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Nesta sexta-feira (15), policiais civis da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) e da sede da coordenadoria de Vitória da Conquista tomaram conhecimento de uma quadrilha de falsários de documentos públicos e golpistas dos recursos financeiros denominados de RPV (Recursos de Pequenos Valores), os quais são oriundos de Alvarás judiciais.

Uma denúncia da Agência do Banco do Brasil em Vitória da Conquista de que uma senhora se fez passar por outra que residia no Piauí, levou a equipe a começar as investigações que culminou na prisão de 3 integrantes e na identificação de outros indivíduos que estão foragidos, bem como, de um que agia de dentro de um presídio. Eles foram presos dentro de uma residência, na qual havia todo o material utilizado nas falsificações de documentos.

Na presença de um advogado, confessaram suas atribuições dentro da associação criminosa e foram autuados em flagrante delito pelos crimes de associação criminosa, estelionato, dentre outros.

Dos golpes: A quadrilha agia em todo o território nacional

Vítimas eram escolhidas por um presidiário ainda não identificado que tinha acesso privilegiado de dentro da cadeia a um terminal de computador que sabia em tempo real quando os recursos eram liberados e para quem eram liberados e fornecia os dados cadastrais aos comparsas que foram presos em Vitória da Conquista. Um dos foragidos aliciava pessoas para participar do golpe, que consistia em passar-se por outra pessoa e resgatar os recursos oriundos desses fundos. De posse do recurso, ficavam com 15% e o restante era dividido entre os demais integrantes. Segundo um dos integrantes, ele só andava em carro de luxo e vivia uma vida confortável, faturando mais de 200 mil por semana.

Os estelionatários se diziam prejudicados ultimamente pela ação da COVID-19, tendo em vista que poucas agências estavam operando e pretendiam migrar para as cidades de CAMAÇARI e SALVADOR, no estado da Bahia.

O modus operandi da quadrilha consistia em adquirir no mundo do crime IDENTIDADES ORIGINAIS, oriundas de furto e roubo, e apagá-las quimicamente e reimprimir os dados falsos e assim fraudarem os BANCOS que pagavam tais recursos e rapidamente o dinheiro era lavado e enviado para diversas contas correntes e de poupança abertas em nome dos golpistas e, assim que os saques eram realizados, as contas eram canceladas, pois tratavam-se de contas abertas com documentos falsos.

Foram apreendidos computador, impressora, papeis lavados quimicamente, além de comprovantes de transações de depósito, saques e transferências em valores altos entre vários correntistas espalhados pelo Brasil.

Os flagranteados já possuíam passagens policiais, sendo um por homicídio e o outro por estelionato.

Considerando que os investigados provavelmente cometerem outros golpes na região, a Polícia Civil apresentou as fotos de ambos para que eventuais outras vítimas que porventura os reconheçam, os denunciem.

Fonte: 10a COORPIN e DRFR