Uma contratação feita pelo prefeito de Jaguarari, no centro-norte baiano, chamou atenção da população local. De acordo com o Diário Oficial do Município, a apresentação de “Nino Coutinho e Banda Imortal”, com inexigibilidade de licitação, para festejo local em abril, custou aos cofres públicos o valor de R$ 20 mil. O ato foi assinado pelo prefeito Everton Carvalho (PSDB).

No ano passado, para tocar na cidade, sob gestão do então prefeito Fabrício D’Agostino, a mesma atração recebeu R$ 9 mil. Ou seja, um aumento de mais de 100% no cachê.

Ao site PNotícias, o secretário de Administração da cidade, José do Vale limitou-se a informar que a repercussão é “políticagem de baixo nível”.

O empresário Márcio Coutinho, que representa a banda citada na matéria, rebateu a informação de que trata-se de uma banda pouco conhecida e afirmou que o valor do cachê da banda é R$ 20 mil. Justificou que o show de R$ 9 mil na gestão do então prefeito Fabrício D’Agostino, a quem o empresário chamou de “gente boa” foi vendido incompleto, sem iluminação e outros itens. Também esclareceu que o blog que noticiou o caso tem interesses políticos e que ele “toca para qualquer partido”. Por fim, afirmou que o responsável pela denúncia “fazia parte da comissão organizadora na gestão passada e viu de que forma foi feita (a contratação) na ocasião, para ser aquele preço. Ele não poderia usar isso como armadilha política”.

“Informamos que a diferença observada nos preços se deu por tratarem-se de dois diferentes shows contratados: um contando com banda e estrutura completas e outro acústico, com banda e estrutura reduzidas”, completou.

BNews