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VIOLÊNCIA SEM FIM – Dez mulheres mortas no fim de semana no Ceará. Aumento é de 296%
No intervalo de apenas quatro dias de março, 13 mulheres foram assassinadas no Ceará
Edivânia (Sobral) Maria José (Caucaia) Brenda (Maranguape)
Com 10 assassinatos no fim de semana, subiu para 111 o número de mulheres mortas neste ano no estado do Ceará. O índice representa um aumento da ordem de 296 se comparado a igual período de 2017, quando foram registrados apenas 26 casos entre os dias 1º de janeiro e 4 de março.
Somente nos primeiros quatro dias de março de 2018, 13 mulheres foram vítimas de homicídio no Ceará, sendo cinco delas em Fortaleza (nos bairros Vicente Pinzón, Jacarecanga, Edson Queiroz, Mondubim e Granja Portugal), quatro na Região Metropolitana de Fortaleza/RMF (dois em Marangape, Pacajus e Caucaia) e três no Interior (dois em Sobral e um em Ipaporanga).
Uma das vítimas dos assassinatos foi uma jovem identificada até o momento apenas por Danielle, aproximadamente 20 anos de idade, cujo corpo, com marcas de tiros, foi encontrado na manhã de sábado passado (3), numa estrada de terra no bairro Pedra Branca, na periferia da cidade de Pacajus (a 49Km de Fortaleza).
Na noite de sexta-feira (2), uma mulher foi espancada até a morte pelo marido. O feminicídio aconteceu no bairro Terrenos Novos, na cidade de Sobral, na zona Norte do estado. A dona de casa Maria Deusalina da Silva Brito chegou a ser socorrida a um hospital público, mas não resistiu.
Menos de 24 horas depois, novamente em Sobral ocorreu um assassinato de mulher. Desta vez, no bairro Sinhá Sabóia, onde a jovem Edivânia Florêncio da Silva, 20 anos, foi atingida com um tiro na cabeça e morreu quando era socorrida para um hospital daquela cidade.
Em Ipaporanga (a 375Km de Fortaleza), a dona de casa Francisca da Silva dos Santos, 35 anos, foi assassinada a tiros dentro de sua casa, na localidade conhecida como Sítio Água Branca, na zona rural. O crime ocorreu na noite de sexta-feira e, no dia seguinte, o pai dela, o aposentado Francisco Gonçalves Xavier, o “Chico do Rádio”, também foi encontrado morto com um golpe de faca no pescoço. A Polícia suspeita que os dois assassinatos foram praticado pelo ex-marido de Francisca, identificado por Oswaldo Chaves, que horas depois também foi encontrado morto, provavelmente tenha praticado o suicídio.
Mais crimes
Na tarde deste domingo, uma jovem identificada apenas por Brenda, foi assassinada, a tiros, no Distrito do Amanari, em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza.
No bairro Padre Júlio Maria, em Caucaia, uma dona de casa identificada como Maria José, ou “Dona Mazé”, foi assassinada com um tiro na cabeça quando se encontrava sentada numa cadeia de balanço na calçada de sua residência.
Ainda neste domingo, a Polícia registrou mais dois assassinatos de mulheres em Fortaleza, nos bairros Granja Portugal e Jacarecanga.

Fonte: Blog Fernando Ribeiro
Bebê de oito meses morre eletrocutado após segurar fio de ventilador
Um bebê de oito meses morreu eletrocutado após engatinhar e segurar um fio de ventilador que estava sem proteção.A vida dos mais de 50 sem-teto que moram em cemitério e chegam a dormir dentro de tumbas em SP
Homem dorme próximo a túmulos no cemitério da Vila Nova Cachoeirinha
O chão está forrado de penas pretas na área em que dois urubus disputam a carcaça de um cachorro morto. A cena é a recepção para quem chega ao que cerca de 50 pessoas chamam de casa: o cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo.
Quem anda pela avenida central do local, administrado pela Prefeitura de São Paulo, tem o desafio de controlar os enjoos provocados pelo cheiro de animais em decomposição. Ossos de aves se estilhaçam sob os pés conforme o caminhar do visitante. O ar de abandono é inegável ao longo dos 350 mil m² do cemitério, o segundo maior de São Paulo, com 21 mil sepulturas e gavetas, parte delas encobertas por um matagal que atinge a altura da cintura de um adulto.
O esperado silêncio do local é quebrado cerca de 500 metros após a entrada. A partir dali é possível avistar as primeiras lonas apoiadas em bambus e pedaços de madeira. Ao menos cinco barracos foram erguidos dentro do cemitério, em uma espécie de vila precária. Os abrigos, mobiliados com sofá, cadeiras, varal para estender roupas e até enfeite de flor artificial, são a casa de dezenas de pessoas.
Um espaço entre os ossários – dois paredões onde são depositadas as ossadas retiradas das covas – foi convertido em banheiro pelos moradores. Junto a dejetos humanos, havia na área vômito, restos de comida, roupas e entulho.
Presença de crianças é vetada
Entre os sem-teto, há homens, mulheres – uma delas com deficiência física -, idosos e travestis. Os moradores da área afirmam vetar apenas a presença de crianças, devido ao ambiente insalubre e ao constante uso de drogas. Lúcio*, de 28 anos, não cansa de falar da saudade que sente de sua filha, de 8 anos.
Lúcio deixou Belo Horizonte (MG) com a mulher e a filha para trabalhar como vendedor no Brás, no centro de São Paulo. O negócio não deu certo, ele se divorciou e a criança voltou com a mãe para Minas.
“Sem trabalho, eu não consegui pagar aluguel e fui morar com a minha mãe na Vila Nova Cachoeirinha (mesmo bairro do cemitério). Mas ela colocou muitas regras e não deu certo. Fui para a rua, virei camelô e vim para cá há cinco meses”, conta o jovem com lágrimas nos olhos.
Se Lúcio é relativamente recente na vizinhança, Igor*, de 41 anos, 12 deles passados no cemitério, é um dos moradores mais antigos no local.
Sentado em um banquinho, ele destampa uma lata, tira dali um tubinho metálico, um pedaço de papel alumínio e um saco plástico, e cuidadosamente monta um cachimbo em que fuma duas pedras de crack, enquanto conta sua história à BBC Brasil, a poucos metros de algumas covas abertas.
“A primeira vez que fumei crack foi no fim de 1993. Mesmo fumando com frequência, trabalhei como operador de empilhadeira, comunicação visual em várias empresas, além de tradutor e intérprete de japonês no bairro da Liberdade”, conta.
Igor afirma ter aprendido japonês depois que, em 1995, foi morar no Japão, terra natal de sua avó paterna. A experiência internacional, no entanto, não terminou bem.
“Fui preso por tráfico de drogas, vandalismo, atropelamento e corrupção de menores. Fui deportado para o Brasil em dezembro de 1997. Minha família não quer mais saber de mim. Hoje, a gente só se vê em velório, casamento e festa”, diz.
Igor diz ter tentado recomeçar a vida no Brasil, mas o vício em drogas foi mais forte. “Eu só consigo trabalhar se tiver alguém 24 horas do meu lado me incentivando. Hoje, eu tiro meu sustento do lixo, catando reciclagem na rua. Num dia bom, eu pego bastante alumínio e tiro até R$ 100. Mas geralmente eu carrego 100 kg de papel por R$ 20. É pouco, só o suficiente para manter meu vício”, diz ele.
Ele afirma que retira do lixo doméstico parte de suas roupas e alimentação, como bolos e alimentos jogados em pacotes fechados. Tudo dividido com os demais moradores da área. Em uma manhã da última semana, um suco amarelo armazenado em uma garrafa PET suja de graxa passava de mão em mão para saciar a sede de Igor e os demais. Sem televisão, ele também se informa por meio de jornais que recolhe dos sacos de lixo. Parece adaptado ao ambiente, apesar da falta de conforto.
“O que mais me deixa triste é não poder abrir uma geladeira e ter o prazer de tomar uma Coca-Cola bem gelada ou comer uma fruta”, diz Igor.
Ele admite que, em “momentos de desespero”, cometeu furtos por uma pedra de crack. “Sou químico geral. Uso de esmalte a tinner. Já usei cristal dos Estados Unidos, ópio, haxixe e muita cocaína”.
Noites dentro das tumbas
A presença de pragas, como ratos e baratas, é constante no local onde os sem-teto ergueram suas barracas. À noite, os insetos se multiplicam, mas a maior dificuldade é enfrentada no período de chuvas.
Durante o verão, as enxurradas molham os sofás velhos que eles usam para dormir e se reunir. Para se proteger, os moradores admitiram arrastar grandes pedras de mármore que cobrem os túmulos e dormir nas gavetas, ao lado dos caixões. Eles se recusaram a mostrar esses locais para a reportagem, mas a informação foi confirmada por funcionários.
A prefeitura de São Paulo reconhece que “é recorrente a montagem por dependentes químicos de tendas dentro e fora do Cemitério Vila Nova Cachoeirinha para o consumo de drogas”. A administração diz que as barracas são “retiradas pelos funcionários, mas logo surgem outras no local”. Informou ainda que “aciona, sempre que necessário, o Centro de Zoonoses para tomar providências” em relação aos animais mortos e que há uma empresa responsável pela limpeza e retirada de mato da área.
A administração municipal não informou, no entanto, quanto gasta na manutenção da área, quantas pessoas trabalham ali nem desde quando existe essa ocupação dentro do cemitério, mas a reportagem sabe da presença desses sem-teto no local há pelo menos quatro anos.
Rodrigo*, de 40 anos, diz que passa pelo menos parte de seu dia no cemitério há 15 anos.
Ele conta que dorme no local, mas vai à casa dos pais, que vivem na região, todos os dias para tomar banho, almoçar e jantar. “Eu fiz um curso de hotelaria na Escola Técnica Federal. Eu fumo crack há 21 anos e queria arrumar emprego e sair dessa vida, mas eles (pais) sabem o quanto isso é impossível”
Sem visitas
Quem visita o cemitério da Vila Nova Cachoeirinha chega a ver os moradores da área circulando por ali. Eles tentam conseguir alguns trocados em troca da limpeza de um túmulo. Mas muito pouca gente se aproxima da região onde eles vivem.
“A prefeitura nunca apareceu para tentar nos ajudar, só vem para derrubar nossos barracos. A Pastoral (do Povo de Rua) visita a gente uma vez por ano para saber se estamos vivos e só a Polícia Militar aparece sempre para ‘dar um salve’ na gente”, diz um homem que pediu para não ser identificado, usando uma gíria para se referir a espancamentos dos agentes policiais.
“Já fui espancado e torturado aqui de joelhos durante horas por policiais. Eles nos chamam de viciados malditos, ficam perguntando onde estão os cachimbos e derrubam os barracos. Eles querem que a gente faça o quê? Vá para onde?”, questiona.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e a Polícia Militar se posicionaram após a publicação da reportagem. “A Polícia Militar esclarece que as informações foram repassadas ao Comando PM local a fim de que as informações sejam apuradas”, diz a corporação em nota.
Um funcionário que trabalha há mais de 20 anos no cemitério disse à reportagem que há uma relação de respeito entre os sem-teto, os funcionários do cemitério e os poucos visitantes da área. “As pessoas têm muito medo de chegar perto deles. Mas eles ficam lá embaixo, não mexem com ninguém”, afirmou.
Após uma reforma que durou cinco anos, a capela do cemitério está fechada e também serve de abrigo para moradores de rua. A prefeitura informou que o local só é aberto “em datas especiais, como o Dia de Finados.” A administração do cemitério disse ainda que há três salas de velório, mas não explicou porque elas também estão fechadas.
Em dois dias de visita, a reportagem percorreu toda a área do cemitério e andou por quilômetros entre os túmulos. Nenhuma quadra estava livre do lixo.
Funcionários que pediram para não ser identificados disseram que não conseguem dar conta de limpar nem sequer metade da área. “Nós estamos em seis. Quando a gente termina de um lado, o outro já está com mato alto e todo sujo”, conta um deles.
Mas a área do cemitério pode estar diminuindo sem o conhecimento da Prefeitura de São Paulo. Moradores da região disseram à reportagem a favela do Boi Malhado, no limite de uma das laterais do cemitério, está crescendo para dentro da área pública. A reportagem identificou três casas em construção em um dos limites do cemitério, que não é demarcado por muros ou cercas. As casas começam, literalmente, onde terminam os túmulos.
A prefeitura disse que sabe que há casas dentro do cemitério e diz que já pediu a reintegração de posse à Justiça em 2016. “A pedido da Justiça, foi realizada audiência de conciliação em que os ocupantes do local concordaram em sair voluntariamente da área até janeiro de 2018, o que não foi cumprido. Já foi solicitada nova expedição de reintegração de posse”, informou a administração em nota.
*Os nomes dos entrevistados foram trocados pela reportagem da BBC Brasil para preservar a identidade deles.
Atriz Tônia Carrero morre aos 95 anos no Rio de Janeiro Informação foi confirmada pela família à GloboNews. Ela passava por cirurgia em uma clínica particular na Gávea quando sofreu parada cardíaca e não resistiu, segundo a neta, Luiza Thiré.
A atriz Tônia Carrero morreu por volta das 22h15 deste sábado (3), aos 95 anos, segundo a GloboNews. A informação foi confirmada pela família da atriz.
Tônia Carrero, cujo nome de nascimento é Maria Antonietta Portocarrero Thedim, passava por uma pequena cirurgia em uma clínica particular na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro, quando teve uma parada cardíaca e não resistiu.
Ela tinha sido internada na sexta (2) com uma úlcera no sacro e morreu durante procedimento médico, afirmou a neta da atriz Luiza Thiré, à GloboNews. Luiza também disse que o velório deve ocorrer neste domingo (4) e a avó deve ser cremada na segunda-feira (5).
O local e detalhes do velório ainda não foram definidos pela família.
Tônia é a matriarca de uma família que tem quatro gerações de artistas: além do único filho, o ator Cécil Thiré, netos e bisnetos também seguiram a carreira. Ela é classificada pelo projeto Brasil Memória das Artes, da Funarte, como “diva e dama” e “referência de beleza, inteligência e talento na história do teatro brasileiro”.
54 peças, 19 filmes e 15 novelas
Uma das atrizes mais consagradas do Brasil, Tônia é conhecida por inúmeros papéis marcantes – como Stella Fraga Simpson, em “Água Viva” (1980), e a Rebeca, de “Sassaricando” – e integrou o elenco de 54 peças, 19 filmes e 15 novelas.
Sua última novela foi “Senhora do Destino” (2004), de Aguinaldo Silva, na qual fez uma participação especial. No cinema, sua última aparição foi em “Chega de Saudade” (2008).
Grande homenageada do Prêmio Shell de 2008, Tonia atuou no teatro pela última vez em 2007, em ‘Um Barco Para o Sonho’, de Alexei Arbuzov, peça produzida pelo filho Cécil e dirigida pelo neto Carlos Thiré.
Tônia começou na televisão na década de 60, a convite do autor Vicente Sesso, para fazer “Sangue do Meu Sangue” ao lado de Fernanda Montenegro e Francisco Cuoco. A novela do diretor Sérgio Britto foi exibida em 1969 pela TV Excelsior
Formada em educação física
Filha de Hermenegildo Portocarrero e Zilda de Farias Portocarrero, Maria Antonieta Portocarrero Thedim nasceu em 23 de agosto de 1922, em uma família de militares, e se formou em educação física em 1941.
Sua formação artística foi obtida em cursos em Paris, para onde foi com seu então marido, o artista plástico e diretor de cinema Carlos Arthur Thiré. Lá, teve aula com grandes atores, dentre eles Jean-Louis Barrault.
Em seu retorno ao Brasil, aos 25 anos, estrelou seu primeiro filme, “Querida Suzana”, de Alberto Pieralise. ao lado de Anselmo Duarte, Nicette Bruno e da bailarina Madeleine Rosay.
Dois anos depois, em 1949, sobiu aos palcos pela primeira vez em “Um Deus Dormiu Lá em Casa”, com Paulo Autran. A produção havia sido realizada pelo Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em São Paulo, sob direção artística de Adolfo Celi – segundo marido de Tônia.
Nos anos seguintes, estrelou inúmeras peças do TBC, como “Amanhã, se Não Chover” (1950), de Henrique Pongetti; e “Uma Mulher do Outro Mundo” (1954), de Noel Coward; “Otelo” (1956), de Shakespeare; “Entre Quatro Paredes” (1956), de Jean-Paul Sartre; e “Seis Personagens à Procura de um Autor” (1960), de Luigi Pirandello.

Tônia Carrero completa 95 anos de idade
Grande beleza
Sua beleza chamava a atenção de diversos diretores de cinema. Assim, a convite do empresário Franco Zampari, ela integrou a Cia Cinematográfica Vera Cruz, da qual tornou-se um dos rostos mais conhecidos.
Foi protagonista de “Apassionata” (1952), de Fernando de Barros; “Tico-tico no Fubá” (1952), de Adolfo Celi; e “É Proibido Beijar” (1954), de Ugo Lombardi.
Em 1967, ela se despede da imagem sofisticada e mergulha no universo de Plínio Marcos em “A Navalha na Carne”. Ao lado de Emiliano Queiroz e Nelson Xavier, e sob a direção de Fauzi Arap, vive a prostituta Neuza Suely. A montagem incomodou a ditadura militar, se tornou um dos espetáculos mais aplaudidos da temporada e foi um divisor de águas na sua carreira.
Carreira na televisão
Um de seus personagens mais marcantes da atriz foi a sofisticada e encantadora Stella Fraga Simpson, em “Água Viva” (1980), de Gilberto Braga. Tônia viria a trabalhar novamente com o autor em 1983, na novela “Louco Amor”, desta vez interpretando Mouriel.
Em 1978, integrou o elenco de “Quem Tem Medo de Virgínia Wolf”, de Edward Albee, com direção de Antunes Filho. Em 1984, subiu aos palcos para encenar o espetáculo “A Divina Sarah”, de John Murrell, com direção de João Bethencourt.
Três anos depois, viveu mais um personagem marcante na TV: Rebeca, de “Sassaricando”. Em 2000, também na Rede Globo, interpretou Mimi Melody em “Esplendor”, de Ana Maria Moretzsohn.
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Tônia Carrero atuou no teatro, no cinema e na televisão (Foto: Divulgação)
Tremor de terra é sentido na Capital alagoana
Um forte tremor de terra foi sentido pelos moradores dos bairros do Pinheiro, Bebedouro, Jatiúca, Cruz das Almas, Serraria, Feitosa e Farol neste sábado (3), deixando muita gente assustada.
Vários relatos passaram a ser compartilhados em grupos de mensagens e, assustados, moradores de prédios saíram para a rua, temendo desabamentos.
A tarde, a Prefeitura de Maceió acionou a Defesa Civil Nacional e o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) para apurar as causas do tremor. Coincidentemente, um dos bairros, o Pinheiro, havia registrado rachaduras em algumas residências.

Segundo os relatos, o tremor foi percebido em casas nos bairros mais próximos ao Pinheiro e, nos mais distantes, só em apartamentos.
A Defesa Civil de Maceió foi acionada e chegou ao Pinheiro por volta das 15h
PREPARE O BOLSO: Petrobras anuncia novo aumento no preço da gasolina
Brasil: Jovem pode ficar em estado vegetativo após ser espancada no dia do seu aniversário

Uma jovem, de 18 anos, está internada em estado gravíssimo, após ter sido espancada e enforcada por um homem, de 50 anos, durante uma festa em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. O caso aconteceu na noite de quinta-feira (22), dia do aniversário da vítima. Os médicos alertaram que a jovem corre grande risco de morte e, caso sobreviva, pode ficar em estado vegetativo.
Revoltados com o crime, moradores do bairro incendiaram a casa do suspeito na madrugada desta sexta-feira (23).
Segundo a PM (Polícia Militar), a agressão foi durante uma festa do suspeito A. A. R. que era regada a drogas e bebidas alcoólicas. A família não soube informar o motivo do desentendimento do casal. O socorro foi acionado, mas antes de a ambulância chegar, G. D. M. sofreu três paradas cardíacas. Ela foi levada para uma Upa (Unidade de Pronto Atendimento).
Estudantes da rede estadual participam de torneio de Robótica e disputam vagas para a etapa nacional
Estudantes da rede estadual estão participando, nestas sexta-feira e sábado (23 e 24), da etapa regional do Torneio de Robótica First Lego League, que acontece na sede do Serviço Social da Indústria (SESI) Reitor Miguel Calmon, no bairro do Retiro, em Salvador. São duas equipes que representam o Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC Salvador), unidade da rede estadual localizada dentro do Colégio Estadual da Bahia (Central), e o Colégio Estadual Mestre Paulo dos Anjos, localizado no bairro da Paz, também na capital.
No torneiro, que este ano tem o tema “Hidrodinâmica”, equipes de jovens de 9 a 16 anos de idade, vindos de todos os estados da região Nordeste, utilizam a criatividade para buscar soluções inovadores para problemas existentes no mundo. Para isso, eles programam robôs autônomos capazes de cumprir as missões no torneio. Nesta etapa, serão classificadas seis equipes para a etapa nacional, que acontecerá de 16 a 18 de março, no Paraná.
A iniciativa tem o objetivo de promover o ensino de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (STEAM), por meio de torneios de robótica com clima de evento esportivo. Além disso, fomenta o trabalho colaborativo e fortalece a capacidade de inovação, criatividade e raciocínio lógico dos participantes.
Ítalo Gabriel Santos, 15, é um dos oitos integrantes da equipe “Rubograma”, do Centro Juvenil de Ciência e Cultura de Salvador. “Estou gostando muito do torneio porque é muito divertido. O nosso robô possui apenas peças de Lego e um computador portátil, que a gente programa em blocos lógicos através de um programa de computador oferecido pelo torneio”, afirma.
O instrutor e técnico da equipe “Rubograma”, Genicleito Carvalho Beltrão, fala sobre os benefícios da atividade para os estudantes. “O interessante do torneio é que os alunos podem praticar o que aprenderam nas oficinas do Centro Juvenil, como por exemplo os conceitos de Robótica e de produção científica”.
O estudante Caio Leal, 16, faz parte da equipe “Flash Light”, do Colégio Estadual Mestre Paulo dos Anjos, que conta com cinco estudantes, também falou sobre a experiência. “É a primeira vez que participo de um torneio de robótica e estou na expectativa de que a nossa equipe seja uma das selecionadas para a próxima etapa. Aqui, temos contato com outros estudantes de diferentes estados do Nordeste e isso é muito legal”, diz, entusiasmado.
Mais sobre o Torneiro – O Torneio de Robótica First Lego League é um programa internacional de exploração científica criado em 1998 pela First em parceria com o Grupo Lego. Ele propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia Lego Mindstorm.
Fotos: Emerson Santos
Brasil: Iniciada hoje pela Anatel a operação de bloqueio de celulares piratas em todo país
Chamada “1ª fase” começa em Goiás e DF. Na Bahia, a partir de março de 2019. Inicialmente, donos de celulares irregulares novos serão apenas notificados.

O sistema para bloquear celular pirata entra em operação no Brasil a partir desta quinta-feira (22). Nessa primeira etapa, a ação ocorrerá apenas no Distrito Federal e em Goiás, mas abrangerá todo o país até março de 2019. Inicialmente, os donos de aparelhos irregulares nessas duas regiões serão apenas avisados do problema. O bloqueio dos celulares só ocorre dentro de 75 dias, em 9 de maio. Nas demais regiões do país, o bloqueio ocorrerá em duas fases, programadas para 8 de dezembro de 2018 e 24 de março de 2019. Quais celulares serão bloqueados: Serão bloqueados apenas celulares piratas novos. Ou seja, o alvo da ação são aparelhos irregulares que entrarem na rede das operadoras a partir do início do envio das notificações naquela localidade.
No caso de DF e Goiás, portanto, o bloqueio só atingirá aqueles que forem registrados a partir de 22 de fevereiro. Em São Paulo, a partir de 23 de setembro. No Rio, a partir de 7 de janeiro de 2019.
Os celulares considerados “piratas” são os que não foram certificados pela Anatel ou tenham um IMEI (International Mobile Equipment Indentity) adulterado, clonado ou fraudado de alguma outra forma. O IMEI funciona como o número de identificação do aparelho. Celulares piratas não seguem normas de qualidade e segurança, segundo a Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel).
Além de celulares, também poderão ser alvo do bloqueio outros aparelhos conectados que usem chip e acessem a rede de dados das operadoras, como tablets e máquinas de cartão de crédito, mas que não sejam certificados pela Anatel. Também vale para eles a regra de que apenas aparelhos novos serão bloqueados. O bloqueio não afetará os terminais exclusivos para dados (modens). A Anatel argumenta que não seria possível encaminhar as mensagens informativas aos aparelhos. A Anatel não informa quantos aparelhos irregulares operam no país, mas aponta que cerca de 1 milhão de novos celulares piratas entram nas redes das prestadoras todos os meses. Um dos principais objetivos da medida é inibir a venda de celulares e tablets contrabandeados ou roubados.
Cronograma de bloqueio dos aparelhos
A medida aprovada nesta quinta pela Anatel prevê que, num primeiro momento, os donos de aparelhos piratas serão identificados e receberão mensagens de texto informando que o equipamento será bloqueado por não atender às normas da agência. Só depois dessas notificações e que os bloqueios começarão a ser feitos.
Distrito Federal e Goiás:
Início das notificações: 22 de fevereiro de 2018.
Início dos bloqueios dos aparelhos piratas: 9 de maio de 2018.
Acre, Rondônia, São Paulo, Tocantins, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul:
Início das notificações: 23 de setembro de 2018.
Início dos bloqueios dos aparelhos piratas: 8 de dezembro de 2018.
Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, estados do Nordeste e da região Norte:
Início das notificações: 7 de janeiro de 2019.
Início dos bloqueios dos aparelhos piratas: 24 de março de 2019.
Jovem morre ao sofrer choque usando escova elétrica de cabelo
Uma jovem de 22 anos morreu após sofrer um choque quando usava uma escova elétrica de secar cabelo em casa, em Cascavel, Região Metropolitana de Fortaleza, nesta terça-feira (20). Ela havia acabado de ganhar o objeto. Camila foi socorrida pelo marido e levada ao hospital, mas não resistiu.










