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:: ‘Brasil’

Tragédia: Identificados casal e três filhos pequenos mortos na queda de avião em MG

Marcos Nogueira Chagas, 45 anos, e a mulher dele, Carla Giannine Pereira Medina, 44 anos, eram médicos radiologistas em Brasília. Acidente ocorreu em Patos de Minas, antes da aterrissagem.
Tragédia: Identificados casal e três filhos pequenos mortos na queda de avião em MG

Foto reprodução

Cinco pessoas da mesma família morreram após a queda de um avião de pequeno porte nas proximidades de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, na manhã deste domingo (4). De acordo com o Corpo de Bombeiros, o piloto da aeronave, Marcos Nogueira Chagas, 45 anos, e a mulher dele, Carla Giannine Pereira Medina, 44 anos, eram médicos radiologistas em Brasília e costumavam voar aos fins de semana. As outras vítimas da tragédia são os três filhos do casal, de 7, 10 e 13 anos. Os corpos ficaram presos aos destroços da aeronave e a Aeronáutica e a perícia da Polícia Civil foram acionadas para comparecer ao local do acidente.

O avião particular, prefixo PR-ZMZ, caiu quando o piloto tentava aterrissar no Aeroporto de Patos de Minas, que fica distante quatro quilômetros da área urbana. A aeronave caiu numa fazenda perto ao aeroporto, que não tem equipamentos de controle de voo, contando somente com a pista de pouso. O avião acidentado decolou de Brasilia e fazia um vôo experimental. A queda da aeronave aconteceu por volta das 11h. Segundo os registros da Aeronáutica, o aviao pertence a Marcos Chagas e estava em situação regularizada, mas ainda em condição “privada experimental”. O médico também foi registrado como operador da aeronave, fabricada em 2013.

Aeronave caiu em Patos de Minas neste domingo (4) â?? Foto: Paulo Barbosa/G1

Por meio de nota, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que ainda vai averiguar as causas da queda do avião. Segundo o Cenipa, os primeiros trabalhos da apuração – a chamada “Ação Inicial da ocorrência” – serão feitos por investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III). O trabalho corresponde à coleta de dados – “fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos”, informou a Aeronáutica. Ainda não foi definido prazo para divulgação do resultado da investigação.

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Hobby por voar

Advogado de Marcos e amigo da família, Lucas Vianna contou que o médico tinha habilitação para pilotar aeronave e aos fins de semana gostava de voar com a família e os amigos. “Ele, inclusive, me convidou para ir uma vez, mas nunca tinha surgido a oportunidade”, contou. Em consulta ao site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião aparece com a situação de aeronavegabilidade normal. O modelo RV-10 foi fabricado pela Flyer Industria Aeronáutica LTDA e pesa 1.224 quilos.

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FONTE: vitoriadaconquistanoticias

Igaporã: jovem morre em acidente quando retornava das provas do Enem 2018

Foto: arquivo pessoal

Um grave acidente de trânsito envolvendo uma moto e um ônibus deixou uma jovem morta e um jovem gravemente ferido, por volta das 19h na BR 430, entre Igaporã e Riacho de Santana, próximo à divisa dos municípios.

De acordo com a Polícia Militar, o condutor do ônibus que pertence à empresa Caetité Turismo disse que a moto não possuía sinalização luminosa, impedindo que ele avistasse o veículo a tempo de frear ou desviar.
Foto: arquivo pessoal
O ônibus atropelou a motocicleta e os dois jovens ficaram embaixo do ônibus. O condutor da moto foi retirado com vida em estado grave pela equipe do SAMU de Igaporã e socorrido para o Hospital Municipal José Olinto Cotrim, onde aguarda transferência para o Hospital Regional de Guanambi.
A jovem não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no local. O seu corpo aguardou por quase duas horas pelos trabalhos da Polícia Técnica, sendo liberado para o Instituto Médico Legal (IML) de Guanambi.
Foto: leitor do Portal Lapa Oeste/WhatsApp
Ainda de acordo com a polícia, a jovem que morreu foi identificada como Suzelia de Jesus Neves Carmo e o condutor da moto é Romilson de Jesus Silva. Os dois retornavam da cidade de Riacho de Santana, onde a jovem fez o Enem 2018. No momento do acidente, o motociclista executava uma conversão para acessar uma estrada vicinal.

Começou o horário de verão! Adiante seu relógio em uma hora

Horário de verão foi adotado pela 1ª vez em 1931
Horário de verão foi adotado pela 1ª vez em 1931Pxhere

horário de verãocomeçou à meia-noite deste domingo (4) nos 10 Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e no Distrito Federal. Os moradores das localidades devem adiantar os relógios em uma hora.

A alteração valerá até o terceiro domingo de fevereiro de 2019 (16), quando os relógios voltam a ser atrasados e entram em linha com o restante do país.

Estudo mostra que horário de verão não funciona

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, as regiões Norte e Nordeste não adotam o horário diferenciado por estarem localizadas mais próximas à linha do equador, onde existe uma diferença maior na luminosidade do dia entre o verão e o inverno.

Adotada desde 1931, a medida visa gerar economia de energia, com menor consumo no horário de pico da época, das 18h às 21h. No entanto, um estudo do Ministério de Minas e Energia apontou que a alteração não representa mais a mesma eficiência devido à mudança do período de maiores gastos.

Duração menor

Com 104 dias, o horário de verão 2018/2019 terá duração menor em relação ao ano passado, quando a alteração ocorreu 21 dias antes, no terceiro domingo do mês de outubro.

A alteração ocorreu devido a uma solicitação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que argumentava contra um prejuízo da mudança no dia do segundo turno das Eleições 2018.

Anac diz que passagens aéreas já consideram horário de verão

O MEC (Ministério da Educação) também solicitou por um novo adiamento do horário devido à aplicação da primeira prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), mas teve o pedido negado pelo governo.

Para o ano que vem, a equipe de governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), será responsável por decidir se o horário de verão continuará em vigor.

Arte/R7

Moro aceita convite de Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça Responsável pela Lava Jato em Curitiba, Sérgio Moro, é o quinto ministro anunciado para compor o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Moro aceita convite de Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça

Silvia Izquierdo/AP

O juiz federal Sérgio Moro aceitou nesta quinta-feira (1º) o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para chefiar o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Os dois estiveram reunidos nesta manhã, no Rio de Janeiro. Moro chegou na casa de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, um pouco antes das 9h. Ele veio de Curitiba em voo de carreira e sem seguranças.

Após o encontro, Moro divulgou nota dizendo que aceitou “honrado” o convite. Moro disse, ainda, que aceitava o cargo com “certo pesar” pois terá que abandonar a carreira de juiz após 22 anos de magistratura.

“No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito a Constituição, a lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão”, escreveu Moro.

“Na prática, significa consolidar os avancos contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior”, concluiu.

Segundo o juiz, a Operação Lava Jato seguirá em Curitiba “com os valorosos juízes locais”. Ele disse que desde já vai se afastar de novas audiências.

Moro é o quinto ministro anunciado pelo governo Bolsonaro. Outros quatro já foram anunciados: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes(Economia), general Augusto Heleno (Defesa) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

O juiz federal Sérgio Moro aceitou nosso convite para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Sua agenda anti-corrupção, anti-crime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis será o nosso norte

O presidente Jair Bolsonaro confirmou, por meio do Twitter, que o juiz federal Sérgio Moro aceitou seu convite para o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“Sua agenda anti-corrupção, anti-crime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis será o nosso norte!”, afirmou Bolsonaro.

Moro diz que aceitar o ministério depende de agenda anticorrupção e anticrime organizado

Moro diz que aceitar o ministério depende de agenda anticorrupção e anticrime organizado

Durante voo de Curitiba para o Rio de Janeiro, Sergio Moro afirmou à reportagem da TV Globo que não havia nada definido e que aceitar o convite para assumir o ministério dependia de agenda anticorrupção e anticrime organizado para o país.

“Se houver a possibilidade de uma implementação dessa agenda, convergência de ideias, como isso ser feito, então há uma possibilidade. Mas como disse, é tudo muito prematuro”, afirmou Moro.

Nota divulgada pelo juiz Sérgio Moro

Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justica e da Seguranca Publica na proxima gestao. Apos reuniao pessoal na qual foram discutidas politicas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a pespectiva de implementar uma forte agenda anticorrupcao e anticrime organizado, com respeito a Constituicao, a lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisao. Na pratica, significa consolidar os avancos contra o crime e a corrupcao dos ultimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operacao Lava Jato seguira em Curitiba com os valorosos juizes locais. De todo modo, para evitar controversias desnecessarias, devo desde logo afastar-me de novas audiencias. Na proxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes.

LICÍNIO: ACIDENTE COM ÔNIBUS DA GONTIJOA estrada se encontra em péssimo estado e com as chuvas as dificudades aumenta mais.

LICÍNIO: ACIDENTE COM ÔNIBUS DA GONTIJO

Por volta das 15h20 desta terça-feira, 30, um ônibus modelo Marcopolo Viaggio 900, da Viação Gontijo de Transportes acabou tombando na BA-026, próximo ao povoado do Saco da Onça. O ônibus fazia a linha Jacaraci-Espinosa e estava em direção ao município de Urandi. O trecho de 20km de leito natural já é conhecida na região como perigosa e muito ruim de trafegar, especialmente em períodos chuvosos. Com as chuvas torrenciais dos últimos dias, o local do acidente ficou escorregadio e a terra molhada cedeu com o peso do veículo. Felizmente não houve fatalidades, apenas 4 passageiros tiveram ferimentos leves e algumas escoriações e foram encaminhados ao Hospital Municipal de Urandi – BA. As informações foram confirmadas pela agência de venda de passagens da Gontijo em Licínio de Almeida

Bolsonaro diz no JN que imprensa que “mentir” não terá “apoio do governo”Bolsonaro concedeu entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo. Antes, ele já havia falado com Record TV, Band, SBT e RedeTV!

Bolsonaro diz no JN que imprensa que

Reprodução/TV Globo

O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta segunda-feira (29) que é “totalmente favorável à liberdade de imprensa”, mas condicionou o que chamou de “apoio” do seu futuro governo por meio de verbas da propaganda oficial a veículos de comunicação ao “comportamento” de veículos de comunicação.
Antes de expor suas intenções, ele se referiu a uma reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo em janeiro deste ano, que revelou que verba do seu gabinete na Câmara dos Deputados foi usada para empregar uma vizinha dele em um distrito a 50 km do centro de Angra Dos Reis (RJ).

“Não quero que ela [a imprensa] acabe, mas no que depender de mim, na propaganda oficial do governo, imprensa que se comportar dessa maneira, mentindo descaradamente, não terá apoio do governo federal”, disse Bolsonaro em entrevista ao JN.

Segundo o deputado federal, Walderice Santos da Conceição foi rotulada “de forma injusta” de servidora “fantasma”, por ter como principal atividade um comércio, chamado “Wal Açaí”. “É uma senhora, mulher, negra e pobre”, declarou Bolsonaro. Ele disse ainda que a funcionária estava de férias quando foi encontrada pela reportagem.

A Folha voltou a explicar, em matéria publicada na noite desta segunda, como apurou a reportagem sobre Walderice. Segundo o jornal, a reportagem procurou Walderice duas vezes.
“Então ações como essa por parte de uma imprensa que mesmo a gente mostrando a injustiça que cometeu com uma senhora ao não voltar atrás logicamente que eu não posso considerar essa imprensa digna”, afirmou.
A resposta veio depois de o editor-chefe e apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, afirmar que Bolsonaro sempre se declarou enfaticamente um defensor da liberdade de imprensa, mas que “em alguns momentos da campanha o senhor chegou a desejar que um jornal deixasse de existir”.

“É indiscutível que a imprensa não é imune a erros e nem a críticas, e isso vale para qualquer órgão da imprensa profissional. Mas também é fato que a imprensa livre é um pilar da democracia. Como presidente eleito, o senhor vai continuar defendendo a liberdade da imprensa e a liberdade do cidadão de escolher o que ele quiser ler, ver e ouvir?”, questionou Bonner.

Diante da fala de Bolsonaro sobre não apoiar veículos que, segundo ele, mentem, o jornalista pediu a palavra para fazer uma defesa da Folha, mesmo admitindo ter, em certos momentos, consideradas injustas certas críticas feitas pelo jornal.

“Mas, para ser justo do lado de cá, eu preciso dizer que o jornal sempre nos abriu a possibilidade de apresentar a nossa discordância, os nossos argumentos, aquilo que nós entendíamos ser a verdade”, disse o entrevistador.

“A Folha é um jornal sério, é um jornal que cumpre um papel importantíssimo na democracia brasileiro. É um papel que a imprensa profissional brasileira desempenha e a Folha faz parte desse grupo”, concluiu o jornalista.
 “Discurso inflamado”

O futuro comandante do Palácio do Planalto também foi questionado sobre o que quis dizer ao afirmar, no último dia 21, que “os marginais vermelhos serão banidos da nossa pátria”. As declarações foram feitas em casa, por telefone, a apoiadores que se manifestavam a seu favor em São Paulo.

“Foi um discurso inflamado, com a avenida Paulista cheia, e logicamente eu estava me referindo à cúpula do PT e cúpula também do PSOL”, disse Bolsonaro, mencionando em seguida uma fala do presidenciável psolista Guilheme Boulos, líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), de que invadiria sua casa no Rio de Janeiro por ele não ser produtivo.

“Foi um momento de desabafo, é um discurso acalorado, mas não ofendi a honra de ninguém. O que eu quero dizer com aquilo? No Brasil de Jair Bolsonaro, quem desrespeitar a lei sentirá o peso da mesma quanto a sua pessoa”, declarou.
“Evitar divisões”

Bolsonaro foi convidado a se dirigir àqueles que não votaram nele e disse que “nós estamos no mesmo barco”.

“Se o Brasil não sair dessa crise ética, moral e econômica, todos nós sofreremos as consequências do que se aproxima no futuro. Nós queremos é [estar] junto com vocês, afinal de contas, nós temos tudo para sermos uma grande nação. O que está faltando é a união de todos, evitar as divisões”.

Em seguida, ele disse que a cisão apareceu no governo anterior, do PT. “Isso nós vamos evitar. Vamos tratar todos iguais. Eu apelo àqueles que não votaram em mim: nos dê a oportunidade agora de mostrar que realmente nós podemos fazer uma política de modo que a felicidade se faça presente em nosso meio no futuro”, declarou.
Respeito à Constituição

Em entrevista ao Jornal da Band, Bolsonaro foi questionado se achava que havia a necessidade de que o respeito à Constituição fosse enfatizado no discurso de vitória, neste domingo (28). “Parece que se você não falasse isso você não seria um democrata. Então você é obrigado a falar isso daí para evitar que o outro lado te ataque”, respondeu o presidente eleito.

“O respeito à Constituição é o mínimo que você pode ter, vamos assim dizer. Afinal de contas, estamos concorrendo a presidente da República pelas vias democráticas. É um sufrágio popular de votos. Lamento ser obrigado a fazer isso daí, a dizer que você é democrata num sistema democrata”, acrescentou.

FONTE: uol

Após chamar jornalistas de ‘lixo’, assessor de Bolsonaro se desculpa

Assessor de Bolsonaro culpou "excesso verbal"
Assessor de Bolsonaro culpou “excesso verbal”JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Após ofender jornalistas no domingo (28), o assessor parlamentar de imprensa do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), Eduardo Guimarães, emitiu uma nota no início da tarde desta segunda-feira (29) se desculpando pelo tratamento dispensado a jornalistas em um grupo no WhatsApp formado por profissionais que cobriam a campanha.

“Gostaria de apresentar minhas sinceras desculpas junto aos jornalistas brasileiros, que por ventura se sentiram atingidos, no tocante ao meu excesso verbal”, declarou o assessor. “Agi de forma rude e equivocada para mostrar minha insatisfação na cobertura jornalística do cenário político nacional”.

Na mensagem que Guimarães encaminhou a jornalistas ontem, ele comentava o resultado da pesquisa de boca de urna publicado pouco depois do enceramento da votação. “UÉ…. não ‘tava’ quase empatado? Vocês são o maior engodo do Jornalismo do Brasil!!!! LIXO”, escreveu.

Em seu comunicado, Guimarães disse ainda que o comportamento não foi feito de acordo com orientação dada por Bolsonaro e ou seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL).

Michelle Bolsonaro, uma discreta primeira-dama evangélica

Michelle Bolsonaro, uma discreta primeira-dama evangélica
 Maquiagem discreta, calça cinza e uma camiseta preta. Assim Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, 38 anos, acompanhou o marido Jair Bolsonaro (PSL) na convenção que formalizou sua candidatura à Presidência, no último dia 22 de julho. Sentou ao lado dele no palco, mas não discursou. Durante mais de duas horas de evento, escutou os pronunciamentos, posou para algumas fotografias e conversou em libras com um grupo de deficientes auditivos que manifestava apoio ao marido. Colando uma imagem de simplicidade, chamou a atenção naquele dia mais pelo discurso de Jair Bolsonaro, que, do púlpito, lhe agradeceu por educar a filha caçula do casal, de sete anos, e contou como conheceu a esposa 25 anos mais jovem que ele, nos corredores da Câmara dos Deputados. Nos meses seguintes, inclusive durante a campanha eleitoral, foram raras as vezes em que a primeira-dama apareceu publicamente ao lado do candidato. Preferiu manter a discrição e apoiar o marido de maneira mais reservada.

Quando soube que Bolsonaro planejava disputar as eleições presidenciais, Michelle pensou que o marido estava “maluco”, mas não se opôs. “Se ele quer, vou apoiá-lo. Agora tá nas mãos de Deus. Estou bem confiante, e o que Deus tiver para nós vai ser uma bênção”, afirmou em entrevista ao Jornal Nacional, na última semana de campanha, quando as pesquisas apontavam que o candidato do PSL seguia na frente, mas com uma diferença menor em relação ao rival Fernando Haddad (PT). Na reta final, aliás, a primeira dama resolveu abrir mão da estratégia que adotou durante todo o primeiro turno e apareceu pela primeira vez na propaganda eleitoral de Bolsonaro para a televisão. A três dias do segundo turno, participou de um programa dedicado à comunidade surda, pela qual desenvolve trabalhos sociais. Sem nenhum tipo de deficiência, Michelle decidiu aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para conseguir se comunicar com um tio surdo. “Ele que plantou essa sementinha”, contou na propaganda eleitoral gratuita.

Com o marido eleito presidente, Michelle espera seguir a tradição das primeiras-damas brasileiras. Em uma das raras entrevistas que deu à imprensa, manifestou o desejo de desenvolver “todos os trabalhos possíveis” na área de ação social, embora ainda não tenha detalhado como deverá ser essa atuação. “Eu já fazia isso antes de conhecê-lo, que é um chamado que eu tenho”, disse ao Jornal Nacional. Evangélica, a primeira-dama realiza trabalhos voluntários na igreja, principalmente de educação à comunidade surda. É com esse público, aliás, que costuma ter maior proximidade nos cultos de domingo da Igreja Batista Atitude, no Recreio (zona oeste do Rio), pra onde vai duas vezes por semana, sempre acompanhada de seguranças.

Como evangélica, Michelle Bolsonaro teve um papel fundamental na aproximação do marido —Jair Bolsonaro é católico— com sua religião. Começou a levá-lo como acompanhante em alguns cultos que frequentava desde o início do relacionamento, há 11 anos. Ali, Bolsonaro encontrou espaço para ampliar a pauta conservadora que defende, como por exemplo sua posição contra o aborto e o casamento entre homossexuais.

Terceira esposa de Jair Bolsonaro, Michelle conheceu o marido em 2007 nos corredores da Câmara Federal, onde trabalhava como secretária parlamentar. Bolsonaro, que estava no quinto mandato parlamentar, a convidou para trabalhar no seu gabinete poucos meses depois. No período de um ano e dois meses em que trabalhou ali, Michelle teve o salário triplicado, mas foi exonerada em 2008, quando o Supremo Tribunal Federal proibiu o nepotismo nos Três Poderes. “A demissão foi pra evitar uma acusação de nepotismo. Mesmo ela tendo o direito de permanecer porque já era empregada quando me casei com ela”, explicou Bolsonaro durante a convenção do PSL. Os dois se casaram em 2007, mas a cerimônia religiosa aconteceu seis anos depois, numa mansão de festas que tem vista do Rio de Janeiro até Teresópolis.

Fora da política, Michelle se dedicou aos trabalhos voluntários da igreja. Durante a campanha, quase não foi a eventos políticos com Bolsonaro nem se tornou famosa na sombra do marido. Nem mesmo quando ele esteve internado no Hospital Albert Einstein, depois de ter sofrido uma tentativa de assassinato em um evento de campanha em Juiz de Fora (MG). Diferente do candidato, que costuma se comunicar com o eleitorado nas redes sociais, Michelle decidiu fechar suas contas nas redes sociais neste ano, quando passou a ficar mais conhecida e buscada por jornalistas em razão da candidatura do marido.

Mesmo assim, teve uma atuação na campanha, especialmente na tentativa de afastar do marido as pechas de racista e xenófobo. Em entrevista ao programa Pânico no início de outubro, Jair Bolsonaro afirmou que a esposa é filha de um nordestino negro. “O meu sogro é o Paulo Negão, de Crateús, no Ceará. A minha filha [Laura] tem sangue de cabra da peste correndo em suas veias”, afirmou.

EL PAÍS
BEATRIZ JUCÁ

Nota oficial FENAJ – Futuro incerto para a democracia, o Jornalismo e os jornalistas out 29, 2018

Resultado de imagem para federação nacional de jornalistaA Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ, representante máxima da categoria no Brasil, expressa sua preocupação com o futuro da nação brasileira, após a eleição da chapa formada pelo capitão reformado Jair Bolsonaro e pelo general Mourão, também reformado, para governar o país a partir de 1º de janeiro de 2019.

A FENAJ repudia a violência contra jornalistas e, em especial, as declarações do assessor de Bolsonaro, Eduardo Guimarães, que apenas esperou a divulgação, no início da noite de ontem (28/10), das pesquisas de boca de urna indicando a vitória de seu assessorado para enviar mensagem ofensiva a diversos jornalistas de diferentes veículos de mídia. Também ontem, jornalistas foram agredidos enquanto faziam a cobertura das comemorações da vitória de Bolsonaro em mais de um Estado brasileiro.

Os muitos casos de agressões contra jornalistas ocorridos durante a campanha eleitoral e a indiferença de Bolsonaro diante dos ataques reforçam o que a trajetória política dele já demonstrara: o político de ultra-direita é avesso a críticas e não admite ser questionado publicamente, mesmo quando as questões dizem respeito à sua atuação como homem público.

Ainda que Bolsonaro tenha assumido o compromisso de respeitar a Constituição brasileira, é de conhecimento público suas ideias autoritárias, como a defesa da ditadura militar, e até mesmo criminosas, como a apologia à tortura. Resta saber como vai se comportar a partir de agora, e se vai se submeter às regras democráticas, entre elas a do respeito às liberdades de expressão e de imprensa.

A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas não aceitam qualquer tipo de violência contra a categoria e categoricamente afirmam que não há justificativa admissível para as agressões que vêm ocorrendo e que cresceram no ambiente virtual no decorrer da campanha.

Igualmente, FENAJ e Sindicatos não aceitam a retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e estarão nas trincheiras da resistência, para evitar mais prejuízos. Como deputado, Bolsonaro votou sempre contra os interesses da classe trabalhadora. Estaremos firmes e alertas para impedir que os retrocessos iniciados por Temer se aprofundem ainda mais.

Diante das incertezas do futuro, a FENAJ e seus Sindicatos filiados reafirmam seu compromisso com a democracia, com o Estado Democrático de Direito, com as liberdades individuais e coletivas e com os direitos humanos, trabalhistas e sociais. E lembram que o Jornalismo e os jornalistas têm papel fundamental para a democracia e a constituição da cidadania e que governantes democráticos submetem-se à crítica e, principalmente, à vontade da maioria que, no Brasil e no mundo, é constituída pela classe trabalhadora.

Em defesa da democracia!

Em defesa das liberdades de expressão e de imprensa!

Em defesa do Jornalismo e dos jornalistas!

Em defesa dos direitos da classe trabalhadora!

Brasília, 29 de outubro de 2018.

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ.

JAIR BOLSONARO ELEITO PRESIDENTE DO BRASIL

Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito novo presidente do Brasil neste domingo (28). Depois de sair na frente no primeiro turno, Bolsonaro confirmou seu amplo favoritismo e derrotou em segundo turno Fernando Haddad (PT).

O candidato do PSL liderou todas as pesquisas desde que o ex-presidente Lula, também do PT, teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral. Bolsonaro sofreu uma tentativa de morte no meio da campanha, durante uma caminhada por Juiz de Fora, em Minas Gerais. Depois disso, passou três semanas internado no hospital Albert Einstein. Após o atentado, Bolsonaro não participou mais de debates.

Nascido em Campinas (SP), o capitão da reserva tem 63 anos e foi deputado federal pelo Rio de Janeiro por sete mandatos. Ele foi aluno da Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas, e se formou na Academia Militar das Agulhas Negras em 1977. Começou sua vida política em 1988, quando foi eleito para a Câmara Municipal do Rio pelo PDC. Em outubro de 1990, foi eleito deputado federal. Em 1993, participou da fundação do Partido Progressista Reformador (PPR).

Bolsonaro começou sua carreira como militar (Foto: Reprodução)

Memória 
Um fato rumoroso marca o início da vida pública de Bolsonaro. Em 1987, reportagem publicada pela revista Veja informou que havia um plano denominado “Beco Sem Saída” para explodir bombas em banheiros da Vila Militar, da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), quartéis e locais estratégicos do Rio. O objetivo seria protestar contra os baixos salários. O então capitão publicara um artigo em que reivindicava a melhoria dos soldos – o que lhe rendeu, posteriormente, punição disciplinar.

Na ocasião, Bolsonaro foi identificado como fonte da reportagem, que exibia croquis feitos a mão supostamente pelo próprio militar. Ele negou as acusações, recorreu ao Superior Tribunal Militar (STM) e foi absolvido. Em 1988, foi para reserva. Já conhecido e identificado inicialmente como porta-voz de reivindicações militares, iniciou então a carreira política no Rio de Janeiro

(Foto: Arquivo)

Com a pauta ampliada para segurança e temas “contra a ideologia esquerdista”, foi eleito sete vezes deputado federal, permanecendo quase três décadas no Congresso Nacional, período em que apresentou mais de 170 projetos, mas teve apenas dois aprovados. Foi o mais votado no Rio para a Câmara em 2014, obtendo 464 mil votos.

Casado três vezes, tem cinco filhos, dos quais três estão na vida política – Carlos é vereador no Rio, Flávio é deputado estadual no Rio e Eduardo é deputado federal por São Paulo. O PSL é o seu nono partido. À Justiça Eleitoral, declarou patrimônio de R$ 2,3 milhões.

Atentado
Com apenas oito segundos de propaganda eleitoral, Bolsonaro e seus filhos, que costumam criticar a imprensa, usaram as redes sociais intensamente e terminaram acusados pelos adversários de liderarem a produção de fake news nessas eleições. Pelas redes, detalharam até o estado de saúde de Bolsonaro quando esteve hospitalizado durante o primeiro turno, alvo de atentado a faca – algo que nunca aconteceu a presidenciáveis em campanha, após a redemocratização no Brasil.

Bolsonaro sofreu atentado em Minas Gerais (Foto: Reprodução)

Ferido em 6 de setembro quando participava de ato público em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou 22 dias internado, recuperando-se de uma hemorragia e de duas cirurgias no intestino. Ele foi atacado pelo desempregado Adélio Bispo – que hoje é réu por “atentado pessoal por inconformismo político”.

A trajetória de Jair Bolsonaro

Nascimento –  21 de março de 1955, em Campinhas (SP). Filho de Perci Geraldo Bolsonaro e Olinda Bonturi

Formação – Em 1977, fez curso na Academia Militar das Agulhas Negras (RJ) e em 1983,  formou-se em Educação Física na Escola do Exército (RJ)

Carreira militar – Em 1986, lidera um protesto contra os baixos salários dos militares. E escreve um artigo na Veja intitulado “O salário está baixo”. Fica preso, por 15 dias, por infringir regulamento disciplinar. Em 1988, vai a julgamento no Superior Tribunal Militar (STM), acusado de ser um dos cabeças do plano para explodir bombas na Vila Militar da Academia Agulhas Negras. Dois peritos comprovam que os croquis dos ataques foram desenhados por Bolsonaro. Outros dois dão laudos inclusivos e ele é beneficiado pela dúvida

Carreira política – Em 1988,  é eleito para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, pelo PDC – Partido Democrata Cristão. Entra para a reserva do Exército na patente de Capitão. Em 1991,  assume o primeiro mandato de Deputado Federal, dois anos depois, em 1993, é um dos polícos fundadores do PPR – Partido Progressista Reformador; e em 1994  é reeleito para a Câmara Federal.  Está no sétimo mandato e quinto partido.

Campanha 
Na corrida ao Palácio do Planalto, o candidato teve dificuldade para ampliar alianças e negociar um nome para vice-presidente – cargo entregue ao polêmico general Mourão (PRTB), que trouxe consigo o apoio de alas da elite das Forças Armadas. Bolsonaro já negou várias vezes que tenha existido golpe militar e tortura política no Brasil.

Desde o início, ele apresentou o banqueiro Paulo Guedes como o fiador de seu programa econômico. Com o aumento de sua popularidade e a entrada de Guedes na campanha, cresceu também o apoio de setores empresariais e financeiros ao PSL. Fiel ao discurso anticorrupção, diz que vai combatê-la acabando com ministérios e estatais.

À frente de um partido nanico, com pouca verba partidária e sem marqueteiros de grife, o deputado apostou nas redes sociais, terreno em que sua militância é marcada pela agressividade com que o denfende frente a quaisquer críticas, chegando, inclusive, a derrubar a página do movimento #Elenão, criada por mulheres contrárias à sua eleição. Dizem esses militantes que tirando o ex-capitão, todos os políticos são de esquerda e o Brasil vive ameaça de invasão comunista.

Bolsonaro e seu vice, general Mourão (Foto: Estadão Conteúdo)

Mas fora deste grupo, Bolsonaro conseguiu surfar no sentimento antipetista e ganhar apoio entre os eleitores de maior renda e escolaridade. E também conquistou votos de setores da indústria e do agronegócio tradicionalmente fechados com o PSDB. Sua proposta econômica parte de uma plataforma ultraliberal, com a promessa de privatização de quase totalidade das estatais. A garantia de que isso se dará em um possível governo é dada pelo economista Paulo Guedes. Operador nas bolsas de valores do Brasil e EUA, ele já foi apontado como futuro ministro da Fazenda pelo próprio Bolsonaro.

Se o antipetismo o ajudou entre os mais ricos, nas periferias o gancho para cooptar eleitores é o seu discurso contra os defensores dos direitos humanos e a favor de maior rigidez no combate ao crime. Ele defende que a polícia deveria matar mais bandidos e que todo o cidadão deve andar armado para se defender. Posições como estas, somadas ao comportamento da militância, fazem com que seja classificado de fascista por seus adversários. O jornal francês Libération foi um dos últimos periódicos mundo afora a dedicar reportagens nada elogiosas ao ex-capitão. Entre os adjetivos com que o descreve estão “racista”, “homofóbico”, “misógino” e pró-ditadura”. Mas nada disso foi capaz de tirá-lo da liderança das pesquisas. Nem mesmo o maior ato desta campanha, justamente a passeata do #Elenão.

PRINCIPAIS PROPOSTAS DE BOLSONARO

*Ministérios  – Em seu plano de governo, ele defende reduzir o número de ministérios, mas não diz quantos e nem quais deixariam de existir

*Emprego e Renda  – Propõe a criação de uma nova carteira de trabalho, nas cores verde e amarela, para novos trabalhadores. Essa carteira seria voluntária e regida por um ordenamento jurídico próprio, dando ao trabalhador a opção de escolher entre um vínculo empregatício baseado na carteira de trabalho tradicional (azul) – mantendo o ordenamento jurídico atual –, ou a carteira verde e amarela, onde o contrato individual prevaleceria sobre a CLT.

*Forças Armadas  O programa de Bolsonaro elogia as Forças Armadas e sua participação na II Guerra Mundial. Também chama a Ditadura Militar, instaurada com um golpe em 1964, de “revolução”

*Educação –  O programa também prevê  instalação de colégios militares em todas as capitais do país. Hoje, existem 13 colégios desse tipo em todo o Brasil.