Bahia registra 336 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19), o que representa 5,17% do total de casos notificados. Até o momento, 1913 casos foram descartados e houve sete óbitos, sendo cinco em Salvador, um em Utinga e outro em Itapetinga. Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 17 horas deste sábado (4). Ao todo, 63 pessoas estão recuperadas e 33 encontram-se internadas, sendo 18 em UTI.
Estes números representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais.
Dentre os casos confirmados, 50,89% são do sexo masculino. A mediana de idade é 46,25 anos, variando de 6 meses a 95 anos. A faixa etária mais acometida foi a de 30 a 39 anos, representando 25,30% do total. Porém, o coeficiente de incidência por 100.000 habitantes foi maior na faixa de 50 a 59 anos (4,18/100.000 hab), indicando o maior risco de adoecer entre os idosos
Ressaltamos que os números são dinâmicos e, na medida em que as investigações clínicas e epidemiológicas avançam, os casos são reavaliados, sendo passíveis de reenquadramento na sua classificação. Outras informações em www.saude.ba.gov.br/coronavirus.
As unidades de saúde devem realizar a coleta de amostras somente quando o caso suspeito de Covid-19 se enquadrar nos critérios abaixo:
1. Pacientes com sinais de gravidade, Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou internados;
2. Pacientes sem sinais de gravidade contactantes de caso de COVID-19 suspeito ou confirmado, ou com histórico de viagem recente ao exterior em países com circulação do SARS-CoV2, e regiões do país com transmissão comunitária sustentada;;
3. Profissionais de saúde com sintomas respiratórios suspeitos de COVID-19;
4. Gestantes com sintomas respiratórios suspeitos de COVID-19;
5. Pessoas com febre, suspeitas de infecção, triadas nos Aeroportos, Portos e nas Estradas.
Observação: pacientes que não se enquadrem nas situações acima não têm indicação para coleta de amostras.
Distribuição de casos e óbitos confirmados por municípios na Ba
Um menino de três meses foi esfaqueado na noite da última da quinta-feira (02), por volta das 21h, na comunidade de Recife dos Aranhas, zona rural do município de Canarana, região de Irecê.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito de ter aplicado o golpe de faca foi preso em flagrante por policiais militares. Duas facas foram apreendidas pela PM. Visivelmente embriagado, Reinan Bento Nascimento, de 36 anos, invadiu a casa da ex-companheira Vanderleia Maria dos Anjos. Segundo informou o delegado Heloísio Sandro Lacerda ao Central Notícia, o bebê acabou ferido após o suspeito tentar esfaquear a mãe e o pai da criança, atual companheiro de Vanderleia.
O menino foi levado para uma unidade hospitalar local e, em seguida para o Hospital Regional de Irecê. Lacerda compareceu às 07h30 da manhã desta sexta ao Hospital Regional. “ A criança teve traumatismo craniano, mas apesar disso, seu estado de saúde é considerado estável pelos médicos, sem risco de morte”, disse.
No entanto, até o final da manhã de ontem, a criança aguardava a avaliação de um neurologista para atestar com precisão mais detalhes sobre a saúde do paciente, ou seja, se a existência ou não de doença neurológica por conta do ferimento provocado pela faca.
Ainda conforme a Polícia Civil, Reinan estava separado há cerca de dois anos da mãe do bebê, inclusive, já responde na Justiça por violência doméstica contra Vanderleia Maria.
O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil local.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informa que registrou, neste sábado (4), o sétimo óbito pelo novo coronavírus (Covid-19) no estado. A paciente era uma mulher de 28 anos, que tinha ido a Itapetinga realizar uma cesária. Teve alta e, sete dias após o parto, apresentou quadro de insuficiência respiratória, tendo sido internada em um hospital público no município.
Ela evoluiu para óbito em 1º de abril. A paciente era residente da região de Trancoso, em Porto Seguro.
Três homicídios foram registrados nesta sexta-feira (03) em Vitória da Conquista.
O primeiro assassinato ocorreu no bairro Morada dos Pássaros 2 por volta das 10h. A vítima, José Eduardo do Nascimento, 51 anos, retornava de uma caminhada quando dois homens numa moto se aproximaram e atiraram contra José. Ele chegou a ser atendido pelo Samu 192, mas morreu depois de dar entrada no hospital de Base.
Por volta das 12h, o segundo homicídio foi registrado. Washington de Jesus Santos, 35, estava na porta da residência da irmã, quando dois homens numa moto se aproximaram e atiraram. Washington, assim como ocorreu com a primeira vítima, foi atendido pelo Samu 192, mas morreu no hospital. De acordo com a polícia, familiares informaram que a vítima residia em Feira de Santana e chegou a Conquista há um mês.
O terceiro crime aconteceu a noite no América Unida. A vítima, Caio Cesar Carvalho Piloto, estava no quiosque em frente a quadra, quando foi surpreendido por dois homens armados. Eles atiraram e fugiram. Há suspeita é que um carro dava apoio aos homicidas.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios, investiga o crime.
Por telefone, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, teve uma conversa nada agradável com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). De acordo com informações da coluna Radar, da revista Veja, Mandetta teria dito a Bolsonaro que o presidente iria se responsabilizar pelas mortes que seriam causadas pela pandemia da Covid-19.
Ainda de acordo com a coluna, no jantar que teve com Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia na noite da quinta (2), o ministro da Saúde contou detalhes aos chefes do Legislativo do tenso diálogo que travou com Bolsonaro.
Durante a ligação, o presidente sugeriu a Mandetta pedir demissão da pasta. O secretário, no entanto, rebateu: “O senhor que me demita, presidente”.
A partir desse momento, a conversa teria esquentado, ao ponto de o ministro recomendar ao presidente que ele se responsabilizasse sozinho pelas mortes causadas pelo novo coronavírus, que já infectou 8.230 brasileiros e matou 343 pessoas, até a tarde desta sexta (3).
O governador Rui Costa e o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, destacam a importância do uso de máscaras para sair de casa, como forma efetiva de prevenção à transmissão do novo coronavírus (Covid-19). Quem não encontrar o produto para comprar nas farmácias ou casas especializadas pode confeccionar a própria máscara, em casa, seguindo as instruções presentes em vídeo no site da Secretaria de Comunicação Social do Estado (Secom). No vídeo, estão contidas informações de segurança sobre a forma correta de se utilizar a máscara artesanal.
Segundo o governador, detentos de presídios baianos já produziram mais de 10 mil máscaras, que serão distribuídas gratuitamente e utilizadas em serviços essenciais, como a segurança pública.
“Fica a nossa sugestão, o nosso pedido. Que os empresários comprem máscaras e entreguem para todos os seus atendentes. Fica a recomendação para todos os supermercados, grandes ou pequenos, que estão abertos”, disse Rui. “Os bancos, por exemplo, podem e devem disponibilizar máscaras para todos que entrarem nos estabelecimentos. Fica também a nossa solicitação para que as empresas públicas e privadas tomem as medidas de segurança”, sugeriu o governador.
Rui destacou ainda que produzir as próprias máscaras não é difícil, e as pessoas podem seguir as instruções presentes no site da Secretaria da Saúde (Sesab). “Quando eu estou falando aqui, às vezes, a gente não vê, mas a gente expele gotículas de saliva que vão a até dois metros de distância. Então, se eu uso a máscara, essa gotícula já não sai e não contamina quem está na minha frente”, explicou. Outra vantagem das máscaras feitas em casa é que podem ser reutilizadas. “Após usar, tire a máscara, coloque de molho com água e bastante sabão, e lave bem as mãos”, ressaltou.
O secretário Fábio Vilas-Boas destacou que, nos hospitais, a função da máscara é proteger o campo cirúrgico. “Quem está usando a máscara está evitando emitir gotículas e secreção respiratória no próximo e, se o próximo também estiver de máscara, ele também está te protegendo”. Outro exemplo são os transportes públicos. “Se você está de máscara, no metrô, ou no ônibus, e outra pessoa tosse, você tem pelo menos 50% a mais de garantia, com o nariz e a boca protegidos. Quem usa lentes de contato, é melhor optar por óculos para proteger os olhos”.
Luiz Henrique Mandetta afirmou que é preciso ganhar tempo para que os estados concluam seus preparativos e mencionou o Amazonas, onde as populações indígenas são mais vulneráveis / Foto: divulgação
Com mais 60 mortes informadas, número aumentou 20% em um dia. O ministro da Saúde disse que o momento é de muita atenção, foco e disciplina, para não perder o foco na doença
O balanço dos casos de novo coronavírus (Covid-19) divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (3/4) aponta que há 359 mortes causados pela doença e 9.056 casos confirmados. A taxa de letalidade está em 4%.
Na quinta-feira (2) havia 7.910 casos confirmados e 299 mortes. Em relação ao balanço anterior foram acrescentados 60 mortes, o que significa um aumento de 20%.
“Estamos entrando no outono, inverno é nosso maior pesadelo. Temos uma epidemia de dengue, de influenza, de corona, de sarampo. Vamos devagar, com calma, o momento é de muita atenção e foco e disciplina. Não vamos perder o foco na doença”, declarou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
O ministro afirmou que é preciso ganhar tempo para que os estados concluam seus preparativos e mencionou a situação dos casos no Ceará (627 casos confirmados), no Rio Grande do Norte (176 casos confirmados) e no Amazonas (260 casos confirmados). Ao falar do Amazonas, Mandetta lembrou que a pasta está preocupada com a relação entre os povos indígenas e a população de Manaus, capital do estado.
“Manaus como a capital da Amazônia, nos preocupa pela quantidade da população indígena que frequenta essa região. Os indígenas têm uma relação imunológica muito ruim com vírus como esse, dos ‘brancos’. A história do contato branco e indígenas é uma história de páginas muito tristes da história do Brasil”,. lembrou
O ministro alertou que ONGs e igrejas que trabalham nessa região estão sob “restrição absoluta”.
“Então colabore, não se aproxime do povo indígena. Pedimos a colaboração de todos para que os chefes indígenas colaborem e conversem com o seu povo”, frisou o ministro.
A condução do ministro da Saúde, Henrique Mandetta, é aprovada pela ampla maioria dos brasileiros e antagoniza diretamente com as falas do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), segundo pesquisa divulgada hoje (3) pelo instituto Datafolha feita de quarta (1º) até esta sexta-feira. O levantamento ouviu 1.511 pessoas por telefone, para evitar contato pessoal, e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou menos.
Na pesquisa anterior, feita de 18 a 20 de março, a pasta conduzida por Luiz Henrique Mandetta tinha uma aprovação de 55%. Agora, o número saltou para 76%, enquanto a reprovação caiu de 12% para 5%. Foi de 31% para 18% o número daqueles que veem um trabalho regular da Saúde.
Já Bolsonaro teve reprovação na emergência sanitária e viu os índices subirem de 33% para 39%, crescimento no limite da margem de erro. A aprovação segue estável (33% ante 35%), assim como a avaliação regular (26% para 25%).
Nesta semana, Mandetta e Bolsonaro trocaram farpas públicas nesta semana. O presidente disse que responsável pela pasta que cuida do enfrentamento do coronavírus no país está faltando humildade para saber escutá-lo. Em resposta, o ministro declarou que”quem tem mandato popular fala, e quem não tem, como eu, trabalha”.
Um jovem foi morto a tiros em Vitória da Conquista. O crime aconteceu no Condomínio Europa Unida, trecho do Nova Cidade, loteamento do bairro Primavera, na noite desta sexta feira (03).
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e a 77ª Companhia Independente de Polícia Militar foram acionados, mas a vítima morreu no local.
A Polícia Militar está no local aguardando a chegada do Departamento de Polícia Técnica para fazer o levantamento cadavérico e a remoção do corpo para o IML.
A autoria e as motivações do crime são desconhecidas.
Especialistas do mundo todo indicam o confinamento como a melhor maneira de evitar a rápida disseminação da Covid-19. No entanto, várias organizações não governamentais (ONGs)e a Organização das Nações Unidas (ONU) indicam um aumento da violência doméstica contra mulheres, crianças e adolescentes.
Preocupados com o aumento da violência doméstica no mundo, a ONU Mulheres e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) propõem algumas medidas preventivas como o treinamento de equipes de saúde, educação e serviços para crianças sobre a prevenção de exploração, abuso sexual e negligência e como denunciar as agressões, sem risco para quem denuncia.
Às mulheres e meninas as dicas são o compartilhamento com amigas, pessoas próximas ou vizinhas denunciando as agressões. Pode-se combinar um sinal (tipo um emoji) em caso de emergência, além de manter o celular sempre carregado e conectado à internet e “se tiver carro, deixar com gasolina, as chaves na ignição” para facilitar o caso de necessidade de fuga.
O problema já começa com a sobrecarga de trabalho crescente com o isolamento, pois “os homens não costumam dividir as tarefas domésticas no Brasil”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
Em nosso país, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado as mulheres dedicaram 18,5 horas semanais, em média aos afazeres domésticos e os homens 10,3 horas, além de haver mais de 11 milhões de mulheres chefes de família.
No caso da violência doméstica em si, que já é gigantesca, aumentou 17%, de acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O próprio ministério promete a ampliação do “alcance dos serviços do Disque 100 e do Ligue 180 para o meio digital com o lançamento do aplicativo Direitos Humanos Brasil e de portal exclusivo”.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019 foram registrados 237.067 casos de violência doméstica em 2018 no país, um registro a cada 2 minutos. “Imagine em situação de confinamento domiciliar?”, questiona Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB.
Foto: Isabella Quintana/Pixabay
Para Celina, “o Estado deve tomar medidas urgentes de proteção das mulheres, crianças e jovens com facilitação de acesso aos canais de denúncia e amplo funcionamento dos órgãos de assistência e repressão ao crime de gênero, racial e contra a infância”.
Se a situação já era gravíssima antes do confinamento como mostra um levantamento feito pelo Datafolha, que aponta para a exorbitância de 16 milhões de mulheres acima de 16 anos terem sofrido algum tipo de violência, em 2018, sendo 3% ao se divertir num bar, 8% no trabalho, 8% na internet, 29% na rua e 42% em casa.
Lembrando ainda que em 2018 ocorreram 66.041 estupros, com 4 meninas de até 13 anos estupradas por hora e a maioria dentro de casa. Ocorreram também 1.206 crimes notificados como feminicídio com 88,8% deles cometidos por companheiros ou ex-companheiros.
“A situação já é alarmante e as mulheres precisam encontrar meios de se defender com apoio do Estado para coibir a violência e reprimir os agressores”, reforça Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP.
Ainda em 2018, o Ligue 180 recebeu 92.663 denúncias de agressões às mulheres. “Esse tipo de violência é fruto da sociedade patriarcal, amplamente machista e violenta contra a infância e a juventude”, afirma Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB. “Ser jovem no Brasil é um desafio constante”.
Para se ter uma ideia, o Atlas da Violência 2018 aponta para 324.967 jovens, entre 15 e 29 anos, assassinados no país, já o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019 mostra que a polícia matou 6.220 pessoas em 2018, sendo 99,3% homens, 77,9% entre 15 e 29 anos e 75,5% negros.
E para quem pensa que a violência doméstica afeta apenas as mulheres que não trabalham fora, 52,2% das vítimas são compostas por mulheres economicamente ativas, alerta estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, de 2019.
“Todos os Estados devem fazer esforços significativos para lidar com a ameaça da COVID-19, mas sem deixar para trás mulheres e crianças vítimas de violência doméstica, já que isto poderia levar a um aumento da violência doméstica, incluindo feminicídios provocados por parceiros”, alerta Dubravka Simonovic , relatora especial da ONU sobre Violência contra a Mulher.
Foto: Pexels/Its Me Neosiam/Creative Commons
Outra pesquisa feita pelo Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que 536 mulheres foram agredidas fisicamente a cada hora com socos, empurrões ou chutes, em 2018 e apenas 52% das vítimas não denunciou o algoz. Isto sem o confinamento.
“É importante, neste momento, a promoção de intensas campanhas educativas aliadas aos mecanismos de proteção e de isolamento dos agressores com mais investimentos em políticas de prevenção e repressão à violência de gênero, acentua Berenice Darc, secretária de Relações de Gênero da Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação.
Celina finaliza com insistência para o fortalecimento dos mecanismos de denúncia anônima. Ela assinala que o Brasil tem as tristes marcas de ser o quinto país mais violento contra as mulheres e o primeiro que mais mata LGBTs. “Todas as pessoas devem ter a segurança de denunciar esse tipo de crime, seja a própria vítima ou quem tenha conhecimento da violência.