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ACM Neto reclama da relação de Jerônimo com prefeitos do interior e deputado rebate: “Não faz e não quer que o governador faça”
Em entrevista para a Rádio Sociedade FM, na manhã desta terça-feira (1), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto reclamou do tratamento que o governador Jerônimo Rodrigues dá aos prefeitos na Bahia. Segundo Neto, Jerônimo puxa-saco dos prefeitos e ficaria o tempo todo procurando os gestores municipais para reuniões sobre investimentos e parcerias com os municípios.
Para o deputado Estadual Radiovaldo Costa (PT), Neto estaria assustado com o poder de articulação de Jerônimo e com o seu grupo político, depois da atração de prefeitos e até ex-deputado de oposição para a base do governo. “Neto não faz nada pelos prefeitos e não quer que o governador faça. Para ele, o certo seria Jerônimo abandonar todo mundo, como ele faz. É bom que todos vejam”, completou.
Ainda segundo Radiovaldo, sentar com os prefeitos para definir prioridades é fazer gestão. “O governador senta com prefeitos, secretários estaduais e municipais e toma decisões importantes, direcionando a ação do Estado. O que o ex-prefeito quer é que o governador repita os moldes utilizados pelo avô dele, que só atendia e só levava obras para quem era do mesmo partido ou da base, os demais passavam quatro anos sendo perseguidos. Isso acabou na Bahia”, afirmou.
Governador Jerônimo Rodrigues anuncia novo secretário de Comunicação
O governador Jerônimo Rodrigues anunciou nesta segunda-feira (31) a nomeação do publicitário Marcus Vinicius Di Flora como novo titular da Secretaria de Comunicação (Secom). Com mais de 25 anos de experiência na área de comunicação e pesquisa de opinião, Di Flora já atuou em diversos setores da administração pública e em projetos no setor privado.
“Escolhi hoje o novo secretário de Comunicação, que terá a missão de dar publicidade aos atos do Governo da Bahia, prestar contas de nossas ações e manter um relacionamento respeitoso com a mídia. Fiz o convite a Marcus Di Flora, que há mais de 25 anos atua na comunicação e na gestão pública, e ele aceitou”, destacou o governador.
Ao longo de sua trajetória, Di Flora ocupou cargos estratégicos na comunicação de órgãos municipais e federais. Participou da equipe de transição do Governo Federal em 2002 e assumiu funções de liderança na comunicação do governo entre 2003 e 2005. Posteriormente, atuou no setor financeiro, coordenando estratégias de marketing.
“Encaro esse desafio com confiança, pois acredito que é uma grande oportunidade. Com minha experiência em planejamento e gestão, faremos o melhor possível para atender à dinâmica intensa que o governador Jerônimo propõe, tanto na comunicação quanto em toda a ação de governo”, afirmou o novo secretário.
Nos últimos anos, Marcus Vinícius Di Flora dedicou-se à comunicação institucional e ao marketing político, coordenando pesquisas eleitorais em campanhas presidenciais e prestando consultorias na área. Seu trabalho mais recente envolveu a formulação de estratégias de comunicação para campanhas eleitorais no Rio de Janeiro.
ITABUNA: ACM NETO ESTARIA DECEPCIONADO COM POSTURA DE PANCADINHA

O deputado estadual Pancadinha (SDD) pode anunciar nas próximas semana sua adesão a base do governador Jerônimo (PT). Fontes próximas informaram ao site o descontentamento de ACM Neto (UB), ex-prefeito de Salvador .
ACM Neto, que anteriormente havia retirado o apoio do União Brasil ao ex-prefeito Capitão Azevedo, um aliado de longa data, para favorecer Pancadinha na disputa pela prefeitura de Itabuna em 2024, parece agora enfrentar as consequências de sua decisão. A aparente aproximação de Pancadinha com o governador Jerônimo, descrita por observadores como um “chapéu” político, tem gerado especulações sobre uma possível ruptura de alianças.
Segundo uma fonte confiável, ACM Neto estaria considerando Pancadinha como “ingrato”. Em 2022, Neto teria feito movimentos estratégicos essenciais que beneficiaram diretamente a eleição de Pancadinha, contribuindo significativamente para sua vitória nas urnas.
ACM Neto pode enfrentar desafios significativos para consolidar um palanque robusto em Itabuna, tendo já perdido o apoio de Capitão Azevedo e, possivelmente, de Pancadinha. Resta-lhe como opção o ex-vice-prefeito Guinho (UB), que não conseguiu ser eleito vereador.
JEQUIÉ: A CIDADE DO FAZ DE CONTA Está faltando responsabilidade e maturidade para refletir sobre a Jequié do amanhã que está se construindo hoje
Jequié está uma beleza. Uma beleza de quem passou um reboco às pressas na parede mofada e agora exibe o sorriso de quem acredita que tudo está resolvido. A prefeitura tem se empenhado em requalificações, intervenções, reformas e, claro, inaugurações – porque sem fita para cortar e placa para tirar foto, não tem gestão que se sustente. Mas, entre uma praça nova e uma árvore velha derrubada, algumas perguntas precisam ser feitas.

O que estamos recebendo como cidade? É um bem durável ou só um teatrinho de obras para enganar os desavisados? Existe um estudo sério sobre o que realmente precisamos, ou estamos vivendo a versão municipal de “qualquer coisa serve”? Porque, veja bem, há um padrão curioso na execução dessas requalificações. Enquanto na praça em frente ao estádio municipal os bancos foram feitos de madeira de eucalipto, grosseiros e mal acabados, na pequena avenida da Caixa d’Água, onde coincidentemente há comércios de vereadores e amigos do poder, os bancos são um primor da marcenaria: madeira de lei aparelhada, envernizada, com pés robustos e elegantes. É quase como se houvesse duas Jequiés – uma para o povão e outra para a turma do “deixa comigo”.

E as árvores? Ah, as árvores… Essas que um dia foram testemunhas silenciosas das histórias da cidade agora são apenas mais uma estatística na guerra contra o verde. A derrubada das gameleiras na Praça da Bandeira foi um golpe. Uma delas abrigava um vendedor de água e seu filho, mas, pelo visto, abrigo de trabalhador não é prioridade. Enquanto isso, na mesma pequena avenida dos privilegiados, coqueiros da Bahia enfeitam a calçada do comércio de um vereador, impedindo a passagem de pedestres. Pois é, o verde tem vez – desde que seja enfeite e pertença à pessoa certa.

E não para por aí. Depois de venderem uma biblioteca (sim, porque conhecimento não rende caixa para campanha), resolveram trazer de volta uma ideia digna do século XIX: um viveiro de pássaros em plena praça pública. Isso mesmo, em 2025, com o mundo inteiro debatendo sustentabilidade, mudanças climáticas e conservação da fauna, Jequié decidiu que o melhor uso do espaço público era prender passarinhos para a alegria de quem ainda não entendeu o conceito de liberdade.
Mas o melhor vem agora: enquanto a prefeitura se orgulha dessas inaugurações disfuncionais, servidores terceirizados denunciam salários atrasados, professores reivindicam o mínimo e o transporte público segue um caos. O progresso, em Jequié, é uma miragem. A cidade que se autoproclama dona do maior São João da Bahia, que levanta perfilados sem cobertura e que se desfaz de sua memória e patrimônio histórico como quem joga fora um móvel velho, virou terra de ninguém.
E os forasteiros? Ah, esses continuam chegando, fincando bandeira, ocupando cargos e preparando seus herdeiros para perpetuar o ciclo. Enquanto isso, a cidade assiste, perplexa, ao teatro da modernização fajuta.
De fato, Jequié é mesmo uma cidade do faz-de-conta.
Prefeito do União Brasil se propõe a deixar o partido para apoiar Jerônimo Rodrigues.
O prefeito de Santa Maria da Vitória, Tonho de Zé de Agdônio, eleito em 2024 para o segundo mandato pelo União Brasil, se colocou à disposição para sair do partido, o principal de oposição na Bahia, para apoiar o governador Jerônimo Rodrigues em 2026. “Às vezes tivemos posições contrárias na política, isso faz parte, mas estou disposto a sair do partido para somar com o senhor. Nosso projeto é a sua eleição”, disparou Tonho.
Desde o início do ano, o governador recebeu 65 prefeitos de diversos partidos no gabinete. Tonho foi o sétimo do União Brasil recebido pelo governador e o quinto a aproveitar a oportunidade para oferecer apoio, apesar de o governador deixar claro que a reunião tinha como pauta investimentos e necessidades dos municípios. Na lista os prefeitos de Mata de São João, Cairú, Sítio do Mato e Buerarema, também se comprometeram com Jerônimo para 2026.
Com 39 prefeitos eleitos em 2024, o partido de ACM Neto já perdeu o apoio de mais de 10% dos eleitos. Aliados do governo dizem que esse número é maior quando incluídos prefeitos de outros partidos da base de Neto. Já a oposição, reage afirmando que os prefeitos vão, mas não levam os votos, algo que o histórico das eleições na Bahia mostra que não é verdade.
Jerônimo chama ACM Neto de “blogueiro” após ataques nas redes sociais
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Durante o lançamento de ações para a celebração do aniversário de Salvador, nesta terça-feira (25), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), avaliou a força do seu grupo político, chamou o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), de “blogueiro” e disse que o adversário soltou a mão da oposição.
“Eu prefiro ver o nosso grupo mais forte [do que a oposição mais fraca]. Eu quero avaliar dessa forma. O que eu tenho ouvido, se é de dar uma palavra sobre a oposição. O líder da oposição soltou a mão da oposição. O ex-prefeito, ele não tem esse trato que a gente tem de cuidar, de zelar, de fazer os contatos e se aproximar. Redes sociais é importante, mas ele, o blogueiro, ficou no blog e não desceu para o interior do estado. Ele não visita os municípios, ele não acolhe os que ajudaram a ele na campanha. Então, nós temos uma política diferente. Temos uma política de acolher os que votaram em nós, a gente não pode soltar a mão e aqueles que sabem, que é muito difícil governar o município, mas que tenha dinheiro, eu tiro por mim. Um governo do estado sem o apoio do governo federal, é muito difícil trabalhar. Nesses meio bilhão aqui de aniversário de Salvador tem dinheiro aqui que é do PAC, recursos federais, por exemplo, na área de encostas”, afirmou.
Jerônimo ponderou que os 20 anos de gestão do PT no estado da Bahia exigem com o passar do tempo uma oxigenação natural, não só da oposição, mas do próprio movimento partidário.
Rui já pegou um esforço para que pudéssemos superar oito anos de Wagner. Eu tô pegando 16 anos de superação nossa do grupo da gente. Então, isso é natural. Depois eu posso também destacar que a ausência do presidente Lula naquele período da saúde dele acabou criando um prejuízo com a imagem do presidente Lula. Ele saiu de cena, ele não tava dando entrevista, não tava viajando, não tava fazendo entregas, ele ficou ali excluso para tratamento de saúde. E aquilo ainda coincide com os fakes ou informações que não ajudaram no fortalecimento da imagem no que diz respeito ao PIX. A própria eleição do Congresso Federal, da Câmara, acaba tendo um desgaste ali. A gente sabe quando tem uma eleição na Assembleia acaba tendo ali um puxa, estica que tem um prejuízo. Isso também ajudou. A própria eleição mundial, as eleições mundiais acabam fortalecendo o movimento contrário à nossa concepção de sociedade”, disse.
Jerônimo acredita que a avaliação do presidente Lula acaba influenciando na sua avaliação, aqui, no Estado. “Nós estamos muito colados. Se o Lula cai na pesquisa, me puxa. Se o Lula sobe, me puxa para cima. Então isso também eu faço avaliação esse aspecto. Mas o retorno do Lula, a presença, por exemplo, agora no Japão, na China, isso dá gente um ar de busca de recursos, de negócios, os investimentos nossos continuaram. Então, eu creio também que algumas pautas do desgaste, por conta, inclusive de uma segurança pública, que a gente vem fazendo, vem investindo, mas acaba não colando com a realidade do que nós estamos fazendo, isso acaba tendo uma avaliação que puxa a gente para cima ou para baixo”, contou.
Eu creio que nós estamos num momento muito ascendente, os contatos com novos prefeitos que não votaram, inclusive em mim, essa aproximação nos dar uma boa sensação, não é de conforto. A política não tem conforto. A política é sempre assim. Eu tenho, hoje, inclusive uma boa relação herdada de Wagner, de Rui e eu melhorei a relação com os prefeitos, com os movimentos sociais, com os mandatos dos deputados estaduais e federais animados, para que a gente possa continuar com a reeleição, a eleição de novos e a reeleição dos que aí estão”, continuou.
O governador acredita que a recuperação da aprovação do governo Lula irá contribuir para a melhoria dos indicadores. “Eu espero que o presidente Lula retome esse lugar, de grandeza que ele é, do político que ele tem sido a referência nossa para ajudar a gente e os deputados federais, o trabalho dos senadores a serem puxados para a melhoria das indicadores”, concluiu.
ABSURDO SALÁRIO DE ZÉ COCÁ É APENAS 9,48% MENOR QUE O DO PREFEITO DE SÃO PAULO
O salário do prefeito de Jequié (BA), Zé Cocá (PP), (R$ 34.774,64) teve o 3º maior aumento do país, 57,93%, perdendo apenas para as capitais brasileiras, Rio Branco (AC), 70%, Macapá (AP) 65% e, apenas 9,48% a menos em comparação ao salário do prefeito da 4ª maior cidade do mundo, , São Paulo, onde o prefeito Ricardo Nunes (MDB), recebe do cidadão paulistano R$ 38.039,38 por mês para administrar a maior cidade da América Latina.
CUSTO VS ARRECADAÇÃO / SÃO PAULO
Mesmo com a arrecadação de R$ 3,6 bilhões/mês, o salário do prefeito de São Paulo equivale a R$ 0,000001% (um milionésimo) da arrecadação. Jequié, com arrecadação mensal de aproximadamente R$ 49,7 milhões por mês, o salário do prefeito de Jequié, equivale a 0,0007% (cinco milésimos) da arrecadação.
QUANTO PAGA CADA MORADOR
Para o estado de São Paulo, o custo do prefeito para cada um dos 11,5 milhões de habitantes é de R$ 0,003/mês. (três milésimos)
Já em Jequié, cidade com arrecadação de aproximadamente de R$ 49,7 milhões/mês, o salário do prefeito de Jequié custa R$ 0,21 (vinte e um centavos) para cada um dos 168 mil de habitantes.
Ranking do salário dos prefeitos das 26 capitais do País em 2025:
São Paulo (SP): R$ 38.039,38
Palmas (TO): R$ 37.627,28
Porto Velho (RO): R$ R$ 37.366,93
Florianópolis (SC): R$ 35.823,60
Rio de Janeiro (RJ): R$ 35.608,27
Manaus (AM): R$ 35.000
Rio Branco (AC): R$ 35.000
Porto Alegre (RS): R$ 34,9 mil
Zé Cocá (Jequié – BA) R$ 34.774,64
Belo Horizonte (MG): R$ 34.604,00
Goiânia (GO): R$ 34.556,93
Curitiba (PR): R$ R$ 33.507,00
Cuiabá (MT): R$ 33.157,53
Salvador (BA): R$ 32.000
Macapá (AP): R$ 31,9 mil
João Pessoa (PB): R$ 28.051,52
Aracaju (SE): R$ 29.120
Fortaleza (CE): R$ 27.391,06
Maceió (AL): R$ 26.666,66
Natal (RN): R$ 26.000,00
Belém (PA): R$ 25.332,25
Recife (PE): R$ 25.000,00
São Luís (MA): R$ 25.000,00
Boa Vista (RR): R$ R$ 23.364,00
Campo Grande (MS): R$ 21 .263,62
Vitória (ES): R$ 19.217,12
Teresina (PI): R$ R$ 17.690,57
ILHÉUS: VEREADORES INSATISFEITOS COM PREFEITO VALDERICO JR

Em Ilhéus, uma crescente insatisfação tem tomado conta dos bastidores da política local, especialmente entre os vereadores, que se mostram descontentes com a gestão do prefeito Valderico Jr(UB). Segundo informações apuradas pelo nosso site, a raiz do descontentamento está na drástica redução no número de cargos disponíveis para os vereadores em comparação com a administração anterior.
Durante o governo passado, cada vereador tinha direito a até 30 cargos, uma prática que foi significativamente alterada pelo atual prefeito. De acordo com relatos de vereadores que preferiram manter o anonimato, o governo de Valderico Jr. limitou-se a apenas dois o número de cargos por vereador. “Alguns vereadores estão decididos a devolver os cargos e dar o troco nos projetos que o governo mandar para a câmara”, revelou um dos edis.
Essa mudança na distribuição de cargos tem levado a uma ameaça velada de retaliação por parte de alguns membros da Câmara, que consideram usar sua influência para obstruir iniciativas legislativas propostas pelo executivo. A situação evidencia um possível confronto entre os poderes municipais, que pode afetar a governabilidade e a implementação de políticas públicas em Ilhéus.
SÃO JOSÉ DA VITÓRIA: EX-PREFEITO TERÁ QUE DEVOLVER R$ 4,3 MILHÕES AOS COFRES PÚBLICOS

O ex-prefeito de São José da Vitória, Jeová Nunes, pode ter seus bens penhorados após o município ingressar com ação de execução para garantir a devolução de R$ 4.330.719,25 aos cofres públicos. A cobrança decorre de uma decisão do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCM-BA), que determinou a restituição do valor e o pagamento de multas devido a irregularidades cometidas por Jeová durante sua gestão em 2006.
O TCM-BA concluiu que o ex-prefeito causou prejuízos ao erário, incluindo R$ 722.961,36 em despesas sem comprovação, R$ 4.572,00 por falta de prestação de contas de recursos repassados à entidade civil BENFAM, além de uma multa de R$ 4.000,00. A decisão transitou em julgado em 2011, tornando definitiva a obrigação de pagamento.
JERÔNIMO REPETE LULA E VÊ APROVAÇÃO DESPENCAR NA BAHIA, AVALIA LÍDER DA OPOSIÇÃO NA AL-BA








Durante o lançamento de ações para a celebração do aniversário de Salvador, nesta terça-feira (25), o governador da Bahia, 

