Em entrevista à TV Sudoeste nesta sexta-feira (22), os delegados Fabiano Aurich, que coordena a Polícia Civil na região, e Gabriela Garrido, titular da Delegacia da Mulher, que estão à frente das investigações do caso da empresária Givanete Nogueira, assassinada em Vitória da Conquista, deram detalhes sobre o caso. A motivação para o crime seria uma dívida que suspeito do crime contraiu utilizando o CNPJ dela, uma vez que os dois eram comerciantes.

A delegada afirmou que mesmo preso, o indivíduo não colaborou em momento algum com as investigações e com a localização do corpo da empresária. O corpo só foi encontrado após a Polícia Militar e a Polícia Civil vasculharem uma grande área de Barra do Choça e utilizarem uma cadela farejadora. “Além de matar, ele ocultou o corpo. Em momento algum ele demonstrou preocupação com a vítima, com a família da vítima. Mesmo preso, ele se recusou a dizer onde estava o corpo”, afirmou a Delegada.

Ela disse ainda que há fortes indícios que ele mantinha um relacionamento extraconjugal com ela. Assim, é possível que o crime tenha ocorrido por um desentendimento dos dois em relação ao débito. “O tempo todo ele demonstrava uma grande preocupação que a esposa descobrisse”, afirmou.

No corpo de Givanete, os investigadores encontraram sinais de luta corporal, indicando que ela tentou se defender. Como o acusado apresenta arranhões, também será realizado um teste de DNA com o material colhido. Após o fechamento do inquérito, ele deve responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

A empresária estava desaparecida desde a última terça-feira (19), após ter sido vista saindo da Galeria Joaquim Correia, onde ficava sua loja. No local, há várias homenagens feitas por colegas, todos estão chocados com a brutalidade do crime.