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Explosão do coronavírus | Bahia registra 4.113 novos casos nas últimas 24 horas

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 4.113 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,8%) e 3.710 recuperados (+0,7%). Dos 523.068 casos confirmados desde o início da pandemia, 505.398 já são considerados recuperados e 8.127 encontram-se ativos. A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível no Business Intelligence.

Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da Covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (22,35%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (10.586,47), Muniz Ferreira (8.690,38), Conceição do Coité (8.569,03), Itabuna (8.234,10) e Jucuruçu (8.174,45).

boletim epidemiológico contabiliza ainda 927.920 casos descartados e 130.682 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta quinta-feira (14).

Na Bahia, 38.227 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

Óbitos

O boletim epidemiológico desta quinta-feira (14) contabiliza 31 óbitos que ocorreram em diversas datas. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 9.543, representando uma letalidade de 1,82%. Dentre os óbitos, 56,52% ocorreram no sexo masculino e 43,48% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 55,11% corresponderam a parda, seguidos por branca com 19,26%, preta com 14,69%, amarela com 0,65%, indígena com 0,13% e não há informação em 10,16% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 70,94%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (73,68%)

Luto em Planalto: Morre Thiago Sampaio, vítima de um grave acidente na BR-116

Foto: Rede Social

É com pesar, que o Blog Plantão Planalto vem a púbico, comunicar o falecimento do jovem Thiago Sampaio, de apenas 26 anos, vítima de um grave acidente ocorrido na tarde desta quinta-feira (14), na BR-116, em Planalto. Informações obtidas pela nossa reportagem, dão conta que a vítima é natural de Planalto. O incidente o qual vitimou o mesmo, envolveu uma caminhonete Hilux e uma motocicleta.

Com o impacto, Thiago foi lançado ao solo e não resistiu aos graves ferimentos e veio a óbito no local. Uma equipe de resgate da Via Bahia esteve no local mas constatou o óbito.

A Polícia Rodoviária Federal está no local e registrou a ocorrência. As verdadeiras causas do acidente serão investigadas.

O motorista da caminhonete, que não teve a identidade revelada, foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Nilton Ferreira dos Santos. O estado clínico do mesmo não foi informada.

O corpo será removido pela Polícia Técnica até ao Instituto Médico Legal em Vitória da Conquista, cidade que fica a 48km de Planalto.

Produção industrial baiana cresce 4,9% e lidera o país em novembro

Foto: Elói Corrêa/GOVBA

Em novembro de 2020, a produção industrial (de transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, cresceu 4,9% frente ao mês imediatamente anterior, a taxa mais acentuada entre os 15 locais pesquisados pelo IBGE. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou crescimento de 1%. As informações, divulgadas nesta quinta-feira (14), fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sistematizadas e analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).

 

“Esse resultado reflete a retomada mais forte do setor industrial da Bahia após interrupções nas atividades por conta dos efeitos causados pela pandemia da Covid-19. Lideramos o país em novembro com este crescimento de 4,9%, que foi, inclusive, acima do índice nacional de 1,2%, nesta mesma base de comparação”, ressalta o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.

 

No acumulado do ano, devido às consequências da pandemia do Coronavírus, a indústria baiana registrou queda de 6,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O indicador no acumulado dos últimos 12 meses apresentou redução de 5,9%, frente ao mesmo período anterior.

 

No confronto de novembro de 2020 com igual mês do ano anterior, a indústria baiana apresentou crescimento de 1%, com seis das 12 atividades pesquisadas, assinalando aumento da produção. A principal contribuição positiva foi de Produtos químicos (67,3%), influenciada, principalmente, pela maior fabricação de etileno não saturado, polietileno linear, propeno não saturado e princípios ativos para herbicidas. Outros setores que apresentaram resultados positivos foram: Celulose, papel e produtos de papel (7,2%), Derivados de petróleo (1,1%), Bebidas (12,6%), Couro, artigos para viagem e calçados (3,1%) e Produtos minerais não metálicos (3,3%).

Prefeito de Salvador anuncia início da vacinação da Covid-19 para 10h de 20 de janeiro Prefeitos de cidades brasileiras participaram de reunião com ministro da Saúde, nesta quinta-feira (14). Anvisa apreciará pedidos das vacinas no domingo e depois disso será iniciada distribuição para estados.

Bruno Reis anunciou início da vacinação contra a Covid-19, em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia

Bruno Reis anunciou início da vacinação contra a Covid-19, em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, anunciou no início da tarde desta quinta-feira (14) que a vacinação contra a Covid-19 na capital baiana deverá ser iniciada ás 10h de 20 de janeiro. O anúncio foi feito após reunião de prefeitos de todo o Brasil com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

plano de imunização em Salvador terá quatro etapas. Na primeira, o público alvo é composto por:

  • Trabalhadores da Saúde;
  • População idosa com 75 anos ou mais;
  • Pessoas com 60 anos ou mais, que vivem em instituições de longa permanência, asilos ou instituições psiquiátricas;
  • Indígenas, aldeados, povos de comunidades ribeirinhas.

 

Bruno Reis detalhou que, no domingo (17), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apreciará os pedidos das vacinas. Depois disso, o Ministério da Saúde iniciará a distribuição para os estados.

Ainda de acordo com o prefeito, o ministro informou que tem oito milhões de doses disponíveis. Após aprovações da Anvisa, as doses serão divididas proporcionalmente aos estados que, por sua vez, também farão a divisão proporcional a cada município.

“Inicialmente, são oito milhões de doses, que serão distribuídas para os estados na proporção do público prioritário de cada local. Salvador, como tem naturalmente 572 mil pessoas componentes desse público, receberia as doses nessa proporção. A cidade está preparada e nossa expectativa é iniciar a vacinação, já no dia 20, com a primeira dose disponibilizada”.

O prefeito detalhou que a capital pode aplicar 100 mil doses por dia e que tem material para a vacinação, assim como os locais de armazenamento.

“Temos a capacidade para atender universo de 100 mil pessoas por dia. Dispomos dos freezers, veículos para distribuição nas unidades de saúde, além de mais de um milhão de seringas e agulhas para aplicação”, afirmou Bruno Reis.

Deputado Fabrício condena decisão do Banco Brasil que pretende demitir cerca de cinco mil trabalhadores

O Deputado Estadual Fabrício Falcão (PCdoB) se posicionou contrário ao Programa de Reestruturação do Banco do Brasil, anunciado no início desta semana. Está previsto o fechamento de 361 agências, além da execução de um programa de demissão voluntária que afetará cerca de cinco mil funcionários da instituição.

Segundo o parlamentar, o Governo Bolsonaro vem tentando passar uma falsa ideia de sucateamento das instituições públicas para justificar a privatização de empresas estatais. Para Fabrício, o pacote que reúne fechamento de agências, cortes salariais e demissões de funcionários é mais um golpe duro na economia de municípios baianos e na renda de muitos comerciantes locais. Na região Sudoeste da Bahia, as unidades de Encruzilhada e Tremedal serão afetadas.

 

Para o deputado, o Estado deveria assumir um papel central de estímulo e defesa da economia no contexto de crise, aprofundada ainda pela pandemia. “Vemos o contrário. O atual presidente coloca em prática uma política negacionista que botou o país no final da fila da vacina e ainda ataca os trabalhadores com decisões como essa do Banco do Brasil. Vivemos um momento, realmente, muito crítico no país, agravado pela falta de comando. Mas não vamos desanimar, a luta pelo Brasil continua”, afirmou o parlamentar.

 

MUNICÍPIOS PEDEM A ALBA RECONHECIMENTO DE CALAMIDADE PÚBLICA POR CONTA DA PANDEMIA

Nos últimos dias, quarenta municípios baianos pediram à Assembleia Legislativa reconhecimento de calamidade pública em função da pandemia do coronavírus. Os requerimentos, endereçados ao presidente Nelson Leal (PP), foram publicados nas edições do Diário Oficial da sexta-feira (9), terça-feira (12) e quarta-feira (13).
O reconhecimento de calamidade pública pelo Legislativo está previsto no Art. 65 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O dispositivo abranda os limites da lei, ao suspender contagem de prazos, dispensar atingimento de metas fiscais, assim como limites e condições na contratação de operação de crédito e recebimento de transferências voluntárias de recursos de outros entes federativos.
No sábado, foram nove os municípios que tiveram seus requerimentos publicados, todos ressaltando o apoio da deputada Ivana Bastos (PSD): Iuiú, Novo Horizonte, Jussiape, Lençóis, Serra do Ramalho, Palmas de Monte Alto, Botuporã, Feira da Mata e Matina.
O Diário Oficial de terça-feira trouxe mais 25 municípios na mesma situação, muitos dos quais citando Ivana e os deputados Eduardo Salles (PP), Alan Castro (PSD) e Alan Sanches (DEM). Outros seis pedidos foram registrados no Diário desta quarta-feira, um deles, de Candiba, enviado também aos cuidados de Ivana Bastos. Os ofícios trazem datas entre 4 e 12 deste mês, com exceção do encaminhado por Simões Filho, lavrado em 23 de dezembro do ano passado.
PRUDÊNCIA
O prefeito de Barro Preto, Juraci Dias de Jesus, lembra, na comunicação ao Legislativo, a decisão “proferida pelo excelso ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowsky, nos autos da Ação Cautelar Direta de Inconstitucionalidade 6625, prorrogando o estado de calamidade pública em todo o território nacional até a OMS ou o Governo Federal confirmarem o fim da pandemia”.
A ação, ajuizada pela Rede Sustentabilidade, visava a manutenção dos efeitos da Lei Federal 13.979/20, que se extinguia, no último dia do ano passado, para garantir a continuidade de medidas profiláticas e terapêuticas necessárias ao enfrentamento da pandemia. A decisão de Lewandowsky tem efeito cautelar e deve ser apreciada pelo plenário da Corte. Ao analisar a cautelar, o ministro Ricardo Lewandowski observou que, “por prudência, as medidas excepcionais previstas na Lei 13.979/2020 devem continuar, por enquanto, a integrar o arsenal das autoridades sanitárias para combater a pandemia”.
Reinaldo Teixeira Braga Filho, prefeito de Xique-Xique, destacou “a limitação de recursos e crescente necessidade de mais investimentos na prevenção, controle e combate da infestação da Covid-19 na população, levando a um profundo desequilíbrio das contas públicas”. Nesta mesa linha, Gilmadson Cruz de Melo, de Ibicoara, ressalta “que a pandemia internacional ocasionada pela infecção humana pelo coronavírus apresenta impactos que transcendem a saúde pública e afetam a economia como um todo”.
“O município de Sitio do Mato, por meio dos decretos de números 676/2020, 677/2020 e 678/2020, adotou medidas que resultaram no fechamento do comércio não essencial, suspensão das aulas nas redes pública e privada além de decretar estado de calamidade pública através do Decreto no 688/2020, visto que a rede de Saúde deste município não possui suporte e condições de atender a um eventual e iminente surto de Covid-19”, definiu o prefeito Cassio Guimarães Cursino. As iniciativas e dificuldades relatadas por Cursino estão presentes na preocupação de grande parte das comunicações dos gestores municipais, como Jorge Rogério Costa Souza, de Apuarema.
DIZIMAÇÃO
O prefeito de Simões Filho, Diógenes Tolentino de Oliveira, lembrou que passados aproximadamente 12 meses desde que a OMS reconheceu que a Covid-19 se tratava de uma pandemia, “não apenas os efeitos da doença, bem como a própria doença permanecem presentes em nosso cotidiano, já tendo dizimado 188.285 vidas (dados de 23 de dezembro) apenas no Brasil, exigindo a manutenção das medidas assistenciais de urgência, frente a uma realidade econômica e social ainda mais defasada que no período anterior à pandemia”.
Antônio Elinaldo Araújo da Silva, prefeito de Camaçari, citou a segunda onda da Covid-19 como fator importante para a renovação do estado de calamidade pública no município. “O Brasil, assim como as demais nações, vem experimentando aquilo que se convencionou denominar de segunda onda da pandemia da Covid-19, caracterizada por um aumento expressivo dos números de infecção, internamentos e óbitos em razão da Sars-CoV2 e suas mutações recém-constatadas”, declarou, acrescentando que o enfrentamento ao estágio atual de proliferação da doença “vem demandando significativos incrementos nos gastos direcionados ao sistema de saúde pública, bem assim no âmbito da assistência social, ao passo que as restrições à circulação das pessoas vêm afetando a economia”.
A prefeita de Ipiaú, Maria das Graças Mendonça, ressaltou que o “município vem adotando todas as medidas possíveis, em razão da necessidade urgente de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública, a fim de evitar a disseminação da doença, tendo como objetivo a proteção da população local”.
Eunice Barreto Soares Peixoto, de Nazaré, ressalta o “aumento de infecções em todos os estados e crescente ocupação de leitos clínicos e de UTIs”. O prefeito de Terra Nova, Eder São Pedro Menezes, por sua vez, diz que a rede de saúde no município não dispõe de suporte e condições de atender a um novo e iminente surto”.
Além da necessidade de gastos extras, as cidades veem a arrecadação encolher, como explica o prefeito de Paraí do Norte, Ulysses Araújo de Menezes Veiga. “A adoção de todas essas medidas preventivas, pautadas no isolamento social direcionado ao bloqueio da disseminação do vírus, nos âmbitos federal, estadual e municipal, trazem como consequência intrínseca e inevitável o desaquecimento das atividades produtivas e comerciais, com estimativa de redução do Produto Interno Bruto mundial em 2020 de aproximadamente 2%”, disse, concluindo que “tem se instalado cenário de forte diminuição na arrecadação municipal, sobretudo encolhimento dos repasses constitucionais oriundos do ICMS e FPM, dentre outros. Ademais, as receitas próprias do município são ínfimas, possuindo parte pouco significativa no orçamento”.
O prefeito de Conceição do Almeida, Adailton Campos Sobral, citou o vasto território do município e a vizinhança com a BR-101 como complicadores para conter a contaminação dos habitantes. As outras localidades que requereram o reconhecimento do estado de calamidade foram Palmeira, Barra da Estiva, Ponto Novo, Piritiba, Marcionílio Souza, Bonito, Gentio do Ouro, Nazaré, Rio do Pires, Itaguaçu da Bahia, Maragogipe, Lagedo do Tabocal, Ubaitaba, Tanque Novo, Canápolis, Candiba, Aratuípe e Inhambupe.

Secretaria de Educação da Bahia faz novo pedido de adiamento do Enem ao Inep

Secretaria de Educação da Bahia faz novo pedido de adiamento do Enem ao Inep

Jerônimo Rodrigues é o titular da SEC | Foto: Camila Souza/GOVBA

A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) fez um novo pedido de adiamento da aplicação da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta quarta-feira (14) a pasta enviou um ofício ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC) e responsável pelo exame.

O documento foi assinado pelo secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues. “A reiteração deste pedido se baseia no direito à vida, visto como paradigma técnico para as operações que envolvem escolas, governos, famílias e formação de pessoas. Por isso mesmo qualquer ato, evento ou episódio deve ser levado em conta esse direito essencial”, diz trecho do documento.

Entre os argumentos citados pela SEC no pedido está o aumento do risco de contaminação pela Covid-19 levando em conta o deslocamento de estudantes de mais de 256 municípios, do total de 417 municípios da Bahia, para os 161 onde serão aplicadas as provas.

 

A secretaria ainda cita o contato entre participantes nos minutos que antecedem o início das provas; as salas que terão um número de estudantes que não vai permitir o distanciamento necessário; associada ao receio de contaminação das diversas famílias  e estudantes.

Bahia registra 3.094 casos de Covid-19 nas últimas 24h; total passa de 518 mil e mortes chegam a 9.512 Ainda nas últimas 24 horas houve um crescimento de 0,6% no número de casos positivos. Ocupação de leitos de UTI no estado alcança a taxa de 72%, conforme conta no boletim da Sesab desta quarta-feira (13).

Bahia registra 3.094 casos de Covid-19 nas últimas 24h — Foto: Reprodução/TV Bahia

Bahia registra 3.094 casos de Covid-19 nas últimas 24h — Foto: Reprodução/TV Bahia

A Bahia registrou 3.094 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com as informações divulgadas pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) na tarde desta quarta-feira (13).

Segundo dados do boletim, 32 mortes foram registradas em datas diversas. O estado contabiliza 518.955 pessoas atingidas pela doença e 9.512 mortes desde o início da pandemia, o que representa uma letalidade de 1,83%. Do total de casos, 501.688 já são considerados recuperados e 7.755 encontram-se ativos.

Nas últimas 24 horas houve um crescimento de 0,6% no número de casos positivos, assim como foi contabilizado um aumento de 0,4% de pacientes recuperados da doença.

Salvador é a cidade onde há o maior número de casos proporcionais de pessoas atingidas pela doença: 22,35% do total. Dentre os municípios com maior incidência por 100 mil habitantes, as cidades que registram o maior coeficiente são Ibirataia (10.573,41), Muniz Ferreira (8.676,91), Conceição do Coité (8.558,52), Itabuna (8.178,29) e Jucuruçu (8.174,45).

De acordo com a Sesab, o boletim epidemiológico contabiliza ainda 907.587 casos descartados e 123.404 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h desta quarta-feira.

As informações detalhadas no boletim podem ser acessadas no site da secretaria e também em uma plataforma disponibilizada pelo órgão na internet . Segundo o mesmo documento, 37.811 profissionais da Saúde testaram positivo para a Covid-19 em todo o estado.

Mortes por raça, cor e sexo

 

Dentre os óbitos registrados na Bahia, 56,51% ocorreram no sexo masculino e 43,49% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 55,10% corresponderam a parda, seguidos por branca com 19,27%, preta com 14,66%, amarela com 0,65%, indígena com 0,13% e não há informação em 10,20% dos óbitos.

O percentual de casos com comorbidade foi de 70,91%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (73,65%).

Número de leitos

 

Dos 2.036 leitos disponíveis no estado, 1.259 estão ocupados, o que representa uma ocupação geral de 62%.

Do total de leitos na Bahia, 984 são para atendimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto e, neles, a ocupação é de 72% (712). A ocupação nos leitos de UTI pediátrica é de 63%, com 22 das 35 unidades ocupadas.

Já as unidades de enfermaria adulto estão com 51% da ocupação (497 leitos ocupados) e a pediátrica, com 60% (28 leitos ocupados).

Em Salvador, 68% dos leitos de UTI adulto estão ocupados e 63% das UTIs pediátricas encontram-se em uso. As enfermarias na capital baiana registram uma ocupação de 67% para adulto e 65% para pacientes da pediatria.

Bahia tem safra recorde confirmada de 10 milhões de toneladas de grãos em 2020

Foto: Divulgação/Aiba

O décimo segundo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), relativo a dezembro do ano passado, confirmou a produção baiana de 10 milhões de toneladas (ton.) de cereais, oleaginosas e leguminosas em 2020, o que representou uma expansão de 21,5% na comparação com 2019. O LSPA, divulgado nesta quarta-feira (13), é realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sistematizado e analisado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan). As áreas plantada e colhida ficaram projetadas em 3,1 milhões de hectares (ha), o que corresponde, nas projeções do IBGE, a uma ligeira retração de 0,4% na comparação interanual. Dessa forma, a produtividade média dos grãos estimada é de 3,2 ton./ha, cerca de 21,9% superior à do ano passado.

“Este foi o melhor resultado da série histórica da pesquisa, mesmo num ano marcado pela pandemia do Coronavírus, com destaque para a soja, milho, cana-de-açúcar, cacau e café. Portanto, esta expansão recorde comprova a eficiência das políticas públicas do Governo do Estado de estímulo à produção agrícola na Bahia”, ressalta o secretário estadual do planejamento, Walter Pinheiro.

A soja ficou estimada em cerca 6,1 milhões de ton., a segunda maior da série histórica do levantamento – inferior apenas à de 2018 (6,2 milhões de ton.). Com isso, houve expansão de 14,3% em relação ao volume produzido em 2019, com área colhida de 1,6 milhão de ha (2,6% acima da safra anterior) e rendimento médio de 3,8 ton./ha (11,5% maior que 2019).

A safra de milho encerrou o ciclo com 2,6 milhões de ton., alta de 49,3% em relação a 2019, em 624 mil ha plantados. A primeira safra do cereal foi responsável por 1,8 milhão de ton. (31,8% acima de 2019) em 363,5 mil ha. Por sua vez, a estimativa da segunda safra ficou em 800 mil ton. com expressiva alta interanual (135,5%) em 260 mil hectares colhidos.

A produção total de feijão ficou mantida em 290 mil ton., mesmo patamar de 2019. A área colhida totalizou 424 mil ha (8,8% inferior a 2019). A primeira safra de 135,9 mil ton. teve recuo de 21,4% em relação ao ano anterior. A contribuição da segunda safra foi de 154,2 mil ton., alta de 31,1% na comparação anual.

Para a lavoura da cana-de-açúcar, o IBGE manteve projeção de 5,1 milhões de ton., alta de 22,4% em relação à safra anterior. A estimativa de cacau ficou mantida em 118 mil ton., alta de 12,4% na comparação com 2019.

A produção total de café ficou estimada em 246 mil ton. este ano, um crescimento de 36,3% na comparação anual. A safra do tipo arábica ficou projetada em 120,5 mil ton., variação anual de 66,4%; e a do canéfora, em 125,5 mil ton., correspondendo a uma expansão de 16,1% na comparação com 2019. Por sua vez, as lavouras de banana, laranja e uva mantiveram, respectivamente, recuo de 18,3%, 0,7% e 38,8% em relação à safra anterior.

A produção de algodão (caroço e pluma) ficou mantida em torno de 1,48 milhão de ton., um patamar próximo ao da safra anterior (1,5 milhão de ton.). A área colhida de 315 mil ha teve recuo de 5,1% na mesma base de comparação.

As projeções ainda indicam uma produção de 963 mil ton. de mandioca, mantendo-se estável em relação à safra anterior. A previsão para cebola é de alta de 3,9% em relação à colheita anterior, totalizando 302,4 mil toneladas. A estimativa para o tomate, no entanto, ficou em 241,2 mil ton., que corresponde a uma retração de 12,5% sobre a safra 2019.

Volume de Serviços na Bahia avançou 1,2% em novembro de 2020

Camila Souza/GOVBA

O volume de Serviços avançou 1,2% na Bahia em novembro, em comparação com o mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (13), através da Pesquisa Mensal de Serviços, realizada pelo IBGE e sistematizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).

Segundo o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro, “essa foi a quarta variação positiva consecutiva, acumulando um ganho em torno de 24% no período. É importante destacar que o período entre os meses de agosto e novembro foi marcado pela retomada gradual de algumas atividades, tais como movimentação de passageiros nos transportes públicos urbanos, intermunicipais e nos aeroportos, funcionamento de serviços públicos e meios de hospedagem, colaborando para a manutenção da tendência de recuperação do setor”.

Devido aos impactos da pandemia do coronavírus, o volume de serviços retraiu 4,1% em relação ao mesmo mês do ano de 2019. As atividades de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio avançaram 3,1%. Quatro das cinco atividades puxaram o volume de serviços para baixo, com destaque, por ordem de magnitude, às atividades de Serviços prestados às famílias (-25,7%), seguido por Serviços de informação e comunicação (-6,1%), Outros serviços (-5,2%), Serviços profissionais, administrativos e complementares (-2,6%).

No resultado acumulado do ano, o volume retraiu 16%, em relação ao mesmo período de 2019. O volume no acumulado dos últimos 12 meses revelou retração de 15% em relação ao mesmo período do ano de 2019. A receita nominal de serviços cresceu 2,4% em comparação ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, e retraiu 3,5%, em relação ao mesmo mês do ano de 2019.

Atividades turísticas

Em novembro de 2020, o índice de atividades turísticas cresceu 11,8% na Bahia, frente a outubro, resultado que colocou o estado na liderança nacional, ao lado de Pernambuco. Em relação à receita nominal, a Bahia registrou a segunda maior variação positiva (10,7%), juntamente com Goiás (10,7%).

No volume das atividades turísticas, quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, a Bahia caiu 25%. Em relação à receita nominal, nesta mesma base de comparação, a Bahia apontou variação negativa de 28,2%. No indicador acumulado do ano, o agregado especial de atividades turísticas caiu 40,5% na receita e 39,6% no volume. No indicador acumulado dos últimos doze meses o volume retraiu 35,7%, frente a igual período do ano passado. Neste mesmo período, em relação à receita nominal, a Bahia apontou a variação negativa de 36,4%.