PF vê indícios de que Bolsonaro cometeu crime ao associar vacina da Covid com risco de pegar Aids
A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que há indícios de que o presidente Jair Bolsonaro cometeu crime ao associar a vacina contra a Covid-19 com o risco de contrair Aids.
A associação não corresponde à verdade. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outras autoridades de saúde já esclareceram que as vacinas não trazem doenças. Pelo contrário, evitam contaminação.
A delegada Lorena Lima Nascimento, responsável pelo caso, pediu autorização do STF para indiciar Bolsonaro e o ajudante de ordens tenente Mauro Cid , que ajudou a produzir o material divulgado pelo presidente. A PF concluiu que os dois praticaram incitação ao crime, conduta prevista no código penal e que pode dar prisão de três a seis meses.
De acordo com a PF, o presidente “disseminou, de forma livre, voluntária e consciente, informações que não correspondiam ao texto original de sua fonte, provocando potencialmente alarma de perigo inexistente aos espectadores”.
O relatório afirma ainda que a conduta de Bolsonaro acabou por incentivar nos espectadores das lives o descumprimento de normas sanitárias estabelecidas pelo próprio governo.
A PF pede ainda que seja autorizada a tomada de depoimento de Bolsonaro.









