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:: 7/out/2022 . 14:48

Inscrições para o Desafio Mutirão de Oportunidades do Selo Unicef são iniciadas no Munícipio de Poções.

Pode ser uma imagem de 1 pessoa, em pé, óculos de sol, ao ar livre e texto que diz "MUTIRÃO DE OPORTUNIDADES Juntos para conectarjovens e AGA adolescentes a oportunidade. CURSOS: Online Área de tecnologia desenvolvimento, 280 horas. Online Área de empreendedorismo feminino, 12 aulas. 倒本 NUCA licieo de Cidadania dos Adolescen Período de inscrições.: 06/10a 21/11 POCÕES SMEP 'SAUDE"Estão abertas as inscrições do Mutirão de Oportunidades do “1MiO” para jovens entre 14 e 24 anos, que queiram se qualificar e garantir um lugar no mercado de trabalho.
O Município de Poções recebe 100 bolsas de estudos em trilhas formativas online, uma inciativa da plataforma 1MiO, em parceria com o
Selo Unicef, e os municípios do semiárido.
Os inscritos aprenderão sobre:
Áreas de tecnologias e Desenvolvimento
Áreas Empreendedorismo feminino.
Para realização da inscrição, acesse o link:

Governo esconde informações sobre bloqueio no Orçamento temendo repercussão eleitoral

Governo esconde informações sobre bloqueio no Orçamento temendo repercussão eleitoral

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Seis dias após oficializar um bloqueio adicional de R$ 2,6 bilhões no Orçamento deste ano, o governo Jair Bolsonaro (PL) está segurando as informações sobre quais órgãos foram atingidos pela trava nas despesas.
A postura de esconder os dados se dá em meio à disputa eleitoral. Pessoas do governo ouvidas sob reserva pela reportagem admitem que “a campanha vai pegar fogo nos próximos dias” e qualquer anúncio pode gerar ruídos.
Em 31 de agosto, o Ministério da Economia enviou ao Congresso uma proposta de Orçamento para 2023 com cortes espalhados por diversas ações sociais e políticas que beneficiam mulheres —que são 53% do eleitorado e rejeitam, em sua maioria, a reeleição de Bolsonaro.
As notícias sobre os cortes previstos para o ano que vem tiveram péssima repercussão e foram amplamente usadas como munição pelo campo adversário para desgastar a imagem do presidente. As tesouradas foram temas de programas eleitorais na TV e também surgiram em debates presidenciais.
A experiência passada deixou o governo mais avesso a dar ampla publicidade ao novo bloqueio no Orçamento deste ano. A ala política também se frustrou porque havia a expectativa de que a reavaliação permitisse uma liberação de recursos, o que não se concretizou.
A necessidade de conter despesas foi anunciada em 22 de setembro, com entrevista coletiva concedida por técnicos do Ministério da Economia. Normalmente, os alvos das reduções são revelados em um segundo momento, após a publicação do decreto de programação orçamentária, no dia 30 do mesmo mês. A data é obrigatória e está prevista na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).
O decreto saiu em edição extra do Diário Oficial da União na noite de sexta-feira (30), antes do primeiro turno das eleições. O ato, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, oficializa a decisão de quais áreas serão alvo do bloqueio de recursos, anunciado uma semana antes.
Decifrar o documento, repleto de anexos, números e regras próprias, não é trivial mesmo para técnicos especializados no tema. Para facilitar a compreensão dos dados, o Ministério da Economia costuma divulgar a tabela, indicando quais órgãos foram alvo do bloqueio e se a trava recaiu sobre despesas dos próprios ministérios ou emendas parlamentares. Dessa vez, porém, isso não ocorreu.
Enquanto o governo segura as informações, reclamações desencontradas sobre cortes de recursos começam a surgir em diferentes órgãos do governo.
Na quarta-feira (5), universidades e institutos federais acusaram o bloqueio de R$ 2,4 bilhões no orçamento do MEC (Ministério da Educação) deste ano. A medida gerou repercussão imediata nas redes e se tornou foco de propagandas negativas para a campanha de Bolsonaro.
Só depois disso, a Economia e o MEC articularam uma resposta. O ministro da Educação, Victor Godoy Veiga, convocou uma entrevista nesta quinta para minimizar a decisão e negar que tenha havido cortes, além de dizer que as queixas de universidades e institutos têm motivação política.
Já a Economia divulgou uma nota informando que o novo bloqueio em dotações orçamentárias do MEC foi de R$ 51,3 milhões, concentrados em emendas parlamentares, e que a própria pasta pode determinar remanejamentos internos. Detalhes adicionais, porém, seguem sem divulgação.
A reportagem apurou com pessoas do governo e do Congresso que o novo bloqueio de R$ 2,6 bilhões incidiu quase que totalmente sobre as emendas de relator, usadas como moeda de troca em negociações políticas. A decisão irritou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que ficou sem emendas para agradar aliados a quatro meses da disputa pelo comando da Casa.
Nos últimos dias, o Ministério da Economia tem sido insistentemente procurado para prestar informações. Na terça-feira (4), a pasta respondeu que “o detalhamento dos bloqueios ainda está em discussão”. Nesta quinta-feira (6), o órgão não respondeu até a publicação deste texto.
A retenção das informações oficiais também acaba dando tempo ao governo para tentar encontrar uma solução para destravar as emendas sem que o vaivém seja público.
No início de setembro, o governo já havia irritado parlamentares aliados com uma confusão envolvendo os recursos das emendas de relator.

Bolsa fecha em alta após apoio a Lula de economistas do Plano Real

Bolsa fecha em alta após apoio a Lula de economistas do Plano Real

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

A Bolsa de Valores fechou com ligeira alta nesta quinta-feira (6) após ter atingido as máximas do dia pela manhã, quando circulou a notícia de uma manifestação de economistas ligados à criação do Plano Real a favor da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O índice Ibovespa, referência da Bolsa brasileira, subiu 0,31%, aos 117.560 pontos, apesar do contexto internacional pouco favorável, com os principais indicadores do mercado global em baixa.
Perto das 11h, o Ibovespa alcançou a maior patamar da sessão, subindo aos 118.382 pontos.
Os economistas Edmar Bacha, um dos pais do Plano Real, e Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda de Fernando Henrique Cardoso, divulgaram nota nesta quinta declarando que vão votar em Lula no segundo turno da eleição presidencial.
Os economistas Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, e Persio Arida, outro economista que participou da formulação do Real, já haviam anunciado essa opção, mas também assinam a nota.
Os quatro afirmam que a expectativa é que o candidato do PT tenha uma condução responsável na economia.
Analistas já tinham sinalizado a expectativa de que o resultado apertado do primeiro turno, com o presidente Jair Bolsonaro (PL) tendo alcançado uma votação acima da esperada, obrigaria a candidatura petista a dialogar com nomes alinhados ao capital. A manifestação de pesos-pesados da economia nacional nesta quinta reforçou essa narrativa.
“O mercado está gostando desse apoio do pessoal que participou do Plano Real ao Lula”, afirmou Luiz Carlos Corrêa, sócio da Nexgen Capital. “Isso mostra que o Lula está saindo um pouco da esquerda e indo mais ao centro”, comentou.
Ilan Arbetman, analista de pesquisa da Ativa Investimentos, disse que não houve um catalisador claro sobre o mercado nesta quinta, mas considerando que o exterior recuou mesmo com a divulgação de que aumentaram os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos —esse dado costuma ser lido como um sinal de redução da pressão inflacionária e potencialmente favorável às ações—, a corrida eleitoral é o que melhor explica o desempenho da Bolsa no Brasil.
Para Arbetman, o mercado enxerga “um prolongamento do recado das urnas, que elegeram mais governadores, senadores e deputados de direita”, disse. Isso cria a expectativa de que Lula, caso seja eleito, poderá “ir mais para o centro” ou “ao menos abrir um diálogo com a direita”, comentou.
O mercado de ações do Brasil avança quase 7% nesta semana, refletindo em grande parte esse otimismo de investidores com os possíveis efeitos da disputa mais acirrada entre Bolsonaro e Lula no segundo turno.
“O PT percebeu agora que vai precisar adotar uma política de mais responsabilidade fiscal e caminhar mais para o centro”, opinou Rodrigo Cohen, analista da Escola de Investimentos. “Essa sinalização é positiva para o Ibovespa.”
Cohen ainda ressaltou que a notícia entendida como favorável à candidatura do ex-presidente colaborou com altas de ações de empresas do ramo educacional, como Cogna e Yduqs, que subiram 6,85% e 4,98%, respectivamente. “Sabemos que o setor de educação seria um dos principais beneficiados em um governo de Lula.”
DÓLAR SOBE DIANTE DO TEMOR DE MAIS INFLAÇÃO APÓS CORTE DO PETRÓLEO
O bom humor momentâneo do mercado acionário local não foi suficiente, porém, para barrar a alta do dólar, cuja cotação avançou contra as principais divisas mundiais diante da preocupação com o impacto na inflação do corte da produção de petróleo anunciado na véspera.
No câmbio do Brasil, o dólar comercial à vista subiu 0,44%, cotado a R$ 5,21 na venda.
A moeda americana avançou contra os principais pares nesta quinta, revelando a preocupação com a ameaça de reforço da inflação após o anúncio de uma expressiva redução da produção de petróleo por parte do cartel de países produtores e seus aliados, conhecido pela sigla Opep+.
O volume de corte anunciado nesta quarta (5), na ordem de 2 milhões de barris por dia, surpreendeu o mercado, que esperava a metade disso. Essa redução na produção será a maior desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020.
No encerramento da tarde desta quinta-feira, o barril do petróleo Brent subia 1,69%, cotado a US$ 94,95 (R$ 493,75). O preço da matéria-prima já avançou 7% nesta semana.
Restringir a oferta é a estratégia da Opep para elevar os preços, que caíram mais de 20% no terceiro trimestre devido ao aumento da percepção de que o cenário internacional de alta dos juros para frear a inflação poderá trazer severo prejuízo para o crescimento da economia mundial.
Ações de empresas ligadas à mercadoria foram beneficiadas pela escalada no preço. No Brasil, os papéis mais negociados da Petrobras fecharam em alta de 3,41%.
De modo geral, porém, os mercados acionários estão reagindo mal à retomada da alta dos custos da energia, um dos principais motivos desde o início da Guerra da Ucrânia, em fevereiro, para a crise inflacionária que está forçando bancos centrais a elevarem suas taxas de juros.
Em Wall Street, os principais índices recuaram nesta quinta pelo segundo dia consecutivo. O S&P 500, parâmetro da Bolsa de Nova York, caiu 1,02%. Dow Jones e Nasdaq perderam 1,15% e 0,68%, respectivamente.
A necessidade de aumento exagerado do preço do crédito é temida por investidores porque poderá impor uma forte desaceleração da economia mundial, cujos efeitos seriam a queda generalizada dos investimentos em empresas e, consequentemente, aumento do desemprego.

Perspectiva de poder de Jerônimo seduz mais do que ACM Neto no 2º turno

Perspectiva de poder de Jerônimo seduz mais do que ACM Neto no 2º turno

Foto: Divulgação

Passado o primeiro turno das eleições de 2022, começam a ficar implícitos os comportamentos daqueles que trabalham, a cada dois anos, com a perspectiva de poder. Isso acontece tanto no plano nacional, quando no plano estadual e pode ser exemplificado pelas idas e vindas de partidos e políticos de um barco para outro, a depender de como os ventos sopram. Se entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) esses ventos também sugerem planejamento de longo prazo, já de olho em 2026, no caso da corrida pelo governo da Bahia eles dificultam qualquer esforço de ACM Neto (União) para reverter o quadro, agora completamente favorável a Jerônimo Rodrigues (PT). Porém sobram analistas sobre a corrida do Planalto, então tracemos o recorte baiano.

 

O ex-prefeito de Salvador liderou as intenções de voto na maioria das pesquisas realizadas antes do primeiro turno. Ancorados nesses números, diversos prefeitos, candidatos e/ ou lideranças políticas enxergavam em ACM Neto uma perspectiva real de poder. Então, houve o movimento de aproximação desses grupos, que tinham uma perspectiva fisiológica, mas que imaginavam que o ciclo do PT na Bahia estaria prestes a acabar. O resultado disso pode ser visto com a robusta aliança obtida pelo candidato do União Brasil na construção do primeiro turno. E foi uma aposta que, ao abrir das urnas, mostrou-se equivocada. O ex-gestor da capital foi ultrapassado por Jerônimo e, por muito pouco, não se viu derrotado na primeira etapa.

 

Agora, sob uma nova perspectiva, vê-se um movimento no sentido contrário. Lideranças que antes estavam com ACM Neto começam a migrar o apoio para a candidatura de Jerônimo sem qualquer tipo de constrangimento. É algo típico da política, decerto, mas algo que precisa ser evidenciado também. Aos poucos, ex-aliados iniciam conversas ao pé do ouvido – ou nem tanto -para aderir novamente ao petismo na Bahia e o ex-prefeito se vê mais isolado e sem muitos caminhos para driblar esse cerco. Ao PT e a Jerônimo cabem aceitar de bom grado, pois expõe a fragilidade do adversário e esfacela as chances, já pequenas, de uma mudança na posição que as urnas deixaram os dois candidatos que disputam o segundo turno.

 

ACM Neto já não tem a mesma perspectiva de chegar ao poder como tinha antes das urnas. Jerônimo, por outro lado, rascunha a vitória sem tantos sobressaltos, bastando apenas não cometer os erros que o adversário cometeu ao longo da campanha no primeiro turno. A partir dessa expectativa de vitória, os políticos vão migrar, acompanhando as ondas da cena local. Ou o ex-prefeito consegue mudar para onde sopram os ventos ou ficará a ver navios.