Presos fizeram uma rebelião na tarde desta sexta-feira (19) no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia. Equipes da polícia e do Corpo de Bombeiros foram enviados ao local. Em uma live feita de dentro da unidade e com quase 10 mil visualizações simultâneas, os detentos cobraram melhores condições (assista acima).

A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária informou, em nota, que a confusão começou na Ala A da Penitenciária Odenir Guimarães, onde ficam 467 presos, mas que a situação controlada às 15h45. O órgão informou que não há registro de mortos e, até a última atualização desta reportagem, ainda fazia um levantamento para saber se houve feridos.

Na transmissão ao vivo, vários presos reclamam de falta de banho de sol, que não estão recebendo a comida e itens de higiene enviados pelos familiares e também que não conseguem ter contato com os parentes. A live durou cerca de 45 minutos.

Em outro vídeo gravado dentro do presídio, os detentos mostram fogo saindo de dentro de uma ala, enquanto outros presos circulam em um pátio entre as celas (veja abaixo). Um detento aparece caminhando com um pedaço de madeira na mão.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Maxsuell Miranda das Neves criticou a administração do presídio. “Essa rebelião hoje, preso fazendo live com 10 mil pessoas assistindo, isso é uma vergonha”, disse. Ele informou que houve troca de tiros dentro da unidade.

O G1 entrou em contato por mensagem com a DGAP às 14h30 pedindo um posicionamento sobre a transmissão ao vivo e sobre a reclamação dos presos. Porém, não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

De acordo com os bombeiros, foram enviadas nove equipes ao local. Inicialmente, o relato era de fogo em colchões dentro das celas. Porém, também foram enviadas viaturas de resgate com médicos caso houvesse feridos.

Equipes da cavalaria e tropa de choque também estão no local. Um helicóptero sobrevoa o presídio, acompanhando a movimentação, durante a tarde.

Dezenas de familiares de presos foram para a porta do complexo em busca de informações sobre os detentos.

Fonte: G1 Goiás.

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