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PF faz operação contra quadrilha que fraudava benefícios do INSS no Recôncavo baiano

Policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão em MuritibaGovernador Mangabeira e São Felipe, no Recôncavo, na manhã desta terça-feira (17). A operação, intitulada “Ato Contínuo”, visa desarticular uma organização criminosa que fraudava benefícios previdenciárias/assistenciais.

 

Segundo a Polícia Federal (PF), os beneficiários eram pessoas fictícias [laranjas], muitas delas tinham RG’s falsos, os quais eram utilizados para obtenção de múltiplos benefícios fraudulentos. Ainda segundo a PF, após a falsificação das cédulas de identidade, o grupo fazia a inscrição do suposto beneficiário no Cadastro de Pessoas Físicas da Receita Federal (CPF).

 

 

As incrições ocorriam sempre em data imediatamente após (em “ato contínuo”) à pessoa fictícia completar 65 anos (idade mínima para obter o benefício assistencial para idosos de baixa renda – BPC LOAS). Em seguida, eles apresentavam o requerimento ao INSS.

 

A PF informou ainda que, além das fraudes nos benefícios assistenciais para idosos, os acusados apresentavam laudos médicos e exames falsos para obter benefícios assistenciais para portadores de deficiência, em especial, em razão de suposta perda auditiva dos requerentes.

 

Até o momento, a PF identificou fraudes em cerca de 200 benefícios previdenciários, com prejuízo causado à Previdência Social de mais de R$ 8 milhões. Com a interrupção dos crimes pela PF e pelo Ministério da Previdência Social, o prejuízo evitado supera os R$ 60 milhões.

 

Cerca de 60 policiais federais participam da operação. Os acusados vão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato previdenciário, falsificação de documento público, uso de documento falso, dentre outros. Caso sejam condenados, eles podem pegar penas que passam de 15 anos de prisão.

Justiça mantém prisão de policiais rodoviários que mataram Genivaldo

 

A 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) negou pedido da defesa e manteve presos os três policiais rodoviários federais acusados de terem matado asfixiado Genivaldo de Jesus Santos em maio de 2022. O tribunal manteve ainda a decisão de julgar os agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em júri popular.

Os desembargadores, no entanto, negaram pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que os policiais fossem julgados também pela prática do crime de abuso de autoridade. Dessa forma, os policiais Paulo Rodolpho Lima Nascimento, Kléber Nascimento Freitas e William de Barros Noia serão jugados pelos crimes de tortura e homicídio triplamente qualificado.

Genivaldo foi morto em uma abordagem dos três agentes da PRF em maio de 2022 na cidade de Umbaúba, localizado no sul do estado do Sergipe. Ele foi colocado na parte traseira da viatura policial, onde os agentes lançaram gás lacrimogênio e o mantiveram preso, com os vidros fechados. Genivaldo chegou a se debater com as pernas para fora da viatura, mas os policiais o mantiveram preso dentro do veículo forçando a porta. A causa da morte foi asfixia e insuficiência respiratória.

Ex-prefeito é punido por gastos excessivos com festas

Os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios acataram as conclusões de auditoria realizada no município de Barreiras, na gestão do ex-prefeito Antônio Henrique de Souza Moreira, que apontaram irregularidades nas despesas com festividades e promoção de eventos realizados no exercício de 2015.

Os gastos apurados apenas nesse período superaram o montante de R$8 milhões. O conselheiro Plínio Carneiro Filho, relator do processo, imputou ao gestor multa no valor de R$8 mil. De acordo com o relatório, foram realizadas despesas pela Prefeitura de Barreiras com a locação de estruturas metálicas, palcos, toldos, sanitários, geradores de energia, equipamentos de sonorização e iluminação, empresas de representação exclusivas de artistas e bandas musicais e empresas especializadas na realização dos festejos municipais no montante de R$8.203.264,78.

A área técnica do TCM – após analisar a documentação apresentada – concluiu que os gastos com festividades no ano de 2015 foram excessivos e irrazoáveis, não ofertando retorno econômico ao município de Barreiras que justificasse o desembolso realizado.

O valor total despendido (R$8.203.264,78) representou 77% do déficit orçamentário do período; 3% da receita arrecadada anual; 20% do valor investido em saúde e 10% em educação, com recursos próprios. Já o suposto retorno financeiro não foi além da rotina anual do período junino quando comparado com os anos de 2014, 2015 e 2016.Os auditores também relataram a ausência de controle da arrecadação da bilheteria, locação de stands, barracas, espaços e estacionamento da 33ª EXPOAGRO – Barreiras 2015.

Acrescentaram, ainda, a ausência de fiscal em quase todos os contratos firmados por meio de pregão ou inexigibilidade e a atuação inconsistente do controle interno.O Ministério Público de Contas, através do procurador Guilherme Costa Macedo, se manifestou pelo acolhimento parcial das irregularidades contidas no relatório da auditoria, em razão da ausência de razoabilidade e economicidade dos gastos efetuados.Cabe recurso da decisão.

Polícia Civil recupera veículo no interior de Motel em Vitória da Conquista

Ontem(17/07/2023) por volta das 14h:00, Investigadores da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos compareceram em um motel de Vitória da Conquista e recuperaram o veículo GM/Montana, Placa Policial MSS3B90 que tinha sido furtado e foi abandonado no interior do estabelecimento. De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado pela vítima o veículo foi deixado do lado de fora em um lavajato no dia 08/07/2023 para lavagem geral. O veículo desapareceu misteriosamente. Para a equipe de investigadores, o gerente do motel disse que o veículo foi deixado por um cliente que não tinha dinheiro para pagar a estadia e assim que conseguisse o dinheiro voltaria para recuperar o veículo, tendo o mesmo desaparecido. O autor do furto de iniciais F. F. M. J, vulgo “Junior” foi localizado e apresentado no Disep para as medidas cabíveis. Na delegacia ele disse que é usuário de drogas e toma remédios controlados e estava sendo procurado pela Familia por estar desaparecido a aproximadamente 10 (dez) dias.

Fonte: DRFR de Vitória da Conquista.

Conquista: “É triste constatar o pleno abandono”, dispara vereador ao criticar falta de manutenção nas praças e encontrar formigueiros

O abandono das praças públicas em Vitória da Conquista tem sido motivo de revolta e questionamentos do vereador Dr. Andreson Ribeiro (PCdoB). Na Praça conhecida como dos Motoristas, localizada no Centro da cidade, o edil encontrou vários formigueiros que chamaram atenção.

Para o parlamentar, a situação demonstra a falta de atenção da Prefeitura de Vitória da Conquista com as praças da cidade. Em entrevista ao Blog do Sena, nesta segunda-feira (17), o vereador afirmou que faltam cuidados básicos com os equipamentos públicos que são espaços de lazer para a população.

“É um absurdo a gente detectar no Centro de Vitória da Conquista uma Praça dessa totalmente abandonada, com vários formigueiros. Não bastasse isso, as demais praças de Vitória da Conquista não há uma ação de manutenção no que diz respeito a molhação, jardinagem deixando a cidade feia coisas que jamais os conquistenses merecem”, disse Ribeiro.

Segundo Dr. Andreson, faltam políticas e ações a secretaria Municipal de Meio Ambiente para manutenção e conservação das praças. “É uma pena que não há uma política na secretaria de Meio Ambiente sequer para manter as nossas praças bonitas e verdes como a nossa população tanto deseja e merece. É um descaso, um absurdo. Até formigueiros vocês detectam”, declarou Ribeiro.

O vereador afirmou que o seu mandato irá oficiar a secretaria para que melhorias sejam realizadas nas praças públicas. E lamentou a situação. “Vamos oficiar a secretaria competente para que tome as providências. Mas, é triste constatar o pleno abandono das áreas públicas de lazer e convivência de Vitória da Conquista”, disparou Ribeiro.

Região: Cláudio e Katiane morreram em grave acidente na BR-030


Duas pessoas morreram em uma colisão entre uma van e uma moto na BR-030, na altura de Malhada, na manhã desta segunda-feira (17).

A van colidiu na traseira da moto em que estava o casal. Cláudio da Silva Rodrigues, 35 anos, morreu no local logo após a batida e Katiane Gomes Nunes, de 25 anos, seguiu em estado grave para o hospital de Malhada, na sequência.

Os corpos foram removidos para o IML de Guanambi. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.

Poções| Clarissa Helloanny é a nova Miss Bahia CNB Teen 2023 Representando a cidade de Poções

Ao longo de todo o Concurso Clarissa Mostrou para o que veio esbanjando simpatia e carisma, alem de ter vencido a maioria das provas. Ela representou a cidade de poções e levou a melhor no concurso, Parabéns.

Uma pessoa morre atropelada na BR 116| Entrada do Penachinho, trecho do município de Boa Nova.

 

Um grave acidente com vítima fatal foi registrado na noite desta segunda-feira (17), na BR 116, na entrada do Penachinho, trecho do município de Boa Nova. Segundo apuramos, uma pessoa foi atropelada e morreu na hora. No local, estão as equipes da Via Bahia e da PRF. Em breve, traremos novas informações.

“Eventualmente tem fogo amigo” no Planalto, diz Rui Costa

 

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que, no governo, “eventualmente tem fogo amigo”. Segundo ele, as tensões políticas com o Congresso no começo da atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) eram “previsíveis e naturais”, mas houve um “processo de distensionamento” na relação entre os Poderes.

“Na política não tem vácuo. Como existia um completo vazio de governança de gestão do Executivo, esse espaço foi ocupado por muitos outros atores institucionais. Na medida em que o governo passa a existir, a ocupar o seu devido lugar, as coisas vão se acomodando”, declarou em entrevista ao jornal O Globo publicada neste domingo (16.jul.2023). Questionado sobre “intrigas” no Palácio do Planalto, respondeu: “Eu não nego que eventualmente tem fogo amigo, gente que planta notícias”.

 

Rui Costa disse que esse “fogo amigo” não foi algo que vivenciou como governador da Bahia. “Você via muito mais unidade e time jogando, do que eventualmente, às vezes, se percebe aqui. O que mais me incomoda é a inverdade e a mentira”, afirmou, acrescentando: “é um negócio que a mim me incomoda profundamente, essa era da fake news, da notícia plantada, porque a velocidade da informação é muito grande”.

Sobre a relação com o Congresso, o ministro declarou que conseguirá a partir de agora “abrir a agenda” para interlocução com congressistas. “Mas, se for para discutir assuntos que não são da minha parte, da articulação política, não tem condição”, disse.

“A ênfase do presidente foi, desde o início, pedir que eu me concentrasse na gestão de governo e que resistisse ao máximo para não entrar na articulação política. Humanamente não tem como fazer as duas coisas”, afirmou.

Ele disse que não pretende participar da articulação política. “Se, eventualmente, em reuniões de coordenação, o presidente solicita opinião, eu posso eventualmente dar. Mas eu não faço e não farei essa articulação”, declarou.

Segundo Costa, a aprovação de medidas econômicas no Congresso foi simbólica. “Houve um processo de distensionamento. Muita reunião, muito café, muito almoço, muito jantar, e isso vai ajudando a distensionar. Houve a diminuição também de intrigas, de fofocas, de disse me disse. Até dissuadir disso, leva um tempinho”, declarou.

Sobre eventuais mudanças na composição do governo, ele afirmou ser “indevido” que ministros façam especulações. “Isso fragiliza o governo. Se cada ministro ficar dando palpite não dará certo”, disse, acrescentando: “As composições e mudanças, o presidente fará. E quando ele fizer, troca um diretor de empresa, um superintendente, um ministro, e acabou. A vida segue e o governo segue”.

Rui Consta falou das prioridades do governo no 2º semestre. A número 1, segundo ele, é o lançamento do novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). “Estamos trabalhando com a perspectiva de R$ 60 bilhões por ano, fora concessões e PPPs [parcerias público-privadas]”, afirmou.

Reforma Tributária autoriza estados e municípios a definirem alíquotas próprias do IBS

A Reforma Tributária autoriza estados e municípios a definirem suas próprias alíquotas no IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), novo tributo que será criado no lugar dos atuais ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS (Imposto sobre Serviços).

 

O formato tem sido usado por críticos da Reforma para reforçar a artilharia contra a proposta, sob a justificativa de que isso anula o esforço de simplificação do Sistema Tributário Nacional.
O argumento é rejeitado por defensores do texto, que veem possibilidades limitadas de variação das alíquotas de um lugar para outro. Eles também afirmam que o dispositivo assegura a autonomia de estados e municípios, algo tão reivindicado justamente pelos críticos da proposta.
Há ainda um custo político não desprezível como barreira à instituição de uma cobrança maior do que a exercida no restante do país —o que é visto como vantagem ou como problema, a depender da ala que analisa a questão.
Sob uma perspectiva positiva, o ônus político conteria o ímpeto de governantes de elevar a tributação sobre seus contribuintes. Do ponto de vista negativo, haveria pressão pela fixação de uma alíquota de referência o mais elevada possível para atender a todos os entes sem individualizar desgastes.
A PEC (proposta de emenda à Constituição) aprovada na Câmara dos Deputados prevê a unificação de cinco tributos sobre consumo em dois novos, o IBS (de competência estadual e municipal) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) federal. A transição seria iniciada em 2026, com previsão de migração completa em 2033.
O governo federal tem sido cobrado a apontar em quanto devem ficar as alíquotas dos novos impostos, mas os números ainda são mantidos sob sigilo. Estimativas preliminares indicavam uma cobrança próxima a 25%, quando somados o IBS e a CBS, mas a carga final vai depender também do alcance das exceções setoriais, que foram ampliadas na reta final da tramitação na Câmara.
O texto diz que, após a promulgação da PEC, uma resolução do Senado Federal vai fixar a alíquota de referência do imposto para cada esfera federativa, “que será aplicada salvo disposição em contrário em lei específica”.
A lei específica em questão deverá ser aprovada no Legislativo local e poderá definir o patamar de cobrança em seu território, mesmo que isso signifique uma alíquota distinta da aplicada nos demais lugares. Há ainda a opção de estados e municípios vincularem de forma automática suas alíquotas à referência estipulada pelo Senado.
Técnicos que acompanham as discussões explicam que o trecho é importante para garantir a autonomia federativa, um princípio gravado na Constituição. Hoje, essa liberdade já existe: cada estado ou município define a alíquota a ser cobrada dos contribuintes.
A diferença é que, após a Reforma, a escolha se dará no âmbito de um sistema bem mais simples do que o atual, em que governadores e prefeitos fixam inúmeras alíquotas, diferenciadas conforme bens, serviços ou setores.
A PEC prevê, de forma expressa, que a cobrança definida pelo ente “será a mesma para todas as operações com bens ou serviços”, à exceção dos regimes específicos ou favorecidos previstos no próprio texto constitucional. Ou seja, mesmo que o ente queira adotar uma alíquota maior ou menor, ela será única para todos os bens e serviços alcançados pelo IBS.
Além disso, os técnicos observam que o governador ou prefeito que quiser elevar a alíquota do IBS em seu território precisará “arcar com o ônus político” dessa decisão.
Se o desejo for o de reduzir a cobrança, o texto impede que a perda de arrecadação decorrente seja financiada de forma indireta por outros entes por meio da transição federativa —período em que estados e municípios compensarão uns aos outros para evitar oscilações bruscas de receitas durante a implementação da Reforma.
O economista e pesquisador Sérgio Gobetti, especialista na área tributária e que hoje atua na secretaria de Fazenda do Rio Grande do Sul, ressalta que o ônus político de fixar uma alíquota acima da referência tende a ser ainda maior após a PEC, uma vez que a proposta muda o local de cobrança da origem (onde o bem ou serviço é produzido) para o destino (onde ocorre o consumo).
“Hoje, quando o governante aumenta a alíquota, ele tributa o consumo de outro lugar, está invadindo o consumo dos cidadãos de outras localidades. Com a Reforma, ele estará literalmente tributando o consumo de seus cidadãos. O pãozinho, a conta de luz, a gasolina… Isso torna mais transparente e republicana a relação do tributo com a sociedade”, diz Gobetti.
Segundo ele, não é verdade que a permissão para a mudança das alíquotas anula o objetivo de simplificação do sistema. Em sua avaliação, a ampliação das exceções setoriais gera mais complexidade do que a autorização para estados e municípios fixarem suas próprias alíquotas gerais.
“A demanda de aumento da alíquota deve ser baixa, porque a transição ajuda a assegurar a arrecadação”, afirma o economista. Gobetti diz ainda que as mudanças serão sutis e tendem a seguir um padrão. Nos municípios, em que a cobrança hoje se situa entre 2% e 5%, seria de se esperar valores intermediários. “Não seriam mais de 5.000 alíquotas. Na prática, no máximo vai ter dez alíquotas, isso já exagerando.”
O presidente do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários Estaduais de Fazenda), Carlos Eduardo Xavier, diz que a autorização para cada ente fixar sua alíquota é importante para acomodar as diferentes necessidades. “O país tem dimensões continentais e regiões bem desiguais. Essa possibilidade é fundamental para a autonomia dos estados e municípios”, afirma.
Crítico à Reforma, o sócio e economista-chefe da Warren Rena, Felipe Salto, alerta de que as necessidades distintas vão justamente atuar como um incentivo à pressão sobre quem subsidiará o Senado com os cálculos da alíquota de referência —competência delegada ao TCU (Tribunal de Contas da União).
“Em primeiro lugar, apesar de o TCU ter servidores muito bons, não faz sentido o órgão de controle fazer essa estimativa”, critica ele, que também já foi secretário de Fazenda de São Paulo. “Em segundo lugar, [mesmo com a autonomia], nenhum estado ou município vai querer mudar sua alíquota, porque vai valer para todos os setores.”
Para ele, o risco de perda de arrecadação levará os entes a pressionar o TCU na tentativa de afastar o custo político local. “Se acontecer o que eu acho que vai acontecer, a tendência é de a alíquota de referência ficar o mais elevada possível, para [os entes] não terem o ônus de ficarem com alíquota maior do que a de referência”, afirma.
Salto defende a fixação de uma banda, com mínimo e máximo para as alíquotas dos novos tributos, a ser gravada em lei complementar que regulamentará a Reforma. A norma —que ele chama de “nova Lei Kandir”— também poderia estabelecer os preceitos básicos do novo imposto, a partir dos quais os Executivos estaduais e municipais poderiam fixar suas regras, em substituição ao Conselho Federativo.
A ideia de uma banda para as alíquotas do IBS foi defendida pelo relator da Reforma no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), em entrevista à Folha. A diferença é que o relator entende que o comando precisa constar na própria PEC.
“Acho talvez prudente que se tenha um comando constitucional de mínimos e máximos no IBS e para a CBS. Se não, vai deixar para uma lei complementar, que é uma matéria infraconstitucional, com quórum mais baixo”, afirmou Braga à reportagem no dia em que foi oficializado na relatoria.
O economista Manoel Pires, coordenador do Observatório de Política Fiscal da FGV Ibre, pondera que as alíquotas não podem ser pensadas de forma nacional, uma vez que cada estado e município têm hoje determinada carga tributária. A fixação de uma trava poderia, segundo ele, tirar autonomia dos entes.
“Se a PEC amplia as exceções, mas estabelece um máximo de 25%, isso pode gerar conflito”, afirma.
Idiana Tomazelli/Folhapress