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:: 4/maio/2026 . 7:34

Secretária de Saúde de Simões Filho nega falta de medicamentos e é rebatida por mãe atípica: ‘Ninguém quer se aparecer’

A secretária municipal de Saúde de Simões Filho, Ananda Gonçalves, deu uma declaração polêmica que repercutiu nas redes sociais. Durante uma entrevista concedida na última quarta-feira (29), ela afirmou que não há falta de medicamentos na rede pública, mas foi prontamente rebatida por internautas.

Segundo Ananda, as unidades estão abastecidas tanto com medicamentos básicos quanto especializados. “Além das nossas farmácias espalhadas pelo município, que estão todas abastecidas, nós temos hoje medicamentos que, inclusive, seriam de responsabilidade estadual, como é o caso da risperidona”, disse.

A fala, no entanto, foi prontamente rebatida pela mãe atípica Luciana Santos. Em um vídeo, ela critica o posicionamento da secretária e afirma que a realidade é diferente.”Quando a senhora diz que não falta medicamento, está chamando todas as mães atípicas de mentirosas”, disse.

De acordo com Luciana, denúncias sobre a ausência de remédios vêm sendo feitas desde dezembro. “Se as mães foram para a frente das unidades de saúde protestar, é porque tinha motivo. Ninguém está ali para se aparecer. O mais correto era chegar e pedir desculpa à população, se retratar pelo que está acontecendo, em vez de dizer que está tudo normal”, finalizou.

Brasileiros pobres se endividam para pagar o básico e conta não fecha, aponta pesquisa

Esqueça a ideia de que o endividamento da população de baixa renda está ligado a consumo por impulso. O buraco é mais embaixo e bem mais duro de contornar. Levantamento do instituto Nexus, encomendado pelo BTG Pactual, divulgado pela coluniata Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, mostra que a dívida, nesse grupo, costuma começar onde não dá para cortar: saúde, comida, contas fixas. Além disso, piora quando a renda simplesmente desaparece.

Entre quem vive com até um salário mínimo, 41% apontam gastos com saúde como gatilho para se endividar. É um peso desproporcional. Na média geral, esse índice cai para 32%. À medida que a renda sobe, a pressão diminui: 37% na faixa de um a dois salários mínimos, 30% entre dois e cinco, e 19% acima disso.

Não é só o custo médico que desequilibra. A perda de renda também aparece com força na base. Para 22% desse grupo mais vulnerável, o desemprego — próprio ou dentro de casa, foi decisivo para entrar no vermelho. No recorte geral, esse número é bem menor: 13%.O básico que não fecha
Alimentação, contas de luz, água, aluguel. O trivial, que deveria caber no orçamento, é justamente o que mais pesa. Metade dos brasileiros (50%) cita essas despesas do dia a dia como principal origem das dívidas. É um padrão que atravessa todas as faixas de renda, mas com impactos muito diferentes dependendo do quanto se ganha.

Já no topo da pirâmide, a lógica muda. As contas seguem relevantes (49%), mas perdem espaço para outro tipo de pressão: o consumo financiado. Entre quem recebe mais de cinco salários mínimos, 35% apontam compras parceladas e financiamentos como origem das dívidas. Na sequência, aparece a queda de renda mensal, com 20%.

A leitura de quem acompanha esses dados reforça o diagnóstico. “O brasileiro de menor renda se endivida por despesas que não pode evitar, muitas vezes recorrentes, o que dificulta a quitação e faz a dívida crescer ao longo do tempo”, afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, à colunista.

Pressão no limite
O cenário ajuda a explicar por que o endividamento segue elevado no país. Em fevereiro, as famílias brasileiras comprometeram 49,9% da renda com dívidas — mesmo patamar do recorde histórico da série iniciada em 2005, de acordo com o Banco Central. O peso das parcelas no orçamento também atingiu novo pico: 29,7%.

Os números aparecem num momento em que o governo tenta conter a inadimplência com iniciativas como o Desenrola 2.0. Na prática, porém, o retrato captado pela pesquisa sugere um problema mais estrutural: quando a dívida nasce do essencial, cortar gastos deixa de ser uma opção viável.

O levantamento ouviu 2.028 pessoas por telefone, entre os dias 24 e 26 de abril, e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01075/2026.