Depois de um grande trabalho realizado pelos deputados da Oposição, a Comissão Especial do projeto chamado indevidamente de “Escola Sem Partido” acaba de encerrar as atividades nesta legislatura. Os deputados contrários à matéria conseguiram enterrar essa proposta que representa um grande retrocesso para o Brasil, pois pretende amordaçar os educadores e acabar com a pluralidade de ideias nas escolas. Destacada como uma das parlamentares que mais resistiu ao autoritarismo, que foi perseguida e calada por diversas vezes na reunião do colegiado, a deputada Alice Portugal (PCdoB/BA) comemorou a vitória, ao lado dos estudantes e dos professores.

“É uma das maiores vitórias da minha vida. Talvez enfrentemos uma guerra grande na próxima legislatura, um tsunami, mas ter derrotado essa matéria agora foi muito importante. Foi a prova de que a resistência dá certo. E estamos fortalecidos para enfrentar qualquer tentativa de reduzir a escola a um mero lugar de repetição de conteúdo. Hoje, honramos Anísio Teixeira, que classifica a escola para além disso, a eleva como espaço de vivência. Queremos uma educação plural”, defendeu.

Para o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Pedro Gorki, com o projeto que estava sendo analisado, os deputados favoráveis à proposta subestimavam a capacidade de pensar dos estudantes. “Eles acham que engolimos tudo? Agora, é preciso dar voz aos estudantes. Se eles pensam que vão conseguir nos enterrar, que eles saibam de uma coisa: somos que nem sementes, quanto mais nos enterram, mais floresceremos”, disse o estudante.

Com o fim das atividades da comissão, os deputados favoráveis ao projeto “Escola Sem Partido” terão que começar do zero na próxima legislatura. “Esperamos que a luta dos professores, alunos e funcionários das escolas e universidades brasileiras o façam desistir desta aberração”, disse Alice.

 

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