:: 19/set/2025 . 15:23
“INVESTIGADA PELA PF E MPF, ANA KARINA, DIRETORA DO INSTITUTO CHOCOLATE, É FLAGADA EM ALMOÇO DE LUXO EM ITABUNA COM O MARIDO ERLON BOTELHO, TESTA DE FERRO DO INSTITUTO”
Diretora do Instituto Chocolate, esposa de Erlon Botelho, é monitorada pela PF e MPF por suspeita de desvio de recursos.
Denúncias envolvem vida de luxo, verbas do Fundeb de Jussari e até contratação fantasma em gestão de ex-prefeito.
Apesar de ter declarado à Justiça que suas contas estavam negativas para evitar o pagamento de custas processuais, a diretora do Instituto Chocolate, esposa de Erlon Botelho, foi flagrada ao lado do marido em restaurantes de luxo, supostamente utilizando recursos públicos oriundos do projeto Cacau 500. A contradição entre o discurso de pobreza e o estilo de vida ostentado reforça os indícios de irregularidades e chamou a atenção das autoridades.
Atualmente, a diretora é monitorada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF), em procedimentos que investigam desvios de verbas federais e fraudes ligadas ao Instituto Chocolate.
Fundeb repassado irregularmente ao Instituto Chocolate
Um dos pontos mais graves investigados é o repasse irregular de verbas do Fundeb ao Instituto Chocolate, durante a gestão do ex-prefeito de Jussari, Antônio Valete. Os valores foram destinados sem comprovação de serviços prestados e sem documentação legal que justificasse os pagamentos. O recurso, que deveria ser aplicado diretamente na educação básica, acabou virando alvo de investigação por suposta fraude.
Investigações acumuladas na PF e MPF
A diretora já acumula investigações em andamento na Polícia Federal e no Ministério Público Federal por supostas fraudes no Instituto Chocolate. Os inquéritos apuram contratos milionários sem execução, possíveis superfaturamentos e até a utilização de recursos federais e municipais em benefício particular.
Funcionária fantasma em Jussari
Outro episódio grave recai sobre a esposa de Erlon Botelho, acusada de ter atuado como funcionária fantasma da Prefeitura de Jussari. Ela foi contratada oficialmente como agente de limpeza, mesmo exercendo ao mesmo tempo a função de diretora do Instituto Chocolate. Segundo apuração jornalística, nunca teria comparecido ao serviço, configurando fraude e lesão aos cofres públicos.
Dívidas em Buerarema
A Prefeitura de Buerarema também se movimenta para notificar o Instituto Chocolate por dívidas de impostos e taxas municipais. Há ainda denúncias que envolvem familiares da diretora em possíveis esquemas ligados a contratos e benefícios indevidos.
O que está em jogo
Caso as denúncias sejam confirmadas, os envolvidos podem responder por apropriação indébita, falsidade ideológica, estelionato e improbidade administrativa, além de terem que devolver os valores desviados. O escândalo é ainda mais grave por envolver diretamente recursos do Fundeb, destinados à educação de crianças e jovens de municípios pequenos como Jussari.
Morte de criança em UPA de Itapuã expõe falhas e suspeita de falsificação de prontuário: ‘Meu filho não resistiu’, desabafa mãe
Cinco meses após a perda do filho, Priscilla Vaz, mãe de Marcos Túlio, que tinha 5 anos, denuncia três médicos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itapuã, em Salvador. Ela afirma que o menino morreu no local devido a falhas no atendimento dos profissionais.
Ao BNEWS, Priscilla recordou que levou a criança para atendimento de urgência no dia 27 de março deste ano, Marcos vomitava, sentia febre e mal-estar. Foram feitos uma avaliação e a criança foi liberada com diagnóstico de dengue.
Marcos estava com dor de cabeça, febre, vômito, respiração ofegante e muita moleza no corpo. Por isso, levamos ele para a UPA de Itapuã, na quinta-feira à noite, por volta das 18h. Ele foi atendido por duas médicas, Ana Paula e Ana Verena. Recebeu soro, remédio para enjoo e dipirona. Também fizeram exames de sangue, com suspeita de dengue”, recorda com emoção.
Priscilla aponta que o exame do filho foi alterado. “Esse exame, feito ainda na quinta-feira, já estava todo alterado. O teste para dengue deu inconclusivo por falta de material. Marcos estava desidratado, e houve dificuldade para colher as amostras. Hoje eu consigo dizer isso porque temos o inquérito concluído e o prontuário dele daquela noite”, conta.
“Na sexta-feira, Marcos continuava no mesmo estado em que estava quando recebeu alta na quinta, tomando apenas a mesma [dipirona] medicação. No final do dia, ele piorou, e levamos novamente para a UPA. Quem o recebeu foi a mesma médica, Ana Verena, que havia dado alta no dia anterior. Marcos chegou com a pulseirinha vermelha, saturação de 56, e foi direto para a sala de reanimação, já em parada cardíaca. Teve a troca de plantão, e a médica deixou o atendimento, mas Marcos já estava muito mal. Contar tudo isso é muito difícil para mim, porque é reviver aquele momento doloroso”, lembrou Priscilla.
O laudo do IML apontou que a criança morreu de meningite. A mãe contratou um advogado e, após reunir documentos da unidade de saúde, afirmou ter encontrado indícios de homicídio e falsidade ideológica, já que a médica responsável não era pediatra. O caso foi registrado na 12ª Delegacia Territorial da Polícia Civil da Bahia, que identificou problemas como falsificação de documentos e alteração de prontuários na UPA de Itapuã.
Ela não é médica clínica. Para ser clínica, é preciso fazer residência em clínica médica. Ela é médica generalista. Todo médico recém-formado é generalista, não clínico. Mesmo assim, ela assinava como pediatra, o que configura falsidade ideológica. Esse é um dos crimes apurados pela delegacia, e pelos quais ela deverá responder”, denuncia a mãe da criança.
Segundo a mãe, já existe relatório remetido à Justiça. No indiciamento feito pela delegada da 12ª Delegacia Territorial, a médica Ana Paula foi enquadrada por homicídio culposo. Já a médica Ana Verena responde por homicídio culposo, falsidade ideológica e falsificação de documento público, pois registrou no prontuário que Marcos havia feito um raio-X no dia do falecimento da criança — exame que, segundo as investigações e a família, nunca aconteceu.
Além disso, o diretor da UPA também foi indiciado por falsificação de documento público, após entregar um relatório no qual afirmava que Marcos tinha melhorado e, por isso, recebido alta. De acordo com a mãe, tudo já foi apurado pela delegacia, documentado e pode ser comprovado. Ao todo, três médicos foram indiciados no caso.
O BNEWS questionou a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) sobre o ocorrido e como pretende avançar a partir da denúncia e das provas policiais contra os médicos da unidade.
A pasta informou que “já adotou as medidas legais e administrativas cabíveis quanto ao ocorrido”. Além disso, a SMS ressaltou que tratar de procedimento em andamento, as informações seguem em caráter sigiloso, conforme prevê a legislação. A SMS reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade e o fortalecimento contínuo da qualidade da assistência prestada à população”.
Quando procurada sobre o caso, a Polícia Civil da Bahia informou que o inquérito policial foi concluído com o indiciamento de duas mulheres por homicídio culposo. Uma delas também está sendo indiciada por falsidade ideológica, assim como um homem, que é suspeito dessa prática criminosa. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário no dia 11 de setembro deste ano.
Briga por causa de perfume termina com jovem brutalmente agredida por quatro mulheres em Salvador
Uma mulher, de 48 anos, que preferiu não se identificar, alega que a filha Ana Luíza Santos Sousa, 22 anos, foi agredida por cerca de quatro pessoas, na madrugada desta sexta-feira (19), no bairro de Piatã, em Salvador.
Em relato ao BNews, a mãe da vítima disse que o caso ocorreu por volta das 3h, quando a jovem e um amigo saíam de um bar/casa de shows na Av. Octávio Mangabeira. Na entrevista, ela detalhou como tudo aconteceu. “Ela e um amigo estavam indo embora com um perfume na mão e passando entre eles. Um outro menino que eles conhecem pegou o perfume e jogou do outro lado. Aí começou uma pequena discussão entre o amigo dela e esse menino. Minha filha foi defender o amigo, falando que o perfume era caro. E aí, veio uma mulher mais velha, já tirando pergunta. Minha filha não teve nem tempo de responder, ela já foi sendo chutada para o chão. Em seguida, apareceram mais três, totalizando quatro mulheres batendo em minha filha”, revelou.
“Um amigo dela tentou separar, mas tinha um homem que também não deixou separar a briga. Esse amigo também apanhou. Depois, alguém tentou tirar minha filha do chão, mas uma outra pessoa que, por sinal, estava armada, impediu que ajudassem ela”, completou a mulher.Por causa dos fortes impactos das pancadas, Luiza teve vários ferimentos na região da cabeça e do rosto. “Trouxeram ela para o Hospital da Cidade. Ela fez uma tomografia e estou esperando sair o resultado do exame de sangue para ir à delegacia de Itapuã. Poderia ter acontecido algo pior e minha filha ter ido parar no caixão”, declarou a mãe da jovem.
Ainda segundo a mulher, imagens de câmeras de segurança foram solicitadas ao estabelecimento comercial com a finalidade de apresentá-las à polícia e facilitar a identificação das pessoas envolvidas na agressão.
Quem eram os quatro amigos encontrados mortos durante viagem para cobrar dívida de R$ 255 mil
Os corpos dos quatro amigos que saíram de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, para cobrar uma dívida no Paraná foram localizados pela polícia na noite desta quinta-feira (18). Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza estavam desaparecidos desde o dia 5.
As investigações apontam que as vítimas foram atraídas para uma emboscada. Robishley, Rafael e Diego, que trabalhavam cobrando dívidas há 13 anos, foram contratados por Alencar para receber um pagamento no valor de R$ 255 mil referente a compra de um automóvel, pois o comprador não teria quitado as dez notas promissórias de R$ 25,5 mil.
Após saírem de São Paulo, os três encontraram Alencar em Iracaíma, interior do Paraná, e seguiram até uma propriedade rural, no distrito de Vila Rica, para receber o dinheiro. Desde então, não foram mais localizados.A esposa de Robishley procurou a polícia de São Paulo para prestar queixa no dia 6 de setembro e, partir daí, as autoridades passaram a investigar o caso.
O carro utilizado pelo grupo, um Fiat Toro, foi encontrado no dia 12 de setembro enterrado em um bunker em uma área de mata próxima a Icaraíma, após o pai de uma das vítimas receber uma carta indicando o paradeiro. O veículo apresentava marcas de tiros e vestígios de sangue. Seus corpos só foram encontrados na madrugada desta sexta, cobertos por plantas.
Quem são as vítimas

Rafael Juliano Marascalchi, de 43 anos, morava em São José do Rio Preto, era casado e tinha filhos. Proprietário de uma chácara, um barracão e uma casa que mantinha para aluguel, vivia da renda desses imóveis. Eventualmente, também aceitava fazer serviços de cobrança para conhecidos.

Robishley Hirnani de Oliveira, de 53 anos, tinha dois filhos: uma menina de sete anos e um bebê de oito meses. Ele trabalhava como vendedor e estava casado há dez anos com Denise Cristina Pereira, responsável por denunciar o desaparecimento do grupo.
Além de viajar para realizar o serviço de cobranças de dívidas, vendia carros, casas e sítios.

Diego Henrique Afonso, de 39 anos, morava em Olímpia, no interior paulista, e deixou três filhos. Seu último contato com a esposa foi na manhã do dia 5 de agosto. No dia anterior, ele relatou que um dos homens com quem eles negociavam só andava armado.

Alencar Gonçalves de Souza, de 36 anos, responsável por contratar os serviços do trio, trabalhava como produtor rural no interior do Paraná. Segundo a família, ele era casado e vivia cm a esposa e pai, de 67 anos, em uma propriedade rural.
De acordo com informações do UOL, Rafael, Diego e Robshley já foram conduzidos à delegacia por desentendimentos no momento dessas cobranças, mas nunca chegaram a ser presos por porte de arma de fogo ou por agredirem alguém. De acordo com as famílias das vítimas, o serviço de cobrança de dívida não era acompanhado de violência.
Suspeitos identificados
Os principais suspeitos do crime são pai e filho: Antonio Buscariollo, de 66 anos, e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22. Ambos são considerados foragidos.
A dupla chegou a ser ouvida pela polícia, negou envolvimento no desaparecimento e foi liberada, mas fugiu no dia seguinte.
No sábado (13), a polícia prendeu um homem e apreendeu um carro modelo Fiat Strada, que estava com placas adulteradas. A suspeita é de que o veículo pertença à família Buscariollo, mas o condutor negou qualquer vínculo com os investigados.
URGENTE Na manhã desta sexta-feira (19), a Polícia Civil deflagrou a Operação Paradisus em Poções
Na manhã desta sexta-feira (19), a Polícia Civil deflagrou a Operação Paradisus em Poções, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso apontado como responsável pelo tráfico de drogas, porte de armas e agressões no município. A ação também teve ramificações em Jequié.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão, além da internação de uma adolescente. No total, sete pessoas foram presas e um adolescente apreendido.
Os policiais apreenderam ainda:
• 120 tabletes de maconha (cerca de 600 g cada);
• 720 pedras de crack;
• munições;
• rádios comunicadores;
• câmeras de vigilância;
• celulares;
• cerca de R$ 2 mil em dinheiro;
• dois simulacros de arma de fogo.
Um veículo roubado pouco antes da operação também foi recuperado.
A operação contou com apoio da 10ª Coorpin e da 79ª CIPM, reforçando o combate ao crime organizado e garantindo mais segurança à população.
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Cinco meses após a perda do filho, Priscilla Vaz, mãe de Marcos Túlio, que tinha 5 anos, denuncia três médicos da

