prefeitura de pocoes


julho 2026
D S T Q Q S S
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  



:: ‘Geral’

Bahia reduz número de mortes violentas pelo 13º mês seguido

Foto: Poliana Lima

Número de mortes violentas caiu em 3% no mês de outubro

A Bahia contabilizou pelo 13º mês seguido a queda no número de mortes violentas no estado, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública. Os crimes considerados como violentos são os de homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte. No último mês, em outubro, foi registrada uma redução de 3% em comparação ao mesmo período no ano de 2021.

O decréscimo no índice de Crimes Violentos Letais Intencionais teve início em outubro de 2021 com queda de -10% nas mortes violentas, seguido por -15% em novembro, -13% em dezembro, – 21% em janeiro, – 4% em fevereiro, – 3% março, -18% em abril, – 8% em maio, – 11% em junho, – 7% em julho, -16% em agosto e – 13% em setembro, comparados com os respectivos meses do período anterior.

“Estes profissionais se empenham para oferecer o melhor e ampliar a sensação de segurança da população, garantindo que vidas não sejam perdidas”, disse o secretário de Segurança Pública da Bahia, Ricardo Mandarino.

Bolsonaro vai ao Planalto para cumprimentar Alckmin, coordenador da transição de Lula

Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Bolsonaro chegou à sede do governo enquanto o vice presidente eleito falava com a imprensa e retornou em seguida para o Palácio da Alvorada

O presidente Jair Bolsonaro cumprimentou rapidamente o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin durante sua visita ao Palácio do Planalto nesta quinta-feira (3) para alinhar a transição de governo. A informação do encontro foi confirmada por integrantes do governo.

Segundo informações de O Globo, o chefe do Executivo passou a manhã no Palácio da Alvorada, sua residência oficial. Enquanto Alckmin conversava com a imprensa, Bolsonaro chegou no Palácio do Planalto.

Alckmin foi esperado pelo chefe de gabinete pessoal de Bolsonaro, Pedro César de Sousa, após falar com a imprensa. Os dois subiram pelo elevador. Depois de dez minutos, desceram juntos. Neste momento, ocorreu o encontro com o presidente Bolsonaro, que retornou em seguida para a sua residência oficial.

reunião no Palácio do Planalto durou cerca de meia hora e contou com a participação, da parte de Lula, da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e do ex-ministro Aloizio Mercadante. Ciro Nogueira e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luis Eduardo Ramos, representaram o governo atual, além de técnicos. Segundo Alckmin, Ramos parabenizou-os pela eleição e se colocou à disposição para ajudar.

Segundo Alckmin, Jair bolsonaro “nos cumprimentou, deu os parabéns, desejou um ótimo trabalho e se colocou à disposição nesse período de transição, porque quem faz a transição é o ministro Ciro Nogueira, mas tem uma parte que ele participa.”

O governo de transição deve ser instalado a partir de segunda-feira no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Na data, o presidente eleito fará uma série de reuniões com sua equipe. Na sequência, está prevista a divulgação oficial dos nomes que farão parte oficialmente da equipe de transição. Lula poderá designar até 50 pessoas para a função.

Provas do concurso público para a rede estadual de ensino serão realizadas neste domingo (6)

Cerca de 81.248 mil educadores deverão fazer as provas do concurso público promovido pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Educação do Estado (SEC), neste domingo (6). São 2.113 vagas ofertadas, sendo 1.806 para professor de diferentes disciplinas e 307 para coordenador pedagógico, distribuídas em diferentes Núcleos Territoriais de Educação (NTEs).

O secretário da Educação do Estado, Danilo de Melo Souza, disse que esta é mais uma iniciativa do Estado para fortalecer a aprendizagem dos estudantes. “Este é o segundo concurso público realizado na gestão do governador Rui Costa para professor e coordenador pedagógico. No primeiro, realizado em 2017, foram nomeados 3.404 professores e 708 coordenadores pedagógicos. E isto faz parte de um conjunto de ações adotadas com foco na qualidade da educação, o que passa pela carreira e valorização do magistério público estadual”, afirmou.

As provas serão realizadas nos seguintes municípios: Alagoinhas, Amargosa, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Caetité, Eunápolis, Feira de Santana, Ipirá, Irecê, Itaberaba, Itabuna, Itapetinga, Jacobina, Juazeiro, Jequié, Macaúbas, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal, Salvador, Santa Maria da Vitória, Seabra, Serrinha, Santo Antônio de Jesus, Senhor do Bonfim, Teixeira de Freitas, Valença e Vitória da Conquista. Os locais de aplicação das provas podem ser consultados através do endereço www.concursosfcc.com.br.

As provas objetivas terão 50 questões para o cargo de professor e 40 para o cargo de coordenador pedagógico, além da prova discursiva que abordará conhecimentos gerais, específicos e interdisciplinares, a depender do cargo. Já a prova de títulos, de caráter classificatório, será aplicada aos habilitados na segunda etapa do certame, de acordo com o previsto em edital.

O resultado final do concurso e de todas as suas etapas e as informações complementares serão divulgados no site da FCC e, também, no Portal do Servidor (www.portaldoservidor.ba.gov.br). Vale ressaltar que ainda há a reserva de 5% das vagas destinadas a candidatos deficientes e 30% para aqueles que se autodeclararem negros. O concurso terá validade de um ano, podendo ser prorrogado apenas uma vez, por igual período. Outras informações, como conteúdo programático e cronograma provisório, deverão ser consultadas no edital.

Foto:  Ascom SEC BA

Transição: Ciro Nogueira e Alckminn fazem primeira reunião

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Alckmin diz que vai conversar com partidos que apoiaram candidatura de Lula

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), se encontrou com o atual chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP) para traçarem o processo de transição. Alckmin chegou ao encontro acompanhado da presidente do PT, Gleise Hoffmann, e do ex-senador Aloizio Mercadante (PT).

De acordo com o próximo vice-presidente, os trabalhos de transição começam na próxima segunda-feira (7). Em conversa com os jornalistas, ele criticou os bloqueios em estradas e não deu mais detalhes sobre nomes da equipe de transição. Alckmin diz que vai conversar com partidos que apoiaram candidatura de Lula, inclusive aqueles que aderiram apenas no 2º turno, como Simone Tebet e o PDT.

Mais cedo, Alckmin esteve no Congresso Nacional, onde se reuniu com o relator do Orçamento, Marcelo Castro (MDB-PI), e o senador eleito Wellington Dias (PT-PI) para discutir a adequação do Orçamento de 2023 a promessas de campanha de Lula. Após o encontro, eles anunciaram que vão propor uma PEC para retirar do teto de gastos despesas “inadiáveis”, como o pagamento do auxílio de R$ 600.

Mourão diz que é “quase certeza” que Bolsonaro fará a entrega da faixa presidencial a Lula

Foto: Reprodução/Band

Cerimônia de posse, onde acontece a passagem da faixa presidencial, acontecerá no dia 1º de janeiro

O vice-presidente do Brasil e senador eleito pelo estado do Rio Grande do Sul, general Hamilton Mourão, afirmou, após ser questionado, que é “quase certeza” que o presidente Jair Bolsonaro (PL) fará a entrega da faixa presidencial para o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com o portal G1, os assessores de Bolsonaro já estão discutindo como será realizada a passagem da faixa presidencial. Duas opções foram colocadas, sendo a primeira fazer a entrega dentro do Planalto, sem a presença do público que assiste da Praça dos Três Poderes e sem ser filmado. Uma outra opção abordada foi a da entrega ser feita por Mourão.

A cerimônia da posse de Lula acontecerá no dia 1º de janeiro de 2023, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Polícia Rodoviária Federal diz que não há bloqueios em estradas que cortam a BA; mais de 30 atos foram desmobilizados no estado

Estradas da Bahia - PRF — Foto: PRF/BA

Estradas da Bahia – PRF — Foto: PRF/BA

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, desde as 15h, não há mais bloqueios ou interdições nas rodovias federais que cortam a Bahia. O último bloqueio ocorria no KM 506 da BR-101, em Itabuna, no sul da Bahia. O local foi desbloqueado na tarde desta quarta-feira.

Ainda segundo a PRF, desde o início dos bloqueios e interdições, mais de 32 desobstruções foram realizadas em seis diferentes rodovias do estado. Os manifestantes são contra o resultado nas eleições de domingo (30).

Além da PRF, forças de segurança do estado da Bahia trabalharam na liberação desde a noite de segunda-feira (31), quando o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Rodoviária Federal e as polícias militares dos estados tomassem ações imediatas para desobstrução de vias ocupadas ilegalmente.

Moraes atendeu a um pedido da Confederação Nacional dos Transportes e do vice-procurador geral eleitoral.

Horas depois, o Governo da Bahia determinou a atuação das Polícias Militar, Civil, Técnica e Corpo de Bombeiros para desbloquear rodovias do estado. Além das ações com unidades especializadas e territoriais, o órgão ativou o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), sediado no Centro de Operações e Inteligência (COI).

Na unidade, representantes de órgãos estaduais, federais e municipais dão suporte e acompanharão as movimentações em todo o estado. Câmeras da SSP-BA auxiliam no monitoramento.

Policia impede montagem de estrutura para manifestantes na Bahia — Foto: Divulgação/SSP

Policia impede montagem de estrutura para manifestantes na Bahia — Foto: Divulgação/SSP

No oeste do estado, agentes da Polícia Civil chegaram a impedir a montagem de uma estrutura para manifestantes, na cidade de Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado. O empresário que bancava a ação irregular, parou a montagem, após conversar com os policiais. A estrutura coberta serviria como local pra descanso e alimentação dos manifestantes às margens da BR-020, próximo da saída da cidade.

Na cidade de Jequié, na região sudoeste da Bahia, um homem chegou a ser conduzido para delegacia, nesta terça-feira (1º), por incitar a população a bloquear a BR-116, que fica às margens da cidade. No entanto, de acordo com a Polícia Civil, apesar do relato de que o homem estaria criando situações de desordem na cidade, não foi constatado nenhum ato criminoso. Ele foi ouvido e liberado.

VÍDEO: Bolsonaro pede a apoiadores desbloqueio de rodovias: ‘Proteste de outra forma’

VÍDEO: Bolsonaro pede a apoiadores desbloqueio de rodovias: ‘Proteste de outra forma’

Foto: Reprodução Redes sociais

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um apelo nas suas redes sociais, na noite desta quarta-feira (2), para que seus seguidores desbloqueiem as rodovias do Brasil. Manifestantes bolsonaristas estão obstruindo diversas estradas pelo país em protesto contra o resultado das urnas do último domingo (30), que deu a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Aparentemente abatido, o atual chefe do Executivo federal disse que os bloqueios trazem prejuízo à economia. Apesar do pedido, Bolsonaro não condenou a contestação ao sistema eleitoral brasileiro, que motiva as manifestações.

 

“O apelo que eu faço a você: desobstrua as rodovias, proteste de outra forma, em outros locais, que isso é muito bem-vindo, faz parte da nossa democracia”, disse.

 

 

Veja o discurso na íntegra:

 

Brasileiros que estão protestando por todo o Brasil.

 

Sei que vocês estão chateados, estão tristes, esperavam outra coisa. Eu também estou tão chateado, tão triste quanto vocês. Mas nós temos que ter a cabeça no lugar.

 

Os protestos, as manifestações são muito bem-vindas. Fazem parte do jogo democrático. Ao longo dos anos, muito disso foi feito pelo Brasil — na Esplanada, Copacabana, Paulista, entre tantos e tantos outros lugares.

 

O fechamento de rodovias pelo Brasil prejudica o direito de ir e vir das pessoas, está na nossa Constituição. E nós sempre tivemos dentro dessas quatro linhas.

 

Nós temos que respeitar o direito de outras pessoas que estão se movimentando, além de prejuízo a nossa economia. Sei que a economia tem sua importância. Talvez você esteja dando mais importância a outras coisas agora. É legítimo.

 

Mas eu quero fazer um apelo a você. Desobstrua as rodovias. Isso daí não faz parte, no meu entender, dessas manifestações legítimas. Não vamos perder, nós aqui, essa nossa legitimidade. Outras manifestações que vocês estão fazendo pelo Brasil todo, em praças, faz parte, repito, do jogo democrático.

 

Fiquem à vontade. E deixo claro, vocês estão se manifestando espontaneamente.

 

Colocamos a nossa Polícia Rodoviária Federal desde o primeiro momento para desobstruir rodovias pelo Brasil e eles têm feito o trabalho de tentar desobstruir, mas são muitos pontos e as dificuldades são enormes.

 

Prejuízo, todo mundo está tendo com essas rodovias fechadas. O apelo que eu faço a você: desobstrua as rodovias, proteste de outra forma, em outros locais, que isso é muito bem-vindo, faz parte da nossa democracia.

 

Por favor, não pensem o mal de mim. Eu quero o bem de vocês. Ao longo desse tempo todo à frente da Presidência colaborei para ressurgir o sentimento patriótico, o amor à Pátria, as nossas cores verde e amarela, sa defesa da família, a defesa da liberdade. Não vamos jogar isso fora. Vamos fazer o que tem que ter feito.

 

Estou com vocês. E tenho certeza que vocês estão comigo. O pedido é: rodovias. Vamos desobstruí-las para o bem da nossa nação e para que nós possamos continuar lutando por democracia e por liberdade.

 

Muito obrigado a todos vocês. Deus abençoe o nosso Brasil.

Galoucura fura bloqueios bolsonaristas em rodovia no Sul de Minas Gerais

Galoucura fura bloqueios bolsonaristas em rodovia no Sul de Minas Gerais

Foto: Reprodução / Instagram

Integrantes da torcida Galoucura, organizada do Atlético-MG, furaram bloqueios causados por protestos de bolsonaristas no trecho do Sul de Minas da rodovia Fernão Dias. 

 

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o grupo rompendo a estrutura montada pelos apoiadores do atual presidente para abrir caminho rumo à capital paulista, onde o clube enfrenta o São Paulo às 21h30 desta terça-feira (1º), pelo Campeonato Brasileiro. 

Os torcedores discutem com os bolsonaristas e retiram os pneus da rodovia, aos gritos de “vamos, vamos meu Galo”. Um ônibus faz o traslado da torcida para São Paulo. 

 

Segundo o G1, a concessionária da Fernão Dias, a Arteris, registra, na tarde desta terça, pelo menos dois pontos de bloqueio no sentido a São Paulo neste trecho da rodovia, ambos rompidos pelos torcedores. 

 

Os apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) não aceitam o resultado das urnas no último domingo (30), que deram a vitória da eleição presidencial a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

 

Bolsonaro diz que ‘manifestações pacíficas são bem-vindas’ e critica ocupações

Ao vivo: Bolsonaro diz que manifestações são por 'injustiça' na eleição -  EstadãoO presidente Jair Bolsonaro (PL) fez nesta terça-feira (1º), dois dias após o resultado do segundo turno das eleições, o primeiro discurso após perder a eleição. O presidente fez um pronunciamento curto em que disse que “manifestações pacíficas são bem-vindas” e criticou ocupações.

Bolsonaro também agradeceu os votos que recebeu e disse que continuará cumprindo a Constituição.

Ele disse também que “manifestações pacíficas são bem-vindas” e criticou ocupações.

“Quero começar agradecendo os 58 milhões de brasileiros que votaram em mim no último dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”, afirmou o presidente.

 

Bolsonaro discordou de ser rotulado de antidemocrático e disse que sempre jogou “dentro das quatro linhas da Constituição”.

“Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais. Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição”, continuou.

O resultado das eleições foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57 de domingo, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela hora, Lula, tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava 49,17% de votos válidos.

Ao todo, com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 60,3 milhões de votos, e Bolsonaro, 58,2 milhões de votos.

Movimentação no Alvorada

 

A primeira fala pública de Jair Bolsonaro após a derrota nas eleições foi antecedida de uma intensa movimentação no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República onde o presidente se fechou nos últimos dias.

No início da tarde, carros de vários ministérios chegaram ao local levando os ministros escalados para compor o “cenário” da declaração de Bolsonaro.

A TV Globo e o g1 contabilizaram “comitivas” dos ministérios de Justiça e Segurança Pública, Ciência e Tecnologia, Educação, Meio Ambiente, Desenvolvimento Regional, Cidadania, Economia, Direitos Humanos, Trabalho, Relações Exteriores, Casa Civil, Agricultura e Saúde.

Os carros passaram direto pela portaria e, por isso, não era possível saber se as áreas eram representadas por ministros ou por secretários.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também esteve no Alvorada, mas deixou o prédio antes do pronunciamento de Bolsonaro.

Reconhecimento da derrota

 

Tradicionalmente, candidatos derrotados ligam para o adversário e fazem uma declaração pública reconhecendo a vitória do oponente.

Em 2018, por exemplo, o então candidato do PT Fernando Haddad reconheceu a vitória de Bolsonaro ainda no domingo à noite.

Em 2002, quando Lula obteve a primeira vitória na disputa presidencial, o então adversário dele no segundo turno, José Serra (PSDB), telefonou para o petista e reconheceu a derrota.

Durante discurso a apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula contou que não havia recebido telefonema de Jair Bolsonaro.

“Vocês sabem que a gente vai ter que ter um governo para conversar com muita gente que está com raiva. Em qualquer lugar do mundo, o presidente derrotado já teria ligado para mim reconhecendo a derrota. Ele, até agora, não ligou, não sei se vai ligar e não sei se vai reconhecer”, disse.

Assim que o TSE declarou a vitória de Lula sobre Bolsonaro, diversos líderes mundiais reconheceram a vitória do petista, entre os quais: Joe Biden (Estados Unidos), Rishi Sunak (Reino Unido), Alberto Fernández (Argentina), Vladimir Putin (Rússia), Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal), Olaf Scholz (Alemanha) e Volodymyr Zelensky (Ucrânia).

Bolsonaro enfrenta dois problemas: um dentro de casa, o outro fora

O presidente da República, Jair Bolsonaro e a primeira-dama, MichelleIgo Estrela/Metrópoles
Sejamos justos com a formosa primeira-dama Michelle Bolsonaro, agora ocupada com os demônios que voltaram a afligir o país, uma vez que Deus não atendeu seus apelos para nos livrar deles.

Não, ela nada tem contra seu marido, o presidente derrotado em sua tentativa de se reeleger e inconformado com isso, afinal de que lhe valeu ajoelhar-se tanto diante de pastores evangélicos.

O problema de Michelle é antigo e atende pelo nome de Carlos Bolsonaro, o filho Zero Dois do presidente, o mais ciumento deles, o mais emocionalmente instável, que nunca a aceitou na família.

Sejamos justos também com Carlos, de apelido Carluxo. Imagine-se com 17 anos, seus pais separados, sua mãe, vereadora, candidata à reeleição, e, de repente, você ouve uma proposta.

A proposta do seu pai, a pessoa que você mais admira no mundo: “Eu quero que você seja candidato a vereador para impedir que sua mãe se reeleja.” Como é??? Isso mesmo que você leu.

E por sua cabeça jamais passara a ideia de tornar-se um político como seu pai, então deputado federal porque fora afastado do Exército sob a acusação de ser um mau militar.

Era Deus no céu e o seu pai na terra. Você testemunhou o sofrimento dele por terem lhe tirado a farda e proibido de frequentar ambientes militares; você se compadecia dele.

Seu pai queria seguir a carreira militar e não pôde. Derivou para a política porque precisava ganhar dinheiro para sustentar a família. Mas não era feliz, nunca seria de fato.

O que você faria? Ficaria do lado de quem? Seu pai tentara convencer o filho mais velho, Flávio, a derrotar a mãe, mas ele não topou. Eduardo, o Zero Três, não tinha idade.

Então, Carlos disse sim. Elegeu-se, derrotando a mãe, Rogéria, e só pôde assumir o mandato porque completou 18 anos entre a eleição e a posse. No primeiro dia, foi à Câmara de mãos dadas com o pai.

A ferida aberta por Bolsonaro em Carlos nunca mais cicatrizou, e voltou a sangrar depois que ele casou-se com Michelle. Era sua terceira mulher. Antes tivera Ana Cristina, mãe de Jair Renan.

Carlos passou a ver Michelle como uma poderosa sombra a separá-lo do pai. Michelle, de início, procurou apaziguá-lo, mas sem sucesso. O rompimento entre os dois, assim, tornou-se inevitável.

Nada apavora mais Bolsonaro do que saber que Carlos está infeliz, que parou de atender aos seus telefonemas, que está disposto a distanciar-se da família e ir tocar a própria vida.

E Carlos usa e abusa do poder que tem sobre Bolsonaro. Demitiu ministros, como Gustavo Bebianno (Casa Civil) e o general Carlos Alberto Santos Cruz (Secretaria de Governo da Presidência).

Na cerimônia de posse do pai, fez questão de desfilar com ele e Michelle em carro aberto pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília. E estava armado porque temia algum atentado.

No ano passado, com medo de que Carlos fosse preso no inquérito sobre distribuição de notícias falsas e atos contra a democracia, Bolsonaro hospedou-o no Palácio da Alvorada. Para quê…

Michelle detestou e o abrigo durou pouco. Carlos deu-lhe o troco: quando Michelle começou a brilhar na campanha do marido, a conta oficial de Bolsonaro no Instagram deixou de seguir a dela.

É Carlos, sempre foi ele, que administra as contas de Bolsonaro nas redes sociais. Quem tem as senhas é ele, com autonomia para fazer postagens sem muitas vezes consultar o pai.

Michelle reagiu em legítima defesa de sua imagem: deixou de seguir o marido no Instagram. E postou a seguinte mensagem em sua conta:

“Esclarecendo a matéria de hoje sobre o meu marido ter deixado de me seguir em seu Instagram, conforme o Jair explicou em várias ‘lives’, quem administra essa rede não é ele. Eu e meu esposo seguimos firmes, unidos, crendo em Deus e crendo no melhor para o Brasil. Estaremos sempre juntos, nos amando na alegria e na tristeza… Que Deus abençoe a nossa amada Nação!”

Bolsonaro, agora, enfrenta dois problemas igualmente graves: um dentro de casa, o outro fora com sua derrota para Lula.