresa contratada. Tem questões locais que recebem como van e na verdade quem está na linha é um carro pequeno. Tem até locais que tem a linha, mas na verdade não tem nem a aula”, explicou Kaká.

 

A acusação também alega que a HM possui ligação com o Progressistas, beneficiando aliados do partido. Além de Jeremoabo, a empresa tem acordos com as prefeituras de Andorinha, Glória e Pedro Alexandre. A HM também tem contratos com municípios de Alagoas, Jequiá da Praia e Inhapi. Todas as cidades são lideradas por prefeitos do PP.

 

Apesar da coincidência, não foram encontradas comprovações de que o quadro societário da HM, atualmente composta por Hyattaandson de Melo Santos, possui ligação direta com o Progressistas.

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Sebrae Bahia elege presidente do Conselho e Diretoria Executiva

Franklin Santos, Humberto Miranda, Jorge Khoury e Vitor Lopes – Foto Darío G. Neto/ASN Ba

Em eleição realizada durante reunião do Conselho, na sede do Sebrae, em Salvador, Humberto Miranda, presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), foi eleito, na segunda-feira (21), para a presidência do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Bahia. Na ocasião foram reeleitos o superintendente, Jorge Khoury, e o diretor técnico, Franklin Santos. O economista Vitor Lopes é o novo diretor de Administração e Finanças. A nova diretoria será empossada em janeiro de 2023 para um mandato de quatro anos. Também foram eleitos, durante a reunião os membros do Conselho Fiscal da organização, que terão o mandato iniciado em março de 2023.

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PRF apreende 10 Kg de cocaína durante abordagem a ônibus na BR 116 em Jequié

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na manhã desta quarta-feira (23), 10 kg de substância com características semelhantes à cocaína escondida na bagagem de um passageiro de ônibus que fazia o itinerário Rio De Janeiro (RJ) x Sobral (CE). O valor estimado da droga é de quase R$ 2 milhões.

A ação ocorreu no quilômetro 677 da BR 116, em Jequié. Era por volta das 10 horas quando a equipe deu ordem de parada ao veículo. Durante a abordagem e procedimentos padrões de checagem, os policiais localizaram a droga em uma mala azul no bagageiro do ônibus.

Questionada, a proprietária da mala admitiu que recebeu R$ 1.000,00 para transportar a droga do Rio de Janeiro (RJ) para a cidade de Feira de Santana. Com ela ainda foram encontrados 10 gramas de maconha.

Diante dos fatos, a ocorrência foi encaminhada à Polícia Judiciária para adoção das medidas cabíveis. Inicialmente a mulher responderá por tráfico de drogas.

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Fundação José Silveira vence o Prêmio Benchmarking da Fesfba na categoria Segurança do Paciente

Foto: Divulgação Ascom/FJS

A Fundação José Silveira (FJS) é vencedora do Prêmio Benchmarking, do V Fórum de Saúde Bahia, da Federação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Estado da Bahia (Fesfba), na categoria Segurança do Paciente. O evento aconteceu na terça-feira (22), em Salvador, e contou com a participação das principais instituições filantrópicas da Bahia.

A gerente de Qualidade da FJS, Eduarda Carvalho, apresentou os cases de sucesso de 2022, com foco na experiência da primeira maternidade filantrópica da Bahia com certificação ONA nível II, a Santa Casa de Jequié, unidade da FJS. Gestora do Núcleo de Desenvolvimento Estratégico e Inovação, Leila Brito destacou que o resultado é fruto de um trabalho em equipe, que vem se consolidando ao longo dos anos, pautado no planejamento estratégico que reforça o cuidado, a qualidade, a segurança do paciente.
Também participaram do evento Carlos Dumet, superintendente administrativo financeiro da FJS e presidente da Assembléia Geral da Fesfba; Laura Queiroz, gerente administrativo da FJS e vice-presidente da Fesfba; Claudia Alves, gerente de RH da FJS; Josana Santos, coordenadora técnica da Santa Casa de Jequié, dentre outros gestores
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“Ação de Bolsonaro incentivou atos criminosos e antidemocráticos”, diz Moraes

Presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, negou pedido do PL sobre urnas eletrônicas e ainda deu multa milionária ao partido

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, foi incisivo na decisão que negou o pedido do PL para desconsiderar o resultado de urnas antigas utilizadas no segundo turno das eleições deste ano.

O magistrado também condenou a coalizão ligada ao presidente Jair Bolsonaro (PL) ao pagamento de R$ 22.991.544,60 (vinte e dois milhões, novecentos e noventa e um mil, quinhentos e quarenta e quatro reais e sessenta centavos) por litigância de má-fé ao usar “argumentos falsos” para questionar urnas. Ele determinou ainda o bloqueio do fundo partidário do PL até que a multa seja paga.’

O processo foi apresentado na terça-feira (22) com base em um relatório sobre suposta “falha” em cinco dos seis modelos de urnas usadas na votação.

No mesmo dia, o ministro já havia cobrado que a legenda PL apresentasse dados que comprovem suposta falhas também no primeiro turno das eleições.

Porém, a sigla comandada por Valdemar Costa Neto manteve o pedido restrito somente ao segundo turno, argumentando que estendê-lo para toda a votação causaria “grave tumulto”.

“Estender a verificação extraordinária pretendida também para o primeiro turno parece ser medida açodada, especialmente porque, como efeito prático, traria a própria inviabilidade da medida ora pretendida, em razão da necessidade de fazer incluir no polo passivo da ação todos os milhares de candidatos que disputaram algum cargo político nestas eleições, bem como seus Partidos, Coligações e Federações”, alegou o PL.

Ao responder à cobrança de Moraes, o PL não mencionou o fato de que ambos os equipamentos foram usados no primeiro e no segundo turno, o que, em tese, demonstraria que se houve problemas em uma rodada de votação, também teria ocorrido na anterior.

Questionado nesta quarta-feira por jornalistas, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, alegou que os técnicos do partido “não pegaram” as “falhas” no primeiro turno.

No despacho, Moraes cita o “possível cometimento de crimes comuns e eleitorais com a finalidade de tumultuar o próprio regime democrático brasileiro”. O presidente do TSE, segundo o G1, diz considerar que a ação do PL não traz qualquer indício ou circunstância que justifique a reavaliação de parte das urnas.

“A total má-fé da requerente em seu esdrúxulo e ilícito pedido, ostensivamente atentatório ao Estado Democrático de Direito e realizado de maneira inconsequente com a finalidade de incentivar movimentos criminosos e antidemocráticos que, inclusive, com graves ameaças e violência vem obstruindo diversas rodovias e vias públicas em todo o Brasil, ficou comprovada, tanto pela negativa em aditar-se a petição inicial, quanto pela total ausência de quaisquer indícios de irregularidades e a existência de uma narrativa totalmente fraudulenta dos fatos”, diz Moraes.

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MP-BA pede informações sobre medidas contra aumento da contaminação com a Covid-19

Foto: Reprodução / Conass.org

Diante do aumento de casos de contaminação por Covid-19 em todo o país, que vem sendo considerada por especialistas como a “quarta onda” da doença, o Grupo de Trabalho de acompanhamento às ações de enfrentamento ao novo coronavírus (GT Coronavírus) do Ministério Público estadual instaurou novo procedimento administrativo para monitorar as políticas públicas de combate à expansão de infecções pelo vírus na Bahia.

O GT encaminhou na última segunda-feira, dia 21, ofícios à Secretarias Estadual de Saúde (Sesab) e municipais (SMS) de Salvador e Madre de Deus, solicitando informações sobre medidas que já estão em andamento ou que serão adotadas para diminuir os impactos da “quarta onda” e garantir assistência aos pacientes eventualmente infectados. O MP pediu que as informações sejam enviadas em prazo de dez dias úteis.

Também em razão da “quarta onda”, que estaria sendo provocada pela subvariante Omicron BQ.1, o MP emitiu nesta terça-feira, dia 23, comunicado interno recomendando a todos integrantes o uso de máscaras nos veículos oficiais e em ambientes fechados nas sedes da instituição em todo o estado.

Em relação à cobertura vacinal contra a Covid-19, o Ministério Público estadual, por meio do GT Coronavírus e do Centro de Defesa da Saúde (Cesau), reitera a importância de que a população compareça aos postos de saúde visando garantir o esquema vacinal completo, considerando os baixos índices de aplicação identificados em relação às doses de reforço.

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Urnas eletrônicas têm certificados digitais individuais e códigos únicos para identificar cada equipamento; veja detalhes

Os sistemas utilizados pela Justiça Eleitoral e validados por observadores nacionais e internacionais permitem identificar, sem risco de confusão e com várias camadas de redundância, cada uma das mais de 577 mil urnas eletrônicas utilizadas nas eleições deste ano.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esses números de identificação são gerados antes, durante e após a realização da votação e garantem que cada operação eletrônica – a inserção do software, a votação e a emissão do boletim de urna, por exemplo – seja devidamente registrada e comprovada para cada urna.

O fato de esses sistemas serem redundantes garante que, mesmo se alguma das etapas falhar, haverá outras formas de identificar cada urna e evitar a duplicação ou a anulação dos votos.

A Justiça Eleitoral usou, nas eleições gerais deste ano, um total de 577.125 urnas eletrônicas – incluindo os equipamentos enviados às seções no exterior e os dispositivos de reserva.

Os dados dessas urnas foram amplamente divulgados na internet e submetidos a diversas auditorias. Até o momento, não houve nenhum registro de inconsistência entre as informações inseridas nas urnas e os números de votos divulgados oficialmente.

Quem garante a autenticidade dos sistemas?

Os diversos sistemas de segurança inseridos nas urnas têm validade oficial porque são garantidos por uma assinatura digital.

Esses sistemas passam por uma série de testagens, inspeções e verificações, além de receberem chancela de entidades fiscalizadoras nacionais e observadores estrangeiros. É essa assinatura que garante o rastreio da origem dos arquivos produzidos pelas urnas.

Cada urna eletrônica utilizada no Brasil tem um certificado digital único e um número interno identificador único – como um CPF que permite identificar aquele dispositivo entre os quase 600 mil disponíveis.

Essa certificação atesta que cada documento assinado por uma urna foi, de fato, emitido por aquele dispositivo. Ou seja, que não houve troca, replicação ou fraude na vinculação das informações.

A assinatura digital da urna eletrônica é similar à usada por pessoas, empresas e cartórios em todo o país para assinar e autenticar documentos eletrônicos. A certificação digital é reconhecida pela legislação brasileira, para todos os efeitos, como uma comprovação oficial de identidade.

TSE termina processo de lacração do sistema das urnas eletrônicas

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Quais documentos a urna eletrônica emite?

Essa assinatura digital garante a autenticidade dos três principais documentos emitidos por cada urna eletrônica:

  1. Log de eventos: é o registro de funcionamento da urna eletrônica, ou seja, uma lista cronológica de todas as operações que foram realizadas naquele equipamento desde o início do processo eleitoral (início e término da votação, emissão de boletim, execução de aplicativos etc.)
  2. Registro Digital do Voto (RDV): lista de todos os votos inseridos naquela urna eletrônica específica e naquele turno de votação. Essa lista não identifica o eleitor, nem o horário da votação, nem a ordem de inserção dos votos – com isso, garante o sigilo da votação.
  3. Boletim de Urna (BU): documento emitido ao fim da votação e que totaliza os votos naquela urna para cada candidato – é a somatória das informações do registro digital do voto. É esse documento que o chefe de cada seção eleitoral imprime ao fim da votação e fixa na porta da sala.

Uma vez assinado digitalmente, cada documento fica atrelado à urna que o emitiu. Com isso, torna-se impossível “confundir” dois boletins de urnas, ou atribuir um documento a qualquer outro equipamento.

“Esse número é utilizado pelo software em diversos momentos, possibilitando assim a rastreabilidade, auditabilidade e cronologia dos eventos”, explica o TSE.

“Essas assinaturas também foram publicadas pelo TSE na internet e estão disponíveis em conjunto com os arquivos de log das urnas. Não há, portanto, qualquer desvio que possa desacreditar os arquivos de log das urnas antigas”, prossegue o tribunal.

O que acontece se der problema na assinatura digital?

A assinatura digital é criada bem antes do dia da votação, ou seja, já foi realizada com sucesso quando a urna é enviada para cada seção eleitoral.

Pode acontecer, no entanto, de algum dos sistemas da Justiça Eleitoral não conseguir “puxar” esse código único de cada urna. Nesse caso, entra em cena a redundância dos mecanismos.

Em outras palavras: há outros códigos, também únicos para cada urna eletrônica, que ajudam a identificar cada equipamento.

Quais códigos garantem a redundância do sistema de autenticação?

Em todos os modelos de urnas eletrônicas que foram usados nas eleições de outubro, é possível identificar cada equipamento usando o “número de carga”.

Esse número é gerado dias antes da votação, quando servidores da Justiça Eleitoral fazem a “carga” de cada urna – ou seja, quando inserem em cada equipamento a lista de eleitores daquela seção e a lista de candidatos que disputam a eleição naquele local.

É essa carga de informações específicas que garante, por exemplo, que um candidato a governador do Distrito Federal não esteja em uma urna instalada no Pará. E que um eleitor só possa votar na sua seção, e não em qualquer outra.

O número de carga é emitido automaticamente, reunindo as informações do código de identificação da urna (código interno), a data e a hora em que a carga foi feita e o identificador dos dados inseridos. Ou seja: garante que a urna ainda é a mesma, e que a carga foi feita corretamente.

Segundo o TSE, o número de carga é atualmente o código mais confiável para identificar cada urna – é “o elemento que efetivamente identifica uma urna no processo eleitoral e permite a total rastreabilidade dos resultados produzidos pelo equipamento”.

Antes do dia da votação, o TSE divulga na internet um documento chamado “tabela de correspondências esperadas” que indica, a partir dos números de carga, qual urna foi instalada em qual seção eleitoral.

Se, no momento da apuração, o código de carga de uma seção não bater com essa tabela, os dados daquela urna ficam pendentes – e aí, só um juiz eleitoral poderá analisar o caso e decidir o que será feito.

Há, ainda, formas mais simples de identificar um boletim de urna. Basta indicar o município, a zona e a seção para encontrar o documento exato referente àquela urna, já que essa combinação de dados também é única.

A consulta por município/zona/seção pode ser feita por qualquer cidadão no site do TSE.

O TSE afirma que há ainda outros códigos, mais específicos e de uso técnico, que também permitem cravar que aquele documento é de uma urna específica – por exemplo, os números que identificam as mídias de carga e de votação usadas em cada urna.

Observadores internacionais reconhecem segurança das urnas

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Como garantir que as informações em si de cada urna eletrônica são legítimas?

Todos os mecanismos descritos acima são úteis para garantir que um documento, de fato, foi emitido por uma urna eletrônica específica.

Há outros sistemas, no entanto, voltados a garantir a veracidade dos dados presentes neste documento. Ou seja, garantir que nenhum voto foi adulterado.

Uma das principais ferramentas para evitar qualquer fraude é o próprio “log de eventos” emitido pela urna.

Cada linha desse “log” representa uma operação distinta, indicando por exemplo que a urna foi inicializada, o programa foi inserido ou o horário foi corrigido.

Essa informação é autenticada por um código que, entre outras informações, usa o código de autenticação da linha imediatamente anterior.

Com isso, o sistema impede que alguém possa apagar o registro de operações anteriores ou inserir artificialmente uma operação falsa – fraudes assim gerariam uma incongruência nos códigos que poderia ser facilmente identificada por sistemas de auditoria.

Como é possível conferir esses códigos e sistemas?

Os códigos de correspondência (entre a urna e carga inserida) aparecem nos próprios documentos emitidos pelas urnas – tanto no log, quanto no RDV e no boletim de urna.

Os códigos da mídia de carga e da mídia de votação também são disponibilizados pelo TSE, assim como os códigos da assinatura digital, e puderam ser verificados pelas auditorias das entidades fiscalizadoras.

“Essas informações, somadas a assinatura digital de cada urna com chave própria e exclusiva nos arquivos, garantem que uma análise individualizada de cada arquivo de log permitirá identificar sua origem de forma inequívoca”, explica a Justiça Eleitoral.

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Moraes multa coligação de Bolsonaro em R$ 22,9 milhões após relatório do PL pedir anulação de votos sem indicar prova de fraude

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, negou o pedido de verificação extraordinária do resultado do segundo turno das eleições. O pedido foi apresentado na terça-feira (22) pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

Moraes considerou que a ação do partido não apresenta qualquer indício ou prova de fraude que justifique a reavaliação de parte dos votos registrados pelas urnas.

O ministro ainda condenou a coligação da campanha à reeleição de Bolsonaro a pagar uma multa de quase R$ 23 milhões por litigância de má-fé — quando a Justiça é acionada de forma irresponsável.

Moraes determinou ainda:

  • bloqueio e a suspensão dos repasses do fundo partidário às siglas até que a multa seja quitada;
  • a abertura de um processo administrativo pela Corregedoria-Geral Eleitoral para apurar “eventual desvio de finalidade na utilização da estrutura partidária, inclusive de Fundo Partidário”;
  • envio de cópias do inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da investigação sobre a atuação de uma suposta milícia digital para atacar a democracia e as instituições.

Pedido ‘esdrúxulo’

A ação do partido de Bolsonaro é baseada no relatório de uma consultoria privada que diz que as urnas anteriores ao modelo 2020, que têm um número de série único, deveriam apresentar um número individualizado. Segundo a auditoria, isso não permitiria que esses equipamentos passassem por uma auditagem — o que é desmentido por uma série de especialistas e entidades fiscalizadoras.

Na terça, ao receber o pedido do PL, Moraes, deu 24 horas para o partido entregar os dados completos da consultoria, inclusive do primeiro turno, já que ambos os turnos usaram as mesmas urnas.

Mas o partido não incluiu o primeiro turno na auditoria — na prática, incluir o primeiro turno levaria ao questionamento da eleição da bancada do PL: a maior da Câmara.

Na decisão desta quarta, Moraes classificou o pedido do PL de “esdrúxulo”, “ilícito” e realizado de maneira inconsequente.

Moraes disse que o partido atentou contra o Estado democrático de direito e usa o pedido para incentivar movimentos criminosos e antidemocráticos que estão ocorrendo nas estradas, inclusive com uso de violência.

O presidente do TSE esclareceu ainda que é descabida a afirmação de que as urnas possuem o mesmo número de identificação, o que impediria o rastreamento. Para Moraes, esse argumento só pode ter sido levantado por ignorância — o que não parece ser o caso, segundo Moraes –, ou má fé.

Moraes afirmou que os argumentos do PL são absolutamente falsos, já que todas as urnas utilizadas na eleições 2022 assinam digitalmente os resultados com chaves privativas de cada equipamento. E que essas assinaturas são acompanhadas dos certificados digitais únicos de cada urna. Portanto, a partir da assinatura digital, é possível rastrear a origem dos arquivos.

O ministro afirmou ainda que não faz sentido verificar os votos do segundo turno apenas para presidente da República, porque é impossível dissociar um turno do outro, sendo que os equipamentos foram usados nos dois turnos.

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Michelle Bolsonaro teria mantido caso amoroso com outro ex-deputado casado; saiba quem

Isac Nóbrega/PR

Ex-esposa de Valdemar Costa Neto afirmou que Michelle Bolsonaro teria mantido caso amoroso com ex-deputado casado

A ex-esposa do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fez novas insinuações sobre a primeira-dama Michelle Bolsonaro e sugeriu que a esposa do presidente Jair Bolsonaro (PL) teria mantido caso amoroso com outro político casado.

Após ter afirmado que Michelle seria “peguete” de Valdemar, Maria Christina Mendes Caldeira agora sugere que a primeira-dama teria relações com o ex-deputado federal Laerte Bessa (PL).

“E aí Michelle… conhece esse político ? Era casado, né?”, escreveu nesta segunda-feira (21), junto a uma foto de Bessa. “Mulher cristã não tem caso com homem casado, isso é básico nas leis de Deus. Não cobiçar o marido alheio”, acrescentou.

Na noite da última sexta-feira (18), Maria afirmou, em live realizada no seu perfil do Instagram, que Michelle Bolsonaro foi “peguete” de seu ex-marido e que ele teria acobertado “evasão de divisa e sonegação dos Bolsonaros”.

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