:: 4/fev/2026 . 20:13
Embarque de Zé Cocá à base de Jerônimo dá sinais de esfriamento; entenda
Um encontro entre o pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e o deputado federal Leur Lomanto Jr. (União Brasil) movimentou o cenário político na manhã desta quarta-feira (4).
A reunião contou ainda com a presença do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e do secretário de Governo, Cacá Leão (PP). No Instagram, o pepista afirmou que uma das pautas abordadas entre os aliados foi o “futuro da Bahia e do Brasil”.
Nos bastidores é entendido que o encontro pode apontar para um esfriamento no embarque do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), à base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), principalmente após as críticas feitas pelo chefe do Executivo municipal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Na terça-feira (3), em entrevista à Rádio 95 FM, Zé Cocá afirmou que o Brasil precisa de um “candidato mais pujante” ao comentar sobre Lula na disputa à reeleição ao Palácio do Planalto.
“Lula… já deu o seu tempo, não sou contra ninguém, ele fez o trabalho dele, mas o Brasil precisa de mais, precisa de um candidato mais pujante”, cravou.
“Tem que ter um cara de coragem, que diga ‘vamos cortar tudo que não é necessário’… Eu não vejo Lula com condição de fazer isso”, acrescentou.
O posicionamento de Zé Cocá coloca ainda em dúvida a filiação do gestor ao PSB, liderado por Lídice da Mata na Bahia, aliada de Jerônimo e Lula.
Por outro lado, Leur Lomanto Jr. é um político com fortes influências na região de Jequié. No ano passado, o deputado já havia manifestado o desejo de que Zé Cocá permanecesse na oposição ao Governo da Bahia.
“Se depender da minha vontade, do meu trabalho, do meu esforço, o prefeito Zé Cocá, […] ficará junto conosco na Federação União Brasil-PP, na oposição ao governo do Estado”, disse durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Uma das possibilidades levantadas para chancelar a permanência de Cocá na oposição seria a oferta da vaga de vice-governador na chapa majoritária para o prefeito.
PSIQUIATRA DE VITORIA DA CONQUISTA É PRESO POR ESTUPR@ DE VULNERÁVEL

O médico psiquiatra Ivo Gabriel Nascimento de Castro Alves, natural de Vitória da Conquista, foi preso em Aracaju, por determinação do Tribunal de Justiça de Sergipe, no âmbito de investigação por estupr@ de vulnerável.
Segundo a investigação, uma das denúncias envolve uma crianç@ de 11 anos, atendida em uma unidade de saúde de Aracaju. Após a consulta, a menor relatou conduta sexu@l inadequada por parte do médico.
Além desse caso, outras mulheres também formalizaram denúncias, relatando episódios de assédi@ e abus@ durante atendimentos médicos. As queixas apontam comportamentos incompatíveis com a prática profissional.
O médico já possui histórico de agressã@ contra mulheres, já foi preso anteriormente na cidade de poções por violencia domestica onde foi preso em flagrante e tambem foi desligado de hospitais da região, inclusive por acusações semelhantes envolvendo estupr@ de vulnerável, conforme apurado.
Diante da gravidade dos relatos e da vulnerabilidade das vítimas, a Justiça decretou a prisão preventiva para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.
EXCLUSIVO: Brasil tem 336 condenados ou suspeitos de feminicídio procurados pela Justiça por mandados de prisão pendentes
Um levantamento exclusivo do g1 mostra que 336 homens são procurados por crimes de feminicídio no Brasil. Eles são alvo de mandados de prisão que foram emitidos pela Justiça e estão pendentes. Ou seja, deveriam estar presos, mas continuam em liberdade.
- a maioria dos mandados é de prisão preventiva, quando o suspeito do crime já foi identificado e deve ser preso por ordem judicial no decorrer do processo.
- em 19 casos, o réu já foi condenado em definitivo e não pode mais recorrer. É o chamado trânsito em julgado, quando o criminoso deve ser preso para cumprir a pena.
- há na lista casos brutais e criminosos que estão entre os mais procurados do país.
- São Paulo (108), Bahia (32), Maranhão (28) e Pará (27) são os estados com mais procurados.
O levantamento do g1 tem como base o Banco Nacional de Medidas Penais e Mandados de Prisão (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e mapeou crimes cometidos ao longo de mais de duas décadas, entre o fim dos anos 1990 e 2023. Há casos de feminicídio e de tentativa de feminicídio.
Na maioria, os suspeitos e autores dos crimes já foram identificados, mas os mandados de prisão seguem sem serem cumpridos pelas polícias.
Essa situação se insere num cenário de aumento da violência contra mulheres. Em 2025, o Brasil registrou recorde de feminicídios, com 1.530 mulheres assassinadas. Média de quatro por dia.
Entre elas estão Tainara Souza Santos, que perdeu as pernas e morreu após ser atropelada e arrastada pelo ex-namorado em São Paulo; Maria de Lourdes Freire Matos, cabo do Exército morta dentro de um quartel em Brasília; e Isabele Gomes de Macedo, morta com os filhos em um incêndio criminoso — o companheiro dela foi preso.
Nesta quarta-feira (4), representantes do governo, do Congresso e do Judiciário lançaram em Brasília o “Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio”. Sob o lema “Todos Por Todas”, a iniciativa tem como eixos principais a prevenção, a proteção, a responsabilização de agressores e a garantia de direitos para mulheres vítimas de violência de gênero.
Segundo a lei, o feminicídio ocorre quando uma mulher é assassinada pelo fato de ser mulher. Esse tipo de crime só foi incluído na legislação brasileira em 2015, primeiro como uma variação de homicídio. Em 2024, uma nova lei tornou o feminicídio um crime específico e aumentou as penas, que podem chegar a 40 anos de prisão.
Nos casos mais antigos que entraram no levantamento do g1, os processos citam homicídio, mas os mandados de prisão emitidos posteriormente tratam de feminicídio. Veja os números abaixo:
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Casos de feminicídios com mandados pendentes — Foto: Alberto Correa – Arte/g1
O detalhamento dos casos:
- 260 envolvem prisão preventiva, quando o autor do crime já foi identificado e deve ser preso no decorrer do processo;
- 28 são mandados de recaptura;
- 19 são de condenação transitada em julgado, quando não há mais recurso;
- 13 são de prisão temporária, usada quando a autoria ainda está sendo consolidada na fase investigativa e não há certeza do autor do crime;
- 11 são prisões preventivas decretadas depois da condenação em primeira instância, e o réu ainda pode entrar com recurso;
- 5 mandados são de prisão definitiva, quando houve a condenação, mas o caso ainda pode estar sob recurso.
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Infográfico dos procurados por feminicídio no Brasil até 04 de fevereiro de 2026 — Foto: Alberto Correa e Dhara Pereira/Arte g1
Criminosos são identificados e condenados, mas não são presos
O que o levantamento expõe, segundo juristas, advogados e policiais ouvidos pelo g1, é que nesses casos o principal gargalo não é a investigação do crime, mas o cumprimento das ordens de prisão.
Se existe mandado de prisão preventiva, é porque a autoria está delineada. Diferente de outros crimes, no feminicídio a polícia quase sempre chega ao autor. A pergunta central é: por que essas prisões ainda não foram cumpridas?”, afirma.Matou mulher em 2001 e deixou a inicial no corpo
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Marcondes Figueiredo de Oliveira procurado por matar uma mulher a pauladas em 15 de outubro de 2001, em Manaus (AM) — Foto: Reprodução/Autos do processo
Um dos condenados foragidos é Marcondes Figueiredo de Oliveira, que matou uma mulher a pauladas em 2001, em Manaus, quando tinha 19 anos. A vítima foi atacada de madrugada, sofreu golpes na cabeça e foi enforcada com a própria rede de dormir. Segundo o processo, o agressor ainda mutilou o corpo e escreveu a inicial do próprio nome na vítima.
Marcondes Oliveira foi preso em flagrante após uma testemunha vê-lo com os pés manchados de sangue. A condenação foi 2012, quando ele já tinha 30 anos. A pena estabelecida foi de 13 anos e seis meses de prisão.
URGENTE: Deputado baiano entra no radar do STF em apuração sobre emendas
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, autorizou a Polícia Federal (PF) a colher depoimentos e realizar uma acareação entre o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) e o deputado José Rocha (União Brasil-BA). O objetivo é esclarecer contradições relacionadas à indicação de emendas do antigo orçamento secreto. As informações são do G1De acordo com a publicação, a decisão foi tomada no último dia 19 e faz parte do inquérito que apura eventuais irregularidades na destinação dessas emendas. O procedimento tramita sob sigilo.Os depoimentos fazem parte da mesma investigação que resultou na deflagração da Operação Transparência, em dezembro passado, que teve como alvo a ex-assessora de Lira na Presidência da Câmara, Mariangela Fialek, conhecida como Tuca.
A ex-servidora foi submetida a buscas e apreensões em seu antigo gabinete e em sua residência. Durante a ação, a PF apreendeu celulares, computador e anotações da ex-assessora de Lira. O material ainda está em análise pelos investigadores.
Dino determinou a acareação entre Lira e Rocha depois que a Advocacia da Câmara dos Deputados apresentou, em dezembro do ano passado, uma petição ao STF dizendo que a busca e apreensão realizada na Casa Legislativa teria como base informações inverídicas.
Os advogados da Câmara alegam que as informações teriam sido apresentadas por José Rocha, que já foi ouvido pela Polícia Federal no inquérito, que apontaram apontam a ex-assessora de Lira como “a principal responsável pela operacionalização do chamado ‘orçamento secreto’”.
Além de Rocha, outros parlamentares também prestaram depoimento a PF, são eles os deputados Glauber Braga (PSOL-RJ), Adriana Ventura (Novo-SP), Fernando Marangoni (União Brasil-SP) e Dr. Francisco (PT-PI), além do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG).
Na petição, a Advocacia da Câmara diz que o deputado baiano teria adotado condutas irregulares ao longo de 2024 na indicação de emendas. À época, José Rocha presidia a Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional.
Ainda na manifestação, a Advocacia da Câmara diz que o parlamentar teria realizado uma série de indicações sem articulação com as lideranças partidárias. Além disso, José Rocha teria retirado as emendas destinadas a Alagoas que, embora atribuídas apenas a Lira, atenderiam a interesses de deputados do estado.
Com a troca de acusações, Flávio Dino determinou que a Polícia Federal apurasse os fatos e interrogasse Lira e Rocha, incluindo a realização de acareação.
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