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:: maio/2023

Sesab alerta para “efeito zumbi” causado pela nova droga K9

Da Redação
A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) divulgou comunicado nesta terça-feira (30) fazendo alerta para os efeitos do uso de canabinóides sintéticos, mais conhecidas como droga K, apreendida duas vezes na Bahia.
O Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Bahia (CIATox-BA) também orientou profissionais de saúde sobre diagnóstico e tratamento em caso de intoxicação ligada à droga.
Os efeitos tóxicos dessa droga, também erroneamente chamada de “maconha sintética”, inclui toxicidade cardiovascular, perda de consciência e coma, depressão respiratória, convulsões, hiperêmese, delírio, psicose e comportamento agressivo.
“O diagnóstico clínico de intoxicação aguda por canabinóides sintéticos geralmente é realizado com base na história do uso da droga relatada pelo paciente e nos achados físicos compatíveis. Até o momento, estas drogas não são detectáveis nos exames toxicológicos de rotina”, explica o centro na orientação.
Os tratamentos são variados, considerando que os casos podem ser leves, moderados ou até envolver casos de psicose e convulsão. O CIATox-BA alerta que todos os casos suspeitos ou confirmados de intoxicação por drogas de abuso devem ser notificados. O centro está disponível 24h, ininterruptamente, para orientação toxicológica pelo telefone 0800 284 4343.
Esquema
Um esquema de envio de armas e droga K9 para integrantes de uma facção no Nordete de Amaralina, em Salvador, foi descoberto por equipes da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Litoral Norte e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O material foi apreendido na manhã deste domingo (28).
Os policiais identificaram a chegada do material no bairro durante investigações para capturar os suspeitos de matar o soldado Gleidson Santo de Carvalho, morto durante assalto no último dia 19. O esquema utilizava ônibus interestaduais, que passam pela BR-116.
As equipes montaram campanas na região de Santo Estevão, a cerca de 160 quilômetros de Salvador. Durante a vistoria de um ônibus que saiu de São Paulo, os agentes encontraram um revólver calibre 38, cinco quilos da K9 e de maconha.
O material não tinha nome de destinatário. De acordo com a polícia, o motorista informou que os sacos foram colocados no ônibus em São Paulo.
Os agentes da Cipe LN e do Núcleo de Operações do DHPP investigam se as drogas e a arma iriam ficar em Feira de Santana, com envio poestirior para Salvador, por meio de um carro.
Todo o material foi apresentado no DHPP, na capital baiana.
K9 na Bahia
Na última quarta-feira (24), dois adolescentes de 16 anos foram encontrados com mais de 300 porções de maconha, dentre elas a variante conhecida como K9, 64 papelotes de cocaína, crack, uma balança e quatro munições na cidade de Casa Nova. Os dois vão responder por ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas.
Em março deste ano, agentes da Polícia Civil apreenderam porções da K9, aparelhos celulares e dinheiro durante incursões no bairro de Tancredo Neves, em Salvador. Na operação, os agentes identificaram suspeitos de realizar ataques com tiroteio nos bairros da Ribeira e em Tancredo Neves.

REPÚDIO | Agentes de segurança de Maduro e a serviço do GSI agridem jornalistas no Itamaraty

O Sudoeste Digital repudia o ato de violência contra os jornalistas, se solidariza e aguarda as providências a serem tomadas pelo Palácio do Planalto para a punição dos responsáveis.

Depois da reunião no Itamaraty, agentes de segurança do presidente venezuelano e a serviço do Gabinete de Segurança Institucional da presidência brasileira agrediram jornalistas.
A confusão começou durante uma entrevista de Nicolás Maduro. Os seguranças tentavam impedir a aproximação de profissionais da imprensa. No empurra-empurra, um deles deu um soco no peito da repórter Delis Ortiz. No tumulto, não foi possível registrar imagens do momento da agressão.
As imagens são de logo depois. Outros jornalistas também foram agredidos. O autor da agressão contra Delis Ortiz, segundo testemunhas, é o agente destacado na imagem. Delis Ortiz foi levada para uma sala do Itamaraty, onde recebeu atendimento médico, e está bem.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores lamentou a agressão a profissionais de imprensa e afirmou que tomará providências para apurar responsabilidades.
A Secretaria de Imprensa da Presidência da República divulgou nota em que se solidariza com a jornalista Delis Ortiz e repudia toda e qualquer agressão contra jornalistas. A nota afirma que todas as medidas possíveis serão tomadas para que esse episódio jamais se repita.

Nota de Pesar: Morre na cidade de Poções o Popularmente Conhecido Sr. Alonso da lanchonete

Com pesar que noticiamos o falecimento do Sr. Alonso Alves de Almeida, aos 78 anos, vítima de complicações de saúde. Seu Alonso do bar, como era conhecido por todos, já teve uma lanchonete no centro da cidade de Poções e bar na Rua Sargento Mor.

Ele era uma pessoa carismática, amigo de todos. veio a óbito nesta terça-feira (30). Seu corpo está sendo velado na Rua do point do atleta, localizado no bairro Santa Rita, onde sairá para o sepultamento às 10 horas desta quarta-feira (31).

Expressamos nossos sentimentos de condolências aos familiares e amigos enlutados. Alonso deixa filhos, netos e bisnetos.

//panorama geral

Homem é preso por estupro após engravidar enteada de 12 anos na Bahia

O caso aconteceu no município de Ibicaraí, no sul do Estado

Um homem foi preso em flagrante, nesta segunda-feira (29), por abusar sexualmente da sua enteada de 12 anos. O crime aconteceu na cidade de Ibicaraí, no sul da Bahia.

Segundo informações preliminares, a vítima chegou a engravidar do seu abusador. Procurada, a delegada Ana Paula Gomes, titular da delegacia de Ibicaraí, informou que o caso ainda está ema tramitação, pois o suspeito foi preso em flagrante.

Em respeito as determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente, detalhes da identidade da vítima e do seu abusador foram preservados por se tratar de um caso envolvendo abuso sexual infantil.

Carga de cerveja é saqueada de caminhão que tombou

Mais um crime visto nas estradas baianas após um acidente.

Um caminhão lotado de cerveja tombou na perigosa BR-101, na região do Recôncavo da Bahia.

Sem qualquer tipo de vergonha, populares saquearam a carga na ‘cara dura’.

Imagens circularam nas redes sociais divulgando o absurdo.

O motorista ficou ferido e está fora de perigo, apesar do susto.

O nome do caminhoneiro não foi divulgado.

As pessoas que passavam pelo local aproveitaram que a equipe da Polícia Rodoviária Federal não havia chegado para atender a ocorrência e saíram carregando as latinhas de cerveja.

Lamentável.

 

Ação de fiscalização resgatou pássaros silvestres e apreendeu armas em Vitoria da Conquista

Uma ação de fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), com apoio do Grupo de Apoio ao Meio Ambiente (Gama), que integra a Guarda Civil Municipal (GCM), resultou na apreensão de pássaros, armas e armadilhas nesta segunda-feira (29), em Vitória da Conquista.

De acordo com a Semma, a ação aconteceu em um estabelecimento comercial. Ao todo, foram resgatados 16 pássaros das espécies azulão, cancão, canário-da-terra, tico-tico, cólera e papa capim.

Além disso, foram apreendidos dois estilingues, 12 armadilhas, e seis espingardas, sendo uma municiada.

O proprietário do estabelecimento comercial foi conduzido para o Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) por crime ambiental e posse ilegal de arma de fogo.

Compromisso de Campanha | primeira agenda de Jerônimo em Vitória da Conquista será com grupo de empresários

Foto: BLOG DO ANDERSON

A primeira agenda do governador Jerônimo Rodrigues Souza no Município de Vitória da Conquista deve acontecer neste mês de junho para debater as demandas apresentadas por um grupo de empresários durante a campanha às Eleições 2022. A expectativa é que o encontro aconteça no Auditório da Auditório Fabiano Aguiar Vieira Santos, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil em Vitória da Conquista. Em entrevista exclusiva ao BLOG DO ANDERSON durante passagem pela Festa do Divino Espírito Santo, em Poções, na sexta-feira (26), o Jerônimo Rodrigues falou sobre o assunto: “vou marcar uma agenda especifica para Conquista, nós vamos fazer o que fizemos daquela vez na campanha que ouvimos os empresários, vou ter que dar umas respostas.

Vou aguardar uma agenda logo agora, maio já está acabando, no máximo em junho para a gente poder fazer um projeto especial para Vitória da Conquista. Pode contar comigo”. De acordo com o empresário José Maria Alves Caires, que recebe a notícia com grande satisfação”, entre as propostas apresentadas ao então candidato ao Governo Baiano estavam a duplicação da BR-116, Barragem do Rio Pardo, requalificação do Distrito Industrial dos Imborés, inserção de Vitória da Conquista na rota da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, instalação de Gasoduto [do Gás Natural]e a transformação do campus da UFBA [Universidade Federal da Bahia] numa Universidade Federal em Vitória da Conquista. Ainda conforme Zé Maria, “é com grande satisfação que a gente recebe essa notícia do governador Jerônimo Rodrigues que se prontifica vir a Conquista para discutir os problemas da região”.

Gripe aviária: Como humanos pegam? Quantas pessoas já foram infectadas? Tire dúvidas

Depois de circular por mais de 20 anos no mundo, a gripe aviária H5N1 teve o 1º caso registrado no Brasil no dia 15 de maio. Até agora, 13 aves de espécies migratórias e silvestres (que vivem na natureza) foram infectadas.

O foco, neste momento, é evitar que o H5N1 chegue aos aviários do Brasil, que é o principal exportador de carne de frango do mundo, e segundo maior produtor global, atrás dos EUA.

A doença se espalha rapidamente entre os pássaros: de 2005 a 2023, 448 milhões de aves foram abatidas, e 31 milhões morreram por gripe aviária, em países da África, Ásia e Pacífico, Américas, Europa e Oriente Médio, diz a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH).

A seguir, veja perguntas e respostas sobre a doença:

Humanos podem pegar gripe aviária?

 

Sim. Os casos são raros, mas a taxa de mortalidade é alta: por volta de 52%.

De 2003 a abril de 2023, apenas 874 pessoas foram infectadas com H5N1 no mundo. Apesar disso, metade delas (458) morreu.

 

Nas Américas, só há registros de 3 pessoas infectadas até o momento:

  • o primeiro nos Estados Unidos, em abril de 2022;
  • o segundo no Equador, em janeiro de 2023;
  • e o terceiro no Chile, em março de 2023.

 

Os infectados nos EUA e Equador se recuperaram, mas não há detalhamento do caso do Chile. Os dados são de um relatório do dia 17 de maio, da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Nos EUA, a contaminação ocorreu em um homem que trabalhava no abate de aves em uma granja, no Colorado, onde o H5N1 foi detectado em animais.

Já no Equador, a doença foi identificada em uma menina de 9 anos, habitante de uma área rural da província de Bolívar, que estava em contato com aves de quintal, que morreram sem causa aparente.

Há pessoas infectadas no Brasil?

 

Não. Até o momento, os casos suspeitos foram descartados, diz o Ministério da Saúde.

Ao todo, 42 pessoas tiveram contato com aves doentes no Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Deste total, 38 testaram negativo para H5N1, e outras quatro amostras estão em análise.

Como uma pessoa se contamina?

 

Quando tem contato direto com as secreções e fluídos de um animal infectado, esteja ele vivo ou morto. Isso porque as aves eliminam o vírus da Influenza por meio das fezes e secreções respiratórias.

É por isso que não se deve tocar e nem recolher aves doentes, afirma o Ministério da Agricultura.

A doença pode ser transmitida ainda por água e objetos contaminados com essas secreções, acrescenta a OMS.

O Departamento de Agricultura dos EUA tem observado que as infecções humanas ocorrem, geralmente, após exposições desprotegidas a aves: sem uso de proteção respiratória ou ocular.

Posso pegar H5N1 comendo carne?

 

Não. Até o momento, não há registros de contaminação de gripe aviária a partir do consumo de frango ou ovos devidamente preparados, afirmam o Ministério da Agricultura e Organização Mundial de Saúde (OMS).

Humano passa para humano?

 

Não. Até agora, nenhuma transmissão de gripe aviária de humano para humano foi relatada nas Américas ou globalmente, aponta a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Quais os sintomas nas pessoas?

 

Segundo a OMS, os sintomas em humanos são:

  • Febre alta (acima de 38°C)
  • Tosse;
  • Dor de garganta;
  • Dores musculares;
  • A infecção pode progredir rapidamente para doença respiratória grave (por exemplo, dificuldade em respirar ou falta de ar, pneumonia, Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo), e alterações neurológicas (estado mental alterado ou convulsões).

 

“Podemos ter desde quadros assintomáticos – ou seja, sem nenhuma manifestação clínica –, até casos bastante graves que podem levar ao óbito”, diz o infectologista Leonardo Weissmann, do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, em São Paulo (SP).

“Os quadros sintomáticos são semelhantes a uma gripe comum: tosse, dor de garganta, nariz entupido, dor de cabeça e pode ter diarreia”, acrescenta.

“Quando a gente fala de formas graves relacionadas à gripe aviária, grande parte dos pacientes vão ter pneumonia. Entre as complicações, também há falência de múltiplos órgãos, principalmente com disfunção renal, comprometimento cardíaco, hemorragia pulmonar, pneumotórax”.

Como uma pessoa morre de H5N1?

 

A maioria das mortes por H5N1 está relacionada a casos de insuficiência respiratória, afirmam Weissmann, do Emílio Ribas, e a infectologista Carla Kobayashi, do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo.

Quem corre mais risco?

 

As pessoas expostas a aves infectadas. Exemplos: criadores de aves e pessoas envolvidas no controle de surtos.

Segundo a OPAS, os profissionais da saúde também têm risco de infecção se não seguirem medidas adequadas de prevenção e controle.

Há chance de pandemia?

 

Só há chance de isso acontecer se o vírus H5N1 sofrer mutações genéticas que o possibilite ser transmitido de pessoa para pessoa, explicam infectologistas entrevistados pelo g1.

Não há motivo para alarde entre a população, diz o infectologista Leonardo Weissmann, do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, em São Paulo (SP).

 

Órgãos como o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) têm dito que a transmissão de H5N1 de pessoa para pessoa “não é sustentada” e “não é comum”.

Esses termos significam dizer o seguinte: que um humano que contraiu a H5N1 de uma ave pode até passar o vírus para uma outra pessoa, mas a transmissão para por aí: a segunda pessoa infectada não transmite para uma terceira, ilustra a médica infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein Emy Akiyama Gouveia.

Alguns fatores podem ter dificultado a mutação do H5N1 até hoje, indica o infectologista Leonardo Weissmann, do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, em São Paulo (SP).

  • Um deles é a alta taxa de mortalidade entre os humanos por H5N1. “Isso acaba interrompendo a passagem do vírus de uma pessoa para outra”;
  • Um segundo ponto é que, toda vez em que há um surto entre as aves, elas são sacrificadas. Ou seja, os focos de H5N1 têm sido eliminados por meio da morte dos animais.

 

Por que órgãos de saúde estão preocupados?

 

Os órgãos de saúde estão preocupados se haverá mutação do H5N1 para humanos. Isso porque:

➡️O H5N1 chegou a países que, antes, estavam protegidos: desde o final de 2022, o vírus começou a se espalhar pela América, para países como Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, Honduras, Panamá, Peru, Venezuela e Chile.

No início de 2023, a Argentina e o Uruguai detectaram os seus primeiros casos, enquanto o Paraguai e o Brasil registraram as primeiras ocorrências neste mês.

Quanto mais aves contaminadas, mais chances de um humano contrair a doença.

➡️ Animais mamíferos começaram a contrair H5N1 nos últimos anos. Exemplos: lontras, ursos, porcos, raposas, gambás, entre outros.

Um dos casos mais preocupantes ocorreu em abril deste ano, quando mais de 3 mil leões-marinhos morreram por suspeita de H5N1, no Peru.

Já nesta quinta-feira (25), o Chile informou que quase 9 mil animais mamíferos marinhos morreram em 2023 devido à gripe aviária, que tem afetado severamente a costa norte do país. Entre os animais mortos estão lobos-marinhos, pinguins-de-Humboldt e lontras.

“É improvável que todos aqueles leões-marinhos tenham sido infectados por contato com as aves. Infelizmente a suspeita é de que a transmissão tenha ocorrido de mamífero para mamífero”, afirma a infectologista Carla Kobayashi, do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo.

“As células dos mamíferos são muito mais semelhantes às nossas do que as células de uma ave. Essa é a grande preocupação: de o vírus conseguir se adaptar, a ponto de ser capaz de ser transmitido de homem para homem”, acrescenta.

 

Mamífero marinho morto no Chile por conta da gripe aviária. — Foto: Divulgação/Sernapesca

Mamífero marinho morto no Chile por conta da gripe aviária. — Foto: Divulgação/Sernapesca

O que é e onde surgiu a H5N1?

 

H5N1 é um subtipo do vírus Influenza que atinge, predominantemente, as aves.

Os vírus Influenza são divididos entre os de Baixa Patogenicidade (LPAI, leve) e os de Alta Patogenicidade (HPAI, grave).

O H5N1 faz parte do segundo grupo: isso significa que ele é disseminado rapidamente entre as aves e tem um alto índice de mortalidade entre os animais.

A Influenza Aviária foi diagnosticada pela primeira vez em aves em 1878, na Itália. Mas H5N1 só foi isolado por cientistas mais de 100 anos depois, em 1996, em gansos na província de Guangdong, no sul da China.

No ano seguinte, ocorreu o primeiro registro da doença em humanos, em Hong Kong, segundo um documento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Há vacinas para humanos?

 

Ainda não. Desde janeiro, o Instituto Butantan está desenvolvendo uma vacina para humanos contra a gripe aviária.

Segundo o instituto, os testes estão sendo realizados com cepas vacinais que foram cedidas pela OMS e o primeiro lote já está pronto para o início dos testes pré-clínicos, ou seja, testes em laboratório.

“A OMS recomenda que profissionais do setor de granjas recebam a vacina da influenza, a fim de prevenir uma mutação viral que favoreça a transmissão entre humanos […] a vacina sazonal disponível vai auxiliar na diminuição de possibilidade de mutações”, diz a infectologista Emy Akiyama Gouveia, do Einstein.

Há vacinas para aves?

 

Sim, mas elas não são 100% eficazes e ainda estão sendo estudadas, afirma o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

“A vacina para aves traz consigo um outro problema: os países importadores não aceitam porque, dessa forma, não conseguem saber se o vírus que está na ave é o vírus da vacina ou da doença”, destaca.

 

Segundo a Embrapa, a vacinação das aves tem sido utilizada em países da Ásia, como a China. Contudo, ela ainda não foi capaz de conter totalmente o H5N1, e focos da doença continuam sendo relatados na região.

Quantas aves foram contaminadas no Brasil?

 

Trinta-réis-de-bando. — Foto: Antônio Vilela/Wikiaves

Trinta-réis-de-bando. — Foto: Antônio Vilela/Wikiaves

Até o momento, 13 aves foram contaminadas. Os primeiros casos ocorreram no dia 15 de maio. Nenhum animal voltado para o consumo humano foi atingido. Os pássaros infectados são das seguintes espécies:

  • Trinta-réis-de-bando (espécie Thalasseus acuflavidus): migratórios e marinhos. Cinco foram encontrados no Espírito Santo, e três no Rio de Janeiro;
  • Trinta-réis-boreal (espécie Sterna hirundo), encontrado no ES;
  • Trinta-réis-real (espécie Thalasseus maximus): silvestre e migratório, encontrado no ES;
  • Atobá-pardo (espécie Sula leucogaster): marinho e migratório, encontrado no ES;
  • Corujinha-do-mato (espécie Megascops choliba), encontrado no ES;
  • Cisne-de-pescoço-preto (espécie Cygnus melancoryphus), encontrado no RS.

 

Quais os sintomas em aves?

 

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, os sintomas em aves são:

  • dificuldade respiratória;
  • secreção nasal ou ocular;
  • espirros;
  • andar cambaleante;
  • pescoço torto;
  • diarreia;
  • alterações bruscas no consumo de água e ração nas aves de criação;
  • redução na produção ou má formação de ovos;
  • alta mortalidade em aves domésticas ou silvestres.

 

Qual é a principal preocupação do Brasil?

 

A maior preocupação, neste momento, é evitar que a gripe aviária chegue nas granjas e na criação de aves para a alimentação própria.

Isso porque a gripe aviária se espalha rapidamente entre os animais. Caso ela se dissemine, os animais precisarão ser sacrificados, o que diminuiria a oferta de carne de frango e ovos.

O que é estado de emergência zoossanitária?

 

Nesta semana, o Ministério da Agricultura declarou estado de emergência zoossanitária por 6 meses por causa da gripe aviária (H5N1)

Esse status é decretado sempre que há um risco de uma doença se propagar rapidamente entre os animais. É uma forma de o governo se antecipar a um surto da doença.

Ao declarar emergência zoossanitária, o governo consegue agilizar processos para combater a doença.

Exemplos: contratar funcionário por tempo determinado, reduzir a burocracia para comprar equipamentos ou deslocar servidores de um estado para o outro, explica o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

O que o Brasil tem feito?

 

As granjas, as associações empresariais, o Ministério da Agricultura e os órgãos estaduais de agricultura já trabalham há muitos anos no monitoramento da gripe aviária.

Bem antes do H5N1 chegar ao Brasil, órgãos públicos já elaboravam planos de contingência e monitoravam a situação do país. Alguns sites desses órgãos, por exemplo, já tinham cartilhas e uma série de orientações aos avicultores.

Em março deste ano, depois de a gripe ter avançado para Argentina e Uruguai, o Ministério da Agricultura proibiu a realização de exposições, torneios, feiras e outros eventos com aglomeração de aves, além da criação de aves ao ar livre, com acesso a piquetes sem telas na parte superior, em estabelecimentos registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A indústria, por sua vez, trabalhava há muitos anos sob rígidas regras de higiene e controle, estabelecidas pelo Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), em 1994, destaca Santin.

“Algumas dessas regras são o telamento para que os passarinhos pequenos não entrem em contato com as aves. Há todo um aparato de proteção dos funcionários, que usam roupas e calçados exclusivos. Há higienização dos caminhões que entram nas granjas, entre outros”.

“O Brasil ficou livre de H5N1 durante toda a história, até hoje, por causa dessas regras”, reforça.

Os aviários já estavam restritos a visitas há alguns meses, no entanto, neste momento, estão totalmente fechados a visitação, em todo o Brasil. “Só entra quem é realmente necessário”, reforça Santin.

Qual é o principal fator de contaminação entre as aves?

 

A exposição direta a aves silvestres migratórias infectadas é o principal fator de transmissão, diz o Ministério da Agricultura.

As principais espécies silvestres portadoras da doença são as marinhas, gaivotas e aves costeiras.

Essas aves atuam como hospedeiro natural e reservatório dos vírus, desempenhando um papel importante na evolução, manutenção e disseminação desse vírus.

Além disso, apresentam infecção sem adoecer, o que permite a elas transportar o vírus a longas distâncias ao longo das rotas de migração, destaca o ministério.

/g1

Investigados por homicídios são alvos de operação policial na Bahia

Investigados por homicídios em Salvador e Região Metropolitana são alvos de uma operação policial na manhã desta terça-feira (30). Um homem foi detido por mandado de prisão preventiva, por envolvimento em um assassinato praticado em 2021.

A prisão foi feita em Camaçari. A Polícia Civil não deu detalhes sobre o assassinato da vítima, identificada como Leandro França Paim, mas disse que o crime foi cometido em agosto de 2021, na Baixa do Tubo, em Salvador.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na operação, batizada de Pacificação. As ações, iniciadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), seguem para identificar e prender outros envolvidos com homicídios e tráfico de drogas na região de Itapuã.

//g1 Bahia

Misoginia, poder e efeito dominó: psicóloga aponta causas para feminicídios; Salvador teve quatro casos em quatro dias

Mariana Angélica, Natalina dos Santos, Adriele Cardoso e Carla Nunes foram vítimas de feminicídio em Salvador — Foto: Arquivo pessoal

Mariana Angélica, Natalina dos Santos, Adriele Cardoso e Carla Nunes foram vítimas de feminicídio em Salvador — Foto: Arquivo pessoal

Salvador registrou quatro feminicídios em quatro dias, na última semana. Na madrugada desta segunda-feira (29), o investigado pelo mais recente deles foi detido por mandado de prisão. O feminicídio é tipificado como um crime de ódio contra as mulheres, e é praticado por diversos motivos. Para estudiosos e pesquisadores, todos eles por influência da sociedade.

Se apontar a misoginia – que é a repulsa ou desprezo contra as mulheres – como base para os feminicídios pode parecer exagero, é preciso discutir o que justificaria um homem que passou oito anos preso por matar uma ex-companheira, cometer de novo o crime contra outra mulher?

Esse foi o caso de Anderson dos Santos Silva, que invadiu a casa da ex-namorada, Natalina dos Santos, no bairro da Liberdade, e a esfaqueou na madrugada de 25 de maio. O investigado conheceu a vítima em 2022, meses após sair da prisão por ter matado a mãe do filho dele.

Por que os homens matam as mulheres? Para quem se dedica a estudar o tema, a resposta é simplesmente porque podem. Essa noção de poder é influenciada pela sociedade desde que ainda são crianças, aplicada na maioria das vezes em relacionamentos heterossexuais, como explica a psicóloga Niliane Brito.

“É uma questão que tem a ver com o que foi nos designado culturalmente e historicamente. A sociedade propaga que o poder está no gênero masculino, e eu falo nos dois sentidos de poder: de algo pode ser exclusivamente feito por homens, e também do poder de status, que o homem detém o poder sobre a mulher”.

“Isso vem sendo mudando ao longo do tempo, à medida em que a mulher vai ocupando outro espaço na sociedade. Só que esse homem ele vai perdendo a sensação de virilidade, de poder, na sua concepção masculina”.

 

Dificuldade em lidar com as frustrações e o ‘luto’

 

Homens que participam do Núcleo de Enfrentamento e Prevenção ao Feminicídio, da Prefeitura de Salvador — Foto: Bruno Concha/Prefeitura de Salvador

Homens que participam do Núcleo de Enfrentamento e Prevenção ao Feminicídio, da Prefeitura de Salvador — Foto: Bruno Concha/Prefeitura de Salvador

A psicologia usa o termo “limiar de frustração” para explicar a baixa capacidade que algumas pessoas têm de lidar com a contrariedade. No caso dos homens héteros, isso é acentuado pela sensação de perda do poder e do controle sobre o outro. E esse outro são as mulheres.

“Em muitos casos, o gênero masculino, por causa da questão do poder e da baixa validação de seus sentimentos, acaba não validando seus sentimentos, não consegue colocar seus sentimentos em evidência, para lidar e encarar suas emoções. E aí não lidam de forma saudável com a frustração”.

“E ainda tem a questão da possessividade: ‘se eu não tenho esse objeto amado, ninguém mais pode ter posse dele’”.

 

Depois de um relacionamento de sete anos, Adelson dos Santos Oliveira matou Carla dos Santos Nunes, aos 27 anos, por não aceitar o fim do namoro. Antes de cometer o crime, ele mandou várias mensagens para a vítima, sob a ameaça de que ela não teria nenhum outro companheiro além dele.

A psicóloga destaca que a falta de noção dos homens sobre a própria possessividade gera outro agravante: a desumanização das mulheres, já que elas deixam de ser um sujeito, tornando-as apenas um objeto que existe para suprir as necessidades afetivas e de relacionamento.

“Essa pessoa torna-se apenas um objeto de amor, um objeto de prazer. Esse objeto que só pode ser desse sujeito e, no delírio dessa pessoa, não pode ser de mais ninguém”.

 

Depois de matar Carla, Adelson descartou o corpo dela em uma rua no bairro do IAPI, em sinal de desprezo pela mulher a quem disse amar. Para a psicóloga, a dificuldade em lidar com o fim dos relacionamentos é uma das frustrações masculinas geradas pela noção de poder.

“Todo final de relacionamento é um luto, é como se a gente estivesse perdendo uma pessoa, um ente querido para a morte, é como se fosse um falecimento. Na ruptura de uma relação, precisa também ser elaborado esse luto, porque a gente tem a perda da pessoa amada. Quando não é possível lidar com isso sozinho, é necessária a ajuda de um profissional”.

Masculinidade tóxica e o papel da mídia no ‘efeito dominó’

 

Homens que participam do Núcleo de Enfrentamento e Prevenção ao Feminicídio, da Prefeitura de Salvador — Foto: Bruno Concha/Prefeitura de Salvador

Homens que participam do Núcleo de Enfrentamento e Prevenção ao Feminicídio, da Prefeitura de Salvador — Foto: Bruno Concha/Prefeitura de Salvador

Imagine crescer e passar toda a adolescência e juventude tendo que reprimir as próprias emoções e sentimentos, para suprir a expectativa social de ter um comportamento viril e ser o grande provedor: antes de vitimar as mulheres, a masculinidade tóxica também destrói a humanidade dos homens.

“É interessante pensar na importância de validar os sentimentos das crianças. Por exemplo, dizer frases do tipo: ‘homem não chora’, ‘não foi nada, você é forte, você aguenta’. Essas são marcas da masculinidade tóxica. A gente precisa estar alerta para alguns comportamentos, expressões e frases que são repetidas no âmbito familiar, com crianças e com quem quer que seja”, pondera Niliane.

Com quatro feminicídios seguidos em quatro dias, a sensação de efeito dominó não é apenas uma impressão. Niliane Brito explica que a representação dos crimes contra mulheres na mídia pode gerar um comportamento de cascata.

“É importante noticiar as estatísticas, sim, noticiar o que está acontecendo verdadeiramente na nossa sociedade, mas algumas questões têm que se ter cuidado ao noticiar. Tem que ter cuidado ao colocar ênfase nos casos, porque pode ser um gerador de gatilho”.

 

“É importante que não se comunique em detalhes como foi cometido o crime, como é que se matou aquela mulher. Casos muito marcados pela mídia podem, sim, ser um impulsionador de outros casos, de novos casos, assim como suicídios, por exemplo”.

Transformando a violência

 

Núcleo de Enfrentamento e Prevenção ao Feminicídio, da Prefeitura de Salvador — Foto: Bruno Concha/Prefeitura de Salvador

Núcleo de Enfrentamento e Prevenção ao Feminicídio, da Prefeitura de Salvador — Foto: Bruno Concha/Prefeitura de Salvador

O crime de feminicídio raramente é o início da violência contra a mulher. O ciclo costuma começar pela violência psicológica, quando a vítima é humilhada, tem suas ações controladas, é constrangida e ameaçada. Ou ainda patrimonial, quando o homem limita ou gera prejuízos financeiros à vítima.

A explicação parece ser simples, mas a violência é tão intrínseca que muitos homens alegam não saber que as cometiam, até chegarem ao ponto de agredir as companheiras. Esses relatos estão presentes nas ações do Núcleo de Enfrentamento e Prevenção ao Feminicídio (NEF) de Salvador.

Sob os cuidados da Secretaria Municipal de Política para Mulheres, Infância e Juventude da prefeitura de Salvador, o projeto atende, desde 2001, homens sob medidas protetivas. Por determinação judicial, eles precisam cumprir um cronograma de encontros semanais por três meses, e são monitorados por um ano.

“Muitos dizem que se transformaram em um novo homem, que não sabiam que o que eles faziam era violência, porque os pais já agiam assim”.

 

“Eles cresceram ouvindo que o homem tem que ser viril, então não pode ser frouxo, ou seja, falas machistas estruturais que nós temos, mas que ao final eles começam a refletir isso de uma outra forma”, descreve a secretária da SPMJ, Fernanda Lordêlo.

O NEF já chegou ao 15º grupo de formação, sendo que três deles já foram totalmente concluídos e outros dois serão iniciados. Pelo menos 150 homens passaram por atendimento no grupo, e o índice de reincidência na violência doméstica e familiar foi de zero.

“Esses homens têm aulas com preceptores, formadores e facilitadores que são contatos nossos da Guarda Municipal, delegadas e profissionais, que dialogam com eles sobre masculinidade tóxica, comunicação não-violenta, alienação parental, cidadania e todos os aspectos relacionados a Direitos Humanos, que envolvem a questão da potencialidade relacionada à violência doméstica e familiar”.

Homens que participam do Núcleo de Enfrentamento e Prevenção ao Feminicídio, da Prefeitura de Salvador — Foto: Bruno Concha/Prefeitura de Salvador

Homens que participam do Núcleo de Enfrentamento e Prevenção ao Feminicídio, da Prefeitura de Salvador — Foto: Bruno Concha/Prefeitura de Salvador

O trabalho contra a reincidência começa com o combate à reatividade, porque quando chegam ao NEF os homens se sentem vítimas das mulheres que eles violentaram.

“No início é bem difícil, eles chegam bem reativos, culpabilizando as mulheres por estarem nesse espaço, mas com o tempo eles começam a refletir isso e já mudar bastante o discurso. Muitos não compreendem que o próprio NEF também é protetivo aos homens. Porque é uma reflexão da sua violência, antes dele se transformar num possível feminicida”.

“Quando ele reflete e faz essa autorresponsabilização do seu ato, ele passa a compreender que não se pode avançar na violência, sob pena de ele responder por um crime maior”.

 

Os encontros do NEF são parte de trocas de reflexões, e não funcionam como terapia. Apesar disso, o núcleo faz a orientação e direcionamento para os homens que expressem a necessidade desse tipo de atendimento, como explica a secretária Fernanda.

“Quando esse homem chega, ele tem esse atendimento pela assistente social, pela psicóloga, exatamente para que seja feito um uma escuta. Quando há efetiva necessidade de uma escuta mais individualizada, a equipe pode analisar com ele e orientá-lo. Nós fazemos o direcionamento para que façam esse acompanhamento terapêutico com esse homem, caso haja uma necessidade”.

Medidas protetivas e atuação das polícias Civil e Militar

 

Ronda Maria da Penha Salvador — Foto: Alberto Maraux/ SSP-BA

Ronda Maria da Penha Salvador — Foto: Alberto Maraux/ SSP-BA

O primeiro passo para que as mulheres sejam protegidas é buscar uma delegacia para registrar o crime. O principal empecilho são as ameaças sofridas ou mesmo a avaliação pessoal equivocada de que “não há necessidade” de fazer um boletim de ocorrência.

É só a partir do registro em delegacia que as mulheres podem ter a proteção do estado. Coordenadora da 3ª Delegacia de Homicídios, a delegada Pilly Dantas, explica como ocorre o processo.

“Desde o momento da ocorrência, é deslocada a equipe e iniciada a investigação. Com isso, é instaurado o inquérito policial. Durante o inquérito são coletadas todas as provas, são feitas as perícias, testemunhas são ouvidas e todas as provas são obtidas. Algumas vezes já há a prisão em flagrante, outras vezes é pedida a prisão temporária, que vai para apreciação do juiz, para deferir a prisão”.

Quando há prisão em flagrante, a polícia tem até 10 dias para concluir um inquérito. Nos outros casos, é possível concluir em 30 dias. Só então, esse inquérito é remetido ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), que avalia se há necessidade de outras investigações, para fazer a denúncia do investigado.

“Nos casos de violência doméstica, é comum que o agressor tenha esse tipo de relacionamento com todas as suas companheiras. Começa com o ciúmes excessivo, depois tem a agressividade. Não é via de regra, mas é um comportamento que se reitera”, complementou a delegada Pilly Dantas.

 

 Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), no bairro de Periperi, em Salvador para onde preso foi levado — Foto: Camila Oliveira/TV Bahia

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), no bairro de Periperi, em Salvador para onde preso foi levado — Foto: Camila Oliveira/TV Bahia

Com o registro de ocorrência, as vítimas podem pedir uma medida protetiva – um recurso essencial para ajudar a enfrentar o feminicídio. Esse pedido também pode ser feito pela Polícia Civil, caso a delegada ou o delegado avaliem a necessidade.

Os pedidos são avaliados pelo juizado das Varas de Violência Doméstica e Familiar. Depois que as medidas são deferidas, a proteção é assegurada pela Operação Ronda Maria da Penha, comandada pela major Tereza Raquel, da Polícia Militar. Atualmente, 610 mulheres são assistidas em Salvador.

“A gente atua fazendo visitas solidárias a essas mulheres. Nós vamos até o seu encontro, para verificar se essas medidas de fato estão sendo cumpridas, se estão sendo respeitadas pelo agressor”.

“Nós também atuamos fazendo a parte preventiva, porque entendemos que, enquanto rede de atendimento, precisamos oferecer uma reflexão, em relação à transformação social que nós queremos”, destaca a major Tereza Raquel.

 

Sede da Ronda Maria da Penha, em Salvador — Foto: Danutta Rodrigues

Sede da Ronda Maria da Penha, em Salvador — Foto: Danutta Rodrigues

De acordo com a major, o trabalho da Ronda Maria da Penha se estende através de rodas de conversas e oficinas, além de palestras que são ministradas em todos os ambientes aos quais a polícia é convidada, como escolas, igrejas e faculdades.

“Nós temos o projeto Ronda para Homens, que é uma palestra que é realizada e aplicada exclusivamente para homens, para esse processo da reflexão do seu comportamento, que muitas vezes ele não internaliza como uma violência, mas que ele precisa ser instado a pensar nas suas práticas”.

A Ronda Maria da Penha funciona todos os dias, de domingo a domingo. Além disso, as vítimas também podem buscar o atendimento da Polícia Militar pelo 190, caso haja alguma intercorrência antes ou depois da visita da operação.

“A nossa periodicidade está muito relacionada à necessidade da mulher, ou melhor, às investidas por ventura dos agressores. Mas para além dessa atividade também de visita, a gente faz acompanhamento oficial de justiça, o afastamento do homem do lar, ou a recondução da mulher ao lar dela, que são atividades também voltadas para esse suporte da mulher em situação de violência”.