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:: 22/set/2026 . 12:05

Polícia Federal investiga suspeita de fraude em licitações no sul da Bahia

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (22), a Operação Linha do Tempo para investigar um grupo suspeito de fraudar licitações e desviar recursos públicos federais em Santa Cruz Cabrália, no extremo sul da Bahia. A ação busca desarticular uma associação criminosa que teria atuado no direcionamento de contratos, no superfaturamento de valores e na simulação de concorrência entre empresas.

A operação foi realizada com participação da Controladoria-Geral da União (CGU) e apoio das polícias Militar e Civil da Bahia. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em municípios baianos e no Rio Grande do Sul.

Na Bahia, as diligências ocorreram em Santa Cruz Cabrália, com quatro mandados; Porto Seguro, com um; Jaguaquara, com cinco; e Itabuna, com um. Os outros dois mandados foram cumpridos no Rio Grande do Sul.

A investigação começou a partir de análises técnicas da CGU, que identificaram indícios de irregularidades em procedimentos licitatórios relacionados a contratações do município.

A Justiça Federal também autorizou o bloqueio e o sequestro de bens e valores que ultrapassam R$ 13 milhões. As medidas têm como objetivo assegurar um eventual ressarcimento aos cofres públicos e preservar a efetividade das investigações.

Segundo a Polícia Federal, os contratos investigados foram custeados com recursos federais destinados a ações emergenciais, à aquisição de mobiliário e equipamentos escolares e à compra de playgrounds para a rede municipal de ensino.

Em nota, a corporação informou que os elementos reunidos até o momento apontam para possíveis irregularidades nos processos de contratação, incluindo favorecimento de empresas previamente ajustadas, indícios de superfaturamento e pagamentos por objetos que supostamente não teriam sido entregues integralmente.

O material apreendido será submetido a análises periciais e investigativas. A força-tarefa pretende aprofundar a apuração, identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar eventuais prejuízos aos cofres públicos.

“A investigação prossegue para a completa elucidação dos fatos apurados”, afirmou a Polícia Federal.

Urgente: Ilhéus, Itabuna e Vitória da Conquista estão entre cidades-alvo da Operação Quatro Torres nesta terça-feira (22)

Ação da Polícia Civil da Bahia cumpre mandados em cinco estados e investiga quatro lideranças que atuavam em diferentes áreas de Ilhéus_

Uma organização criminosa investigada por envolvimento com o tráfico de drogas e homicídios é alvo da Operação Quatro Torres, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta terça-feira (22). A ação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em cinco estados e conta com a mobilização de mais de 200 policiais na Bahia.

As investigações identificaram uma estrutura criminosa formada por quatro lideranças, denominadas “Torres”, que exerciam influência sobre diferentes áreas de Ilhéus. Segundo as apurações, os integrantes mantinham comunicação entre si para tomar decisões relacionadas à atuação do grupo, incluindo a comercialização de entorpecentes, a aquisição de armas e a prática de homicídios.

Na Bahia, as diligências ocorrem nos municípios de Ilhéus, Itabuna, Feira de Santana, Serrinha, Luís Eduardo Magalhães, Porto Seguro, Salvador, Simões Filho e Vitória da Conquista. A operação também é realizada em São Paulo e Guarujá, em São Paulo; Maceió, em Alagoas; Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe; e Rio de Janeiro.

Parte dos investigados já se encontra custodiada em unidades prisionais e também é alvo de novos mandados de prisão. As apurações alcançaram ainda dois policiais militares, suspeitos de integrar o grupo e receber vantagens indevidas para favorecer a atuação criminosa.

Um advogado também é investigado por atuar na interlocução entre integrantes da organização criminosa e na intermediação de pagamentos.

Além dos mandados, a Justiça determinou o bloqueio e a indisponibilidade de ativos financeiros de 31 pessoas físicas e 11 pessoas jurídicas, até o limite global de R$ 300 milhões.

A ação é coordenada pela Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/Sul) e pela 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Ilhéus), por meio do Núcleo de Inteligência (NI/Ilhéus), com a participação da 6ª, 9ª, 10ª e 11ª Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior, dos Grupos de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Costa do Dendê, Costa do Cacau, Sul, Descobrimento, Extremo Sul, Pedra Branca, Sudoeste, Central e Leste), do Departamento de Polícia do Interior (DEPIN), do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM), do Comando de Policiamento da Região Sul (CPR-Sul) e da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia.

PF combate fraudes na concessão de benefícios previdenciários Ação cumpre 39 ordens judiciais em cinco estados no âmbito de investigação sobre grupo criminoso suspeito de causar prejuízo superior a R$ 6,5 milhões aos cofres públicos

São Luís /MA. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (22/9), a Operação Laudo Cego, com o objetivo de combater um grupo criminosa suspeito de obter e de manter fraudulentamente benefícios previdenciários por incapacidade temporária.

A ação é coordenada pela PF e integra a Força-Tarefa Previdenciária, com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social.

São cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Pinheiro, Santa Helena, Palmeirândia, Presidente Sarney, Presidente Juscelino e Brejo, no Maranhão, além dos municípios de Santa Rosa/RS, Cotia/SP, Parauapebas/PA, Parnaíba/PI e Ubajara/CE.

Também foram determinadas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal, proibição de contato entre os investigados e constrição de bens e valores, com a finalidade de assegurar eventual ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos.

A Operação Laudo Cego é um desdobramento da Operação Camisaria. As investigação tiveram início após identificação de indícios de um esquema votlado para a concessão indevida de benefícios previdenciários.

Segundo a apuração, o grupo teria como integrantes servidores públicos, profissionais da saúde, contadores, empresários e intermediários. Entre as práticas investigadas, estão a emissão de laudos médicos falsos, a criação de vínculos empregatícios fictícios, a inserção de informações fraudulentas nos sistemas previdenciários, o recrutamento de beneficiários e a movimentação dos valores obtidos ilicitamente.

Até o momento, foram identificados 172 benefícios potencialmente fraudulentos, bem como um prejuízo de aproximadamente R$ 6,57 milhões aos cofres públicos.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.