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:: ‘Geral’

Jerônimo e Otto mobilizam cidades da região sisaleira do estado

Jerônimo e Otto mobilizam cidades da região sisaleira do estado

Foto: Divulgação

A Caravana do Time de Lula na Bahia mobilizou apoiadores entre carreatas e comícios em seis cidades pertencentes à região sisaleira da Bahia. O candidato a governador do Estado pelo PT, Jerônimo Rodrigues, ao lado do candidato ao Senado, Otto Alencar (PSD), e o governador Rui Costa (PT) visitaram as cidades de Retirolândia, Valente, São Domingos, Queimadas, Cansanção e Monte Santo.

 

“Bolsonaro tem dois candidatos na Bahia. Um é corajoso, reconheço. O outro é covarde, não vai nos debates, apoiou Bolsonaro, votou em Bolsonaro, ocupa todos os cargos da Bahia [no governo federal]. Ele e o grupo dele destruíram o país junto com Bolsonaro e agora ele diz que ‘tanto faz’. O povo quer Lula presidente. Sem essa de ‘tanto faz’”, discursou Rui em Monte Santo.

 

“Nós vamos trabalhar, suar e não vamos descansar até garantir mais emprego para as pessoas. Nós vamos continuar o trabalho desse time, que gosta de cuidar de gente. A marca do meu governo será a inclusão, nós vamos cuidar das pessoas. Eu farei tudo pela Bahia”, afirmou Jerônimo, ao agradecer a receptividade da população e as manifestações de apoio.

 

Já senador Otto Alencar afirmou que a eleição este ano é marcada por uma divisão muito clara. “De um lado é o presidente que não cuidou e não cumpriu suas obrigações. Do outro é o presidente Lula, que já fez tanto pelo Brasil e vai fazer ainda mais. Essa força do povo na Bahia e no Brasil vai trazer Lula de volta e eleger Jerônimo governador pelo bem do povo baiano e brasileiro”, afirmou Otto.

 

Nesta segunda-feira (19), Jerônimo participa de gravações para o seu programa eleitoral. Pela tarde, o petista participa de uma caminhada no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas e, à noite,  se encontro com evangélicos no seu comitê central, em Salvador.

Feira de Santana: Há 2 meses sem salários, terceirizados das escolas fazem nova manifestação

Feira de Santana: Há 2 meses sem salários, terceirizados das escolas fazem nova manifestação

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Trabalhadores terceirizados da Secretaria de Educação de Feira de Santana se reuniram para fazer mais uma manifestação, na manhã desta segunda-feira (19), para protestarem contra o atraso nos pagamentos dos salários, ticket alimentação e vale-transporte, que já dura dois meses, pela empresa responsável pelos contratos.

 

Na última segunda-feira (12), os trabalhadores terceirizados já haviam realizado uma manifestação em frente à empresa e a Secretaria de Educação para cobrar os pagamentos. Estão sem receber porteiros, vigilantes, serviços gerais e merendeiras.

 

De acordo com os terceirizados, a empresa contratante, Fundação ADM, alega que não tem dinheiro em caixa para realizar os pagamentos e culpa a Secretaria de Educação por não ter feito o repasse.

 

Segundo um trabalhador, que preferiu não se identificar por medo de represálias, além dos salários e benefícios atrasados, eles também denunciam desvio de função na carteira de trabalho.

 

“Exercemos a função como porteiros nas escolas e vigilantes, para os colegas da noite, mas na nossa carteira estamos como auxiliares de serviços gerais. Então essa é uma das nossas reivindicações, para que a gente possa exercer a função que foi estabelecida em contrato. Além disso, estão atrasados dois meses de ticket-alimentação, referente a agosto e setembro, estamos reivindicando fardamentos, assinatura de contrato e principalmente os nossos salários, que até hoje não recebemos nenhum centavo”, afirmou o trabalhador.

 

Ainda segundo o entrevistado, muitas famílias estão passando fome em casa, e os colegas têm feito vaquinhas para ajudar.

 

“São mães e pais de famílias aqui que estão lutando pelos seus direitos. Estamos no meio de um cabo de guerra entre a empresa e a Secretaria de Educação, um joga para um lado, outro joga para outro, mas quem sofre somos nós, estamos passando fome, contas atrasadas, filho chorando em casa, situações de saúde, estamos fazendo vaquinha para ajudar com nossos colegas, pessoas chorando, com o nível de estresse altíssimo, estamos nos desentendendo até entre nós mesmos porque a situação é complicada. Estamos em busca de resposta e não obtemos até hoje”, afirmou.

 

Ele disse que os funcionários já se reuniram com a Secretaria de Saúde, porém nada foi resolvido.

 

“Nós estávamos com a secretária de educação, Anaci Paim, e ela deu a voz dela, assinou papéis em nossa frente, a bendita nota, que era o motivo do erro para o dinheiro não ter caído, ela disse que solucionou o problema e que na sexta-feira, não seria na quinta por conta dos horários dos bancos, mas que na sexta-feira, esse pagamento estaria na conta. Hoje é segunda-feira e estamos aqui novamente na porta da empresa, estamos sendo feitos de palhaços indo para um lado e outro, e nada de dinheiro na nossa conta. A resposta que tivemos é que esta fatura não foi paga e que a empresa está sem recursos para fazer o pagamento”, relatou.

 

Procurada pela reportagem do Acorda Cidade, a Secretaria de Educação do Município repetiu a nota de esclarecimento enviada ao site na última quinta-feira (15), na qual afirma que o problema teria sido solucionado pela empresa terceirizada.

 

Confira o que diz o órgão público na íntegra:

“Nota de Esclarecimento

Na tarde desta quinta-feira (15), a empresa terceirizada responsável pela contratação dos profissionais de serviços gerais, que atuam nas escolas da Rede Municipal, sanou as pendências relacionadas à adequação de nota fiscal.

 

A instituição privada foi contratada mediante resultado de licitação pública para fornecer mão de obra terceirizada com a função de auxiliar de serviços gerais (diurno e noturno). Conforme previsto no contrato assinado com a Prefeitura, a empresa deve apresentar a cada mês a nota fiscal correspondente ao período e ao tipo de serviço executado para receber o pagamento.

 

A secretária de Educação, professora Anaci Paim, recebeu uma comitiva de funcionários para esclarecer a situação. Durante a reunião, os participantes entenderam que estão ligados diretamente à terceirizada.

 

Com resolução das pendências, os salários e benefícios trabalhistas dos funcionários serão ajustados pela empresa, que é a empregadora e responsável legal.”[fonte acorda cidade]

De Tchutchuca do Centrão a Gigolô de Caixão, o que prefere?

Jair Bolsonaro Congresso Aço Brasil 2022Jair Bolsonaro Congresso Aço Brasil 2022Foto: Fábio Vieira/Metrópoles
Primeiro, Bolsonaro usa os militares para promover seu showmício do 7 de setembro. Agora, usa a morte da rainha Elizabeth II para falar aos seus seguidores em Londres. E tudo pago com dinheiro público. Se isso não é abuso de poder econômico, afinal o que é?

De uma raposa da política com trânsito no governo, mas à medida em que as eleições se aproximam cada vez menos bolsonarista:

“Bolsonaro foi ao funeral de Elizabeth II para fazer comício em Londres, pago com dinheiro público. Levou de pastor a influencer na comitiva. Voltará tendo inaugurado um novo estilo de marketing eleitoral: gigolô de caixão.”

Não sei o que é pior: Gigolô de Caixão ou Tchutchuca do Centrão.

Pesquisa Ipec: Lula vai de 46% para 47% e Bolsonaro se mantém em 31%

atualizado 19/09/2022 21:34

Lula e Bolsonaro em arte com fundo vermelho e azulYanka Romão/Metrópoles
Pesquisa divulgada pelo Instituto Ipec nesta segunda-feira (19/9) mostra que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 47% das intenções de voto no primeiro turno das eleições, contra 31% de Jair Bolsonaro (PL).

O resultado do levantamento representa uma estabilidade entre os dois primeiros colocados em relação à última sondagem, divulgada em 12 de setembro. Antes, Lula aparecia com 46%, enquanto Bolsonaro tinha 31%.

Veja os resultados da pesquisa estimulada do 1° turno:

  • Lula (PT): 47% (46% na pesquisa anterior, de 9 de setembro)
  • Jair Bolsonaro (PL): 31% (31% na pesquisa anterior)
  • Ciro Gomes (PDT): 7% (7% na pesquisa anterior)
  • Simone Tebet (MDB): 5% (4% na pesquisa anterior)
  • Soraya Thronicke (União Brasil): 1% (1% na pesquisa anterior)
  • Felipe d’Avila (Novo): 0% (1% na pesquisa anterior)
    Vera (PSTU): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Constituinte Eymael (DC): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Léo Péricles (UP): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Padre Kelmon (PTB): 0% (não estava na pesquisa anterior)
  • Sofia Manzano (PCB): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Branco/nulo: 5% (6% na pesquisa anterior)
  • Não sabe/não respondeu: 4% (4% na pesquisa anterior)

O Ipec ouviu 3.008 pessoas, entre 17 e 18 de setembro, em 181 cidades brasileiras. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE com o número BR-00073/2022.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados nomes de candidatos, Lula tem 45% das intenções de voto. Bolsonaro, por sua vez, tem 29%. Veja:

  • Lula (PT): 45% (44% na pesquisa anterior, em 9 de setembro)
  • Bolsonaro (PL): 29% (30% na pesquisa anterior)
  • Ciro (PDT): 5% (4% na pesquisa anterior)
  • Tebet (MDB): 3% (2% na pesquisa anterior)
  • d’Avila (Novo): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Thronicke (União Brasil): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Constituinte Eymael (DC): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Sofia Manzano (PCB): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Léo Péricles (UP): 0% (não foi citado na pesquisa anterior)
  • Padre Kelmon (PTB): 0% (não foi citado na pesquisa anterior)
  • Vera (PSTU): não foi citada nesta pesquisa nem na anterior
  • Branco/nulo: 7% (7% na pesquisa anterior)
  • Não sabe/não respondeu: 11% (12% na pesquisa anterior)

2º turno

A pesquisa também apontou que Lula venceria Bolsonaro em eventual segundo turno.

Lula (PT): 54% (53% na pesquisa anterior, de 9 de setembro)
Bolsonaro (PL): 35% (36% na pesquisa anterior)

Votos válidos

O levantamento do Ipec ainda mostra que Lula lidera a disputa pelos votos válidos, que excluem os votos em branco e os nulos.

  • Lula (PT): 52% (51% na pesquisa anterior, de 9 de setembro)
  • Bolsonaro (PL): 34% (35% na pesquisa anterior)
  • Ciro (PDT): 7% (8% na pesquisa anterior)
  • Tebet (MDB): 5% (4% na pesquisa anterior)
  • Thronicke (União Brasil): 1% (1% na pesquisa anterior)

Presidente do Senado reúne líderes para viabilizar piso da enfermagem Projetos criam alternativas na esfera pública e privada para pagamento

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária semipresencial destinada à deliberação de medidas provisórias.

Na ordem do dia, a MP 1.109/2022 que institui relações trabalhistas alternativas e o Programa Emergencial deEm reunião com líderes do Senado na manhã desta segunda-feira (19), o presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) apresentou quatro projetos selecionados para tentar viabilizar o piso da enfermagem. A medida – que garantiria o pagamento de ao menos R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares de enfermagem e parteiras – foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sob o argumento que os congressistas não apontaram a fonte de recursos para custear os gastos.

Os senadores estimam que o impacto financeiro do aumento salarial será de, no máximo, de R$ 16 bilhões para os cofres públicos. Entre os projetos em análise, o PLP 44/22, de autoria do senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS), é apontado como alternativa mais imediata para tirar a lei do papel. O projeto autoriza estados e municípios a remanejarem recursos parados em fundos de saúde. Se aprovado, o projeto liberaria cerca de R$ 7 bilhões aos cofres públicos.

Vistos como solução no longo prazo, estão sendo estudados o PL 798/21, que reedita o programa de repatriamento de recursos; o PL 458/21, que trata da atualização patrimonial, além do PL 1417/21, que prevê auxílio financeiro emergencial para as santas casas e hospitais filantrópicos.

Para não atrasar muito a solução, propostas mais polêmicas e sem consenso, como a legalização dos jogos de azar e minirreformas tributárias não entrarão no debate. Outra preocupação é com os profissionais que atuam na iniciativa privada. Neste caso, a ideia é desonerar a folha de pagamento da categoria. A expectativa é de que Pacheco se encontre ainda hoje com o ministro da Economia, Paulo Guedes, com o ministro Ciro Nogueira (Casa Civil) e com Célio Faria (Secretaria de Governo) para discutir as propostas apresentadas. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também deve sentar com o presidente do Senado na tentativa de destravar o piso. Amanhã, Pacheco também deve se reunir com a presidente do STF, ministra Rosa Weber, para tratar do assunto.

Ainda durante a reunião, o líder da minoria na Casa, Jean Paul Prates (PT-RN) apresentou uma proposta para que as emendas de relator, as RP 9, sejam utilizadas para custear o piso para os servidores municipais e estaduais da categoria. Na avaliação de Prates, a medida é a solução mais rápida para o impasse.

Criança de três anos morre após ser atacada por cão da raça pitbull no sudoeste da Bahia Caso ocorreu nesta segunda-feira (19) no município de Jequié.

Caso ocorreu em Jequié, no sudoeste da Bahia — Foto: TV Sudoeste

Caso ocorreu em Jequié, no sudoeste da Bahia — Foto: TV Sudoeste

Um menino de três anos morreu após ser atacada por um cachorro da raça pitbull, na manhã desta segunda-feira (19), em Jequié, no sudoeste da Bahia. O caso ocorreu na Rua Manelito Rebouças, no bairro Mandacaru.

Inicialmente, a Polícia Militar afirmou que tratava-se de uma menina. A informação foi corrigida pela Polícia Civil. O garoto foi identificado como Guilherme Santos Sena.

Agentes do 19º Batalhão da Polícia Militar (BPM) foram acionados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestava atendimento à criança. Ainda de acordo a PM, a vítima não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada no local. A área foi isolada para a realização de perícia e remoção do corpo.

De acordo com a Polícia Civil, testemunhas contaram que o animal atacou a vítima com mordidas no pescoço e cabeça, quando a criança abriu a porta da cozinha da casa que dava acesso ao quintal, local onde o animal estava solto.

Com autorização da família, os militares neutralizaram o cachorro, que foi morto na ação. A morte de Guilherme será investigada pela 1ª Delegacia Territorial de Jequié [fonte g.1]

Ônibus que despencou de viaduto na BR-324 é removido e trânsito volta a fluir

Ônibus que despencou de viaduto na BR-324 é removido e trânsito volta a fluir

Foto: Reprodução / TV Bahia

O ônibus que despencou de um viaduto na BR-324, na região do bairro Porto Seco Pirajá, na capital baiana, no início da manhã desta segunda-feira (19)  já foi removido pela ViaBahia, concessionária que administra a rodovia, com o apoio da Superintendência de Transito de Salvador (Transalvador). Na queda, o ônibus destruiu parte de um canteiro central da BR-324. Nenhum outro veículo foi atingido. 

 

De acordo com a ViaBahia, os agentes conseguiram tirar o ônibus por volta das 14h30, quando o trânsito voltou a fluir com normalidade.

 

No momento do acidente, o motorista Josenilton de Jesus dos Santos estava acompanhado de outro rodoviário, quando perdeu o controle da direção e atingiu a mureta de proteção do viaduto, antes de despencar. A frente do coletivo ficou colada ao chão e o transporte ficou na vertical.

Lula sobre apoio de ex-adversários: “Vontade de recuperar a democracia” Ex-candidatos à Presidência do União Brasil, Cidadania, Rede, PSol e PCdoB declararam nesta segunda (19/9) apoio à candidatura petista

Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (Psol), Cristovam Buarque (Cidadania), Luciana Genro (Psol), Lula (PT), João Vicente Goulart (PCdoB) e Henrique Meirelles (União Brasil)Fábio Vieira/Metrópoles
São Paulo – Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu na manhã desta segunda-feira (19/9) apoio de ex-candidatos à Presidência dos partidos União Brasil, Cidadania, Rede, PSol e PCdoB. O ex-presidente se reuniu em São Paulo com Henrique Meirelles (União Brasil), Cristovam Buarque (Cidadania), Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (PSol), Luciana Genro (PSol) e João Vicente Goulart (PCdoB).

Esses políticos foram adversários de Lula, Fernando Haddad (PT) e Dilma Rousseff (PT) em eleições presidenciais anteriores. O alinhamento é mais um esforço da campanha petista para construir uma frente ampla pelo voto útil já no primeiro turno.

“Um dia alegre porque essa reunião simboliza a vontade que as pessoas têm de recuperar a democracia no nosso País. E todo mundo sabe que a democracia não é um pacto de silêncio”, disse Lula. “A democracia é a sociedade se movimentando dia e noite na perspectiva de conquistar melhores condições de vida para o povo brasileiro”, completou.

Reunião com ex-candidatos

Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice nessas eleições e a presidente em 2006 e 2018, e Fernando Haddad (PT), que concorreu ao Planalto em 2018 e, atualmente, disputa o cargo de governador em SP, também participaram do encontro no Hotel Gran Mercure, localizando no bairro Ibirapuera, região nobre de São Paulo.

Guilherme Boulos (PSol), que foi candidato à Presidência em 2018 e agora disputa uma vaga de deputado federal por São Paulo, já tinha se juntado à equipe de Lula e, atualmente, é coordenador da campanha do petista em São Paulo. Colega de partido de Boulos, Luciana Genro também manifestou seu apoio na manhã desta segunda-feira (19/9).[fonte metrópole]

Bolsonaro cortou 90% da verba de combate à violência contra a mulher

Agência BrasilO presidente Jair Bolsonaro (PL) cortou em 90% a verba disponível para ações de enfrentamento à violência contra a mulher durante sua gestão. O dinheiro destinado ao Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos para proteção das mulheres caiu de R$ 100,7 milhões, em 2020 —primeiro Orçamento inteiramente elaborado por Bolsonaro—, para R$ 30,6 milhões no ano passado. Neste ano, sobraram apenas R$ 9,1 milhões, de acordo com dados da pasta.

Para 2023, o governo enviou ao Congresso uma proposta de Orçamento que prevê uma leve recuperação dos recursos, atingindo R$ 17,2 milhões. Na comparação com 2020, no entanto, ainda há uma queda acentuada (83%). Essa verba é usada nas unidades da Casa da Mulher Brasileira e de Centros de Atendimento às Mulheres, que atendem vítimas de violência doméstica, com serviços de saúde e assistência. Além disso, tem o objetivo de financiar programas e campanhas de combate a esse tipo de crime.

Num esforço de tentar reduzir a rejeição do presidente no eleitorado feminino, a campanha de Bolsonaro tem dado destaque a ações do presidente nesta área –como a sanção de leis de interesse do público feminino. Em materiais de campanha, Bolsonaro também tem prometido que vai ampliar os recursos para enfrentar a violência contra mulheres, caso ele seja reeleito. A proposta orçamentária reflete essa promessa, embora os valores ainda sejam distantes da verba destinada a essas ações no início do governo.

Além disso, as restrições de recursos presentes no projeto de Orçamento indicam que, no próximo ano, pode haver paralisação do serviço Ligue 180 —canal de denúncias de violência doméstica. A proposta prevê apenas R$ 3 milhões para a Central de Atendimento à Mulher. Em média, são necessários R$ 30 milhões por ano para esse canal, que funciona 24 horas por dia e em 16 países, além do Brasil.

O Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos justifica a redução de recursos com o argumento de que adota políticas transversais (que englobam diversas áreas). Por isso, afirma a pasta, ações setoriais como de igualdade racial também beneficiam mulheres. No entanto, iniciativas da pasta, como promoção da igualdade racial, fortalecimento da primeira infância e educação em direitos humanos, já existiam desde o início do governo e mantiveram um patamar de próximo de R$ 2 milhões para cada área.

 

“O governo federal acredita que promove e articula políticas públicas universais de direitos humanos, com especial atenção às mulheres”, disse a pasta.Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre março de 2020, início da pandemia no país, e dezembro de 2021, foram registrados 2.451 casos de feminicídios e 100.398 de estupro e estupro de vulnerável com vítimas do gênero feminino.

 

O Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) ressalta que, no caso das Casas da Mulher Brasileira, que fazem o atendimento às vítimas, o corte na verba pode prejudicar o acompanhamento dado às mulheres, que muitas vezes precisam ser afastadas do seu agressor. “Deveria ser investido mais recursos para que se reduza a violência e também para que as vítimas sejam atendidas. Essa política foi rapidamente desmontada nesse governo”, disse Carmela Zigoni, assessora política do Inesc.

 

“O Bolsonaro vem tentando disputar o voto feminino, mas o machismo dele não é só no gesto, nas palavras, mas também nas prioridades orçamentárias do seu governo”, disse a deputada federal e líder do Psol na Câmara, Sâmia Bomfim (SP). O partido fez um estudo do histórico das políticas para mulheres e concluiu que Bolsonaro foi o primeiro presidente a “não propor um programa específico que explicite o combate à violência contra a mulher” –os recursos para essa finalidade foram unificados ao programa de promoção e defesa de direitos humanos para todos.

Procurado, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre o corte nos recursos para as medidas de enfrentamento à violência doméstica. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, tem ganhado cada vez mais protagonismo na campanha para tentar melhorar a imagem do presidente no público feminino.

 

A ideia é tentar minimizar a imagem machista do presidente dando voz a Michelle, que desde a convenção para oficializar a candidatura à reeleição faz discursos com apelo religioso e troca demonstrações de carinho com o marido. Mas, no discurso, em Brasília, durante o 7 de setembro, o presidente, em cima de carros de som, pediu voto, reforçou discurso conservador e deu destaque a Michelle, com declarações de tom machista.

 

Em peça publicitária da campanha, o PL apresentou feitos de Bolsonaro às mulheres em seu mandato, como a sanção das leis Mariana Ferrer (que proíbe que vítimas de crimes sexuais e testemunhas sejam constrangidas durante audiências e julgamentos) e da violência psicológica. Mas essas iniciativas foram propostas pelo Congresso –coube ao presidente apenas sancionar (confirmando a proposta do Legislativo).

 

“Se para alguns parece estranho que Jair tenha feito tanta coisa pela proteção das mulheres é porque não conhecem o presidente”, disse Michelle em vídeo produzido na corrida eleitoral. A locutora do vídeo também tenta suavizar a do presidente imagem ao dizer que “não é com discurso que o Jair demonstra respeito com as mulheres, é com realizações”.

Reinauguração de 8 barragens na região do bezerro o trabalho não para prefeitura municipal de poções/ba