Após chamar jornalistas de ‘lixo’, assessor de Bolsonaro se desculpa
Após ofender jornalistas no domingo (28), o assessor parlamentar de imprensa do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), Eduardo Guimarães, emitiu uma nota no início da tarde desta segunda-feira (29) se desculpando pelo tratamento dispensado a jornalistas em um grupo no WhatsApp formado por profissionais que cobriam a campanha.
“Gostaria de apresentar minhas sinceras desculpas junto aos jornalistas brasileiros, que por ventura se sentiram atingidos, no tocante ao meu excesso verbal”, declarou o assessor. “Agi de forma rude e equivocada para mostrar minha insatisfação na cobertura jornalística do cenário político nacional”.
Na mensagem que Guimarães encaminhou a jornalistas ontem, ele comentava o resultado da pesquisa de boca de urna publicado pouco depois do enceramento da votação. “UÉ…. não ‘tava’ quase empatado? Vocês são o maior engodo do Jornalismo do Brasil!!!! LIXO”, escreveu.
Em seu comunicado, Guimarães disse ainda que o comportamento não foi feito de acordo com orientação dada por Bolsonaro e ou seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL).
Michelle Bolsonaro, uma discreta primeira-dama evangélica

Quando soube que Bolsonaro planejava disputar as eleições presidenciais, Michelle pensou que o marido estava “maluco”, mas não se opôs. “Se ele quer, vou apoiá-lo. Agora tá nas mãos de Deus. Estou bem confiante, e o que Deus tiver para nós vai ser uma bênção”, afirmou em entrevista ao Jornal Nacional, na última semana de campanha, quando as pesquisas apontavam que o candidato do PSL seguia na frente, mas com uma diferença menor em relação ao rival Fernando Haddad (PT). Na reta final, aliás, a primeira dama resolveu abrir mão da estratégia que adotou durante todo o primeiro turno e apareceu pela primeira vez na propaganda eleitoral de Bolsonaro para a televisão. A três dias do segundo turno, participou de um programa dedicado à comunidade surda, pela qual desenvolve trabalhos sociais. Sem nenhum tipo de deficiência, Michelle decidiu aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para conseguir se comunicar com um tio surdo. “Ele que plantou essa sementinha”, contou na propaganda eleitoral gratuita.
Com o marido eleito presidente, Michelle espera seguir a tradição das primeiras-damas brasileiras. Em uma das raras entrevistas que deu à imprensa, manifestou o desejo de desenvolver “todos os trabalhos possíveis” na área de ação social, embora ainda não tenha detalhado como deverá ser essa atuação. “Eu já fazia isso antes de conhecê-lo, que é um chamado que eu tenho”, disse ao Jornal Nacional. Evangélica, a primeira-dama realiza trabalhos voluntários na igreja, principalmente de educação à comunidade surda. É com esse público, aliás, que costuma ter maior proximidade nos cultos de domingo da Igreja Batista Atitude, no Recreio (zona oeste do Rio), pra onde vai duas vezes por semana, sempre acompanhada de seguranças.
Como evangélica, Michelle Bolsonaro teve um papel fundamental na aproximação do marido —Jair Bolsonaro é católico— com sua religião. Começou a levá-lo como acompanhante em alguns cultos que frequentava desde o início do relacionamento, há 11 anos. Ali, Bolsonaro encontrou espaço para ampliar a pauta conservadora que defende, como por exemplo sua posição contra o aborto e o casamento entre homossexuais.
Terceira esposa de Jair Bolsonaro, Michelle conheceu o marido em 2007 nos corredores da Câmara Federal, onde trabalhava como secretária parlamentar. Bolsonaro, que estava no quinto mandato parlamentar, a convidou para trabalhar no seu gabinete poucos meses depois. No período de um ano e dois meses em que trabalhou ali, Michelle teve o salário triplicado, mas foi exonerada em 2008, quando o Supremo Tribunal Federal proibiu o nepotismo nos Três Poderes. “A demissão foi pra evitar uma acusação de nepotismo. Mesmo ela tendo o direito de permanecer porque já era empregada quando me casei com ela”, explicou Bolsonaro durante a convenção do PSL. Os dois se casaram em 2007, mas a cerimônia religiosa aconteceu seis anos depois, numa mansão de festas que tem vista do Rio de Janeiro até Teresópolis.
Fora da política, Michelle se dedicou aos trabalhos voluntários da igreja. Durante a campanha, quase não foi a eventos políticos com Bolsonaro nem se tornou famosa na sombra do marido. Nem mesmo quando ele esteve internado no Hospital Albert Einstein, depois de ter sofrido uma tentativa de assassinato em um evento de campanha em Juiz de Fora (MG). Diferente do candidato, que costuma se comunicar com o eleitorado nas redes sociais, Michelle decidiu fechar suas contas nas redes sociais neste ano, quando passou a ficar mais conhecida e buscada por jornalistas em razão da candidatura do marido.
Mesmo assim, teve uma atuação na campanha, especialmente na tentativa de afastar do marido as pechas de racista e xenófobo. Em entrevista ao programa Pânico no início de outubro, Jair Bolsonaro afirmou que a esposa é filha de um nordestino negro. “O meu sogro é o Paulo Negão, de Crateús, no Ceará. A minha filha [Laura] tem sangue de cabra da peste correndo em suas veias”, afirmou.
EL PAÍS
BEATRIZ JUCÁ
Polêmica na Terra do Divino: Moção de Zé Raimundo repudia agressão na Câmara de Vereadores de Poções

O deputado Zé Raimundo registrou na Assembleia Legislativa da Bahia uma Moção de Repúdio em relação ao ocorrido na sessão ordinária realizada na Câmara Municipal de Poções, em 22 de outubro de 2018. Na ocasião, o vereador Afonso Martins de Sousa Filho agrediu verbalmente, com palavras “caluniosas, difamatórias e injuriosas” o vereador Edson Meira Filho (PT) e militantes petistas da localidade, além de tê-lo agredido fisicamente logo após a suspensão da sessão, ainda nos corredores da Casa Legislativa. Como deputado que teve significativa votação no município, Zé Raimundo disse que não poderia deixar de se manifestar publicamente contra o ocorrido e se solidarizar com o correligionário agredido. “Assim, fica aqui o nosso protesto e repúdio”, reforça o deputado na Moção dirigida à Câmara de Vereadores de Poções, ao vereador Meira e ao PT local.[ fonte blog rodrigo ferraz ]
Nota oficial FENAJ – Futuro incerto para a democracia, o Jornalismo e os jornalistas out 29, 2018
A Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ, representante máxima da categoria no Brasil, expressa sua preocupação com o futuro da nação brasileira, após a eleição da chapa formada pelo capitão reformado Jair Bolsonaro e pelo general Mourão, também reformado, para governar o país a partir de 1º de janeiro de 2019.
A FENAJ repudia a violência contra jornalistas e, em especial, as declarações do assessor de Bolsonaro, Eduardo Guimarães, que apenas esperou a divulgação, no início da noite de ontem (28/10), das pesquisas de boca de urna indicando a vitória de seu assessorado para enviar mensagem ofensiva a diversos jornalistas de diferentes veículos de mídia. Também ontem, jornalistas foram agredidos enquanto faziam a cobertura das comemorações da vitória de Bolsonaro em mais de um Estado brasileiro.
Os muitos casos de agressões contra jornalistas ocorridos durante a campanha eleitoral e a indiferença de Bolsonaro diante dos ataques reforçam o que a trajetória política dele já demonstrara: o político de ultra-direita é avesso a críticas e não admite ser questionado publicamente, mesmo quando as questões dizem respeito à sua atuação como homem público.
Ainda que Bolsonaro tenha assumido o compromisso de respeitar a Constituição brasileira, é de conhecimento público suas ideias autoritárias, como a defesa da ditadura militar, e até mesmo criminosas, como a apologia à tortura. Resta saber como vai se comportar a partir de agora, e se vai se submeter às regras democráticas, entre elas a do respeito às liberdades de expressão e de imprensa.
A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas não aceitam qualquer tipo de violência contra a categoria e categoricamente afirmam que não há justificativa admissível para as agressões que vêm ocorrendo e que cresceram no ambiente virtual no decorrer da campanha.
Igualmente, FENAJ e Sindicatos não aceitam a retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e estarão nas trincheiras da resistência, para evitar mais prejuízos. Como deputado, Bolsonaro votou sempre contra os interesses da classe trabalhadora. Estaremos firmes e alertas para impedir que os retrocessos iniciados por Temer se aprofundem ainda mais.
Diante das incertezas do futuro, a FENAJ e seus Sindicatos filiados reafirmam seu compromisso com a democracia, com o Estado Democrático de Direito, com as liberdades individuais e coletivas e com os direitos humanos, trabalhistas e sociais. E lembram que o Jornalismo e os jornalistas têm papel fundamental para a democracia e a constituição da cidadania e que governantes democráticos submetem-se à crítica e, principalmente, à vontade da maioria que, no Brasil e no mundo, é constituída pela classe trabalhadora.
Em defesa da democracia!
Em defesa das liberdades de expressão e de imprensa!
Em defesa do Jornalismo e dos jornalistas!
Em defesa dos direitos da classe trabalhadora!
Brasília, 29 de outubro de 2018.
Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ.
Rui Costa manda afastar PM que agrediu mulher

Uma confusão tomou conta do bairro do Rio Vermelho, em Salvador, reduto dos militantes de esquerda em dia de eleição, após apuração dos votos das eleições 2018, neste domingo (28). Uma mulher foi agredida na cabeça enquanto tentava ajudar outra pessoa que estaria em atrito com a Polícia Militar.
“Apuração rigorosa”
Após uma militante do PT ser agredida por policiais militares, na noite deste domingo (28), no bairro do Rio vermelho, em Salvador, o governador Rui Costa condenou os “atos de violência”. Pelo Twitter, Rui afirmou que determinou que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) faça uma “apuração rigorosa”. Ele explicou, ainda, que o caso será levado, também, à Corregedoria da Polícia Militar. Uma estudante foi agredida com um golpe de cassetete na cabeça após um confronto entre militantes de partidos rivais, segundo a SSP. Segundo o BNews, a confusão teria começado quando alguns veículos que comemoravam o resultado da eleição para presidente da república passavam e foram atingidos por objetos atirados nos carros. Ainda segundo a SSP, os militares foram agredidos e “usaram força proporcional”. Uma mulher foi detida e os policiais atiraram para cima, quando a levavam para a viatura. De acordo com a secretaria, os disparos foram para dispersar o grupo que ameaçava liberar a mulher.
Meia Daniel, ex-São Paulo e Botafogo, é encontrado morto no Paraná
O meia Daniel, ex-Botafogo e São Paulo e emprestado ao São Bento, foi encontrado morto na cidade de São José dos Pinhais, no Paraná. O corpo do jogador deu entrada no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba na tarde de sábado, e ele foi reconhecido por familiares neste domingo.
A assessoria de imprensa do atleta confirmou a morte, sem dar maiores detalhes do óbito. Segundo laudo preliminar do IML, Daniel morreu em consequência de “ferimentos por arma branca”. O corpo foi encontrado em um matagal no bairro Colônia Mergulhão.
Daniel, de 24 anos, nasceu em Juiz de Fora e começou a carreira nas divisões de base do Cruzeiro. Se destacou, porém, como profissional no Botafogo, até se transferir para o São Paulo em 2015. Depois, vestiu as camisas do Coritiba, Ponte Preta e mais recentemente São Bento.
O contrato de Daniel com o São Paulo ia até dezembro de 2018. Neste ano, ele vestiu a camisa da Ponte no Campeonato Paulista e se transferiu para o São Bento em junho.
Na base, Daniel chegou a defender a seleção brasileira sub-17 e teve seus melhores momentos no Botafogo, em 2013 e 2014. No São Paulo, de 2015 a 2016, sofreu com seguidas lesões e não se firmou, o que acabou se repetindo nos empréstimos posteriores.
O São Bento se manifestou através de nota oficial: “O Esporte Clube São Bento lamenta a morte do meia Daniel, confirmada pela assessoria de imprensa do atleta na noite deste domingo (28). O jogador foi contratado por empréstimo do São Paulo para reforçar o elenco do São Bento na Série B. A causa da morte ainda não foi informada. A diretoria do clube lamenta o fato ocorrido e se solidariza com a família e amigos do jogador nesse momento de profunda tristeza.”
O São Paulo, o Botafogo, o Coritiba e a Ponte Preta fizeram o mesmo: “O São Paulo Futebol Clube lamenta profundamente a morte do meio-campista Daniel Corrêa Freitas. O clube se solidariza e presta condolências à família do atleta.”
“O Coritiba Foot Ball Club lamenta o falecimento de Daniel, atleta que jogou em 2017 com a nossa camisa. Nossos sentimentos para familiares e amigos.”
“O Botafogo de Futebol e Regatas lamenta o falecimento de seu ex-atleta Daniel Corrêa Freitas, encontrado morto neste sábado em Curitiba, aos 24 anos. A causa da morte foi ferimento por arma branca, segundo o Instituto Médico Legal de Curitiba. O Clube manifesta solidariedade a amigos e familiares de Daniel neste momento tão difícil. Daniel chegou ao Botafogo em 2013, ainda na base, oriundo do Cruzeiro. Disputou 29 jogos e fez 5 gols com a camisa alvinegra. Atualmente, era jogador do São Paulo emprestado ao São Bento, tendo passagens por Coritiba e Ponte Preta.”
“A Associação Atlética Ponte Preta lamenta profundamente a morte do meia Daniel Corrêa Freitas! Nossos sentimentos à família e amigos do atleta
“De coração leve”, Haddad parabeniza Bolsonaro pela vitória nas urnas

Derrotado nas urnas neste domingo (28) na corrida presidencial, Fernando Haddad (PT) usou o seu perfil na rede social Twitter para parabenizar Jair Bolsonaro (PSL), presidente eleito com cerca de 55% dos votos válidos.
“Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte”, desejou o petista 14 horas depois de ter sido considerado derrotado no pleito.
O GOVERNADOR RESPONDEU SOBRE ESSA AGRESSÃO ONTEM MESMO NAS REDES SOCIAIS ESPERAMOS QUEM FEZ ISSO SEJA PUNIDO E ESPERAMOS NÃO VER MAIS ESSE TIPO DE SENA
É hora de uma reflexão política, pensar melhor em prol de uma sociedade mais justa, já chega de interesse pessoais, o Brasil tem potencial de ser melhor para, já chega de ódio e violência, vamos renovar nossas forças para uma paz e cultivar o amor, deixamos de lado todas siglas partidárias e vamos seguir a siglas Brasil. ADRIANO CRUZ







Após mais de uma semana de buscas, a adolescente Rayane Alves Paulino foi encontrada morta na tarde deste domingo (28), na região de Guararema, no interior de São Paulo, com um cadarço enrolado no pescoço. O corpo da menina de 16 anos
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