A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) reclassificou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, um dos casos que havia sido notificado como mpox e informou que, após nova análise, apenas um caso segue confirmado no estado. Segundo a pasta, o registro reclassificado é o de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, e o diagnóstico apontou varicela.

De acordo com as informações divulgadas, outras cinco ocorrências foram descartadas para doenças graves. A Sesab também informou que o único caso confirmado de mpox na Bahia permanece o registrado em Salvador. O paciente, natural de Osasco, já teria chegado à capital baiana com sintomas, mas recebeu o diagnóstico após atendimento em uma unidade de saúde.

Ainda conforme a atualização divulgada, nenhum dos registros ocorreu durante o Carnaval e, até a última atualização das informações, não havia registro de óbito por mpox na Bahia.

A mpox é uma doença causada por um vírus da mesma família da antiga varíola. A transmissão ocorre, principalmente, por contato direto com a pele de uma pessoa infectada, especialmente quando há feridas, mas também pode acontecer por contato com secreções e pelo compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas e roupas.

Entre os principais sintomas estão febre, dores de cabeça e musculares, sensação de fraqueza, inflamação nos nódulos linfáticos e lesões na pele, que podem começar no rosto e se espalhar pelo corpo, com ocorrência frequente nas mãos e nos pés.

O tratamento é baseado em medidas para aliviar os sintomas e prevenir complicações. Até o momento, não há medicamento específico aprovado para a doença. A orientação é que a pessoa permaneça em isolamento até que as feridas cicatrizem, o que pode levar de duas a quatro semanas.

Guia

  • O que mudou: Sesab reclassificou um caso antes notificado como mpox e disse que agora há 1 caso confirmado na Bahia.
  • Caso reclassificado: Vitória da Conquista – diagnóstico passou a ser varicela.
  • Caso confirmado: Salvador – paciente é natural de Osasco.
  • Situação no período: Sesab informou que não houve registros durante o Carnaval e que não havia óbitos notificados até a atualização.
  • Transmissão (em geral): contato direto com a pele/feridas; também secreções e objetos pessoais.
  • Principais sintomas: febre, dores, fraqueza, linfonodos inchados e lesões na pele.
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