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:: ‘Destaque1’

Presidente do Senado reúne líderes para viabilizar piso da enfermagem Projetos criam alternativas na esfera pública e privada para pagamento

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária semipresencial destinada à deliberação de medidas provisórias.

Na ordem do dia, a MP 1.109/2022 que institui relações trabalhistas alternativas e o Programa Emergencial deEm reunião com líderes do Senado na manhã desta segunda-feira (19), o presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) apresentou quatro projetos selecionados para tentar viabilizar o piso da enfermagem. A medida – que garantiria o pagamento de ao menos R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares de enfermagem e parteiras – foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sob o argumento que os congressistas não apontaram a fonte de recursos para custear os gastos.

Os senadores estimam que o impacto financeiro do aumento salarial será de, no máximo, de R$ 16 bilhões para os cofres públicos. Entre os projetos em análise, o PLP 44/22, de autoria do senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS), é apontado como alternativa mais imediata para tirar a lei do papel. O projeto autoriza estados e municípios a remanejarem recursos parados em fundos de saúde. Se aprovado, o projeto liberaria cerca de R$ 7 bilhões aos cofres públicos.

Vistos como solução no longo prazo, estão sendo estudados o PL 798/21, que reedita o programa de repatriamento de recursos; o PL 458/21, que trata da atualização patrimonial, além do PL 1417/21, que prevê auxílio financeiro emergencial para as santas casas e hospitais filantrópicos.

Para não atrasar muito a solução, propostas mais polêmicas e sem consenso, como a legalização dos jogos de azar e minirreformas tributárias não entrarão no debate. Outra preocupação é com os profissionais que atuam na iniciativa privada. Neste caso, a ideia é desonerar a folha de pagamento da categoria. A expectativa é de que Pacheco se encontre ainda hoje com o ministro da Economia, Paulo Guedes, com o ministro Ciro Nogueira (Casa Civil) e com Célio Faria (Secretaria de Governo) para discutir as propostas apresentadas. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também deve sentar com o presidente do Senado na tentativa de destravar o piso. Amanhã, Pacheco também deve se reunir com a presidente do STF, ministra Rosa Weber, para tratar do assunto.

Ainda durante a reunião, o líder da minoria na Casa, Jean Paul Prates (PT-RN) apresentou uma proposta para que as emendas de relator, as RP 9, sejam utilizadas para custear o piso para os servidores municipais e estaduais da categoria. Na avaliação de Prates, a medida é a solução mais rápida para o impasse.

Criança de três anos morre após ser atacada por cão da raça pitbull no sudoeste da Bahia Caso ocorreu nesta segunda-feira (19) no município de Jequié.

Caso ocorreu em Jequié, no sudoeste da Bahia — Foto: TV Sudoeste

Caso ocorreu em Jequié, no sudoeste da Bahia — Foto: TV Sudoeste

Um menino de três anos morreu após ser atacada por um cachorro da raça pitbull, na manhã desta segunda-feira (19), em Jequié, no sudoeste da Bahia. O caso ocorreu na Rua Manelito Rebouças, no bairro Mandacaru.

Inicialmente, a Polícia Militar afirmou que tratava-se de uma menina. A informação foi corrigida pela Polícia Civil. O garoto foi identificado como Guilherme Santos Sena.

Agentes do 19º Batalhão da Polícia Militar (BPM) foram acionados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestava atendimento à criança. Ainda de acordo a PM, a vítima não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada no local. A área foi isolada para a realização de perícia e remoção do corpo.

De acordo com a Polícia Civil, testemunhas contaram que o animal atacou a vítima com mordidas no pescoço e cabeça, quando a criança abriu a porta da cozinha da casa que dava acesso ao quintal, local onde o animal estava solto.

Com autorização da família, os militares neutralizaram o cachorro, que foi morto na ação. A morte de Guilherme será investigada pela 1ª Delegacia Territorial de Jequié [fonte g.1]

TSE autoriza envio das Forças Armadas a 11 estados no 1º turno

Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes, aprovou o envio de agentes das forças federais, incluindo militares, para reforçar a segurança no primeiro turno das eleições em 561 municípios e localidades de 11 estados.

Os estados haviam mencionado o acirramento da disputa eleitoral, cenário de polarização política e dificuldades logísticas para pedir o apoio ao TSE. As equipes de apoio serão enviadas ao Acre (21 municípios e localidades), Alagoas (2), Amazonas (26), Ceará (36), Maranhão (97), Mato Grosso do Sul (8), Mato Grosso (31), Pará (78), Piauí (85), Rio de Janeiro (167), Tocantins (10). A votação está marcada para 2 de outubro.

No primeiro turno das eleições de 2018, as Forças Armadas ajudaram na segurança e na logística de 369 zonas eleitorais, em um total de 510 cidades e localidades, também de 11 estados. Sergipe chegou a pedir apoio neste ano ao TSE para garantir a segurança durante o teste de integridade das urnas, mas desistiu após garantir o reforço da secretaria de segurança pública local.

No caso do Rio, o TRE citou à corte superior para receber o reforço a “notoriedade da gravidade da situação da segurança pública no Estado do Rio de Janeiro, reforçada pela singular animosidade de que se reveste a disputa presidencial no corrente ano”

As decisões de Moraes aprovando o envio das equipes de segurança ainda serão validadas pelo plenário do TSE.

Cerca de 30 mil militares devem participar da segurança neste ano em todo o Brasil.
Os militares atuam para “garantir o livre exercício do voto, a normalidade da votação e da apuração dos resultados”, afirma nota do TSE.

Apesar de o apoio ser corriqueiro, as eleições de 2022 acontecem sob o receio, por parte do Alto Comando do Exército, de que haja aumento de casos de violência eleitoral. As Forças Armadas são peças-chave das operações de logística nas eleições. No pleito deste ano, o TSE também chamou os militares para a discussão sobre as regras do pleito e para fiscalizar todo o processo ligado às votações.

Desde então, os militares romperam um silêncio de 25 anos sobre as urnas e apresentaram diversas dúvidas e sugestões ao tribunal, que têm sido usadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para ampliar questionamentos ao voto eletrônico e fazer insinuações golpistas.

Em maio, o então presidente do TSE, Edson Fachin, disse que quem trata das eleições são as “forças desarmadas”. “Além disso, a contribuição [dos militares] que se pode fazer é de acompanhamento do processo eleitoral. Quem trata de eleição são forças desarmadas”, disse ainda Fachin. [fonte agencia brasil]

Justiça ordena que Carla Zambelli exclua publicações contra Vera Magalhães

Justiça ordena que Carla Zambelli exclua publicações contra Vera Magalhães

Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados

A 43ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) remova duas publicações feitas por ela contra a jornalista Vera Magalhães e se abstenha de reproduzir as mesmas informações em outros contextos.
Em uma delas, a parlamentar sugeriu que a jornalista seria “cristofóbica” e apoiaria a pedofilia. Na outra, reproduziu uma ofensa contra Vera feita pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em rede nacional.
“É mister a imediata remoção do conteúdo aparentemente infrator dos direitos de personalidade e com informação deturpada”, afirma o juiz Paulo Rogério Santos Pinheiro em sua decisão.
“O risco de dano potencial é manifesto, em virtude da possibilidade de enorme disseminação das informações em rede social, sobretudo por envolver pessoas notórias com milhões de seguidores”, segue o magistrado. A pena estabelecida em caso de descumprimento é uma multa diária no valor de R$ 3 mil. Cabe recurso.
A fala de Jair Bolsonaro compartilhada por Zambelli foi proferida durante debate com presidenciáveis realizado por Band, Folha, UOL e TV Cultura, em agosto deste ano. Na ocasião, a jornalista foi ofendida pelo mandatário após fazer uma pergunta sobre vacinação.
“Vera, não podia esperar outra coisa de você. Acho que você dorme pensando em mim. Você tem alguma paixão por mim. Você não pode tomar partido num debate como esse, fazer acusações mentirosas ao meu respeito. Você é uma vergonha para o jornalismo brasileiro”, disse Bolsonaro, exaltado.
“‘Vera, você é uma vergonha para o jornalismo brasileira, deve ter alguma paixão por mim’….”, compartilhou Carla Zambelli no dia do debate, em publicação que agora deve ser excluída.
O segundo conteúdo contestado pela jornalista na Justiça se refere a um episódio envolvendo a ex-ministra Damares Alves.
Nas redes sociais, a deputada bolsonarista resgatou um comentário feito por Vera Magalhães à época em que a então chefe da pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos relatou ter visto a imagem de Jesus Cristo em um pé de goiaba.
Em comentário feito durante a programação da rádio Jovem Pan, onde atuava como comentarista, Vera chegou a recomendar para Damares um samba intitulado “bicho da goiaba”, mas se retratou após saber que o episódio ocorreu em um contexto de abuso sexual infantil.
“Aqui @veramagalhaes ri e debocha de @DamaresAlves em relação à triste história de anos de estupro que Damares sofreu”, escreveu Zambelli, resgatando o comentário feito na Jovem Pan. “Vera, aqui você não agiu como uma pessoa sexista, machista, cristofóbica e de forma indireta, apoiando estupro e pedofilia?”, disse ainda.
Em sua decisão, o juiz Paulo Rogério Santos Pinheiro afirma que a deputada federal compartilhou uma informação inexata ao omitir o pedido de desculpas feito pela jornalista posteriormente.
“No mesmo programa na Jovem Pan, a requerente [Vera Magalhães] se retratou, disse que não sabia do contexto da revelação da ex-ministra naquele testemunho e, então, pediu desculpas e explicou que a intenção não era brincar com um assunto sério”, afirma o magistrado.
Ao determinar a remoção dos conteúdos, o juiz afirma que políticos e pessoas notórias estão sujeitas a críticas acirradas e debates acalorados, mas que isso não presume o uso de informações falsas.
“Sob pretexto da livre manifestação de pensamento, as ‘fake news’ disseminam desinformação, fomentam o ódio e violam o direito da comunidade à informação confiável e segura”, afirma Santos Pinheiro.
Na semana passada, Vera Magalhães foi hostilizada pelo deputado estadual Douglas Garcia (Republicanos) no fim do debate entre candidatos ao Governo de São Paulo organizado pela Folha, UOL e TV Cultura. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente, condenou as agressões.
Garcia chamou Vera de “vergonha para o jornalismo brasileiro” —ecoando um ataque semelhante que Jair Bolsonaro fez à jornalista durante o debate ocorrido em agosto. O deputado estadual enfrenta agora processos na Comissão de Ética da Alesp que podem resultar na cassação do seu mandato.
A defesa de Vera Magalhães foi feita pelos advogados Igor Sant’Anna Tamasauskas e Beatriz Canotilho Logarezzi, do escritório Bottini&Tamasauskas Advogados.
“O comportamento ofensivo de Jair Bolsonaro autoriza que este tipo de ataque se multiplique, afrontando não apenas a honra e dignidade de Vera, mas a liberdade de imprensa e a livre atividade jornalística. E, por isso, deve ser energicamente combatido”, afirmam eles, em nota.

Médico denuncia que foi agredido por pai de paciente ao negar atestado de 3 dias

Médico denuncia que foi agredido por pai de paciente ao negar atestado de 3 dias

Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

Um médico de Aragoiânia, no interior de Goiás, denuncia que foi agredido com golpes de capacete, na tarde de domingo (18), pelo pai de um paciente por se negar a dar um atestado de três dias. O caso está sendo acompanhado pela delegacia local.

 

“Ele me deu um golpe com o capacete e eu caí no chão. Eu tive um lapso de consciência e ele veio para cima dando outros golpes. Eu me defendi, mas fiquei atordoado no momento”, disse o profissional, que ficou com um osso do rosto quebrado e um corte na região.

 

Segundo o médico, o paciente tem 17 anos, teve uma lesão no joelho e chegou à unidade com dor. Ao ser atendido, o garoto foi medicado e recebeu um atestado de um dia. O pai solicitou um documento que garantisse o afastamento do rapaz por mais tempo, que não foi concedido.

 

“O paciente saiu sem dor, andando, estava apto para trabalhar no dia seguinte. O pai começou a xingar a todos e eu fui conversar com ele. Nesse momento, ele me deu o golpe com o capacete”, contou a vítima ao G1.

 

As agressões só pararam quando testemunhas interviram e seguraram o agressor. Ele foi embora do local e retornou momentos depois em uma moto, usando uma blusa de frio, o que levantou suspeita de que o acusado estivesse armado.

 

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) repudiou a agressão ao médico e se solidarizou com o profissional. A reportagem procurou a Secretaria de Saúde do Município, que não deu nenhuma devolutiva sobre o caso.

Ônibus que despencou de viaduto na BR-324 é removido e trânsito volta a fluir

Ônibus que despencou de viaduto na BR-324 é removido e trânsito volta a fluir

Foto: Reprodução / TV Bahia

O ônibus que despencou de um viaduto na BR-324, na região do bairro Porto Seco Pirajá, na capital baiana, no início da manhã desta segunda-feira (19)  já foi removido pela ViaBahia, concessionária que administra a rodovia, com o apoio da Superintendência de Transito de Salvador (Transalvador). Na queda, o ônibus destruiu parte de um canteiro central da BR-324. Nenhum outro veículo foi atingido. 

 

De acordo com a ViaBahia, os agentes conseguiram tirar o ônibus por volta das 14h30, quando o trânsito voltou a fluir com normalidade.

 

No momento do acidente, o motorista Josenilton de Jesus dos Santos estava acompanhado de outro rodoviário, quando perdeu o controle da direção e atingiu a mureta de proteção do viaduto, antes de despencar. A frente do coletivo ficou colada ao chão e o transporte ficou na vertical.

Lula sobre apoio de ex-adversários: “Vontade de recuperar a democracia” Ex-candidatos à Presidência do União Brasil, Cidadania, Rede, PSol e PCdoB declararam nesta segunda (19/9) apoio à candidatura petista

Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (Psol), Cristovam Buarque (Cidadania), Luciana Genro (Psol), Lula (PT), João Vicente Goulart (PCdoB) e Henrique Meirelles (União Brasil)Fábio Vieira/Metrópoles
São Paulo – Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu na manhã desta segunda-feira (19/9) apoio de ex-candidatos à Presidência dos partidos União Brasil, Cidadania, Rede, PSol e PCdoB. O ex-presidente se reuniu em São Paulo com Henrique Meirelles (União Brasil), Cristovam Buarque (Cidadania), Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (PSol), Luciana Genro (PSol) e João Vicente Goulart (PCdoB).

Esses políticos foram adversários de Lula, Fernando Haddad (PT) e Dilma Rousseff (PT) em eleições presidenciais anteriores. O alinhamento é mais um esforço da campanha petista para construir uma frente ampla pelo voto útil já no primeiro turno.

“Um dia alegre porque essa reunião simboliza a vontade que as pessoas têm de recuperar a democracia no nosso País. E todo mundo sabe que a democracia não é um pacto de silêncio”, disse Lula. “A democracia é a sociedade se movimentando dia e noite na perspectiva de conquistar melhores condições de vida para o povo brasileiro”, completou.

Reunião com ex-candidatos

Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice nessas eleições e a presidente em 2006 e 2018, e Fernando Haddad (PT), que concorreu ao Planalto em 2018 e, atualmente, disputa o cargo de governador em SP, também participaram do encontro no Hotel Gran Mercure, localizando no bairro Ibirapuera, região nobre de São Paulo.

Guilherme Boulos (PSol), que foi candidato à Presidência em 2018 e agora disputa uma vaga de deputado federal por São Paulo, já tinha se juntado à equipe de Lula e, atualmente, é coordenador da campanha do petista em São Paulo. Colega de partido de Boulos, Luciana Genro também manifestou seu apoio na manhã desta segunda-feira (19/9).[fonte metrópole]

Bolsonaro cortou 90% da verba de combate à violência contra a mulher

Agência BrasilO presidente Jair Bolsonaro (PL) cortou em 90% a verba disponível para ações de enfrentamento à violência contra a mulher durante sua gestão. O dinheiro destinado ao Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos para proteção das mulheres caiu de R$ 100,7 milhões, em 2020 —primeiro Orçamento inteiramente elaborado por Bolsonaro—, para R$ 30,6 milhões no ano passado. Neste ano, sobraram apenas R$ 9,1 milhões, de acordo com dados da pasta.

Para 2023, o governo enviou ao Congresso uma proposta de Orçamento que prevê uma leve recuperação dos recursos, atingindo R$ 17,2 milhões. Na comparação com 2020, no entanto, ainda há uma queda acentuada (83%). Essa verba é usada nas unidades da Casa da Mulher Brasileira e de Centros de Atendimento às Mulheres, que atendem vítimas de violência doméstica, com serviços de saúde e assistência. Além disso, tem o objetivo de financiar programas e campanhas de combate a esse tipo de crime.

Num esforço de tentar reduzir a rejeição do presidente no eleitorado feminino, a campanha de Bolsonaro tem dado destaque a ações do presidente nesta área –como a sanção de leis de interesse do público feminino. Em materiais de campanha, Bolsonaro também tem prometido que vai ampliar os recursos para enfrentar a violência contra mulheres, caso ele seja reeleito. A proposta orçamentária reflete essa promessa, embora os valores ainda sejam distantes da verba destinada a essas ações no início do governo.

Além disso, as restrições de recursos presentes no projeto de Orçamento indicam que, no próximo ano, pode haver paralisação do serviço Ligue 180 —canal de denúncias de violência doméstica. A proposta prevê apenas R$ 3 milhões para a Central de Atendimento à Mulher. Em média, são necessários R$ 30 milhões por ano para esse canal, que funciona 24 horas por dia e em 16 países, além do Brasil.

O Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos justifica a redução de recursos com o argumento de que adota políticas transversais (que englobam diversas áreas). Por isso, afirma a pasta, ações setoriais como de igualdade racial também beneficiam mulheres. No entanto, iniciativas da pasta, como promoção da igualdade racial, fortalecimento da primeira infância e educação em direitos humanos, já existiam desde o início do governo e mantiveram um patamar de próximo de R$ 2 milhões para cada área.

 

“O governo federal acredita que promove e articula políticas públicas universais de direitos humanos, com especial atenção às mulheres”, disse a pasta.Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre março de 2020, início da pandemia no país, e dezembro de 2021, foram registrados 2.451 casos de feminicídios e 100.398 de estupro e estupro de vulnerável com vítimas do gênero feminino.

 

O Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) ressalta que, no caso das Casas da Mulher Brasileira, que fazem o atendimento às vítimas, o corte na verba pode prejudicar o acompanhamento dado às mulheres, que muitas vezes precisam ser afastadas do seu agressor. “Deveria ser investido mais recursos para que se reduza a violência e também para que as vítimas sejam atendidas. Essa política foi rapidamente desmontada nesse governo”, disse Carmela Zigoni, assessora política do Inesc.

 

“O Bolsonaro vem tentando disputar o voto feminino, mas o machismo dele não é só no gesto, nas palavras, mas também nas prioridades orçamentárias do seu governo”, disse a deputada federal e líder do Psol na Câmara, Sâmia Bomfim (SP). O partido fez um estudo do histórico das políticas para mulheres e concluiu que Bolsonaro foi o primeiro presidente a “não propor um programa específico que explicite o combate à violência contra a mulher” –os recursos para essa finalidade foram unificados ao programa de promoção e defesa de direitos humanos para todos.

Procurado, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre o corte nos recursos para as medidas de enfrentamento à violência doméstica. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, tem ganhado cada vez mais protagonismo na campanha para tentar melhorar a imagem do presidente no público feminino.

 

A ideia é tentar minimizar a imagem machista do presidente dando voz a Michelle, que desde a convenção para oficializar a candidatura à reeleição faz discursos com apelo religioso e troca demonstrações de carinho com o marido. Mas, no discurso, em Brasília, durante o 7 de setembro, o presidente, em cima de carros de som, pediu voto, reforçou discurso conservador e deu destaque a Michelle, com declarações de tom machista.

 

Em peça publicitária da campanha, o PL apresentou feitos de Bolsonaro às mulheres em seu mandato, como a sanção das leis Mariana Ferrer (que proíbe que vítimas de crimes sexuais e testemunhas sejam constrangidas durante audiências e julgamentos) e da violência psicológica. Mas essas iniciativas foram propostas pelo Congresso –coube ao presidente apenas sancionar (confirmando a proposta do Legislativo).

 

“Se para alguns parece estranho que Jair tenha feito tanta coisa pela proteção das mulheres é porque não conhecem o presidente”, disse Michelle em vídeo produzido na corrida eleitoral. A locutora do vídeo também tenta suavizar a do presidente imagem ao dizer que “não é com discurso que o Jair demonstra respeito com as mulheres, é com realizações”.

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É COM MUITO PESAR QUE ANUNCIAMOS A MORTE DE MENDES DA FUNERARIA FICA NOSSO PESAR A FAMILIARES E AMIGOS

ELE LUTAVA CONTRA UM CANCER NO ESTOMAGO NO FINAL DESSA TARDE PERDEU A LUTA ELE FALECEU EM SÃO PAULO NO FINAL DESSA TARDE  O CORPO VIRA PARA POÇÕES FICA O PESAMES DE TODA EQUIPE DO POÇÕES24HORAS