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:: ‘Brasil’

Bolsonaro diz no JN que imprensa que “mentir” não terá “apoio do governo”Bolsonaro concedeu entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo. Antes, ele já havia falado com Record TV, Band, SBT e RedeTV!

Bolsonaro diz no JN que imprensa que

Reprodução/TV Globo

O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta segunda-feira (29) que é “totalmente favorável à liberdade de imprensa”, mas condicionou o que chamou de “apoio” do seu futuro governo por meio de verbas da propaganda oficial a veículos de comunicação ao “comportamento” de veículos de comunicação.
Antes de expor suas intenções, ele se referiu a uma reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo em janeiro deste ano, que revelou que verba do seu gabinete na Câmara dos Deputados foi usada para empregar uma vizinha dele em um distrito a 50 km do centro de Angra Dos Reis (RJ).

“Não quero que ela [a imprensa] acabe, mas no que depender de mim, na propaganda oficial do governo, imprensa que se comportar dessa maneira, mentindo descaradamente, não terá apoio do governo federal”, disse Bolsonaro em entrevista ao JN.

Segundo o deputado federal, Walderice Santos da Conceição foi rotulada “de forma injusta” de servidora “fantasma”, por ter como principal atividade um comércio, chamado “Wal Açaí”. “É uma senhora, mulher, negra e pobre”, declarou Bolsonaro. Ele disse ainda que a funcionária estava de férias quando foi encontrada pela reportagem.

A Folha voltou a explicar, em matéria publicada na noite desta segunda, como apurou a reportagem sobre Walderice. Segundo o jornal, a reportagem procurou Walderice duas vezes.
“Então ações como essa por parte de uma imprensa que mesmo a gente mostrando a injustiça que cometeu com uma senhora ao não voltar atrás logicamente que eu não posso considerar essa imprensa digna”, afirmou.
A resposta veio depois de o editor-chefe e apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, afirmar que Bolsonaro sempre se declarou enfaticamente um defensor da liberdade de imprensa, mas que “em alguns momentos da campanha o senhor chegou a desejar que um jornal deixasse de existir”.

“É indiscutível que a imprensa não é imune a erros e nem a críticas, e isso vale para qualquer órgão da imprensa profissional. Mas também é fato que a imprensa livre é um pilar da democracia. Como presidente eleito, o senhor vai continuar defendendo a liberdade da imprensa e a liberdade do cidadão de escolher o que ele quiser ler, ver e ouvir?”, questionou Bonner.

Diante da fala de Bolsonaro sobre não apoiar veículos que, segundo ele, mentem, o jornalista pediu a palavra para fazer uma defesa da Folha, mesmo admitindo ter, em certos momentos, consideradas injustas certas críticas feitas pelo jornal.

“Mas, para ser justo do lado de cá, eu preciso dizer que o jornal sempre nos abriu a possibilidade de apresentar a nossa discordância, os nossos argumentos, aquilo que nós entendíamos ser a verdade”, disse o entrevistador.

“A Folha é um jornal sério, é um jornal que cumpre um papel importantíssimo na democracia brasileiro. É um papel que a imprensa profissional brasileira desempenha e a Folha faz parte desse grupo”, concluiu o jornalista.
 “Discurso inflamado”

O futuro comandante do Palácio do Planalto também foi questionado sobre o que quis dizer ao afirmar, no último dia 21, que “os marginais vermelhos serão banidos da nossa pátria”. As declarações foram feitas em casa, por telefone, a apoiadores que se manifestavam a seu favor em São Paulo.

“Foi um discurso inflamado, com a avenida Paulista cheia, e logicamente eu estava me referindo à cúpula do PT e cúpula também do PSOL”, disse Bolsonaro, mencionando em seguida uma fala do presidenciável psolista Guilheme Boulos, líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), de que invadiria sua casa no Rio de Janeiro por ele não ser produtivo.

“Foi um momento de desabafo, é um discurso acalorado, mas não ofendi a honra de ninguém. O que eu quero dizer com aquilo? No Brasil de Jair Bolsonaro, quem desrespeitar a lei sentirá o peso da mesma quanto a sua pessoa”, declarou.
“Evitar divisões”

Bolsonaro foi convidado a se dirigir àqueles que não votaram nele e disse que “nós estamos no mesmo barco”.

“Se o Brasil não sair dessa crise ética, moral e econômica, todos nós sofreremos as consequências do que se aproxima no futuro. Nós queremos é [estar] junto com vocês, afinal de contas, nós temos tudo para sermos uma grande nação. O que está faltando é a união de todos, evitar as divisões”.

Em seguida, ele disse que a cisão apareceu no governo anterior, do PT. “Isso nós vamos evitar. Vamos tratar todos iguais. Eu apelo àqueles que não votaram em mim: nos dê a oportunidade agora de mostrar que realmente nós podemos fazer uma política de modo que a felicidade se faça presente em nosso meio no futuro”, declarou.
Respeito à Constituição

Em entrevista ao Jornal da Band, Bolsonaro foi questionado se achava que havia a necessidade de que o respeito à Constituição fosse enfatizado no discurso de vitória, neste domingo (28). “Parece que se você não falasse isso você não seria um democrata. Então você é obrigado a falar isso daí para evitar que o outro lado te ataque”, respondeu o presidente eleito.

“O respeito à Constituição é o mínimo que você pode ter, vamos assim dizer. Afinal de contas, estamos concorrendo a presidente da República pelas vias democráticas. É um sufrágio popular de votos. Lamento ser obrigado a fazer isso daí, a dizer que você é democrata num sistema democrata”, acrescentou.

FONTE: uol

Após chamar jornalistas de ‘lixo’, assessor de Bolsonaro se desculpa

Assessor de Bolsonaro culpou "excesso verbal"
Assessor de Bolsonaro culpou “excesso verbal”JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Após ofender jornalistas no domingo (28), o assessor parlamentar de imprensa do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), Eduardo Guimarães, emitiu uma nota no início da tarde desta segunda-feira (29) se desculpando pelo tratamento dispensado a jornalistas em um grupo no WhatsApp formado por profissionais que cobriam a campanha.

“Gostaria de apresentar minhas sinceras desculpas junto aos jornalistas brasileiros, que por ventura se sentiram atingidos, no tocante ao meu excesso verbal”, declarou o assessor. “Agi de forma rude e equivocada para mostrar minha insatisfação na cobertura jornalística do cenário político nacional”.

Na mensagem que Guimarães encaminhou a jornalistas ontem, ele comentava o resultado da pesquisa de boca de urna publicado pouco depois do enceramento da votação. “UÉ…. não ‘tava’ quase empatado? Vocês são o maior engodo do Jornalismo do Brasil!!!! LIXO”, escreveu.

Em seu comunicado, Guimarães disse ainda que o comportamento não foi feito de acordo com orientação dada por Bolsonaro e ou seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL).

Michelle Bolsonaro, uma discreta primeira-dama evangélica

Michelle Bolsonaro, uma discreta primeira-dama evangélica
 Maquiagem discreta, calça cinza e uma camiseta preta. Assim Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, 38 anos, acompanhou o marido Jair Bolsonaro (PSL) na convenção que formalizou sua candidatura à Presidência, no último dia 22 de julho. Sentou ao lado dele no palco, mas não discursou. Durante mais de duas horas de evento, escutou os pronunciamentos, posou para algumas fotografias e conversou em libras com um grupo de deficientes auditivos que manifestava apoio ao marido. Colando uma imagem de simplicidade, chamou a atenção naquele dia mais pelo discurso de Jair Bolsonaro, que, do púlpito, lhe agradeceu por educar a filha caçula do casal, de sete anos, e contou como conheceu a esposa 25 anos mais jovem que ele, nos corredores da Câmara dos Deputados. Nos meses seguintes, inclusive durante a campanha eleitoral, foram raras as vezes em que a primeira-dama apareceu publicamente ao lado do candidato. Preferiu manter a discrição e apoiar o marido de maneira mais reservada.

Quando soube que Bolsonaro planejava disputar as eleições presidenciais, Michelle pensou que o marido estava “maluco”, mas não se opôs. “Se ele quer, vou apoiá-lo. Agora tá nas mãos de Deus. Estou bem confiante, e o que Deus tiver para nós vai ser uma bênção”, afirmou em entrevista ao Jornal Nacional, na última semana de campanha, quando as pesquisas apontavam que o candidato do PSL seguia na frente, mas com uma diferença menor em relação ao rival Fernando Haddad (PT). Na reta final, aliás, a primeira dama resolveu abrir mão da estratégia que adotou durante todo o primeiro turno e apareceu pela primeira vez na propaganda eleitoral de Bolsonaro para a televisão. A três dias do segundo turno, participou de um programa dedicado à comunidade surda, pela qual desenvolve trabalhos sociais. Sem nenhum tipo de deficiência, Michelle decidiu aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para conseguir se comunicar com um tio surdo. “Ele que plantou essa sementinha”, contou na propaganda eleitoral gratuita.

Com o marido eleito presidente, Michelle espera seguir a tradição das primeiras-damas brasileiras. Em uma das raras entrevistas que deu à imprensa, manifestou o desejo de desenvolver “todos os trabalhos possíveis” na área de ação social, embora ainda não tenha detalhado como deverá ser essa atuação. “Eu já fazia isso antes de conhecê-lo, que é um chamado que eu tenho”, disse ao Jornal Nacional. Evangélica, a primeira-dama realiza trabalhos voluntários na igreja, principalmente de educação à comunidade surda. É com esse público, aliás, que costuma ter maior proximidade nos cultos de domingo da Igreja Batista Atitude, no Recreio (zona oeste do Rio), pra onde vai duas vezes por semana, sempre acompanhada de seguranças.

Como evangélica, Michelle Bolsonaro teve um papel fundamental na aproximação do marido —Jair Bolsonaro é católico— com sua religião. Começou a levá-lo como acompanhante em alguns cultos que frequentava desde o início do relacionamento, há 11 anos. Ali, Bolsonaro encontrou espaço para ampliar a pauta conservadora que defende, como por exemplo sua posição contra o aborto e o casamento entre homossexuais.

Terceira esposa de Jair Bolsonaro, Michelle conheceu o marido em 2007 nos corredores da Câmara Federal, onde trabalhava como secretária parlamentar. Bolsonaro, que estava no quinto mandato parlamentar, a convidou para trabalhar no seu gabinete poucos meses depois. No período de um ano e dois meses em que trabalhou ali, Michelle teve o salário triplicado, mas foi exonerada em 2008, quando o Supremo Tribunal Federal proibiu o nepotismo nos Três Poderes. “A demissão foi pra evitar uma acusação de nepotismo. Mesmo ela tendo o direito de permanecer porque já era empregada quando me casei com ela”, explicou Bolsonaro durante a convenção do PSL. Os dois se casaram em 2007, mas a cerimônia religiosa aconteceu seis anos depois, numa mansão de festas que tem vista do Rio de Janeiro até Teresópolis.

Fora da política, Michelle se dedicou aos trabalhos voluntários da igreja. Durante a campanha, quase não foi a eventos políticos com Bolsonaro nem se tornou famosa na sombra do marido. Nem mesmo quando ele esteve internado no Hospital Albert Einstein, depois de ter sofrido uma tentativa de assassinato em um evento de campanha em Juiz de Fora (MG). Diferente do candidato, que costuma se comunicar com o eleitorado nas redes sociais, Michelle decidiu fechar suas contas nas redes sociais neste ano, quando passou a ficar mais conhecida e buscada por jornalistas em razão da candidatura do marido.

Mesmo assim, teve uma atuação na campanha, especialmente na tentativa de afastar do marido as pechas de racista e xenófobo. Em entrevista ao programa Pânico no início de outubro, Jair Bolsonaro afirmou que a esposa é filha de um nordestino negro. “O meu sogro é o Paulo Negão, de Crateús, no Ceará. A minha filha [Laura] tem sangue de cabra da peste correndo em suas veias”, afirmou.

EL PAÍS
BEATRIZ JUCÁ

Nota oficial FENAJ – Futuro incerto para a democracia, o Jornalismo e os jornalistas out 29, 2018

Resultado de imagem para federação nacional de jornalistaA Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ, representante máxima da categoria no Brasil, expressa sua preocupação com o futuro da nação brasileira, após a eleição da chapa formada pelo capitão reformado Jair Bolsonaro e pelo general Mourão, também reformado, para governar o país a partir de 1º de janeiro de 2019.

A FENAJ repudia a violência contra jornalistas e, em especial, as declarações do assessor de Bolsonaro, Eduardo Guimarães, que apenas esperou a divulgação, no início da noite de ontem (28/10), das pesquisas de boca de urna indicando a vitória de seu assessorado para enviar mensagem ofensiva a diversos jornalistas de diferentes veículos de mídia. Também ontem, jornalistas foram agredidos enquanto faziam a cobertura das comemorações da vitória de Bolsonaro em mais de um Estado brasileiro.

Os muitos casos de agressões contra jornalistas ocorridos durante a campanha eleitoral e a indiferença de Bolsonaro diante dos ataques reforçam o que a trajetória política dele já demonstrara: o político de ultra-direita é avesso a críticas e não admite ser questionado publicamente, mesmo quando as questões dizem respeito à sua atuação como homem público.

Ainda que Bolsonaro tenha assumido o compromisso de respeitar a Constituição brasileira, é de conhecimento público suas ideias autoritárias, como a defesa da ditadura militar, e até mesmo criminosas, como a apologia à tortura. Resta saber como vai se comportar a partir de agora, e se vai se submeter às regras democráticas, entre elas a do respeito às liberdades de expressão e de imprensa.

A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas não aceitam qualquer tipo de violência contra a categoria e categoricamente afirmam que não há justificativa admissível para as agressões que vêm ocorrendo e que cresceram no ambiente virtual no decorrer da campanha.

Igualmente, FENAJ e Sindicatos não aceitam a retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e estarão nas trincheiras da resistência, para evitar mais prejuízos. Como deputado, Bolsonaro votou sempre contra os interesses da classe trabalhadora. Estaremos firmes e alertas para impedir que os retrocessos iniciados por Temer se aprofundem ainda mais.

Diante das incertezas do futuro, a FENAJ e seus Sindicatos filiados reafirmam seu compromisso com a democracia, com o Estado Democrático de Direito, com as liberdades individuais e coletivas e com os direitos humanos, trabalhistas e sociais. E lembram que o Jornalismo e os jornalistas têm papel fundamental para a democracia e a constituição da cidadania e que governantes democráticos submetem-se à crítica e, principalmente, à vontade da maioria que, no Brasil e no mundo, é constituída pela classe trabalhadora.

Em defesa da democracia!

Em defesa das liberdades de expressão e de imprensa!

Em defesa do Jornalismo e dos jornalistas!

Em defesa dos direitos da classe trabalhadora!

Brasília, 29 de outubro de 2018.

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ.

JAIR BOLSONARO ELEITO PRESIDENTE DO BRASIL

Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito novo presidente do Brasil neste domingo (28). Depois de sair na frente no primeiro turno, Bolsonaro confirmou seu amplo favoritismo e derrotou em segundo turno Fernando Haddad (PT).

O candidato do PSL liderou todas as pesquisas desde que o ex-presidente Lula, também do PT, teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral. Bolsonaro sofreu uma tentativa de morte no meio da campanha, durante uma caminhada por Juiz de Fora, em Minas Gerais. Depois disso, passou três semanas internado no hospital Albert Einstein. Após o atentado, Bolsonaro não participou mais de debates.

Nascido em Campinas (SP), o capitão da reserva tem 63 anos e foi deputado federal pelo Rio de Janeiro por sete mandatos. Ele foi aluno da Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas, e se formou na Academia Militar das Agulhas Negras em 1977. Começou sua vida política em 1988, quando foi eleito para a Câmara Municipal do Rio pelo PDC. Em outubro de 1990, foi eleito deputado federal. Em 1993, participou da fundação do Partido Progressista Reformador (PPR).

Bolsonaro começou sua carreira como militar (Foto: Reprodução)

Memória 
Um fato rumoroso marca o início da vida pública de Bolsonaro. Em 1987, reportagem publicada pela revista Veja informou que havia um plano denominado “Beco Sem Saída” para explodir bombas em banheiros da Vila Militar, da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), quartéis e locais estratégicos do Rio. O objetivo seria protestar contra os baixos salários. O então capitão publicara um artigo em que reivindicava a melhoria dos soldos – o que lhe rendeu, posteriormente, punição disciplinar.

Na ocasião, Bolsonaro foi identificado como fonte da reportagem, que exibia croquis feitos a mão supostamente pelo próprio militar. Ele negou as acusações, recorreu ao Superior Tribunal Militar (STM) e foi absolvido. Em 1988, foi para reserva. Já conhecido e identificado inicialmente como porta-voz de reivindicações militares, iniciou então a carreira política no Rio de Janeiro

(Foto: Arquivo)

Com a pauta ampliada para segurança e temas “contra a ideologia esquerdista”, foi eleito sete vezes deputado federal, permanecendo quase três décadas no Congresso Nacional, período em que apresentou mais de 170 projetos, mas teve apenas dois aprovados. Foi o mais votado no Rio para a Câmara em 2014, obtendo 464 mil votos.

Casado três vezes, tem cinco filhos, dos quais três estão na vida política – Carlos é vereador no Rio, Flávio é deputado estadual no Rio e Eduardo é deputado federal por São Paulo. O PSL é o seu nono partido. À Justiça Eleitoral, declarou patrimônio de R$ 2,3 milhões.

Atentado
Com apenas oito segundos de propaganda eleitoral, Bolsonaro e seus filhos, que costumam criticar a imprensa, usaram as redes sociais intensamente e terminaram acusados pelos adversários de liderarem a produção de fake news nessas eleições. Pelas redes, detalharam até o estado de saúde de Bolsonaro quando esteve hospitalizado durante o primeiro turno, alvo de atentado a faca – algo que nunca aconteceu a presidenciáveis em campanha, após a redemocratização no Brasil.

Bolsonaro sofreu atentado em Minas Gerais (Foto: Reprodução)

Ferido em 6 de setembro quando participava de ato público em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou 22 dias internado, recuperando-se de uma hemorragia e de duas cirurgias no intestino. Ele foi atacado pelo desempregado Adélio Bispo – que hoje é réu por “atentado pessoal por inconformismo político”.

A trajetória de Jair Bolsonaro

Nascimento –  21 de março de 1955, em Campinhas (SP). Filho de Perci Geraldo Bolsonaro e Olinda Bonturi

Formação – Em 1977, fez curso na Academia Militar das Agulhas Negras (RJ) e em 1983,  formou-se em Educação Física na Escola do Exército (RJ)

Carreira militar – Em 1986, lidera um protesto contra os baixos salários dos militares. E escreve um artigo na Veja intitulado “O salário está baixo”. Fica preso, por 15 dias, por infringir regulamento disciplinar. Em 1988, vai a julgamento no Superior Tribunal Militar (STM), acusado de ser um dos cabeças do plano para explodir bombas na Vila Militar da Academia Agulhas Negras. Dois peritos comprovam que os croquis dos ataques foram desenhados por Bolsonaro. Outros dois dão laudos inclusivos e ele é beneficiado pela dúvida

Carreira política – Em 1988,  é eleito para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, pelo PDC – Partido Democrata Cristão. Entra para a reserva do Exército na patente de Capitão. Em 1991,  assume o primeiro mandato de Deputado Federal, dois anos depois, em 1993, é um dos polícos fundadores do PPR – Partido Progressista Reformador; e em 1994  é reeleito para a Câmara Federal.  Está no sétimo mandato e quinto partido.

Campanha 
Na corrida ao Palácio do Planalto, o candidato teve dificuldade para ampliar alianças e negociar um nome para vice-presidente – cargo entregue ao polêmico general Mourão (PRTB), que trouxe consigo o apoio de alas da elite das Forças Armadas. Bolsonaro já negou várias vezes que tenha existido golpe militar e tortura política no Brasil.

Desde o início, ele apresentou o banqueiro Paulo Guedes como o fiador de seu programa econômico. Com o aumento de sua popularidade e a entrada de Guedes na campanha, cresceu também o apoio de setores empresariais e financeiros ao PSL. Fiel ao discurso anticorrupção, diz que vai combatê-la acabando com ministérios e estatais.

À frente de um partido nanico, com pouca verba partidária e sem marqueteiros de grife, o deputado apostou nas redes sociais, terreno em que sua militância é marcada pela agressividade com que o denfende frente a quaisquer críticas, chegando, inclusive, a derrubar a página do movimento #Elenão, criada por mulheres contrárias à sua eleição. Dizem esses militantes que tirando o ex-capitão, todos os políticos são de esquerda e o Brasil vive ameaça de invasão comunista.

Bolsonaro e seu vice, general Mourão (Foto: Estadão Conteúdo)

Mas fora deste grupo, Bolsonaro conseguiu surfar no sentimento antipetista e ganhar apoio entre os eleitores de maior renda e escolaridade. E também conquistou votos de setores da indústria e do agronegócio tradicionalmente fechados com o PSDB. Sua proposta econômica parte de uma plataforma ultraliberal, com a promessa de privatização de quase totalidade das estatais. A garantia de que isso se dará em um possível governo é dada pelo economista Paulo Guedes. Operador nas bolsas de valores do Brasil e EUA, ele já foi apontado como futuro ministro da Fazenda pelo próprio Bolsonaro.

Se o antipetismo o ajudou entre os mais ricos, nas periferias o gancho para cooptar eleitores é o seu discurso contra os defensores dos direitos humanos e a favor de maior rigidez no combate ao crime. Ele defende que a polícia deveria matar mais bandidos e que todo o cidadão deve andar armado para se defender. Posições como estas, somadas ao comportamento da militância, fazem com que seja classificado de fascista por seus adversários. O jornal francês Libération foi um dos últimos periódicos mundo afora a dedicar reportagens nada elogiosas ao ex-capitão. Entre os adjetivos com que o descreve estão “racista”, “homofóbico”, “misógino” e pró-ditadura”. Mas nada disso foi capaz de tirá-lo da liderança das pesquisas. Nem mesmo o maior ato desta campanha, justamente a passeata do #Elenão.

PRINCIPAIS PROPOSTAS DE BOLSONARO

*Ministérios  – Em seu plano de governo, ele defende reduzir o número de ministérios, mas não diz quantos e nem quais deixariam de existir

*Emprego e Renda  – Propõe a criação de uma nova carteira de trabalho, nas cores verde e amarela, para novos trabalhadores. Essa carteira seria voluntária e regida por um ordenamento jurídico próprio, dando ao trabalhador a opção de escolher entre um vínculo empregatício baseado na carteira de trabalho tradicional (azul) – mantendo o ordenamento jurídico atual –, ou a carteira verde e amarela, onde o contrato individual prevaleceria sobre a CLT.

*Forças Armadas  O programa de Bolsonaro elogia as Forças Armadas e sua participação na II Guerra Mundial. Também chama a Ditadura Militar, instaurada com um golpe em 1964, de “revolução”

*Educação –  O programa também prevê  instalação de colégios militares em todas as capitais do país. Hoje, existem 13 colégios desse tipo em todo o Brasil.

Eleitor que não votou no primeiro turno pode votar no segundo turno

Os eleitores vão às urnas neste domingo (28) para votar no segundo turno das eleições. No dia 7 deste mês, foi realizado o primeiro turno. E quem não votou no primeiro, pode votar no segundo turno? Sim, pode. O eleitor poderá votar no segundo turno desde que esteja em situação regular com a Justiça Eleitoral, com título eleitor ativo. Se o título estiver cancelado ou suspenso, o eleitor não pode votar. De acordo com a Justiça Eleitoral, cada turno de votação é considerado como uma eleição independente. Por isso, se o eleitor não compareceu em um turno, não fica impedido de votar no outro.

Muro desaba na Vila Olímpia e duas pessoas morrem Segundo informações iniciais, eles estavam em uma obra na Rua Gomes de Carvalho. Há ao menos três feridos.

Muro desaba na Vila Olímpia e ao menos dois morrem — Foto: Reprodução/TV Globo

Muro desaba na Vila Olímpia e ao menos dois morrem — Foto: Reprodução/TV Globo

Um muro desabou na Vila Olímpia, Zona Sul de São Paulo, e ao menos duas pessoas morreram na manhã deste sábado (27), segundo o Corpo de Bombeiros. Há ao menos três feridos.

Havia uma obra em andamento e um muro de cerca de seis metros estava sendo construído em um imóvel na Rua Gomes de Carvalho.

Os três feridos foram atendidos pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e levados para hospitais da região.

Muro desaba na Vila Olímpia — Foto: Reprodução/TV Globo

Muro desaba na Vila Olímpia — Foto: Reprodução/TV Globo

ELEIÇÕES 2018 | Não votei no 1º turno, posso votar no 2º? Eis um guia com as principais dicas

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Veja as principais dicas para votar neste segundo turno.
Segundo turno
Hoje, 28 de outubro
Horário local
Das 8h às 17h

Quem é obrigado a votar
Brasileiros alfabetizados maiores de 18 anos e menores de 70 anos. Quem completou 16 anos já pode votar, mas não é obrigatório; o mesmo vale para maiores de 70 anos e pessoas analfabetas.
Onde votar
Você deve votar no mesmo local que votou no primeiro turno. Consulte no site do TSE por nome ou número do título de eleitor.
Você também pode ligar para a Central de Atendimento ao Eleitor dos TREs de SP, MG, RS, GO e CE no telefone 148. Para os outros estados, consulte o site do TSE ou do TRE do seu estado.
Que documentos levar
Documento oficial com foto: carteira de identidade, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho, Documento Nacional de Identidade (DNI) ou carteira nacional de habilitação. É bom estar com o título de eleitor na mão para saber a zona e a seção eleitoral.
Não votei no 1º turno. Posso votar no 2º?
Você pode votar nestas eleições normalmente. Agora, se você não votar por três pleitos, nem justificar ausência, nem pagar as multas devidas terá o título cancelado.
Não votei nem justifiquei
Quem não votou nem justificou ausência em até 60 dias após a eleição pode pagar a multa em qualquer agência bancária, nos Correios ou nas casas lotéricas. Antes de pagar, é necessário solicitar a Guia de Recolhimento da União (GRU) no site do TSE. A multa pode variar de R$ 1,05 a R$ 3,51, por turno ausente.
Posso levar celular na cabine?
Não. É proibido o uso de qualquer equipamento eletrônico, como celulares, máquinas fotográficas e filmadoras.
Posso levar uma colinha com os números dos candidatos?
Pode.
Qual a ordem de votação?
Governador e presidente da República.
Como votar na urna eletrônica?
Basta digitar o número do candidato e apertar a tecla verde ‘Confirma’. Caso tenha digitado errado, aperte a tecla laranja “Corrige”. Isso deve ser feito para cada cargo que estiver em disputa. Há também tecla com a opção para voto em branco. Para anular o voto, é preciso digitar um número inexistente de candidato e apertar ‘Confirma’.
Posso votar só na legenda?
Agora, para governador e presidente, é preciso escolher o candidato ou votar branco/nulo.
Voto em branco ou nulo. Qual a diferença?
A diferença está apenas na forma como o eleitor decide votar. O voto em branco é registrado quando o eleitor pressiona o botão “Branco” na urna eletrônica. Já o voto nulo é registrado quando o eleitor digita um número que não pertence a nenhum candidato ou partido e aperta o botão “Confirma”. Não se esqueça de que ambos são votos inválidos e não são considerados na contagem final.
Quem pode levar acompanhante?
Apenas os eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida podem contar com auxílio de pessoa de sua confiança, ainda que não tenham requerido isso antecipadamente ao juiz eleitoral
Estou fora da minha cidade de votação
Você pode justificar no mesmo dia e horário das eleições nos locais onde há votação.
Voto em trânsito
Para ter direito a votar fora do seu domicílio eleitoral, você deveria ter feito o cadastro no cartório eleitoral até 23 de agosto. E se estiver fora do seu estado, poderá votar apenas para presidente.
Não fiz o cadastramento biométrico
Se na cidade onde você vota o cadastramento biométrico foi concluído e você não fez, seu título pode ter sido cancelado. Clique AQUI e consulte a sua situação no site do TSE por nome ou número do título.
Fonte: TSE

Presos fazem tumulto em presídio de Tomé-Açu porque não querem comer frango.

A Diretoria de Administração Penitenciária da Susipe informa que registrou uma ocorrência, por volta das 12h30, desta quinta-feira (25/10), no Centro de Recuperação Regional de Tomé-Açu. Cerca de 30 detentos das celas 05, 06 e da triagem começaram um tumulto e depredaram parte do bloco carcerário, logo após a entrega do almoço. O protesto seria porque os presos não queriam mais comer frango nas refeições. A Susipe esclarece que a alimentação dos detentos é terceirizada e segue um rigoroso controle de qualidade no planejamento e preparo dos alimentos. A Susipe destaca que o cardápio é variado e segue algumas exigências previstas em contrato, sob supervisão de uma equipe de nutricionistas do órgão. No controle de proteínas, a exigência é de que carne bovina e peixe sejam servidos duas vezes por semana e carne de frango, três. A quantidade servida aos internos também é padronizada. Para o almoço e jantar, as proteínas devem pesar entre 150 gramas (para carnes sem osso) e 200 gramas (em alimentos com osso). Já para as guarnições são 200 gramas de arroz, 100 gramas de feijão, 10 gramas de salada e 200 gramas de macarrão (além de 80 gramas de farinha que são entregues à parte). Em média, cada marmita deve totalizar o peso de 550 a 600 gramas, por refeição. O controle de pesagem é realizado diariamente em marmitas aleatórias. A Susipe informa, por fim, que o Grupo Tático Operacional da PM foi acionado para controlar o tumulto. Na intervenção foi necessário o uso de agentes químicos e munição não letal para contenção dos presos. A situação já foi totalmente controlada. Os detentos que realizaram o tumulto irão ser indiciados por danos ao patrimônio, além de cumprir medida disciplinar por 10 dias.

Ônibus da Novo Horizonte com baiana pega fogo saindo do Rio de Janeiro.

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Por volta de 20hs da noite de terça-feira (23), um ônibus da empresa Novo Horizonte que fazia linha do Rio de Janeiro a Vitória da Conquista, pegou fogo horas depois de sair do destino. Uma ituaçuense que viajava com sua família relatou o ocorrido e falou sobre os transtornos causados pelo fogo.
De acordo Camila, já estava dormindo com sua filha quando acordou com gritos de alguns passageiros, momento em que o motorista pediu que todos pegassem seus pertences e descesse do ônibus.
O fogo começou na roda do veículo e se espalhou rapidamente, obrigando todos no local a se afastarem. Equipes da SOS e do corpo de Bombeiros chegaram horas depois e por volta das 23hrs, outro veículo da empresa deu suporte aos passageiros.
Ainda segundo Camila, o motorista relatou que o acidente possa ter sido causado pelas lonas de freio, já que o veículo era novo. O ocorrido acabou atrasando a viajem, mas todos os passageiros conseguiram resgatar seus pertences e ninguém ficou ferido. [Fonte Destaque Bahia]