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:: 12/ago/2026 . 19:18

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), anunciou a apresentação de um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A iniciativa ocorreu após uma operação determinada pelo magistrado contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão apontado pela investigação como fonte do jornalista Luis Pablo. A ação foi deflagrada na última terça-feira (11). O jornalista havia publicado uma reportagem sobre o uso de um veículo oficial pela família do ministro do STF, Flávio Dino.

“Ao anunciar a apresentação do novo pedido de impeachment contra Moraes, o deputado classificou a decisão do ministro como “mais uma violação à Constituição Federal”Ao anunciar a apresentação do novo pedido de impeachment contra Moraes, o deputado classificou a decisão do ministro como “mais uma violação à Constituição Federal”Mais um desrespeito à Constituição Federal! Mais artigos rasgados, que já foram rasgados anteriormente, mas foram rasgados mais uma vez”, declarou.

O parlamentar leu o inciso XIV do artigo 5º da Constituição, que assegura o acesso à informação e o sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional.

“É a Carta Magna, tá, pessoal? Isso aqui é a Constituição. Em um país que se diz democrático, aqui é o topo do ordenamento jurídico, e tudo fica abaixo dela, tá? Pelo menos deveria ser assim. E a Suprema Corte do nosso país deveria ser o guardião do que está escrito aqui. Vejam só que situação nos encontramos em pleno século XXI”, afirmou.

Em seguida, o deputado também citou o artigo 220 da Constituição, que estabelece a liberdade de manifestação do pensamento, criação, expressão e informação.

“Ou seja, o Artigo 5º desta Constituição aqui foi rasgado. O Artigo 220 desta Constituição aqui foi rasgado”, disse o deputado.

Críticas ao STF

Durante o discurso, o líder da oposição fez uma série de críticas ao STF e mencionou outros dispositivos constitucionais que, segundo ele, teriam sido desrespeitados.

Cabo Gilberto também voltou a criticar o chamado “inquérito do fim do mundo”, expressão usada por opositores para se referir ao inquérito das fake news, que tramita no STF.

“Vocês lembram que a gente fala aqui reiteradas vezes no que diz respeito ao ‘inquérito do fim do mundo’? O inquérito que todos conhecem como o ‘inquérito das fake news’? Que eu estou lá e vários outros parlamentares. Aí eu pergunto: vocês observam algum parlamentar de esquerda lá nesses inquéritos? Não! Por quê? Porque é utilizado para perseguir a oposição. Aí eu pergunto: em uma democracia, pode existir isso?”, questionou.

O deputado também fez referência à reportagem “Amigo do amigo do meu pai”, publicada pela revista Crusoé, e voltou a questionar a condução do inquérito por Alexandre de Moraes

Segundo Cabo Gilberto, a investigação teria sido utilizada para perseguir opositores. Ele também criticou o fato de Moraes ter sido designado para conduzir o caso sem sorteio e chamou o ministro do STF de “ditador da toga” e “o ma

Segundo Cabo Gilberto, a investigação teria sido utilizada para perseguir opositores. Ele também criticou o fato de Moraes ter sido designado para conduzir o caso sem sorteio e chamou o ministro do STF de “ditador da toga” e “o maior violador de direitos fundamentais”.

Novo pedido de impeachment

Ao anunciar a medida contra o ministro do STF, Cabo Gilberto reconheceu que outros pedidos de impeachment já foram apresentados contra ministros do Supremo e afirmou que pretende continuar protocolando as iniciativas.

“Aí vocês me perguntam: ‘Mas vai dar em quê, deputado? Vocês colocam impeachment toda hora’. O que vai dar, eu não sei. Eu sei que tenho que fazer minha parte como líder da oposição. Vou apresentar 1 milhão, como já falei aqui, de impeachments. Como posso ficar calado e quieto?”, afirmou.

Se Deus permitir, no próximo ano teremos senadores que terão coragem de defender o Estado de Direito. Não é atacar o Supremo, é defender o Estado de Direito e defender este livro aqui”, concluiu.

MPF/BA lança em 13/08 campanha de combate à violência contra a mulher nos 20 anos da Lei Maria da Penha (atualizada)

Na quinta-feira (13), o Ministério Público Federal (MPF) vai aderir, oficialmente, ao projeto internacional Banco Vermelho. A cerimônia de lançamento da campanha será às 15h, na sede do MPF/BA, em Salvador.

A iniciativa integra as ações do MPF para o Agosto Lilás e marca as comemorações pelos 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), celebrados em 7 de agosto deste ano. Durante o evento, além da instalação do banco, o MPF/BA lançará uma campanha de conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, com uma exposição sobre o tema.

Antes da cerimônia, às 14h, será realizada, no auditório da sede, a palestra “Nem toda violência deixa marcas: como reconhecê-las, exercer seus direitos e acessar a rede de proteção?”, ministrada por Camilla Batista, Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia *. A programação é voltada a membros, servidores, estagiários, colaboradores e autoridades convidadas.

Como o MPF atua no enfrentamento da violência contra as mulheres?

O MPF acompanha a implementação de políticas públicas de âmbito nacional, promove ações estruturais e atua em casos que envolvem direitos das mulheres que tenham repercussão federal. Além disso, o MPF atua no combate ao tráfico internacional de mulheres para fins de exploração sexual, atua na fiscalização da execução de políticas nacionais de enfrentamento à violência de gênero, crimes de violência contra a mulher ocorridos em aeronaves, navios de cruzeiro e crimes contra a dignidade sexual praticados por servidores públicos federais no exercício da função.

Os casos individuais que envolvem violência contra a mulher, sobretudo a violência doméstica, tem sua atuação a cargo dos Ministérios Públicos estaduais.

Precisa denunciar ou buscar ajuda? Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), à Polícia Militar (ligue 190, em situações de emergência), ou à Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), que funciona gratuitamente em todo o país. O Ministério Público, a Defensoria Pública e a rede municipal de assistência social também prestam apoio e orientação às vítimas.

Banco vermelho – Criado na Itália, em 2016, o projeto Banco Vermelho nasceu da iniciativa de duas mulheres que perderam amigas vítimas de feminicídio e decidiram transformar o luto em uma ação permanente de conscientização. A cor vermelha simboliza o sangue derramado pelas vítimas e busca sensibilizar a sociedade para a prevenção da violência de gênero.

No Brasil, a iniciativa foi trazida por Andrea Rodrigues e Paula Limongi, fundadoras do Instituto Banco Vermelho (IBV), após também perderem amigas vítimas de feminicídio. Desde então, o projeto foi implantado em diversas cidades do país e passou a integrar oficialmente as ações do Agosto Lilás com a publicação da Lei nº 14.942/2024. Além de homenagear mulheres vítimas de feminicídio, os bancos funcionam como um símbolo permanente de conscientização e de incentivo ao compromisso coletivo no enfrentamento da violência contra as mulheres.

Serviço
Atividade: inauguração do Banco Vermelho no MPF/BA
Data: 13 de agosto de 2026, às 15h
Local: térreo do MPF em Salvador
Público-alvo: membros, servidores, estagiários, colaboradores e autoridades convidadas

Filho foi preso por matar o próprio pai

Um homem foi preso suspeito de matar o próprio pai, no distrito de Vanderlei, zona rural do município de Barra. A prisão aconteceu na segunda-feira (dia 10).

Segundo a Polícia Civil, a vítima foi identificada como Amauri Piqui dos Reis, de 52 anos. Conforme as primeiras apurações, o crime ocorreu após uma discussão familiar e a vítima foi atingida com golpes de faca.

Após o crime, equipes da delegacia de Barra, com apoio da 28ª Companhia Independente de Polícia Militar (28ª CIPM) e da Companhia Independente de Policiamento Tático do Meio Oeste (CIPT-MO/Rondesp Meio Oeste), realizaram diligências que resultaram na localização e prisão em flagrante do investigado, nas proximidades da comunidade.