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:: ‘Destaque1’

Em debate caótico, Biden manda Trump calar a boca e critica Brasil

  Por: Reprodução / C-Span2  Por: Folhapress  0comentários

Oprimeiro debate entre Donald Trump e Joe Biden, na noite desta terça-feira (29), marcou um duelo agressivo, cheio de interrupções, xingamentos e gritaria entre os dois candidatos, que tentavam desconstruir o adversário e se consolidar como o nome mais capacitado para governar os EUA.

O presidente manteve sua estratégia diversionista, defendendo seu governo com informações falsas e tentando desconcentrar Biden, que atacou a condução do republicano diante da pandemia e também sua política ambiental, quando fez críticas, inclusive, ao Brasil.

Ao abordar as queimadas que devastam parte da Costa Oeste dos EUA, Biden mencionou também as recentes queimadas na Amazônia e afirmou que uma de suas propostas é trabalhar com países ao redor do mundo para atacar o aquecimento global.

“A floresta tropical no Brasil está sendo destruída”, criticou o democrata, que prometeu se juntar com outros países e oferecer US$ 20 bilhões (R$ 112 bi) para ajudar na preservação da região. “Parem de destruir a floresta e, se não fizer isso, você terá consequências econômicas significativas”, completou, indicando possíveis retaliações ao governo brasileiro.

Logo nos primeiros minutos do embate, transmitido ao vivo pela TV americana, Biden perdeu a paciência ao ser interrompido diversas vezes pelo rival e pediu que Trump calasse a boca. “Você vai calar a boca, cara?”, disse o democrata, que afirmou que “todo mundo sabe que Trump é um mentiroso” e classificou o presidente como o pior líder da história do país. “É difícil falar qualquer coisa com esse palhaço”, completou Biden quando tentava responder sobre os negócios de um de seus filhos na Ucrânia.

O presidente também interrompeu o moderador, o jornalista Chris Wallace, que tinha dificuldade para terminar suas perguntas. Wallace precisou levantar a voz em diversos momentos para tentar controlar os ânimos no palco.

Biden, por sua vez, tentou centrar a pauta sobre a condução errática e ineficaz do presidente diante da pandemia que já matou mais de 205 mil pessoas no país, mas não conseguiu passar muito tempo sem cair nas provocações do republicano. Por diversas vezes, o democrata ria nervosamente e gaguejava.

“Você não pode resolver a economia até que resolva a crise da Covid-19. Ele [Trump] deve começar a trabalhar e cuidar das necessidades do povo americano, para que possamos reabrir com segurança”, afirmou Biden, lembrando que Trump soube da gravidade da crise desde fevereiro. “Ele disse que não queria criar pânico. Ele entrou em pânico.”

O ex-vice de Barack Obama lembrou que Trump chegou a sugerir que as pessoas deveriam injetar desinfetantes para se proteger do coronavírus.

“Eu estava sendo sarcástico”, respondeu o presidente, insistindo que fez um bom trabalho, aprovado, em suas palavras, pelos governadores do país.

Trump pressionava para uma retomada de atividades que foi considerada precoce e resultou em diversos repiques de casos de Covid-19 pelo país. Diversos governadores, inclusive republicanos, precisaram rever suas retomadas para controlar a situação em seus estados.

“Ele [Biden] vai fechar o país inteiro e destruir todo o nosso país”, disse Trump, sempre tentando relacionar Biden ao que chama de esquerda radical do Partido Democrata. O republicano diz que o ex-vice de Obama vai levar o socialismo aos EUA, numa tentativa de assustar eleitores moderados moradores dos subúrbios, que costumam variar o voto nas eleições.

Questionado pelo presidente se concordava com seu discurso da lei e da ordem, Biden respondeu: “Concordo com lei e ordem com justiça, em que as pessoas são tratadas com justiça. Os crimes violentos caíram 17% sob nossa supervisão.”

Como mostrou a Folha, a retórica do medo não tem tido efeito em subúrbios de estados-chave, como a Carolina do Norte.

Em outras ocasiões, o democrata tentou desmentir ideias que Trump tenta colar nele, como a de que o democrata é a favor de tirar financiamento da polícia. “Me oponho totalmente”, disse Biden. “Policiais precisam de assistência.”

Trump recusou-se a denunciar categoricamente os supremacistas brancos ao ser questionado pelo moderador e disse que a violência extremista “não é um problema da direita”.

A estratégia de Biden era cristalizar a mensagem de que a campanha é um referendo sobre a má condução de Trump da pandemia, mas ele também investiu nas informações de sonegação de impostos por parte do presidente, divulgada pelo jornal The New York Times.

“Mostre-nos suas declarações de impostos”, pediu Biden. “Você os verá assim que terminarem”, respondeu Trump, sem responder a pergunta sobre quanto pagou ao fisco.

Segundo as reportagens, Trump ficou dez anos sem pagar impostos e pagou apenas US$ 750 (R$ 4.171) em 2016, quando venceu Hillary Clinton na corrida à Casa Branca. O presidente nega as acusações, mas Biden aproveita o episódio para tentar afastar de Trump o eleitorado da classe trabalhadora, sob o argumento de que o presidente burla leis para manter privilégios e paga menos impostos do que muitos americanos da classe média.

Horas antes do debate, nesta terça, Biden divulgou suas declarações de imposto de renda dos últimos 22 anos, já em uma espécie de vacina que confirmava seus planos de abordar o tema diante do presidente, que se recusa mostrar seus dados fiscais.

O ex-vice-presidente e sua esposa, Jill Biden, pagaram US$ 299.346 (R$ 1,6 milhão, na cotação atual) em impostos federais no ano passado, de acordo com formulários da Receita Federal. A renda anual do casal foi de US$ 985 mil (R$ 5,5 milhões).

O debate desta terça ocorreu sobre seis assuntos estabelecidos previamente: histórico dos candidatos, Suprema Corte, Covid-19, raça e violência nas cidades, economia e integridade das eleições.

Sobre o último tema, Trump voltou a repetir, sem apresentar provar, que a eleição será uma fraude com o voto por correio —empregado com sucesso em outras eleições do país.

“Se for uma eleição justa, estou 100%. Mas se eu vir milhares de cédulas sendo manipuladas, não posso concordar com que … Isso significa que você tem uma eleição fraudulenta.”

Apesar do leque temático, um embate com menos propostas e mais ataques era esperado pelas duas campanhas, principalmente com o perfil de Trump, habitualmente agressivo quando quer abalar adversários e mobilizar sua base conservadora.

Nesta terça, o presidente seguiu o roteiro ao explorar temas como o envolvimento de um dos filhos do democrata, Hunter Biden, em uma empresa de gás na Ucrânia, e questionar a idade e a capacidade mental do rival para governar —Trump tem 74 anos, enquanto Biden completa 78 em novembro.

Em outra frente, o presidente também propagandeou sua indicação da juíza conservadora Amy Coney Barrett à Suprema Corte, em um dos mais importantes movimentos da corrida à Casa Branca.

Com o gesto, Trump acenou à sua base, bastante sensível à composição do tribunal, e desviou parte da atenção pública de sua condução da pandemia, além de tentar impactar em uma possível judicialização das eleições, caso a decisão final sobre o pleito fique com a instância máxima da Justiça americana.

Assessores da Casa Branca viam no debate mais uma oportunidade para Trump tentar redesenhar a disputa em que aparece sete pontos percentuais atrás de Biden na média das pesquisas nacionais —50,2% a 43,2%.

Apesar de ter melhorado seu desempenho em alguns estados-chave, como Flórida e Pensilvânia, o republicano tem cada vez menos tempo para virar o jogo —a eleição será em 3 de novembro.

Auxiliares aconselharam Biden a não perder tempo rebatendo todos os ataques e informações falsas vociferadas pelo presidente durante o debate, no diversionismo que costuma favorecer o republicano. Temiam, porém, que o democrata ficasse na defensiva e o aconselharam a responder quando se tratasse de temas importantes.

Nos bastidores, porém, os assessores de Biden não escondiam a apreensão, já que o ex-vice de Obama é conhecido por cometer gafes em público e já perdeu a paciência com eleitores que o contradisseram de alguma forma —em março, por exemplo, Biden xingou e ameaçou dar um tapa em um operário que o questionou sobre o controle de armas.

O Partido Democrata chegou a pedir que houvesse um checador dentro do estúdio para constestar ao vivo as informações ditas pelos dois candidatos, o que foi rechaçado pelo comitê organizador do evento. No embate desta terça, o republicano queria que Biden ficasse irritado ou perdesse a linha de raciocínio, o que poderia corroborar sua tese de que o rival está senil e não tem condições de assumir a Casa Branca.

A cinco semanas da eleição, Trump e Biden tentaram dominar a atenção do eleitor cada vez menos interessado neste tipo de evento.

Segundo levantamento feito pelo Wall Street Journal/NBC News, mais de 70% dos americanos dizem que não consideram o debate muito importante para decidir o voto.

Por causa da pandemia, não houve o tradicional aperto de mão entre os candidatos no início do debate, realizado em Cleveland, em Ohio —um dos estados do chamado Cinturão da Ferrugem, decisivo da disputa.

A plateia, geralmente de quase mil pessoas, caiu para cerca de 80, todos de máscara e respeitando o distanciamento social, após passarem por testes para detectar Covid-19.​

Sargento da PM e dois comparsas são presos na Bahia; trio é suspeito de fazer parte de grupo de extermínio Crimes aconteciam na região de Itaberaba, cidade a cerca de 290 km de Salvador.

Sargento da PM e dois comparsas são presos na Bahia; trio é suspeito de fazer parte de grupo de extermínio — Foto: SSP-BA/Divulgação

Sargento da PM e dois comparsas são presos na Bahia; trio é suspeito de fazer parte de grupo de extermínio — Foto: SSP-BA/Divulgação

Um sargento da PM, que está aposentado, e outros dois homens apontados como comparsas dele foram presos, nesta quinta-feira (30), na cidade de Itaberaba, a cerca de 290 km de Salvador. O trio é suspeito de fazer parte de um grupo de extermínio que atuava no município.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), os três tinham mandados de prisão em aberto, que foram cumpridos por esquipes da Força Tarefa da secretaria que atua contra grupos de extermínio.

Segundo a SSP, o trio tem envolvimento com assassinatos ocorridos este ano em Itaberaba. Não foram divulgados detalhes dos crimes e nem as identidades dos suspeitos presos.

A Secretaria da Segurança informou que, com o sargento e os comparsas, foram apreendidos quatro revólveres calibre 38, uma pistola, três espingardas, carregador, munições, colete balístico, algema e celulares.

Segundo a SSP, o sargento aposentado vai ser trazido para Salvador e vai cumprir a prisão, na custódia que fica localizada em uma área no Batalhão de Choque da PM. Os outros dois comparsas vão ser encaminhados a unidades do sistema prisional.

Participaram da operação, equipes das Corregedorias Geral, da PM e da PC, da COE, da Superintendência de Inteligência da SSP, do Depin, do Draco, do DHPP, do DIP e do DPT de Itaberaba.

Polícia Federal desmonta laboratório que fabricava notas falsas de R$ 200

Polícia Federal desmonta laboratório que fabricava notas falsas de R$ 200

Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (30), uma operação para desarticular uma quadrilha de Minas Gerais especializada em fabricar cédulas de dinheiro falsas. O grupo, destaca o portal Metrópoles, já fabricava, inclusive, a nova cédula de R$ 200.

A ação foi denominada Triângulo das Bermudas e contou com o apoio da Polícia Militar do estado. De acordo com a investigação, o grupo tinha um laboratório gráfico de contrafação das cédulas, que eram vendidas para todo país. O espaço está localizado em Ituiutaba (MG).

No espaço os policias encontraram o equivalente a mais de meio milhão de reais em notas falsas de R$ 10 e R$ 200. A PF estima que o grupo já tenha produzido mais de R$ 10 milhões.

Além dos valores falsos, foram apreendidos impressoras laminadoras, guilhotinas, máquina de cola quente, telas de marcação, telas de luz, secadores, CPUs, diferentes folhas com marcas d´água e simulações de itens de segurança, invólucros com tintas diversas, papéis diversos para impressão de cédulas, equipamento gráfico, telas de serigrafia, tintas de serigrafia, papéis foil e material de acabamento.

Denuncia morador de bandeira nova Poções Bahia

Josias Gomes é condenado por fake news contra ex-procurador da Lava Jato

[Josias Gomes é condenado por fake news contra ex-procurador da Lava Jato]

Odeputado federal licenciado e atual secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, Josias Gomes (PT), foi condenado a pagar R$ 20 mil a título de indenização por danos morais ao procurador Diogo Castor de Mattos, ex-integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, por causa de uma notícia fraudulenta, segundo Juizado Especial Cível de Curitiba,  publicado pelo petista em seu site pessoal.

Na sentença, proferida no último domingo, 27, a juíza Marta Helisangela de Oliveira da 14º Juizado Especial Cível de Curitiba, determinou que Gomes remova a publicação da página e de suas redes sociais, sob pena de multa diária de R$ 200, e se retrate publicamente pelas informações divulgadas.

A postagem, publicada em junho de 2019, afirma que o procurador estava sendo acusado por favorecer o escritório de advocacia de seus irmãos em acordos de colaboração premiada firmados no âmbito da Operação Lava Jato.

No processo, o petista sustenta que agiu no exercício regular de seu mandato parlamentar, amparado pela liberdade de pensamento e baseado em uma acusação realizada anteriormente por terceira pessoa.

Para a juíza, ‘era dever do requerido, antes de exercer o seu direito à liberdade de expressão, se acautelar da veracidade do que estava publicando, a fim de evitar a prática de ato ilícito’.

“Não há como afirmar que o Requerido (Josias Gomes) agiu com a intenção de ferir a imagem do Requerente (Diogo Castor de Mattos), contudo, ressalto que o Requerido assumiu o risco ao realizar as publicações sem se certificar de sua veracidade”, escreveu a magistrada.

Cabe recurso da decisão.

ADESIVAÇO HOJE DIA 30/9 A PARTIR 16 :55 NO CENTRO BOM JESUS DA SERRA

Urgente: Jovem é encontrada morta dentro de casa no Bairro Bruno Bacelar ; Vítima foi identificada

Um mulher, identificada como Nilda, de 33 anos, foi encontrada morta dentro de casa no bairro Bruno Bacelar, em Vitória da Conquista, na noite desta terça-feira (29).

O Departamento de Polícia Técnica fez a remoção do corpo até o IML.

A mulher era a mãe de um dos jovens envolvidos na morte do sargento aposentado na Urbis V. O rapaz morreu em confronto com a Polícia Militar.[fonte blog do sena]

Jovem filmado levando corpo de amigo em carrinho de mão se torna réu por homicídio, em Aparecida de Goiânia

MP ofereceu denúncia, que foi aceita pela Justiça. Câmeras de segurança mostraram quando o autor, que está preso, empurra o carrinho e até para para comprar um cigarro no caminho.

Preso suspeito de levar corpo em carrinho de mão em Aparecida de Goiânia

Preso preventivamente, Vitor de Oliveira Silva Viana, de 21 anos, é réu no processo em que responde pela morte do amigo Alexandre Mascena Vieira, de 24 anos, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Segundo a denúncia, ele também tentou esconder o corpo da vítima levando-o em um carrinho de mão, o que foi flagrado por câmeras de segurança (veja o vídeo acima).

Buscando localizar a defesa do réu, o G1 entrou em contato, por e-mail enviado às 9h40 desta terça-feira (29), com a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) para verificar se o órgão assumiu essa responsabilidade e aguarda retorno.

Vitor foi preso na casa de parentes em Timon (MA), na segunda-feira (28), após um mandado de prisão preventiva ser expedido pela Justiça de Goiás em desfavor dele.

Uma das tias da vítima, que preferiu não ter a identidade divulgada, disse que ficou aliviada ao saber da prisão. Segundo ela, é importante para a família saber que o autor deve ser punido.

“É um alívio. Ficamos indignados de que ele recebeu ajuda, apoio para conseguir fugir, mas é bom saber que a polícia cumpriu seu papel, correu atrás. Sinto que estamos sendo justiçados, que está sendo feita a justiça”, afirmou.

Homem é flagrado carregando corpo em carrinho de mão, em Aparecida de Goiânia — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Alexandre foi morto a facadas em 22 de agosto, na casa dele, no Bairro Veiga Jardim, em Aparecida de Goiânia. Imagens de câmera de segurança mostram o réu empurrando o carrinho de mão pela Rua Coronel José Augusto Perillo, localizada no mesmo bairro, e parando para comprar um cigarro.

Segundo a Polícia Militar relatou à época, uma moradora entrou em contato informando que um homem havia passado na porta da casa dela empurrando um carrinho de mão com uma mala e um lençol. Assim que ela ligou para a polícia, ele fugiu e deixou o corpo, que estava dentro da mala, na rua. Da casa da vítima até o local, os policiais calculam que há uma distância de 2km.

O delegado Rogério Bicalho informou que o autor e a vítima eram amigos, mas a motivação do crime ainda é desconhecida, em razão de o jovem ter se deslocado para o Maranhão logo após o homicídio.

“A motivação ainda não foi esclarecida porque ele foi preso agora e ainda não foi interrogado, o que deverá ocorrer quando for recambiado para Goiás”, explicou Bicalho.

A Polícia Civil não informou quando o suspeito deve ser transferido para Goiás.

Casa onde o suspeito foi preso em Timon, no Maranhão — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Prefeito e presidente da Câmara de Mucuri são acusados de abuso de autoridade e de poder político

[Prefeito e presidente da Câmara de Mucuri são acusados de abuso de autoridade e de poder político]

OPartido Socialista Brasileiro (PSB) propôs uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral pedindo a inelegibilidade do prefeito e candidato à reeleição em Mucuri, Dr. Carlos Simões), do candidato a vice-prefeito, Saulo Souza Santos, e de Alexandre Deolinda Seixas, presidente da Câmara de Vereadores de Mucuri, também candidato à reeleição. Além deles, a ação pede investigação contra a Coligação Pra Fazer Muito Mais e Partido Social Cristão (PSC).

De acordo com a denúncia, o prefeito e o presidente da Câmara vêm se valendo do poder institucional para atingir fins ilegítimos, mediante indevida intervenção do Município e da Câmara Municipal, “por intermédio de seus órgãos de advocacia pública, em feito eleitoral de natureza criminal, que não envolve a municipalidade em qualquer dos seus polos processuais, com a inconfessável e exclusiva intenção de alijar do pleito eleitoral um de seus partícipes, justamente o candidato lançado ao pleito majoritário, na condição de titular, pelo Partido Investigante”. O candidato a vice consta na ação porque a peça processual visa a inelegibilidade da chapa do prefeito.

O que houve, na prática, é que Paulo Alexandre Matos Griffo, candidato a prefeito pelo PSB, sofreu condenação criminal. Por ter considerado a condenação injusta, sobretudo no que se refere à dosimetria da pena, o candidato manejou uma Revisão Criminal (8025307-04.2020.8.05.0000) perante o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) com objetivo de desconstituir a sua condenação.

O problema, segundo os advogados de Paulo, é que foram usados recursos da prefeitura e da Câmara Municipal: “Eis que de repente, num arroubo incontido, inicialmente surge naqueles autos recurso de embargos de declaração manejados pela Câmara Municipal de Mucuri, que jamais compôs a relação processual, em face de decisão do Desembargador Júlio Travessa, Relator do caso, que se declarou suspeito por motivo de foro íntimo”.

A denúncia salienta que houve um “estranho movimento processual, de uma Casa Legislativa, em uma revisão criminal que não lhe envolve de modo algum”. “Nada obstante, a vigilância das assessorias jurídicas dos Investigados, remuneradas com recursos públicos, sobre uma ação que envolve exclusivamente seu adversário político e o Ministério Público, era tamanha que em pleno domingo, dia 20 de setembro, às 22:35h, a Câmara Municipal, utilizando-se de seus serviços de assessoria jurídica, manejou os já mencionados embargos de declaração, que não tinham outro pedido que não o absurdo de pretender que o Magistrado declinasse as suas razões de foro íntimo geradoras de suspeição”, consta na inicial.

A ação da Câmara, segundo o denunciante, teve objetivo de atrasar a análise do recurso e, com isso, inviabilizar a procedência da revisão criminal a tempo de permitir o deferimento do registro de candidatura do candidato da oposição, Paulo Alexandre Matos Griffo.

Além de ter usado a estrutura da Câmara, o prefeito de Mucuri também teria se utilizado da procuradoria do município para atender a interesses pessoais: “Não satisfeitos em seu intento imoral, a próxima ação caberia à Procuradoria Geral do Município, de titularidade do Bel. Cáriston Santos Freitas Marçal, que, logicamente sob as ordens de seu superior direto, o primeiro Investigado, promoveu pedido de intervenção no feito, por legitimação anômala, e apresentando verdadeira peça defensiva nos autos. Por óbvio tampouco o Município é detentor de legitimidade para figurar como interveniente de qualquer tipo nos autos de revisão criminal, especialmente considerando que não teve qualquer papel processual na ação penal originária”.

De acordo com o advogado Rafael Mattos, representante do PSB, a ação se trata de abuso de poder político com utilização da máquina pública de advocacia para atacar adversário político com interesses pessoais e objetivo de influenciar nas eleições.

“Na verdade se trata de ação de investigação judicial eleitoral por abuso de poder político e de autoridade. É uma das modalidades de abuso previstas na Lei dás Inelegibilidades, a famosa Lei da Ficha Limpa. A ação foi movida visando a apuração da utilização dos serviços de advocacia pública com a finalidade de prejudicar adversário político, com a intervenção em processo judicial que não tem nem o Município nem a Câmara como partes. Porém, apesar da ausência de legitimidade, os dois poderes, executivo e legislativo, vêm apresentando intervenções no processo de revisão criminal, que corre exclusivamente entre Paulo Griffo e o Ministério Público, no sentido de tumultuar o feito. Além disso, os serviços de advocacia e procuradoria montaram um verdadeiro acampamento digital de vigilância sobre o processo em referência, com mais de uma centena de acessos de advogados renumerados pelo poder público, aos autos digitais do processo, em poucos dias”, afirmou ao BNews.

Diante do fato, a ação pede que seja aberta investigação judicial para apurar o abuso do poder politico e de autoridade por parte dos do prefeito, vice-prefeito e presidente da Câmara. Pede, também, que seja intimado um representante do Ministério Público Eleitoral para acompanhar o andamento processual e se manifestar em momento oportuno. Procurada pelo BNews, a prefeitura, através de sua assessoria de comunicação, disse estar ciente da ação e se limitou a responder que: “depois da contestação utilizaremos os argumentos para uma resposta”. A Câmara Municipal foi procurada pela reportagem através do telefone que consta na página oficial e de sua página no Facebook, mas sem sucesso.

Polícia cumpre mandados de busca na secretaria estadual da Saúde e na Câmara de SP em investigação sobre suposto desvio de verbas

No legislativo paulista, segundo os investigadores, alvo é um funcionário do gabinete do vereador Eliseu Gabriel (PSB). Na secretaria, médica e advogada são os alvos. Ao todo, no estado, são 260 mandados de busca e 57 mandados de prisão temporária.

Polícia Civil e MP de SP fazem operação contra desvios de verba da área da saúde

A Polícia Civil de São Paulo cumpre, na manhã desta terça-feira (29), mandados de busca na secretaria estadual da Saúde de São Paulo e da Câmara Municipal da capital paulista, na operação Raio X, que apura desvios de dinheiro público na área da saúde.

Na Câmara, segundo os investigadores, o alvo é um funcionário do gabinete do vereador Eliseu Gabriel (PSB). O vereador não é investigado. À TV Globo, o parlamentar disse que o funcionário foi exonerado e que será readmitido se for inocentado ao fim da investigação.

Já na secretaria estadual de Saúde, os alvos são uma médica e uma advogada, funcionárias da pasta.

Em nota, a Secretaria diz que colabora com as investigações e que fará “um pente-fino em todos os contratos e convênios firmados com as Organizações Sociais de Saúde (OSS) apontadas pelo MP e Polícia Civil”. O texto diz ainda que romperá os contratos caso as irregularidades sejam comprovadas.

Funcionário de vereador é alvo de operação da polícia contra desvio de verba da saúde — Foto: Giba Bergamim/TV Globo

A ação é coordenada pela Polícia Civil de Araçatuba por meio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) e faz parte de uma operação realizada em conjunto com o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal do Pará.

Ao todo, são quatro mandados de prisão temporária e 237 mandados de busca, sendo 180 no estado de São Paulo e 57 nos demais estados, além do sequestro de bens e valores.

Os policiais também fazem buscas no Hospital Geral de Carapicuíba e no Hospital Municipal Antônio Giglio, um dos maiores de Osasco. Na região de Araçatuba, são cumpridos mandados nas Santas Casas de Birigui e na de Penápolis.

Sofisticado esquema de corrupção, diz Ministério Público

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, a investigação durou aproximadamente dois anos, período em que foram levantadas informações que indicam a existência de um sofisticado esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, empresários e profissionais liberais, bem como de desvio de milhões de reais que deveriam ser aplicados na saúde.

Materiais apreendidos são levados para o Palácio das Policias, no Centro de SP — Foto: Rômulo D’Avila/TV Globo
Materiais apreendidos são levados para o Palácio das Policias, no Centro de SP — Foto: Rômulo D’Avila/TV Globo

O esquema envolve uma Organização Social (OS) que administra hospitais e clínicas em várias cidades do país.

Os donos são suspeitos de pagar propina a agentes públicos para conseguir os contratos que, em geral, são superfaturados.

Os crimes investigados são fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A ação é coordenada pela Polícia Civil de Araçatuba por meio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) e faz parte de uma operação realizada em conjunto com o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal do Pará.

Ao todo, são quatro mandados de prisão temporária e 237 mandados de busca, sendo 180 no estado de São Paulo e 57 nos demais estados, além do sequestro de bens e valores.

Os policiais também fazem buscas no Hospital Geral de Carapicuíba e no Hospital Municipal Antônio Giglio, um dos maiores de Osasco. Na região de Araçatuba, são cumpridos mandados nas Santas Casas de Birigui e na de Penápolis.

Sofisticado esquema de corrupção, diz Ministério Público

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, a investigação durou aproximadamente dois anos, período em que foram levantadas informações que indicam a existência de um sofisticado esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, empresários e profissionais liberais, bem como de desvio de milhões de reais que deveriam ser aplicados na saúde.

Materiais apreendidos são levados para o Palácio das Policias, no Centro de SP — Foto: Rômulo D’Avila/TV Globo

O esquema envolve uma Organização Social (OS) que administra hospitais e clínicas em várias cidades do país.

Os donos são suspeitos de pagar propina a agentes públicos para conseguir os contratos que, em geral, são superfaturados.

Os crimes investigados são fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.