:: out/2022
Senado aprova liberação de fundos para financiar piso salarial da enfermagem
O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (4), o projeto de lei que prorroga a liberação de recursos dos fundos estaduais e municipais de saúde e assistência social (PLP 44/2022). A medida é uma alternativa para financiar o piso nacional da enfermagem. O texto segue para a Câmara dos Deputados.
O projeto atualiza duas leis que autorizaram a transposição de saldos financeiros ociosos dos fundos. Desse modo, as verbas podem ser usadas dentro das áreas de saúde e assistência para finalidades diferentes das originais. O objetivo das leis era disponibilizar recursos adicionais para o combate à covid-19 nos estados e municípios. A autorização, válida até o final de 2021, fica prorrogada para o final de 2023.
“Esta é a primeira alternativa apresentada pelo Senado para a implementação do piso da enfermagem, depois da suspensão promovida pelo STF, com o uso de recursos que já estão nos estados e municípios”, destaca a presidente do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), Giszele Paixão.
O relator da matéria, senador Marcelo Castro (MDB-PI), estima que a prorrogação das transposições financeiras disponibilizaria imediatamente R$ 4 bilhões para os estados e municípios. Ele ressaltou que a medida é apenas temporária, para permitir que os entes se planejem para assumirem o pagamento do piso com recursos próprios no futuro. Castro também lembrou que o Congresso ainda precisa deliberar sobre saídas para ajudar o cumprimento do piso no setor privado e nos hospitais filantrópicos e santas casas.
Com informações da Agência Senado
Dayane, Nilo, Josias e Kannário fracassam na tentativa de reeleição para Câmara; confira derrotados No total, 11 políticos não se reelegeram a deputado federal pela Bahia

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Nas eleições deste domingo (2), 11 deputados federais não foram reeleitos na Bahia. Os candidatos que mais perderam votos em relação a 2018 foram Dayane Pimentel (UNIÃO), Marcelo Nilo (Republicanos) e Igor Kannário (UNIÃO).
A candidata Dayane obteve, este ano, 29.979 votos. Ou seja, 106.763 a menos do que os 136.742 recebidos em 2018. Já Nilo perdeu o apoio de 49.914 eleitores, obtendo nestas eleições 65.363 votos. Já Kannário ficou com 20.514 votos — uma diminuição de 34.344 em comparação há quatro anos.
No total, sete foram os políticos do estado que concorreram à Câmara e não foram reeleitos. Além de Dayane, Nilo e Kannário, o ex-secretário do governador Rui Costa, Josias Gomes (PT), também perdeu eleitores: foi de 115.571 para 90.131. Em 2018, ele havia sido reeleito.
Em contrapartida, Uldurico Junior (MDB) — reeleito na eleição passada, Tito (Avante) e Charles Fernandes (PSD) receberam mais votos este ano. Os resultados, no entanto, não foram suficientes para garantir a reeleição.
Os políticos João Roma (PL) e Cacá Leão (PP) se candidadatam aos cargos de governador do estado e senador, respectivamente, por isso não concorreram à reeleição na Câmara. Ambos perderam a eleição dos cargos que disputaram em 2022.
Ronaldo Carletto (Progressistas) esteve nestas eleições como candidato a suplente de Cacá Leão pelo Senado. O seu sobrinho, Neto Carletto, foi eleito deputado.
Em uma situação semelhante, José Nunes (PSD) se absteve do processo para apoiar o seu filho Gabriel Nunes (PSD) — eleito no congresso.
Confira os candidatos à Câmara que não foram reeleitos na Bahia:
- Dayane Pimentel (UNIÃO) – 29.979 votos
- Marcelo Nilo (Republicanos) – 65.363 votos
- Uldurico Junior (MDB) – 69.087 votos
- Igor Kannário (UNIÃO) – 20.514 votos
- Tito (Avante) – 49.571 votos
- Charles Fernandes (PSD) – 99.815 votos
- Josias Gomes (PT)- 90.131 votos
Candidatos a outros cargos:
- João Roma (PL) – perdeu nas eleições para governador do estado
- Cacá Leão (PP) – perdeu nas eleições para senador
- José Nunes (PSD) – apoiou filho, eleito a deputado federal
- Ronaldo Carletto (Progressistas) – apoiou sobrinho, eleito a deputado federal
População volta a se manifestar pedindo ‘justiça’ por mulher morreu em operação da PM enquanto ia para a Igreja

O grupo acusa a Polícia Militar de entrar na comunidade já atirando, e, por isso, teriam acertado a mulher e um de seus filhos
Amigos e parentes de Catmile dos Santos Bonfim, mulher que foi morta durante uma operação na localidade do Brongo, voltaram a se manifestar na noite desta terça-feira (04), na região do Ogunjá, pedindo ‘justiça’. O grupo acusa Polícia Militar de entrar na comunidade já atirando, e, por isso, teriam acertado a mulher, no momento em que ela ia para a Igreja, com dois de seus três filhos.
Além de Catmile, um de seus filhos, de sete anos, foi atingido no rosto e ainda está internado no Hospital Geral do Estado, em um quadro estável, mas ainda tem risco de perder a visão. Um homem, ainda não identificado, que segundo a Polícia, seria o alvo da ação, também foi morto.
Segundo a PM, ao se depararem com os policiais, um grupo de homens teriam efetuados disparos de arma de fogo contra os agentes, sendo necessário o revide. Após os disparos, a guarnição prosseguiu a pé, logo adiante se deparou com uma mulher e uma criança caídas.
Os militares teriam socorrido a criança e, ao retornar para prestar socorro à mulher, a guarnição foi hostilizada pela população que não permitiu o socorro, afirmando que ela só sairia do local com a chegada do SAMU. Em seguida, os PMs foram informados que a vítima havia morrido.
Os policiais da 26ª CIPM apreenderam três armas, maconha, cocaína, crack e lança perfume durante uma ocorrência na região do Brongo enquanto realizavam rondas em busca de um grupo de homens armados que estariam comercializando drogas no local. A ocorrência foi registrada no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi feita a lavratura do Auto de Resistência e apresentação de todo material apreendido.









