Porém, esse fator não parece ter sido o suficiente para atrair alguns caciques da política baiana. O exemplo mais significativo é o de Ângelo Coronel (PSD). Prestes a ser rifado da chapa majoritária, ele não compareceu à festa, mesmo dando indicativos à imprensa que participaria.Coronel ameaça romper com o grupo governista e se aliar ao candidato de oposição ACM Neto (União Brasil), para tentar renovar o seu mandato. A decisão dele, neste momento, é o movimento mais esperado do tabuleiro eleitoral da Bahia.

Além de Coronel, quem também se ausentou foi o presidente do PSD baiano e senador, Otto Alencar. Embora não marque presença na Lavagem há algum tempo, havia a expectativa da ida do cacique pessedista, como uma espécie de aceno à pacificação do grupo.

Outro figurão que não deu o ar da graça foi o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). Postulante a uma das vagas ao Senado, o ex-governador da Bahia nunca foi assíduo na celebração, mas a sua participação em ano eleitoral faria sentido, já que ele é encarado como um dos grandes puxadores de votos do grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Vale destacar que o outro postulante à vaga no Senado, Jaques Wagner (PT) esteve mais uma vez presente na lavagem.

Cadê os bolsonaristas?

Também chamou atenção a ausência dos bolsonaristas e sua claque. Pelo PL, penas o presidente do partido na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, e o deputado federal Capitão Alden compareceram.

O vereador Alexandre Aleluia (PL) e o seu pai, José Carlos Aleluia (Novo), que é pré-candidato ao Governo do Estado, também estiveram na procissão.

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